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domingo, 1 de julho de 2012



Feito à medida, reportagem...

... de Célia de Sousa com os olhos e os ouvidos voltados para aqueles que trabalham a pensar nos que têm necessidades diferentes dos outros.


Desde táxis adaptados a quem tem dificuldades motoras, até à roupa própria para quem passa o dia sentado numa cadeira de rodas. Os bolsos têm de ser noutro sítio, é preciso outras aberturas nas calças ou nas saias.
Também há brinquedos...diferentes para quem tem outras habilidades com as mãos e com a cabeça.


Vale a pena ouvir. Aqui. - clik na palavra aqui


Teresa Cristina – Ela é assim...



Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim

Eu sou assim,
 quem quiser gostar de mim eu sou assim
Meu mundo é hoje 
não existe amanhã pra mim

E sou assim, assim morrerei um dia

Não levarei arrependimentos 
nem o peso da hipocrisia

Tenho pena daqueles
 que se agacham até o chão

Enganando a si mesmos 
por dinheiro ou posição

Nunca tomei parte
 desse enorme batalhão

Pois sei que além de flores,
 nada mais vai no caixão.

("Meu mundo é hoje" - João Batista/Wilson Batista)

Depois desta interpretação da já antes aqui ouvida Teresa Cristina, grande novo valor do samba “profundo” e popular... e, sobretudo, depois desta letra... que diacho haveria eu de acrescentar... a não ser a pena de não ter sido eu a escrever e compor esta cantiga?

Bom domingo!

“Meu mundo é hoje” – Teresa Cristina
(João Batista/Wilson Batista)




"Mansos", talvez, mas não tolos

O "Público", que na sua edição de hoje dedica alguma atenção aos protestos inorgânicos, não enquadrados pelos partidos, que, embora tímidos, já vão surgindo um pouco por todo o país, recomenda ao governo, em editorial: "Num momento em que nem o Presidente da República parece ser sinónimo  de autoridade ou crédito político, é bom que o poder acorde para a sua fragilidade. E faça por merecer confiança, mas sem truques".
A recomendação faz todo o sentido, mas há aqui um problema e ainda por cima irresolúvel.
É que o governo actual só chegou ao poder usando descaradamente da mentira e tem perfeita noção da sua incompetência e de que só através de truques se mantém no poder. E todos os meios lhe servem, desde a invenção de "desvios colossais" atribuídos aos Governos anteriores até à sistemática fuga em assumir a responsabilidade pelos seus próprios falhanços e por tudo o que o corre mal, que é quase tudo, para não dizer tudo. 
Mesmo agora acabamos de assistir a mais um truque:  numa altura em que já se tornou evidente para toda a gente que este governo não vai conseguir atingir a meta do défice prevista no OE,  Passos/Coelho, que tem defendido com unhas e dentes o cumprimento estrito do acordado com a troika, contra a opinião de toda a oposição que, além do mais, tem pedido insistentemente a renegociação do acordo e, designadamente, o alargamento do prazo, acabou de se lembrar, segundo se escreve na edição do "Expresso" de ontem, que ele, quando ainda na oposição, tentou que o programa de assistência financeira tivesse a duração de quatro anos e não de três, como ficou acordado, porque foi o que Sócrates pediu. 
Está mesmo a ver-se que, se o governo passista não consegue alcançar os objectivos do memorando que, recorda-se, já sofreu, entretanto, a pedido deste governo, diversas alterações, deixando, muito estranhamente, intocado o prazo de duração, o culpado só podia mesmo ser o Sócrates. Aliás, quando não é o Sócrates o culpado, as culpas pelos sucessivos falhanços do governo (a economia a afundar-se, o desemprego a aumentar exponencialmente, as contas públicas a derrapar para além do imaginável e do previsto) são imputadas ou à crise europeia, ou às condicionantes externas, ou ao diabo a quatro. "Eles" é que nunca têm culpa.
Como confiar nesta gente que é incapaz de assumir as suas próprias responsabilidades ?
Passos/Coelho aprecia muito a "mansidão" dos portugueses. Espero que o editorialista do "Público" ao falar em confiança, não queira que também façamos de tolos.


TERRA DOS ESPANTOS 

Metade dos estudantes alemães desconhece que Hitler foi um ditador, revela pesquisa

Um terço dos jovens entre 15 e 16 anos o considera “defensor dos direitos humanos”



A divulgação de um estudo realizado entre milhares de estudantes de cinco regiões da Alemanha revelou resultados que chocaram a opinião pública do país e que colocaram em dúvida critérios do sistema educacional local. Segundo a pesquisa intitulada “A última vitória das ditaduras?”, metade dos entrevistados não sabia que Adolf Hitler foi um ditador, enquanto um terço achava que ele era um “protetor dos direitos humanos”.

Outro resultado que chamou atenção é que 40% desses estudantes não sabiam diferenciar entre as noções de “democracia” e “ditadura”. A resposta mais comum assinalada por quatro entre dez entrevistados foi: “é tudo a mesma coisa”. Realizada sob forma de questionário, o estudo foi divulgado pelos jornais locais nesta sexta-feira (29/06).

Um dos realizadores do estudo, o professor de Ciências Políticas da Universidade Livre de Berlim, Klaus Schroeder, considerou o resultado chocante. “Talvez a solução seja aumentar as aulas de História Contemporânea em detrimento ao estudo de outras épocas”, disse ele ao jornal italiano Corriere della Sera.

Outra solução apontada por Schroeder seria utilizar métodos mais modernos e alternativos de estudo da História, como aumentar a frequência de visitas de delegações estudantis a antigos campos de concentração, que hoje servem como memoriais. Essas mudanças, na opinião de Schroeder, reforçariam entre os jovens as noções do que considera “valores-chave” de nossa época, como liberdade, direitos humanos, pluralismo e Estado de direito.
“Esses estudantes não têm qualquer consciência política e não possuem qualquer ideia de conceitos como ‘liberdade de expressão’ ou ‘direitos humanos’”, afirmou Schroeder.
O estudo abordou 7.400 estudantes alemães entre 15 e 16 anos. Cerca de dois mil desses entrevistados visitavam memoriais de guerra na Alemanha quando foram abordados.

Wikimedia Commons

Essa pedra fica localizada em frente ao local de nascimento de Hitler na Áustria. A inscrição diz: "Pela paz liberdade / e democracia / fascismo nunca mais / milhões de mortos nos relembram"

Nova centelha