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domingo, 13 de maio de 2012



A VERDADE DE NÃO HAVER VERDADE NENHUMA



Sentara-se lúcido na esplanada
Com vistas para o muro de calcário
Com um copo de vidro velho
A balançar nas mãos trémulas

Um copo de rum vale mais do que todo o desassossego do mundo

Por ali passavam passos
Uns à frente outros atrás
Das difusas tristezas
A consumir consciências

Chamava-se Pedro
Pedro Só
Sem mulher filhos parentes
Confessava-se amiúde a seus companheiros
Os copos
Ora vazios ora cheios de melancolia ou alegria

De nada lhe valera o Templo
As longas horas de meditação e imploração
Na ausência do corpo

Não sabia se Deus existe ou não
E hoje nesta tarde efémera mas presente como um raio de sol
Pouco lhe importava saber se iria ou não saber o que nunca saberia

Era ele e o rum e o muro intransponível
E a verdade de não haver verdade nenhuma


http://www.homeoesp.org/livros_online.html
José Maria Alves


Marcelo defende substituição do chefe das secretas

Marcelo Rebelo de Sousa defende que Júlio Pereira deve ser substituído como secretário-geral do SIRP (Sistema de Informações da República Portuguesa), o cargo máximo na estrutura dos serviços secretos portugueses.
Falando no seu habitual comentário dominical na TVI, o ex-líder do PSD sugeriu a demissão de Júlio Pereira sob a forma de pergunta dirigida a Pedro Passos Coelho: "Porque não substituiu ainda o nº 1 dos serviços de informações?"
No seu entender, o secretário-geral do SIRP tem "responsabilidades objetivas" em tudo o que se passou nas secretas, nomeadamente dado o facto de Jorge Silva Carvalho (acusado de corrupção passiva) ter sido seu chefe de gabinete e ter ascendido a diretor do SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) com o seu apoio.
Marcelo aconselhou Passos a substituir Júlio Pereira mas advertindo o primeiro-ministro de que não pode fazer escolhas de pessoas que tenham "óbvias ligações funcionais" consigo. Desvalorizou, por outro lado, o facto de este caso ter revelado o envolvimento de atuais membros do Governo, como Miguel Relvas (ministro adjunto do PM) ou Marco António Costa (secretário de Estado da Segurança Social), alegando que poderiam estar a receber mails de Silva Carvalho sem nunca os ter pedido.
O ex-líder do PSD criticou ainda o Governo por não ter enviado para o Parlamento em primeiro lugar a versão completa do Documento de Estratégia Orçamental. "Quem provoca a crise [no relacionamento PS/Governo] é quem não passa cartão a Seguro", disse o comentador. Que elogiou ainda Seguro por este ter recusado o desafio de Mário Soares para que o PS se desligasse do memorando da troika.
por:dn.pt/ João Pedro Henriques-Hoje

CANÇÃO DO MAR - INSTRUMENTAL DE VIOLINA FILMADO NA PONTA DA PIEDADE - LAGOS - ALGARVE

3 VÍDEOS DAS GRANDIOSAS MANIFESTAÇÕES ONTEM EM ESPANHA - A RUA ONTEM- do Blog Suite de ideias - de Paula Cabeçadas


A rua ontem - 12 de maio de 2012









NA APRESENTAÇÃO DO PEQUENAS UTOPIAS, com a enorme ajuda de EVA e CAMINHOS

O lançamento, em Grândola, no Espaço Garret

E com outra ajudazinha aqui, na publicação das imagens ;)  Obrigada!


Passos Coelho visitou a Feira do Livro no último dia e foi vaiado



Passos Coelho e a mulher no momento em que um grupo de pessoas o apupouPassos Coelho e a mulher no momento em que um grupo de pessoas o apupou (Enric Vives-Rubio)
 O primeiro-ministro foi esta tarde à Feira do Livro de Lisboa com a mulher, numa visita que se pretendia particular e informal. Deteve-se demoradamente nos pavilhões e comprou livros, acompanhado pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco Viegas, e pelo secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Miguel Freitas da Costa. Mas não saiu de lá sem ser vaiado.

O passeio foi quase perfeito até aos últimos 20 minutos, quando algumas dezenas de indignados, que estavam concentrados desde a véspera num dos lados do Parque Eduardo VII, o vaiaram exibindo cartazes.

Passos Coelho não se descompôs e até dialogou por instantes com uma representante dos manifestantes, para nervosismo dos seguranças pessoais e da força policial que surgiu do nada.

A contestação subiu de tom, as palavras de ordem tornaram-se mais agressivas (“Fora, fora daqui, a fome, a miséria e o FMI”, “Passos, ladrão, o teu lugar é na prisão”, “Quem deve aqui dinheiro é o banqueiro”) e o primeiro-ministro desistiu: “Debate e diálogo, sim, mas não nestas condições.” Pouco depois entrava no automóvel oficial e abandonava a Feira do Livro.

Passos Coelho chegou ao Parque pelas quatro horas, pouco depois de terem sido largados mil balões amarelos sobre o Marquês de Pombal. O gesto parecia ser para ele, mas não – era uma das iniciativas programadas no âmbito da Feira, que termina este domingo.

“Como foi este ano?”, perguntou de rajada ao secretário-geral da APEL. A conversa evoluiu depois para as datas do evento e os resultados de negócio, não sem antes esclarecer que tinha decidido, fora de qualquer agenda, aproveitar o último dia para a visitar.

Livros é algo que, por estes tempos, o primeiro-ministro pouco lê. A última leitura, disse, foi uma obra sobre Singapura e as suas enormes transformações económicas e sociais. A mulher, Laura Ferreira, confirmaria mais tarde ao PÚBLICO que os dossiês da governação não deixavam espaço para outras leituras: “Antes, ele lia vários livros ao mesmo tempo, mas agora é impossível. De vez em quando, alugamos um filme para descontrair.”

“Os homens nascem sem alma”, de Jorge Augusto Vieira, é o primeiro título a chamar a atenção de Passos Coelho e a suscitar um comentário bem-humorado: “Espero que não nasçam muitos nessa condição...” Decide comprá-lo conjuntamente com outro de poesia (“Jaca em escamas”, de Isabel de Santiago) e faz questão de os pagar, sem esquecer o respectivo recibo. Para as filhas escolheu, mais à frente, “Onde vivem os monstros”, de Maurice Sendak e “Adoro chocolates”, de Davide Cali. E perguntou a Francisco Viegas onde poderia adquirir os livros da Mafalda, que “as minhas filhas adoram”.

Num roteiro orientado pelo secretário de Estado da Cultura, Passos Coelho foi circulando pelo recinto, de pavilhão em pavilhão, sempre sem pressa e perante a indiferença ou a vaga curiosidade de quem passava. Zita Seabra, da Aletheia, ofereceu-lhe “Os Cantos”, obra de Maria Filomena Mónica, que apresentou como uma obra sobre “o maior e mais visionário empresário dos Açores”.

O encontro com Ricardo Araújo Pereira e José Diogo Quintela (do grupo humorístico Gato Fedorento) proporcionou ao primeiro-ministro o elogio da crítica e da autocrítica: “Fazem muita falta e são sempre boas.” Não podia adivinhar que seria submetido a essa prova pouco depois.

Publico

Merkel a Passos da queda final...

 
A CDU de Merkel perde eleições no estado mais populoso da Alemanha
Merkel perde eleição regional crucial na Alemanha, 
Partido da chanceler foi derrotado na Renânia do Norte-Vestfália.
Resultado deve elevar críticas a programa de austeridade da conservadora
O conservador CDU de Merkel teve sua votação reduzida de 35% em 2010 para 26% agora, pior resultado no estado desde a Segunda Guerra Mundial.
blog D"SUL


Números que arrepiam

As dificuldades estão no dia-a-dia das pessoas e das famílias e entram pelos olhos dentro.
Só não vê, quem não quer mesmo ver: “num único mês, em março, o Rendimento Social de Inserção passou a ter 6359 novos beneficiários fazendo com que este apoio chegue a 329 274 pessoas.”
É a falta emprego e o emprego que se perde, é a queda abrupta do poder de compra, é a falta de comida na mesa, são as crianças que vão para a escola com a barriga a dar horas, é o dinheiro que não chega para os medicamentos, são as contas que vão ficando por pagar…
Já não dá para esconder… Pode ser fácil aos governantes brincarem com as palavras, mas, nos dias que correm, é impossível alterar a terrível realidade… Os números são de arrepiar! “
"No final do primeiro trimestre, o Rendimento Social de Inserção estava já a chegar a 329 274 pessoas, o número mais alto desde novembro de 2010.”


LIGAÇÕS PERIGOSAS. AS SECRETAS, OS ESPIÕES E O PSD?!!

Síntese - O TOPO DO GOVERNO E DO PSD são denunciados pela comunicação social por LIGAÇÕES PERIGOSAS que conformam promiscuidade entre ESPIÕES, UMA TELEVISÃO, JORNAL, POLÍTICOS E EMPRESAS. Talvez agora se compreendam ataques ao PS a partir da TVI, liderada por Eduardo Moniz ou segundo o Expresso que noticia "que Miguel Relvas e Marco António Costa estão “envolvidos” e que são referidos na acusação". SEGURO EXIGE RESPONSABILIDADES:Os portugueses têm o direito a saber toda a verdade e sabê-la rapidamente. Apurada a verdade tem que haver responsabilidades, tem que haver responsabilização dos responsáveis por estas situações”.

"O secretário-geral do PS, António José Seguro, exigiu hoje que todo o caso das secretas “seja esclarecido” porque os portugueses “têm o direito de saber toda a verdade rapidamente”, salientando a necessidade de apurar os responsáveis por esta situação.
À margem da conferência do Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal (LIPP) subordinado ao tema “Democracia e Participação Política”, que hoje decorre na Alfândega do Porto, António José Seguro foi questionado pelos jornalistas sobre o caso das secretas e sobre a manchete de hoje do semanário Expresso que noticia que Miguel Relvas e Marco António Costa estão “envolvidos” e que são referidos na acusação.
“Os Serviços de Informação são fundamentais para o funcionamento de um regime democrático e eu considero que todas as notícias que têm vindo a público devem ser rapidamente esclarecidas. Os portugueses têm o direito a saber toda a verdade e sabê-lo rapidamente. Apurada a verdade tem que haver responsabilidades, tem que haver responsabilização de quem são os responsáveis por estas situações”, respondeu.
Questionado sobre se o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, se deveria pronunciar perante este suposto envolvimento de elementos do Governo, o líder da oposição exigiu, “em nome do interesse nacional, que este assunto seja esclarecido, que haja verdade” com um objetivo do “total esclarecimento e que haja apuramento das responsabilidades”, uma vez que “tem que haver responsáveis por esta situação”.
Interrogado sobre o facto de Passos Coelho, aquando das notícias desta semana do alegado envolvimento de Miguel Relvas, ter mantido a confiança política no ministro e ter desvalorizado a situação, Seguro disse: “é do interesse nacional que este assunto seja esclarecido o mais rapidamente. É esta postura de Estado que eu vou manter”.
“Eu quero um esclarecimento cabal, rápido, quero que o sistema de segurança gere confiança nos cidadãos e a melhor maneira para gerar confiança nos cidadãos é funcionar de uma forma transparente e que se acabe com estas situações de suspeita que existem há meses, há largos meses, sobre o Sistema de Informações da República”, reiterou."

Aretha Franklin - I say a little prayer ( Official song ) HQ version , P...

Janis Joplin - To Love Somebody

Earth, Wind & Fire - Sunday Morning



Amar... até perder a razão, a cabeça, o juízo, a tramontana...


Chama-se Nolwenn Leroy. Anda agora na casa dos trinta... passados cerca de dez anos desde a sua aventura num programa da televisão francesa, dedicado à caça de talentos, o “Star academy”.
Desde então gravou vários discos com êxitos retumbantes, na área da “pop”, mas em 2010 decidiu prestar atenção à música das suas raízes bretãs. Daí resultou um disco belíssimo, com canções de autor inspiradas na música celta, algumas versões de canções tradicionais celtas, como esta fantástica “Mulheres da Irlanda”... e ainda umas tantas da sua Bretanha natal, cantadas em bretão. Felizmente, vão aparecendo jovens assim...
Não conheço a Nolwenn, mas gostei de saber que não foi “lavar as mãos ao rio” para participar, em parceria com a belga Maurane (cuja voz - a minha preferida - já nos tem visitado, como aqui, ou ainda aqui), numa grande homenagem ao reconhecido “comuna” que dava pelo nome de Jean Ferrat. Canta (cantam) uma canção que é um clássico do reportório do cantor/autor, “Aimer à perdre la raison”, com versos de Louis Aragon, imenso poeta e, também ele, um “comuna empedernido”.
A fotografia escolhida explica-se pelo facto de, tanto Aragon como Jean Ferrat, não terem deixado nenhuma indicação testamentária no sentido de impedir mulheres extremamente bonitas de cantar as suas canções.
Bom domingo!
Aimer à perdre la raison” – Nolwenn Leroy e Maurane
(Louis Aragon / Jean Ferrat)