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domingo, 8 de julho de 2012

a natureza - poema de António Garrochinho



Carta aberta ao reitor da Universidade Lusófona


Ex.mo Reitor,
Foi com grande satisfação que soube que a Universidade Lusófona conferiu uma licenciatura em Ciência Política ao Dr. Miguel Relvas em apenas 14 meses, reconhecendo dessa forma a sua elevada estatura intelectual. Sempre sonhei com o alargamento das Novas Oportunidades ao Ensino Superior e fiquei muito feliz por terem dado o devido valor à cadeira de Direito que o senhor ministro fez há 27 anos com nota 10. Depois, naturalmente, o processo foi "encurtado por equivalências reconhecidas" (palavras do Dr. Relvas), após análise do seu magnífico currículo profissional.
É dentro desse mesmo espírito que vinha agora solicitar igual tratamento para a minha pessoa. Embora seja licenciado pela Universidade Nova com uns simpáticos 17 valores, a verdade é que o curso levou--me quatro anos a concluir e o Jornalismo anda pela hora da morte. Nesse sentido, e após análise da oferta disponível no site da universidade, venho por este meio requerer a atribuição do grau de licenciado em: Animação Digital (tenho visto muitos desenhos animados com os meus filhos), Ciência das Religiões (às vezes vou à missa), Ciências Aeronáuticas (já viajei muito de avião), Ciências da Nutrição (como imensa fruta), Direito (fui duas vezes processado), Economia (sustento uma família numerosa), Fotografia (tiro sempre nas férias) e Turismo (visitei 15 países). Já agora, se a Universidade Lusófona vier a ministrar Medicina, não se esqueça de mim. A minha mulher é médica, e tendo em conta que eu durmo com ela há mais de dez anos, estou certo de que em seis meses posso perfeitamente ser doutor.
Respeitosamente,
João Miguel Tavares

Partilha do saber

velho cinema - poema de António Garrochinho


quando... poema de António Garrochinho




Manifesto (pessoal):Direito à indignação

Neste momento de crise, material e de valores, alguns se sentem indignados. Sentem-se indignados porque não têm trabalho, ou porque têm baixos salários, ou não têm subsídios, ou não têm oportunidades, ou não têm nada daquilo que costumavam ter e, porque lhe foram retirados das suas benfeitorias, indignam-se. No entanto, sentem-se na legítima posse desse sentimento e parecem não querer cedê-lo a todos. Parece-me que não me querem deixar estar indignado também. Parece que não tenho direito ao desalento por ter o que chamam de “privilégios”. Têm razão em dizer que tenho alguns privilégios; tenho o privilégio de exercer a profissão pela qual lutei ao longo da vida, e o privilégio de ter contacto com o doente, e o de poder encontrar solução para um problema de saúde grave, e o imensurável privilégio de ouvir mais “obrigados” do que críticas. Mas não são desses privilégios que os outros indignados me acusam. Acusam-me de ter privilégios materiais, de ganhar muito, de fazer pouco, de ter status, de ter o rei na barriga, de ter emprego garantido, entre outros privilégios que, a sua falta de visão periférica, permite ver. Esquecem-se que faltam outros privilégios como, por exemplo, condições de trabalho, férias, feriados, natais em família, oportunidade para constituir família, de (por vezes) exercer medicina de forma livre…

Pergunto aos indignados “ de verdade”: quem me traz de volta o tempo perdido dos “teens” e dos 20’s em que estive a estudar em detrimento da boa vida dos indignados “à séria”? Quem me traz de volta o 1º andar do meu filho que perdi por estar em serviço? E o bacalhau da consoada? E a distância da família durante os anos de estudo e internato? Parece que não me posso indignar pela perda de direitos e pelas injustiças. Parece que não cumpro com os meus deveres de cidadão. Parece que o meu cartão de eleitor não tem valor, o número de contribuinte não serve para nada e o serviço militar cumprido era escusado (e era, na verdade). Parece que, por ser médico, sou menos cidadão. Parece que sou imune às doenças e à possível necessidade de ser utilizador do sistema de saúde. Parece que, pela literacia e ofício, não tenho direito, eu também, à reivindicação e à revolta contra aqueles que me querem tirar direitos como profissional e eventual doente. Sugerem-me que não devo lutar pela manutenção do único sistema público funcional e internacionalmente (bem) reconhecido deste país. Suspeito que não me querem a manifestar contra as injustiças de cortes cegos, feitos por quem apenas reconhece em mim um objecto e, no utente, um número de cartão. Parece que não posso querer ter uma carreira. Parece que não me querem avaliar pela qualidade e competências e que não posso lutar para que não me considerem como uma embalagem de supermercado com um selo promocional. Parece que não tenho direito ao uso do calão português para qualificar quem quer destruir o meu SNS.

Quem me retirou o direito à indignação? Quem é dono desse sentimento e não “mo” quer emprestar? Porque tenho eu de aceitar que me diminuam como profissional e cidadão sem que possa mostrar a minha revolta? Porque tenho de aceitar que, depois de tanto sacrifício, pessoal e familiar, seja um dado adquirido da sociedade sem vontades ou direitos? Quem me quer impedir de lutar por direitos conquistados por quem lutou antes de mim? Querem-me fazer crer que tenho de me envergonhar e que não tenho moral para a amotinação, qualidades de quem quer ser um verdadeiro “indignado”? Não sou daquele tempo, mas parece-me que existiram médicos no 25 de Abril. Não me lembro de ter lido que tinham sido escusados à revolução. Lembro-me de ouvir estarem juntos a padeiros, pedreiros, costureiros, militares e prostitutas, e de envergarem, eles também, simbólicos cravos. Não percebo o que terá mudado tantos anos depois… Dessa forma, sinto-me indignado. Indignado por todos os direitos que me foram já retirados, e pelos que ainda pretendem subtrair, como profissional e utente do SNS. Assim, nos dias 11 e 12 de Julho de 2012, pretendo fazer-me ouvir, no bom e velho estilo de uma República democrática, aquela mesma dos meus pais e avós… e ai de quem me quiser retirar esse direito!!!

Para os que querem ainda acreditar que esta greve é puramente salarial e/ou politizada (como insistem em insinuar o Sr. Ministro e Secretários da Saúde):

- Carreira, reconhecimento das especialidades, valorização do internato e dos internos, tabelas justas, gratuidade do SNS, regulamentação do Acto Médico, acessibilidade garantida a todos, anti-cortes cegos que impeçam o acesso a todos os tratamentos, renegociação urgente das PPP’s da saúde, anti-privatização e anti-americanização do SNS e, acima de tudo, anti-desumanização do Serviço Nacional de Saúde!!!

 E, parafraseando uma música bem velhinha (indignação - Skank) "... indignação indigna, indigna INACÇÃO!"


Mundo Catso

POEMAS DE ANTÓNIO GARROCHINHO




RECADOS POLÍTICOS, HUMOR E NÃO SÓ - ANTÓNIO GARROCHINHO



O Homem Nu

Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou sem nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente ficamos quietos aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não
 tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão!
Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.
Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
Não era: era o cobrador da televisão

Fernando Sabrino.

Com as orelhas a arder


Já nem dentro do PSD há quem não faça piadas com a licenciatura do Relvas. Dos comentadores, aos jornais e às redes sociais as imagens e as anedotas não param. Depois do caso da espionagem, das secretas, da ameaça aos jornalistas e agora da licenciatura só a sua ligação estreita aos interesses dos poderes económicos que sustentam este governo, (e segundo alguns o aventalinho) impedem a sua queda. Só falta saber até quando.
Pessoalmente estou-me nas tintas para que o homem seja dr ou engenheiro e parece-me bem mais grave tanto a sua participação no caso das secretas e/ou também nas pressões e ameaças sobre a Comunicação social, embora este caso da licenciatura mostre bem a idoneidade que representa que é este personagem. Se tivesse vergonha na cara já há muito tinha pedido a demissão, se tivéssemos um Primeiro-ministro com alguma dimensão politica há muito que o tinha demitido, e se tivéssemos um Presidente digno desse cargo há muito que a tinha exigido. Mas este é o país que somos e estes os políticos que temos. 

As capacidades mais evidentes de um deputado. (anedota)

O Engenheiro ordenou ao seu cão:
- Projeto, mostra as tuas habilidades!
O cãozinho pegou num martelo, umas tábuas e num instante construiu um casinha para cachorros. 
Todos admitiram que era um façanha.
O Contabilista disse que seu cão podia fazer algo melhor:
- Cash Flow, mostra as tuas habilidades!
O cachorro foi à cozinha, voltou com 24 bolinhos, dividiu os 24 bolinhos 
em 8 pilhas de 3 bolinhos cada. 
Todos admitiram que era genial.
O químico disse que o seu cão podia fazer algo melhor:
- Óxido, mostra as tuas habilidades!
Óxido foi até ao frigorífico, pegou num litro de leite, umas bananas, 
colocou tudo no liquidificador e fez um batido. Todos aceitaram que era impressionante.
 O informático sabia que podia ganhar a todos:
- Megabyte, vamos lá !
Megabyte atravessou o quarto, ligou o computador, verificou se tinha vírus, redimensionou o sistema operativo, 
mandou um e-mail e instalou um jogo excelente. Todos sabiam que este era muito difícil de superar.
Todos olharam para o político e disseram: E o teu cão, o que pode fazer?
O político chamou o seu cão e disse:
- Deputado, mostra as tuas habilidades!
Deputado deu um salto, comeu os bolinhos, bebeu o batido, cagou na casinha, apagou todos 
os ficheiros do computador, armou a maior confusão com os outros cachorros, expulsou toda a gente exibindo 
um título falso de propriedade.
Em seguida, alegou imunidade parlamentar...




BLOG NÃO VOTEM MAIS NELES, PENSEM !

COMO ELES DISCUTEM AS FALCATRUAS COMO SE NÃO FOSSE NADA COM ELES E COM A GENTE DELES ! HÁ QUE AVERIGUAR TODA ESTA GENTE- CURSOS DE POLIMENTO ONDE NÃO SE APRENDE NADA EM UNIVERSIDADES QUE NA SUA CRIAÇÃO TIVERAM O DEDO DE CAVACO SILVA. SÃO INTERESSANTES AS DECLARAÇÕES DO PACHECO PEREIRA E AS CAMUFLADAS DE LOBO XAVIER


Cavaco Silva – Juramentos de fancaria



Não haveria melhor ocasião do que a homenagem ao médico comunista Ferreira Santos, um Homem que foi assassinado pela polícia de Salazar por lutar pela liberdade, para apontar o dedo a Aníbal Cavaco Silva, essa grande nódoa que mancha a História do país e que, no tempo de Salazar, estava muito bem «integrado no regime», segundo as suas próprias declarações escritas pelo seu punho na ficha da PIDE (imagem 2, número 12) . Nódoa que nunca lutou por nada que fosse para além dos seus interesses pessoais e políticos momentâneos, das suas “miseráveis” reformas, das vivendinhas algarvias, das açõezinhas marteladas do BPN, em suma... da sua vidinha.
Diz Jerónimo (e bem!) que Cavaco «sacrificou o juramento» que fez da Constituição Portuguesa ao “moldar” o seu cumprimento aos interesses do Orçamento do Governo do seu partido. Acrescento eu que ele faz gato-sapato da Constituição que jurou cumprir e defender, gerindo a seu belo prazer as ocasiões em que a respeita ou não, ao sabor dos apetites das suas amizades e clientelas.
Na verdade, a nódoa jurou! Só que pertence àquele grupo de pessoas que acredita que se um juramento se fizer com os dedos cruzados, por uma qualquer misteriosa razão... não vale.
Na verdade, apesar de na imagem estar a lambuzar a Constituição com vários dos dedos que estão à vista... mentalmente, a nódoa estava a cruzar os dedos em todas as quatro, perdão... duas pa...(ai!!!) mãos.


mantas de retalhos


manta
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O final de mais um mês de mantas de retalhos, com a Matilde, a Rita e a Anaa chegarem ao fim das suas. Já valia a pena juntar as muitas que têm nascido na Retrosaria para fazer uma exposição.
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A ervilha cor de rosa