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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Arca de Pessoa esconde inéditos sobre Salazar Pessoanos continuam a trabalhar espólio


Arca de Pessoa esconde inéditos sobre Salazar


Pessoanos continuam a trabalhar espólio


Áudio Inéditos de Pessoa na Biblioteca Nacional 
Pessoanos continuam a trabalhar nas mais de 30 mil folhas do espólio guardado na Biblioteca Nacional.

SAIBA MAIS
 O modernismo feliz
 Inéditos de Álvaro de Campos são em prosa 
 Secretária e máquina de escrever de Fernando Pessoa vão a leilão 

A Renascença vai abrir a arca, ou melhor, as duas arcas onde estão milhares de textos de Fernando Pessoa. Entre eles, há ensaios políticos inéditos críticos ao salazarismo e que vão ser publicados em breve. 

Pode saber mais sobre os segredos que encerra a arca de Pessoa no “Ensaio Geral” desta sexta-feira, que passa na antena da Renascença depois das 23h00, ou ouvir o "podcast" depois de o programa ser emitido - basta ir AQUI e escolher o "Ensaio Geral".

Depois de em Junho ter sido lançado mais um inédito com prosa de Álvaro de Campos, os pessoanos continuam a trabalhar nas mais de 30 mil folhas do espólio guardado na Biblioteca Nacional.         

Afinal, a famosa arca de Pessoa não era só uma. Jerónimo Pizarro é o colombiano que coordenou com o italiano António Cardiello a publicação da "Prosa de Álvaro de Campos", um dos muitos inéditos que há por descobrir.

O investigador quer “dar a conhecer o muito, muito que escreveu sobre a iniciação, sobre o esoterismo, e temos muitos textos de índole política, muito, muito críticos da ditadura, do salazarismo, e temos ainda que conhecer muito melhor os textos sociológicos e políticos de Fernando Pessoa entre 1930 a 1935”. 

Professor da Universidade dos Andes e titular da cátedra de Estudos Portugueses do Instituto Camões na Colômbia, Jerónimo Pizarro falou à Renascença rodeado do espólio pessoano numa sala da Biblioteca Nacional. 

Três línguas, uma letra difícil de decifrar, papéis soltos onde convivem por vezes escritos de mais do que um dos heterónimos - é assim o espólio de Fernando Pessoa.




A CAMINHO DOS DOIS MILHÕES - Cerca de 1,8 milhões de portugueses estavam em risco de pobreza em 2010



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Número subiu ligeiramente (foto ASF)
Cerca de 1,8 milhões de portugueses estavam em risco de pobreza em 2010


Cerca de 1,8 milhões de portugueses estavam em risco de pobreza em 2010, diz um relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE). As famílias com crianças dependentes eram as mais atingidas.

Os dados, resultantes do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, revelam que 18 por cento da população estava em risco de pobreza há dois anos, um número ligeiramente superior ao registado nos dois anos anteriores (17,9 por cento), tendo-se agravado a insuficiência de rendimento das pessoas em risco de pobreza face ao rendimento líquido monetário mediano, com uma taxa de intensidade da pobreza de 23,2 por cento (em 2009 era de 22,7 por cento).

A taxa de risco de pobreza das famílias com crianças dependentes subiu para 20,1 por cento, mais dois pontos percentuais do que o valor registado para o total da população residente, enquanto a taxa de risco de pobreza para a população idosa baixou para 20 por cento (21 por cento em 2009).

A taxa de risco de pobreza para os menores de 18 anos manteve-se nos 22,4 por cento e a da população ativa aumentou dos 15,7 por cento em 2009 para 16,2 por cento em 2010 - com maior expressão nos homens (0,7 por cento) do que nas mulheres (0,3 por cento).

No que respeita ao risco de pobreza para a população em situação de desemprego, a taxa foi de 36,0 por cento em 2010 (menos 0,4 por cento face a 2009); a da população empregada registou um aumento e fixou-se nos 10,3 por cento em 2010 (mais 0,6 por cento do que em 2009); a da população reformada desceu de 18,5 por cento para 17,9 por cento.

Segundo o inquérito, o impacto das transferências sociais (excluindo pensões) na redução do risco de pobreza diminuiu de 8,5 por cento em 2009 para 7,3 por cento em 2010.

A BURGUESA DESBOCADA




São Brás Gym reúne a nata dos atletas da ginástica acrobática algarvia
Algarve Acro Cup 2012 abre as hostilidades no sábado dia 14




Numa iniciativa da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, vai realizar-se a 6.ª edição do São Brás Gym, evento que já se tornou palco de desfile anual de alguns dos melhores atletas de ginástica acrobática, trampolins, entre outras modalidades gímnicas da região, e que tem também como objetivo promover as modalidades e valorizar os clubes e associações que desenvolvem junto das comunidades, um trabalho contínuo em prol da atividade desportiva.


O evento tem lugar dia 14 de julho, co início pelas 21:30, no Pavilhão Municipal Dr. José de Sousa Pires e conta com demonstrações artísticas dos seguintes grupos, oriundos de toda a região: Grupo da Associação de Pais e Amigos da Ginástica, de Loulé – APAGEL; Clube LagoTramp, de Lagos; Grupo de ginástica dos Bombeiros Voluntários de Silves; Louletano Desportos Clube; Escola de Ginástica e Grupo de Hip Hop do Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores da Câmara Municipal e Junta de Freguesia de São Brás de Alportel – CCD; Classe de Gimnodança da Escola de Dança Municipal; Gimnofaro e Gimnoalegria, de Faro.


Algarve Acro Cup 2012


Neste dia realiza-se também a Algarve Acro Cup 2012, uma competição regional promovida pelo Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores da Câmara Municipal e Junta de Freguesia de São Brás de Alportel – CCD, sob coordenação técnica do Prof. Telmo Dias e o apoio da Câmara Municipal de São Brás de Alportel.


Esta competição que antecede o São Brás Gym realiza-se entre as 10:00 e as 19:00, e destina-se a todos os ginastas do Algarve, filiados na Associação de Ginástica do Algarve, em forma de “open”, onde todos os pares e grupos competem entre si, divididos por cinco níveis de dificuldade: elementar, progressão, esperanças, júnior e sénior. Uma experiência que revela o talento, a dedicação e o empenho dos atletas algarvios e dá provas de todo o trabalho desenvolvido em prol da ginástica acrobática no Algarve.




.diariOnline RS



Santa Filomena e o direito à habitação

Vivemos tempos em que a nossa indignação recebe apelos de muitos lados, mas há casos que, apesar de locais, são particularmente chocantes na medida em que afectam de uma forma cruel e arbitrária pessoas especialmente desprotegidas. É o caso do processo em curso de despejo e demolição do bairro de Santa Filomena, na Amadora. Trata-se de um bairro de génese irregular habitado por centenas de famílias que não foram abrangidas pelo recenseamento do Programa Especial de Realojamento, em 1993, e que, por esse motivo, estão excluídas do acesso ao realojamento em prédios de habitação social por parte da Câmara. Estamos a falar de famílias inteiras com rendimentos muito baixos, que incluem muitas crianças e idosos, e que, em resultado da recessão, se defrontam actualmente com problemas de desemprego especialmente graves. É neste contexto que a Câmara Municipal da Amadora insiste em levar por diante o processo de despejo, sem se preocupar minimamente com assegurar o direito destas famílias à habitação para além das insultuosas ofertas do pagamento de três meses de renda no mercado de arrendamento (ao qual estas famílias não têm a menor possibilidade de aceder), ou, no caso de famílias originárias de outros países, do pagamento do voo de regresso a esses países. E tudo isto rematado, num padrão que começa a ser habitual, com uma carga policial violenta sobre a manifestação dos habitantes do bairro à frente dos paços do concelho, no passado dia 21 de Junho.
Note-se que, segundo o famoso mas muito desrespeitado artigo 65 da Constituição da República Portuguesa, a habitação é um direito. Não é uma prioridade nem um objectivo - é um direito constitucionalmente garantido. E é-o porque se considera, e bem, que uma sociedade decente não pode deixar os seus elementos mais desprotegidos a dormir na rua. Pode-se com certeza debater a quem cabe, em  cada caso, assegurar o cumprimento efectivo desse direito constitucional. Mas enquanto não se chega a uma conclusão sobre isso, o executivo camarário da Amadora será culpado de uma inconstitucionalidade activa e de um atentado aos direitos humanos se levar por diante esta acção de despejo sem que seja proporcionada uma alternativa válida a estas famílias. Visto que foi eleito nas listas de um partido que se diz socialista, fará bem em pôr a mão na consciência e arrepiar caminho enquanto é tempo.



Cavaco Silva – A “vida fácil”


Numa entrevista a um jornal estrangeiro, o Presidente da República culpa os portugueses, de uma forma geral, pela situação que se vive no país.
Diz a “presidencial nódoa” que estamos a pagar pela anterior «vida fácil» que gozámos. Como é um campeão da esperteza saloia, o “pastel de Belém” faz coincidir esses anos do que chama “vida fácil” com a adesão à moeda única... sabendo que todos sabemos, que a moeda única tem grandes culpas no cartório. Só que o fazcomo se esquecesse que quase tudo aquilo que aponta como exemplos dessa “vida fácil” não teve a sua maior expressão alguns anos antes dessa adesão... quando ele próprio era primeiro ministro.
Foi a época da entrada em cena do betão, das obras faraónicas, da cultura do subsídio, das fortunas para os amigalhaços, do ser-se pago para destruir frotas de pesca, agricultura, indústrias... com os belos resultados de miséria e dependência que agora podemos ver e experimentar na pele.
Tentar reescrever a História com esta rasteira canalhice de deslocar a “vida fácil” para um pouco mais tarde, não o faz escapar às gigantescas responsabilidades que tem, enquanto político com mais anos no poder, excepção feita ao inacreditável estrupício madeirense, que para além do assobio, também responde ao nome de Alberto João Jardim.
Como, de vez em quando, ser malcriado faz bem ao fígado, diria que, fora a mãe que não tem culpa... 
De “vida fácil” era a que o pariu!


A fraude das universidades privadas


Nos últimos anos têm rebentados sucessivos escândalos envolvendo universidades privadas (com excepção de escolas da Universidade Católica, do ISPA), escândalos que apresentam traços comuns. É evidente que as cooperativas não passam de esquemas para alguns oportunistas enriquecerem com um negócio fácil e oportunista, estas falsas universidades apenas ministram cursos em que o investimento é mínimo, servem para uma classe onde se misturam professores pouco escrupulosos e políticos em busca de trocos, envolvem sempre nomes sonantes da classe política e movimentam milhões.
  
Estas universidades multiplicaram-se a um ritmo bem superior à capacidade portuguesa em termos académicos e não surgiram para suprir qualquer necessidade nacional mas sim para enriquecer alguns à custa de cursos de qualidade questionável. A mania portuguesa de se ser doutor, mania bem evidenciada na forma como Miguel Relvas se licenciou na Universidade Lusófona foi bem aproveitada por alguns professores menos escrupulosos e ávidos de dinheiro fácil.
  
Com a imposição dos limites ao acesso às universidades públicas multiplicaram-se as universidades privadas, verdadeiros lojas chinesas de canudos universitários em cursos de qualidade científica duvidosa e em áreas onde basta uma sala e um professor para se fazer de conta que se está a ensinar. Os cursos ministrados nestas universidades apresentam três características em comum, são muito procurados pelos serviços públicos, são fáceis e exigem poucos recursos. Primeiro foram os licenciados em direito que não sabem distinguir um decreto-lei de uma portaria, depois vieram os arquitectos e, por fim, os enfermeiros.

As consequências estão à vista, dá-se um pontapé numa pedra e saltam três juristas, os arquitectos são mais do que as mães e os enfermeiros estão à beira de fazer o que já sucede com os psicólogos, estão dispostos a trabalhar gratuitamente só para poderem fazer currículo. O Estado gerido por políticos que se têm servido das universidades privados para encherem a mula ou para inventarem falsas qualificações tem sido o grande responsável pelo oportunismo promovido nestas universidades ao contratar quadros sem avaliar a qualidade das suas qualificações, tratando por igual as médias e os cursos. Não admira que as médias finais nestas universidades sejam superiores, isso confere vantagem aos seus alunos nos concursos de admissão do Estado.
  
Mas este modelo de enriquecimento fácil está com os dias contados, com o mercado saturado e com o próprio Estado a proletarizar os quadros superiores, pagando aos enfermeiros dez vezes menos do que paga ao motorista do secretário de Estado da Cultura, o negócio dos canudos corre um sério risco de deixar de ser rentável, se uma mulher a dia ganha mais do que um enfermeiro é muito provável que a Universidade Lusófona deixe de ministrar cursos de enfermagem e opte por ministrar licenciaturas em serviço doméstico, poderá fazer rir mas certamente um curso superior de mulher a dias feito a sério exigirá mais estudo e avaliação do que a licenciatura do Miguel Relvas.
  
Estas universdidades privadas só têm servido para proletarizar os possuidores de estudos universitários, para enriquecer gente sem escrúpulos, para empregar uma classe política onde cada vez mais reina o oportunismo e para desprestigiar o ensino universitário em Portugal. Mas desiludam-se os que pensam que será fácil combater o fenómeno como fez o bastonário da Ordem dos Advogados ao exigir exames rigorosos, são muitos mais os oportunistas destas universidades em altos cargos do Estado do que professores das universidades públicas, são uma importante fonte de enriquecimento fácil de políticos (recorde-se o caso de Paulo Portas e do Jaguar que era visto a passear por Lisboa).

Há merda na ventoinha


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu no debate sobre o Estado da Nação que o Governo "não está nesta altura a preparar qualquer aumento de impostos" e que recusa "pôr porcaria na ventoinha para assustar os portugueses".

Se não fosse tão triste até dava vontade de rir. Com o descalabro das contas públicas no primeiro trimestre e o chumbo do Tribunal Constitucional aos cortes dos subsídios de férias e Natal aos funcionários públicos e pensionistas para o ano de 2013 não é só previsível como certo que vem aí mais austeridade e com ela mais impostos. A porcaria há muito que foi posta na ventoinha e há muita mais à espera de vez. Com a cagada que este governo tem feito não é de estranhar.

Presidente do TC: equidade é tributar também os rendimentos do capital

O juiz conselheiro Rui Moura Ramos diz que as leituras do acórdão que declarou inconstitucional o corte dos subsídios de férias e de Natal são simplistas, porque para além dos rendimentos do trabalho – públicos ou privados – “há outros rendimentos que estão em causa também, como os rendimentos do capital”.
"Há outros rendimentos que estão em causa também, como os rendimentos do capital", diz o juiz Rui Moura Ramos
Numa entrevista à Antena 1, o presidente do Tribunal Constitucional afirma, contra as leituras que considera simplistas, que o acórdão do Tribunal Constitucional não se limita a criticar a diferença entre o sector público e o sector privado no corte dos subsídios:
“A crítica parte de um postulado errado. O acórdão não se baseia na comparação entre titulares de rendimentos de origem pública ou privada. Quando se está a chamar a atenção para a comparação entre público e privado está-se a fazer uma leitura redutora do acórdão. O acórdão fala de titulares de rendimento. Ora os rendimentos não são só públicos ou privados, porque antes de mais, esses são os rendimentos do trabalho e há outros rendimentos que estão em causa também, como os rendimentos do capital”, afirma Rui Moura Ramos, na entrevista a Maria Flor Pedroso.
Crítica à reação de Passos Coelho
O presidente do TC considera infundadas a maior parte das críticas que leu ao acórdão e critica também a forma “a quente” como o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reagiu ao acórdão, ao dizer que a alternativa pode passar por estender os cortes dos subsídios de férias e de Natal aos trabalhadores do sector privado.
O juiz conselheiro diz também na entrevista que o acórdão sugere que a redução do défice pode ter lugar por outros meios. Como exemplo, observa que parte importante das verbas atribuídas a título de financiamento político, “numa determinada parte do território nacional”, é aplicada por esses partidos “em obras que não têm a ver com o financiamento da atividade política. Manifestamente porque esses partidos entendem que essa verba é excessiva e que não precisam dela para o desenvolvimento da sua atividade política. Se assim é, isto é claramente um reconhecimento de que há despesa pública que pode ser cortada”.

POETAS DO CONCELHO D' ALANDROAL

XXXIV DÉCIMAS

Décimas populares a cargo do poeta Sebastião Inácio Grilo, nascido a 9 de Março de 1933 em Casas Novas de Mares, freguesia de Santiago Maior do concelho de Alandroal. Muito peculiares e diversificadas as profissões de Sebastião Grilo: foi mestre de vários ofícios, entre eles o de carpinteiro, mecânico, barbeiro, taberneiro, vendedor de sapatos e, acrescento eu, tocador de guitarra. Começou a fazer poesia quando contava 25 anos.
Poet'anarquista
Sebastião Inácio Grilo
Poeta Popular

MOTE

Esta guitarra foi feita
Ainda antes de eu nascer
O dia em que ela acabar
Seja depois de eu morrer.

Glosas

Pela providência nasceu
Uma bonita figueira
Toda a sua vida inteira
Tantas boas nozes deu.
Ao fim de uns anos morreu
Com uma serra foi desfeita
Deu madeira larga e estreita
Boas tábuas preciosas,
E por umas mãos habilidosas
Esta guitarra foi feita.

Obrigado ao fabricante
Senhor António Duarte
Por fazer com a sua arte
Instrumento tão importante.
Depois de feito o restante
Aos fadistas dá prazer
Tal não pôde conhecer
Em tempo mais atrasado,
Mas sei que tocava o fado
Ainda antes de eu nascer.

Já foi nova hoje é velhinha
Tem animado bons serões
E ainda faz calar multidões
Com a sua voz fagueirinha.
Considera-se avózinha
Dos que lhe estão a cantar
Quer seus netos embalar
O que fazem as boas avós,
Mas ainda se vêem sós
No dia em que ela acabar.

Quando a levo a um serão
Vê-se mesmo que vai contente
Quer abraçar toda a gente
E parece um coração.
E daqueles que tão bons são
Que querem sempre agradecer,
No mundo enquanto eu viver
Quero-a sempre estimar,
E quando o som dela acabar
Seja depois de eu morrer.

REMATE EM QUADRA...

Quem se puser a ouvir
Esta guitarra a tocar
Começa logo a sentir
Vontade para cantar.

Sebastião Grilo
blog Poet Anarquista

Eduardo Catroga – Um canalha passeando pela brisa da tarde *


Todos sabemos que os dependentes de drogas duras acabam por chegar a um limite em que a dose habitual de droga já não satisfaz a sua busca de “emoções”... o que os deixa à mercê dos excessos que, eventualmente, os levarão à morte por“overdose”.
Todos sabemos que os pulhas cuja vida é dedicada a explorar o seu semelhante e arrecadar somas tão exorbitantes quanto injustificáveis de dinheiro – a sua droga – acabam por necessitar de alguma excitação extra, que o dinheiro já não lhes dá.
Destes, alguns, entregam-se a todos os tipos de abjecção moral, gastos sumptuários, vidas de excesso. Outros, como o nosso protagonista de hoje, sentem necessidade do “perigo” de vir para a rua, com o claro objectivo de provocar os cidadãos. Exactamente aqueles a quem roubam o pão, descaradamente, dia a dia.
Hoje falamos de um desses pulhas: Eduardo Catroga.
De uma estória capaz de provocar vómitos, vivida na primeira pessoa pela Adriana – sim, a Adriana que AQUI nos ofereceu o seu vídeo sobre uma canção de Jean Ferrat – destaco duas frases que justificariam a perda imediata dos dentes da besta:
«Olhesabe o que eu lhe digoDeixe mas é de viver à custa dos seus pais e  mas é trabalhar
«Você quer é atenção
sebento canalha já não necessita de mais apresentações nesta casa. A Adriana é uma jovem de 18 anos ainda a caminho da sua entrada na Universidade.
Esta minha introdução não dispensa a leitura da estória completa, vivida à margem, mas em consequência destamanifestação de professores, muito bem contada pela Adriana... e que pode ser lida AQUI.
* Com um pedido de desculpas ao Mário de Carvalho