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sábado, 28 de abril de 2012


por Daniel Oliveira
Fica aqui o texto que publiquei, hoje, no "Expresso", sobre o Miguel. Pela intensa amizade e cumplicidade pessoal, política e profissional que com ele mantive, nos últimos 22 anos, falta-me o distanciamento que consegui ler noutros, em textos muito mais claros e relevantes sobre o que foi a vida e o percurso do Miguel. Tentei, mas não consegui. Uma espécie de anestesia não me deixa. Mas era obrigatório passar para o papel (era no papel que o Miguel se entendia) o imenso carinho que tinha, que tenho, que sempre hei de ter por este ruivo que mudou, em muitas coisas, talvez em muitas mais do que ele julgava, a minha vida. Sinto falta dele, e isso impede-me de escrever com clareza. Ficam as minhas desculpas por isso. Mas, mesmo assim, tenho de deixar escrito.




Nada tenho a escrever sobre política. O Miguel não me perdoaria isto. Deixar passar uma semana sem me entregar ao que sei fazer. As duas coisas a que me dediquei na vida – a política e o jornalismo – fiz ao lado dele, com ele. E para ele, por pior que tudo corresse, a escrita e a política não esperavam pelos nossos estados de alma. Nessa matéria, era implacável. Mas tinha, apesar disso, uma fome de vida como nunca vi em ninguém. E desconfiava de quem só vivia para grandes causas. Como podemos nós compreender o que devemos fazer pelos outros se nada sabemos deles? Como podemos nós lutar pelo outro se ele não for mais do que uma abstração? O Miguel gostava de pessoas antes de gostar de uma ideia.

Não, não me preparo para um panegírico. Panegíricos fazem-se a heróis. E o Miguel não era um herói. Não era uma estátua. Sim, foi detido com 15 anos pela PIDE. Sim, foi militante comunista quando era difícil. Sim, viveu sempre dividido entre a lealdade à sua “tribo” e o imperativo de não defender aquilo em que não podia acreditar. Mas, da sua coragem, o que mais importava era o desplante. Ter organizado os primeiros concertos em Lisboa quando isto era um deserto. Ter lançado um jornal e uma revista de esquerda quando isso era impensável. Ter-se mudado para o Alentejo e para a serra algarvia para trabalhar em desenvolvimento local quando o seu “estatuto” não o obrigaria. Ter voltado ao jornalismo, várias vezes, para nos oferecer maravilhosos documentários e livros. Ser, e isso era uma das nossas muitas cumplicidades, um incurável viajante. Os seus olhos terem continuado, até ao último dia, a brilhar com cada coisa nova que descobria, com cada coisa velha que defendia. Dos seus míticos ataques de fúria passarem com a mesma inesperada rapidez com que chegavam. Com as mulheres, com os lugares, com a política, com o trabalho, com tudo, o Miguel era intenso.

O Miguel era irremediavelmente humano em todos os seus defeitos e qualidade. Não faço um panegírico porque o Miguel não era apenas meu camarada. Não era sobretudo meu camarada. Era meu amigo. Com fraquezas, erros, injustiças. Como com todos os amigos, que não o são apenas por hábito, claro que me zanguei tantas vezes com o Miguel como ele se terá zangado comigo. Fizemos sempre as pazes sem uma palavra, apenas voltando porque tem de ser. O tempo permite que a amizade viva com o que não precisa de ser dito. E ao fim de 22 anos de um imenso carinho, mais de metade da minha vida, onde em cada momento me aparece o seu rosto, a sua voz, o seu riso estranho e o seu desvairado otimismo, os seus defeitos passaram a ser tão indispensáveis como as suas qualidades. Parte de mim.

O Miguel morreu (custa escrever) indecentemente cedo. Cedo demais para toda a energia que tinha e que, até ao último minuto, nunca o abandonou. Cedo demais para todos, e éramos muitos, que dele dependiam, como se depende de uma casa que, mesmo com infiltrações, sempre foi a nossa. Mas uma coisa é certa: o Miguel teve uma vida cheia. E encheu as dos outros. E como ele não me perdoaria que não falasse de política, deixou a nossa muitíssimo mais pobre. Há pouca gente com a sua ousadia. Na política, mundo repleto de bonecos insufláveis, não há quase ninguém. Sim, talvez o País aguente todas as perdas. Talvez a esquerda supere esta. Para mim, para todos os seus amigos, é que é mais difícil tapar este buraco.

Publicado na eição de hoje do "Expresso"


Revelação:Documento prova que Kadhafi ia financiar Sarkozy

por:Dn.pt-Hoje
A 12 de março, Nicolas Sarkozy tinha qualificado de "grotesco" um eventual financiamento da sua campanha presidencial de 2007 por Muammar Kadhafi. Mas, afinal, era verdade.
O site francês Mediapart, publicou este sábado, um documento assinado por um ex-dirigente líbio, que prova que o regime do antigo líder Muammar Kadhafi aceitou, em 2006, financiar a campanha presidencial de 2007 de Nicolas Sarkozy com uma verba de 50 milhões de euros.
Segundo avançou a France Press, no documento, escrito em árabe, Moussa Koussa, ex-chefe dos serviços de relações exteriores líbios, dá conta de "um acordo de princípio" para "apoiar a campanha eleitoral do candidato às eleições presidenciais francesas, o senhor Nicolas Sarkozy, com o montante de cinquenta milhões de euros".
A 12 de março, Nicolas Sarkozy tinha qualificado de "grotesco" um eventual financiamento da sua campanha presidencial de 2007 por Muammar Kadhafi.

revista ao rebanho




Soror Mariana: a escrita da paixão

Chagall - O Aniversário (1915)
Começas com o vocativo “meu amor” na 1ª carta dirigida au teu amante francês, Cavaleiro de Chamilly, antropónimo não nomeado conforme as conveniências, expondo pela palavra a plenitude do teu ser em contraste com o vazio da tua clausura conventual. Mas terá ele existido ou tudo terá sido obra do teu engenho amoroso? Paixão, a narrativa em forma de cartas com que deste sentido à tua vida ditada até então pela vontade de teus pais, já que excluída de dote para poderes casar e dar o teu corpo ao repouso do guerreiro como era de convenção. Após a partida do teu amante foste tecendo a teia da totalidade sem exterior, pois nada existia para lá desse círculo inexpugnável de desejo. Isso fecundaria o óvulo vazio da tua existência, fazendo desse nado-morto o sentido de uma vida. Acto de desmesura, loucura em linguagem comum, ou cegueira para tudo o que estava para lá do teu círculo mágico. Da tua inexorável solidão inventaste a íntima relação solidária com um cavaleiro que não te merecia mas que tu criaste com a força do teu desejo, um corpo a abrir-se à tempestade da paixão. O caos magnífico no lugar da ordem anquilosada. Tu eras eu, eu eras tu, sem fronteiras e necessárias pontes. O outro de ti fez crescer o absoluto em ti, o dizível indizível feito de palavras de nostalgia (a dor do impossível regresso) e simuladas vinganças (o suicídio como punição de amor). O espelho partiu para sempre mas não se fragmentou dentro de ti. Ou melhor, com os fragmentos dispersos, os estilhaços dos afectos, foste reconstruindo pela palavra a unidade perdida: o paraíso reencontrado com o sangue das palavras – o único sentido da tua vida. Diria contigo.
 Amo, continuo a amar-te no meu delírio de frases a flutuarem das entranhas do teu/meu corpo. Amo, logo existo. Deixei de ser a morte em forma de vida contra os códigos castradores. Escrever-te é o meu exercício da paixão, continuar a inventar-te como o elo que faltava para fundar a minha vida, para além da clausura imposta pelos fantasmas sociais. Dizer-te o meu corpo liberto na fúria dos afagos e dos beijos. O meu corpo aberto aos ritmos das tuas mãos e do teu pénis, faca terna a ferir-me na festa do prazer. Afirmação do meu corpo, do nosso corpo. Meu amante idealizado, como pudeste partir, partir-me, deslocar-me das raízes do meu sonho. És simultaneamente o adjuvante e o oponente, quando as tuas cartas escassas me iam destruindo a ilusão da tua paixão. Cheguei a dizer-te  subjugada e humilde, ao menos a compaixão, como forma de te sentir ainda ligado a mim, mais não fosse pela piedade, pela ternura última do grande amor. Mas já estavas longe, demasiado longe, distância lida na cada vez maior brancura das tuas cartas tão escandalosamente formais.
Foi todavia, Mariana, essa lonjura que seria a tua pulsão apaixonada da escrita da paixão. Escrever foi a tua catarse, foi o teu modo de te reinventares na ficção da paixão. Foi o teu modo de morrer de amor e ressuscitar pelo verbo: ocupar uma ausência – um lugar vazio. Dupla clausura a do teu corpo: a cela conventual e o insulamento definitivo. Mas escreveres foi o teu modo de reinventar o desejo, o teu e o dele. Amar é diferenciar, desamar é indiferenciar. Escrever o ardor do corpo amante, olhar o seu retrato, olhar-se como se fosse ele, até ao limite da perdição, da desordem (o caos interior), do dizer-se “eu não sou eu”, desapossada de ti pelo ser da paixão. Até ao limite de confessares  “eu escrevo mais para mim do que para ti” – círculo encerrado para sempre nos ardores do teu narcisismo. Da criação do absoluto. Fizeste então da paixão um exercício de estilo, a palavra do corpo para sempre liberto dos cilícios sociais. Daí a distância do ele da 5ª e última carta – a alteridade confirmada a desmerecer-te. Eros e Thanatos. Mas não morreste de amor, porque das cinzas do que te tomou como mulher-objecto, renasceste no negro a tingir as folhas brancas da tua vida morta. Palavras – teu corpo liberto. Escrever é tornar possível o desejo do impossível – a eternização do instante.
PS - À maneira de glosa das Cartas Portuguesas de Soror Mariana Alcoforado (freira no Convento de Nossa Senhora da Conceição, em Beja (1640-1723), traduzidas para francês e publicadas em Paris, em 1669, como sendo de autor anónimo.

Schiele - O Abraço (1917)

labirinto - dois, num - poemas ilustrados de António Garrochinho






A ES.COL.A da Fontinha...

O movimento ES.COL.A da Fontinha é um exemplo flagrante dos tempos que correm. Partindo de uma iniciativa cívica que devolveu a vida a um imóvel desocupado, cujo estado, progressivamente degradado,  ameaçava reduzir-se a mais um sinal público da deterioração patrimonial, a ES.COL.A da Fontinha tornou-se o centro de um conjunto de actividades que vão da música ao teatro e do yogaao apoio social e até alimentar, num bairro problemático do Porto... e hoje, crianças e adultos, são unânimes em reconhecer o interesse público desta realização, demonstrando o seu apoio aos dinamizadores do movimento que, intitulados como Okupas, deram um exemplo da capacidade de construção de uma obra social, laica e de mérito... e se dúvidas houvesse sobre a adequação da iniciativa às necessidades dos cidadãos, testemunho inequívoco do seu sucesso cívico é o facto do ataque que contra ela foi desencadeado pelas autoridades ter obtido, por parte da população, uma extraordinária adesão mobilizadora que emociona e surpreende o país pela sua persistente tenacidade, fundada na razão. Por isso, a agressividade policial e a grosseria das atitudes que despejaram para a rua as roupas, pertences e móveis do movimento associativo que protagoniza esta realização da sociedade civil, mais não é do que a expressão de uma total incapacidade institucional relativamente à compreensão dos direitos das pessoas e de uma inflexibilidade dos procedimentos burocráticos que apenas reforça e evidencia a profunda divergência entre a eventualmente alegada "ordem pública" e o bem-comum... 
blog A nossa candeia

palhaços, arlequins e afins




Escolhendo os bocados mais apetitosos
CDS/PP, BE, PSD e PS: JUNTOS A RETALHAR MOSCAVIDE.



Já em 1985 as freguesias de Moscavide e Sacavém foram amputadas de parte dos seus territórios para dar lugar à criação da freguesia da Portela.


Agora, como já por aqui se falou, o PSD da Portela, na Assembleia de Freguesia, aprovou uma proposta, com a abstenção do PS e o voto contra da CDU, de anexar à Portela mais 23 hectares da parte oeste de Moscavide, onde se situa a nova urbanização Jardins do Cristo Rei.


Entretanto na Assembleia da Republica já deram entrada um projecto do CDS/PP, e outro do BE, com propostas de anexar o território da frente ribeirinha das freguesias de Moscavide e Sacavém, concelho de Loures, à futura freguesia do Parque das Nações, Lisboa.


Intenção que, ficámos a saber agora, conta também com o apoio deAntónio Costa e vereadores do PS, PSD e CSD/PP da Câmara de Lisboa, apenas com o voto contra do vereador do PCP Ruben Carvalho.


blog Vermelho canalha - de Luisa Raposo - "Dentro do meu sexo a tua voz requer palavras; palavras nas quais eu balouço e gravito.




"Dentro do meu sexo a tua voz requer palavras; palavras nas quais eu balouço e gravito.Onde o odor insensato, balbuceia rápido palavras onde me rasgo e tudo, meu amor, tudo me abala dentro delas. Palavras onde todo afundas, e ardes cheio de gritos que mergulham e ao mesmo tempo fogem das formas, nos bordos raiados a vermelho... tão translucidamente..."
in "NYMPHEA"

SIM ! FOI ELE QUE DISSE !!! - Cavaco Silva diz que empresas não vão resistir à custa de salários baixos








salários baixos


O presidente da República Cavaco Silva disse, esta sexta-feira, em Águeda, que as empresas portuguesas não conseguirão afirmar-se nos mercados internacionais à custa de salários baixos, apelando a outras estratégias de crescimento.
 

Cavaco Silva diz que empresas não vão resistir à custa de salários baixos
 
"Que ninguém pense que as empresas portuguesas conseguirão afirmar, de forma sustentada, a sua competitividade no mercado internacional à custa de salários baixos. Existem sempre outros países que terão salários mais baixos do que Portugal", disse o presidente da República.
"Por isso, teremos de fazer um esforço acrescido na competitividade, na inovação, nos produtos novos, nos produtos diferentes, aproveitando também o que é diferente de todos os outros países, tal como cada concelho tem que aproveitar aquilo que é diferente dos outros concelhos", defendeu.
Discursando numa sessão solene no município de Águeda, onde conheceu várias medidas de modernização administrativa em curso nos serviços camarários, Cavaco Silva falou da importância da imagem do país nos mercados internacionais, criticando "agentes políticos e analistas" que, enfatizou, "não sabem da importância da imagem de um país" no exterior "e da perceção que os estrangeiros têm de Portugal para o nosso sucesso", disse.
Deu o exemplo de um empresário de calçado "de qualidade" que só conseguia vender mais caro a clientes externos desde que removesse a identificação 'feito em Portugal'.
"O mesmo poderia dizer dos vinhos, por exemplo, vinhos portugueses, da melhor qualidade, que são vendidos a preços mais baixos por causa da imagem do país", frisou Cavaco Silva.
"E é por isso que tenho vindo a empenhar-me fortemente e tenho várias iniciativas nesse sentido para mobilizar o mais possível os cidadãos que têm contactos com agentes do exterior para que nos ajudem a melhorar a imagem do país, para que os estrangeiros conheçam melhor as potencialidades de Portugal.
No seu discurso na sessão solene no 25 de Abril, o Presidente da República exortou "todos os portugueses" a corrigir a falta de informação e a desinformação que diz existir no estrangeiro sobre Portugal, sublinhando que isso contribuirá para o crescimento da economia e a criação de emprego.
"Todos os portugueses e não apenas os agentes políticos têm o dever de mostrar ao mundo o valor do seu país. Neste 25 de Abril, a minha intervenção tem um objetivo preciso e uma razão prática: exortar os nossos concidadãos a corrigir a falta de informação ou até a desinformação que subsiste no estrangeiro sobre o país que somos", apelou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva.
Se essa tarefa for feita com sucesso, sublinhou, estar-se-á a contribuir para melhorar as condições da economia e da criação de emprego.


Escola de Tomar gasta 20 mil euros em 12 candeeiros, para ajudar os ricos de Portugal?

siza vieira despesismo

A SECUNDÁRIA JÂCOME RATTON, EM TOMAR, 

TEM 12 CANDEEIROS DO ARQUITECTO SIZA VIEIRA 

qUE CUSTAM NO MERCADO MAIS DE 20 MIL EUROS.

Foram pagos pela Parque Escolar, 
ustam quase 1.700 euros cada e iluminam a nova sala polivalente.
Ficou bem claro no contrato, qual o amigo que deveria 
er bafejado com o beneficio dos impostos dos portugueses, 
ois o contrato dizia claramente que a iluminação 
«deve ser do modelo Lorosae da Reggiani ou de qualidade equivalente». 
Ou seja define especificamente a opção pela iluminação desenhada pelo premiado arquitecto.
E enquanto uns alunos andam a fazer ginástica à chuva, estudam em salas 
em janelas e escolas sem WC, há uns senhores que precisam de fazer pela vida 
e escoar os produtos que fabricam... para fugir da falência! Mas os honestos não tem como fugir, 
ois estão condenados a competir num país onde a competência, o sucesso, e os tachos 
ão decididos por interesses que se sobrepõem à livre concorrência. 

Mais estranho ainda é que a sala foi feita com material do mais barato, é forrada a madeira de caixote 
e tem um pavimento de cimento, que são materiais de baixo custo.

Mas tudo tem uma explicação que nos deixa tranquilos e cientes que estes senhores, 
que abusam dos nossos impostos são muito competentes e poupados.
Calma pois apesar de serem caros, já estavam previsto na obra... Assim ficamos mais descansados!
«São candeeiros relativamente caros, mas estavam previstos no projecto original», contrapõe o engenheiro José Teixeira.
A direcção da escola também desvaloriza o assunto...
Calma... são caros mas quem olha, pensa que são uns quaisquer da IKEA. Ficamos de novo mais descansados. 
«São candeeiros simples. à primeira vista ninguém diria que são do Siza Vieira», desabafa o director José Possante. 
Ou seja o despesismo, claramente danoso e tendencioso foi-nos explicado de forma a que tudo seja claro e justo.
Foram 20 mil euros mas já estava previsto. E????
Foram 20 mil euros mas nem se nota... quem olha. E???


Acesse o Artigo Original: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/04/escola-de-tomar-gasta-20-mil-euros-em.html#ixzz1tKhazyqw

blog Não votem mais neles, pensem !

Empréstimos

Tribunal diz que entrega da casa ao banco salda toda a dívida



<p>No primeiro trimestre de 2012 foram entregues aos bancos 2300 imóveis</p>
No primeiro trimestre de 2012 foram entregues aos bancos 2300 imóveis
 (Foto: Adriano Miranda)
É uma decisão inédita da justiça portuguesa e foi tomada por um juiz do Tribunal de Portalegre. O magistrado decidiu que em caso de incumprimento, a entrega da casa ao banco liquida toda a dívida.

A sentença, divulgada neste sábado pelo Diário de Notícias e que já transitou em julgado, é de Janeiro deste ano e pode, segundo o mesmo jornal, fazer toda a diferença para muitas das famílias portuguesas que não conseguem pagar os empréstimos contraídos para a aquisição de habitação própria.

De acordo com o juiz de Portalegre, "há um enriquecimento injustificado" por parte dos bancos quando, após a entrega da casa ao banco (dação em pagamento), as instituições de crédito avaliam e adquirem a casa abaixo do valor dessa avaliação, exigindo, como contrapartida, a diferença entre o valor da avaliação e a venda ao próprio banco pelo preço estipulado por estes últimos.

Dito de outro modo: até aqui, quem pede um empréstimo e falha as suas obrigações era obrigado a pagar ao banco a diferença entre o valor da avaliação e o preço aplicado na venda do imóvel ao banco. E é esta regra que o juiz considerou um "enriquecimento injustificado" do banco.

O caso que está na origem desta decisão judicial remonta a Março de 2011. Teve origem num processo de divórcio em que ambas as partes assentaram que a dívida ao banco – referente a um empréstimo para compra de casa – era de 129.521 euros. De acordo com oDN, o imóvel foi avaliado em 117.500 euros, correspondente ao empréstimo no momento da escritura, em 2006.

O banco acabou por comprar o imóvel por 82.250 euros. E reclamaria os restantes 46.356 euros ao casal que tinha contraído o empréstimo e que se referia à diferença entre o valor da avaliação e o valor da compra. Uma reclamação que o juiz de Portalegre não validou, contrariando o entendimento comum em Portugal.

Em Espanha, porém, já houve decisões semelhantes que, a fazer jurisprudência em Portugal, poderá aliviar famílias com hipotecas ao banco. De acordo com os dados recentemente divulgados pela APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, no primeiro trimestre de 2012 foram entregues aos bancos 2300 imóveis, o que representa um aumento de 74% nas dações em pagamento face ao período homólogo de 2011. Nesse ano, foram entregues 6900 imóveis em dação em pagamento.

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