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domingo, 20 de maio de 2012


O Polvo do BPN


Duarte Lima parece ter decidido, talvez em troca de medidas de coacção mais leves ou da inocência do seu filho ou mesmo de uma pena mais leve quando do seu julgamento, pôr a boca no trombone e denunciar os seus ex-amigos e colegas, com o BPN, UBS, Banco Insular e sei lá mais quem. Esperemos que na sua ruindade e na sua tentativa de se safar das acusações, se não lhe limparem o sebo antes, venha a acusar muita gente que por aí se pavoneia como mais séria que todos os outros, Ou, como normalmente acontece neste país, tudo isto acabe com a montanha a parir um rato.
A verdade é que mais uma vez aparece o BPN metido ao barulho e são mais muitos milhares de milhões que estão em jogo. Tantos, roubados por tão poucos, que talvez sejam suficientes para justificar e pagar a divida que dizem ser de todos.

Não matem a cotovia



Desta vez  resultado foi diferente e a Taça de Portugal foi para Coimbra. Mas, apesar da diferença no resultado, houve muitas semelhanças entre esta e a final de 1969.
A começar nas tarjas exibidas pelas claques da Briosa  e a terminar nas ausências.
Em 1969, Marcelo Caetano e Américo Tomás não marcaram presença no Jamor, porque tiveram medo de enfrentar os apupos. Este ano, Cavaco Silva pirou-se prudentemente para  Timor  e Passos de Coelho foi para os Estados Unidos. Segundo me confidenciou fonte próxima de S. Bento, foi ver Chicaga!
Não sei se o chefe da PIDE esteve presente no Jamor em 1969, mas este ano lá tivemos o Relvas, que não se coíbe de ameaçar jornalistas.
A falta de coragem une o Estado Novo a este governo que não se assume como fascista, mas se comporta como tal, violando diariamente a Constituição, desprezando o povo, humilhando os trabalhadores , tentando sufocar os sindicatos e traindo o país.
O futuro do país é incerto, mas a última coisa a perder é a esperança.
Em 1969 era um jovem e  chorei com a derrota da Académica, porque a derrota me tirou a esperança. Muitos jovens, hoje, celebrarão a vitória da Briosa como um sinal de esperança
Eu sei que alguns leitores acham que misturar futebol com política é próprio de mentes pouco esclarecidas. Como a minha, certamente… Mas a história está cheia de exemplos de governos derrubados por causa do desporto, sabiam?
Um dia escreverei sobre isso. Agora vou celebrar a vitória da Briosa e manter viva a chama da esperança. Em breve, estarei a comer coelho no churrasco.

Adenda: ontem a reunião do G8 foi interrompida, para que os líderes dos países mais poderosos do mundo vissem a final da Liga dos Campeões.
Hoje, mais de 70 mil néscios e analfabetos saíram às ruas de Londres para receber em delírio o campeão europeu Chelsea. 

Blog 7 Degraus - de Maria Luísa Adães - Espelho... Eu vi um espelho Eu estava refletida nele. Dentro do espelho estavas tu Com teu olhar penetrante e nu.


Espelho...

Eu vi um espelho
Eu estava refletida nele.

Dentro do espelho estavas tu
Com teu olhar penetrante e nu.

A tua sombra diluía o fundo
E eu te via para lá do mundo.

Tu estavas aprisionado no espelho
Eu estava aprisionada fora do espelho.

Os mundos, meu e teu, se espelhavam
Naquele espelho que tolhia meus afagos.

Os caminhos assombrados 
Por sombras que vagueavam.

Nua me encontrava e ferida
E não entrava no amor que sonhava.

Ávida de amor te esperava,
Mas o espelho nos separava.

Acordei, tu estavas a meu lado
E tudo tinha sido um sonho vago.

Eu fui a heroína de uma peça
Representada por um Deus fechado.

O tempo que me foi dado
Não era o meu tempo.

No outro lado me olhavam
E esperavam...

No espelho não se escreveu nada!


Maria Luísa

poemas ilustrados de António Garrochinho








A MOSCA

HUMOR POLÍTICO - ANTÓNIO GARROCHINHO




João Braza "Fado do Sobreiro"


João Braza Fado do Sobreiro
Autor: Abílio Morais
FADO DO SOBREIRO

Lá no cimo do montado 
No ponto mais elevado 
Havia um enorme sobreiro
De todos era a cobiça
Dava a bolota e cortiça 
No montado era o primeiro

Mas um dia a tempestade
Fez ouvir lá na herdade
O ribombar dum trovão
E no céu uma faixa risca
Uma enorme faísca
Fez o sobreiro em carvão

Passaram anos e agora
No mesmo sítio lá mora
Um chaparro altaneiro
E em noites de luar
Houve-se o montado a chorar
Com saudades do sobreiro

É assim a nossa vida 
Constantemente vivida
Quase sempre a trabalhar
Mas se um dia a morte vem
Nós deixamos sempre alguém 
Com saudades a chorar