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segunda-feira, 9 de julho de 2012

A INVERDADE DO PRESIDENTE CAVACO


A INVERDADE DO PRESIDENTE CAVACO

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Há uma coisa que a troika e, particularmente, os portugueses sabem, é que se fosse hoje primeiro-ministro também cumpriria e honraria os compromissos estabelecidos pelo Estado Português.”
Estas declarações são de José Seguro, secretário-geral do PS. Se fosse 1º ministro, agiria como Passos Coelho.
Não temos dúvidas, pois o rotativismo político tem sido uma construção quase perfeita do neoliberalismo a que desde sempre aderiu o PS e o aplicou de forma sistemática, mascarando-se de socialista no nome.
A direita sempre soube ser paciente. Foram precisos 36 anos de balancé para paulatinamente terem destruído tudo o que de democrático, isto é, destinado aos que vivem ou viveram do seu trabalho, trouxe o 25 de Abril. Foram pacientes, porque sempre souberam que teriam pela frente como foram tendo, em maior ou menor grau, a resistência, a luta e o Não à morte dos valores de Abril.
Não nos surpreendem, pois, as declarações de Seguro, pois ele é uma continuidade na continuidade do PS. Rodam as pessoas, mas as ideias, os propósitos e os actos políticos do PS são os mesmos.
Sócrates foi o culminar de políticas que o antecederam e preparam o caminho para os golpes quase mortais que agora são aplicados pelo PSD/CDS com a cumplicidade de Seguro que diz claramente que se fosse ele e não Passos Coelho lá estaria a seguir o “bom caminho”, cumprindo zelosamente as leis datroika estrangeira que se compraz em constatar como temos governantes e aspirantes a sê-lo tão cumpridores, tão cumpridores e zelosos que a troika, ela própria, nem acredita muito bem ter estes engulhos a servirem-lhe de bandeja o que mais desejam já que eles não passam de meros serventuários do capital que os corrompe para ainda os amesquinhar mais.
Foi em Fevereiro de 1996, no Fórum Económico de Davos, que o Sr. Hans Tietmeier, presidente do Banco Central Alemão, afirmou perante os 1000 oligarcas mais poderosos do mundo e dirigindo-se aos chefes de estado, primeiros-ministros e ministros, muitos deles socialistas, de várias dezenas de países do mundo: “ Doravante, estais sob o controlo dos mercados financeiros!
E, pasme-se, foi estrondosamente aplaudido! Aqueles políticos ali presentes aplaudiram a perda da soberania popular e a sua substituição pelo poder mercantil e especulativo do capital financeiro globalizado.
Por isso neste momento, o Governo vai consultar a troika sobre as medidas alternativas a tomar face ao corte nos subsídios, que o Tribunal Constitucional anteontem considerou inconstitucionais.
Já com a planificação do orçamento para 2013 em cima da mesa, o Governo de Passos Coelho vê-se obrigado a estudar novas medidas que possam compensar o efeito negativo da falta da receita relativa aos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos, cujo corte já não será possível no próximo ano, em função do acórdão do TC.
O Tribunal Constitucional demorou o tempo necessário para deixar passar o prazo do pagamento do subsídio de férias, mas deveria ter exigido a reposição imediata dos subsídios de Férias e de Natal de 2012, tal como o obriga a Constituição. (nº 1 do artº 282 da mesma que diz: a declaração de inconstitucionalidade ou de ilegalidade com força obrigatória geral produz efeitos desde a entrada em vigor da norma declarada inconstitucional ou ilegal e determina a repristinação das normas que ela, eventualmente haja revogado). Ou seja declara nula a norma e a reposição da situação anterior à mesma.
 E nunca deveria ter aberto a porta a outras soluções, se fosse, de facto, um órgão isento e atento aos constantes atropelos que são feitos à Constituição.
Vamos deixar que eles vão alargar as futuras medidas a toda a população? Vamos todos para férias e deixar que eles decidam tornar-nos a todos ainda mais pobres e virem dizer que somos um povo pacífico, humilde e cordato? Ou vamos lutar? Lutar pelo valores de Abril, porque existem alternativas.
O Presidente da República a que isto chegou volta afirmar inverdades ao Povo Português quando tenta desculpar-se perante a decisão do Tribunal Constitucional sobre o corte dos subsídios. (talvez por isso, em todos as terras por onde tem passado é sistematicamente vaiado e mesmo insultado). Assim, vem dizer que não pediu a fiscalização preventiva do Orçamento do Estado para este ano, porque o País não podia correr o risco de ficar sem orçamento. Ora, Cavaco Silva que anda na Política há 30 anos, sabe bem que há mecanismos previstos legalmente para essas situações.
Ele jurou (sobre a Bíblia?) defender a Constituição Portuguesa como representante máximo do Estado. Tem-na não só ignorado como também a não tem cumprido desde que é presidente em todas as questões de real importância e com consequências gravosas para os trabalhadores, reformados, deficientes e desempregados. E é de uma enorme gravidade que ele venha dizer-nos que põe acima da Constituição o Orçamento de Estado.
 
A greve dos médicos mantém-se. O predador-mor do SNS, tentou tudo para a evitar que os médicos levassem por diante as suas decisões o que prova o profundo mal-estar que se gerou no Governo com esta greve.
Um dos Sindicatos já tinha desistido de convocar uma greve em Dezembro, confiando na seriedade e honradez do Sr. Paulo Macedo. A confiança foi traída, porque não houve seriedade nem honradez no que toca aos problemas que se arrastam no sector.
Os métodos utilizados pelo Ministro da Saúde demonstraram que não estava a tratar do assunto com seriedade e vontade política de defender o SNS e o exercício digno da profissão médica com a qualidade que merecem os utentes.
A negociação mais pareceu estar a fazê-la com a comunicação social do que com os Sindicatos. O dialogo deveria ser com estes e com a apresentação de propostas escritas para que se pudessem discutir, mas o Ministro resolveu “dialogar” com os média controlados e manipulados pelos interessados na privatização total dos cuidados de saúde.
Contudo, tal como já afirmei aqui, a forma como agiu denotava nervosismo e mesmo desespero e foi aquela que mais uniu médicos e doentes, pois estes sentem diariamente na pele os mil e um problemas com que se defrontam para obter a tão almejado tratamento.
Dizer que está muito preocupado com os portugueses que vão ficar sujeitos a uma greve de médicos seria para dar umas boas gargalhadas se não fosse a terrível gravidade da situação.
Se há alguém responsável pela diminuição brutal de consultas nos hospitais e centros de saúde e de cirurgias programadas, de falta de tratamentos oncológicos e outros, dos aumentos das taxas moderadoras que estão a gerar um verdadeiro gerontocídio dos idosos com reformas de miséria, do não pagamento do que a ADSE deve ao SNS, das Parcerias Público-Privadas na Saúde continuarem a ser um escândalo, é este mesmo Ministro que agora deita lágrimas de crocodilo por que durante dois dias os doentes terem, apenas, os serviços mínimos garantidos. Tenha dó, Sr. Ministro, porque também há tratamento para as lágrimas de crocodilo!

Praça do Bocage

um cábula




Um Cábula


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A universidade Lusófona vai repetir a auditoria à licenciatura de Miguel Relvas. Uma inutilidade que, para ganhar credibilidade, deverá ser feita por uma entidade externa e independente. Uma inutilidade para tranquilizar consciências e legitimar uns cursos de ciências para-mágicas que por aí andam a distribuir a esmo canudos de licenciaturas.
Depois é vê-los nos meios de comunicação social, sob o nome o labéu politólogo, professor de ciências políticas ou algo semelhante, a perorar sobre política nacional e internacional, dizendo as maiores banalidades com o ar mais circunspecto, Quando se sai da bagatela o dislate é garantido. Nada disto é inocente e inócuo. Sem qualquer surpresa ou curiosidade alinham todos pelo mesmo diapasão. A desafinação, quando existe, é de pormenor, nunca de fundo. Nada ou pouco esclarecem até porque o seu objectivo principal não é analisar, elucidar, ajudar a compreender. Manipulam a realidade para a tornar credível, portanto sem alternativas. Uma espécie de baixo clero pós-moderno na linha da frente da propaganda do sistema. São programas de entretenimento que preenchem os espaços nos meios de comunicação social. Sofrem a concorrência de outros com formatos equivalentes e muito maior audiência: os que escalpelizam, com argumentos doentiamente clubísticos o futebol como se fosse irrelevante esse desporto ter deixado de ser desporto para se tornar num mundo de negócios claros e escuros que é o seu caldo de cultura actual que sulfurizou o amor à camisola. Esse o grande ponto de confluência com o mundo política, como é mostrado e lido por essa gente, em que os partidos políticos se uniformizaram, se tornaram as correais de transmissão de interesses económico-financeiros, cada vez mais concentrados em Mega pólos sem rosto, actividade política se quer reduzida aos actos eleitorais, mesmo essa actividade democrática se quer cerceada deixando de ser o campo da luta de classes pacífica.
Gerou-se assim uma raça ferroviária que se senta nos bancos das estações da sua preferência a ver passar os comboios sem cuidar de saber para onde vão, o estado da máquina, a qualidade do combustível ou se arriscam um acidente grave. Limitam-se a conferir os horários e a debitar sentenças sobre a sua validade, as discrepâncias entre chegadas e partidas e as tabelas. Não se pode querer que se levantam, venham até à porta da estação ver a vida a passar e a ser vivida. Grave risco para quem criou raízes nos assentos. Levantarem-se seria o naufrágio.
Por tudo isto não se compreende essa fúria escrutinadora do currículo académico de Miguel Relvas. A única conclusão válida é que o sujeito é um cábula. Um ano para se licenciar em Ciências Políticas? Seis meses já seria tempo excessivo para deglutir tão relevantes matérias.
O que a Universidade está a precisar é de uma limpeza séria nos currículos dos cursos. Muitas das licenciaturas produzem astrólogos e de má qualidade.

Praça do Bocage

A LUTA - ANTÓNIO GARROCHINHO


QUANTO TE AMO - ANTÓNIO GARROCHINHO



Porque as mulheres ainda não podem fazer as perguntas certas?!


Porque as mulheres ainda não podem fazer as perguntas certas, por Naomi Wolf
"Ainda estamos a recuperar, nos Estados Unidos, da celeuma inteiramente previsível sobre uma peça publicada por Anne-Marie Slaughter, antiga directora de Planificação de Políticas no Departamento de Estado e professora na Universidade de Princeton, intitulada “Porque as Mulheres Ainda Não Podem Ter Tudo”. A resposta era previsível porque o artigo de Slaughter é publicado nos EUA por um elenco rotativo de mulheres poderosas (muitas vezes brancas) mais ou menos todos os três anos.
O artigo, independentemente de quem o tenha escrito, lamenta invariavelmente o “mito” de um equilíbrio entre a trabalho e a vida pessoal para as mulheres que trabalham fora de casa, apresenta o telhado de vidro e a exaustão trabalho-casa como uma revelação pessoal, e culpa o “feminismo” por manter esse esquivo “ideal de ter tudo.” E consegue sempre evitar os principais elefantes políticos na sala – o que é especialmente irónico neste caso, já que Slaughter está cansada de formular políticas.
Os problemas com esses argumentos são inúmeros. Para começar, o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal deixou de ser um assunto das mulheres. Por todo o mundo desenvolvido, milhões de homens que trabalham e têm filhos pequenos também lamentam as horas que passam longe deles, e regressam a casa para suportar o fardo das tarefas domésticas partilhadas. Isto era um “assunto das mulheres” talvez há 15 anos, mas agora é uma tensão ambiental da vida moderna para uma geração de mulheres e homens comprometidos com a igualdade de género.
Tais argumentos também ignoram o facto de que as mulheres trabalhadoras mais prósperas e os seus parceiros transferem esmagadoramente o desequilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal para mulheres de rendimentos mais baixos – esmagadoramente mulheres de cor. Podemos abordar a questão de como empregar essas prestadoras de cuidados de um modo ético e sustentável; as amas-secas em Nova Iorque e noutras cidades estão a organizar-se para garantir um sistema de salários indexados ao mercado, de férias pagas e de licenças por doença. Ou, como acontece tantas vezes numa sociedade racista, podemos apagar completamente da fotografia as mulheres que tratam das crianças da elite. 
Para além disso, um ambiente corporativo inflexível e hostil à família já não é a única escolha para mulheres que trabalham. Muitas, principalmente nos EUA, deixaram esse mundo para iniciar os seus próprios negócios.
Mais significativamente, os norte-americanos têm uma tendência notável para reduzir problemas que outros abordaram com políticas públicas a uma questão de “escolha” privada e mesmo de psicologia pessoal. Mas a verdadeira questão não é se as “mulheres podem ter tudo”. Em vez disso, é se um sofisticado profissional de política externa pode escrever como se países como o Canadá ou os Países-Baixos simplesmente não existissem.
No Canadá, casais com um bebé podem intercalar licenças de seis meses a um valor de 90% do salário. Nos Países-Baixos – o melhor caso que já presenciei – as famílias podem tirar um dia de folga por semana, e o governo subsidia cuidados de dia a tempo inteiro. Esta solução não foi enquadrada como um “assunto das mulheres”, mas como um benefício familiar. E as mulheres holandesas simplesmente avançaram, preocupando-se com outros objectivos interessantes nas suas vidas pessoais e familiares.
Na América, pelo contrário, a Câmara do Comércio e outros grupos de interesse empresariais pressionam fortemente os políticos para nem sequer proporem tais soluções. Sabem que ganham milhares de milhões de dólares quando contratam mulheres a níveis salariais mais baixos que os dos homens, e garantir o conflito entre o trabalho e a vida pessoal faz descarrilar as carreiras das mulheres antes que se torne demasiado caro compensá-las de modo justo. 
Claro que a Europa não é o Nirvana da igualdade de género. Em particular, o local de trabalho corporativo nunca será completamente favorável à família até que as mulheres participem das decisões de gestão mais importantes, e as posições nos lugares de gestão de topo da Europa permanecem esmagadoramente ocupadas por homens. Na verdade, as mulheres ocupam apenas 14% das posições dos conselhos de direcção europeus.
A União Europeia está a considerar legislar no sentido de compelir os conselhos de direcção a manter uma determinada proporção de mulheres – até 60%. Esta proposta de mandato nasceu da frustração. No ano passado, a vice-presidente da Comissão Europeia Viviane Reding lançou um apelo para a acção voluntária. Reding convidou empresas para se comprometerem a objectivos de equilíbrio de género de 40% de membros femininos em conselhos. A fundação Forte, na América, seguiu esse caminho com a sua lista própria de “mulheres prontas para conselho”. Mas o apelo de Reding à Europa foi considerado um falhanço: apenas 24 empresas lhe responderam. Precisamos de quotas para garantir que as mulheres possam continuar a subir de um modo justo a escada corporativa, ao mesmo tempo que equilibram o trabalho e a família?
“Pessoalmente, não gosto de quotas”, disse Reding recentemente. “Mas gosto do que as quotas fazem.” As quotas provocam acção: elas “abrem o caminho à igualdade e rompem o telhado de vidro”, de acordo com Reding, um resultado presenciado em França e outros países com provisões juridicamente vinculativas para colocar mulheres em posições empresariais de topo. 
Entendo as reticências de Reding – e a sua frustração. Também não gosto de quotas; são contrárias à minha crença na meritocracia. Mas, quando consideramos os obstáculos para conseguir o ideal meritocrático, parece realmente que um mundo mais justo tenha que ser temporariamente mandatado.
Afinal, quatro décadas de provas mostram-nos agora que as empresas tanto na Europa como nos EUA estão a esquivar-se à contratação meritocrática e à promoção de mulheres a posições de topo – não importando quanta “pressão suave” seja exercida sobre elas. Quando as mulheres conseguem atingir o topo do poder empresarial – como, por exemplo, aconteceu recentemente a Sheryl Sandberg no Facebook – captam muita atenção precisamente porque permanecem a excepção à regra.
Se existissem políticas públicas apropriadas para ajudar todas as mulheres – fossem directoras-gerais ou as que tratam dos seus filhos – e todas as famílias, Sandberg não seria mais merecedora de notícia do que qualquer outra pessoa altamente capaz numa sociedade mais justa. E lamentos como o de Slaughter não seriam necessários. "


BOM CONSELHO.


Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar


Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade


 Vou pra rua e bebo a tempestade !
poema Xico Buarque
blog Só te peço cinco minutos

Quadras da Alma Dorida

Trago deus impresso em mim
no coração e nos rins
A mancha tem a altura
de quarenta quadratins

Estava num profundo êxtase
no seio da divindade
Tudo se esvai. Perdi o
bilhete de identidade

A vida dói. Nada resta.
E diz a alma dorida:
Não creio numa outra vida.
Havia eu de crer nesta?

A depressão explicada aos jovens


Quando era miúdo, a depressão era “uma coisa” cuja localização, em relação aos Açores, determinava o estado do tempo. Depressão e anticiclone, tornaram-se desde então vocábulos familiares e era com profundo gozo que, por diversas vezes, anunciava aos amigos que a previsão do Anthímio de Azevedo, ou de um seu companheiro de profissão, estavam erradas, já que pelos meus conhecimentos de Meteorologia, adquiridos entre leituras do José Mattoso e sebentas do Soares Martinez, poderia adivinhar, sem receio de erro, que o estado do tempo, no dia seguinte, seria contrário aos que as previsões meteorológicas anunciavam.Acreditem ou não, ganhei assim muitas apostas que delapidei em noites de copos no Stones e AdLib ( as voluntaristas discotecas da moda nos anos 60) e fugazes surtidas ao “Caruncho”, para as bandas do Lumiar, apenas frequentada por alguns “experts” da noite lisboeta.
O mundo deu muitas voltas desde esses miríficos anos 60. Depois do 25 de Abril, a depressão passou a fazer parte do nosso léxico como uma doença dos tempos modernos, o anticiclone ( nos anos 60 de localização previsível, de acordo com as estações do ano) iniciou-se nas danças dos Alunos de Apolo e passou a vaguear pelas estações do ano, como qualquer meretriz passeia pelos bordéis da vida.E eu? 
Eu passeei-me pela vida, prevendo o futuro em “five o’clock teas” em Londres, “brunches” em Washington, “dulces de leche” ingeridos gulosamente aos sons do tango tocado nas ruas de San Martin, em Buenos Aires, ou na mira de encantar sereias nos “fiords” na Escandinávia... e ainda tive tempo para pressentir “in loco” o descalabro dos Balcãs, os efeitos da queda do muro de Berlim, ou prever o sucesso do “porco preto”, em terras lusas, depois de uma viagem à Papua Nova Guiné.
O meu erro, foi pensar que este meu sentido premonitório duraria a vida inteira. Assim fosse, e ainda hoje estaria no doce remanso de Macau, usufruindo os prazeres do Oriente, entre poemas de Pessanha e o doce convívio com uma chinesa, ex-concubina numerada, que me falava de Confúcio ( que à época alguns portugueses aí residentes confundiam com uma marca de preservativos). Mas errei e, recorrendo ao privilégio de que apenas os incautos podem usufruir, decidi regressar a Portugal, num fim de tarde em que o panorama que desfrutava da esplanada do Bela Vista se tornou demasiado curto para mim. 
Ao princípio, confesso, o prazer de reviver locais noutros tempos frequentados, foi atenuando a mágoa do regresso. Em breve, porém, descobri que Portugal já não era mais do que “O país reinventado” que fui construindo nos tempos em que me tornara emigrante. E, de um dia para outro, descobri outro significado da palavra “depressão”.Hoje em dia, significa um País onde impera a Lei do “salve-se quem puder” e , quando olho o Atlântico a partir das praias do Guincho, já não vislumbro caravelas em busca de novos mundos, mas um mar triste e sem segredos. Aquele meu “País Inventado”, copiado das leituras de Isabel Allende, já não existe porque nele se acotovelam, como num mar esqualídeo, a lixa e a lixinha -da –fundura, lado a lado com o galhudo e a sapata, num frenesim de auto destruição. Como acontece no fundo daquele mar, neste País que reinventei a partir das lonjuras do Oriente acotovelam-se oportunistas, carreiristas, dirigentes feitos à pressa com créditos bonificados para aquisição de habitação própria, e políticos de vão de escada, navegando em “limousines”, ou acumulando milhas para o Qualiflyer em viagens aéreas sem sentido, e uma massa imensa e disforme de pequenos irmãos Metralha apenas preocupados em enriquecer a qualquer custo e desprovidos de qualquer lisura, ou noção de cidadania. O consumismo atascou-os em contos de Aladino com lanternas mágicas por inventar, em Botas de Sete Léguas sem solas para caminhar, em “Casas de Chocolate” que se derretem no momento em que o dardejar dos primeiros raios solares da inveja atinge as suas janelas.
 Percebi, depois de várias voltas ao mundo, que quis regressar a um País de Contos do Fantástico, onde mais vale ser Tio Patinhas dos analistas económicos , Cinderella de revistas cor de rosa, ou Capitão Gancho nas primeiras páginas dos tablóides do que um dos honestos Três Porquinhos. Descobri isso ao acordar e percebi o verdadeiro significado da palavra “depressão”. Aguardo, ansiosamente, a chegada do anti-ciclone.

A corrupção descarada do Presidente da República, quem pactua com crime é criminoso?

 


Paulo Morais explica, neste video, 
- quem permite e pactua com todo o regabofe inconstitucional e promiscuo 
da politica em Portugal 
(Cavaco Silva e todos os outros PR)
- dá alguns exemplos de quem o faz e como 
- explica o que está na origem de toda crise. 
- explica como ele tentou proteger os interesses dos portugueses tentando 
travar negócios ilegais na venda de imóveis quando tinha poder para isso, 
mas descobriu que mais tarde esses negócios foram aprovados por outros
... mais uma vez não adianta a luta contra o saque. 
- explica que não foram os portugueses que gastaram mal mas sim os políticos. 
Não perca este video, onde tudo se fica a saber.
Frases chave do video... 
O parlamento é uma grande central de negócios.
Todos os deputados que tem poder e domínio na politica e economia estão no parlamento 
a fazer negócios.
As comissões parlamentares que deveriam defender os interesses dos portugueses 
defendem os seus negócios próprios.
O caso de Miguel Frasquilho que é deputado e acompanha a assistência financeira 
que está a ser dada a Portugal e ao mesmo tempo pertence a um grupo financeiro. 
O grupo Espírito santo.
Ou o caso do deputado Adolfo Mesquita Nunes, de manhã estão nos seus escritórios de advogados a fazer negócios e à tarde vão para o parlamento fiscalizar os 
seus próprios negócios. Este caso por exemplo está a tratar das privatizações e é ele que também as fiscaliza. Isto jamais pode ser sério.
Sempre que um português olha para o parlamento está na verdade a ver um escritório 
de advogados. E estão nos seus computadores a tratar dos seus negócios. 
Não é nada normal que um empresário seja deputado e esteja a fiscalizar a sua própria 
actividade.
Paulo Morais já falou com o presidente da comissão de ética, com a presidente do parlamento mas 
todos se preocupam e ninguém faz nada.
O presidente da República é que devia intervir, pois é ele o responsável
 pelo regular funcionamento das instituições.... mas nada faz. É o único que tem esse direito, 
esse poder e esse dever. 
O banco de Portugal é outra central de corrupção. Pois no seu conselho executivo tem pessoas 
da banca privada!!
Nos outros países normais e decentes são os bancos centrais que supervisionam a banca 
privada, em Portugal é o oposto. Pois a banca privada está dentro do próprio BdP a decidir 
sobre os interesses dos bancos privados. Como é o caso de Almerindo Marques
ligado ao BES e faz parte do conselho consultivo do BdP.
Ou ainda o caso de António de Sousa era a figura máxima na representação da banca privada e tinha também 
poder no BdP.
Na Suécia metade destas pessoas estariam presas só pelo conflito de interesses e promiscuidade.
Mesmo no assunto das PPP existem deputados no parlamento que fazem parte das empresas que lucram com as PPP. 
Outro exemplo é a forma como legislam só possível em Portugal e África. Os advogados fabricam leis com buracos 
e erros e passam a vida a dar pareceres sobre leis que eles fizeram mal.
Por exemplo, um escândalo...  o código da contratação pública foi feito pelo escritório do Dr Servulo Correia, 
e só em pareceres para explicar o código que ele próprio fez já facturou 7 milhões e meio de euros. 
Mas mais corrupto ainda é que estes escritórios intervém de forma inconstitucional no processo legislativo, executivo 
e judicial o que viola a lei da separação dos poderes, e o presidente continua a ignorar o seu trabalho.

Paulo Morais impediu negociatas ilegais na ordem dos 600 a 700 milhões de euros no sector imobiliário, 
através de 30 queixas. 
Um caso conhecido foi o da sociedade Metro do Porto, estranhamente decidiu comprar por 8,75 milhões 
um terreno que estava avaliado por 5 milhões!!! Caso semelhante... 
O processo acabou arquivado porque o procurador que o "estudou"decidiu arquivar porque não se localizou o dinheiro... !!!
A partir do minuto 11 explica a forma como chegamos à crise através da corrupção. Revelações que todos devem saber 
e divulgar... a culpa da crise é da corrupção e dos políticos.
"A CRÓNICA MÁ GESTÃO DOS DINHEIROS PÚBLICOS ALIADA AO CONCUBINATO ENTRE CERTAS EMPRESAS E 
O ESTADO DESTRUÍRAM A ECONOMIA E A CAPACIDADE DE PRODUZIR RIQUEZA. “ROUBAR POUCO É CULPA, 
ROUBAR MUITO É GRANDEZA”. Até quando?» Citação de Dr.ª Maria José Morgado, directora do DIAP. 
Acesse o Artigo http://apodrecetuga

A comissão parlamentar que neste momento tem mais importância para o futuro dos portugueses é a que está 
a negociar com a TROIKA. Ironicamente o povo português não está representado nessa comissão, pois é composta 
por representantes dos bancos, representantes dos escritórios de advogados, dos interesses imobiliários e das 
grandes empresas. http://apodrecetuga.

CAVACO SILVA NÃO INTERVÉM! PORQUE SERÁ?O passado explica muita coisa...
  • Cavaco Silva traidor, colocou raposas no galinheiro!? Artigo completo:http://apodrecetuga.
  • Cavaco Silva e o seu sonho na Pide.  Artigo completo: http://apodrecetuga.
  • As imagens que as televisões não mostraram do presidente da República a ser vaiado. Artigo completo: http://apodrecetuga.
  • O nosso protector nrº 1, o Presidente da República, cobardemente, tenta manipular a verdade para que o povo possa acatar, como carneiros mansos, 
  • o abuso dos sacrifícios INCONSTITUCIONAIS, impostos pelo governo. Provocados por presidentes ausentes das suas obrigações 
  • - proteger Portugal e os portugueses. Artigo completo: http://apodrecetuga
  • Cavaco Silva deu a aprovação final á lei que obriga o estado a sustentar as campanhas e os partidos políticos.Artigo completo: http://apodrecetuga.
  • Tudo começou, no governo de Cavaco Silva, o pai da divida e das PPP. A CONSTRUÇÃO DA PONTE VASCO DA GAMA, A PRIMEIRA PARCERIA 
  • PÚBLICO-PRIVADA, FOI UM NEGÓCIO RUINOSO PARA O ESTADO PORTUGUÊS. A partir daí foi somar PPP para o povo sustentar. Artigo completo: http://apodrecetuga.
  • O déficite já vem do tempo de Cavaco Silva, quando, nos anos 80, a mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de contos anuais, 
  • acabar com as Pescas, a Agricultura e a Industria. Artigo completo: http://apodrecetuga
  • CAVACO E O BPN video
  • CAVACO E A CASA DE PRAIA video
  • DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS DE MARIA CAVACO SILVA: apodrecetuga.
Cavaco Silva tem dedicatória... 
"O destruidor do tecido produtivo português dos anos 80, o líder de anos e anos de repressão policial, o Pai do Monstro do Défice, 
o padrinho de uma troupe de vigaristas, ladrões e assassinos 
que hoje estão presos ou andam fugidos, transformou-se na maior inutidade do Portugal Democrático. Ainda assim, uma nulidade muito 

bem paga e que sai caríssima aos cofres do Estado."  texto de 5diasnet


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