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domingo, 3 de junho de 2012


China salva ano da Autoeuropa

As vendas de automóveis para a China da fábrica de Palmela quadruplicaram até Abril e estão a compensar a quebra no mercado europeu. Início da exportação directa a partir de Setúbal tornou Pequim o terceiro maior mercado de Portugal fora da Europa em 2012.

As vendas da Autoeuropa para o mercado chinês mais do que quadruplicaram entre Janeiro e Abril deste ano face ao período homólogo de 2011 e tornaram a China no terceiro maior destino de exportação de Portugal fora da zona da União Europeia, atrás de Angola e EUA.

A crescente procura dos clientes chineses de modelos da fábrica de Palmela, em particular o desportivo VW Scirocco ou o monovolume VW Sharan, têm contribuído para compensar a queda das entregas para a Europa, o principal mercado da Autoeuropa, que está em contracção devido à crise do euro. Nos primeiros quatro meses de 2012, a produção manteve-se constante nas 44 mil unidades em relação a um ano antes, segundo dados da empresa.

A China tornou-se, em pouco tempo, o segundo maior mercado da Autoeuropa, sendo responsável por 20% das vendas totais até Abril, contra menos de 5% de um ano antes. A Alemanha continua a ser o mercado líder da fábrica, com 29,5% das entregas.

A aposta do grupo germânico, no continente asiático (ver caixa) e o crescimento exponencial do mercado automóvel chinês poderão colocar a China como o maior destino da Autoeuropa no futuro.

Venda de Setúbal a Pequim ajuda exportações nacionais

Em 2010, a unidade de Palmela entregou 6,8 mil automóveis para o mercado chinês, no ano seguinte cerca de 13,7 mil e só até Abril de 2012, mais de nove mil viaturas. Se o ritmo de vendas se mantiver este ano, a fasquia de vendas de 30 mil veículos poderá ser alcançada, pouco menos de um terço da produção anual da Autoeuropa (cerca de 100 mil automóveis).

A alteração logística introduzida pela empresa no final de 2011, que passou a enviar a produção para a China directamente de Portuga, a partir do Porto de Setúbal, em vez do anterior trajecto (Lisboa-Alemanha-China), permitiu que as vendas passassem a ser registadas como exportações para a China, diversificando os mercados externos portugueses.

Esta mudança tornou o país asiático no terceiro maior mercado extra-comunitário de Portugal (e 10º global), ultrapassando o Brasil e Marrocos. As vendas para a China, antes quase residuais, atingiram 222 milhões de euros no primeiro trimestre de 2012, três vezes mais que no período homólogo (77 milhões), segundo dados do INE. Só as vendas da Autoeuropa à China contribuíram com quase 100 milhões de euros para este crescimento.

Fonte: Jornal o SOL
blog  Setubal blogspot.com

Inquietações e aquietações sobre a "nova" Igreja Duas coisinhas que me suscitam algumas considerações. Uma diria que me "inquieta" e outra diria que me "aquieta"! As afirmações do arcebispo de Granada que veio afirmar, em plena missa dominical, que o estupro é válido em mulheres que já fizeram aborto, com a argumentação de que “matar uma criança dá ao homem a licença absoluta, sem limites, de abusar do corpo desta mulher, porque ela trouxe a tragédia para a própria vida“.


Inquietações e aquietações sobre a "nova" Igreja


Duas coisinhas que me suscitam algumas considerações. Uma diria que me "inquieta" e outra diria que me "aquieta"!
As afirmações do arcebispo de Granada que veio afirmar, em plena missa dominical, que o estupro é válido em mulheres que já fizeram aborto, com a argumentação de que “matar uma criança dá ao homem a licença absoluta, sem limites, de abusar do corpo desta mulher, porque ela trouxe a tragédia para a própria vida“. A criatura não tem a noção de coisa nenhuma e nem vale a pena explicar a atrocidade das suas afirmações, para além de me escusar a adivinhar o que estas podem desencadear em gente de índole criminosa! Como se posicionaria a igreja relativamente a estes estupros? Têm a sua benção!?
E as afirmações de Bento XVI, referindo-se ao assunto polémico dos divorciados que voltam a casar, e que, na visão atual da igreja (embora se conheçam casos de padres que "fecham os olhos", caso daqueles com quem tenho o privilégio de poder contar), por terem quebrado a promessa inviolável contraída no sacramento do matrimónio, estão proibidos de participar na comunhão eucarística. Alguns movimentos cristãos exigem que os divorciados que voltam a casar sejam readmitidos na vida da igreja. O que, ao que parece para o Papa, ainda está fora de hipótese. Aos fiéis que "ficaram marcados pela experiência dolorosa do fracasso e da separação, o papa e a Igreja apoia a vossa dor", disse Bento XVI. E acrescentou: "Encorajo-vos manterem-se unidos à vossas comunidades, desejando que as dioceses tomem a iniciativa de vos acolher, com a proximidade adequada". O que me dá alguma esperança de que os padres mais progressistas consigam esta "aproximação". 
Coisas que nos inquietam e que nos aquietam. A primeira que nos leva à pergunta: justifica a fé (cega) a insanidade mental? A segunda que nos leva à pergunta: cabe a cada padre na sua diocese julgar em casa própria? 
Em assuntos destes não deviam os órgãos próprios da Igreja Apostólica Romana pronunciar-se de forma consentânea? Ou andam todos preocupados com assuntos mais importantes, como, por exemplo, ainda em demanda com aquela velha questão: "a culpa é do mordomo!?"