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quarta-feira, 25 de julho de 2012


Alberto João Jardim – Um recorrente insulto a Abril



Os bombeiros madeirenses ficaram ofendidos com Jardim, por este ter, sem grande subtileza, insinuado que o facto de estes estarem descontentes com as declarações do governante,quando afirmou haver bombeiros a mais naquela ilha, estava de alguma forma ligado à catástrofe que se abateu sobre aquele território. Ficaram muito justamente ofendidos, diga-se eanunciaram um processo-crime contra Alberto João Jardim.
Esqueceram-se de que aquela triste imitação de governante é inimputável, para além de contar com meios ilimitados para ripostar... meios que nós acabamos sempre por pagar.
Agora é o dirigente dos bombeiros, Fernando Curto, a quem o comunicado do Governo Regional chama, com a insolência habitual «um indivíduo Curto», a ser processado. Por ter afirmado que Alberto João os acusou de serem responsáveis pelos incêndios. Diz Jardim que apenas disse existir uma «coincidência temporal objectiva» entre as suas declarações anteriores e o deflagrar dos incêndios.
Levar-nos-ia longe a análise das “coincidências objectivas” entre as amizades de Jardim ou os cargos importantes na máquina partidária do PPD local e algumas das grandes fortunas que têm vindo a ser acumuladas na Região Autónoma da Madeira, sem explicação plausível.
Esta estória podia ser apenas mais uma situação em que um cidadão, de nome Curto, sofre a prepotência e falta de decoro de um indivíduo “grosso”... mas não é. É sim, o continuado insulto à liberdade, aos princípios de Abril, à mais simples noção de decência. É a repetida e indecente exposição pública, por parte de Jardim, da sua absoluta inadequação para o desempenho de qualquer cargo público!











Operários franceses da Peugeot realizaram marcha contra demissões
  
Imagen de muestraParis, 25 jul (Prensa Latina) Milhares de operários do consórcio francês PSA Peugeot Citroen marcharam hoje até a sede do grupo contra a dispensa de milhares de empregos anunciada pela empresa para compensar a queda em suas vendas.


  Jean-Pierre Mercier, delegado da Confederação Geral do Trabalho (CGT), apontou que a firma teve grandes lucros no ano passado e não tomou medidas para enfrentar uma eventual queda nos mercados como consequência da crise.


Não corresponde aos assalariados pagar a fatura, senão aos acionistas, que devem apertar os cintos, assegurou o dirigente sindical.


Segundo o representante da CGT, nos últimos 20 anos a Peugeot Citroen despediu cerca de 20 mil trabalhadores em todo o país, enquanto que seus proprietários recebiam grandes utilidades.


No protesto participaram delegados da fábrica de Aulnay-sous-Bois, ameaçada com o fechamento em 2014, assim como sindicalistas de Rennes, onde se eliminarão mil 500 postos.


A demonstração do lado de fora era realizada enquanto no interior do edifício, localizado na avenida parisiense de La Grand Armée, realizava-se um conselho de direção para analisar o plano de reestruturação da firma, que pretende economizar 1,5 bilhões de euros até 2015.


Este projeto prevê o fechamento da planta de Aulnay, onde trabalham mais de três mil pessoas, além da demissão de outros cinco mil assalariados em todo o país.


Segundo a PSA, no primeiro semestre de 2011 suas perdas chegaram a 819 milhões de euros devido à queda na demanda de automóveis.


O representante da Confederação Francesa Democrática do Trabalho, Philippe Petry, afirmou que não se pode negar a má conjuntura econômica no continente, mas exigiu um relatório de um especialista para conhecer se as cifras publicadas pela corporação são reais.


Em todo caso, destacou Franck Dom, representante dos sindicatos franceses cristãos, o plano de reestruturação da Peugeot é desproporcional e faz com que todo o peso recaia sobre o setor trabalhista.


Enquanto isso, um comunicado do agrupamento Força Operária destaca que a direção do consórcio aplicou durante os últimos anos uma série de políticas equivocadas, cujas consequências agravaram a situação.


Em lugar de despedir os empregados, devem ser realizadas várias reformas para recuperar os mercados, como aumentar a garantia dos automóveis de dois a cinco anos e abandonar métodos administrativos importados dos Estados Unidos e do Japão, afirma a organização.




 Monumento à passividade dos portugueses


MENSAGEM A AJUDAR AS FORÇAS DE DIREITA QUE FAZEM CRER A TODO O MOMENTO QUE OS PORTUGUESES SÃO UM POVO PASSIVO QUE NÃO LUTA. CADA VEZ SE HOUVE MAIS ESTE TIPO DE DISCURSO. ONTEM DISSERAM-ME: OS ESPANHÓIS NAS RUAS E OS PORTUGUESES NAS PRAIAS.


AS TELEVISÕES ENCARREGAM-SE DE INCULCAR ESTA IDEIA. PREFEREM, Ó SE PREFEREM, QUE SE FALE NA PRETENSA PASSIVIDADE DO QUE NAS LUTAS CONCRETAS. AS LUTAS ANIMAM E DINAMIZAM OUTRAS LUTAS, ENQUANTO A INCULCAÇÃO DA IDEIA DE PASSIVIDADE CRIA MAIS PASSIVIDADE.


VEJA-SE A OCULTAÇÃO  DAS LUTAS DIÁRIAS, OU O POUCO REALCE QUE LHES DÃO COMO SE AS MESMAS NÃO TIVESSEM IMPORTÂNCIA. CONVÉM-LHES.


NO ENTANTO TODOS OS DIAS HÁ GREVES, MANIFESTAÇÕES OU OUTRO TIPO DE LUTAS: MÉDICOS ENFERMEIROS, PROFESSORES, POPULAÇÕES NOS MAIS DIVERSOS LOCAIS A PROTESTAR POR CAUSA DA SAÚDE, DA FREGUESIA QUE QUEREM EXTINGUIR, DA ESTRADA QUE NÃO FOI CONSTRUÍDA, DA EMPRESA QUE QUEREM FECHAR, POSIÇÕES DE ACTIVISTAS SINDICAIS, DE MILITARES E PROFISSIONAIS DAS FORÇAS DE SEGURANÇA, DO CINEMA CONTRA A LEI QUE LHES QUEREM IMPOR, DO TEATRO POR CAUSA DOS SUBSÍDIOS, ETC., ETC., ETC.


GREVES GERAIS E MANIFESTAÇÕES QUE CHEGAM A ATINGIR MAIS DE 300.000 PESSOAS NÃO CONTAM? AS TELEVISÕES GOSTAM MAIS DE MOSTRAR AS MANIFESTAÇÕES NA GRÉCIA (há muito tempo que não se vêem) E EM ESPANHA. GOSTAM SOBRETUDO SE HOUVER POLICIA A ARRIAR  E PNEUS A ARDER. O QUE QUEREM É DESMOBILIZAR AS PESSOAS E MENSAGENS DESTAS AJUDAM.


ISTO ESTÁ NA MESMA LINHA DA PROPAGANDA DO CDS QUE PÕE NA BOCA DAS PESSOAS A EXISTÊNCIA DE CARROS DE LUXO NOS BAIRROS SOCIAIS COMO SE NELES TODA A GENTE VIVESSE À GRANDE E À FRANCESA E DE FAZER CRER QUE UM DOS MALES DO PAÍS ESTÁ NO MISERÁVEL RENDIMENTO DE INSERÇÃO. FAZEM ESQUECER AS QUESTÕES IMPORTANTES E PÕEM AS PESSOAS A CRITICAR OS DE BAIXO E A ESQUECER A POLÍTICA DE ESBULHO LEVADA A CABO PELOS QUE ESTÃO MUITO ACIMA.




 E TAMBÉM DA PROPAGANDA QUE FAZ CRER QUE OS IMIGRANTES SÃO RESPONSÁVEIS PELO DESEMPREGO. QUANDO A REALIDADE É OUTRA: A IMIGRAÇÃO DECRESCE E CADA VEZ HÁ MENOS EMPREGOS COM OS RESULTADOS QUE SE SABEM NA DIMINUIÇÃO DA POPULAÇÃO ACTIVA E DOS NASCIMENTOS E NA QUEBRA DE CONTRIBUIÇÕES PARA A S.SOCIAL.


Em suma: tem-se lutado muito, mas mesmo muito. É necessário continuar e engrossar? Sem dúvida. Mas é uma infelicidade ouvir constantemente a mesma ladainha, para já não falar dos espertos que, demarcando-se da massa, dizem que os portugueses são estúpidos.


 JD/.


 Projecto do monumento a erigir na Peneda Gerês, como forma de homenagear a posição dos portugueses perante as medidas de austeridade.













 Publicada por  Formiga
leve sopro


Cruzada ideológica

No final da semana passada, Teresa Leal Coelho, constitucionalista, deputada e vice-presidente do PSD, juntou-se ao coro de vozes que, à direita, criticam a decisão do Tribunal Constitucional (TC) em matéria de corte de subsídios aos funcionários públicos e pensionistas.


Depois de o líder parlamentar Luís Montenegro ter admitido que o Tribunal Constitucional deveria ser extinto, Teresa Leal Coelho acusou a instituição de«extravasar» as suas competências, ao «fazer apreciações de mérito político» sobre medidas a tomar pelo Governo para pôr as contas públicas em ordem, considerando que esse pronunciamento «condiciona o Governo na sua competência exclusiva de elaborar o Orçamento do Estado para 2013 e a do Parlamento que o aprova».


Vindo de uma constitucionalista, este comentário causa a maior perplexidade, obrigando a lembrar que a Constituição tem justamente, entre outros, o dever de «condicionar o poder legislativo e executivo do governo, obrigando-o a exercer estas funções no respeito da mesma». Contudo, Teresa Leal Coelho tem razão num ponto (ainda que não seja o que satisfaz os interesses da cruzada ideológica contra os trabalhadores do Estado): é obviamente discutível que o TC, no momento em que declara a inconstitucionalidade do corte de subsídios e pensões, permita que a mesma tenha lugar em 2012, com base em critérios de avaliação da «conjuntura política». Aí sim, poderá dizer-se que o TC extravasa o âmbito das competências que lhe estão atribuídas.


De resto, os argumentos que têm sido esgrimidos para fundamentar a restrição dos cortes à função pública (a maior estabilidade do emprego e patamares salariais mais elevados), não resistem a uma observação simples: se devem ser esses os critérios, apliquem-se então indiferentemente à função pública (onde os contratos precários têm aumentado a olhos vistos) e ao sector privado. Além de que os próprios cortes (supressão dos subsídios de férias e de Natal), resolvem de forma directa a questão das diferenças remuneratórias que, ao contrário do que se pensa, não são mais elevadas na função pública.

Passos Coelho recebido com vaias e assobios em Cantanhede


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, foi hoje recebido com vaias e assobios dos manifestantes que o aguardavam junto à câmara municipal de Cantanhede, com os protestos a serem em parte abafados pela atuação da fanfarra dos bombeiros.

O primeiro-ministro chegou às 15:15 junto à Câmara Municipal de Cantanhede, onde preside à sessão solene de inauguração da Expofacic.
À sua espera estava um grupo de manifestantes empunhando bandeiras negras e cartazes com frases contra o Governo e o primeiro-ministro, representando, entre outros, diversos sindicatos ligados à União de Sindicatos de Coimbra (afeta à CGTP-IN) e o Sindicato dos Professores da Região Centro.
Durante a guarda de honra, Passos Coelho esteve alguns minutos frente aos manifestantes, que estavam atrás da banda dos bombeiros, e do cordão da GNR, reforçado antes da chegada do primeiro-ministro com cerca de três dezenas de militares do quartel de infantaria da GNR de Coimbra.
Sem nunca se dirigir aos manifestantes, Pedro Passos Coelho foi cumprimentado por alguns populares e recebido por representantes de um rancho folclórico da região, trocando algumas palavras com duas crianças do agrupamento.
"Obrigado, é com prazer que venho cá. Hoje é também um dia de festa", respondeu o primeiro-ministro a uma das crianças.
António Moreira, coordenador da União de Sindicatos de Coimbra, disse à agência Lusa que, "quando houver governantes em visita ao distrito de Coimbra, contarão sempre com a presença da CGTP".
Segundo o dirigente sindical, "essa presença existirá até o Governo cair ou existir uma mudança de políticas".
Pedro Passos Coelho preside à sessão solene de inauguração da Expofacic, que visitará ao final da tarde.
No programa da sua deslocação a Cantanhede está prevista, também, uma visita ao Biocant, parque de biotecnologia.
Diário Digital com Lusa

VERMELHO Fafá de Belém


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Manter o Tejo limpo


Andam por aí uns artistas dizendo que a crise europeia se deve ao facto de portugueses gregos e mais um ou outro irresponsável terem comido uns bifes a mais. Até o nosso Durão Barroso que começou nesta vida com uma mão à frente e outra atrás que hoje anda ceio de dinheiro porque fugiu do país com a ajuda daqueles em quem acreditou quando lhe disseram que o Sadam tinha armas químicas anda por aí a dizer umas postas de pescada.
  
Para estes rapazes a política económica resume-se às consequências de dois tipos de agentes, os que trabalham que desunham e são poupadinhos e os que são uns gandulos e gostam de comer à fartazana e de preferência com o dinheiro dos outros. Os primeiros são os bons, as formiguinhas, os que têm imenso dinheiro em poupanças e que merecem viver bem, os segundos são os malandros, os mandriões, os tesos que merecem ser chicoteados por um governo a mando dos primeiros.
  
Depois há os economistas que com patacoadas digna de uma licenciatura à Relvas aparecem em procissão nas televisões justificando as chicotadas, após o que vão lampeiros cobrar as benesses pelo serviço prestado, para isso servem as EDP e outros negócios de milhões que apesar de tanta gandulagem ainda vão existindo por aqui. É lindo ouvir as patacoadas de gente que nunca estudou política económica, como o Medina Carreira ou o João Duque, a pronunciarem-se sobre políticas de austeridade. É como se o comentário da saúde fosse assumido pelo endireita de Caneças, aliás, todos eles são endireitas pois nenhum sabe rodar para a esquerda.
  
O Fernando Ulrich, dr. Ulrich para os nossos jornalistas mais sabujos, acha que isto tem de ser endireitado para que as acções do seu banco possam valer mais do que uma bica, o Pires de Lima acha que só os funcionários públicos é que devem ser endireitados pois dá-lhe jeito que pelo menos os do privado continuem nas imperiais, o Catroga acha que basta endireitar o suficiente para que se espremam os cinquenta mil pentelhos com que aderiu à revolução cultura resultante deste ménage à trois do Portas mais o Relvas e o Passos Coelho. Enfim, a dívida soberana continua a aumentar a bom ritmo, o Estado continua com pele de laranja, os impostos continuam a descer mas há que apertar esta gente e espremer bem para que não se sinta a falta de dinheiro fácil.
  
De vez em quando aparecem por cá os três estarolas da troika que vão dizendo ao governo se pode apertar mais um bocadinho e onde pode aliviar, a regra é sempre a mesma, apertar o mais possível nos que trabalham para ganhar e aliviar tanto quanto se pode aos outros. Apertam tanto que até se admiram não ouvir um gemido por parte do povo, dizem que os portugueses parecem as vacas a que os Massai furam o pescoço para lhes beber o sangue, são manos que nem cornos mansos.
  
Pois, mas o divertimento está a acabar e o triplo A da Alemanha está a acabar, este modelo de zona monetária combinada com livre circulação de mercadorias que favorece uns e transfere a riqueza dos mais pobres para os mais ricos está a acabar. O modelo de enriquecimento acelerado de uma Alemanha que beneficiou da livre circulação e da globalização para vender os seus produtos de luxo, atraindo as compras, a riqueza, os capitais e os quadros dos seus parceiros mais pobres está a terminar.
  
De repente percebe-se que se uns comeram demais os outros não lhes deram só o dinheiro, também lhes venderam os produtos. É como se os traficantes de heroína emprestassem o dinheiro aos viciados e depois se queixassem dos malandros que são viciados, ou como os bancos que emprestam a torto e a direito e depois se queixam dos incobráveis. A Alemanha foi a grande beneficiada pelo empobrecimento do sul da Europa, agora chega a hora de também sofrer as consequências, corre o risco de ter de provar a austeridade que exige aos outros.
  
Quanto aos nossos economistas à Relvas talvez esteja na hora de os atirar ao Tejo, bem talvez seja melhor mandá-los para a estação de tratamento de Alcântara, agora que o rio está a ficar despoluído seria um crime atirar-lhe com estes cagalhões.