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terça-feira, 10 de julho de 2012

OS TUGANIC CHUPAM-NOS ATÉ AO TUTANIC


PEDÓFILO Á SOLTA




Só neste país

TERÇA-FEIRA, 10 DE JULHO DE 2012





Falar mal do país sempre foi um desporto nacional. Não sendo um exclusivo Português, Sérgio Godinho relembra-nos aliás que «Só neste país é que se diz “só neste país”», o que é bastante sintomático da forma como os portugueses sentem Portugal. No entanto, dramatismos à parte, existem de facto momentos onde o amor ao país tem particulares razões para dar lugar a uma espécie de vergonha vexada sobre o estado a que chegámos. E, por mais paradoxal que possa ser, nem tudo é explicável pela crise, pela dívida e pelo resgate/sequestro a que o país está sujeito. 

Portugal tem sido brindado com um conjunto de episódios dignos de um qualquer regime corrupto nas profundezas de África ou da América Latina (com todo o respeito por tais continentes e seus povos, como é óbvio). Para se perceber bem a gravidade do que falamos, nada como o seguinte exercício: explicar a um estrangeiro o que por cá se vai passando. Peguemos então no caso da licenciatura de Miguel Relvas. O braço direito do primeiro-ministro, o homem forte da atividade política do governo conseguiu obter uma licenciatura num ano, beneficiando de equivalências a 32 das 36 cadeiras numa das maiores e até agora mais prestigidas universidade privadas do país. Comentários para quê? Se acrescentarem ao vosso interlocutor estrangeiro que a licenciatura do anterior primeiro-ministro do país, embora com uma dimensão infinitamente menor, também levantou suspeitas, verificarão pelo seu ar abismado a gravidade do que estamos a falar.

Mas vamos a um outro episódio. Descrevam a um estrangeiro o caso secretas-Ongoing. Ou seja, um grupo empresarial com ambições em ramos como a energia, telecomunicações e média, e que foi integrando diversas figuras públicas, começa a recrutar para a sua estrutura quadros dos serviços secretos portugueses. E como Portugal é um país de brandos costumes, tais quadros não se inibem de continuar a usar informações do seu anterior trabalho, como conseguem mesmo que ex-colegas lhes dêem uma pequena ajuda aos negócios usando para o efeito os meios dos serviços secretos. No fundo, ficou o país a saber que algo tão sensível como os seus serviços de informações podem assim ser facilmente mobilizáveis por interesses privados. Coisa pouca, portanto.

Como terceiro exemplo, tentem explicar a um interlocutor estrangeiro o processo BPN: um banco liderado por um conjunto de personalidades ligadas a um dos principais partidos portugueses apresenta um buraco financeiro vertiginoso, fruto de falcatruas indiscritíveis. Tudo acabou por ser coberto pelo Estado, ou seja, pelos contribuintes portugueses. Contem também que um dos principais responsáveis por tal Banco era até há pouco conselheiro de Estado e um homem do círculo restrito do atual Presidente da República. Acrescentem que o Presidente português está ligado ao presente caso não só por um leque alargado de amizades, como pelo facto de em tempos ter conseguido mais-valias bolsistas formidáveis com o referido banco. Possui também uma casa de férias numa herdade lado a lado com alguns dos principais suspeitos fruto de um negócio com a sociedade detentora do banco em questão.

E podíamos aqui continuar com os clássicos casos das Fátimas Felgueiras e dos Isaltinos deste país, assim como dos também batidos submarinos e Freeport. Portugal desenvolveu-se de forma tremenda nas últimas décadas, não haja dúvidas a este respeito. Mas os casos acima relembram-nos que o estatuto de país desenvolvido não passa de um rótulo. Continuam a passar-se coisas neste canto da Europa dignas de uma autêntica república das bananas, devidamente repleta de caciques, bimbos e chicos espertos. É o país que temos, não é com certeza o país que queremos.

Artigo hoje publicado no Açoriano Oriental

blog Activismo de sofá

Parlamento: Relvas refugia-se em deliberação de técnicos


O ministro ouvido na Comissão de Ética insistiu nas conclusões dos técnicos da ERC: "Fui ilibado em toda a linha", disse várias vezes em resposta aos deputados
"Considero que o processo está encerrado", afirmou esta manhã Miguel Relvas na audição pedida pelo PS sobre o caso das ameaças ao jornal Público, refugiando-se na deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que disse ter sido feita por técnicos."Quero lembrar a alguns que agora põem em causa a ERC, que antes a louvavam, que quem elaborou o relatório foram os técnicos. Esta deliberação não foi elaborada pelo poder político", respondeu ao deputado socialista Manuel Seabra. Depois diria uma frase que repetiria praticamente em resposta a todos os deputados que o questionaram: "Fui ilibado em toda a linha."O socialista Filipe Neto Brandão defendeu que a "linha" do ministro "devia ser curta" porque a deliberação da ERC sublinhava que o comportamento de Relvas "poderá ser objeto de um juízo negativo no plano ético e institucional". Os deputados do PCP e do Bloco, António Filipe e Catarina Martins, respetivamente, sublinharam este parágrafo para defender que cabia esse papel ao Parlamento."O processo poderia ter sido mais rápido, teria sido melhor para todos. Mas a deliberação afasta qualquer suspeita sobre a minha conduta", defendeu-se Miguel Relvas.
Por:dn.pt,Miguel Marujo-Hoje

UGT Já tem novo líder....

Oficializado o sucessor de João Proença na UGT
O Secretariado Nacional da UGT aprovou hoje, com 95 por cento dos votos, o nome de Carlos Silva, presidente do Sindicato dos Bancários do Centro, para ser candidato, em 2013, a secretário-geral da central sindical. 
Carlos Silva foi dirigente do Sindicato dos Bancários do sul e Ilhas entre 1997 e 2000 e depois integrou a direcção do Sindicato do Centro, tendo sido eleito para seu presidente em 2007. Preside também à UGT/Coimbra. 
O próximo congresso da UGT vai realizar-se a 6 e 7 de Abril do próximo ano e vai concretizar a anunciada saída de João Proença da liderança, por uma questão estatutária pois já ultrapassou o número de mandatos 
D"SUL

Assunção Cristas – Ministra do Ordenamento, Ambiente, Agricultura, Mar... e rio!?


Cos diabos! O “Correio da Manhã” deveria ter mais cuidado com os títulos da primeira página! Se bem que depois a coisa esteja mais ou menos explicada, ainda que tendo que recorrer a outro jornal online que contorna a inexistência de link para a maior par das notícias do próprio dia, no “CM”... mesmo assim, quando a coisa se deslinda, o mal já está feito.
Quanto às outras pessoas... não sei, mas a mim lembrou-me imediatamente uma coleguinha de escola que carregava a fama de fazer exactamente o mesmo que diz o título do jornal... se bem que nunca alguém tenha afirmado que alguma vez tenha levado vinte. Segundo constava era sempre um, dois, no máximo... e mesmo assim, uma grande parte dos gabarolas nunca viu rigorosamente mais nada a não ser... o rio.
Seja como for, reais ou imaginadas, nunca aquelas idas ao rio envolveram qualquer tipo de custos, ao contrário desta. Outros tempos... outros rios!