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sexta-feira, 18 de maio de 2012



As mudanças do Relvas


Miguel Relvas, na tentativa desesperada (e sempre gorada) de mostrar ter herdado dos seus antepassados mais do que o apelido e aquela cara... tenta “inventar” algumas frases de belo efeito, de cada vez que nos impõe o som da sua voz.
Desta vez, segundo o poderoso ministro, as autarquias são «esquizofrénicas... porque querem mudanças, mas só para o vizinho», diagnóstico de um tal brilho, que deixa qualquer psiquiatra corado de vergonha por não ter pensado nisso antes.
Ainda conseguiu, na passada, produzir umas frases publicitárias “jeitosas” para a hipotética “empresa de mudanças” que, ao que parece, estará a promover:
«Quem faz mudanças, ganha inimigos!» (Esta é ousada!)
«Mudanças são o caminho certo!» (Fraquinha! Já muito vista...)
Um verdadeiro génio, este Relvas!




Agora que estamos a poucos dias do início da época balnear na nossa província, trazemos hoje uma fotografia de um dos autocarros que faziam o transporte dos veraneantes do interior para as praias costeiras, nomeadamente para a praia mais próxima da sede do concelho de Loulé, a Praia de Quarteira.
Na realidade, nas décadas de cinquenta e sessenta, foi a altura em que a procura por essas zonas se tornou mais expressiva. Eram diminutas as famílias que possuíam veículo automóvel próprio e assim, no caso da população louletana, a Empresa de Viaçao Algarve – EVA, era a que transportava diáriamente grande número de passageiros que pretendiam gozar de um merecido descanso à beira mar. Quarteira passou a ser durante o Verão a nossa Saint Tropez tanto para os mais abastados como para os mais humildes.
Quem não se recorda das imensas filas, principalmente aos domingos e logo a partir das sete da manhã para conseguir um bom lugar na camioneta ( EVA ) ? Sacos com as merendas, toldos, boias, baldinhos e um sem número de coisas que as pessoas achavam necessárias para que o dia fosse em pleno, enchiam até a cima as tais camionetas que em certas alturas do percurso pareciam rebentar pelas costuras tal o peso que acarretavam até à famosa estância quarteirense.
Na realidade só as gerações que viveram essa época lembram com precisão o que aqui relato. As outra , as de hoje, certamente julgarão tratar-se de qualquer historieta de ficção.
Foto: Gentilmente cedida por Luis Guerreiro.
Posted by Palma @ 22:22
WWW.LOULETANIA.COM

AVISO À NAVEGAÇÃO



Ou aparamos o Relvas, ou vamos ter merda no beco...

1 comentários:

Anónimo disse...
Com a devida vénia transcrevo crónica de Daniel Abrunheiro, in Jornal "O Ribatejo" de 19.01.2012

"O Relvas, o golfe e a História-Pátria

O capitalismo é a arte de transformar searas em campos de golfe. Viciosa arte. O seu evangelho, o seu sacerdócio e o seu ministério são sempre antipessoais, porque o capitalismo é um anti-humanismo. Quando um Relvas alegre, eufórico até, chega a uma região e se põe a cortar centros de saúde porque sim e a apagar freguesias em nome dos números que do estrangeiro capitalmente lhe ditam, que de facto faz o Relvas? O Relvas desertifica. O Relvas esteriliza. O Relvas interdita. O Relvas joga golfe.

Não creio que o Relvas tenha alguma vez lido a primeira aventura do detective Marlowe, genial criatura do genial Raymond Chandler (The Big Sleep, 1939). Aí se lê que: “A mentira permanente desacredita-nos; a verdade em larga escala tolhe-nos o passo.” Pois é. Só que o Relvas não tolhe nem encolhe. O Relvas escolhe. Quem? Os desvalidos. Os malparidos. Os assumidos. E os tolhidos. E os encolhidos. O Relvas procede mal, até porque Portugal é um sítio bestial para se ser feliz e coisital.

Em contraponto, em Portugal é tão fácil apontar um ladrão público como encontrar um parolo nos espectáculos do Tony Carreira.

Em contrapartida, é dificílimo topar dois compadres de Portel a discutir um “green” de 18 buracos na mesma planura onde outrora a áurea cabeleira do trigo ondulava ao benigno sol português.

Desertificar as aldeias mata a Nação, ó Miguel.

Pôr a estudantada a licenciar-se em Queima das Fitas e a mestrar-se em Desemprego e a doutorar-se em Emigração – dá cabo da Nação, ó Miguel.

Ver em cada trabalhador subassalariado um subversivo inimigo – é um perigo, ó Miguel.

O golfe só compensa quando é pérsico, digo eu com os nervos. E é com os nervos, Miguel, que me lembro de certa comoção patriótica que, menino tenro, senti na aula da primária. Era no tempo em que se estudava História-Pátria na escola. Aí se referia quem era e o que aconteceu a outro Miguel.

O de Vasconcelos, ó Relvas."

Ó Daniel, assino por baixo, porra.

R.C.



blog A dita e o balde

Jornal "Público": Miguel Relvas acusado de ameaçar jornalista

Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares é acusado pelo Conselho de Redação do jornal "Público" de ter ameaçado a jornalista Maria José Oliveira, de quem "divulgaria, na Internet, dados da vida privada", caso uma notícia fosse publicada.

Miguel Relvas é o número 2 do Governo de Pedro Passos Coelho
Miguel Relvas é o número 2 do Governo de Pedro Passos Coelho
Mário Cruz/Lusa
O Conselho de Redação do "Público" acusa o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, de ter ameaçado o jornal - e a jornalista Maria José Oliveira - a não publicar uma notícia sobre o caso das "secretas".
Depois da audição de Relvas na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, na terça-feira, Maria José Oliveira questionou o ministro sobre uma série de "incongruências" sobre o seu depoimento.
O número 2 do Governo terá contatado a editora de política do "Público" telefonicamente e, de acordo com o comunicado do Conselho de Redação, "terá dito que, se o jornal publicasse a notícia, enviaria uma queixa à ERC, promoveria um black out de todos os ministros em relação ao 'Público' e divulgaria, na Internet, dados da vida privada da jornalista."

Conselho de Redação acusa direção de ter falhado


A direção do jornal foi informada da situação, mas, até à data, não tomou qualquer posição - e não publicou a notícia em questão. A editora de política diz que a decisão da não publicação já teria sido tomada antes das alegadas ameaças de Miguel Relvas. A diretora Bárbara Reis, citada pelo comunicado, esclarece que o assunto tem de ser tratado com calma e não "a quente".
O Conselho de Redação acusa a direção do jornal de ter falhado "ao não repudiar imediata e publicamente a inaceitável atitude de pressão daquele que é considerado o número 2 do Governo da República. O 'Público' não pode nunca aceitar, calado, tal tipo de pressões e é lamentável que o tenha feito."
Os elementos do Conselho de Redação - Bruno Prata, Clara Viana, João D'Espiney, João Ramos de Almeida, Luís Francisco, Luís Miguel Queirós, Ricardo Garcia e Rita Siza - dizem que irão "estudar o caso com o advogado do jornal e com o Sindicato dos Jornalistas para definir acções futuras junto das entidades competentes."


Leia na íntegra o comunicado do Conselho de Redação do "Público":
clik onde diz comunicado




Fraude de mil milhões de euros em lavagem de dinheiro


Fraude de mil milhões de euros em lavagem de dinheiro

O Ministério Público apanhou os líderes da maior rede de lavagem de dinheiro de sempre em Portugal. Há conhecidos empresários e políticos entre os clientes. E foi um dos chefes desta rede que transferiu os famosos 5 milhões da conta de Rosalina Ribeiro para a de Duarte Lima.
O semanário "Sol" escreve que uma rede suiça que proporcionava evasão fiscal e o branqueamento de capitais portugueses - fraude que se calcula atingir mil milhões de euros - foi esta semana desmantelada pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). Trata-se dos três sócios de uma empresa suiça, a Akoya Asset Management. Oficialmente, geriam e faziam aplicações de fortunas de clientes portugueses, mas na verdade agenciavam clientes para bancos da Suiça e actuavam como seus testas-de-ferro, criando empresas offshore e nas quais era colocado o capital, em manobras de fuga ao fisco e branqueamento de capitais,.
Entre os portugueses que utilizavam os serviços da rede encontram-se empresários, advogados e alguns políticos, como Duarte Lima. A rede era encabelçada por Michel Canals, ex-diretor do banco suiço UBS, onde geria, nomeadamente, as contas conjuntas do magnata Lúcio Tomé Feteira e de Rosalina Ribeiro, e também de Duarte Lima. Foi este ex-diretor que canalizou cerca de cinco milhões de euros das contas de Rosalina e Feteira para a conta de Duarte Lima.




Vendo bem, se Portugal teve um Vice-Rei na Índia porque é que a UE não poderá ter um Vice-Merkel na Grécia, ou em Portugal?



Trichet defende que a Europa possa governar um estado-membro em casos excepcionais.


No fundo trata-se de institucionalizar aquilo que já fizeram com Papademos na Grécia, Monti em Itália, e Vitor Gaspar em Portugal.


Teatro estúdio apresenta: Mãe querida, mãe querida!



Foto roubada aqui




1º Acto

Há uns tempos estava a assistir a um daqueles programas da tarde dos canais por cabo onde se dá a voz ao povo para que possa desopilar. O tema era  uma qualquer medida do Álvaro. Os espectadores zurziam  no ministro importado do Canadá para a posta ( não é gralha, é mesmo posta…) da Economia  sem dó nem piedade e até eu começava a ter pena dele, quando uma senhora  de Viseu saiu em sua defesa. 
Durante largos minutos elencou as virtudes do Álvaro, aplaudiu as suas medidas e rematou dizendo que o problema dos portugueses é serem muito invejosos. 
Pensar-se-ia que a imagem do ministro da Economia, Emprego, Obras Públicas e outras minudências correlativas tinha sido lavada por aquela senhora que dizia “ até o conheço bem, mas não é por isso que o estou aqui a defender…” 
Ainda havia, porém,  tempo para ouvir mais um testemunho. Por coincidência era um outro espectador de Viseu. Quando eu já esperava nova dose de elogios, veio a surpresa.
“ Só telefono para dizer que aquela senhora que se fartou de elogiar o senhor ministro é a mãe dele. Deu um nome  que habitualmente não usa, mas conheço-lhe muito bem a voz. Ela tem um negócio ( ou vive, já não me recordo bem do que disse o espectador…)ao pé da minha mercearia”.
(Cai o pano)

2º Acto
Lembrei-me desta história ao ver, no domingo, as reportagens sobre a visita do sr. Pedro à Feira do Livro.

Entre as pessoas que rodeavam o PM, ouve-se uma voz a incitá-lo. “ Continue, senhor PM, continue. Tenha força e endireite o país. Muita força, muita força...”
Não se viu o rosto da mulher, mas os repórteres foram  exímios na captação das suas palavras.
Não havendo possibilidade de se tratar da mãe do sr. Pedro, fiquei a pensar se aquela  mulher fazia parte do elenco, ou foi colocada naquele Presépio pelos Reis Magos da segurança de Sexa para enganar os espectadores.
Pelo sim, pelo não, fui pedir a devolução do bilhete. Disseram-me que, na melhor das hipóteses, só lá para 2015! 



Projectos do PCP e BE

PSD, CDS e PS chumbam fim de portagens na Via do Infante


PCP e BE consideram um erro a cobrança de portagens na A22.PCP e BE consideram um erro a cobrança de portagens na A22. (Foto: Pedro Cunha)
 A maioria PSD/CDS e o PS chumbaram nesta sexta-feira os diplomas do PCP e do BE para a abolição das portagens na Via do Infante, no Algarve, com um voto favorável e quatro abstenções na bancada socialista.

O voto favorável da bancada do PS foi da deputada Isabel Moreira, enquanto as abstenções foram dos parlamentares João Soares, Rui Duarte, Miguel Freitas e Pedro Alves.

Os quatro deputados do PSD eleitos pelo círculo de Faro, assim como o deputado do CDS Artur Rego (igualmente eleito pelo círculo de Faro) anunciaram a apresentação de declarações de voto.

Nos projectos de lei apresentados pelo PCP e pelo BE era defendido o fim das portagens na A22, com os partidos a considerarem que são “um erro” e prejudicam a economia regional.

Na quinta-feira, durante o debate em plenário dos diplomas, o deputado socialista Miguel Freitas anunciou que o PS quer ouvir a secretária de Estado do Turismo na Assembleia da República para saber se o Governo vai prolongar a isenção do pagamento nas ex-SCUT durante um ano. 

Frida Kahlo - Diego Rivera - Pablo Neruda

Dina - Amor de Água Fresca [HQ]

Queda do Império