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domingo, 6 de maio de 2012

Grécia - syryza - coligação de esquerda aumentou de 13 para 50 deputados - é agora a 2ª força no parlamento. -Alexis Tsipras: "Os resultados mostram que os gregos querem acabar com o memorando da barbárie" Os grandes vencedores das eleições gregas foram os partidos anti-austeridade. Os que não concordam com as medidas impostas pela ajuda externa. Nova Democracia e PASOK falam já em governo de unidade nacional mas o futuro político da Grécia é agora uma incógnita.G



Alexis Tsipras: "Os resultados mostram que os gregos querem acabar com o memorando da barbárie"


Os grandes vencedores das eleições gregas foram os partidos anti-austeridade. Os que não concordam com as medidas impostas pela ajuda externa. Nova Democracia e PASOK falam já em governo de unidade nacional mas o futuro político da Grécia é agora uma incógnita.
Nas eleições legislativas antecipadas na Grécia houve dois grandes derrotados: PASOK e Nova Democracia. Os dois maiores partidos – precisamente os que apoiaram as medidas de austeridade que permitiram a viabilização do segundo pacote de ajuda externa - viram as suas votações caírem abruptamente face aos resultados de 2009.


Ainda não são conhecidos os resultados finais mas é possível que as duas votações, em conjunto, não sejam suficientes para uma maioria absoluta no parlamento (que implica 36% dos votos). 


Para já tudo indica que a Nova Democracia vai obter o primeiro lugar, com 20,9% dos votos e que os socialistas descem para terceiro lugar com apenas 14,66% dos votos. Evangelos Venizelos, líder do PASOK, já classificou este dia como "particularmente doloroso". 


O partido que governou o país nos últimos três anos, liderado por George Papandreou, poderá sair destas eleições com o pior resultado de sempre. 


Contrariando todas as sondagens, o partido de esquerda Syriza, "salta" para segundo lugar com 15,22% dos votos. Ou seja mais do que triplica os valores previstos antes das eleições.


Assumidamente contra a austeridade, o Syriza, ou Coligação de Esquerda Radical, defende uma união de partidos de esquerda que "tire o país do caminho da austeridade destrutiva e da recessão profunda".


"O resultado de hoje mostra que os gregos querem cancelar o memorando da barbárie", disse Alexis Tsipras (na foto ao lado), líder do Syriza após serem conhecidos os primeiros resultados destas eleições. "Os gregos deram-me um mandato claro para fazer o que for possível para cancelar o acordo de resgate com aUnião Europeia e o Fundo Monetário Internacional". 


Tsipras voltou hoje a defender a união dos partidos de esquerda e revelou que vai amanhã mesmo começar a falar com esses partidos. 


No entanto, do lado do partido comunista a reposta volta a ser não. "Dizemos não" a uma coligação com o Syriza, reiterou Aleka Papariga, líder do KKE. Os comunistas deverão garantir 26 dos 300 assentos parlamentares. 


O Syriza, o KKE, os Gregos Independentes e a Aliança de Esquerda – quatro dos partidos que deverão garantir assento parlamentar – rejeitam qualquer cooperação com o memorando da troika. 


"Não nos queremos envolver com o memorando. Não faremos parte de decisões que empobrecem os gregos", afirmou Fotis Kouvelis, líder da Esquerda Democrática.


Já o líder dos Gregos Independentes, Panos Kammenos (na foto à esquerda), rejeitou qualquer hipótese de colaborar com o PASOK ou com a Nova Democracia, por rejeitar os termos do segundo pacote de ajuda. 


Recorde-se que este partido foi formado em Fevereiro deste ano por um antigo dirigente do Nova Democracia. Panos Kammenos incompatibilizou-se com Antonis Samaras após este ter apoiado as medidas de austeridade necessárias para viabilizar o segundo pacote de ajuda externa.


Quanto a uma possível coligação com o Syriza, Kammenos afirmou apenas que os dois partidos têm posições semelhantes em questões económicas mas diferem nas áreas de política externa, imigração ilegal e nas relações com a Turquia.


Nova Democracia está disponível para formar governo de salvação nacional

Samaras afirmou que a Nova Democracia pode fazer parte de um governo de salvação nacional, tal como propôs Evangelos Venizelos.“Não vou permitir que a Grécia continue sem governo”. A garantia foi dada por Antonis Samaras, líder do partido Nova Democracia, força que venceu as eleições de hoje na Grécia, mas que não conseguiu assegurar uma maioria absoluta. 
Samaras admitiu, por isso, que as pessoas não deram à Nova Democracia um mandato forte, ao demonstrarem o seu descontentamento com a economia. Nesse sentido, a Nova Democracia, “único pilar da estabilidade na Grécia”, está preparada para formar um governo de salvação nacional. 
“Estamos determinados em empreender uma iniciativa por um governo de salvação nacional assente em dois pilares: a nossa permanência no euro e alterações às políticas económicas do resgate”, afirmou Samaras em declarações transmitidas pela televisão estatal NET TV, citadas pela agência Bloomberg, depois de divulgadas sondagens com os resultados das eleições. 
Antonis Samaras afirmou que a Nova Democracia está pronta para formar um governo de salvação nacional, chamando todos os partidos que são a favor da Europa para a ele se juntarem. 
O líder dos socialistas do Pasok, Evangelos Venizelos, já tinha afirmado que deveria ser formado um governo deste género. 
negócios on line-hoje

clara nunes morena de angola

Gilberto Gil - Madalena

Rene Aubry ~ apres la pluie II

mensagens - desenhos - humor - António Garrochinho












POESIA DE ANTÓNIO GARROCHINHO








dia mundial da mãe - poesia de António Garrochinho




O DEVER DE LEMBRAR A VIDA!


Michelangelo, Madonna

 A  VIDA E A MORTE...

quadro do pintor russo Borisov-Murasov, "papoilas"

Hoje é um dia qualquer, um domingo tranquilo, festeja-se a “mãe”, passeia-se à beira-mar ou vai-se pelas serras e pelos campos verdejantes cheios de florinhas coloridas, amarelas, roxas, vermelhas... 

Vive-se a vida o melhor que se pode o dia que passa.

Filippino Lippi, Madonna

Mas ontem, anteontem, há muitos anos, houve dias horríveis! Separaram-se mães dos filhos. 


Mataram-se homens inocentes, aos milhões, estoiraram-se crianças de encontro aos muros, sufocaram-nas com gás, queimaram-nos como animais...

quadro do pintor israelita contemporâneo,  Dorín

Chamou-se a isso Holocausto, Shoah.

Para que nunca mais volte, é preciso não esquecer!

Quem salvar uma vida é como se salvasse a humanidade”, diz o Talmud. “E quem a corta na raiz?”
pormenor do quadro de Dorín

Elie Wiesel, 1987

Responde  Elie Wiesel, sobrevivente dos campos, escritor:

“Não poderei esquecer a noite, a minha primeiro noite  passada no campo. A noite que transformou a vida numa eterna noite. Sete vezes amaldiçoada e sete vezes selada.


Nunca conseguirei esquecer aquele fumo.

 Não esquecerei nunca os rostos das crianças cujos corpos foram transformados em espirais de fumo no azul do céu silencioso.

Nunca poderei esquecer as chamas que queimaram a minha fé. Nunca esquecerei o silêncio da noite que me privou, para toda a eternidade, do desejo  de viver.

Nunca poderei esquecer aqueles momentos que  destruíram  para sempre o meu Deus e a minha alma, e transformaram os sonhos em poeira.

Nunca conseguirei esquecer todas estas coisas mesmo que seja condenado a  viver tanto como o próprio Deus. Nunca.”


Judeus em Auschwitz
"experiências" no campo de concentração de Auschwitz




Como dizia o grande Poeta, Luís de Camões, que tanto sabia das injustiças, dos perigos da vida e das infâmias dos homens  - e do "silêncio" de Deus, "o céu sereno", perante o mal e a desgraça dos inocentes:  

entrada do campo de Auschwitz

Onde pode acolher-se um fraco humano/Onde terá segura a curta vida,/Que não se arme, e se indigne o Céu sereno/Contra um bicho da terra tão pequeno?”

libertação do campo de Auschwitz

Tem razão Elie Wiesel: esquecer esses mortos seria como matar os inocentes uma segunda vez...


Talvez fosse o momento de tentarmos (re) ler"A Noite", de Wiesel...


Deixo algumas imagens, chocantes, claro, neste "dia da mãe" sereno...



Jerónimo de Sousa foi substituído mas ainda não sabe...



No Público de hoje, Paulo Trigo Pereira, um omnipresente economista do estabelishmentausteritário, entre outras pérolas, sentencia a dado momento que «no mesmo dia, em Lisboa, o líder comunista e secretário-geral da CGTP cumpre o ritual da manifestação do Dia do Trabalhador, com críticas ao memorando da troika por pôr em causa a democracia e a soberania nacional, esquecendo que foi a quase bancarrota nacional o motivo da perda da soberania.»

Lido isto, apenas três caridosas observações:

Uma para agradecer a Paulo Trigo Pereira a novidade, ignorada por todos os media, de que Jerónimo de Sousa já não é o "líder" do PCP mas sim Arménio Carlos.

Outra para manifestar pena por Trigo Pereira não ter tido espaço para nos explicar se foi o PCP ou a CGTP que estiveram nos governos  que levaram à«quase bancarrota nacional».

E outra ainda para perguntar a Paulo Trigo Pereira quando é que nos deixa em paz com o seu  cansativo "ritual" de artigos sempre e sempre no mesmo sentido.


Os Inimigos de Abril e a Resistência destes Dias

Ter tempo para viver, ser pessoa, ser amigo, ser associativista, não é, nos dias de hoje, cheios de incerteza e inquietude, de agitação e de sonhos estagnados, caminho tranquilo, afigurando-se bastante complexo.
Faço fisioterapia, depois de um dia no gabinete onde tento ser útil à Comunidade. E procuro "descansar" de vários anos sucessivos, aprofundando conhecimentos, em cursos universitários.
Tenho reuniões da Aldraba, de cuja direcção sou vice-presidente, para lá daquelas em que discutimos e decidimos, no colectivo, o funcionamento da associação, dita do espaço e património popular. Nos últimos dias, lançámos a revista nº 11, na Casa do Alentejo, seguida do jantar dos sete anos da fundação estatutária. Esta semana eu e o presidente da direcção tivemos uma frutuosa conversa com o presidente da Sociedade Musical Ordem e Progresso, para a realização de iniciativas conjuntas, em prol do património, da memória, da cultura. Também estive no Mirantense, celebrando o início das comemorações dos seus 77 anos, aqui em representação da CML. E sobrou uma tarde (ontem) para participar num delicioso convívio, com a fisioterapeuta e alguns pacientes, com uma feijoada proporcionada na sede do Grupo de Cicloturismo Estrelas da Amadora.
Não deixei de participar nas manifestações do 25 de Abril e do 1º de Maio, enquanto momentos de afirmação do rumo desejado para uma existência de paz, construtiva, contudo também de indignação, pelos anseios frustrados.
Continuarei por aqui, no Mundo e no blogue, mas sempre reactivo. Contra os que nos Governos nos roubam o direito a termos vida digna, a sermos felizes. Mas também em oposição aos diversos parasitas, que se julgam sem deveres, e com direito a danificar património, como a estátua de Neptuno do chafariz da Praça da Armada, do século XIX, que uma bolada certeira partiu dedos e derrubou o tridente, que era símbolo identitário do bairro, ao ponto de lhe chamarem popularmente Zé do Garfo. Esses vândalos destroem estendais, vidros, prejudicam o merecido descanso de quem ganha a vida honestamente e põem em perigo automobilistas, sujeitos a atropelá-los, quando as bolas vão parar (inúmeras vezes) à estrada. Mas não se julgue que estou contra pobres criancinhas, trata-se de jovens adultos que não querem trabalhar, anti sociais, consumidores de estupefacientes, cuja  vizinhança, envelhecida teme,com medo de represálias. E assim se vive, na escravidão imposta pela Troika, com medo dos ratos de sargeta...que povo este, tão demissionário dos seus deveres civilizacionais contra a barbárie.
Inimigos de Abril não são apenas os capitalistas e os capatazes da cadeira do (aparente) poder. É também este povo abstencionista, inculto, egoísta, invejoso, alarve. Cuja revolta é sempre direccionada em relação ao parceiro mais próximo - vizinho ou colega de trabalho.
Ainda ontem escutei a um velho, na Amadora, que aquela cadeia de supermercados sobejamente publicitada, a propósito do desvario de umas promoções miserabilistas, tinha feito uma grande acção de cariz social, enquanto outros o contestavam, pondo a tónica na afronta ao primeiro de Maio, por quem tantos sofreram e deram a vida, em tempo de opressão. Além de provavelmente terem escoado produtos em fim de validade... Resposta inequívoca do traste: "Eu também vou morrer e já passei fome!O que é que interessa o1º de Maio?"
Não há dúvida, este povo é o seu maior carrasco, seja nos momentos em que elege políticos de muito má qualidade, ou quando, por qualquer conveniência e manha, ou até em nome de um qualquer coitadinhismo, aceita ser protagonista de vergonhoso labreguismo, trucidário desrespeito pelos direitos dos outros, falta de solidariedade manifesta, em arrogante demonstração anti-cívica e contrária aos mais elementares alicerces do edifício da convivência e da respiração do progresso. 
Portugal, enquanto possuir tão ditosos filhos, francamente úteis aos poderosos, não passará de um sítio mal frequentado, com sol, céu azul e boa comida, se não chover...ninho de inimigos de Abril, onde os resistentes têm pela frente muitas tarefas, para que não murche definitivamente o cravo da esperança.
Tolerância zero à cretinice, à hipocrisia, à malfeitoria disfarçada de ignorância. Zero!
Luís Filipe Maçarico (texto e fotografias)

DIA MUNDIAL DA MÃE


DIA MUNDIAL DA MÃE


Saúdo todas as MÃES, de todo o mundo!
Nem de outro modo poderia ser…

Ser Mãe é dar vida –à –vida! no mais lindo e terno milagre da Criação.
É ser árvore que gera ramos que geram folhas e flores, que vão dar fruto!
Ser Mãe é ser flor que desabrocha mesmo na alma da rocha!
…é ser Lua a sorrir, em fase Quarto-Crescente
marota…feliz…irreverente!
Ser Mãe , é ser segredo maior que sabe que vai ser alegria-na-dor!
Ser Mãe, é ser-mulher-a-dar-se e viver um momento mágico
que ninguém pode descrever!
É sorrir e é chorar! É sofrer-vivendo-a-amar!
É ter a liberdade de perder a Liberdade de Viver…
É amar a toda a hora de todos os momentos dos dias,
com ar de alegria e coração a gritar!
Que ninguém possa viver se te profanar, ventre de Mulher, com a força da violência!

Amo-vos, Mães do Mundo como Eu,
que tudo dais pelo vosso bocado de céu,
para que o Mundo-possa-Ser!



Nota: não pretendo ter escrito um poema!
É somente o meu sentir a viver nas Palavras do Amor de Mãe!


Marilisa Ribeiro
Maio de 2012-Homenagem às MÃES do MUNDO
blog LUSIBERO

Tendências politicas manifestam-se cedo. (anedota)

Um pai estranhava o comportamento do filho pois parecia não querer fazer nada, 
só queria boa vida sem esforço. Mas ao mesmo tempo metia-se em tudo. 
Então foi a um psicólogo que o aconselhou a fazer um teste para tentar adivinhar 
o que o filho seria para o futuro, diz para a mulher:
- O srº deve por uma nota de cinquenta euros sobre a mesa bem á vista, 
para representar a carreira bancária, ao lado colocou uma Bíblia, 
representando a carreira eclesiástica, 
e junto uma garrafa de uísque, para representar a vadiagem 
A seguir, escondem-se num local para observar o que ele escolhe.
O pai assim fez e chamou a esposa para assistirem juntos à revelação:
Passado uns momentos, o rapaz entrou na sala e observou os objectos arrumados sobre a mesa. 
Estranhando, olhou à sua volta e viu que estava sozinho. 
Observou a nota contra a luz, folheou a Bíblia e, depois, olhou de novo à sua volta e, 
rapidamente, tirou a rolha da garrafa e cheirou o conteúdo. 
Ao verificar que tudo era bom e não era falso, num gesto, meteu a nota na algibeira, 
colocou a Bíblia debaixo do braço, apanhou a garrafa pelo gargalo 
e saiu apressadamente da sala todo contente.
Ao ver aquilo o pai, exclama chocado:
- Meu Deus, Maria o nosso filho vai ser político!


Acesse o Artigo Original: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/05/tendencias-politicas-manifestam-se-cedo.html#ixzz1u5tCXLvY

Blog Não votem mais neles, pensem !





















É pelos olhos que descubro
O rosto para lá do rosto
Aquela orquídea escondida
No ventre da madrugada
O assinalar do teu corpo
Na escuridão desta noite.

E com estes lábios nus
Tomo-te o corpo
Num cálice de ternura.

Manuel F. C. Almeida
blog Avec le temps

Pacta sunt servanda


«O governo alemão vai permitir ao candidato à Presidência francesa François Hollande "salvar a face", mas espera que ele mantenha os compromissos assumidos em nome da França, nomeadamente o tratado orçamental, disse o ministro das Finanças germânico.
Wolfgang Schaeuble declarou que "Dissemos ao senhor Hollande que o pacto orçamental foi assinado e que a Europa funciona na base do 'pacta sunt servanda'", ou seja, os compromissos são para serem cumpridos, independentemente do governo que os assina". "Sempre disse que todos os governantes eleitos têm de poder 'salvar a face', por isso vamos discutir isto de forma amigável, mas não vamos mudar os nossos princípios", enfatizou o governante alemão.»

Mais do mesmo. O governo alemão até está disposto a fazer o favor de aceitar que os franceses escolham outro Presidente que não o Sarkozy, mas exigem que ele se comprometa com as politicas que impõem à Europa e aceite que quem manda são eles. Bom seria que este Hollande fosse homem de palavra e batesse o pá à Merkel, mas a a história já nos mostrou que estes eleitos de alterne acabam todos por fazer o mesmo e seguir as mesmas políticas. Não vamos ter de esperar muito tempo para tirar as dúvidas.


'O Grito’, de Edvard Munch, é leiloado em Nova York por US$ 119,9 mi

Uma das 4 versões da obra do artista norueguês foi arrematada por valor recorde na Sotheby’s

Quinta, 02 de Maio de 2012, 21h49
Andrew Burton/Reuters
'O Grito’, de Edvard Munch, é leiloado em Nova York por US$ 119,9 mi
Recorde. Obra de Munch: arrematada por comprador anônimo
AP, REUTERS e AFP
NOVA YORK - Uma versão do quadro O Grito, pintada pelo artista norueguês Edvard Munch (1863-1944), foi vendida ontem à noite pela casa Sotheby’s, em Nova York, por US$ 119,9 milhões, transformando-se no novo recorde de preço de uma obra arrematada em leilão. Seu valor ultrapassou as marcas anteriores já alcançadas nesse tipo de evento - o da pintura Nu, Folhas Verdes e Busto, de Pablo Picasso, leiloada pela Christie’s por US$ 106,5 milhões em 2010; e o da escultura L’Homme Qui Marche I, de Alberto Giacometti, vendida por US$ 104, 3 milhões no mesmo ano.

O Grito, tela realizada em 1895 por Munch, era o lote de número 20 do leilão de arte impressionista e moderna promovido pela Sotheby’s. Representava a grande expectativa da noite e foi arrematada por comprador anônimo. Trata-se da única versão da emblemática obra do artista norueguês que estava nas mãos de um colecionador privado, o empresário norueguês Petter Olsen, cujo pai foi amigo e mecenas do artista.

Em sua carreira, Munch realizou quatro versões de O Grito - pintadas entre 1893 e 1910. A tela expressionista, símbolo da ansiedade humana, retrata um homem gritando sobre uma ponte em meio a uma atmosfera de cores tortuosas e fortes (com predominância do laranja, que forma as faixas do céu).

Simon Shaw, diretor da casa de leilões, afirmou que o quadro “define a modernidade e é instantaneamente reconhecível porque corresponde a uma das poucas imagens que transcendem a história da arte e que têm alcance global comparado ao da Mona Lisa (de Da Vinci)”. A estimativa para O Grito era, inicialmente, de US$ 80 milhões.

O leilão de ontem da Sotheby’s, nos EUA, ainda colocava à venda obras de Chaim Soutine, Tamara de Lempicka, Constantin Brancusi e Alfred Sisley, entre outros artistas. Além de O Grito, destaques do evento, com 76 lotes, também foram um retrato de Dora Maar pintado por Picasso e vendido por US$ 29,2 milhões, e a obra Primavera Necrofílica, de Salvador Dalí, que chegou a US$ 16,3 milhões.

A temporada de leilões de primavera nova iorquina começou, na verdade, anteontem, com evento da outra prestigiada casa, Christie’s, que vendeu 28 lotes arrecadando cerca de US$ 117 milhões - apenas 3 obras não conseguiram compradores na ocasião. Nesse dia, os destaques foram os arremates de uma aquarela de Paul Cézanne (1839-1906), por US$ 19,12 milhões, e de uma natureza-morta pintada em 1907 por Henri Matisse, que chegou a praticamente à mesma cifra.

A obra de Cézanne, Um Jogador de Cartas, representa um esboço que o pós-impressionista francês criou em meados de 1890 para a concepção de uma de suas mais famosas telas, Jogadores de Carta. A peça pertencia à coleção privada de um médico que vivia em Dallas, no Texas, e morreu em setembro. A obra não era vista pelo público desde 1953. Foi arrematada por telefone, por colecionador anônimo.

Entre os destaques da Christie’s, ainda, O Descanso, retrato de Marie-Thérese Walter, amante de Picasso, pintado pelo artista em 1932, foi vendido por US$ 9,88 milhões. O evento também apresentou uma seleção de outras obras do espanhol, criadas em diferentes épocas e de distintos estilos. Como Femme Assise, de 1953, uma tela geométrica representando uma mulher que faz lembrar Françoise Gilot, outra das amantes de Picasso e mãe de dois de seus filhos.

Estima-se que a temporada de leilões de maio de Nova York atinjam a cifra de US$ 1,5 bilhão em vendas. 

VIDA, LUTA E MORTE DE ERNESTO GUEVARA - 2ª PARTE

Apelo de Che Guevara

Apelo de Che Guevara em maio de 1967
"Em quase todo continente americano os capitais dos Estados Unidos mantêm uma primazia absoluta. Os governos fantoches, ou fracos e medrosos, não podem se opor ao mestre Yankee. Não há outro caminho: ou Revolução socialista ou caricatura de Revolução. Isto quer dizer uma guerra longa. Toda nossa ação é um grito de guerra contra imperialismo e um apelo veemente à unidade dos povos contra o inimigo da humanidade: os Estados Unidos... Pouco se importa onde a morte nos surpreenderá: que ela seja bem vinda, contanto que nosso grito de guerra seja ouvido, que outras mãos peguem em armas e que outros homens se levantem para entoar cantos fúnebres em meio do barulho das metralhadoras e de novos gritos de guerra e vitória."


Cartas


Aos filhos
Queridos Hildita, Aleidita, Camilo, Célia e Ernesto:
Se alguma vez tiverem que ler esta carta, será porque eu não estarei mais entre voçês. Quase não se lembraram de mim e os mais pequenos não recordarão nada.O pai de voçês tem sido um homem que atua, e certamente, leal a suas convicções. Cresçam como bons revolucionários. Estudem bastante para poder dominar as técnicas que permitem dominar a natureza. Sobretudo, sejam sempre capazes de sentir profundamente qualquer injustiça praticada contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Essa é a qualidade mais linda de um revolucionário. Até sempre, meus filhos. Espero vê-los, ainda. Um beijão e um abraço do Papai.
Ao Fidel Castro:
 Até a vitória, sempre!
Lembro-me nesta hora de muitas coisas, de quando te conheci na casa de Maria Antonia, de quando tu me propuseste vir , de toda a tensão dos preparativos.
Um dia vieram perguntar a quem devia avisar em caso de morte e a possibilidade real do fato nos golpeou a todos. Depois, soubemos que era certo, que numa revolução (verdadeira) ou se triunfa ou se morre. Muitos companheiros ficaram pelo caminho em direção à vitória.
Hoje, tudo tem um tom menos dramático, porque somos mais maduros, mas o fato se repete. Sinto que cumpri a parte do meu dever que me ligava à revolução cubana em seu território, e me despeço de ti, dos meus companheiros, do teu povo, que já é meu.
Faço uma renúncia formal a meus cargos na direção do partido, da minha função ministro, do meu grau de Comandante, da minha condição de cubano. Nada legal me liga a Cuba, a não ser laços de outra natureza que não se cortam com as nomeações.
Rememorando minha vida passada, penso ter trabalhado com suficiente honradez e dedicação para consolidar o triunfo revoluvionário. Minha única falha de certa gravidade foi a de não ter confiado em ti desde os primeiros momentos da Sierra Maestra e de não haver compreendido com suficiente rapidez tuas qualidades de condutor e de revolucionário. Vivi.
A sua filha mais nova:
"Minha querida filhinha, minha pequena Mão, você não sabe como é difícil o mundo em que você vai ter que viver. Quando você crescer, esse continente inteiro, e talvez o mundo inteiro, estará lutando contra o grande inimigo, o imperialismo ianque. Você também vai ter que lutar. Eu posso não estar mais aqui, mas a luta incendiará o continente"
A seus pais:
Queridos viejos:
Uma vez mais sinto sob os calcanhares as costelas de Rocinante. Retorno para a estrada com o escudo no braço. Nada de especial mudou, exceto que estou mais cônscio, meu marxismo está mais arraigado e mais cristalizado. Creio na luta armada como única solução para os povos que lutam para se libertarem e sou coerente com minhas crenças. Muitos me chamarão de aventureiro, e o sou, mas de um tipo diferente, sou daqueles que colocam a vida em jogo para demonstrar as suas verdades.
É possível que esta seja definitiva. Não estou buscando por ela, mas está dentro dos cálculos lógicos das probabilidades. Se tiver que ser, então este é o meu último abraço.
Amei-os muito, só que não soube mostrar o meu amor. Sou extremamente rígido em meus atos e creio que houve ocasiões em que vocês não me entenderam. Por outro lado, não era fácil entender-me (...).Agora, a força de vontade que aprimorei com o deleite de um artista levará para diante minhas pernas fracas e meus pulmões cansados. Vou conseguir
Lembrem-se de vez em quando deste pequeno condottiere do século XX (...).Para vocês, um abraço grande e apertado de um recalcitrante filho pródigo.
 VÍDEO SOVIÉTICO SOBRE CHE GUEVARA


 de Fidel para Che





      Um Modelo de Revolucionário

Não apenas reunia essa dupla característica de ser homem de idéias, e de idéias profundas, e homem de ação, mas Che possuía, como revolucionário, as virtudes que podem ser definidas como a mais cabal expressão das virtudes de um revolucionário: homem íntegro, homem de honradez suprema, de sinceridade absoluta, homem de vida estóica e espartana, homem em quem praticamente, em sua conduta, não se encontra uma só mancha. Constituiu, por suas virtudes, o que se pode chamar de verdadeiro modelo de revolucionário. Na hora da morte dos homens, costuma-se fazer discursos, destacar as virtudes, mas poucas
vezes como nesta ocasião pode-se dizer com mais justiça, com mais exatidão, de um homem o que dizemos de Che: que constituiu um verdadeiro exemplo de virtudes revolucionárias!

Mas, além disso, tinha outra qualidade, que não é uma qualidade do intelecto, que não é uma qualidade da vontade, que não é uma qualidade derivada da experiência, da luta, mas uma qualidade do coração, porque era um homem extraordinariamente humano, extraordinariamente sensível!

Por isso dizemos, quando pensamos em sua vida, quando pensamos em sua conduta, que constituiu um caso singular de um homem rarissimo, porque foi capaz de conjugar em sua personalidade não apenas as características de homem de ação, mas também de homem de pensamento, de homem de imaculadas virtudes revolucionárias e de extraordinária sensibilidade humana, unidas a um caráter de ferro, a uma vontade de aço, a uma tenacidade indomável.

Por isso, legou as gerações futuras não apenas sua experiência, seus conhecimentos como soldado destacado, mas também obras de sua inteligência Escrevia com a virtuose de um clássico da língua Suas narrações da guerra são insuperáveis. A profundidade de seu pensamento é impressionante. Nunca escreveu absolutamente nada sem que o fizesse com extraordinária
seriedade, com extraordinária profundidade, e alguns de seus escritos, não duvidamos, passarão á posteridade como documentos clássicos do pensamento revolucionário.

Assim, como fruto dessa inteligência vigorosa e profunda, nos deixou uma infinidade de recordações, uma infinidade de relatos que, sem seu trabalho, sem seu esforço, talvez pudessem
ter sido esquecidos para sempre.

Trabalhador infatigável, nos anos que esteve a serviço de nossa pátria não conheceu um só dia de descanso. Foram muitas as responsabilidades que lhe destinamos: como presidente do Banco Nacional, como diretor da Junta de Planejamento, como ministro da Indústria, como comandante de regiões militares, como chefe de delegações de caráter político, ou econômico ou fraterno.

Sua inteligência multifacetada era capaz de empreender, com o máximo de segurança, qualquer tarefa em qualquer ordem, em qualquer sentido. Assim, representou de maneira brilhante nossa pátria em inúmeras conferências internacionais, do mesmo modo como dirigiu brilhantemente os soldados em combate, do mesmo modo como foi um modelo de trabalhador à frente de qualquer das instituições que lhe destinaram; e para ele não houve dias de descanso, para ele não houve horas de descanso! Se olhássemos pelas janelas de seu escritório, as luzes permaneciam acesas até altas horas da noite, estudando, ou melhor dizendo, trabalhando ou
estudando. Porque era um estudioso de todos os problemas, era um leitor infatigável. Sua sede de abarcar conhecimentos humanos era praticamente insaciável e as horas que roubava de seu sono dedicava-as ao estudo.

Nos dias regulamentares de descanso, empenhava-se no trabalho voluntário. Foi o inspirador e o máximo impulsor desse trabalho que hoje é atividade de centenas de milhares de pessoas em todo o pais, o impulsor dessa atividade que cada dia ganha mais força nas massas de nosso povo.

E como revolucionário, como revolucionário comunista, verdadeiramente comunista, tinha uma infinita fé nos valores morais, tinha uma infinita fé na consciência aos homens. E devemos dizer que, em sua concepção, viu com absoluta clareza nos recursos morais a alavanca fundamental da construção do comunismo na sociedade humana.

Muitas coisas pensou, desenvolveu e escreveu. Há algo que se deve dizer em um dia como hoje; é que os escritos de Che, o pensamento político e revolucionário de Che, terão um valor permanente no processo revolucionário cubano e no processo revolucionário da América Latina. Não duvidamos de que suas idéias, suas idéias como homem de ação, como homem de pensamento, como homem de tantas virtudes morais, como homem de insuperável sensibilidade humana, como homem de conduta irrepreensível. têm e terão um valor universal.

Deixou-nos seu pensamento revolucionário, deixou-nos suas virtudes revolucionárias, deixou-nos seu caráter; sua vontade, sua tenacidade, seu espírito de trabalho. Em uma palavra, deixou-nos seu exemplo! E o exemplo de Che deve ser um modelo para nosso povo, o exemplo de Che deve ser o modelo ideal para nosso povo!

Se queremos expressar como aspiramos que sejam nossos combatentes revolucionários, nossos militantes, nossos homens, devemos dizer sem vacilação de nenhuma índole: que sejam
como Che! Se queremos expressar como aspiramos que sejam os homens das futuras gerações, devemos dizer: que sejam como Che! Se queremos dizer como desejamos que nossos filhos sejam
educados, devemos dizer sem vacilação: queremos que se eduquem no espírito de Che! Se queremos um modelo de homem, um modelo de homem que não pertence a este tempo, um modelo de homem que pertence ao futuro, de coração digo que esse modelo, sem uma só mancha em sua conduta, sem uma só mancha em suas atitudes, sem uma só mancha em sua atuação, esse modelo é Che! Se queremos expressar como desejamos que sejam nossos filhos, devemos dizer com todo o coração de veementes revolucionários: queremos que sejam como
 Che!


LETRA DO HASTA SIEMPRE COMANDANTE


Aprendimos a quererte
desde la histórica altura
donde el sol de tu bravura
le puso un cerco a la muerte.

Aquí se queda la clara
la entrañable transparencia
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.

Tu mano gloriosa y fuerte
sobre la historia dispara
cuando todo Santa Clara
se despierta para verte.

Aquí se queda la clara
la entrañable transparencia
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.

Vienes quemando la brisa
con soles de primavera
para plantar tu bandera
con la luz de tu sonrisa.

Aquí se queda la clara
la entrañable transparencia
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.

Tu amor revolucionario
que conduce nueva empresa
donde espera la firmeza
de tu brazo libertario.

Aquí se queda la clara
la entrañable transparencia
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.

Sequiremos adelante
como junto a ti seguimos
y con Fidel te decimos
"Hasta siempre Comandante!"
Carlos Puebla


CARLOS PUEBLA - HASTA SIEMPTE COMANDANTE - VÍDEO




Poemas





Eu sei! Eu sei!
Se sair daqui, o rio me engolirá...
É o meu destino: hoje devo morrer!
Mas não, a força de vontade pode superar tudo
Há obstáculos, eu reconheço
Não quero sair.
Se tenho que morrer, será nesta caverna.
As balas, o que podem as balas fazer comigo
se meu destino é morrer afogado? Mas vou
vencer o destino. O destino pode ser
conseguido pela força de vontade.
Morrer, sim, mas crivado de
balas, destroçado pelas baionetas, se não, não. Afogado não...
Uma recordação mais duradoura do que meu nome
É lutar, morrer lutando.


(Ernesto Guevara – 17 de janeiro de 1947)











Canto a Fidel


Vamos, ardoso profeta da alvorada,
por caminhos longínquos e desconhecidos,
liberar o grande caimão verde* que você tanto ama...
Quando soar o primeiro tiro
e na virginal surpresa toda selva despertar,
lá, ao seu lado, seremos combatentes
você nos terá.
Quando sua voz proclamar para os quatro ventos
reforma agrária, justiça, pão e liberdade,
lá, ao seu lado, com sotaque idêntico,
você nos terá.
E quando o final da batalha
para a operação de limpeza contra o tirano chegar,
lá, ao seu lado, prontos para a última batalha,
você nos terá...
E se o nosso caminho for bloqueado pelo ferro,
pedimos uma mortalha de lágrimas cubanas
para cobrir nossos ossos guerrilheiros
no trânsito para a história da América.
Nada mais
.
* Caimão verde era o nome alegórico atribuído à ilha de Cuba.
(Ernesto "Che" Guevara - poema escrito pouco tempo antes de embarcarem no iate Granma rumo à Cuba)


Contra o Vento e as Marés


Este poema (contra o vento e as marés) levará minha assinatura.
Deixo-lhes seis sílabas sonoras,
um olhar que sempre traz (como um passarinho ferido) ternura,
Um anseio de profundas águas mornas,
um gabinete escuro em que a única luz são esses versos meus,
um dedal muito usado para suas noites de enfado,
um retrato de nossos filhos.
A mais linda bala desta pistola que sempre me acompanha,
a memória indelével (sempre latente e profunda) das crianças
que, um dia, você e eu concebemos,
e o pedaço de vida que resta em mim.
Isso eu dou (convicto e feliz) à revolução
Nada que nos pode unir terá força maior.


(Ernesto "Che" Guevara - Poema dedicado à Aleida, sua esposa




Pobre velha María...
não reze para o deus inclemente que frustrou suas esperanças,
sua vida inteira,
não peça clemência desde a sua morte,
sua vida foi horrivelmente coberta de fome
e termina coberta pela asma.
Mas eu lhe quero anunciar,
numa voz baixa viril de esperanças,
a mais vermelha e viril das vinganças.
Quero jurá-la na exata
dimensão de meus ideais.
Pegue esta mão de homem que parece a de um menino
entre as suas, polidas pelo sabão amarelo,
esfregue os calos duros e os nós puros
na suave vingança de minhas mãos de médico.
Descanse em paz, María,
descanse em paz, velha lutadora,
seus netos viverão todos para ver a alvorada.


(Ernesto Guevara - Homenagem à sua paciente, ainda na época de médico, que morre vítima da asfixia da asma e do descaso social)

FOTOS DA VIAGEM PELA AMERICA LATINA COM GRANADOS






CARTEIRA DE FOTÓGRAFO



GRANADOS


















Harry Villegas (Pombo) 




Pombo era o nome de guerra e foi escolhido por Guevara . Foi o único que esteve com ele em todos os fronts, de Sierra Maestra à Bolívia. Um belo dia Fidel Castro chamou a ele e Carlos Coelho (Tumas) e disse que eles iriam encontrar Che na floresta congolesa. - "Ele nos disse que nossa missão principal era a segurança de Che ". Fidel deu a eles, como presente, dois relógios Rolex. A chegada na África foi decepcionante. Os 120 cubanos do grupo guerrilheiro estavam a pique do desespero . As forças congolesas não podiam ser mais desorganizadas.- "Che nos dava aulas de paciência. Ele insistia em lembrar que os hábitos e a cultura eram muito diferentes dos nossos. Ele nos pedia esforços para tentar compreendê-los." Depois do fracasso no Congo, Pombo e Tuma foram a Praga, encontrar Che, que viajava na clandestinidade . Meses depois outra vez reunidos na Bolívia, onde Tumas acabaria sendo morto. Antes de morrer, Tuma entregou a Guevara o Rolex que havia ganho de Fidel e pediu a ele que entregasse a seu filho que nascera em quanto ele estava longe de Cuba . Quando Che foi assassinado na vila de L Higuera, um dos dois relógios capturados com ele era de Tuma . Pombo, com Tamayo e Benigno (que posteriormente exilou-se em Paris) , é um dos três sobreviventes da guerrilha na Bolívia. Foi também um dos poucos soldados profissionais a merecer a Ordem de Heróis da República de Cuba . Ele esteve em missões em Angola, Moçambique e Nicarágua. Tem 56 anos e ocupa o posto de Brigadeiro - General. Enrique Oltusky Era chamado "O Pequeno Polaco". Estudou arquitetura em Mimai e se graduou em 1954. No seu primeiro encontro com Che, manteve uma séria discussão sobre a questão "a revolução deve ficar escondida ou não". Che defendeu ardorosamente a posição de que devia se fazer a maior publicidade possível sobre o que se passava em Cuba. Em 1959, vencia essa questão, foi escolhido ministro das Comunicações do novo governo. Oltusky acabaria acompanhando Che nas suas várias funções administrativas e foi , durante 20 anos , representante oficial da indústria de pesca cubana. Ele trouxe essa experiência gerencial dos tempos em que era executivo da empresa Shell, pouco antes de decidir pela clandestinidade. Rogerio Acevedo Aos 56 anos, o Major General Rogelio Acevedo tem uma carreira militar extensa e bem - sucedida, tendo sido inclusive ministro de Armas e Tecnologia. Começou sob o comando de Che no verão de 1957, no vale de El Hombrito, no coração de Sierra Maestra.Rogelio tinha 16 anos e caiu para a clandestinidade junto com o irmão mais moço, Enrique. Ele considera o exemplo de Che vital na sua existência e na sua carreira. "Ele poderia ter conseguido a vitória e voltar para a Argentina, mas não, ele preferiu continuar trabalhando brutalmente, noite e dia, dormindo quatro ou cinco horas, para tentar organizar esta revolução de uma maneira dedicada e desinteressada". Há sete anos, Rogélio foi colocado de maior autoridade da aviação civil em Cuba. "Eu não entendia nada de aviões, mas essa era uma tarefa e eu tinha que assumi-la, exatamente como o ´Argentino´ me ensinou ". Jorge Serguera Rivieri Mais conhecido como "Papito Serguera" era advogado e doutor em filosofia e artes quando se juntou a guerrilha. Durante a campanha foi uma parceria assídua para Che nos jogos de xadrez. Depois da vitória costumava visitar Che no ministério e manteve o hábito: "Costumávamos jogar entre oito e dez partidas ". Em 1963 foi indicado embaixador na Argélia. De lá ajudou a preparar os focos de guerrilha para Guevara no Congo e na Bolívia. Papito esteve com Che na sua segunda viagem à África, em fins de 1964 e começo de 1965. " Ele era humanista e um filósofo da História, com uma excepcional disposição para a ação". Serguera ocupou vários postos, desde diretor da Rádio e TV de Cuba até responsável por uma fábrica de lâmpadas. José Manuel Manresa Nunca chamou Guevara pelo nome. Era sempre "o comandante". Servia na fortaleza de La Cabaña, quando Guevara instalou-se lá, durante a marcha para Havana. Esteve com ele no Instituto de Reforma Agrária, depois no Banco Nacional de Cuba e no Ministério de Indústria. Se lembra que Che só permitia que os funcionários se alimentassem com a comida da cantina e fazia escândalo enorme caso flagrasse alguém se alimentando com "bugigangas" compradas na rua. "Era extremamente rigoroso com ele mesmo". Com a morte de Che, foi trabalhar no Ministério de Comércio Exterior. Hoje está aposentado, com 70 anos. Leonardo Tamoyo Núnez (Urbano) Ele chegou a Sierra Maestra com 15 anos. No primeiro dia que viu Che, o Comandante perguntou: "O que você está fazendo aqui?" "O mesmo que você", respondeu Tamayo.Esteve praticamente ao lado de Che durante 10 anos e sete meses . Aos 55 anos, Tamoyo ainda é um homem enérgico. É coronel e carrega no cinto a pistola russa CTDKNH 509, presente de Fidel. Foi um dos que escaparam atravessando o Andes: "Caminhamos 6 meses ". Segundo conta , ao ser capturado, Guevara carregava US$ 20 mil. "Era o financiamento da revolução. Os militares bolivianos nunca declararam esse dinheiro". Hoje Tamayo trabalha com Ramiro Valdés. José Ramon Silva Serviu durante toda a campanha contra Batista nas colunas 4 e depois na 8, ambas com Che. Foi ferido três vezes. "Um dia, durante um combate, um camarada tentou lhe oferecer uma lata extra de leite. Ele estava muito mal porque estava com um de seus habituais ataques de asma. Ele recusou, e só tomou uma colher". Silva esteve ao lado de Che na invasão da Baía de Porcos. Aposentou-se como coronel. Manuel Pineiro Losada (Barbaroja) Quando encontrou Che em Sierra Maestra já tinha seu "boletim" uma série de atos de sabotagem em sua cidade natal e em Havana. Mais tarde, em 1961, criou, com Ramiro Valdés, os primeiros núcleos de segurança que dariam origem ao Ministério do Interior. Ainda naquele ano colaborou com Che na escolha e preparação de focos de guerrilha na Argentina, Congo e Bolívia. "Che sempre sonhou com a revolução na Argentina, Bolívia e Congo seriam apenas degraus preparatórios", diz Piñeiro. Ele conta com um surpreendeu Che no se gabinete se equilibrando sobre uma linha imaginária: "Esta é a fronteira da Argentina e eu tenho que atravessá-la antes de ficar muito velho". Piñeiro conta que a excessiva audácia de Che era uma das suas preocupações constantes. Ele teve, por ordem de Fidel, a missão de acompanhar e monitorar Che na Bolívia: "Era minha principal função naquela época Nós informávamos Fidel quase diariamente sobre o que estava acontecendo na Bolívia, sempre que as condições de comunicação permitiam". Piñeiro diz que freqüentemente sonha com Che no seus últimos momentos. Ele está com 64 anos, e é casado com a escritora chilena Marta Harneker. Salvador Vilaseca Forné .Ele tinha 50 anos e Guevara 31. Era professor de matemática e deu aulas para Che. Uma vez, viajando juntos pela Europa, Guevara pediu-lhe para comprar alguns livros em sebos. Vilesca perdeu um vôo marcado para Madri para atender o pedido. Depois de alguns dias, Che foi indicado presidente do Banco Nacional de Cuba. Che ligou, convidando-o a trabalhar com ele como diretor. eu", respondeu Che. "Eu não entendo nada de bancos", objetou Vilaseca. "Nem Vilaseca passou enato a dar aulas de matemáticas para Che, duas vezes por semana, às terças, das 8 às 9, e aos sábados, das 8 até o horário em que Che se cansava. Às vezes as aulas chegavam até a noite. Primeiro ensinou-lhe matemática elementar, depois álgebra, geometria analítica, cálculo diferencial, cálculo integral e equações. Em 1964, Vilaseca disse-lhe: "Não tenho mais nada a ensinar a você".juntos Enato, por sugestão de Che, eles passaram a estudar matemática avançada até Che partir para a guerrilha no Congo. Vilaseca está com 88 anos. Aposentou-se como reitor da Escola Diplomática está escrevendo um livro: " O Che que eu conheci".Joel Iglesias Foi um dos mais jovens capitães de Che. Ele foi para a clandestinidade em maio de 1957, mas Fidel não aceitou sua inscrição. Serviu na tropa de Che. "Eu não sabia ler ou escrever e Che me disse que eu só poderia usar as insígnias depois que eu aprendesse. Quando eu aprendi ele me deu uma biografia de Lennin e disse que iria me fazer perguntas sobre o livro". Iglesias é hoje, aos 55 anos, coronel reformado. Ramiro Valdés Ramiro tinha 23 anos quando participou do ataque do quartel de Moncada, em 1956, e passou dois anos preso, junto com Fidel e outros sobreviventes daquela ação. Foi duas vezes ministro do Interior, a última entre 1979 e 1984 e atualmente comanda o grupo de informática e eletrônica, um consórcio compreendendo 10 mil funcionários, uma divisão do Ministério da Indústria. Segundo Ramiro , aprender com Guevara a ter respeito pelos outros e auto-respeito. Enrique Acevedo Enrique Acedo estava com hepatite, em casa, quando foi informado de que dois jornalistas estrangeiros tinham procurado por ele para falar sobre o Che. O Brigadeiro Enrique Acevedo não hesitou. Minutos depois ele aparecia no Hotel Nacional de Havana usando jeans e camiseta T-Shirt. Trazia com ele o livro publicado há três anos, com suas lembranças do tempo em que serviu na guerrilha sob as ordens de Che. "O Descamisado" , uma homenagem ao Argentino. Enrique subiu a Sierra Maestra aos 14 anos com seu irmão Rogelio, que tinha 16 na época. Ele tinha 17 quando Che soube que ele comprara dinamite de um revendedor norte americano. Como "punição", Guevara mandou-o para um curso universitário. Anos depois, Orlando Borrego, na época ministro da Indústria Açucareira, convenceu Fidel Castro a mandar Enrique juntar-se à força guerrilheira de Che, na Bolívia. "Quando soube, Enrique deu pulos de alegria", lembra Borrego. A viagem acabou não se realizando. Guevara morreu antes. Victor Bordón Foi pessoalmente o responsável pelo Movimento 26 de Julho na Sierra de Escambrey, onde Guevara chegou em outubro de 1958, comandando a coluna de 146 homens . Depois de uma invasão de mais de 550 quilômetros, que tomara 47 dias de lutas, Bordón, que já tinha o titulo de "comandante", encontrou Che e colocou sob seu comando suas tropas, com mais de 300 homens. "Ele imediatamente me rebaixou, chamando-me de capitão". Mais tarde, depois de um duro combate, Che congratulou-se com ele. "Belo serviço, comandante". Ao que Bordón retrucou: "Capitão, não comandante". Guevara confirmou Bordón como Comandante e Bordón pediu-lhe que, sendo assim, aproveitasse a primeira reunião da tropa para comunicar essa decisão. "Um homem pode ser rebaixado em público e promovido em silêncio", respondeu Che. Desde 1983, Bordón esta no comando da Comental, um consórcio de empresas com 840 trabalhadores. Aleida March Foi a última mulher de Che e mãe de quatro dos seus cinco filhos. Aleida conheceu Che quando tinha 24 anos e era ativista clandestina do movimento 26 de julho na província de Las Villas. "Meu relacionamento com ele era apenas o de companheiros da mesma causa" lembra ela . Depois da vitória da revolução ela casou-se com Che. "Eram tempos duros. Ele chegava em casa todas as noites às três, às vezes às quatro, ou mesmo as seis da manha. Não podia - mos ter o luxo de pensar numa casa para nós . Estávamos construindo uma nova sociedade!" - Aleida fala sem reprovações ou críticas. Quando Che partiu para o Congo e depois para a Bolívia, eles continuaram a se corresponder sempre que possível. Antes de partir Guevara deixou-lhes varias cartas, uma para Fidel, outra para seus pais , e uma outra para os filhos do casal .Para Aleida , deixou uma fita gravada de 60 minutos com seus poemas preferidos de Pablo Neruda, César Vallejo, Nicolás Guilen e outros. "Nosso plano era encontrarmo - nos novamente na Bolívia, e depois, quando envelhecêssemos, iríamos lembrar de passagens da nossa própria história" Trinta anos se passaram , Aleida está com 66 anos. Ela agora é encarregada do Arquivo Pessoal de Che em Havana. Todos os filhos fizeram carreiras universitárias. - Aleida é especializada em alergia, como o pai; Célia é veterinária ; Camilo e Ernesto são advogados. Juan Alberto Castellanos Elo perdido de Guevara com a Argentina. Em 1963 infiltrou-se na Argentina com Jorge Masseti para estabelecer um foco, que seria mais tarde operado por Guevara . Castellanos foi treinado e começou uma odisséia: Roma, Dakar, Rio, São Paulo, Santa Cruz de La Sierra, cochabamba, La Paz, de novo Cochabamba e de lá até a fronteira. Durante um combate, Masseti desapareceu. Um outro assistente pessoal de Che, Hermes, foi assassinado, e Castellanos detido em 4 de março de 1964. Ele passou vários anos numa prisão argentina, onde soube da morte de seu chefe Guevara. De volta a Cuba ele se reintegrou ao Exército cubano, tomou parte na guerra de Angola e, mais tarde, juntou-se à guerrilha sandinista na Nicarágua. Hoje, é coronel reformado. Oscar Fernandes Mell Formou-se em medicina em 1956 e um ano depois caiu na clandestinidade, indo lutar na coluna do Che. Foi ele quem cuidou do braço ferido do Comandante que entrou na capital, Havana, com uma tipóia em 1959. Foi um dos mais íntimos amigos, sendo médico da sua família. Esteve com o Che na guerrilha do Congo. Hoje está com 65 anos, tendo sido embaixador na Grã-Bretanha e na Finlândia. 


Enrique Oltusky 
Era chamado "O Pequeno Polaco". Estudou arquitetura em Mimai e se graduou em 1954. No seu primeiro encontro com Che, manteve uma séria discussão sobre a questão "a revolução deve ficar escondida ou não". Che defendeu ardorosamente a posição de que devia se fazer a maior publicidade possível sobre o que se passava em Cuba. Em 1959, vencia essa questão, foi escolhido ministro das Comunicações do novo governo.

Oltusky acabaria acompanhando Che nas suas várias funções administrativas e foi , durante 20 anos , representante oficial da indústria de pesca cubana. Ele trouxe essa experiência gerencial dos tempos em que era executivo da empresa Shell, pouco antes de decidir pela clandestinidade.


Rogerio Acevedo 
Aos 56 anos, o Major General Rogelio Acevedo tem uma carreira militar extensa e bem - sucedida, tendo sido inclusive ministro de Armas e Tecnologia. Começou sob o comando de Che no verão de 1957, no vale de El Hombrito, no coração de Sierra Maestra.Rogelio tinha 16 anos e caiu para a clandestinidade junto com o irmão mais moço, Enrique. Ele considera o exemplo de Che vital na sua existência e na sua carreira. "Ele poderia ter conseguido a vitória e voltar para a Argentina, mas não, ele preferiu continuar trabalhando brutalmente, noite e dia, dormindo quatro ou cinco horas, para tentar organizar esta revolução de uma maneira dedicada e desinteressada".

Há sete anos, Rogélio foi colocado de maior autoridade da aviação civil em Cuba. "Eu não entendia nada de aviões, mas essa era uma tarefa e eu tinha que assumi-la, exatamente como o ´Argentino´ me ensinou ".


Jorge Serguera Rivieri 
Mais conhecido como "Papito Serguera" era advogado e doutor em filosofia e artes quando se juntou a guerrilha. Durante a campanha foi uma parceria assídua para Che nos jogos de xadrez. Depois da vitória costumava visitar Che no ministério e manteve o hábito: "Costumávamos jogar entre oito e dez partidas ".

Em 1963 foi indicado embaixador na Argélia. De lá ajudou a preparar os focos de guerrilha para Guevara no Congo e na Bolívia. Papito esteve com Che na sua segunda viagem à África, em fins de 1964 e começo de 1965. " Ele era humanista e um filósofo da História, com uma excepcional disposição para a ação". Serguera ocupou vários postos, desde diretor da Rádio e TV de Cuba até responsável por uma fábrica de lâmpadas.


José Manuel Manresa 
Nunca chamou Guevara pelo nome. Era sempre "o comandante". Servia na fortaleza de La Cabaña, quando Guevara instalou-se lá, durante a marcha para Havana.

Esteve com ele no Instituto de Reforma Agrária, depois no Banco Nacional de Cuba e no Ministério de Indústria. Se lembra que Che só permitia que os funcionários se alimentassem com a comida da cantina e fazia escândalo enorme caso flagrasse alguém se alimentando com "bugigangas" compradas na rua. "Era extremamente rigoroso com ele mesmo". Com a morte de Che, foi trabalhar no Ministério de Comércio Exterior.

Hoje está aposentado, com 70 anos.


Leonardo Tamoyo Núnez (Urbano) 
Ele chegou a Sierra Maestra com 15 anos. No primeiro dia que viu Che, o Comandante perguntou: "O que você está fazendo aqui?" "O mesmo que você", respondeu Tamayo.Esteve praticamente ao lado de Che durante 10 anos e sete meses . Aos 55 anos, Tamoyo ainda é um homem enérgico. É coronel e carrega no cinto a pistola russa CTDKNH 509, presente de Fidel. Foi um dos que escaparam atravessando o Andes: "Caminhamos 6 meses ".

Segundo conta , ao ser capturado, Guevara carregava US$ 20 mil. "Era o financiamento da revolução. Os militares bolivianos nunca declararam esse dinheiro". Hoje Tamayo trabalha com Ramiro Valdés.


Salvador Vilaseca Forné 
Ele tinha 50 anos e Guevara 31. Era professor de matemática e deu aulas para Che. Uma vez, viajando juntos pela Europa, Guevara pediu-lhe para comprar alguns livros em sebos. Vilesca perdeu um vôo marcado para Madri para atender o pedido. Depois de alguns dias, Che foi indicado presidente do Banco Nacional de Cuba. Che ligou, convidando-o a trabalhar com ele como diretor. "Eu não entendo nada de bancos", objetou Vilaseca. "Nem eu", respondeu Che. Vilaseca passou enato a dar aulas de matemáticas para Che, duas vezes por semana, às terças, das 8 às 9, e aos sábados, das 8 até o horário em que Che se cansava. Às vezes as aulas chegavam até a noite. Primeiro ensinou-lhe matemática elementar, depois álgebra, geometria analítica, cálculo diferencial, cálculo integral e equações. Em 1964, Vilaseca disse-lhe: "Não tenho mais nada a ensinar a você". Enato, por sugestão de Che, eles passaram a estudar juntos matemática avançada até Che partir para a guerrilha no Congo.

Vilaseca está com 88 anos. Aposentou-se como reitor da Escola Diplomática está escrevendo um livro: " O Che que eu conheci".


Enrique Acevedo 
Enrique Acedo estava com hepatite, em casa, quando foi informado de que dois jornalistas estrangeiros tinham procurado por ele para falar sobre o Che. O Brigadeiro Enrique Acevedo não hesitou. Minutos depois ele aparecia no Hotel Nacional de Havana usando jeans e camiseta T-Shirt. Trazia com ele o livro publicado há três anos, com suas lembranças do tempo em que serviu na guerrilha sob as ordens de Che. "O Descamisado" , uma homenagem ao Argentino.

Enrique subiu a Sierra Maestra aos 14 anos com seu irmão Rogelio, que tinha 16 na época. Ele tinha 17 quando Che soube que ele comprara dinamite de um revendedor norte americano. Como "punição", Guevara mandou-o para um curso universitário.

Anos depois, Orlando Borrego, na época ministro da Indústria Açucareira, convenceu Fidel Castro a mandar Enrique juntar-se à força guerrilheira de Che, na Bolívia. "Quando soube, Enrique deu pulos de alegria", lembra Borrego. A viagem acabou não se realizando. Guevara morreu antes.


Victor Bordón 
Foi pessoalmente o responsável pelo Movimento 26 de Julho na Sierra de Escambrey, onde Guevara chegou em outubro de 1958, comandando a coluna de 146 homens .

Depois de uma invasão de mais de 550 quilômetros, que tomara 47 dias de lutas, Bordón, que já tinha o titulo de "comandante", encontrou Che e colocou sob seu comando suas tropas, com mais de 300 homens. "Ele imediatamente me rebaixou, chamando-me de capitão". Mais tarde, depois de um duro combate, Che congratulou-se com ele. "Belo serviço, comandante". Ao que Bordón retrucou: "Capitão, não comandante". Guevara confirmou Bordón como Comandante e Bordón pediu-lhe que, sendo assim, aproveitasse a primeira reunião da tropa para comunicar essa decisão. "Um homem pode ser rebaixado em público e promovido em silêncio", respondeu Che.

Desde 1983, Bordón esta no comando da Comental, um consórcio de empresas com 840 trabalhadores.


Aleida March 
Foi a última mulher de Che e mãe de quatro dos seus cinco filhos. Aleida conheceu Che quando tinha 24 anos e era ativista clandestina do movimento 26 de julho na província de Las Villas. "Meu relacionamento com ele era apenas o de companheiros da mesma causa" lembra ela .

Depois da vitória da revolução ela casou-se com Che. "Eram tempos duros. Ele chegava em casa todas as noites às três, às vezes às quatro, ou mesmo as seis da manha. Não podia - mos ter o luxo de pensar numa casa para nós . Estávamos construindo uma nova sociedade!" - Aleida fala sem reprovações ou críticas.

Quando Che partiu para o Congo e depois para a Bolívia, eles continuaram a se corresponder sempre que possível. Antes de partir Guevara deixou-lhes varias cartas, uma para Fidel, outra para seus pais , e uma outra para os filhos do casal .Para Aleida , deixou uma fita gravada de 60 minutos com seus poemas preferidos de Pablo Neruda, César Vallejo, Nicolás Guilen e outros. "Nosso plano era encontrarmo - nos novamente na Bolívia, e depois, quando envelhecêssemos, iríamos lembrar de passagens da nossa própria história"

Trinta anos se passaram , Aleida está com 66 anos. Ela agora é encarregada do Arquivo Pessoal de Che em Havana. Todos os filhos fizeram carreiras universitárias. - Aleida é especializada em alergia, como o pai; Célia é veterinária ; Camilo e Ernesto são advogados





DISCURSOS















Che fala ao povo cubano na "Rádio Rebelde" durante a revolução TEXTO ORIGINAL: "Durante todos los meses... ya son dieciséis los meses que llevamos en la Sierra Maestra, han venido periodistas de muchas partes del mundo y se han preocupado de...digamos, la parte anecdótica de esta guerra de guerrillas. Hoy aprovecho la oportunidad de la visita de un periodista cubano para dar al pueblo de Cuba el primer saludo que tengo oportunidad de dar. Un pueblo que he decidido defender conociéndolo solamente a través de la acción y el pensamiento de nuestro jefe, Fidel Castro." TRADUÇÃO: Por todos os meses... nós havíamos ficado aqui em Sierra Maestra por dezesseis meses... muitos jornalistas de todas as partes do mundo vinham aqui e eles se preocupavam com... digamos, a parte anedotal dessa guerra de guerrilhas. Hoje, eu aproveito a oportunidade da visita de um jornalista cubano pra enviar a primeira saudação que eu tive chance de mandar ao povo cubano. Pessoas que eu decidi defender conhecendo apenas através dos pensamentos e ações de nosso comandante, Fidel Castro."
Che em entrevista com a US-Television [1964] TEXTO ORIGINAL: "Lisa Howard: Así pues, Comandante Guevara, tenemos la impresión de que dos de sus problemas más importantes son esa dificultad a la hora de disciplinar al pueblo a un estado comunista y una especie de asfixiante burocracia... Che: Nuestros problemas ¿no? (asegurándose de que entendió bien) Lisa Howard: Sí Che: Nuestros dos problemas principales son: el imperialismo y el imperialismo. Entonces, después, pueden venir los demás. Pero ahora le puedo contestar a la pregunta que usted me hace." TRADUÇÃO: "Lisa Howard: Então, Major Guevara, tem se apresentado para nós que dois dos seus problemas essenciais são esta dificuldade de disciplinar as pessoas ao estado comunista e um tipo de burocracia sufocadora... Che: Nossos problemas, certo? (tendo certeza de que havia entendido a pergunta devidamente). Lisa Howard: Sim. Che: Nossos dois mais importantes problemas são o imperialismo e o imperialismo. Por isto, o resto pode vir mais tarde. Mas, agora, eu posso lhe dar uma resposta à pergunta que você faz."




O último combate.
Em novembro de 1966, Che chegou a La Paz, com documentos falsos, com o nome de Adolfo Mena, Enviado Especial da OEA, para realizar um estudo sobre as Relações Econômicas e Sociais vigentes no Campo Boliviano. A credencial foi fornecida pela Direção Nacional de Informações da Presidência da República. Nessa oportunidade, Che se apresentava bastante calvo e sem barba. Seu roteiro de viagem até La Paz incluiu Praga, Frankfurt, São Paulo e Mato Grosso.
O movimento guerrilheiro da Bolívia recebeu ajuda financeira, entre outros, de Cuba, Sartre e Bertrand Russel, que recolheram dinheiro nos meios intelectuais. Após onze meses de luta e uma série de peripécies, as guerrilhas foram dizimadas pelos "Boinas Verdes Quíchuas", tropa de elite do exército boliviano, treinada pelos Estados Unidos especialmente para esse fim.
Che foi ferido na tarde do dia 7 de outubro de 1967, à 13:30, aproximadamente. Atingido em várias partes do corpo, orientou seus captores na colocação de torniquetes para estancar as hemorragias. Em seguida, foi levado para Higueras, lugarejo a 12 km do estreito do Rio Yuro, onde aconteceu sua última batalha. Deixaram-no abandonado, sem nenhuma assistência, numa sala vazia da escola local. Após 24 horas e numerosas consultas chega a ordem: Che Guevara deve morrer.
O capitão Gary Salgado, chefe da companhia de rangers do 2º regimento que o capturou, dispara-lhe nas costas um rajada de metralhadora, de cima para baixo. O Coronel Andrés Selnich, comandante do 3º Grupo Tático, dá-lhe o tiro de misericórdia, com sua pistola 9 mm. A bala atravessa-lhe o coração e o pulmão.
Está morto o símbolo da guerrilha na América Latina, que se achou mais útil ao seu povo servindo à causa da Revolução Internacional que à da Medicina.
A extinta TV Tupi foi a única emissora de televisão no mundo a filmar o corpo de Che. A equipe estava em Valegrande, em virtude de problemas com o carro que a transportava, a caminho de Camiri, onde haveria o julgamento de Régis Debray, companheiro de Che que havia sido preso quando chegou a notícia da morte de Che. Filmaram a chegada de helicóptero, que trazia o corpo do guerrilheiro amarrado na sua parte exterior, o povo que o esperava e em seguida sua autópsia realizada num casebre que servia de necrotério ao Hospital Senhor de Malta, em Valegrande.
"Um Ernesto Che Guevara magro, de barba rala, olhos muito abertos e um sorriso estranho nos lábios mortos", lia-se no Jornal da Tarde de 11 de outubro de 1967.
Logo após mostrarem o corpo aos poucos jornalistas que conseguiram chegar a tempo ao local, arrancaram-lhe o dedo indicador, não se sabe pra quê, e incineraram seu corpo, pois temiam um peregrinação ao seu túmulo.
Em 1971, Fidel Castro tentou trocá-lo por prisioneiros cubanos, mas a Bolívia se recusou a negociar.
 "De Che nunca se poderá falar no passado." Fidel Castro.  


VIDEOS RAROS









O Che e o "mate"








A palavra deriva de "matis".
É uma infusão de uso
comun na América Latina,
principalmente na Argentina,
Paraguai e Uruguai.
A erva mate (Ilex
paraguariensis) é uma
planta perennifolia que
cresce em forma espontânea
no sul do Brasil, no Paraguai
e no norte da Argentina
.


1960







As folhas de "yerba mate"
secam-se e processam-se
como o chá. Serve-se
tradicionalmente num
recipiente que se obtém
de uma parte da casca
da aboborinha e se chupa
através de uma palhinha
chamada "bombilla".




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