AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


domingo, 24 de junho de 2012


Cavaco Silva elogia Guimarães pela ligação entre criatividade e empreendedorismo

O Presidente da República, Cavaco Silva, elogiou este domingo a cidade de Guimarães pela ligação que faz entre criatividade e empreendedorismo.

Na inauguração da Plataforma das Artes e da Criatividade, em Guimarães, Cavaco Silva afirmou que as indústrias criativas têm um enorme potencial e este está a ser aproveitado no norte do país.

O chefe de Estado chegou a Guimarães ao final da manhã, onde tinha à sua espera cerca de uma centena de manifestantes com cartazes contra o novo código laboral, que promulgou há poucos dias.

(com Sandra Henriques)

«ELES NÃO REGULAM, ELES APRECIAM RELAÇÕES HUMANAS»*

Camarada Van Zeller, a semana que passou foi de loucos. Portugal venceu a Holanda, Gaspar ficou preocupado com a queda da receita fiscal, Eusébio sentiu-se mal, Carlos Bessa escreveu sobre Cão Celeste, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social provou não servir para nada. No Expresso, Fernando Madrinha coloca a questão como ela deve ser colocada: vale a pena gastar 4,5 milhões de euros anuais para sustentar uma entidade cujos membros se limitam a replicar, noutra sede, as posições dos partidos que os propuseram? Vale, respondemos nós. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Estamos a falar de pessoas carenciadas num país assaltado pela austeridade. Cabe ao Estado socorrer os indigentes onde eles mais revelam a sua indigência. Tome-se de exemplo o caso concreto do pobre ministro Relvas, que teve de gastar uma pipa de massa em telefonemas, despendendo do seu precioso tempo, para conseguir travar a publicação de um vergonhoso atentado ao seu bom nome. As pessoas dizem que Relvas telefonou com ameaças, mas o homem estava apenas a defender-se. De hoje em diante, fique-se de uma vez por todas a saber a diferença entre uma ameaça e legítima defesa. Ameaçar é quando um jornalista questiona para poder esclarecer; agir em legítima defesa é quando um ministro telefona para a redacção de um jornal argumentando, com toda a deferência, que no caso de virem a ser publicados artigos contra a sua pessoa ele sentir-se-á no direito de tornar públicos dados privados sobre a jornalista que investiga o assunto. É uma espécie de moeda de troca: se tu dizes quem eu sou eu direi quem tu és. Veja-se este bom exemplo de uma terrível ameaça descaradamente feita em directo por Helena Roseta:


Passamos a transcrever, para o caso de por aqui passar algum leitor surdo: «é uma história que se passou comigo, não tem nada a ver com o relatório da ERC, mas tem a ver com a figura do Miguel Relvas, que é uma pessoa trabalhadora, diligente, a uma certa altura ele era Secretário de Estado do poder local e eu era Presidente da Ordem dos Arquitectos, e o Miguel Relvas disse-me para eu ir falar com ele porque havia a possibilidade de um acordo entre a secretaria de estado e a OA, e lá fui eu, e o acordo era sobre um programa chamado FORAL, que se destinava a fazer formação dos arquitectos municipais com verbas comunitárias, mas havia uma condição e a condição era simplesmente esta, a formação tinha de ser feita pela empresa do Dr Passos Coelho». Mais uma vez, Relvas em legítima Defesa e, neste caso, Helena Roseta numa vergonha ameaça ao bom nome, à honra, à idoneidade de Relvas e Cª. Lda. Desde já manifesto o meu mais forte repúdio relativamente a esta revelação, esperando sinceramente que o governo de Passos Coelho encontre entre as receitas fiscais de Gaspar 4,5 milhões para a fundação de uma qualquer Entidade Reguladora que trave a língua peçonhenta destas gentes eivadas de maldade.
*Remate respigado numa crónica de Henrique Monteiro.

ERC - para que serve? a quem serve?



Para que serve a tão falada Entidade Reguladora para a Comunicação Social?
Nos termos da Lei n.o 53/2005. de 8 de Novembro, de entre as suas atribuições, no domínio da comunicação, deve “Assegurar o livre exercício do direito à informação e à liberdade de imprensa”, “Zelar pela independência das entidades que prosseguem actividades de comunicação social perante os poderes político e económico” e “Garantir o respeito pelos direitos, liberdades e garantias”.
Ora, a história começou pelo dito telefonema à editora de política do Público, em que Miguel Relvas ameaçou disparar com toda a sua artilharia e fazer um blackout noticioso do Governo contra o jornal e divulgar umas bisbilhotices sobre a vida privada da jornalista Maria José Oliveira, caso aquela publicasse uma certa matéria que lhe desagrava profundamente e lhe prometia tirar algumas noites de sono, mais as respetivas indigestões.
O que a ERC admitiu foi que: “não cabe à ERC pronunciar-se sobre” o “tom exaltado” do Relvas”, o que quer dizer que este, eventualmente afectado por alguma pequena mal disposição, terá proferido umas palavritas que, talvez, possam “ser objecto de um juízo negativo no plano ético e institucional”. Rui Assis Ferreira entende que “um dos cernes da actuação da ERC é pronunciar-se sobre as questões éticas e morais na relação entre políticos e jornalistas”, e Assis Ferreira afirma que “quando há pressão psicológica que condiciona o trabalho de um jornalista, estamos no plano ético”. Já Azeredo Lopes não está pelos ajustes e diz que: “A ERC não é um tribunal de ética ou de moral, assim como não é o tribunal da liberdade de imprensa”, “é uma entidade administrativa de carácter técnico”, “não é um fórum de sábios que sentenciam do alto das suas convicções”.
Seria, talvez, demasiado ingénuo apostar na isenção e na neutralidade da ERC. Já que quatro membros são indigitados por PS e PSD e o presidente é cooptado. Mas não deixa de ser uma sem vergonhice pegada Lopes dizer alto e bom som que “não há nenhuma fatalidade em haver alinhamento político na tomada de decisões no âmbito da ERC”!
Carlos Magno votou favoravelmente uma deliberação que os seus pares qualificam sem qualquer préstimo e desprovida de qualquer valia. Uma deliberação que isenta de qualquer culpa Relvas, dando-lhe apenas nota de menino mal comportado. Não se tratou de “pressões ilícitas”. Tratou-se de um ato, talvez, quando muito, inusitado, deselegante, não premeditado de “pressões”, e pronto! Foram “inadmissíveis”! Pormenores sem importância. Quanto a isto, não posso deixar de fazer um pequeno comentário. Se um dia Miguel Relvas for “silenciado” sobre determinada matéria sob pena de ser revelado algum facto menos agradável da sua vida, queixe-se apenas, não de pressão, nem muito menos de chantagem, mas apenas da “falta de elegância” do outro!
Quanto à pergunta para que serve a ERC, estamos esclarecidos: não serve para nada! Quando se discutiu a reformulação da Alta Autoridade para a Comunicação Social vários cenários se puseram quanto à sua composição: 2 representante eleitos pelos jornalistas, 1 representante das empresas de comunicação social, 1 eleito por 2/3 do Parlamento e 1 nomeado pelo Presidente da República. Ou seja, uma maioria de representantes dos regulados, um nome aceite por uma maioria qualificada do Parlamento e uma figura indicada pelo Chefe de Estado. Parecia assim garantida alguma credibilidade nas suas decisões.
Para que serve a ERC? Constança Cunha e Sá disse-o e bem: «A ERC serve para lavar mais branco»!

Dificuldade de Governar

Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se-ia a nascer o sol
Sem a autorização do Fuhrer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.

É também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.

Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Fuhrer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
É só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?


Bertolt Brecht  in "Poemas"

Clã - Sopro do coração


Sim, o amor é vao
É certo e sabido
Mas entao (porque nao) porque sopra ao ouvido
O sopro do coracao
Se o amor é vao
Mera dor
Mero gozo
Sorvedouro caprichoso

No sopro do coracao...
No sopro dom coracao...



Deixa-te Ficar Na Minha Casa - Banda Filarmónica Gil

Cuca Roseta - "Nos Teus Braços"

Miriam Makeba - Pata Pata


Paul McCartney – E tinha razão...


“Mesmo que tenha chovido
nós não nos importámos
Ela disse - me que um dia, em breve
o sol iria brilhar
E tinha razão
o meu amor
a minha namorada” 
("My Valentine - Paul McCartney)

Já por milhares de vezes se compuseram canções de amor. Muitas dezenas de vezes, ter-se-á recorrido à língua gestual como efeito visual... mas há sempre pormenores que tornam uma canção única.
Natalie Portman há só esta... e as canções de Paul McCartney (por enquanto) só as há feitas por Paul McCartney.
E esta é de se lhe tirar o chapéu! Feita agora, aos setenta anos, mas a lembrar o Paul McCartney da minha juventude. Aquele que, juntamente com Lennon, Ringo e Harrison, ajudou a mudar o mundo das canções... e não só.
Façam como eu. Ouçam esta pérola e deixem-se “cativar”... um conceito nunca tão bem explicado como pela raposa d’ “O Principezinho”.
Bom domingo!
My valentine” – Paul McCartney e Natalie Portman
(Paul McCartney)



62 mil euros para renovar um só gabinete? Maçonico claro...


A renovação do gabinete do ex-secretário de Estado da Justiça, José Magalhães, custou aos contribuintes 62 704 euros. 
O antigo governante confirmou a notícia do CM sobre a compra de símbolos maçónicos com dinheiros públicos para o seu gabinete, 
através de um comentário na sua página no Facebook, onde diz que optou «sempre pelo low cost» na remodelação do seu gabinete 
no Ministério da Justiça. E não nega a escolha de símbolos ligados à maçonaria.
De uma despesa total superior a 62 mil euros, quase metade, no valor correspondente a mais de 26 400 euros, diz respeito a gastos 
com a aquisição de sofás, cadeirões, secretárias, candeeiros e carpetes. E um conjunto de computadores portáteis, televisor LCD e telefones 
portáteis atingiu a quantia de 16 500 euros."
Será que abasteceu só o gabinete?? Ou foi ás compras com o dinheiro do gabinete? É a dúvida que fica no ar. 
E há ainda que considerar que os símbolos da maçonaria são caros...  E ele teve o cuidado de ser amigo dos portugueses e comprou colunas 
mas das mais baratas que havia na loja de luxo...  Só em fotos, colunas e espelhos foram 7.500 euros???
E depois quando acabar o mandato? Levam-se as colunas como recompensa de se portar bem? Ou exige-se que o sucessor seja 
também maçon, para respeitar as colunas?  fonte


Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/06/62-mil-euros-para-renovar-um-so.html#ixzz1yheykNQj

blog Não votem mais neles pensem !

UGT – João Proença... e uma sucessão que se anuncia muito “auspiciosa”


Uma das muitas vantagens que as conversas de café com os amigos têm sobre os blogues, jornais e telejornais, é que não dependem da actualidade para terem interesse. Sendo assim... lá estava o meu amigo desabafando comigo sobre duas notícias já com alguns dias, envolvendo “sindicalistas”.
1. O mais que certo sucessor de João Proença à frente da UGT, Carlos Silva, promete ser ainda melhor que a encomenda! De facto, fica-se sem grande coisa para dizer, ao apreciar a satisfação do “sindicalista”, pelo facto de o seu patrão, Ricardo Salgado, dono do BES, «lhe desejar muita sorte, afirmando ser para ele um orgulho ter um seu colaborador à frente da UGT».
Não... o meu amigo não estava a inventar! A entrevista em que o “sindicalista” e futuro dirigente máximo da UGT fez estas “confidências”,  pode ser lida AQUI.
2. O ainda secretário geral da UGT, o inimitável João Proença, declarou que que a revisão do Código do Trabalho (que há bem pouco tempo assinou)é má, não serve para nada, nem ajuda a resolver nenhum problema.
Quando o meu amigo se preparava para “ilustrar” a sua estória disparando alguns adjetivos sobre o grande João Proença, eu, para o acalmar e, sobretudo, poupar os ouvidos das senhoras que tomavam chá na mesa ao lado, resolvi dizer-lhe que o caso do Proença não é único... dando mesmo como exemplo a estória de uma fantástica tia de um colega meu dos tempos de escola, que quase todos os dias vinha para a rua e assinava tudo o que lhe puséssemos à frente: livros, cadernos escolares, fotografias, bilhetes de rifas...
Claro que a senhora tinha a excelente desculpa de ser louca juramentada, diagnosticada, medicada... e só não internada, porque nunca fez mal a ninguém. Dava-lhe apenas para se tomar por uma grande artista de cinema ou teatro, ou grande escritora, ou diva da ópera... e dar autógrafos a condizer.
Qual será a desculpa de João Proença?!