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segunda-feira, 25 de junho de 2012


"Não me peçam razões"

Não me Peçam Razões...

Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.

Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.

Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.

José Saramago, in "Os Poemas Possíveis
blog Folha seca

Empreita - artesanato de palma


Empreita - artesanato de palma

A empreita de palma é uma das principais formas de artesanato do Algarve. Já foi uma actividade com bastante peso no orçamento de muitas famílias do Barrocal Algarvio, hoje em dia, embora ainda seja um tipo de artesanato representativo, já não tem a importância de outrora. Este tipo de artesanato era tradicionalmente um trabalho feminino efectuado principalmente, quando não havia trabalho no campo, funcionava como que um complemento no trabalho das mulheres.
Artesãs de empreita

A empreita é uma fita entrançada, feita de palma que são as folhas de uma espécie de palmeira anã da região, com ela são efectuados diversos objectos. Inicialmente esta matéria-prima provinha do interior do Algarve, crescia nos matos do Barrocal, posteriormente devido à escassez desta planta, começou a ser importada do sul de Espanha.
Palmeira

Este tipo de artesanato surgiu das necessidades ligadas aos trabalhos dos campos, era necessário ter recipientes para embalar e transportar os produtos agrícolas. Assim, existem uma variedade de objectos e utensílios ligados à agricultura: alcofas, cestos, gorpelhas, esteiras, ceiras, … etc.
Alcofa utilizada nos trabalhos agrícolas e bolsa para transportar os alimentos para o campo


Mais tarde a empreita passou a ser utilizada no fabrico de objectos do quotidiano: chapéus, vassouras, vasculhos, capachos, tapetes, abanos, bases para a mesa, fruteiras, sacos diversos, revestimentos para garrafas e garrafões de vidro e até a estrutura de berços de bebé era feita com empreita.
Base para a mesa
Fruteira

Actualmente, a empreita é utilizada quase exclusivamente com finalidades decorativas sendo uma das atracções turísticas do Algarve.
O fabrico dos objectos em empreita divide-se em várias fases:
- Em primeiro lugar é preciso preparar as folhas de palma (fervas de palma). A palma ou era colhida no mato e colocada a secar ao sol ou era comprada já seca.
Palma a secar

- Seguidamente é escolhida, pois a mais grosseira é para utensílios menos exigentes, a outra é tratada.
- A palma é então molhada para que seja mais fácil manuseá-la.
- A fase seguinte é enxofrar a palma, processo para clarear a palma através de um banho de vapores de enxofre. O enxofre é colocado a arder num recinto fechada junto da palma, este processo dura pelo menos um dia.
- Depois é rachada que é o processo em que se separam as folhas.
Um "olho" de palma rachada e outro ainda não rachado

- Se as folhas são muito largas, ripa-se para que as fitas fiquem quase uniformes.
- Por vezes utiliza-se alguma palma tingida, para produzir efeitos artísticos nos objectos, esse tingimento é obtido passando a palma por um banho de água quente onde se depositou a tinta.
- Depois de enxofrada e pintada a cada “olho” de palma corta-se o pé para soltar as folhas.
- Com a palma assim preparada, e depois de molhada, começa-se então a fazer uma comprida fita entrançada.

- Esta empreita que costuma ser medida às "braças" é enrolada e pode ser novamente enxofrada.
- Posteriormente, com a ajuda de uma agulha de cobre, a empreita é cosida com folhas finas de palma molhada para ficar mais flexivel, ou com baracinhas. As baracinhas são um fino cordão feito com palma enrolada.
- Depois de o objecto adquirir forma são necessários acabamentos: o debruar para rematar o bordo do objecto, as asas quando necessário que são feitas em baracinhas, finalmente cortam-se as pontas de palma que ficam a sobressair e está pronto.

Saco de empreita


Base para a mesa

Tapete e vários sacos em empreita na Feira do artesanato de Quarteira




Abanos e outros utensílios
Diversos tipos de sacos
Sacos, capacho e vassoura

GNR - "Sangue Oculto"

DELFINS - AO PASSAR UM NAVIO.wmv

quando te dás - poema de António garrochinho


montagens e mensagens de António Garrochinho (2)




vários pesos várias medidas



Grécia – Ele há cada simbolismo!...


Mesmo admitindo que algumas notícias, em vez de me impelirem a fazer comentário sérios, despertam o “pior” que há em mim; mesmo frisando que desejo rápidas melhoras aos senhores e que, neste post, apenas me refiro ao carácter extremamente simbólico das suas maleitas...
Ainda assim, não resisto! A notícia de que o novo primeiro ministro grego, mal tomou posse, já está a ser operado aos olhos e que o ministro das finanças foi internado com intensas dores abdominais, não me deixa outra alternativa senão imaginar um primeiro ministro que, o mais das vezes, não verá lá muito bem o que está a fazer... e um ministro das finanças que, com um tamanho “desarranjo” abdominal, não augura nada de bom para a sua futura obra...

P.S.    Eu sei que o cartoon não tem nada que ver com a notícia... mas com que diabo é que haveria de ilustrar isto?!


Como os partidos da Tróica manobram o tribunal constitucional

tribunalconstitucionalComo já por diversas vezes o denunciámos – e não nos cansamos de repetir que o fizemos primeiro e sozinhos – o tribunal constitucional nunca passou de um órgão que funcionou e funciona como uma extensão dos partidos políticos que detêm a maioria no parlamento e no governo.
E que, no presente, o tribunal constitucional assume inequivocamente o papel de zelar pelaconstitucionalidade que interessa ao governo de traição nacional e, por conseguinte, à Tróica.
Como é sabido, todas as medidas flagrantemente inconstitucionais de agravamento das condições de vida e empobrecimento dos trabalhadores que o governo vem tomando têm passado todas no tribunal constitucional, sob o alegado e provocatório argumento de que o equilíbrio das contas públicas (inclusive, portanto, o pagamento das trafulhices do BPN e outras) se sobrepõe a tudo.
Se bem que a escolha dos juízes do tribunal constitucional tenha sido sempre feita da mesma maneira, isto é, de entre quem seja da confiança do PS, do PSD e agora também do CDS, a recente confusão gerada em torno da substituição de três desses juízes, não só veio evidenciar uma realidade que já existia mas que todos – incluindo os constitucionalistas que pariram esse tribunal – andavam a escamotear, como se traduziu desta vez numa manobra de maior alcance.
É que, com o atraso na designação dos novos juízes, o tribunal constitucional ficou paralisado e, assim, impedido de se pronunciar sobre o pedido de fiscalização da constitucionalidade do confisco dos salários dos funcionários públicos, a tempo do (não) processamento dos seus subsídios de férias que se realizou este mês.
Muito embora não tenhamos nem alimentemos ilusões quanto ao papel do tribunal constitucional, não é menos verdade que é importante que ele fique completamente desmascarado aos olhos dos que ainda o julgam uma barreira aos golpes anticonstitucionais do governo.
Ora, PSD, CDS e o sempre oportunista PS de Seguro o que visaram, desde o início, com o adiamento da substituição dos juízes do tribunal constitucional, foi precisamente impedir que isso sucedesse.
Tudo isto só vem mais uma vez comprovar que se torna imperioso correr com este governo e que, para alcançar esse objectivo, não se pode contar com o PS e com a política de Seguro, que ainda não percebeu que o seu destino acabará por ser o mesmo do PASOK.
Luta Popular

2

O pára-choques


Dantes os governos costumavam assinalar as suas efemérides enviando ministros e secretários de Estado para as principais cidades, era habitual ver o ministro das Finanças, o ministro da Economia costumava andar por cá. Agora o governo assinara as suas efemérides em fortes e palácios e agenda conferências de imprensa encenadas, os ministros andam escondidos, só aparecem em sessões coreografadas, só falam em entrevistas combinadas.
  
O caso extremo desta cobardia política é o de Paulo Portas, quem o ouve nas raras aparições públicas pensa que é um gestor do paraíso, só aparece quando tudo está calmo, roubou ao Álvaro o lado bom do ministério da economia, os beberetes e inaugurações de investidores estrangeiros, os seus ministros são uns totós incompetentes mas têm as pastas do populismo.
  
Se quisermos saber do Álvaro teremos de ler o Diário Económico, o jornal da Ongoing que parece ter adoptado o ministro da Economia, Para sabermos da ministra da Justiça teremos de nos informarmos sobre qual o palco onde se poderá falar mal ou perseguir os advogados, principalmente os menos poderosos. Os ministros da Defesa e da Administração Interna tornaram-se transparentes logo que tomaram posse. A ministra da Agricultura esgotou os seus projectos com o regulamento do fardamento do pessoal do ministério.
  
Veja-se o caso do Gaspar, com os seus trejeitos e conversa ao ralenti o desconhecido e modesto economista tornou-se numa vedeta da comunicação, até explicava as declarações do primeiro-ministro. Agora desapareceu, não dá a cara para assumir as consequências das suas opções, não reconhece que os seus excessos são responsáveis por muita miséria desnecessária. Menos sorte tem o Miguel Relvas, a luta pelo segundo lugar no governo e os excessos na relação com os jornalistas incómodos obrigam-no a assumir o papel de estrela, desdobra-se em discursos e presenças na comunicação social, apesar de ser um cadáver político em adiantado estado de decomposição tenta ignorar a realidade e evitar o enterro.
  
No meio de toda esta cobardia governamental eis que Cavaco Silva o pai espiritual desta direita dá a cara às pedradas, é ele que aparece em cerimónias públicas, que participa nas inaugurações com populaça, que se sujeita a ouvir as vaias por causa das políticas governamentais. Para se poupar este governo de cobardolas descobriu no idoso Cavaco as costas atrás das quais se estão a esconder, Cavaco Silva é o pára-choques de um governo formado por gente medrosa.

Jorge Palma & João Gil | Senta-te aí ( ao vivo )



Como as autarquias arruínam Portugal. Exemplos...

É A LOUCURA TOTAL!!! NESTA ALTURA DE CRISE, O QUE LEVA AS AUTARQUIAS AO 
ESBANJAMENTO DESMEDIDO DOS DINHEIROS PÚBLICOS? NÓS, AS GRANDES VÍTIMAS, 
CÁ ESTAREMOS PARA PAGAR!


A Empresa Municipal de Educação e Cultura de BarcelosE. M., gastou cerca 
de 30 mil euros em fogo de artifício de 27 Abril a 3 de Maio 
( Claro que o dia 25 de Abril e o 1º Maio foram excluídos dos dias com direito 
a fogo de artifício) ver documento.

Esta empresa municipal é MÁ PAGADORA e envergonha o nome de Portugal 
ao não honrar contratos com artistas de renome mundial. Pois, esta empresa é 
parte num processo de execução judicial, no qual lhe são reclamados224.950 euros,
 por conta do concerto de JÚLIO IGLESAS na inauguração do 
Estádio Cidade de Barcelos (2004),tendo unicamente pago 194 mil euros.Ver documento.


Em Portimão, depois da festa e, apesar dos elevados custos, vamos gastar mais 
para saber como correram as festas!! Mais um contrato de Março de 2012.
Foram 20.800 euros para saber qual o impacto das festas de Verão 
de Portimão (Meo Spot Summer Sessions. Festival da Sardinha e 
Mundialito de Futebol de Praia). Aparentemente ninguém na Portimão Urbis 
SGU ou na Câmara Municipal de Portimão, que lidera o top "dívidas dos 
Municípios", conseguia assegurar este trabalho. Já se sabe que vai 
demorar (e muito) a pagar este estudo.Ver documento


O VERGONHOSO caso do parque de estacionamento do Cartaxo 

É um parque subterrâneo que o Presidente da República inaugurou no princípio 
de Outubro, está há seis meses sem funcionar, mas que na verdade ainda não 
abriu ao público. Boa parte das infra-estruturas do Parque Central do Cartaxo 
não funcionam. A câmara ainda não conseguiu encontrar formas de obter 
financiamento bancário para os 690 mil euros que lhe cabem no investimento 
global de 4,5 milhões de euros, nem reunir condições para pôr a funcionar 
o parque de estacionamento subterrâneo com perto de 200 lugares” (Fonte: Público)
Este projecto está a cargo da empresa municipal do Cartaxo Rumo 2020
Uma pesquisa rápida detectou que mais de 300 mil euros, em menos de 2 anos, 
foram gastos em outsorcing de serviços jurídicos 
(aqui - ver documento- e aqui -ver documento-).
Como se não chegasse, a "31 de Dezembro de 2010, a empresa 
estava em incumprimento com o empréstimo da Caixa Geral de Depósitos de €2.000.000,00 ", 
conforme se pode pode ler no Relatório e Contas de 2010 daquele município, 
do qual também consta a dívida de 1,6 milhões a fornecedores, valor que 
triplicou relativamente a 2009. Por coincidência, após o falatório, actualmente 
não é possível aceder ao dito relatório de contas e a mensagem que aparece é : 
Este site está em fase de reformulação. Pedimos desculpa se alguma informação 
se encontrar desactualizada.



Relva sintética a leasing? Parece mentira, mas é mais uma loucura dum 
empresa municipal. A Matosinhos Sport - Empresa de Gestão e Equipamentos 
Desportivos e de Lazer, E.M., pagou mais de 186 mil euros por relva sintética 
e equipamentos desportivos para o Campo da Bataria. Só ISTO porque o contrato 
teve a duração de um mês. Verdocumento



AS FESTAS DAS CIDADE DA AMADORA NO ANO DE 2011 NÃO 
FORAM PAGAS PELO MUNICÍPIO, MAS PELO SMAS DE OEIRAS/AMADORA
A missão dos SMAS consiste em garantir o abastecimento de água e a 
prestação de serviços de saneamento básico às populações residentes nos 
Concelhos de Oeiras e Amadora,(...)", lê-se no site oficial dos Serviços 
Municipalizados dos dois concelhos. E o que se escreve e inscreve. 
Mas nada disso parece interessar, pois estes serviços gastaram mais de 
73 mil euros em espectáculos musicais para a festa do 
Município da Amadora.Ver documento
ESTES SMAS são famosos pelo despesismo: 
Jantar de convívio com o módico custo de € 23.512,50, vidé este blog 
Os cabazes de Natal custaram € 7.000 e os bilhetes para o circo € 6.000, 
conforme este blog

Mais despesismo, a roçar o abuso... 
BLOG NÃO VOTEM MAIS NELES, PENSEM !
B

Uma Rede de tachos


O PS contestou hoje a nomeação de José Luís Arnaut para o cargo de membro não executivo do conselho de administração da REN - Redes Energéticas Nacionais e exige ao Governo que explique no Parlamento o processo de privatização da empresa. O PS acusa o Executivo de fomentar "um dos maiores exercícios de promiscuidade entre a política e os negócios, conformando a negociação em si uma ilegalidade".
"A privatização da REN, tal como da EDP, funciona como uma espécie de espólio que o Governo distribui para personalidades ou dirigentes topo de gama do PSD e do CDS. Depois de Eduardo Catroga ou de Celeste Cardona, vem agora José Luís Arnault, sobretudo na sua qualidade de administrador da REN e simultaneamente presidente da comissão de auditoria financeira do PSD".
O PS contesta igualmente a nomeação de Miguel Moreira da Silva, do CDS, que irá ocupar um lugar de direcção na REN. "Miguel Moreira da Silva que sai do Governo, que acompanha esta privatização, e sendo ele irmão do próprio vice do PSD, Jorge Moreira da Silva, vem ocupar um lugar de direcção e isto não é nenhuma coincidência".

Qual é a surpresa? Mais uma vergonha a juntar a tantas outras de e que infelizmente não é uma excepção. Vendem aquilo que é património de todos nós e pagam os favores aos seus boys. Os sacrifícios, esses ficam para os outros.

"O furto de cobre", por Fernanda Palma

O furto de cobre é hoje, em Portugal, a expressão de uma certa organização "caseira" da criminalidade. Sabe-se que o valor económico do cobre tem originado a criação de redes que, em alguns casos, têm uma base familiar. O furto de cobre surge, nesse contexto, como uma atividade económica continuada, que se chega a projetar, por vezes, na exportação.
Em situações com esta dimensão social e perante crimes tão frequentes, é indispensável tomar medidas no plano da prevenção e da investigação criminal. E assim se explica também que, no plano legislativo, a anunciada proposta de reforma penal preconize, segundo foi noticiado pela comunicação social, a agravação das penas aplicáveis aos furtos de metais.
Se a leitura da comunicação social for fiel ao pensamento legislativo, pretende-se uma qualificação automática desses crimes. O fundamento de tal qualificação, e da consequente agravação das penas em todos os casos, assenta nos danos sociais causados pelos crimes, que podem pôr em causa infraestruturas estratégicas, como as telecomunicações ou a rede elétrica.
Na verdade, estes danos sociais constituiriam justificação bastante para agravar os furtos de metais, se o Código Penal não contemplasse já a qualificação desses furtos em várias situações efetivamente graves. Porém, o Código Penal já prevê penas de prisão até cinco anos (idênticas às agora propostas) ou mesmo até oito anos, para furtos especialmente graves.
Assim, se, por exemplo, o furto de cobre não for um ato isolado e se inserir no contexto de uma atividade reiterada ("modo de vida"), é aplicável uma pena de prisão até cinco anos. E se os crimes forem cometidos pelo membro de um bando com a colaboração de outro membro desse bando, a pena aplicável será de dois a oito anos de prisão.
O Código Penal prevê várias outras circunstâncias que podem conduzir à qualificação do furto de metais, relacionadas, designadamente, com o valor ou a segurança da coisa furtada, a detenção de arma pelo autor do crime e a situação da vítima. Estas circunstâncias formam um sistema coerente, no plano lógico e valorativo, cuja alteração deve ser bem ponderada.
É verdade que uma política criminal impulsiva, que responda instantaneamente aos problemas conjunturais da sociedade, agravando penas ou criminalizando condutas, pode estabilizar, a curto prazo, as emoções sociais geradas pelo crime. Todavia, uma tal política arrisca-se a introduzir injustiças relativas e a fazer cedências à responsabilidade objetiva.
Por:Fernanda Palma, Professora Catedrática de Direito Penal,a quem, com a devida vénia se agradece.Foi também publicado no "Correio da Manhã".


Rainha da pop não deixou créditos por mãos alheias (foto LUSA)
Madonna deu aula em terra de estudantes (com fotos)


Quase 40 mil vibraram na noite deste domingo com um espetáculo como só a rainha da pop consegue dar.

Luz e dança abrilhantaram a atuação de Madonna no Estádio Cidade de Coimbra, num espetáculo marcado pela teatralidade e pelos ambientes góticos.

Vestida de preto e ladeada por bailarinos, a noite abriu com o tema «Girl! Gone wild».

Impossível é não comparar esta atuação com aquela em Lisboa, em 2008. Na altura terão sido mais do dobro aqueles que assistiram ao espetáculo da diva da música pop. Para tal o terá contribuído o elevado preço dos bilhetes, como confirmou a promotora portuguesa do espetáculo. A entrada mais acessível custava 45 euros, com os restantes a atingir um máximo de 170 euros. Além do mais, a oferta de espetáculos ou festivais de música nesta altura do ano também deverão ter contribuído.

A artista de 53 anos fechou a noite com «Like a Prayer», tema durante o qual acenou ao público com uma bandeira portuguesa, encerrando o espetáculo com todos os dançarinos em palco para dançar o tema «Celebration».

Este é o terceiro concerto de Madonna em Portugal, depois da passagem, em 2004, pelo Pavilhão Atlântico e, em 2008, pelo Parque da Bela Vista, ambos em Lisboa. Em 2005 cantou na capital portuguesa, na entrega dos Prémios Europeus 

abaixo as fotos






A BOLA

Mas afinal tanto espião para quê? ;P

(Pete Sellers, encarnando o célebre Inspector Clouseau da série de filmes da "Pantera Cor-de-Rosa")
Só aqui uma dúvida que me faz "espécie": afinal não temos tanto espião português cheio de "gadgets", em três organismos diferentes, mais espalhados  e a gastar o orçamento  de Estado pelo mundo do que os consulados ou embaixadas (parece que há espiões  portugas em Moçambique, em Timor -Leste,  e possivelmente no Timbuktu..)? E não têm  eles tanta perícia  em funcionar com telemóveis e e-mails...? E, depois de tanta polémica sobre o que andavam a fazer, talvez para vencer o ócio, como fazer recortes (clips) de notícias e  pesquisas no Google sobre ex-presidentes americanos, sobre candidatos a agentes,  e até investigações de uso privado sobre a idoneidade da senhora que queria vender a um aspirador a outra (sim! li nos jornais que fora uma das tarefas do tal espião Carvalho!), não acham que agora têm finalmente uma tarefa decente e séria a levar para a frente?
Refiro-me, caso não entendam ainda, ao tentar descobrir a veracidade ou não da fuga de informações para o recente exame de Português do 12º ano. NÃO CONCORDAM QUE ISTO SIM é uma missão importante e de Estado para os serviços secretos portugueses? Saber SE houve fuga e DE ONDE partiram os famosos SMS que alunos de Norte a Sul do país alegam ter recebido dois dias antes da Prova? (uns julgando ser uma piada, outros até tendo acreditado).
Não será facil a quem gasta tanto em sistemas sofisticados tratar de cruzar os dados e ver a origem das mensagens? Ou os detectores dos super-espiões só abarcam o envio de sms para o ministro Relvas, ou  o que buscam é apenas cusquices algo da vida privada dos jornalistas e outros cidadãos , para pessoas como Relvas não hesitarem em ameaçar jornalistas com a sua divulgação pública?
Vamos: altura de fazerem um brilharete!
Isto  despoleta a possibilidade de anulação e repetição do Exame para os pobres alunos. E põe em causa a seriedade do GAVE (e ,por extensão, do Estado) e do muito sofisticado e sigiloso sistema de há décadas para a produção de exames! Há que descobrir se foi apenas um palpite divulgado ou se foi  informação com conhecimento de causa. Um "Exameleaks".
Ou  será que até espiões como o Inspector Clouseau, o Johnny English ou o Maxwell Smart fariam melhor figura e trabalho melhor do que os  nossos?
Ou será que primeiro ainda pensam, por questões de hábito,  emcolocar escutas no túmulo de Camões para sondar se ele foi mesmo o autor de "Os Lusíadas" e  se terá escrito o tal Canto VI que saiu no exame?! ;)
Margarida Alegria (24-6-2012, in blog "Alegrias e Alergias)