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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Renaud, Mistral Gagnant





Os animais não são objetos (vídeo chocante)

De uma vez por todas os animais têm de deixar de ser "coisas" aos olhos da lei. 
A condição de propriedade que lhes é atribuída não pode permitir que atrocidades sejam cometidas diariamente, 
não pode deixá-los à mercê de bestas humanas, não pode deixá-los desprotegidos. 
Falo por mim e digo-vos que o cão que faz o favor de viver comigo, de me aturar diariamente, não é uma "coisa". 
Longe disso. Tem um nome que reconhece, tem um coração que bate e respira como qualquer um de nós. 
Amo-o e ele ama-me incondicionalmente. Este vídeo devia ser visto por todos. 
Devia ser obrigatório em todas as escolas do país. 
Devia fazer parte da formação cívica de todos os indivíduos que nele crescem.
Há que agir. Todos juntos, enquanto parte integrante que somos de uma dita sociedade civilizada, l
utarmos por uma nova lei de proteção aos animais. O tempo é agora. 
E quem legisla tem de perceber isto de uma vez por todas.
Aviso: algumas imagens deste vídeo são chocantes, 
mas não podemos virar as costas à realidade. 
Enfrentar o mal para fazer o bem




PINTO BALSEMÃO - A COCAÍNA E A TRAIÇÃO DA EX-MULHER COM CARLOS CRUZ* por Carlos Tomás O relatório apreendido pelas autoridades ao “ex-espião” Jorge Silva Carvalho contém pormenores sórdidos sobre o patrão da SIC.



PINTO BALSEMÃO - A COCAÍNA E A TRAIÇÃO DA EX-MULHER COM CARLOS CRUZ*
por Carlos Tomás
O relatório apreendido pelas autoridades ao “ex-espião” Jorge Silva Carvalho contém pormenores sórdidos sobre o patrão da SIC.

“1970 – 1ª mulher inicia relação com Carlos Cruz.” Este é o título de mais um capítulo do relatório apreendido pelas autoridades ao ex-responsável do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, Jorge Silva Carvalho, no âmbito do processo das secretas, cuja acusação foi deduzida recentemente, e onde são feitas considerações sórdidas sobre a vida privada do patrão da SIC.
“A 1ª mulher, Maria Isabel Silva (Belixa) Lacerda Rebelo Pinto da Costa Lobo inicia uma relação com o apresentador Carlos Cruz (não é claro se a mesma tinha começado antes ou depois de Belixa se separar de Balsemão). De assinalar que, durante o depoimento do processo Casa Pia sobre esse período, Carlos Cruz tem o cuidado de nunca referir nem o nome de Maria Isabel, nem de Balsemão, nem dos filhos de ambos. A relação entre Balsemão e Cruz não era a melhor, dada a vontade deste em levar a Mónica e Henrique para Nova Iorque, ideia a que Balsemão se opôs”, escreveu o espião Paulo Félix, a quem Jorge Silva Carvalho ordenou que fizesse o relatório.
Segue-se uma nota feita pelo próprio Paulo Félix, a que ele denominou “coincidências”: “Circula na internet uma mensagem com o título ‘coincidências’. Refere que a SIC foi a única estação que esteve no Parlamento quando o juiz Rui Teixeira ali entregou o pedido de levantamento de imunidade a Paulo Pedroso. Refere depois uma série de relações pessoais ou profissionais de pessoas da SIC: Daniel Cruzeiro, chefe de redacção, é filho do advogado de Paulo Pedroso e é casado com Rita Ferro Rodrigues, também ela da SIC e filha do secretário-geral do PS; Sofia Pinto Coelho, jornalista, é casada com Ricardo Sá Fernandes, da defesa de Carlos Cruz; Ricardo Costa, editor de política, é irmão de António Costa, dirigente do PS. A que se somam estes factos: Cruz era apresentador da SIC até à eclosão do caso Casa Pia; Marta Cruz, filha do apresentador, era presença constante num programa da SIC; Herman José, arguido no mesmo caso, era apresentador de um programa da SIC.”
E o espião cita outras fontes para continuar com as “coincidências”: O dono da SIC, onde Carlos Cruz trabalhava é Pinto Balsemão; o dono do semanário Expresso, que denunciou o caso, é Pinto Balsemão. O primeiro-ministro em 1982, altura em que a secretária de Estado da Família, Teresa Costa Macedo, teve acesso ao relatório da Casa Pia com o nome de Carlos Cruz, era Pinto Balsemão. Balsemão é amigo e visita da Casa Redonda de André Gonçalves Pereira, que era o ministro dos Negócios Estrangeiros naquele mesmo ano de 1982 em que foram descobertas crianças na casa do embaixador Jorge Ritto. André Pereira é sócio de Balsemão.”
Outro episódio referido no relatório “secreto” prende-se com o nascimento de um filho de Isabel Supico Pinto, de nome Francisco Maria: “A criança só foi reconhecida pelo pai (Balsemão) após ordem do tribunal”, lê-se no documento elaborado por Paulo Félix, que relata depois a criação, em 1973, do semanário Expresso, e as perseguições da PIDE a Balsemão e ao falecido Sá Carneiro. “Balsemão usou o Expresso para defender as suas ideias políticas, usando uma perspectiva puramente instrumental e utilitária de um órgão de Comunicação Social.”
O relatório analisa ainda a suposta má relação de Balsemão com Vasco Pulido Valente, que apelidou o patrão da SIC como “Francisquinho, o medíocre mensageiro”, passa pela fundação do PSD, pela admiração de Balsemão por Mao Tse-Tung e pela visão pessimista da entrada de Portugal na então Comunidade Económica Europeia (CEE). É igualmente abordada uma possível ligação de Balsemão e de jornalistas do Expresso à KGB, a secreta da ex-URSS, em 1980 e a sua nomeação para primeiro-ministro.

A TV da Igreja
Uma parte extensa do relatório elaborado para Jorge Silva Carvalho prende-se com a promessa de Pinto Balsemão, em Janeiro de 1982, de uma televisão para a Igreja: “Quando foi primeiro-ministro, Francisco Pinto Balsemão prometeu um canal de televisão à Igreja, mas mudou de ideias quando regressou ao seu grupo de comunicação, admitindo apenas a concessão do canal 2 da RT, uma vez que tinha então interesse na criação do seu próprio canal. Actualmente, o presidente da Impresa está contra a criação de mais TV’s, por temer os efeitos de mais concorrentes em sinal aberto.” Pinto Balsemão, assegura o relatório, terá mesmo impedido que Cavaco Silva cumprisse a promessa que ele próprio terá feito à Igreja.
“Já em 2009 Pinto Balsemão afirmou, perante deputados na Assembleia da República, ter fortes dúvidas sobre a existência de mercado publicitário para todos os canais em sinal aberto. Hoje, é um dos maiores opositores à privatização da RTP, que vê como séria ameaça à sobrevivência da SIC, mergulhada em dificuldades financeiras”, acrescenta o relatório agora na posse das autoridades.
A espionagem feita a Balsemão fala igualmente da sua desavença com Marcelo Rebelo de Sousa, tudo porque o professor terá tratado Balsemão por Francisco e este exigido a Marcelo que o chamasse primeiro-ministro. Apesar disso, lê-se no documento, Balsemão entregou o Expresso a Marcelo e este acabou por se revelar um crítico feroz do Governo. “Talvez para afastar Marcelo do Expresso, talvez por querer aproveitar o seu talento nas negociações parlamentares, talvez pelas duas coisas, Balsemão chamou-o ao Governo. Não demorou a arrepender-se. Na semana das autárquicas de 1982, decisivas para o futuro do moribundo Governo, Marcelo comunicou ao seu amigo Francisco que iria demitir-se do Governo. O primeiro-ministro não gostou de ver o seu protegido abandonar o barco que se estava a afundar, mas este prometeu manter a boca fechada. Dois dias depois a notícia estava escarrapachada na capa do DN. Balsemão chamou-o logo a S. Bento e deu-lhe um violento raspanete.”

Grupo Bildeberg
O grupo de Bildeberg é outro assunto tratado no relatório de espionagem ao dono da Impresa: “Balsemão tem-se revelado, ao longo dos anos, como um agente de influência, sabe-se lá ao serviço de quê e controlado por quem. A sua participação em encontros de Bildeberg é disso exemplo. Trata-se de uma organização nada transparente e que, por isso mesmo, muitos rumores e teorias da conspiração tem suscitado, mas que, independentemente dos objectivos específicos, é um concentrado de gente com claras ambições de controlo de tudo o que de importante se passa no globo, sem que se conheçam as suas motivações, nem objevctivos, sabendo-se apenas que são os seus objectivos particulares que os movem. Aos encontros de Bildeberg, Balsemão, que funciona como porteiro português do grupo, tem levado inúmeras personalidades portuguesas. Ele escolhe o convidados do grupo desde 1988.”
O diferendo com Emídio Rangel é igualmente abordado no relatório, ficando a saber-se que Balsemão considerava o então director da estação de Carnaxide “um gastador”. As críticas a Rangel terão motivado uma cisão na SIC, que culminou com o afastamento do director.

O consumo de cocaína

As referências pouco abonatórias no relatório mandado elaborar por Jorge Silva Carvalho sobre Pinto Balsemão surgem ainda referências sobre os hábitos do empresário. Uma delas prende-se com o alegado consumo de cocaína: “É pública a história de que, depois de um voo de 12 horas, vindo de Macau, Balsemão foi jogar golfe. Em 2001, ao Expresso, justificou a proeza com a sua resistência física. Resistência que ainda hoje é provada pelas horas que passa a trabalhar. Facto atribuível, segundo fontes bem informadas, a uma operação de Relações Públicas. Outras fontes ligam esta resistência física ao consumo de cocaína.”
E o relatório vai mesmo mais longe: “Associado ao caso Casa Pia surgem rumores do consumo por Balsemão de cocaína.” E Paulo Félix cita um documento do GOVD – Grupo Operacional de Vigilância Democrática: “As testemunhas são falsas, mentirosas, treinadas e pagas com o dinheiro da droga, as duas moedas que também pagam Felícia Cabrita. Ela é, como é público, alcoólica e cocainómana em adiantado estado de dependência. Daí as suas intimidades com Pinto Balsemão de quem também é fornecedora”.
Outra nota da espionagem vai para um alegado negócio de gestão danosa de Balsemão e que teve alegadamente a ver, em 2009, com o facto da Impresa ter perdido 5,8 milhões de euros com a alienação da Iplay por um euro: “Este é um negócio que configura, no mínimo, uma situação de gestão danosa por parte de Balsemão. 5,8 milhões de euros foi quanto custou à Impresa a alienação da editora discográfica Iplay (…). O valor resultou de perdas de imparidade de 1,7 milhões e prejuízos de exercício de 4,1 milhões, montante que foi registado em actividades descontinuadas nas contas referentes a 31 de Dezembro de 2008 da Impresa”. A Iplay acabou por ser alienada à Fantasy Land e à Lemon por um euro. A empresa tem, segundo o espião, uma situação positiva, conforme revelaram os novos donos.
O relatório elaborado por ordem de Jorge Silva Carvalho termina com um perfil de Belmiro Azevedo, onde se descrevem todos os cargos por ele ocupados ao longo da vida, os seus dados pessoais, as suas raízes beirãs, as suas características pessoais, onde se inclui o gosto pelo golfe e por tocar bateria. E destaca-se uma frase do próprio Pinto Balsemão: “Se obtive êxito como empresário, foi pelo facto de me sentir acima de tudo jornalista.”

*O jornal "o CRIME" desta semana revela todo o dossier secreto e aquilo que os restantes órgãos de Comunicação Social divulgaram de forma fraccionada e dissimulada, apesar de a maioria ter todo o documento mandado fazer pelo ex-director do SIEDM nas mãos. E se no Expresso, SIC e VISÃO isso se percebe, por estar em causa o PATRÃO, já nos restantes órgãos a forma tímida como deram a notícia foi confrangedora.
O GRUPO DO FACEBOOK NOTÍCIAS SEM CENSURA FARÁ O MESMO, PORQUE OS PORTUGUESES MERECEM SABER O QUE É TRAMADO NAS SUAS COSTAS. POR ESTE TEXTO SE PERCEBE; POR EXEMPLO, COMO COMEÇOU A SER MONTADA A MENTIRA QUE É O PROCESSO DA ALEGADA REDE DE PEDOFILIA NA CASA PIA DE LISBOA... (qualquer pessoa pode aderir ao NOTÍCIAS SEM CENSURA, bastando solicitar a adesão que ela será rapidamente aceite. Trata-se de um grupo aberto.)

O ESPANTALHO - António Garrochinho




Portugal e Espanha – Afinal... a mesma música



E porque diabo é que “preferes” o bando que está no poder na Espanha, ao bando que está no poder em Portugal? – perguntou-me espantado um amigo... muito provavelmente influenciado pelo facto de eu lhe ter confidenciado que "prefiro" o tal bando espanhol ao seu equivalente português.
- Porque o Mariano Rajoy, pelo menos – respondi eu - teve o desassombro de, no meio da recessão, com os números do desemprego bem acima dos 20% e todas as demais tragédias pessoais e colectivas de que vamos tomando conhecimento, ter assumido as suas verdadeiras prioridades enquanto chefe do Governo Espanhol: o resgate de 100.000 milhões de euros... é para ajudar apenas os banqueiros!
Quanto ao resto, a canalhice e a mentira compulsiva são semelhantes. Rajoy tenta impingir a ideia de que: primeiro, não haverá perda de soberania; segundo, que este resgate não irá sair bem caro aos trabalhadores espanhóis... ainda que o ministro das Finanças da Alemanha, e real novo ministro das Finanças de Espanha (e Portugal) já o tenha publicamente desmentido sobre a primeira aldrabice... e Bruxelas tenha rapidamente reposto a verdade em relação à segunda.
Uma espécie de “fado da submissão” a fingir que tem “salero”...



José Casanova: "Vasco, amigo, o povo está contigo"



Os cinco anos da morte do general e primeiro-ministro de quatro governos provisórios de Portugal, Vasco Gonçalves, figura maior da Revolução de Abril, cuja memória ficará para sempre nos corações dos trabalhadores e do povo português, foram assinalados, na última sexta-feira, com uma romaria a seu túmulo, no cemitério do Alto de São João, em Lisboa. 



Esta iniciativa, momento de grande confiança e combatividade, onde estiveram cerca de três centenas de pessoas, contou com as intervenções, que o Vermelho transcreve na íntegra, de José Casanova, diretor do jornal Avante!, do Partido Comunista Português, do Coronel Nuno Pinto Soares e de Maria João Gonçalves, filha do Companheiro Vasco.

José Casanova: "Vasco, amigo, o povo está contigo"

Há cinco anos estivemos aqui e aqui deixámos o nosso imenso adeus ao general Vasco Gonçalves, ao Companheiro Vasco: um imenso adeus feito de muita amizade e muita admiração; feito de sentida tristeza e de profunda saudade – um imenso adeus feito da justiça social, da liberdade, da fraternidade, da solidariedade que são parte constitutiva dos ideais de Abril.

Hoje voltamos aqui com a mesma amizade e admiração, com a mesma tristeza e saudade, e sempre tendo como referência esses mesmos ideais, dos quais não só não prescindimos como deles fazemos bandeiras da luta por Abril que todos os dias continuamos.

E aqui recordamos e saudamos a memória do Companheiro Vasco, o seu exemplo de dignidade e de verticalidade, de frontalidade e de lealdade, de coragem e de patriotismo, de inteligência e de cultura, de modéstia e de vontade de saber, de lucidez e de coerência – características e qualidades que ele sempre complementou com uma postura de fraterna solidariedade.

Vasco é nome de Abril

Na verdade, da memória do 25 de Abril de 1974 construído pelos heróicos capitães de Abril – desse tempo novo de povo feliz nas ruas conquistando as liberdades através do seu exercício e dando os primeiros passos no caminho do processo revolucionário que fez da Revolução de Abril o momento mais luminoso e de maior modernidade da nossa história colectiva – emerge, límpida e transparente, a figura ímpar de Vasco Gonçalves, como o mais puro e fiel intérprete dos ideais libertadores e transformadores de Abril.

Os quatro governos provisórios de que, durante 14 meses, foi primeiro-ministro por decisão do MFA, corresponderam ao período mais exaltante, inovador, criativo e avançado do processo revolucionário.

Certamente porque, com Vasco Gonçalves, com o Companheiro Vasco, pela primeira e única vez Portugal teve um primeiro-ministro que se identificava totalmente com os interesses dos trabalhadores, do povo e do País.

Certamente porque, com o primeiro-ministro Vasco Gonçalves, os trabalhadores, os mais desfavorecidos, os mais injustiçados, viram os seus legítimos direitos respeitados e as suas condições de vida significativamente melhoradas.

Certamente porque, com esse primeiro-ministro, se avançou para as grandes conquistas da Revolução: as nacionalizações, o controlo operário, a reforma agrária, a descolonização.

Certamente porque, com Vasco Gonçalves como primeiro-ministro, se deram os primeiros grandes passos para a construção da democracia de Abril: uma democracia amplamente participada – como nunca antes havia existido e nunca depois voltou a existir – em que a opinião dos trabalhadores e dos cidadãos era estimulada, ouvida, considerada - e, por isso, contava.

Certamente, porque o sentido e o conteúdo da política dos governos presididos por Vasco Gonçalves estão impressivamente presentes na Constituição da República Portuguesa, aprovada em 2 de Abril de 1976, também ela uma conquista de Abril – e que é um dos mais belos textos da língua portuguesa e o mais fiel retrato da Revolução.

Imensa dívida de gratidão


Todos sabemos que é muito o que devemos ao Companheiro Vasco, todos sabemos que temos para com ele uma imensa dívida de gratidão – que é tanto maior quanto maiores são as diferenças entre esse tempo novo de Abril que Vasco Gonçalves protagonizou e o tempo velho de hoje, tempo de impiedoso ajuste de contas com os ideias de Abril e as conquistas da sua Revolução.

E as diferenças são bem visíveis: à política dos governos presididos por Vasco Gonçalves, que tinha como referência e preocupação primordiais o respeito pelos direitos e interesses dos trabalhadores, do povo e de Portugal, sucedeu, desde há mais de três décadas, desde o primeiro governo PS/Mário Soares até hoje, a política que tem como único e exclusivo objetivo servir fielmente os interesses dos grandes grupos econômicos e financeiros; à política que visava a eliminação das desigualdades e injustiças sociais, sucedeu esta política actual, que acentua e agrava essas desigualdades e injustiças; à política patriótica de defesa da soberania nacional, contrapõe-se, hoje, a política de sujeição servil aos ditames das grandes potências, de venda a retalho de parcelas significativas do nossa independência; à política de paz, que pôs termo às guerras coloniais e proclamou a solidariedade com todos os povos, sucedeu esta política de envolvimento de Portugal em criminosas guerras de ocupação colonialista que tornam os governos que a executam co-responsáveis no assassinato de centenas de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes.

Isto é: a democracia de Abril, moderna, progressista, participada, do povo e para o povo, virada para o futuro, e da qual Vasco Gonçalves foi um dos grandes construtores, foi substituída por uma democracia velha, de fachada, de faz-de-conta, cada vez mais carenciada de conteúdo democrático, de costas viradas para Abril e de olhos postos no passado de exploração e de opressão; o regime democrático nascido de Abril e moldado de acordo com os interesses da imensa maioria dos portugueses, foi substituído por este regime de política única nascido da contra-revolução, moldado ao sabor dos interesses da imensa minoria dos portugueses, ou seja, do grande capital explorador e opressor.

Por tudo isso – pela sua vida, pela sua obra, pelo seu exemplo - o general Vasco Gonçalves ganhou lugar, para sempre, na memória e no coração dos trabalhadores e do povo português – e, pelas mesmas razões, é objeto do ódio dos grandes e poderosos e dos seus servidores, que não lhe perdoam ter sonhado e lutado por um Portugal de justiça social e de liberdade.

Por tudo isso, ele foi admirado por figuras maiores da cultura portuguesa, grandes artistas e escritores; por poetas que o cantaram – entre eles, Eugénio de Andrade, falecido dois dias após o falecimento do General, e de quem aqui quero recordar o belíssimo poema "O Comum da Terra".

"Nesses dias era sílaba a sílaba que chegavas.
Quem conheça o sul e a sua transparência
também sabe que no verão pelas veredas
de cal a crispação da sombra caminha devagar.
De tanta palavra que disseste algumas
se perdiam, outras duram ainda, são lume
breve arado ceia de pobre roupa remendada.
Habitavas a terra o comum da terra, e a paixão
era morada e instrumento de alegria.
Esse eras tu: inclinação da água. Na margem 
ventos areias mastros lábios, tudo ardia"

Por tudo isto, grandes políticos, com papel preponderante na resistência ao fascismo e na Revolução de Abril, manifestaram profundo reconhecimento pelo seu papel – entre eles, Álvaro Cunhal, que a morte levou também dois dias depois de nos ter roubado o Companheiro Vasco, e que dele disse, referindo o fim do V Governo Provisório, com a exoneração de Vasco Gonçalves do cargo de primeiro-ministro e de efectivas responsabilidades militares:

"Conseguiram arredar do poder aquele contra o qual, utilizando os mais indignos meios e campanhas, tinham movido uma guerra sem quartel.

Sem quartel, porque, firme e corajoso, durante mais de um ano Primeiro-Ministro nos tempos cruciais da revolução, deu tudo de si próprio para que em Portugal fosse criada uma sociedade mais justa e melhor.

"Sempre com o povo, que o aclamava “força, força, companheiro Vasco/nós seremos a muralha de aço”.

"Afastaram o general, afastaram o Primeiro-Ministro. Não afastaram o “companheiro Vasco” do coração de muitas e muitas centenas de milhares de portugueses e portuguesas para quem a gratidão não é uma palavra vã."

Por tudo isto, o general Vasco Gonçalves era, é, será para sempre, o que a linguagem certeira do povo decidiu que seja: "Vasco, amigo, o povo está contigo"; ou "Companheiro Vasco"; ou simplesmente "o general"; ou, talvez ainda mais sentidamente, apenas e só "Vasco" - Vasco, nome querido entre os mais queridos; Vasco nome nosso entre os mais nossos - por isso nome que se escolhe para dar aos filhos. Vasco, nome de Abril. Sempre.

Maria João Gonçalves "Homenageamos o nosso pai"

Estamos muito, muito gratos a todos os presentes. É com profunda emoção que vos agradecemos estarmos juntos aqui nesta homenagem ao nosso pai, Vasco Gonçalves, hoje, no quinto aniversário da sua morte.

Falar sobre o pai não é fácil. Um pai que teve uma dimensão pública que, como ele disse várias vezes, " (...) um militar que a coragem e o patriotismo dos nosso jovens oficiais fizeram sugerir para o cargo de primeiro-ministro (...)" e que, nessa qualidade, se manteve igual a si próprio, igual ao homem que conhecemos como nosso pai: os mesmos princípios morais e políticos o nortearam, a ética, o espírito de missão, a seriedade, o rigor, a frontalidade, a transmissão do conhecimento, o debate de ideias, o diálogo, firmeza, a capacidade de decisão. E, sempre, sempre, acalentando o enorme sonho de transformação da sociedade e da vida dos portugueses!

O 25 de Abril foi para ele a expressão dos ideais que abraçara na sua juventude: o derrube da ditadura fascista e a transformação do País numa sociedade mais justa, livre e democrática, onde a distribuição da riqueza criaria melhores condições de vida para os mais desfavorecidos, os trabalhadores teriam direitos proporcionais à sua participação na criação dessa riqueza, acesso ao ensino, à cultura, onde o homem teria, verdadeiramente, a possibilidade de se realizar.

Ao tornar-se militar, fê-lo consciente da contradição existente entre integrar as Forças Armadas, então ao serviço da ditadura, e o possível papel que estas poderiam desempenhar no seu derrube.

Por outro lado, os princípios militares fundamentais, designadamente a honra, o espírito de missão, a lealdade, a camaradagem, entre outros, coincidiam com os valores com que fora educado pelo nosso avô Vitor e pelo seu professor, Carlos Alberto de Figueiredo, também ele oficial do exército, e que aqui é justo, pela influência que teve na sua formação intelectual e opção militar, bem como pela imensa amizade que nosso pai lhe dedicava.

Na Engenharia, como ele mesmo disse,"(...) encontrava a conciliação perfeita entre a ciência e a técnica (...)". Contudo, é fundamental referir que isso não significava nenhum dualismo entre "(...) o civil e o militar. Para mim nunca houve essa dualidade. Houve sempre o predomínio de um ideal que juntava a paixão pelo conhecimento, pela matemática, pela minha profissão de engenheiro militar, com o desejo de transformação da sociedade(...)".

Contribuir para a ditadura fascista

Resolveu aquela contradição no dia a dia da sua vida de engenheiro militar, através de uma profunda dedicação ao trabalho, através do rigor e da exigência com que se empenhava na sua execução, e, na enorme dedicação aos soldados. Uma das escolas da sua formação foi, precisamente, a vida militar, a tropa e a vida com os soldados. Pelas suas palavras "( ...) Esse contato direto tornou-se também determinante para a formação das minhas ideias políticas, porque eu conheci concretamente o povo português que era ali o povo fardado. Eu ensinava tudo aos meus soldados, desde noções básicas de comportamento moral e cívico até simples regras de higiene como tomar banho, etc, procurando contribuir para a sua formação humana e para a sua emancipação. Isto no aspecto da defesa e promoção da dignidade humana dos nossos militares. Depois havia a dimensão cultural: comprava livros que os ajudassem ... Em resumo a minha maior preocupação foi sempre ajudar a formar homens o mais possível livres e responsáveis (…)".

Manteve-se na carreira militar na expectativa de poder vir a contribuir para a queda da ditadura fascista, sustentada pelas Forças Armadas onde ingressara, sabendo que a vida por que optara, iria ser dura, difícil.

E sobre isso logo alertou a que viria a ser a sua terna, firme, corajosa e amorosa companheira: a Aida, a nossa mãe. A jovem beirã, do Fundão, de uma grande inteligência e sensibilidade, mas rebelde, que não queria "ficar dependente de nenhum homem", apaixonou-se pelo Vasco, que defendia com ardor a igualdade de género.

Permitam-nos que lhe prestemos, também hoje, uma homenagem pelo seu valor enquanto mulher, companheira, mãe e avó, e que reproduza as palavras que sobre ela escreveu o actual diretor do jornal do Fundão aquando da sua morte: "(...) Era sempre uma senhora afável e de grande sobriedade, com uma enorme sensibilidade social que fez sempre da amizade um valor absoluto... recebia todos com um sorriso de afecto e extrema amabilidade e transmitia ao mesmo tempo, uma determinação inabalável que era também a imagem de absoluta serenidade(...)".

A Aida foi um verdadeiro carvalho beirão que ladeou o nosso pai e sempre se lhe dedicou, firme no apoio, no incentivo, na retaguarda de Vasco. Que estendeu, enredou e adubou as raízes da família e dos amigos que envolveram e acompanharam nosso pai.

Quanto a ele, até ao dia 25 de Abril foi sempre um homem amargurado, de semblante carregado, triste. Muito ocupado, trabalhava imenso. Dedicava-se também à engenharia civil, noite adentro, fazendo serões, todos os dias, no escritório que partilhava com o irmão António, igualmente engenheiro, e o grande amigo, José Raimundo, também engenheiro militar e seu companheiro desde a Academia Militar.

Só o domingo era dia de descanso, que aproveitava para ler e estudar. Nas férias grandes, íamos para a praia, mas todos os dias vinha de comboio para Lisboa com o mesmo ritmo de trabalho. Em Setembro, tirava efectivamente duas semanas de férias e levava-nos a conhecer Portugal e a sua história, com o Guia de Portugal debaixo do braço, entrávamos em todos os monumentos, museus, igrejas, palácios, capelas e aguçava-nos o interesse com as fantásticas descrições escritas que lia em voz alta, acompanhando-as com explicações detalhadas dos sistemas construtivos, dos elementos decorativos, e pormenorizadamente enquadrava os acontecimentos e as diferentes épocas históricas.

Percorríamos aldeias, vilas e cidades, detendo-nos na beleza das paisagens, dos conjuntos urbanos, dos pelourinhos, das pontes e das barragens. Nesses passeios, víamo-lo feliz e brincalhão, dedicava-se inteiramente aos filhos. Quando em comissão em Angola e Moçambique, sempre se preocupou em conhecermos os países, contatarmos as gentes e percebemos as culturas.

Instauração de um regime democrático

Ao ser nomeado Primeiro-Ministro, aos 52 anos de idade, o nosso pai continuou igual a si próprio, assumindo mais esse cargo como uma missão, na perspectiva do cumprimento dos "(...) deveres indeclináveis do MFA para com o povo português", como um militar, só que desta vez na absoluta concordância de ideais e objetivos, porque membro do Movimento das Forças Armadas.

Incumbido da tarefa de prossecução do Programa Revolucionário do MFA, tinha agora por missão aquilo por que sempre sonhara: contribuir para a instauração de um regime democrático, para a defesa dos interesses dos trabalhadores, para a profunda transformação econômica, social e cultural da sua Pátria.

A Pátria que, como ele definia muito objetivamente "(...) não é uma entidade mítica, mas é uma entidade concreta, constituída por todo um povo de carne e osso que vive dia a dia os seus problemas, que sofre e que tem alegrias, que a constrói dia a dia na medida das suas possibilidades(...)".

Assim foi como militar, como político, e como pai. A figura pública em nada diferia da privada. Esteve na política com os mesmos princípios, a mesma postura, modesta, digna, honrada, patriótica e de entrega ao seu povo.

Exigente e rigoroso. Exemplar nos princípios e ideias que defendeu, dando-nos sempre uma perspectiva histórica, filosófica e política dos assuntos de que falava, procurando sempre ensinar-nos os porquês.

Militar com preparação intelectual, cultura política, econômica e social, estava habituado a reflectir, a questionar, a ouvir, a estudar, e acima de tudo, imbuído, sempre, de um rigoroso espírito científico, na análise e avaliação dos problemas e situações, na ponderação das soluções e ações a empreender. Apaixonado pela história e filosofia. Apaixonado pelo saber, essa, era, quanto a nós, uma das suas mais marcantes facetas.

O saber, a enorme sede de saber, o espírito aberto ao conhecimento. O saber que permite entender a evolução dos homens e das sociedades, o saber que nos aproxima do entendimento do mundo, que nos torna mais livres, por capazes de raciocinar pelas nossas cabeças. O saber, não para exercermos poder sobre os outros, mas para nos aproximar deles.

O saber e não o ter. O saber que nos prepara e capacita para a vida e nos torna competentes no trabalho. Era uma forma de nos proteger enquanto pai. Muito obrigada pela vossa atenção, pela vossa companhia e pela vossa presença que é a presença de Abril, sempre connosco.


Coronel Nuno Pinto Soares: Um exemplo a seguir por todos

São hoje 11 de Junho de 2010. Vertiginosamente estão passados cinco anos sobre o desaparecimento precoce de um muito, muito grande amigo. Chamava-se em vida e permanece em espírito, com o nome de Vasco Gonçalves. É por esse desaparecimento que estamos aqui. Tantos outros militares e cidadãos gostariam de estar também. O momento é assim e sempre de consternação pela falta que Vasco nos faz, nestes caminhos que percorria com sorriso e confiança, que a tantos de nós acalentou.

Estaremos hoje aqui para lhe dizer que essa amizade nos marcou e que por ele percorremos os nossos caminhos com o exemplo presente. Dos variados e prestigiados percursos da sua vida, hoje salientamos a consciência com que sempre trabalhou, pondo o culto do dever acima das suas inclinações. Olhou sempre como uma honra, empregar e desenvolver pelo trabalho os seus valores. Trabalhou sempre com moderação e paciência, nunca recuando perante o cansaço e as dificuldades, e sempre com desapego de si mesmo e longe da complacência nos sucessos.

Há 36 anos, quando julgou estar no caminho correto, lutou com lealdade, desde logo se afastando quando lhe apontaram que o caminho era outro. Afastou-se com verdadeira postura de integridade, acompanhando o percurso que se desenrolou. Posteriormente, no recato da sua casa e amigos, sem ressentimentos.

É esse o exemplo do político (com "P" grande) que nos dias de hoje bem devia ser seguido. Vasco Gonçalves quis esta última morada, no talhão dos combatentes. Não sabia se estaria entre soldados, se entre generais. Não sabia se entre lutadores de causas de esquerda se de direita. Quis tão simplesmente vir para junto de militares, que, por tradição milenar, tiveram que lutar pela pátria.

A gratidão é um fruto de grande cultura: Não se encontra entre gente vulgar. Vasco Gonçalves não precisava de admiradores, mas sim de alguém que lhe desse valor à sua maneira de ser e ao seu carácter.

Fonte: Avante!




O que anda Miguel Relvas a tramar

Eis que Miguel Relvas lá decidiu comunicar aos portugueses (finalmente!) uma palavrinha sobre o seu futuro no 
executivo de Passos Coelho. Para dizer o quê? 
Que finalmente adquiriu algum sentido de Estado e está disposto a sacrificar o seu interesse pessoal em benefício do 
interesse de Portugal? 
Que finalmente tomará uma atitude digna e respeitável e decide abandonar o Governo pelo seu próprio pé? 
Não, nada disso. Tais decisões não seriam compagináveis com o perfil político de Miguel Relvas: 
o Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares limitou-se a dizer que continuará no Governo - 
e ainda mais forte. 
Passo Coelho aceita e até defende-o acerrimamente: o Governo vai pagar caro, 
muito caro, por transportar alguém que 
está completamente descredibilizado aos olhos dos portugueses. 
E não é um Ministro qualquer: é tão somente a sombra 
de Passos Coelho (aliás, oficiosamente, o que sucede é o inverso: 
Passos Coelho é que é uma sombra de Miguel Relvas!). 
O Governo Passos Coelho só terá duas soluções possíveis: 
ou livra-se de Miguel Relvas já e confere um ar de desassombro e confiança; ou então, 
Passos Coelho cairá com Miguel Relvas. Não tenham dúvidas: 
já o disse e reitero aqui que Passos Coelho tem medo de Miguel Relvas.
Dito isto, como tem sido a vida de Miguel Relvas desde a revelação do escândalo em que está envolvido? 
Por estranho que pareça, tem sido de uma serenidade bizarra face à 
gravidade do escândalo e dos interesses envolvidos.
 No que concerne ao PSD, a reacção foi a esperada e normal, dentro da anormalidade em que o 
nosso sistema partidário se instalou. 
Tenho a certeza que pessoas inteligentes, como Jorge Moreira da Silva, 
estão muito incomodadas 
com o episódio das secretas em que Relvas está envolvido: 
mas, mesmo assim, aceitam dar a cara para defender o ministro - 
só porque pertencem ao mesmo partido. 
Muitos e muitos militantes do PSD me confidenciaram este fim-de-semana 
que consideram que Miguel Relvas não tem perfil, 
nem substrato intelectual ou profissional para integrar o Governo - 
mas não o podem afirmar publicamente, 
porque, apesar de tudo, o Miguel Relvas 
ainda manda no partido, manda no país (" o Passos não manda nada", 
eis o sentimento geral do povo português) 
e sabe-se lá mais no quê -logo, mais vale aguentar Miguel Relvas do que reconhecer a sua fragilidade. 
O CDS, naturalmente, 
não foi tão convicto na defesa, nem tão crítico quanto idealmente deveria ser, 
mas, honra lhe seja feita, 
não embarcou na defesa irracional do Ministro.
Posto isto, convém centrar a nossa atenção na questão mais pertinente face aos dados actuais do problema: 
o que fará Miguel Relvas agora, face à confirmação das suspeitas 
dos portugueses face à sua falta de 
independência para exercer o cargo? Vejamos.
Ora, Miguel Relvas irá resguardar-se, aparecendo o mínimo possível, só surgindo em 
aparições públicas e apresentações que se insiram 
no âmbito de actividades ou funções do seu Ministério. 
Apenas e só! Nem mais, nem menos. Com que intuito? Desde logo, tornar um 
escudo protector que salvaguarde Relvas 
de responder a perguntas incómodas dos jornalistas; em segundo lugar, para tentar mostrar 
aos portugueses que enquanto uns criticam, especulam, 
outros (como ele) trabalham. 
No fundo, quer mostrar aos portugueses que apenas está no Governo para servir o interesse público. 
O problema é que este comportamento de Miguel Relvas faz lembrar as pessoas em estado 
de coma grave: por muito miserável, desprezível que essa pessoa tivesse sido durante a sua vida, 
tentará fazer as pazes 
e desculpar-se pelos seus erros quando a morte se avizinha.
 Mas, depois, uma vez recuperada, volta a ser a mesma pessoa desprezível. 
Não tenhamos dúvidas: Miguel Relvas, 
daqui a uns meses, vai julgar que os portugueses 
já esqueceram os seus casos e voltará com aquele 
sorriso hipócrita e sinistro de sempre. Porque esse é o verdadeiro Miguel Relvas. 
Entretanto, não se admirem que haja!
O problema de tudo isto é que Miguel Relvas de é o responsável pela comunicação do Governo. 
Ora, num momento, em que Passos Coelho 
e restantes membros têm de explicar as políticas de várias 
áreas de governação , Passos vai arrepnder-se - e muito - de o manter.


Expresso

Pego do Inferno, Tavira

ALGARVE NÃO É SÓ PRAIA - ALCOUTIM Á BEIRA DO GUADIANA


ALCOUTIM, localizada no Nordeste Algarvio, entre a serra do Caldeirão e rio Guadiana, e longe da agitação dos centros turísticos do litoral de inigualável beleza natural, rico património cultural e grande tranquilidade são atributos que aliados á hospitalidade e simpatia das suas gentes fazem de Alcoutim um paraíso. O centro histórico mantém nas suas ruas estreitas e íngremes o lado típico da atmosfera tranquila de uma vila serrana, local onde se encontra implantado o Castelo, que teve inícios no Sec. XIV. No seu interior funciona o Museu de Arqueologia onde estão expostos os achados arqueológicos do concelho. Também no centro da vila podemos visitar a Igreja Matriz que é um dos melhores exemplares do Renascimento do Algarve. Ancorados junto à margem do Guadiana deparamo-nos com a beleza dos veleiros, que nos fazem querer ficar algum tempo numa esplanada à beira da água

ALGARVE NÃO É SÓ PRAIA - ALDEIA DE ALTE



ALTE, situada no concelho de Loulé entre a Serra de Monchique e a Serra do Caldeirão é conhecida como a aldeia mais típica e original de todo o Algarve, têm a sua origem na ocupação romana.
As ruas do centro histórico mantêm as casas caiadas, as janelas debruadas a cor, as chaminés rendilhadas, numa tranquilidade envolvente. 0 espaço em redor da Igreja Matriz que se ergue no centro da aldeia e datada do séc.XIII, é um encantador postal turístico. Percorrendo as ruas estreitas e floridas da aldeia, encontramos a capela de São Luis construída no ínicio do séc.XV. Continuando a descida encontramos as Fontes Pequena e Grande, nascentes que são hoje um local aprazível, sempre fresco, com árvores frondosas, mesas e bancos de pedra, convidando a momentos de repouso ou a um piquenique. A aldeia, a Fonte Grande e toda a zona envolvente são visitadas anualmente por muitos milhares de turistas que se demoram nos restaurantes e nos cafés da localidade, depois de terem adquirido o artesanato tradicional da terra, como os doces regionais, os brinquedos de madeira, a olaria e os trabalhos de esparto. A Queda do Vigário é uma queda de água da ribeira de Alte com 24 metros de altura caindo num grande lago num local de grande beleza natural.

Não chega

Aqui há tempos Manuela Ferreira Leite sugeriu, como é sabido, a "suspensão da democracia" como forma de resolver os problemas do país. Agora Rui Rio vem sugerir, por sua vez, que nos municípios com dívidas a democracia também seja suspensa e sejam nomeadas comissões administrativas para substituir o processo democrático.
Não vou usar aqui o argumento que os problemas que levam estes grandes pensadores políticos a sugerir a "suspensão" da democracia são ditados justamente pela falta de democracia ou por um exercício deficiente de democracia que devia ser corrigido. Nem tão pouco direi que penso que para resolver os problemas do país se deveria ter mais democracia, não menos e que os democratas, e, sobretudo, os que exercem funções de serviço público têm a obrigação de melhorar o regime, não de sugerir a sua subversão.
O que me deixa verdadeiramente apreensivo é olhar para a acção deste governo em que o PSD manda, ver o caos em que caímos, ver os métodos e os ataques constantes à democracia que são praticados, ver o perigo iminente em que a democracia está, na prática, e verificar que os referidos personagens se encontram no grupo dos críticos desta acção.
Pelos vistos este atropelo diário à democracia ainda não chega...

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Amélia Muge - Nevoeiro