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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Paul Mauriat - Love is blue


«boy» do psd acumula 14 cargos principescamente pagos

 Um exemplo edificante. Conhece este senhor?
Chama-se António Nogueira Leite.
Quantas horas terá o dia para este senhor?
Tem cá umas olheiras… por elas e por causa do trabalho que desenvolve terá seguramente muito mais que 24.
Senão vejamos: foi recentemente nomeado  vice-presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos e, nesta única função,  ganha mais de 20 mil euros por mês (nada mal).
Mas, este académico que foi conselheiro de Pedro Passos Coelho (quem diria?), tem mais funções (de onde lhe escorrem mais uns eurozitos). Efectivamente é só, actualmente:   administrador executivo da CUF,  – administrador executivo da SEC,  – administrador executivo da José de Mello Saúde,  – administrador executivo da EFACEC Capital,  – administrador executivo da Comitur Imobiliária, e  – administrador (não executivo) da Reditus,  – administrador (não executivo) da Brisa,  – administrador (não executivo) da Quimigal,  – presidente do Conselho Geral da OPEX,  – membro do Conselho Nacional da CMVM,  – vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank,  – membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações,  – vogal da Direcção do IPRI, e – é membro (quem diria?) do Conselho Nacional do PSD desde 2010, mas isto depois de ter sido governante pelo PS (e esta hein !?).
Não digam que o senhor não tem o sentido da oportunidade. Merece o que ganha pois trabalha que se farta!!! É porque este senhor ocupa simultaneamente 14 postos de trabalho de alto nível (excluindo os políticos) e por outros milhares de exemplos similares da nossa praça que há tanta gente desempregada. O homem nem tem tempo para ir ao barbeiro! Um dia dá-lhe um enfarte, morre, e a taxa de desemprego em Portugal desce 10%.
Citação:
blog CRime digo eu
 A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
(Mia Couto)


A ESPANHA NA IMINÊNCIA DA BANCARROTA





CAINDO A ESPANHA, CAI TUDO



A imprensa portuguesa entretida a dizer mal dos gregos e na adjectivação das forças políticas que na Grécia se recusam a aceitar a catástrofe, nem se dá conta do que se está a passar ao pé da porta. E o que se está a passar aqui ao lado é a falência iminente da Espanha.

Como se sabe, a Espanha tinha uma das mais baixas dívidas públicas da União Europeia quando a crise financeira rebentou – andava à volta de 40% do PIB, bem abaixo das exigências do PEC e o défice orçamental nem sequer existia, havia superávide. Com a crise em menos de três anos tudo mudou radicalmente.

Mas será que mudou assim tanto? Aparentemente sem dúvida. Indo, porém, à substância das coisas, as causa da actual situação já estavam todas inscritas no modelo de desenvolvimento espanhol posto em prática depois da adesão à CEE e subsequentemente potenciadas pela adesão ao SME e depois à moeda única.

Desde a adesão até 1996, a Espanha, com excepção da crise de 1990/92, foi crescendo, na sequência aliás do que já vinha acontecendo nos últimos anos do franquismo, mercê das grandes ajudas comunitárias que recebeu e das desvalorizações competitivas da peseta.

Filipe González adaptou o modelo económico espanhol às exigências da adesão, um pouco à semelhança do que sucedeu em Portugal e nos demais países periféricos, mas ao contrário do que aconteceu cá não destruiu completamente o anterior aparelho produtivo. Houve sim reestruturações profundas na indústria, com o encerramento de muitas fábricas e estaleiros navais (de que a célebre marcha sobre Madrid é o ponto culminante do protesto contra tal política), mas o sector primário, nomeadamente a agricultura e as pescas, não só se manteve como foi enomemente desenvolvido.

E, assim, a economia criada com base nesta profunda reestruturação alicerçou-se nos serviços, com um sector financeiro repetidamente considerado como um dos mais modernos e competitivos da Europa; na exportação de produtos de umas quantas marcas de referência conhecidas em todo o mundo; e numa procura interna crescente que fazia a inveja não só dos vizinhos portugueses, mas também dos ricos tradicionais da Europa – França, Alemanha, Inglaterra e a própria Itália, que os espanhóis já consideravam um país há muito por eles ultrapassado!

De 1996 a 2008 a Espanha cresceu a um ritmo vertiginoso – enquanto na Europa dos quinze se crescia, em média, a 2,5% ao ano, na Espanha a média era de 3,8%! Em 10 anos a Espanha criou oito milhões de empregos, quase 30% de todo o emprego criado em toda a Europa e o sucesso da economia e dos empresários espanhóis era uma imagem de marca da União Europeia.

Inundada por uma verdadeira torrente de dinheiro barato, a prosperidade espanhola parecia não ter fim. As empresas endividaram-se excessivamente, depois da fixação dos câmbios e da adesão à moeda única a economia espanhola perdeu competitividade relativamente às economias do centro da Europa, nomeadamente a alemã e a produtividade, em média, cresceu bastante menos (0,5%) do que a média europeia (1,3%). Tal como aconteceu nos demais países periféricos, também a economia espanhola, para fugir à concorrência das economias mais competitivas, se refugiou na construção civil, verdadeiro motor do desenvolvimento económico durante mais de uma década.

Depois a história é conhecida: sobreveio a crise financeira de 2007/08 originada pelo subprime americano, os capitais deixaram de afluir, o crédito estancou, a bolha imobiliária rebentou e os bancos espanhóis, endividadíssimos, precisam urgentemente de ser recapitalizados sob pena de falência. Simultaneamente, por causa da crise e como consequência dela, a dívida pública não tem cessado de crescer, bem como o défice orçamental.

O plano de ajustamento acordado pelo governo Zapatero com a União Europeia, de redução do défice para 3%, até 2013, não vai poder ser cumprido, não obstante todas as promessas do novo governo, não apenas por o défice de 2011 como o de 2012 serem bem superiores ao contabilizado ou esperado, em consequência da batota nas contas públicas de várias comunidades autónomas – Madrid, o dobro do anunciado; Valência; Leon e Castela, e ainda a Catalunha e Múrcia) -, mas também por o cumprimento das metas estabelecidas exigir cortes brutais, além dos que já tiveram lugar, em áreas socialmente muito sensíveis.

Depois de tudo o que já foi feito no domínio das contas públicas com vista à consolidação orçamental, a Espanha com a economia em recessão e com uma taxa de desemprego a rondar os 25% não tem qualquer hipótese de refinanciar os bancos. Basta dizer que a recente nacionalização da Bankia (banco resultante da fusão de várias Caixas “governadas” pelo PP) representa cerca de 30% do PIB espanhol! É óbvio que, perante números desta grandeza, a Espanha não está em condições de responder às exigências do seu sistema financeiro. Mas também não quer – e muito justamente – recorrer ao fundo de resgate para o recapitalizar porque se seguisse a sugestão de Hollande perderia toda a autonomia sobre os seus bancos e seria ela própria intervencionada logo a seguir.

Tanto uma medida como outra representariam a entrada numa espiral recessiva infernal, à grega e à portuguesa, que os governantes espanhóis querem manifestamente evitar. O que a Espanha reclama pura e simplesmente é uma a actuação urgente do BCE quer comprando dívida pública, quer refinanciando directamente os bancos.

E foi isso que Rajoy disse sem rodeios: “ De momento o mais urgente é garantir a estabilidade financeira. Assegurar que quando um país tenha um vencimento de dívida possa refinanciá-lo. O mais urgente é que quando uma entidade financeira tenha um vencimento de dívida também possa acorrer aos mercados e refinanciá-lo. Isto pode fazer-se rapidissimamente, em 24 horas, não necessita de grandes debates nem de leis que levam dois anos a aprovar”.

Descodificando, Rajoy, ciente do que representa o colapso do sistema financeiro espanhol, falou grosso e exigiu a intervenção urgente do BCE.

Os bancos espanhóis são os que mais tem acudido aos leilões de crédito do BCE, que mais dinheiro têm recebido, e mesmo assim o sistema financeiro continua nas franjas do colapso, o que demostra bem a gravidade da situação. Nem sequer se sabe ao certo de quanto eles precisam, mas todos os cálculos apontam, no mínimo, para uma entrada imediata de 100 mil milhões de euros!

Os nossos comentadores e políticos com a sua habitual covardia, sempre dispostos a atacar os fracos e a defender os fortes, mesmo contra os próprios interesses nacionais, não se cansaram de censurar o Syriza e o seu leader Tsipras por terem recorrido aos meios de que dispunham para tentar pôr termo a uma situação catastrófica na Grécia. Veremos agora o que vão dizer de Rajoy.

Aliás, Rajoy está tão seguro do seu papel que nem sequer responde aos reiterados apelos do PSOE para concertação de uma posição comum sobre esta matéria. A tradicional propensão dos socialistas para a transigência, bem como a sugestão que lhe chegou de Hollande, não augurariam certamente nada de positivo para o desenvolvimento de uma estratégia que assenta no peso negativo de uma situação com vista a extrair dela todas as vantagens negociais.

Veremos nos próximos dias como as coisas vão evoluir.


Repsol conclui pesquisas mas não sabe se há petróleo 

23-05-2012 9:52:00

A Repsol concluiu os trabalhos de recolha de dados geofísicos 3D nas concessões «Lagosta» e «Lagostim», no deep offshore da Bacia do Algarve.
 
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A Repsol informou, através da agência Lusa, que concluiu os trabalhos de pesquisa de petróleo no Algarve no passado dia 6 de maio.
Os estudos e a avaliação das estruturas identificadas com potencial em hidrocarbonetos, levarão a definir a localização de uma primeira sondagem de pesquisa em 2014. Para isso contou com a empresa especializada Polarcus, através do navio sísmico 3D/4D Polarcus Naila de última geração.
Depois da recolha, agora segue-se a fase de processamento e interpretação destes dados, integrando-os com outros existentes.
"Os trabalhos foram executados com segurança e preocupação ambiental e decorreram sem incidentes. Foram feitos de forma ininterrupta, com exepção de um período de 4 dias devido a mau tempo e ondulação elevada", revela a empresa em comunicado.
"Para minimizar riscos e inconvenientes às atividades de pesca, a recolha de dados geofísicos foi dividida em três setores, permitindo assim a compatibilização da recolha de dados com a atividade de pesca em alto mar", diz a Repsol.

PERSISTE A PROSPEÇÃO DA (RUÍNA FUTURA DO ALGARVE) - Algarve: Prospeção de petróleo ‘arrasa’ pesca no sotavento



Algarve: Prospeção de petróleo ‘arrasa’ pesca no sotavento 




A faina da pesca está interdita até 19 de maio na zona em que se vão realizar prospeções de petróleo e multas podem chegar aos 30 mil euros. Sindicato do setor exige medidas para minorar perdas e está preocupado com problemas de ordem ambiental se o petróleo aparecer.
Algarve: Prospeção de petróleo ‘arrasa’ pesca no sotavento
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Iniciaram-se esta terça-feira as ações de prospeção de petróleo na costa do sotavento do Algarve que deverão prolongar-se até 19 de maio que vão “condicionar fortemente o exercício da pesca”.
Neste contexto, o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul exige desde já “as medidas preventivas que se impõem de forma a minorar os efeitos nefastos que resultam da interdição, no orçamento das famílias que dependem única e exclusivamente da pesca”.
Segundo a nota sindical trata-se de uma “zona habitual de actividades piscatórias onde operam embarcações de pesca de arrasto, mas não só, que capturam espécies com valor comercial, tais como o lagostim, o tamboril, a gamba, a pescada e o camarão”.
A capitania de Faro emitiu entretanto um edital em que é determinado “que as artes de pesca fixas, redes, armadilhas, palangre (anzol) e respectivas bóias de sinalização, devem ser aladas e retiradas".
Está também proibido o exercício da pesca de arrasto durante todo o período previsto naquele setor da costa, o que para os representantes dos pescadores significa, na prática, “que daqui resultará certamente prejuízos para os pescadores ao nível da quebra dos seus rendimentos”.
Além de denunciarem o valor das multas por incumprimento da proibição, contraordenações puníveis com coimas de 400 a 2.500 euros para os pescadores, que no caso de armadores se elevam de 2.500 euros até aos 30.000 euros, o sindicato considera oportuno lembrar a “existência de um Fundo de compensação salarial para os profissionais do setor da pesca”.
Mecanismo que “deve ser acionado quanto antes precavendo os prejuízos que deste tipo de operações podem vir a ocorrer para os pescadores e respetivas empresas”.
Impedidos de pescar e com multas incomportáveis
Manifestando receio quanto a eventuais “problemas de ordem ambiental caso venha a ser encontrado petróleo” o sindicato salienta que “por incrível que possa parecer são os pescadores impedidos de exercer a sua actividade profissional na procura de ganhar o pão de cada dia, e como prémio podem estes ainda serem punidos com multas num valor totalmente incomportável”.
Afirmando ter alertado há já alguns meses, em reunião com o secretário de Estado das Pescas, para a existência de situações, que, à partida, não cabem no Fundo de Compensação Salarial e que "deviam de ser objecto de legislação própria", os sindicalistas do setor exigem que “as entidades que promovem as actividades que levam á interdição sejam responsabilizadas pelos prejuízos causados ao setor, e as devidas indemnizações compensatórias”.
O sindicato acusa ainda a Direção Geral das Pesca e da Aquicultura de não ter reunido com os representantes dos trabalhadores e associações, embora aquele organismo alegue que “o procedimento de informação e divulgação no âmbito do sector da pesca, foi em tudo idêntico em outras operações do género”.
Afirmando ter tomado conhecimento da interdição “por mero acaso” e via comunicação social, o sindicato critica também que o edital que determina as multas foi unicamente afixado na Capitania, “quando tudo justificaria a sua divulgação por todas as associações representativas do sector da pesca, quer patronais, quer sindicais”.

Aquela coisa do empreendedorismo - as fantochadas do Herman no programa Moeda de troika


OS PROTAGONISTAS DESTE PROGRAMA A COMEÇAR PELO HERMAN NÃO TÊM AUTORIDADE MORAL PARA FALAREM DO QUE QUER QUE SEJA, SÃO CAPCIOSOS, MAFIOSOS, BURGUESES E VESTEM UMA CAPA QUE NÃO LHES SERVE E NEM SEQUER TÊM INTELIGÊNCIA PARA ENGANAR (DIVERTIR) NINGUÉM COM OS SEUS COMENTÁRIOS (SUPOSTAMENTE HUMORÍSTICOS)JÁ VI O PROGRAMA VÁRIAS VEZES E CONSIDERO-O MEDÍOCRE SEM GRAÇA E FALSETE. O HERMAN TEM ALGUM PROTAGONISMO POIS SABE MEXER OS CORDELINHOS E CONHECE OS PODERES E OS PODRES DA TV, É UM FANTOCHE COMPROMETIDO COM SITUAÇÕES NADA TRANSPARENTES E NADA DIGNAS, AS SUAS ACOMPAMHANTES SÃO UM ZERO, UNS SEGUNDOS BASTAM PARA QUE TRESANDEM.

Aquela coisa do empreendedorismo - as fantochadas do Herman no programa Moeda de troika


OS PROTAGONISTAS DESTE PROGRAMA A COMEÇAR PELO HERMAN NÃO TÊM AUTORIDADE MORAL PARA FALAREM DO QUE QUER QUE SEJA, SÃO CAPCIOSOS, MAFIOSOS, BURGUESES E VESTEM UMA CAPA QUE NÃO LHES SERVE E NEM SEQUER TÊM INTELIGÊNCIA PARA ENGANAR (DIVERTIR) NINGUÉM COM OS SEUS COMENTÁRIOS (SUPOSTAMENTE HUMORÍSTICOS)JÁ VI O PROGRAMA VÁRIAS VEZES E CONSIDERO-O MEDÍOCRE SEM GRAÇA E FALSETE. O HERMAN TEM ALGUM PROTAGONISMO POIS SABE MEXER OS CORDELINHOS E CONHECE OS PODERES E OS PODRES DA TV, É UM FANTOCHE COMPROMETIDO COM SITUAÇÕES NADA TRANSPARENTES E NADA DIGNAS, AS SUAS ACOMPAMHANTES SÃO UM ZERO, UNS SEGUNDOS BASTAM PARA QUE TRESANDEM.


As prioridades da austeridade selectiva. Os nossos impostos onde andam?

EM PORTUGAL GASTAM-SE MILHÕES EM ARMAMENTO, MAS O MAIS GRAVE 

AINDA É O FACTO DE A MAIOR PARTE 

DAS AQUISIÇÕES ESTAREM ENVOLTAS EM CASOS DESCARADOS DE CORRUPÇÃO, 

ALGUNS DELES JÁ PROVADOS 

NOS PAÍSES QUE FIZERAM AS VENDAS. 

Mas em Portugal ninguém sabe de nada, ninguém é responsável por nada, e o dinheiro, 
fruto da corrupção, não é de ninguém...
Os portugueses têm de saber porque se agrava o deficit.
"O Estado gastou, no ano passado, 296,7 milhões de euros em armas e equipamentos militares.
Ministério da Defesa usou 85% das verbas que tinha disponíveis para esse efeito (que, por sua vez, já 

tinham sofrido um corte imprevisto de 40% 
por imposição do Orçamento do Estado).
Força Aérea gastou 57 milhões na compra dos helicópteros EH101 e na participação no projecto cooperativo de construção 

dos helicópteros NH90.
Marinha 84 milhões de euros, a maior parte do dinheiro na modernização das fragatas Vasco da Gama, 

manutenção dos hélis Lynx 
e novas fragatas da Classe M.
O Exército70 milhões deu prioridade às viaturas blindadas de rodas Pandur (36 milhões de euros). 

O fabricante, no entanto, 
emitiu duas facturas de mais de 192 milhões de euros de juros de mora
que não foram ainda pagos. 
O Exército remeteu-as para o Ministério, que está renegociar o contrato das Pandur. 
Já foram entregues 166 viaturas 
(das 240 inicialmente previstas).
A prioridade da Força Aérea são os aviões C295M, que vieram substituir os Aviocar e que obrigaram 

a obras em várias bases áreas." SOL


Paulo Portas e os negócios obscuros de esbanjamento.
 "O contrato no valor de 364 milhões de euros para fornecimento e manutenção de 260 blindados de rodas às Forças Armadas portuguesa - 
com opção de mais 33 viaturas - foi assinado em fevereiro de 2005 com a empresa Steyer-Daimler-Puch, sendo então ministro da Defesa Paulo Portas."   
Governo disposto a colaborar com a Justiça relativamente a uma eventual investigação ao processo de compra de 260 viaturas blindadas de rodas Pandur II 
para as Forças Armadas nacionais.»
2º "A polícia anticorrupção da República Checa está a investigar a empresa austríaca Steyr, que em 2004 vendeu 260 viaturas blindadas Pandur 
de oito rodas a Portugal, por suspeitas de subornar políticos locais (de dois partidos) envolvidos na compra do mesmo material."  fonte.


3º "Paulo Portas, como Ministro dos Negócios estrangeiros perdoou aos do negócio das Pandur investimentos no valor de 
quase 200 milhões de euros que, salvo erro, constavam no contrato… Falta saber se aquele perdão deu origem a contrapartidas e para quem reverteram… 
Legitimamente é de desconfiar que se perdoe tão avultado valor… "  fonte.
 "Na Alemanha os vendedores de submarinos "do" Paulo Portas já estão acusados de ter oferecido 62 milhões de euros em 
luvas para convencer os portugueses e os gregos a comprar os luxuosos submarinos. Onde estará tanto dinheiro? No bolso de quem?" fonte

Os casos estranhos e suspeitos, são investigados e julgados nos outros países, 
em Portugal é a inércia do costume, 
a impunidade desgastante e a criminalidade politica premiada. 
As luvas, para incentivar os nossos políticos a esbanjar o erário público, mesmo que não seja preciso comprar submarinos 
ou mesmo que sejam demasiado caros, 
ficam sempre esquecidas e ocultadas. E fruto da impunidade ainda se incentiva a que se dê dinheiro a mais, como foi o caso de Paulo Portas, 
como é generoso, ainda deu mais 30 milhões do que devia, no caso dos submarinos.
Acesse ao Artigo completo: apodrecetuga

"Apesar de o Exército apresentar um défice de 105 milhões de euros anuais em despesas com pessoal (2011) 
ainda se dá ao luxo de pagar 8 milhões ilegais."  fonte
Mas o Exército não está em crise, vai de vento em popa. 
veja neste link mais aquisições somadas.
E agora está a chegar o tão esperado 2º submarino, que vai agravar o deficit de 2012 e as despesas de manutenção... 
Obrigado Paulo Portas, e parabéns por ser promovido pelas incompetências e crimes que permitiu perpetuar contra 
a estabilidade social e económica de Portugal. 
(O Paulo Portas não é o único, claro, apenas o protagonista destes casos)
blog Não votem mais neles, pensem !

Bate-me, que eu gosto!




 “ Fifty Shades of Grey”, da autoria de E.L.James,  é actualmente o maior sucesso editorial nos EUA, tendo já entrado para a galeria dos  best sellers.
Convém começar por esclarecer que a  personagem central do livro (Anastasia)  é uma profissional  competente e dedicada que trabalha horas sem fim, é líder na sua empresa, toma conta dos filhos, tem um salário elevado que lhe garante independência económica  e, no final do dia, o seu prazer não é deitar os filhos e envolver-se numa cena de romântica com o seu companheiro, seja ele permanente ou apenas ocasional.  O maior prazer de Anastasia é ser chicoteada.
Livro pornográfico para homens perturbados, estarão a pensar algumas leitoras. Puro engano, minhas caras amigas…
 Segundo dados da editora, são as mulheres  quem  procura este livro com maior avidez. Mais de metade estão dessas leitoras pertence  ao escalão etário entre os 20 e os 30 anos, são urbanas e estão integradas profissionalmente.
Confesso que numa altura em que a violência doméstica ocupa o centro de muitos debates, me causa alguma perplexidade o facto de um livro onde a mulher  recorre à escravidão física para se satisfazer  sexualmente ser  um sucesso mas, pensando melhor, talvez não seja assim tão surpreendente...
Um estudo publicado na Psycholgy Today, citado pela revista 2 ( Público ao domingo)  responde parcialmente à questão: 31 a 57% das mulheres fantasiam com cenas de violação e de sexo forçado. 
“ O eros  é  um terreno onde a realidade não coincide com aquilo que dizemos”- esclarece por sua vez Daniel Berger , autor do livro “ O que  querem as mulheres”cuja publicação está prevista para 2013.
No artigo da 2- cuja leitura recomendo- são adiantadas diversas explicações para o facto de as mulheres apreciarem  estas fantasias  de submissão  e violência física muito para além daquilo que homens ( pelo menos como eu…) possam  pensar. 
É verdade que  há muitos autores, além de Sade, cujos livros têm como  tema central a submissão feminina e o masoquismo.  No entanto- e escolhendo propositadamente dois autores que estão nos antípodas da construção  literária- quer  em “A História de O” de  Anne Desclos ( escrito sob o pseudónimo de Pauline Réage), quer em “ Onze Minutos”   de Paulo Coelho, a submissão sexual e o masoquismo não são livremente assumidos pela mulher.
O que é efectivamente novo em “ Fifty Shades of Grey” é  a personagem assumir a  necessidade de ser chicoteada, para garantir  satisfação sexual.  Uma mulher afoita já não é aquela que diz ao parceiro   “Fuck me!”, mas sim a que  propõe “ I want to be your slave”.
E o que – em minha opinião-  é surpreendente, é serem a s  mulheres  ( maioritariamente entre os 20 e os 30 anos, relembro)  a fazer do livro um best seller.
Há aqui qualquer coisa que não bate certo. E o mais grave é que muito provavelmente sou eu, que há muito deveria ter esquecido tudo o que me ensinaram e pensava ter aprendido sobre as mulheres  ao longo da vida.
Como diz o povo na sua imensa sabedoria, aprender até morrer e morrer sem saber. Para início de conversa, o melhor é esquecer  romances à moda antiga,  tudo o que pensava saber sobre as mulheres e começar tudo de novo. 
É provavelmente a isso que chamam “mudança de paradigma”


BAPTISTA-BASTOS

Portugal faz falta a quem?

por BAPTISTA-BASTOSHoje
"Portugal faz-me falta." É uma frase comovente e bela pela sua clara genuinidade. Proferiu-a um professor de Música, de nome Fernando (desculpem, não fixei o apelido), há vinte e sete anos imigrado na Suíça. Ouvi-a anteontem, no programa Opinião Pública, primeira edição, SIC-Notícias. "Se as condições em Portugal fossem outras, ia para lá hoje mesmo." Não são: são piores. E Fernando vai ficar, iluminando a tristeza dos nossos males, que alguns banalizam, inculcando-nos a tese de que são históricos e inevitáveis.
Não creio que Passos Coelho ou Miguel Relvas (agora enredado em novas encrencas), paladinos infatigáveis de mandar portugueses para fora do País, tivessem conhecimento deste desabafo d'alma. São criaturas de recursos curtos e insistentes, resultantes dessa simbiose milagrosa e casual que tem transformado a mediocridade num desaforo e a ignorância numa carta-de-guia.
Este Fernando precisa de Portugal porque sim. A sensação confusa e dorida que nos prende "a esta nesga de terra / debruada de mar" [Torga] - e que designamos de saudade, à falta de melhor explicação, faz parte da nossa retórica sentimental. Essa emoção já me tocou no batente quando vivi na Grécia e no Brasil. Estamos lá sem nunca deixarmos de estar aqui: é mais uma forma abstracta de ser, e uma fragilidade propícia a servidões momentâneas. Uma coisa fora do tempo, um pouco reaccionária e acaso tonta, cujo aproveitamento, ao longo da história das nossas tiranias, tem feito mossa à colectiva maioridade de que necessitamos.
"Portugal faz-me falta." A grandeza emocionada desta confissão confronta-se com a pequenez insultuosa daqueles dois nomeados. "Agora, Estar", escreveu o poeta Pedro Tamen, um dos mais belos livros sobre o Portugal liberto, repleto de uma autenticidade que não tardou em empalidecer. Os senhores da força sem razão remeteram para a ruína anónima aqueles aos quais Portugal fazia falta e que ambicionavam estar, apenas para ser. Passos Coelho e Miguel Relvas são parte dessa herança espúria. Levam a sua capacidade paradoxal ao ponto de nos indicarem a fronteira, por incapacidade de nos reter aqui. 815 portugueses por dia perderam o emprego no primeiro trimestre deste ano. A pátria despovoa-se dos seus jovens e o número de suicídios cresce. Os velhos são um embaraço improdutivo para este Governo que, além de desempregar pessoas, desempregou a generosidade e a compaixão.
Podemos viver nesta aridez de espírito, neste caucionar da agressão sem limites, neste vazio e neste coração oco, ostensivo, incoerente e fatal? A pergunta ainda não saiu dos círculos concêntricos das nossas inquietações quotidianas. Vamo-nos animando com os escândalos diários, e remetemos, para os fojos, a preparação de novos conceitos e de novas resistências.
Agora, ir?
.
Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o Novo Acordo Ortográfico

sou teu amante - ave do paraíso - poemas de António Garrochinho