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quarta-feira, 11 de julho de 2012


Expropriação da igreja ou extorsão do dinheiro público?

 igreja ou extorsão

Ainda bem que o estado tem por hábito favorecer a igreja com dinheiro 
do povo e com PRIVILÉGIOS FISCAIS e outros que tais.. 
Porque assim, pode o estado garantir que um dia quando precisar, 
a igreja também irá retribuir, facilitando a vida estado!!!Mas não...  
vejamos este escândalo, que mais parece a igreja a extorquir dinheiro ao estado, 
do que uma expropriação do estado á igreja.
Pagou-se 1,2 milhões de euros á igreja, por um terreno do 
tamanho de uma piscina!!!!...  
E o mais engraçado é que o estado paga, será que quem assinou 
este pagamento era temente a Deus? 
É que realmente somos levados a crer que pagar tão elevada quantia por tão 
curto terreno, só mesmo por razões que a própria razão desconhece. 
Extractos da noticia:  "A Estradas de Portugal - EP, SA pagou

ao Patriarcado de Lisboa uma indemnização

de mais de um milhão de euros

(€1 116 600) pela expropriação de uma faixa de terreno na Buraca,

com mil e duzentos metros quadrados. Um valor que excede em muito 

o preço do metro quadrado na Avenida da Liberdade 

(3 mil euros) ou mesmo nos parisienses Champs Elysées (sete mil euros). (...)  

EP pagou mais de 800 mil euros pela desvalorização do terreno da Igreja,

Além disso, a EP pagou ainda uma indemnização de €80 mil para transformar um antigo caminho 

pedonal no acesso de veículos pesados à Casa do Bom Pastor. Mas não basta: a EP comprometeu-se ainda 

a pagar mensalmente € 10 mil como "indemnização pela não utilização da Casa.
Ora, acontece que todos estes valores foram obtidos com base numa avaliação que terá sido feita pela própria Igreja, 

não se sabe por que técnicos, nem com que critérios ou objectivos. Essa "avaliação", é citada no considerando C do acordo com

a EP a que o i teve acesso e atribui à propriedade o valor de (6 milhões de euros). Assim se compreendem os valores pagos pela EP." Fonte



blog Não votem mais neles, pensem !

Do estado da nação


«Está na moda fazer um retrato estranho dos portugueses. Mimados, "piegas", mandriões, aldrabões, penduras, dependentes do Estado e dos subsídios. Não me espanto. Este é o retrato perfeito de uma elite que se habituou a viver do ouro do Brasil, das colónias, do condicionalismo industrial, das maroscas com os dinheiros europeus, da troca de favores entre o poder político e económico, das empreitadas das PPP, dos gestores mais bem pagos da Europa servidos pelos trabalhadores que menos recebem, do trabalho barato e semiescravo e de uma completa ausência de sentido de comunidade. De um país desigual.
A desigualdade não tem apenas efeitos económicos e sociais. Tem efeitos cognitivos. Com raras exceções, determinadas por um percurso de vida diferente ou por uma forte consciência social e política, a nossa elite não faz a mais pálida ideia do país onde vive. E tem a sua experiência e a experiência de quem a rodeia como única referência. Porque a desigualdade afasta os mundos sociais em que as pessoas se movem. Por isso acha que "só não trabalha quem não quer", que "os portugueses vivem acima das suas possibilidades", que "se desvaloriza o rigor e a exigência", que "a inveja é o nosso maior pecado" - como se ela não fosse um reflexo pouco sofisticado de um país desigual e injusto, onde a ascensão social raramente tem alguma relação com o mérito.
O outro País de que falam é bem diferente deste retrato castigador e ignorante. É sofrido, trabalhador, onde o quase nada que se tem foi conseguido com um enorme esforço. A miséria está sempre à espreita e quando vem esconde-se dentro de portas. Porque a última coisa que os portugueses são é piegas. A nossa pobreza envergonhada, que acaba por servir os interesses de quem não a quer combater, é o melhor exemplo de como os portugueses são em quase tudo diferentes do retrato que a nossa anafada elite faz deles.»

Do texto de Daniel Oliveira, a ler na íntegra, publicado em dia de debate sobre o estado da nação. É à luz deste retrato, estrutural, que devem ser avaliadas as opções do governo ao longo do último ano (fotografia de Orlando Ribeiro).


Mas afinal quem são os tipos da Lusófona?


A mim o que mais me choca na licenciatura de Relvas é o comportamento da "Universidade" Lusófona e dos seus reitores, aqui a homenagear o Bispo do Porto. Quem foi capaz de subscrever esta bosta que o Público de hoje revela na íntegra? Que domínio da linguagem, da gramática, da lusofonia, justifica uma conclusão como esta: 
Três aspectos merecem particular relevância: a longevidade das funções desempenhadas, a natureza das mesmas, maioritariamente de liderança ou grande responsabilidade institucional, e a sua variedade. Estes dois aspectos enunciam um currículo rico em elementos que enquadram um parecer de valorização do mesmo em 160 ECTS, que deverão ser feitos equivaler a diferentes unidades curriculares, preferencialmente em linha com os diferentes pontos enunciados neste parecer 
Atente-se nos "três aspectos" que afinal são dois. Na "longevidade" de "funções", hem! Nos "elementos" do currículo (quais?), que enquadram (sic) um parecer de valorização do mesmo em 160 ECTS.  Porquê 160, e não 170, ou 120, ou 10? Nenhuma explicação. Assim funciona a Lusófona e o seu 'reitor-fundador nunca deixará de ser, com ou sem diploma e medalha oficiais, vitalício “Reitor Honorário” da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa?' (Sic! Elogio em boca própria!)

Assim se define o primeiro subscritor do "parecer" (alguém o homologou?), Prof. António Fernando dos Santos Neves, "reitor-fundador", com letra pequena, e "Reitor Honorário", com letra grande, em entrevista que ele próprio se faz na Revista Lusófona de Humanidades e Tecnologias. 

Aí se diz que é "doutor em Filosofia e em Ciências Sociais Aplicadas na especialidade de Pensamento Contemporâneo". Mas não se esclarece que Universidade lhe deu o título.

Aí se gaba de ter sido "Professor de Ciências Políticas na Universidade de Paris". Qual delas, para podermos confirmar? Paris I? Paris II? Paris III....Paris XIII? É que há mais de 40 anos que não há uma Universidade de Paris, mas 13, autónomas e independentes. Faut pas épater le bourgeois com essa de que foi "Professor de Ciências Políticas", com letra grande, em Paris, sem dizer quando, a que título e em que universidade. Eu fui aluno (só aluno, não pedi por isso qualquer equivalência em Lisboa) de Paris II, Université de Panthéon-Assas. Nunca o vi por lá.

Também diz o Prof. Doutor Lusófono que "estruturou nas Universidades Portuguesas a disciplina IPC – Introdução ao Pensamento Contemporâneo”. Ah estruturou? O que é isso? E "as Universidades Portuguesas" sabem disso?

O melhor do seu currículo, no entanto, é que "fundou as Semanas Portuguesas de Teologia”. "Fundou". Teologia, hem! Aliás o primeiro dos seus livros chama-se "Estudos Teológicos" E foi publicado nas Actas das Semanas Portuguesas de Teologia, Org., 6 volumes (Lisboa, 1962…, Reedição fotocopiada, Revista Lusófona de Ciência das Religiões.

Está tudo explicado? Ainda não. Teólogo é mas de Bolonha! Ele próprio se diz "apóstolo-mor", na introdução, e apóstolo máximo, de viva voz, nestes termos
Como é sabido, o novo reitor da ULPorto (ele próprio Fernando Santos Neves!) já não se livra da fama (esperemos também que de algum proveito...) de ter sido, em Portugal, o apóstolo máximo da “Declaração de Bolonha” contra os “atrasos de vida e de modernidade” das Universidades Portuguesas (sic).

Que até terá publicado um livro: “Adimplenda est Bolonia! É preciso cumprir. Pois cumpriu Bolonha e de que maneira: 160 créditos, por junto e atacado, à vontade do freguês, sem justificações que se vejam, o homem é um teólogo, a licenciatura de Relvas é uma coisa do Além. Da Universidade Lusófona.

Sabem por acaso como se entra na Lusófona? Por exames de ingresso, claro. Com que provas? Oiçam isto, tirado do site daLusófona de Lisboa: 
Para a candidatura de 2012 podem ser utilizados como provas de ingresso exames feitos em anos anteriores.
Entenderam?! E a seguir:
Os exames nacionais do ensino secundário podem ser utilizados como provas de ingresso no âmbito da candidatura à matrícula e inscrição no ensino superior no ano da sua realização e nos dois anos seguintes, sem necessidade de repetição no ano em que for concretizada a candidatura ao ensino superior.
Ainda há quem se queixe que alguns souberam que "podiam" sair nos pontos de português certos cantos dos Lusíadas! Na Lusófona "podem sair", eu disse podem, pontos de exames anteriores, ou dos exames do secundário. Querem apostar que geralmente saem mesmo?

Casinhas feitas de monitores

Se tem um monitor usado e não sabe o que fazer com ele, estas casinhas para gatos ou cães podem ser uma boa opção.
Passo a passo poderão aprender como dar uma nova serventia para monitores de computador ou mesmo televisões quebradas de forma útil, criativa e sustentável.
O processo é simples, mas é preciso ter alguns cuidados, especialmente na hora de desmontar o equipamento. 
Se  não souberem ou tiverem alguma dificuldade nessa etapa, levem o monitor para um profissional capaz de desmontar as peças sem danificá-las (já que elas poderão ser reaproveitadas e recicladas) e sem correr nenhum risco de se aleijarem :)

Passo 1: Encontre um monitor
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Podem ser utilizados monitores de computador ou televisores de qualquer tamanho. Tenha cuidado apenas com aqueles muito pequenos e verifique se o tamanho é adequado ao seu bichinho.

Passo 2: Desmonte o monitor
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Mas cuidado ! Estes equipamentos podem armazenar carga elétrica por muito tempo . Por isso tomem todos os cuidados, como utilizar  luvas de segurança e ferramentas apropriadas.

Passo 3: Retire a tela
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Esse é o momento mais crítico do processo e quem não tiver muita experiência deve pedir ajuda a alguém que saiba mexer com circuitos elétricos.
Primeiro garanta o bloqueio da passagem elétrica para só depois separar a tela do circuito. E não esqueça de usar as luvas de segurança contra choques.

Passo 4: Recicle
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Tudo que foi extraído do monitor deverá ser encaminhado para a reciclagem . Jogar todo esse monte electrónico no lixo comum é garantia de que tudo acabará em um lixeiro qualquer, poluindo o solo, o ar e os lençóis freáticos.

Passo 5: Remonte
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Agora que já tiraram todos os componentes eletrônicos de dentro do monitor, é hora de remontá-lo. Peguem de volta todos aqueles parafusos e monte novamente a base e a parte de trás do monitor, que agora ficará completamente oco.
Nesse ponto a nova casinha já é suficiente para deixar qualquer bichano feliz. Basta limpar e colocar uma almofada na parte de dentro. Mas se você quiser deixar a “obra” perfeita, siga para o próximo passo.

Passo 6: Faça um travesseiro
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Essa etapa já é para quem quer deixar o bichano totalmente confortável. Como possui o formato do monitor, a parte interna não comporta um travesseiro comum, retangular, ao menos que ele fique todo amassado lá dentro.
Por isso, os mais caprichosos podem tentar fazer um travesseiro com as medidas exatas da nova casinha. Basta colocar uma folha de papelão debaixo do monitor e decalcar o formato. Depois é só recortar o pano e o enxerto do mesmo tamanho e costurar.

Passo 7: Decore
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Essa é a parte mais divertida de todo o processo. É hora de asas à criatividade e se munir de tintas, pincéis, sprays, fitas coloridas e o que mais quiser.
Não esqueça de limpar bem a parte interna antes de começar a arte. Depois, é só criar um tema para a nova casinha e começar a decoração.

Passo 8: Traga o gatinho para sua nova casa
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Agora que a tinta secou e está tudo pronto é hora de entregar a “obra” ao seu novo morador.
Mais um gato feliz, um dono orgulhoso e um monitor a menos poluindo o planeta.

 Sejam felizes!

o teu rosto - poema de António Garrochinho