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terça-feira, 12 de junho de 2012



Crianças abandonadas

Aumentam na Europa os bebés abandonados em "rodas" modernas



ONU revela-se contra as caixas onde os bebés são deixadosONU revela-se contra as caixas onde os bebés são deixados (Foto: Reuters)
 Em vários países europeus, os bebés indesejados são abandonados numa espécie de "caixas" semelhantes à "roda", na Idade Média. Em 12 anos, mais de 400 crianças foram deixadas nesses dispositivos. As Nações Unidas consideram que é uma violação dos Direitos da Criança.

Na Idade Média, em Portugal, os bebés ilegítimos eram colocadas na chamada Roda dos Enjeitados que foi oficializada em 1783 por Pina Manique, Intendente Geral da Polícia. Foi por sua iniciativa que foram criadas as Casas de Roda para receber essas crianças indesejadas. Esses depósitos de recém-nascidos foram extintos por decreto em 1867. Hoje, os bebés indesejados são entregues em instituições e muitos deles são depois candidatos à adopção.

O recurso a sistemas semelhantes ao da “roda” para abandonar bebés recém-nascidos está a aumentar na Europa. Na República Checa, na parede exterior do edifício da clínica GynCentrum, no leste de Praga, está colocada uma "caixa" que recolhe bebés indesejados. É um local isolado, onde as mães podem evitar ser vistas.

No interior desse dispositivo encontram-se folhetos em checo, russo e inglês com números de telefone que oferecem ajuda às mães que mudem de ideias.

Logo que a criança é ali deixada, soa um alarme dentro da clínica para alertar os enfermeiros que recolhem o recém-nascido do outro lado da parede.

Dezassete bebés foram deixados na "caixa" da clínica checa desde que abriu em 2005, segundo Lenka Benediktova, uma das responsáveis, ouvidas pelo The Guardian.

Esta é um dos 50 dispositivos para o efeito colocados em todo o país pela Fundação para Crianças Abandonadas (Statim), uma ONG privada dirigida por Ludvik Hess, um pai de 20 filhos, oito biológicos e os outros adoptados, que se diz poeta e empresário e afirma agir por motivos humanitários. Cada um custa 39 mil euros e os fundos são angariados junto de empresas, incluindo um dos maiores bancos da República Checa, o Komercni.

Graças a estas “caixas” 75 bebés já foram salvos, segundo Ludvik Hess, O objectivo é instalar 70 equipamentos destes para fazer a cobertura de todos os distritos do país, ajudando as mães solteiras e acolhendo os bebés indesejados para os dar para adopção.

Zuzana Baudysova, directora da Fundação Criança, uma instituição checa de caridade para crianças nota que esta iniciativa beneficia muitos bebés indesejados, filhos de mulheres de outras nacionalidades. "Muitos delas não são checas, mas dos Balcãs, Albânia ou Roménia. Algumas são imigrantes africanas”, diz, acrescentando não ter dúvidas de que, “se as caixas não existissem alguns desses bebés seriam deitados no lixo”.

Nações Unidas preocupada

O aumento destas caixas que acolhem bebés na Europa está a preocupar cada vez mais as Nações Unidas por considerar que esta prática "contraria o direito da criança a ser conhecida e cuidada pelos seus pais”.

O comité da ONU que zela sobre o cumprimento dos Direitos da Criança mostra-se alarmado com o aumento destas "caixas" colocadas geralmente no exterior dos hospitais. Este comité lamenta que as "rodas", que já tinham desaparecido da Europa no século passado, reapareceram na última década e totalizam quase 200 em países tão diversos como Alemanha, Áustria, Suíça, Polónia, República Checa e Letónia. Desde 2000, mais de 400 crianças foram abandonadas nesses dispositivos.

Em França e na Holanda as mulheres têm o direito ao anonimato após o parto; no Reino Unido continua a ser um crime abandonar secretamente uma criança.

Para os funcionários da ONU, a existência destas “caixas” viola uma das ideias básicas da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), que diz que estas têm direito a conhecer os seus pais e, mesmo em caso de separação, o Estado tem o dever de "respeitar o direito da criança a manter relações pessoais com seu pai ou mãe ".

No ano passado, o comité das Nações Unidas recomendou ao Governo da República Checa que tomasse “todas as medidas necessárias para acabar com a situação o mais rapidamente possível". Tal não está a acontecer.

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o artista Paul Lung


Paul Lung  - os desenhos
    

Intervenção de Manuel Begonha, Presidente da Associação Conquistas da Revolução, na romagem à campa do General Vasco Gonçalves





Intervenção de Manuel Begonha, Presidente da Associação Conquistas da Revolução, na romagem à campa do General Vasco Gonçalves

Estamos aqui para evocar o 7º aniversário da morte do General Vasco Gonçalves.
Conheci o General em 1974, tendo privado assiduamente com ele durante a fase mais intensa da Revolução e com frequência até à sua morte.
Como conheci bem de quem estou a falar gostaria de partilhar convosco alguns dos traços que mais me impressionaram do seu carácter, em momentos excepcionais em que se não cultivava o politicamente correcto, nem se recorria a promessas e mentiras com preocupações eleitoralistas.
Vasco Gonçalves vivia preocupado com o tempo. Tempo que faltava para o que era preciso construir e ajudava os inimigos da Revolução.
Transportava consigo os ensinamentos da sua condição de engenheiro militar, que se reflectiam na forma como exercia a liderança, na organização, no rigor, na capacidade de análise e no respeito pela opinião dos outros.
Desde cedo, se dedicou ao estudo e à interpretação dos processos históricos, adquirindo assim uma cultura sólida que lhe permitia ir avaliando o presente e projectar o futuro.
Possuía uma enorme fraternidade e respeito pelo povo português para quem olhava pela janela do passado, ancorando o seu pensamento nas tábuas dessa vida sofrida.
Gostava de consultar aqueles em quem confiava, mesmo os mais novos, antes de tomar decisões ou para procurar superar as suas dúvidas, inquietações ou incertezas.
Era um homem limpo de preconceitos e de ideais puros.
Embora não tolerasse desvios de carácter foi vítima de deslealdades, traições e calúnias que precipitaram o avanço da contra-Revolução.
Vivemos então uma época em que se verificou o aumento significativo de mulheres que saíram à rua para se envolver no combate político. Não quero deixar de destacar Aida Gonçalves, notável mulher do nosso General que sempre esteve a seu lado, dando-lhe um suporte muito valioso em todas as ocasiões mesmo as mais difíceis.
Estamos no talhão dos combatentes deste cemitério e não é por acaso. Vasco Gonçalves sempre se mostrou um combatente e não deixou de exortar o nosso povo ao combate.
“A nossa luta desenvolve-se em torno do que é e não do que gostaríamos que fosse. Os povos só se libertam pela luta intensa, incansável e de todos os dias, contra a opressão, quando se cansam perdem; para que a luta triunfe é necessário que o povo tenha consciência da sua exploração e também de quem o explora e como 0 explora. Só assim são aceitáveis os sacrifícios que a Revolução pede, só assim aparece claramente projectado o inimigo do povo”.
Passado todo este tempo, reconstituíram-se os antigos grupos económicos e formaram-se outros. O poder económico condiciona o poder político, alterando as regras da democracia e a própria Constituição.
A Justiça é implacável para os pequenos delitos, mas permissiva para os grandes grupos financeiros. Os governantes são incompetentes, imaturos e prepotentes.
Reina a impunidade e a insensibilidade social.
Neste ambiente de convulsão da história é preciso preservar o pensamento de Vasco Gonçalves pois, como diz Ondjaki “Nós somos nosso próprio esquecimento – borracha do futuro a apagar o passado nas ardósias do presente”.
Mas como no passado, a nossa missão é combater. Combater a desinformação e as intenções deste Governo que se empenha em acabar com o Estado Social, quebrar o ânimo dos trabalhadores reduzindo-lhes o salário, para ter um exército de desempregados que se lancem numa disputa desesperada por um posto de trabalho sem garantias.
Assim sendo, compete-nos uma tarefa fundamental para conquistar um futuro melhor que é informar e esclarecer os indecisos e os explorados.
Vêm agora louvar a nossa paciência.
Recusamos a vossa hipócrita simpatia. Queremos sim, lutar nas cidades e nos campos para travar este Governo que nos está a conduzir irreversivelmente para o desastre.
No respeito pelos limites constitucionais, temos de quebrar este ciclo de governantes que se vêm alternando no poder. É necessário que o voto mude, para que não fique tudo na mesma e o 25 de Abril seja cumprido.
Queremos construir um novo futuro para a nossa Pátria. Inspiremo-nos neste Homem e sejamos dignos da sua memória.
VIVA O GENERAL VASCO GONÇALVES
VIVA PORTUGAL

BLOG RONQUISTAS DA REVOLUÇÃO

PARA QUEM GOSTA DE MOTAS E DE COLECIONISMO AQUI ESTÃO ALGUMAS MINIATURAS E CÓPIAS FIEIS AO ORIGINAL. SÃO FEITAS DE MADEIRA E A UNICA FERRAMENTA QUE O ARTISTA UTILIZA É UM XIZATO


As motocicletas de madeira em miniatura do jovem escultor ucraniano Vyacheslav Voronovich estão entre as mais impressionantes, devido a riqueza dos detalhes.
Desde garoto, o artista era apaixonado pela arte do entalhamento em madeira e percebeu que poderia utilizar sua outra paixão, as motocicletas, como tema para suas esculturas.
No início, o rapaz encontrou dificuldade até aprender a escolher a madeira certa para cada parte, devido as características únicas de cada madeira. Segundo ele, o pinheiro é mais fácil de trabalhar mas, em comparação, o carvalho é superior esteticamente.
As peças pequenas como guidão, retrovisores, manetes, etc, requerem cuidados especiais, porque tendem a quebrar quando estão quase finalizados. A ferramenta principal que Voronovich utiliza é um xizato comum, pois considera as lâminas afiadas ideais para o trabalho.










7 fotos sete cães





jackie wilson reet petite- um twist ao aproximar do fim da tarde

Tina Turner - We Don't Need Another Hero

Bonnie Tyler - I Need a Hero (Lyrics)

Pink Floyd -- The Wall [[ Official Video ]]



Presidente do Uruguai é considerado o mais pobre do mundo

Presidente do Uruguai é considerado o mais pobre do mundo

De acordo com jornal El Mundo, na última terça (6), opresidente uruguaio José Pepe Mujica foi considerado o presidente mais pobre do mundo, mas não devido ao baixo salário ou condições precárias de infraestrutura e sim por seu estilo de vida simples que inclui a doação de 90% de seu salário a pequenas empresas e ONGs do país.

Pepe Mujica (como é mais conhecido), é casado com asenadora Lucía Topolansky que também segue a filosofia do marido e doa maior parte de seu salário. Ambos vivem em um sítio, numa área de classe média próxima a Montevidéu. Mesmo ocupando o mais alto cargo do país, Pepe ainda se dedica ao cultivo de flores e hortaliças. Além desta propriedade, o presidente tem como bem material um fusca azul, avaliado em torno de mil dólares.

Ainda em entrevista ao jornal espanhol, sobre o valor dos 10% que recebe como salário presidencial para viver, Mujica reafirmou que a quantia “tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos”. De tudo que tem direito como presidente, usa apenas o serviço de segurança de alguns homens em sua propriedade e um carro oficial utilizado em eventos.  

Este não é o primeiro bom exemplo que parte do presidente uruguaio. Em maio, Mujica ofereceu sua residência presidencial e outro prédio do governo para moradores de rua se abrigarem no período de inverno e em 2011, o presidente assinou a venda de uma casa de veraneio presidencial e utilizou os fundos para o projeto de moradias populares.

Se for marketing, ou não, para se tornar querido pelo público, não se sabe, uma vez que o próprio já declarou que espera cumprir logo seu mandato. Antes de presidente, Mujica militou na guerrilha contra a ditadura no período da juventude e em cargos políticos foi deputado e ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca.

Governo Passos/Portas - Ladrões de futuros



O país e, sobretudo a sua rede de serviços públicos, parece a Rua dos Fanqueiros, na baixa de Lisboa, ao fim da tarde. Tudo fecha numa cadência inexorável... excepto aquilo que já está falido e definitivamente encerrado. A grande vantagem da Rua dos Fanqueiros é que (quase) tudo fecha, mas com a promessa de reabrir na manhã seguinte.
Agora tocou a vez à população de Aver-o-Mar, uma freguesia do concelho da Póvoa de Varzim, com mais de 8.000 habitantes, 3.000 dos quais inscritos como utentes no seu Centro de Saúde.
Nada que impressionasse os contabilistas do Ministério da Saúde que, contra tudo e todos, decidiram pelo seu encerramento.
Mais uns milhares de cidadãos que ficam sem poder explicar para que serve realmente o esforço de uma vida, traduzido em anos e anos de trabalho, canseiras, impostos, contribuições e taxas.
Tudo isto devidamente soterrado pelo circo mediático que pouco lhes ligou, circo mais interessado nos muitos directos para os estádios do Euro 2012, para as imagens dos treinos, dos autógrafos, dos descansos dos atletas... entre imagens dos turistas, dos adeptos, do Cristiano Ronaldo a filosofar, do Cristiano Ronaldo a dormir, do Cristiano Ronaldo a brincar, do Cristiano Ronaldo na “Cova da Irina”, do Cristiano Ronaldo a colocar o brinco, do Cristiano Ronaldo a mudar o risco ao penteado... enquanto “entram cavaleiros à garupa do seu heroísmo”, enquanto “soam brados e olés dos nabos que não pagam nada” e "entra muito dólar muita gente que dá lucro aos milhões"... (Sim! Faz cá muita falta o Ary!)
Aver-o-Mar é bem uma parábola sobre o país. Um país de muita gente esforçada, historicamente explorada e enganada, a quem os sonhos vão sendo roubados... e que fica a ver o mar, a ver navios, a ver a vida a andar para trás.

Chico Buarque - Geni e o Zepelim