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quinta-feira, 26 de julho de 2012



Fotógrafo faz impressionantes imagens da Via Lactea




O fotógrafo norueguês Terje Sorgjerd escalou o Pico del Teide, o ponto mais alto da Espanha, para fazer imagens da Via Lactea em movimento durante a noite. O resultado deu origem ao vídeo “The Mountain”, que impressiona o olhar com cenas poderosas. Para conhecer mais do trabalho dele, vale conferir a página oficial no Facebook!

CANTIGA PARA QUEM SONHA - LUIZ GOES


CANTIGA PARA QUEM SONHA

Música: João Figueiredo Gomes
Letra: Leonel Carlos Duarte Neves

Tu que tens dez réis de esp'rança e de amor
Grita bem alto que queres viver.
Compra pão e vinho, mas rouba uma flôr:
Tudo o que é belo não é de vender.
Não vendem ondas do mar,
Nem brisa ou estrelas,
Sol ou lua-cheia.
Não vendem moças de amar,
Nem certas janelas
Em dunas de areia.
Canta, canta como uma ave ou um rio,
Dá o teu braço aos que querem sonhar.
Quem trouxer mãos livres ou um assobio
Nem é preciso que saiba cantar.

Tu que crês num mundo maior e melhor
Grita bem alto que o céu 'stá aqui.
Tu que vês irmãos, só irmãos, em redor
Crê que esse mundo começa por ti.
Traz uma viola, um poema,
Um passo de dança,
Um sonho maduro.
Canta glosando este tema:
Em cada criança
Há um homem puro.
Canta, canta como uma ave ou um rio,
Dá o teu braço aos que querem sonhar.
Quem trouxer mãos livres ou um assobio
Nem é preciso que saiba cantar.

Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2012


Começam amanhã os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2012.

Os atletas portugueses que vão participar são homens e mulheres que, com grande esforço, muitas vezes com dificuldades monetárias, conseguiram alcançar os valores mínimos para poderem estar na maior competição desportiva do mundo. É verdade que alguns são profissionais, mas, na sua maioria, são amadores. A eles o meu obrigada e boa sorte!

Olímpicos:


Alberto Paulo, Ana Cabecinha, António Pereira, Arnaldo Abrantes, Dulce Félix, Edi Maia, Equipa Estafeta Masculina 4x100m (4 Atletas), Francis Obikwelu, Inês Henriques, Inês Monteiro, Jessica Augusto, João Pedro Ferreira, João Vieira, Luís Feiteira, Marco Fortes, Marcos Chuva, Maria Leonor Tavares, Marisa Barros, Naide Gomes, Nelson Évora, Patrícia Mamona, Rui Pedro Silva, Rui Silva, Sara Moreira, Susana Feitor, Vânia Silva, Vera Barbosa, Vera Santos, Youssef El Kalay


Pedro Martins, Telma Santos


Beatriz Gomes, David Fernandes, Emanuel Silva, Fernando Pimenta, Filipe Duarte, Hélder Silva, Helena Rodrigues, Joana Sousa, Joana Vasconcelos, João Ribeiro, Leonel Correia, Teresa Portela


André Cardoso, Equipa Masculina (1 Atleta), Manuel Cardoso, Nelson Oliveira, Rui Costa


Duarte Seabra, Equipa Ensino (4 Atletas), Gonçalo Carvalho, Luciana Diniz


Joaquim Videira


Ana Rente, Diogo Ganchinho, Ekaterina Kilinskaya, Gustavo Simões, Luís Araújo, Manuel Campos, Nuno Merino, Zoi Lima


Ana Cachola, Ana Hormigo, André Alves, Joana Ramos, João Neto, João , Leandra Freitas, Telma Monteiro, Yahmina Ramirez


Hugo Passos, Liliana Santos


Alexandre Agostinho, Carlos Almeida, Diogo Carvalho, Sara Oliveira, Simão Morgado


Carla Mendes, Equipa Masculina (5 Atletas), Janine Coelho, Nuno Mendes, Pedro Fraga


Pedro Póvoa, Rui Bragança


Frederico Gil, Rui Machado


Equipa Masculina (3 Atletas), João Pedro Monteiro, Marcos Freitas, Maria Xiao, Tiago Apolónia


Joana Castelão, João Costa


João Azevedo


Bruno Pais, Equipa Masculina (1 Atleta), João Pereira, João Silva, Vanessa Fernandes


Afonso Domingos, Álvaro Marinho, Bernardo Freitas, Carolina Borges, Diana Neves, Francisco Andrade, Frederico Melo, Gustavo Lima, João Rodrigues, Jorge Lima, José Costa, Mariana Lobato, Miguel Nunes, Rita Gonçalves, Rúbrio Basílio, Sara Carmo


Selecção Masculina (13 Atletas)


Paralímpicos:


Alberto Manuel Pereira Baptista, Alexandrino Ribeiro da Silva, Carlos Alberto Amaral Ferreira, Cátia Sofia Gomes de Almeida, Eduardo Sanca, Firmino Francisco Andrade Baptista, Gabriel Macchi, Gabriel Potra, Hugo Miguel Veríssimo Cavaco, Inês Isabel Maciel Fernandes, Joaquim Ferreira Machado, Jorge Teixeira Pina, José Alves, José Monteiro, Lenine Francisco da Silva Cunha, Luís Gonçalves, Maria da Graça da Silva Fernandes, Maria do Carmo Jesus Maganinho, Maria Odete Fiúza, Nélson da Conceição Madeira Gonçalves, Nuno Miguel Fernandes Alves, Raquel Andreia de Sousa Faria Cerqueira, Ricardo Manuel Martins do Vale, Ricardo Marques, Samuel Rafael Faria Teixeira Freitas, Tiago José Pereira Duarte


Abílio Manuel Bessa Valente, Armando Fonseca Costa, Cristina Maria Jesus Gonçalves, Domingos Vieira, Fernando Manuel da Costa Ferreira, João Paulo dos Santos Fernandes, José Carlos da Silva Macedo, Luís Daniel Ferreira Silva, Susana Cristina Carvalheira Barroso


Sara Duarte


Adriano Nascimento, David Realista Grachat, Emanuel Gonçalves, Gino Caetano, João Manuel Rodrigues Martins, Nélson Lopes, Simone Silva Machado Fragoso


Filomena Maria Rosa Esteves Franco

Será possível arrepiar caminho?



Para aí no final dos anos 70 do século passado, existiam entre 6 a 8 fábricas de vidro manual na Marinha Grande a funcionar. Claro que são conhecidos os célebres problemas do sector, nesses tempos algo conturbados. Na verdade e falando de cor penso que haveria para aí cerca de 3000 postos de trabalho nestas empresas que ao longo do tempo foram sendo encerradas. Outras nasceram, mas o destino acabou por ser o mesmo.

Recordo aqui um episódio que me marcou e que demonstra como os “Portugueses” em geral contribuíram para sepultar grande parte da nossa indústria.

Um dia fui convidado para ir beber um copo a uma cervejaria que tinha acabado de abrir. Logo reparei que grande parte dos copos eram de origem estrangeira. Dado que o proprietário até era filho de um industrial do ramo, inquiri-o sobre o porquê de numa terra onde a actividade principal era a fabricação de vidro e grande parte dos clientes viveriam dos rendimentos dessa actividade, do porquê? A resposta foi a de que havia que gastar o mínimo possível e como tal os tais copos serviam muito bem. Indignei-me e penso que se a memória me não falha nunca mais lá pus os pés.
Claro que a tal cervejaria há muito deixou de existir, tal como a totalidade das fábricas existentes também.

Este assunto poderia e deveria ser muito mais aprofundado e transportado para muitos outros sectores da nossa economia. A ânsia de comprar mais barato, a “mania de que o que é estrangeiro é que é bom” levou a que muitos sectores da nossa indústria sofressem em terras Lusas a concorrência que não lhes permitiu sobreviver.

Na verdade cada um de nós deve pôr a mão na consciência e para além de culparmos as políticas erráticas praticadas, quantos de nós somados a tantos outros não demos e continuamos a dar, o nosso contributo para a situação depauperante da nossa economia.

Sou dos que pensa que é possível arrepiar caminho, assim queiramos e a nossa consciência o determine. Se já não é possível ressuscitar o que morreu, salvemos o que está vivo!

blog Folha seca



A "praia do descontentamento" convida primeiro-ministro a ir banhos

Caricaturas de Passos Coelho e dos ministros do actual Executivo sentados à volta de uma piscina ao sol foi o cenário montado pela Frente Comum, esta quinta-feira, em frente ao Ministério das Finanças. O protesto em forma de sátira tinha o corte nos subsídios de férias dos funcionários públicos como alvo.
Os cerca de 100 dirigentes e delegados sindicais que marcaram presença no Terreiro do Paço, em Lisboa, pretendem com esta acção simbólica “alertar a opinião pública para o que está em causa, que não são só os subsídios, é um conjunto de funções sociais que estão a desaparecer”, esclareceu Ana Avoila, da Frente Comum.Os sindicalistas instalaram em frente ao Ministério das Finanças um piscina insuflável sem água onde estavam colocadas representações de todo o Governo.A dirigente sindical denunciou o fosso entre as férias dos ministros e dos trabalhadores do sector público, afectados pelo corte nos subsídios, para demonstrar as desigualdades sociais no país.. “Os ministros continuam a ir a boas praias, ter boa comida, tudo o que é bom e os trabalhadores apenas têm uma toalha no chão”, disse Ana Avoila, numa alusão à acção de protesto, intitulada “Praia do nosso descontentamento”, rejeitando que a culpa da crise seja dos funcionários públicos.Os manifestantes entregaram no ministério uma resolução em que acusam o Tribunal Constitucional de “dar uma mãozinha ao Governo”, permitindo a manutenção no corte dos 13.º e 14.º meses. O documento questiona ainda o respeito que Cavaco Silva e a maioria PSD/CDS-PP têm pela Constituição. Apresenta um conjunto de reivindicações que pretendem a manutenção dos direitos dos trabalhadores.Neste sentido, Ana Avoila afirmou que o executivo “não tem condições para gerir uma mercearia, quanto mais um país”, apelando à “unificação da luta em torno da função social do Estado e do que está na Constituição”, mas para tal ressalvou que “as pessoas vão ter de se mexer para salvaguardar alguns direitos”, concluiu.
26.07.2012 -Por:Público/ Ricardo Vieira Soares

NOTÍCIAS: PORTUGAL A "ARDER"...(ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL DA MEALHADA)


PORTUGAL EM “ FOGO”…

“A política e os destinos da humanidade são quase sempre forjados por homens sem ideais nem grandeza. Aqueles que têm grandeza interior, não vão para a política.”
Albert Camus, (1913-1960)


1-A estação de T.V. –SIC acabou de mostrar as imagens da paisagem algarvia, depois do terrível incêndio que por lá tem lavrado de há três dias a esta parte e que ainda não está completamente debelado, ao contrário do que hoje foi anunciado.
É uma paisagem de desastre, de perfeita hecatombe ecológica, que faz chorar!
Onde antes se vivia no meio de um verde pujante e saboroso nas colinas desta parte de Portugal, há agora cinzas e terra negra, uma paisagem desoladora que, para além do mais, deixa inúmeras famílias sem bens, sem esperanças de recomeçar uma vida de 30, 40 e 50 anos, depois de a ter passado a construir o que , criminosamente ou não-pensamos que as polícias vão investigar…-foi destruído.
As mesmas imagens da Ilha da Madeira…um Portugal a arder, inexoravelmente, de tal modo que é impossível não nos sentirmos mais pobres, do que já estamos e estávamos.
Vêm-me à mente as imagens dos filmes que retratam os escombros dos incêndios da 2ª Grande Guerra, principalmente, que puseram a Europa em chamas de horror e ódio.
Vêm-me à mente, igualmente, imagens do filme “ PARIS JÁ ESTÁ A ARDER”.
Em 25 de AGOSTO de 1944, entraram em PARIS os tanques dos “aliados”, que puseram fim ao reinado diabólico das tropas nazis de Hitler; nesse filme, um verdadeiro épico da saga da 2ª Grande Guerra, pudemos ver a recriação da luta travada para a Libertação da cidade-luz, então mergulhada em escuridão; vimos, igualmente, a odisseia da RESISTÊNCIA francesa nos dias que antecederam a LIBERTAÇÃO.
Isto tudo para estabelecer o contraste com a falta de atitude das nossas autoridades na coordenação dos serviços de ataque aos fogos, -sempre previsíveis -mais agora do que noutras épocas do ano, como, aliás, já foi reconhecido pela própria Protecção Civil !E é com um certo e desagradável espanto que ouvimos as palavras do dirigente máximo desta entidade a dizer que , realmente, não foi capaz de prever esta hecatombe! Alguns pedem já a lógica e natural demissão do homem. Mas como os portugueses sabem, é difícil haver alguém neste país, com vontade de demitir seja quem for, por falta de competência e competências…
2-Tem feito história, uma triste história! diga-se de passagem, o caso do ministro relvas, braço direito de Passos Coelho, que “tirou” uma licenciatura na Universidade Lusófona, sem ter estado nas aulas, sem ter feito exames, sem ter prestado provas como qualquer aluno de qualquer faculdade, baseado , apenas, nos seus conhecimentos pessoais , nos trabalhos que tem feito na carreira política e pouco mais!!!!Mas não só este facto este triste facto está contra o senhor ! Ele é o homem que ,também! alvitrou que os Professores e demais desempregados deveriam emigrar…ele esteve, de um modo ou de outro no caso das “Secretas”…ele advoga o fim de muitas freguesias de Portugal…ele está ligado, de um modo ou de outro, ao caso da notícia que o jornal “PÚBLICO” quis publicar e não publicou por causa dos seus telefonemas exaltados, para que não tocassem no seu nome…E hoje já estamos a ver porquê…mais ainda do que por ora não se sabe… Diz o nosso povo que “Cesteiro que faz um cesto, faz um cento!”
Este é, e continua a ser! um “fogo” da política portuguesa, que não se apaga, enquanto o homem não tiver a decência de se demitir. Pelo menos nas redes sociais, o triste caso não tem descanso. Passos Coelho não diz nada…ou melhor, não vê motivo para se desfazer do seu braço direito. Algumas personalidades, ligadas ao PSD e ao CDS, advogam a sua saída do Governo, enfraquecido pela política e por esta lamentável história ( que , segundo dizem, é legal desde o tempo do ministro Mariano Gago, do governo Sócrates) que está a arrasar a confiança do povo nas instituições, que deveriam estar acima de qualquer suspeita. Mas o homem não quer arredar pé! E o “tacho”???”OUTROS FOGOS”…
3-Sabe-se, hoje, pelas notícias nos jornais, que o senhor que se apresenta como ministro da educação, anunciou o fecho de mais 239 escolas primárias ( 1º ciclo do ensino), de norte a sul do país, já no próximo ano lectivo! Somemos-lhes as outras quase 4000 já encerradas desde o tempo de sócrates e pensemos nas nossas aldeias do interior, desertificadas, pobres e envelhecidas, sem freguesia, sem tribunal, sem dinheiro, sem forças para lutar, sem hospitais, cuidados de saúde, empregos…NOVO “INCÊNDIO” neste pobre país que “deu mundos ao mundo” e que vê os seus jovens licenciados, cheios de valores que todos pagámos com os nossos impostos, a fugirem deste recanto que os viu nascer, para contribuírem para outros povos com o seu valor!
4-Ontem, dia 23 de Julho, lia-se nos jornais que os doentes com cancro estão a ser, miseravelmente punidos, pois as políticas de “cortes “na saúde não permitem acesso aos cuidados que todos pagamos, com “ língua de palmo”, nos impostos e taxas que o governo de Direita todos os dias inventa, por não conseguir resultados com a sua fracassada política de austeridade…Dizia no jornal “ Público” o Presidente do núcleo do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC),Vitor Veloso, que as pessoas com esta terrível doença não estão a ser devidamente tratadas e seguidas, que desistem das consultas e exames por não poderem pagar, que o sistema é de tal modo perverso que os doentes têm MEDO! MEDO! MEDO! de se queixarem e MEDO das represálias dos serviços onde deveriam ser tratados, se o fizerem!
Poderia dizer-vos mais, portugueses como eu, mas não digo porque entendo que deve começar a vigorar uma consciência nacional contra a nossa perca de direitos adquiridos, muitos do tempo do estado novo! Uma coisa é certa e já se começa a sentir: entramos no mês seguinte já “empenhados” do mês anterior! “FOGOS”…
5-Estou, ao escrever este artigo, plenamente consciente da minha Liberdade pela Palavra! Estamos em DEMOCRACIA desde os idos de 1974! Tenho o direito a protestar sem que alguém venha, nas minhas costas destilar “veneno” num qualquer artigo contra a Esquerda, só porque é de Direita! Sempre falei aos meus leitores com a consciência de que a PALAVRA é uma forma de ARTE que ninguém deve conspurcar, seguindo caminhos turvos e dúbios. A Palavra é um dom que , ou se tem , ou se “faz de conta que se tem”. Sempre tive o cuidado de a usar, imparcialmente, dizendo depois de me documentar; respeitei, nas minhas críticas sócio-políticas, o direito que as pessoas têm a ser tratadas com respeito, mesmo quando não partilhamos as mesmas ideias. Falei de uns e de outros, de acordo com o que lia nos jornais. Sim, porque eu faço questão de ler jornais e livros e por tal reservo-me o direito de, se me permitirem, expor o que penso. E podem crer que assim penso em relação a todas as partes, de Esquerda e de Direita, que constituem a nossa sociedade.
Começa a ser prática normal do povo que não tem dinheiro para ir às manifestações a Lisboa, o vaiar e apupar os membros do governo quando estes, por qualquer motivo, se deslocam às suas terras. Há quem, sendo militante ou apoiante do PSD não se dê bem com as práticas democráticas e escolha as páginas de um jornal local para “expurgar” a sua revolta contra o direito das gentes à manifestação contra o seu desemprego, a sua fome, o seu fim das esperanças, que se perdem quando se perde o emprego.
Acusam a CGTP-INTERSINDICAL NACIONAL de “manobrar” os operários! A verdade, porém, é que nestas pequenas (mas” cirúrgicas”) mostras do desagrado de um povo que já ultrapassa o milhão de desempregados, tem estado também gente da UGT e autarcas do próprio PSD, preocupados com o rumo que o país está a levar, em direcção a todo o tipo de descalabros. Um homem atirou-se para cima do carro do” ministro-faz-de-conta”? Oh, que desgraça! Como se o ministro não tivesse outro carro, -topo de gama, ainda por cima! que o governo compra com os nossos dinheiros! E, falando como sinto, por que não podemos ter um deslize emocional deste género, quando vemos e sentimos que este governo se atira aos portugueses, encarniçadamente, levando-lhe a saúde, a justiça, os ordenados, as pensões e muitos outros direitos adquiridos ao longo de décadas e mais…mais…mais…TUDO?!
NÃO ACHO BONITO QUE UM “DEMOCRATA” SEGUIDOR “ CUSPA VENENO NOS DIREITOS DO POVO QUE ESTÁ A PERDER DIREITOS E O DERRAME NAS PÁGINAS DE UM JORNAL PLURALISTA, DE FORMA MENOS PRÓPRIA! A NÃO SER QUE QUEIRA MOSTRAR O QUE É…
O bom uso das Palavras serve a formação das sociedades e ninguém se deve servir delas para o seu denegrimento; a Palavra é Liberdade, também! Por meio do seu ESTAR-EM-NÓS, não serve, (a Liberdade!)-para ofender, roubar, matar, destruir, ou torturar …
Um democrata respeita, com actos e palavras, a democracia e os direitos dos outros.
É chocante, no mínimo, e ultrajante, no máximo, a falta de sensibilidade e humanismo que denotam os “discursos” do agora primeiro-ministro. Para ele, os portugueses, além de “piegas”, devem emigrar “,porque isso não é drama nenhum e até pode ser mais uma oportunidade!!! E mais: ontem, dia 25 de Julho, em Cantanhede, onde o povo piegas continuou a apupá-lo e a vaiá-lo, o senhor, com todo o gosto próprio de quem não sofre, disse, alto e bom som, que “o governo não está a pedir DEMAIS ao nosso povo”! Chego à triste conclusão de que o homem não sabe nada do que anda a fazer, pois não sofre na carne nem na carteira o que o povo está a sofrer! Quem pode conduzir este senhor pelas aldeias do país que ele desconhece e lhe mostra o PORTUGAL que ele não consegue ver?
Fui à Net ,à procura do pensamento do nosso grande ANTÓNIO SÉRGIO, sobre a DEMOCRACIA.
Os textos do grande pensador são grandes; encurtei esta ideia, que anexo ao meu artigo: “…como as grandes crises sociais, colocam inúmeros desafios à democracia (…)é necessário que assim seja porque a autoridade não pode ser senão um meio(…) e a autoridade só se justifica quando é um meio para a liberdade.”
6-Por fim: SAÚDO COM RESPEITO OS BOMBEIROS DO MEU PAÍS PELO QUE FAZEM POR NÓS, DANDO A VIDA DELES PELA NOSSA!

Até sempre, leitores.
Mealhada, 24/27 de Julho de 2012-07-24
Maria Elisa Ribeiro
http://lusibero.blogspot,com
lisitarodrigues@gmail.com

ditados nómadas



Caminho...

Imagem Internet
Há quem não tenha alma
Há quem não tenha mistério
Há quem seja sempre igual
Num viver desigual.

Quietude da noite
Desaparecendo na sombra
Dessa mesma noite.

O caminho não é fácil de andar
Nunca encontro
Caminhos fáceis de andar.

Eu fui a estrela
Entre a nuvem, o negro e o mar
Fui...e deixou de ser.

As árvores falavam
Se entrelaçavam
Como se fossem voar.

Os fantasmas perdidos
Choravam
Não se reencontravam.

Figuras estranhas tocavam em mim
E eu esperava por ti
E tu não voltavas para mim.

Me deixaste num caminho
Onde me convidaste a entrar
E fugiste de mim.

A minha sombra caminha devagar
Eu caminho sem ti
À frente dela...

As palavras vêm em segredo 
Sem qualquer medo
E se deixam apanhar...

E eu as apanho no ar!...


Maria Luísa Adães


“Fogo Amigo”

 
Nestes últimos dias temos assistido na Serra do Caldeirão, passe o belicismo, a um autêntico “fogo amigo”. Neste caso, pelos tiros nos pés que damos.
Para melhor compreender isto, importa ver na catástrofe, sob forma de mar de chamas, que se abateu sobre o território serrano de Tavira e São Brás de Alportel, para além dum mal em si mesmo, um dramático conjunto de sintomas.
Sintomas de abandono do interior e de esvaziamento da paisagem. Sintomas de erros passados, presentes e futuros, de um mal profundo.
Esqueçamos o “papão” do fogo posto, a muito pior negligência ou o desordenamento do território que faz proliferar casas isoladas que devem ser defendidas, em detrimento de uma estratégia de combate a incêndios. Deixemos até, por agora, a aparentemente caótica gestão que se faz dos meios de combate aos incêndios, onde os centros de decisão são figuras distantes, e os agentes locais (autarcas, comandantes de corporações) são condicionados na sua acção. Se estou enganado, agradeço que me expliquem.
A montante de tudo isso há o modelo de gestão da paisagem.
O fogo, na paisagem mediterrânica, faz parte da dinâmica dos ecossistemas. No entanto, na nossa ancestral tradição de humanização da paisagem, de povoamento intenso e de profunda e diversa exploração dos recursos, associada ao trabalhar da terra ao longo de todo o ano, o fogo sempre foi sendo dominado.
Desde que se iniciaram os grandes êxodos rurais, esvaziando de população o interior do País, foi desaparecendo a primeira linha de detecção de fogos (pessoas), a primeira linha de intervenção, logo após a deflagração (pessoas), bem como os mecanismos de gestão de combustível acumulado no terreno (pessoas).
Esta presença de pessoas não se promove com resorts, ao estilo de delicatessen territoriais, ou monoculturas florestais.
A mata de uso múltiplo, associada às espécies vegetais autóctones, constitui o modelo mais equilibrado de exploração da paisagem florestal. Necessita de maior investimento, certo. Demora mais tempo, certo. Mas gera fontes de rendimento diversificadas (madeira, cortiça, apicultura, cogumelos, sub-produtos de espécies arbustivas, turismo, etc.), e distribuídas ao longo do ano. E vive de… pessoas!
Numa altura em que as teorias económicas associadas a “vacas sagradas” sistematicamente ruem como castelos no ar que são, importa regressar a modelos mais diversificados.
Para que tal aconteça, a gestão territorial deve apostar nesse sentido, com ferramentas de ordenamento que, em vez de simples mapas de edificação, contenham ideias e propostas operacionais para as áreas rurais, em vez de as esquecer. A manutenção de equipamentos colectivos nessas áreas (centros de saúde, serviços administrativos, etc.), em vez de os eliminar também pode ajudar…
O que não ajuda certamente é a autorização de arborizar parcelas até 5 ha e rearborizar até 10 ha, com qualquer espécie, sem qualquer necessidade de autorização. Quer nasça de simples e cândida estupidez ou de cupidez profunda, o efeito prático, num país onde o cadastro florestal, quando se conhece, se caracteriza por pequenas parcelas, é carta-branca para eucaliptar Portugal de alto a baixo!
Esperemos que, na ressaca da tragédia dos últimos dias, não apareçam amigos da onça, estendendo mãos de Judas, que convertam os sobreirais queimados em eucaliptais…
Isto porque o eucalipto não apenas é uma espécie exótica altamente combustível, mas é também a versão fast-food da economia florestal, e tem basicamente os mesmos efeitos: engorda rapidamente (consumindo recursos) e degrada a saúde do sistema (empobrecendo o solo).
Mas é a mascote do poderoso lobby da celulose, responsável pela existência dos proprietários florestais remotos que, dada a natureza dos trabalhos inerentes a esta exploração, frequentemente nem conhecem as suas terras e, desde que pinguem os proventos numa qualquer conta acessível através de home banking, lhes são indiferentes.
A celulose é uma fileira importante, sem dúvida. Mas não pode ser o sacrossanto produto do nosso tecido florestal. E muito menos se pode aceitar a desumanização do nosso interior em seu nome.
Enquanto só nos lembrarmos de Santa Bárbara quando há trovoada, o nosso interior continuará a ser pasto para chamas, colocando em risco a vida de pessoas e os seus bens, destruindo a sua integridade ecológica e o seu potencial produtivo.

P.S. – as corporações de Bombeiros são instituições recheadas de heróis e heroínas, num País que prefere endeusar pontapeadores de bola. À sua volta, e para seu prejuízo, tudo falta e tudo falha. Menos a sua coragem e o seu altruísmo. Obrigado.
P.S. 2 – a tragédia deste incêndio trouxe ao de cima o melhor de nós: a onda de solidariedade e de apoio aos Bombeiros e às pessoas afectadas pelas chamas, promovida pela sociedade civil, bem como a presença incansável dos autarcas no terreno, é a prova da nobreza que, quando queremos, somos capazes de demonstrar.

Autor: Gonçalo Gomes é arquiteto paisagista
(e escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico)

Sul Informação

MISTÉRIO - POEMA DE ANTÓNIO GARROCHINHO


NO TEMPO EM QUE OS ANIMAIS FALAVAM


É SÓ FUMAÇA