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quinta-feira, 3 de maio de 2012


Redacção: As orelhas

As orelhas. As orelhas são muito úteis. As orelhas servem para segurar o lápis, o cigarro e o raminho de alfádega, que já ninguém sabe o que é. As orelhas centram muito bem a cabeça e estão no sítio certo para se puxar as orelhas. Hoje em dia é proibido puxar as orelhas nas escolas, só se for aos professores. Os puxões de orelhas aos professores são gravados no telemóvel e mandados, com uma grande risota, para o YouTube. Das escolas saem cada vez mais orelhudos. E entram no YouTube.
As orelhas produzem cera, cotão e pêlos, materiais altamente combustíveis. As orelhas ardem: se for a direita, é porque estão a dizer bem de nós; se for a esquerda, é porque nos estão a rogar na pele. Se arderem as duas ao mesmo tempo, o melhor é chamar os bombeiros. As orelhas também deitam fumo sem fogo, pelo menos nos desenhos animados.
As orelhas doem e quando doem chamam-se ouvidos e muitos nomes feios. As orelhas são vizinhas de porta do esternocleidomastóideo, que é o músculo mais famoso do mundo, à pala do Vasquinho da Anatomia. As orelhas, em casos extremos, servem também para a nossa alimentação. O Governo, a mando da troika, recomenda com molho-verde.
Às vezes as orelhas dão jeito para ouvir. Ouvir é bom e deve-se às orelhas. Portugal tem um primeiro-ministro que não é, porque não ouve. As orelhas do alegado primeiro-ministro de Portugal, no que aos clamores do povo diz respeito, são orelhas a fingir, orelhas de mercador. Eu gosto muito de orelhas e tenho duas. De momento.



Os donos de Portugal: Documentário para conhecer quem manda realmente hoje na terra de Abril

Audiovisual - Laboral/Economia-More Sharing Services Documentário de Documentário de. 48 minutos. Donos de Portugal é um documentário sobre cem anos de poder económico. O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza. Mello, Champalimaud, Espírito Santo -- as grandes famílias cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos -- Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base. Quando a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos 
trouxeram até aqui  

HUMOR - António Garrochinho



mensagem - dois, num - poemas de António Garrochinho



Kid Abelha - Lágrimas e Chuva (Acústico MTV)

FUTEBOL DE CAUSAS - Trailer Oficial

VIVA A PINHA CACÊTE !!! FOTOGALERIA 2012 - 2ª parte


No passado dia 2 de Maio realizou-se mais uma vez a tão tradicional Festa da Pinha em Estoi, esta festa realiza-se em todos os anos e pensa-se que tenha mais de um século de existência.
Para vos explicar melhor a origem desta tão antiga festa, tenho que recuar algum tempo, quando as pessoas de Estoi e de outras zonas do interior do Algarve, saiam de suas terras em direcção ao Alto Alentejo e as Beiras Interiores, para trocar ou comercializar os produtos da região que produziam, como por exemplo o figo, a amêndoa, a alfarroba, entre outros, trazendo de volta produtos dessas regiões ou dinheiro.
Como essas viagens eram longas e perigosas, os Almocreves, prometiam a Nossa Senhora do Pé da Cruz, que se fizessem essa viagem, de ida e volta, sem problemas, no dia 2 de Maio, fariam uma espécie de peregrinação a Ludo (pinhal perto de Almancil), onde festejavam a boa viagem feita, com um piquenique com comida abundante e bebida em maior quantidade e de lá traziam pinhas e alecrim para depositar uma fogueira em honra da santa padroeira dos Almocreves (N.ª Sr.ª do Pé da Cruz) na aldeia de Estoi.
À noite quando os Almocreves regressavam a Estoi, usavam archotes para se iluminarem no caminho pois nessa altura ainda não havia luz eléctrica e também para afugentarem os lobos que os tentavam atacar pelo caminho, e faziam a subida pela aldeia ate a Igreja do Pé da Cruz, gritando “VIVA À PINHA!!…VIVA À PINHA!!!”, quando chegavam a dita igreja depositavam as pinhas e o alecrim na fogueira como já referi anteriormente.
Existe também um traje característico da Festa da Pinha que é: Botas do campo, calças pretas, cinta preta ou vermelha por cima de camisa branca, colete preto, castanho ou cinzento, e um lenço vermelho e chapéu de feltro.
Ainda nos dias de hoje, apesar de já não haver Almocreves, se cumpre este tradição, na parte da manhã os “Almocreves” (que nos dias de hoje fazem-se passar por essa profissão por um dia) partem para Ludo, montados nos seus cavalos, charretes, tractores ou camiões enfeitados com flores, palmeiras e outras flores do campo, onde fazem um piquenique nos pinhais, e na parte da tarde, cerca das 18.30 saem de Ludo em direcção a Estoi, onde por volta das 22.30 fazem a subida a aldeia de Estoi, com os archotes iluminando toda a rua principal de Estoi, gritando “VIVA A PINHA!…VIVA A PINHA!” até à fogueira instalada junto à igreja do Pé da Cruz.


























OS MAIOS - TRADIÇÃO ALGARVIA DE REGOZIJO PELO MÊS DE MAIO E A CHEGADA DA PRIMAVERA- BREVEMENTE O DESENVOLTURAS E DESACATOS PUBLICARÁ UMA POSTAGEM Á IMAGEM DO ANO PASSADO SOBRE ESTA TRADIÇÃO








fotos de Regina Hirter




ULTIMA HORA - A TERRA TREMEU NO ALGARVE

Sismo de 3.7 abala São Brás de Alportel
Um sismo com magnitude 3.7 na escala de Richter e epicentro localizado a cerca de 10 km a Norte-Noroeste de São Brás de Alportel, Algarve, foi hoje sentido às 15h16, informou o Instituto de Meteorologia.

Fonte dos Bombeiros de São Brás de Alportel disse à Lusa que não foram recebidas quaisquer chamadas sobre o assunto no aquartelamento e que desconhecia o registo.

Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Algarve negou também que tenha sido recebida qualquer chamada sobre o assunto, mas um operacional disse à Lusa que um dos funcionários do Centro, localizado em Faro, sentiu o sismo.

Fonte da presidência da Câmara de São Brás de Alportel disse à Lusa que o sismo não foi sentido no edifício nem houve quaisquer chamadas para a Protecção Civil Municipal.

Fonte: CM


Mais cinco pingos agridoces


1. Independentemente de eventuais efeitos perversos na sua imagem, localizados em particular entre elites sempre horrorizadas com a “turba”, a política de preços do Pingo Doce, friso a palavra política, para além da mensagem ideológica óbvia no 1º de Maio, coerente com outros investimentos ideológicos fundacionais de Alexandre Soares dos Santos, sinaliza uma estratégia comercial que me parece destinada a ter sucesso dadas as circunstâncias cada vez mais difíceis de tantos trabalhadores, reformados ou desempregados com cada vez menos possibilidades. Eles sabem o país que estão a criar e o seu conhecimento deve ser levado a sério. A grande empresa é aliás um repositório de conhecimento.

2. Estamos perante a resposta comercial, que não é para quem quer, mas sim para quem pode empresarialmente, a uma economia sem pressão salarial para a qual esta política de compressão de preços por sua vez contribui à sua escala. É claro que os trabalhadores nunca recuperam pelo lado do preço aquilo que perdem pelo lado do salário directo e indirecto, mas cada um, isoladamente, não tem capacidade para fazer essa conta colectiva. Para isso precisamos de mecanismos de coordenação – de um Estado capaz, entre outras coisas, de resistir à chantagem fiscal do capital a sindicatos fortes, outras tantas formas de combater uma economia que erode a identidade do cidadão mobilizado, do trabalhador organizado, para cultivar a do consumidor atomizado. Este é sempre mais vulnerável às estratégias dessa concentração de poder que é a grande empresa, que tudo procura saber sobre os naturais “enviesamentos cognitivos” das pessoas, de que aliás se aproveita e que procura cultivar.

3. De qualquer forma, as pessoas fazem o melhor de que são capazes nas circunstâncias que são as suas. Esta hipótese não é trivial porque coloca o enfoque nas duas dimensões centrais da actividade política: o que as pessoas podem ser e fazer nas suas vidas, as tais capacidades, e as circunstâncias, já que as pessoas são, em parte, seu produto. Trabalhar em ambas as dimensões, desenvolver e humanizar, exige conhecimento e simpatia prévios, capacidade de se colocar no lugar do outro. Também assim se pode evitar o espectáculo, política e intelectualmente lamentável, dos que apoucaram quem foi ao Pingo Doce no 1º de Maio.

4. Se é verdade que a maioria dos trabalhadores consome tudo o que ganha, isto não significa que o consumo seja a única motivação para trabalhar, ao contrário do que afirmou um antigo historiador do movimento operário chamado Manuel Villaverde Cabral, um dos que deve ter esquecido o muito que leu e escreveu para ser capaz de estar com quem tem poder.

5. A referência às “leis da concorrência” como principio regulador é risível perante a realidade da grande empresa e do seu poder, inclusive na fixação de preços. O controlo não se faz pela ficção do mercado e das suas regras, mas sim pela realidade do controlo político democrático das actividades autoritárias e dos custos sociais da grande empresa capitalista.

SER CORRUPTO VIROU MODA - ERA UMA VEZ UMA EMPRESA....



Era uma vez uma empresa...

Havia uns senhores que faziam casinhas e tinham muito dinheiro mas queriam mais.
Para isso convidaram outros senhores e fizeram uma sociedade de construção de casinhas. Uns tinham os terrenos os outros tinham os tijolos,o cimento e as influências.
Decidiram então comprar mais uma empresa a meias.
A eles juntaram-se algumas das tais influencias dignas da total confiança,afinal quem não acreditaria num ex-ministro ou num administrador de um banco estatal.
Fizeram algumas obras para refrescar o visual e finalmente o estaminé foi devidamente inaugurado com pompa e circunstância e claro não podia faltar a lagosta servida em salva de prata acompanhada com o respectivo Moêt.
Passada a festarola pediram colaboração aos trabalhadores,fizeram-se promessas e tudo corria sobre rodas.
Os directores tinham ordenados de ministros,tinham carrinhos alugados pagos pela empresa, faziam festarolas “patrocinadas” pela empresa,era uma maravilha dava para tudo!
Quiseram mais e assim fizeram,mais uma empresa e assim nasceu o tal grupo.
Mais festas,festarolas e jantaradas sempre bem frequentadas.
O futuro prometia e as intenções eram as melhores.
Como era o tijolo que estava a dar,os abutres que sabem-na toda começaram a rondar venha mais outra empresa, esta “dada” de mão beijada como o melhor negócio do mundo!
Coitados nem eles sabiam o que estava para acontecer…
Os tais directores levavam uma vida de lordes,de manhã liam os jornais da véspera, depois os do dia,a seguir iam almoçar e tratar dos negócios privados. Á tarde chegavam faziam meia dúzia de telefonemas,arrumavam a secretária e “ala que é cardume”.
Os pacóvios dos trabalhadores que trabalhem que é para isso que são pagos…
Depois foi o 11 de Setembro e a crise avançou com pezinhos de lã.
O tijolo começou a acumular e os Americanos com medo e deixaram de vir.
Já não se vendiam casinhas o lucro para pagar políticos acabou e os favorzinhos deixaram-se de fazer.Era vê-los a debandar…
Os Pá-Tós ( patos bravos) deixaram de poder oferecer lagostas,tiveram que vender uma das empresas à pressa e os
ex-ministros, ex-administradores bancários começaram a zarpar de fininho.O Pá-tó mais novo encheu-se de dívidas e começou a arrastar os sócios.
“Caros colaboradores este ano não há aumentos para ninguém,ou querem ordenados ou aumentos, escolham!”
A crise veio em força e agora???
Os trabalhadores começaram a receber os ordenados tarde e a más horas com os cheques devidamente traçados mas os directores continuam a ler os jornais!
É uma empresa portuguesa com certeza!

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

VIVA A PINHA CACÊTE ! (IMAGENS 2011) - DURANTE A SEMANA O DESENVOLTURAS & DESACATOS IRÁ PUBLICANDO E ACTUALIZANDO AS IMAGENS DA FESTA DA PINHA E DA TRADIÇÃO - OS MAIOS