AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


sábado, 12 de maio de 2012



Passos Coelho – Calado, continuaria um traste... mas um nadinha mais suportável!


Claro que os “comunas”, sempre do contra e de mau humor, tinham que achar «uma ofensa» a ideia de Passos Coelho, tão moderna, flexível e “neo tudo e mais alguma coisa”... de que o «desemprego pode ser uma oportunidade».
Claro que, num mundo ideal, haveria sempre a possibilidade de um grupo de desempregados considerar esta frase do primeiro ministro como uma “oportunidade” para lhe remodelar os dentes.
Mas... já se sabe. Os “mundos ideais” são como os táxis em dias de chuva, por mais que sejam precisos. Só muito raramente aparecem!!!

Quilapayún - Patrón


Se eleições fossem agora, o Syriza ganhava

O Syriza seria o vencedor caso as eleições gregas se realizassem neste momento. A Coligação de Esquerda Radical conseguiria, de acordo com uma sondagem ontem divulgada, superar a votação no Nova Democracia, o partido mais votado no passado domingo. 

O Syriza, que tem numa das suas propostas políticas a rejeição das condições do resgate com a troika, conquistaria 27,7% dos votos, segundo a sondagem do instituto Marc para a Alpha TV, citada pelo “Athens News” e pelo “The Guardian”. Uma votação que lhe iria atribuir 128 assentos dos 300 do parlamento helénico (50 são atribuídos automaticamente à força política mais votada). No domingo, a votação nesta força liderada pelo mais jovem candidato às eleições, Alexis Tsipras (na foto, ao meio), foi de 16,8%, com 52 lugares. 

O Nova Democracia não seria, segundo este primeiro estudo após as eleições, o partido mais votado e, portanto, não receberia estes 50 assentos extra, ficando apenas com 57 deputados, representativos de 20,3% do eleitorado. Nas eleições,o partido liderado por Antonis Samaras obteve 108 assentos. 

Pasok ficaria em terceiro lugar, mas com menos votos

Estes dois partidos já tiveram, nas suas mãos, a possibilidade de formar governo, sendo que ambos acabaram por deixar a tarefa por não conseguirem encontrar parceiros de coligação que permitissem uma estabilidade governativa. Neste momento, é o socialista Pasok que está a tentar constituir um governo de unidade nacional, já que as duas forças mais votadas não conseguiram cumprir esse objectivo. Segundo a sondagem para a Alpha TV, o Pasok conquistaria agora 12,6% dos votos, contando com 36 deputados. 

O partido que estava no governo desde 2009 – e que apoiava, a par da Nova Democracia, o governo tecnocrata liderado por Lucas Papademos, designado no final de 2011 – assistiria a uma descida dos votos, já que conquistou 13,2% dos votos nas eleições legislativas, o que lhe atribuiu 41 lugares no parlamento. 

É no Pasok que, contudo, está a esperança de formar um governo na Grécia. O partido já admitiu uma coligação com a Esquerda Democrática, estando agora a tentar encontrar mais parceiros.

Se nas últimas eleições a Esquerda Democrática conseguiu 19 assentos, com 6,1% dos votos, a sondagem aponta para uma quebra até aos 4,9%, o que só lhe atribuiria espaço para 14 deputados. 

Partidos mais pequenos perderiam votos 

Os Gregos Independentes ficariam com 29 assentos (10,2%), próximos dos 33 alcançados no domingo (10,6%). Já os comunistas do KKE ficar-se-iam pelos 20 deputados eleitos, igualmente abaixo dos 26 de domingo (8,47% nas eleições contra 7% na sondagem).

A Aurora Dourada, o partido nacionalista que tem levantado polémica por ter, ontem, visto o seu blogue sido suspenso pelo Wordpress, também perderia votação. Em vez dos 6,97% dos votos gregos alcançados, e 21 deputados, o partido ficar-se-ia pelos 5,7%, o que corresponderia a 16 assentos.


O REGRESSO DA ESTRELA AMARELA

Embora muito diferentes na forma, disse e reafirmo que o neoliberalismo e o neonazismo são farinha do mesmo saco.
E as recentes afirmações de Passos Coelho sobre os desempregados consolidam essa minha convicção.
O ódio dessa gentalha pelos últimos da escala social (beneficiários do rendimento mínimo e desempregados)  não tem limites. E se os deixarmos tomar o freio nos dentes, qualquer dia obrigam-nos a usar a célebre estrela amarela.
Exagero? Olhem que não, olhem que não, senhores doutores! 




blog A dita e o balde

COPLAS DE AMOR web.wmv





Canção do Xico

este é um projecto
um olhar directo
para uma canção
não sei se alguém irá cantá-lo
mas não me ralo
sei que tem tesão

vivo num País de caca
de mangas de alpaca
malucos da tóla
peregrinos duma e doutra senhora
gente doutôra
fanáticos da bola

rebanho barulhento
discurso ferrugento
mas é tudo treta
na hora de decidir
é tudo a fugir
a dar á perneta

depois limpam as mãos
e como bons cristãos
até vão á missa
mesmo a morrer de fome
se há um que come
tudo enfeitiça

ardentes na luta
aos filhos da puta
muitos dizem estar
mas é tudo "fruta"
fora de prazo, caduca
só pra enganar

rogam unidade
justiça, verdade
em tons falsetes
mas na realidade
escondem-se da verdade
em gabinetes

falsos profectas
simples marionetas
do rico patrão
vis pregadores
deturpadores
da revolução

pau pra toda a obra
a banha da cobra
andam a vender
e os que são incautos
difíceis arautos
virão a sofrer

se isto não muda
vai ser uma peluda
para o capital
vão sugarnos o sangue
e o Povo exangue
morre afinal

António Garrochinho

Jorge Palma Jeremias O fora da Lei




Patético

Tudo passa e se renova
Não há hora derradeira e final
Há apenas a mudança da vida
O passar de gerações.

Muda o cambiante das cores
E o vento traz uma canção diferente
E o mar fica gritante e dorido
Adivinha a mudança.

As formigas recolhem ao celeiro
Não as vemos
Caminhando nas pequenas estradas
Feitas por elas.

As cigarras deixam de cantar
Não têm casa
Nem sonhos a realizar.

Tons dourados 
Espelhados no mar
E uma canção dolente.

Se fala de amor
O mundo liberta-se da dor
E da amargura pungente.

E nada me pode agredir
E tudo é o Princípio
Não há Fim!...

Fechar os olhos
Sentir-te em mim
Perder-me na noite
Junto a ti.

Sonhar o nosso espaço
Pisando a terra
Olhando o chão
Clareando a vida.

O poeta chora
O poeta sorri
O poeta sofre
O poeta vive
O poeta é a pétala
Dos reflexos inúteis.

Mas esquece tudo
No abraço íntimo do amor
De um amor diferente.

Para que sobrevivas
Eu cairei antes de ti
No teu abismo.

Patético momento...

Maria Luísa


Quase 150 mulheres foram eleitas para o parlamento da Argélia, onde na quinta-feira decorreram eleições legislativas, em consequência de uma lei da representatividade de género nas assembleias eleitas.
 

Quase 150 mulheres foram eleitas na Argélia
 
As mulheres passaram, assim, de 7% para 31,39% dos assentos parlamentares na Argélia (145 deputadas), devido à reforma presidencial adotada em novembro de 2011, que impunha aos partidos uma quota de mulheres de 20% a 50% dos lugares das suas listas, sob pena de serem eliminados do escrutínio.
A lei suscitou acesas polémicas entre os deputados homens, que consideram tratar-se de uma injustiça.
Nas eleições de quinta-feira, entre os 24916 candidatos aos 462 assentos parlamentares, 7700 eram mulheres.
Saida Bounab, da Frente de Libertação Nacional (FLN), o partido que garantiu 220 lugares no parlamento, é uma das três presidentes de câmara das 1541 províncias do país.
A responsável disse, pouco antes das eleições, que "depois da contagem, vai ser aplicada a regra dos três: as mulheres terão um número de assentos proporcional à percentagem" das deputadas eleitas no total dos parlamentares.
De acordo com a lei da representatividade das mulheres nas assembleias, "os lugares são repartidos em função do número de votos obtidos por cada lista" e "as proporções fixadas pelo artigo 2 (entre 20 e 50% dos assentos) estão obrigatoriamente reservados às candidatas mulheres, segundo a sua classificação nas listas" pelas quais concorrem.
A Frente de Libertação Nacional (FLN) ganhou as eleições legislativas de quinta-feira na Argélia, onde as mulheres representam 53% da população, obtendo com a União Nacional Democrática (RND), parceira de governo, a maioria absoluta no novo parlamento de 462 lugares.


SONETO SOBRE TELA

Perscruto estas palavras que burilo
Com olhos de embotado bisturi
Já meio gasto de medir-se aqui,
D`ir-se encontrando nisto e mais naquilo,

Mas nunca farta, reproduzo ao quilo
Exactamente as coisas que senti
Só pr`afirmar-vos que vos não menti,
Nem nunca poderia permiti-lo...

Agora as letras vão cedendo espaço
À cor das pinceladas do meu traço
E o poema, a sorrir, condescendente,

Exibe a cor das tintas que desfaço
Sobre os godés deste soneto escasso
Pr`a tela que se preze... ou se apresente...




Maria João Brito de Sousa 
blog pekenasutopias