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sexta-feira, 22 de junho de 2012


Oops! já fizemos merda.....

Síria terá abatido caça turco 
Uma reunião de emergência foi convocada pelo Governo turco após as indicações de que um caça das suas forças armadas ter sido abatido pela Síria, noticiou a BBC.
Militares turcos afirmaram ter perdido contacto com um F-4 Phantom sobre o mar Mediterrâneo esta manhã, a sudoeste de Hatay.
A agência AFP noticia que o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, informou que a Síria cometeu um erro e já se desculpou: «Foram-nos apresentadas desculpas muito sérias por parte da Síria em relação a este acontecimento, considerando que se tratava de um erro.»
O chefe de governo acrescentou ainda que os dois pilotos do avião ainda estavam vivos, e que a Síria está a ajudar nas operações de resgate dos mesmos: «Neste momento, decorrem as operações de busca e resgate no Mediterrâneo e, por sorte, nossos pilotos estão vivos. Perdemos apenas um avião.»
«As defesas aéreas sírias abateram um avião de guerra turco e atingiram um outro dentro do espaço aéreo sírio», avançou o canal de televisão libanês Al-Manar.
D"SUL


COMO SEMPRE ESCREVI - Gaspar abre porta a derrapagem do défice este ano

Síntese - VAI SER PRECISO MAIS DINHEIRO - "Os dados da execução de Maio, que serão amanhã divulgados, mudaram definitivamente o tom do ministro. A queda da receita fiscal e das contribuições da segurança social "superior ao previsto", traduzindo o impacto de "uma recessão prolongada", dificulta uma execução orçamental que, no lado da despesa, "está sob controlo". O PS AVISOU: VAI SER PRECISO MAIS TEMPO


Luís Rego   no Luxemburgo
Dados orçamentais de Maio dão azo a uma mudança de tom do ministro, que lança aviso para um “aumento significativo de riscos e incertezas” na execução.
O ministro de finanças, Vítor Gaspar, abriu hoje a porta a uma derrapagem orçamental este ano, tendo em conta o "aumento significativo de riscos e incertezas associadas às perspectivas orçamentais". Os dados da execução de Maio, que serão amanhã divulgados, mudaram definitivamente o tom do ministro. A queda da receita fiscal e das contribuições da segurança social "superior ao previsto", traduzindo o impacto de "uma recessão prolongada", dificulta uma execução orçamental que, no lado da despesa, "está sob controlo". Uma declaração que foi feita no final do Eurogrupo no Luxemburgo.
Questionado sobre novas medidas, Gaspar fala apenas de "ajustamentos" na execução, como têm vindo a fazer ao longo do ano. Diz que "o governo está determinado a cumprir tecto de 4,5%" mas acrescenta de imediato que "estamos totalmente conscientes que este esforço é muito importante". "Os riscos e as incertezas estão a aumentar" avisou Gaspar, notando que o governo já sabia que uma "redução de mais de 4 pontos do PIB" seria "muito exigente, algo sem precedentes".
No seguimento, o ministro mostrou uma vez mais o "conforto" de poder "contar, se necessário, com o apoio dos seus parceiros neste processo de ajustamento", ou seja um segundo resgate. Mesmo quanto a uma melhoria de condições para Portugal, associada a uma extensão do prazo de reembolso para a Grécia, o ministro disse que "não será por iniciativa de Portugal" que essa questão irá surgir - uma vez mais uma formulação que deixa tudo em aberto.
Esta dramatização, com base nestes dados orçamentais, contrasta com a avaliação muito positiva dos responsáveis do Eurogrupo na reunião de hoje, e pode ser vista tanto como uma preparação para o anúncio de novas medidas importantes para segurar o objectivo, como pela necessidade de um reforço da assistência europeia. O ministro explicou que, ao longo do ano, tem vindo a "fazer ajustamentos para garantir resultado" orçamental, nomeadamente algumas "revisões de comportamento" como "os juros líquidos" e a "poupança em termos do nível da comparticipação nacional" de fundos comunitários. Para a frente, não promete novas medidas apenas que continuará a "seguir de muito perto" a execução.
O ministro divulgou estes dados de execução orçamental de forma avulsa. A despesa do estado e da segurança social "estão sob controlo", sublinhando ainda o facto que "as remunerações dos funcionários públicos caíram mais do que previsto, 7,3%", o que considera positivo tendo em conta que não incluem o corte de subsídios. Já os dados da receita "não são positivos", incluindo receita directa e indirecta. O caso do IRC, do qual não deu dados, parece ser grave, com uma "evolução menos favorável que esperado", reflectindo menos lucros das empresas.

Perdóname - Pablo Alborán con Carminho (versão portuguesa/en portugués)

Miguel Araújo - Os Maridos Das Outras


NOTÍCIAS QUE A ATUAL CENSURA CORTA



Assassinatos de inocentes pelos EUA
Um Relatório foi apresentado pelo relator especial da ONU para execuções sumárias e extrajudiciais ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Os EUA devem justificar a crescente utilização de drones para realizar assassinatos seleccionados no Afeganistão, Paquistão, Iraque, Somália, Iémen. Estes ataques tiram a vida a muitos inocentes e segundo o relatório poderão estar a violar o direito internacional. Assim, “o governo (dos EUA) deve clarificar os procedimentos postos em prática para garantir que todos os assassinatos estão conformes ao direito humanitário internacional e aos direito humanos e deve especificar todas as medidas tomadas para impedir que haja vítimas assim como medidas para permitir inquéritos independentes, rápidos e eficazes, sobre eventuais violações.” 
(www.legrandsoir.info – 20.junho.2012)
Quem diria que isto se passava com um Prémio Nobel da Paz…
Democracia imperialista…
Talvez o que se passa no Egipto se torne mais claro sabendo que os EUA desbloquearam uma ajuda militar de 1,3 mil milhões de dólares; 250 milhões para programas ditos económicos e políticos; além de outra verba para programas secretos. O resultado está à vista. O Conselho Militar Supremo promulgou uma lei que permite a candidatura de altos funcionários do regime de Mubarak, o último primeiro-ministro de Mubaraz é candidato a presidente da Republica, uma constituição provisória que reforça os poderes dos militares foi emitida pelo Conselho que designou ele próprio uma comissão para elaborar a Constituição definitiva. Qualquer que seja o presidente, o poder está nas mãos dos militares, a casta (repressiva e corrupta) que durante 30 anos apoiou Mubarack ao serviço dos EUA, até ser derrubado pelo movimento popular, e que o sr. Obama classifica como garante de “uma transição ordeira e pacífica”.
(Manlio Dinucci - 19 juin 2012 em” il manifesto” - www.legrandsoir.info – 20.junho.2012)
Julian Assange : O que custa ser dissidente no Ocidente…
Wei Ling Chua escreve em Dissident Voice (www.dissident.voiceque os dissidentes ocidentais não gozam da mesma benevolência que os dissidentes chineses. Julian Assange prestou um serviço à Humanidade revelando como as decisões políticas dos EUA eram ditadas pelo controlo do petróleo mais que pela luta contra o terrorismo, e que os assassínios e tortura de milhares de civis eram crimes de guerra. Os políticos do mundo “livre” – diz Wei Ling – não querem reconhecer que ele agiu nobremente revelando violações dos direitos humanos e crimes de guerra pelos EUA e a NATO. O sr. Obama (o tal Prémio Nobel da Paz…) fala de « deplorável fuga de documentos », republicanos querem que seja tratado como “combatente inimigo” ou “terrorista de alta-tecnologia”, outros políticos e certa imprensa pedem-se a sua condenação à morte. Nos EUA, Canadá, Alemanha o acesso ao Wikiliks foi bloqueado. A Interpol tem um mandato de captura contra ele. O principal conselheiro do primeiro-ministro do Canadá pede que seja morto por um drone.
As fontes de financiamento foram fechadas e Wikileaks foi encerrada em 2010. Nos EUA pede-se para que a lei sobre espionagem seja alterada…
Os advogados de defesa de Julian queixam-se de ser vigiados e sofrer pressões dos EUA. Acrescente-se que Julian foi abandonado pelo seu país de origem, a Austrália, cujo governo juntou sua voz à dos EUA. Pode ser que ele acabe como o soldado Bradley Manning (já aqui referido em “Democracia na América” dez.2011) – que divulgou informações sobre assassínios e torturas feitos pelo exército dos EUA, preso há dois anos em condições desumanas, sem ser condenado por nenhum crime, mantido em isolamento, perseguido e privado de sono, como manda o manual da CIA. (tem apenas direito a uma hora de “passeio” por dia para andar às voltas em 8 numa outra celaAlém disto são administrados antidepressivos). O processo de Mannig é mantido secreto pelo mundo “livre”…
(www.legrandsoir.info – 19.junho.2012
Frankfurter Allgemeine Zeitung põe em causa a versão sobre o massacre de Houla
O massacre de Houla serviu para desencadear apelos a uma intervenção militar contra a Síria (fazendo lembrar outras cenas, depois desmentidas: Sérvia, Líbia, etc.). O jornal investigou e servindo-se de testemunhas oculares, na sua edição de 13.junho descreve como rebeldes sunitas (armados e vindos do exterior) põem em prática a “liquidação” de todas as minorias. Desde há muito que a freira madre Agnès-Mariam De La Croix – que a imprensa ocidental ignora, relata o clima de violência e medo na região de Homs levada a cabo pelos rebeldes sunitas: expulsão de cristãos, violação de jovens, liquidação gradual das minorias. Ela e outras freiras são testemunhas de assassinatos, torturas, clima de terror e violência que os “rebeldes” apoiados pelo prémio Nobel da Paz cometem em nome da democracia imperialista.
Já referimos esta freira em textos sobre a Síria, por exemplo convidou 50 jornalistas católicos para visitarem o país, compareceram 15, nenhum texto sobre as suas visitas foi divulgado. Aos senhores da social-democracia nada disto choca…

Duarte Lima (foto LUSA)
Duarte Lima terá recebido um milhão no negócio dos submarinos


Duarte Lima terá recebido, em 2002, cerca de um milhão de euros do contra-almirante Rogério d´Oliveira no negócio da compra de dois submarinos por parte do Governo, revela o semanário Sol.

Segundo o jornal, Duarte Lima e o contra-almirante foram constituídos arguidos pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), depois do cruzamento de informações das operações Furacão, Rosalina Ribeiro e Monte Branco.

O social-democrata é suspeito de crimes de branqueamento de capitais, tráfico de influências e fraude fiscal e, de acordo com o jornal Sol, já foi aberto um novo inquérito relacionado com o montante que Lima terá recebido na sequência da compra de dois submarinos, um valor nunca declarado às Finanças.

Em causa estaria dinheiro proveniente de paraísos fiscais que estavam em nome de Rogério d´Oliveira e que entrou numa conta de Lima criada em 1999 no UBS - terá sido nesta que as autoridades brasileiras dizem que estão os 5,5 milhões de euros relacionados com o homicídio de Rosalina Ribeiro.

Bola

SÃO ESTES HOMENS QUE GOVERNAM O MUNDO



Justiça. Assassinato de Rosalina abre caça a rede liderada por assessor de Rockefeller





Autoridades brasileiras convencidas de que esquema de lavagem de dinheiro de antigo gestor da fortuna Feteira tem ligações à rede desmantelada e de que Duarte Lima era cliente



“Conhece a pessoa de nome Higino Thomas Roiz? Em caso positivo, quem é e qual o seu relacionamento com ele?” Esta era apenas uma das 193 questões da carta rogatória – sobre o assassinato de Rosalina Ribeiro – que, a 21 de Setembro de 2010, as autoridades brasileiras enviaram a Duarte Lima. O estranho nome que aparece na pergunta é o de um homem que os brasileiros pensam estar à frente de uma rede de branqueamento de capitais e fraude fiscal em diversos países e que em última análise poderá ter ligações ao esquema já desmantelado em Portugal pela Operação Monte Branco, o mesmo de que Duarte Lima era cliente.

Higino Roiz é um holandês que foi assessor do banqueiro norte--americano David Rockefeller e que desde a morte de Rosalina Ribeiro – a 7 de Dezembro de 2009 – passou a ser seguido de perto pelos investigadores daquele país. Segundo o i apurou, por existirem fortes suspeitas de liderar a suposta rede de branqueamento de capitais e fuga ao fisco – que se deverá estender também a Portugal –, todas as informações já recolhidas sobre ele deverão mesmo passar em breve para o departamento de informações da Receita Federal brasileira, entidade responsável pela investigação deste tipo de situações.

A ligação deste homem forte da banca norte-americana a Rosalina começou quando Lúcio Tomé Feteira, milionário português, era vivo. Na altura Higino Roiz era gestor da parte da fortuna que estava no banco Chase Manhattan. Com a morte de Lúcio, as relações com a sua companheira foram ficando cada vez mais estreitas (ver texto ao lado). Tudo foi facilitado com o facto de ele falar português e de Rosalina não conhecer qualquer outra língua.

Porém Higino surge em todo este caso por fazer parte da lista de pessoas que terão telefonado para a portuguesa poucos dias antes da sua morte. A 9 de Fevereiro de 2011, ao ser interrogado pela divisão de homicídios do Rio de Janeiro – durante cerca de duas horas e sempre em português –, este homem natural da Holanda, residente em Genebra e com casa em Ipanema, disse ter apenas um relacionamento superficial com a vítima, admitindo, no entanto, ter já estado com Domingos Duarte Lima, num evento que não conseguia precisar. Rapidamente a polícia encontrou algumas incongruências no seu discurso e apercebeu-se de que a sua relação com a vítima e com o dinheiro da herança era tudo menos superficial.

Os documentos mostram que, apesar de nem sequer balbuciar palavras soltas em qualquer outro idioma, Rosalina escrevia para os bancos em inglês a partir da sua casa no Rio de Janeiro. “Conseguimos provar que quem traduzia tudo para ela era o Higino”, adiantaram as autoridades brasileiras, sublinhando que o agora suspeito chegou a abrir uma conta em nome da vítima. A correspondência que o i revela destinava-se ao banco UBS, o mesmo que está envolvido na rede suíça liderada por Michel Canals – que também já trabalhara para este banco –, entretanto preso preventivamente em Portugal. Assim como aconteceu com Rosalina, Higino terá este tipo de relacionamento com muitos outros clientes. “Ele é o operador para a América Latina de uma empresa de gestão de fortunas. Mas pensamos que essa rede deverá ir mais além, passando por países como Portugal, Suíça, Inglaterra e, claro, Estados Unidos. Agora só os serviços de informações da Receita Federal poderão ter uma noção mais exacta da sua dimensão e daquilo que está em jogo”, concluiu.

O i confrontou Higino Thomas Roiz, que após ter atendido a chamada em português, e ao aperceber-se de que não se tratava de ninguém conhecido, recusou, sempre em inglês, fazer qualquer declaração


Banco de Portugal ou Banco do Patronato?


«O Banco de Portugal divulgou recentemente um "estudo", depois utilizado pelos media, que procura criar na opinião pública a ideia de que o aumento do desemprego se deve à rigidez dos salários. O dito estudo vem na linha do comunicado da troika, divulgado após a 4ª avaliação de Junho de 2012, que afirma que a subida do desemprego em Portugal " foi exacerbada pela antiga rigidez do mercado laboral português ". A "cassete" habitual do FMI e seus defensores quando recusam a realidade. (…)»

Primeiro parágrafo do artigo do economista Eugénio Rosa, intitulado "Banco de Portugal entra na campanha ideológica pela baixa dos salários em Portugal e no ataque aos sindicatos". O título do post é de minha autoria, e o artigo completo pode ser lido noCARTÓRIO DO ESCREVINHADOR.