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quinta-feira, 26 de abril de 2012



O direito ao orgulho no trabalho bem feito

Imagine que não havia maternidades e que, ao romperem-lhe as águas, uma grávida que não confiasse em curiosas telefonaria ao seu médico assistente a anunciar-lhe que a coisa estava para breve.

Por sua vez, ele convocaria um a um os enfermeiros e restante pessoal auxiliar indispensável para ajudar no parto. Seguir-se-iam o aluguer, pelo período considerado necessário, de uma sala conveniente e do equipamento indispensável. Por último, seriam contratados os medicamentos e materiais clínicos necessários.

Em teoria, não fazem falta maternidades para assistir partos. Basta que um grupo de profissionais qualificados se associe no momento certo, contratando com o médico que chefia a equipa as condições de prestação do serviço.

Sucede, porém, que o método se adapta mal à emergência da situação. Tendo em conta o carácter ocasional da cooperação, é natural que os envolvidos aproveitem a ocasião para negociar os respectivos honorários e restantes condições de trabalho. Se não se apressam – e porque haveriam de apressar-se? – é muito possível que, entretanto, nasça a criança.

Todavia, considerando a regularidade da ocorrência de partos, o líder da equipa poderia estabelecer contratos estáveis de prestação de serviços, sem necessidade de entabular negociações de cada vez que fosse chamado por uma parturiente. Continuaria, porém, a não haver maternidades: os profissionais envolvidos contratariam directamente entre si o serviço em vez de se vincularem por contratos de trabalho com uma instituição responsável por coordenar a sua actividade. A coordenação dos seus esforços far-se-ia através do mercado, e não de uma empresa.

Poder-se-ia confiar num tal arranjo para garantir partos seguros a mães e crianças, por um preço razoável? Ronald Coase, hoje com 101 anos de idade, ganhou, em 1991, o Nobel por explicar porque são necessárias organizações estáveis (eventualmente empresas) em situações deste tipo.

A ineficiência dos arranjos ad hoc resulta de premiarem comportamentos oportunistas cujas consequências se tornam mais evidentes com a passagem do tempo. Uma óbvia dificuldade reside na ausência de incentivos para providenciar formação e actualização de conhecimentos. O médico não gostaria, por exemplo, de ensinar aos seus colaboradores ocasionais novas técnicas que reduzissem a mortalidade infantil, com receio de que eles fossem ensiná-las aos seus concorrentes. Sem instituições coesas, ficam bloqueados os processos de aprendizagem colaborativa.

É, por isso, absurdo encarar-se uma maternidade como um mero aglomerado de recursos humanos e materiais intermutáveis, de que se pode pôr e dispor ao sabor dos caprichos de momento. Na prática, necessitamos para assegurar partos seguros e eficientes de instituições, como a Maternidade Alfredo da Costa, dotadas de uma forte identidade assente em valores sólidos, crenças partilhadas, procedimentos e métodos de trabalho consolidados ao longo de décadas.

Um amigo em tempos recrutado para uma multinacional petrolífera foi no seu primeiro dia de trabalho questionado pela pessoa encarregada da sua integração: "Sabe o que fazemos aqui?". "Sei, pesquisamos, extraímos e refinamos petróleo". "Errado", troçou o outro, "nós aqui fazemos dinheiro."

Existem muitas empresas que, implícita ou explicitamente, educam os seus colaboradores nessa ideia, exortando-os a colaborar nas malfeitorias eventualmente exigidas por esse propósito. Deixada à solta, esta variante de "ética empresarial" ajudou a desencadear a crise financeira internacional de que há cinco anos o mundo padece. Para cúmulo, algumas pessoas que, no mínimo, conviveram pacificamente com esses princípios de gestão no sector financeiro privado, acham-se agora no direito de implantá-los no sector público.

Instituições confiáveis, como a Maternidade Alfredo Costa, demoram décadas a construir. Não se pode permitir que uma facção de bárbaros engravatados destrua de uma penada a dedicação e o esforço de gerações de profissionais justamente orgulhosos da qualidade do seu trabalho.

Publicado no Jornal de Negócios

Ex-ministros vão ter de prestar contas sobre PPP


A comissão parlamentar de inquérito às parcerias público-privadas (PPP) está a ser preparada em clima de «guerra total», classifica um parlamentar da maioria governamental. E deputados dos dois maiores partidos, PSD e PS, contactados pelo SOL, admitem que esta comissão poderá fragilizar ambas as forças políticas. Afinal, os «esqueletos no armário», segundo a expressão de Pedro Passos Coelho, foram criados por governantes dos dois lados.Ambos os partidos tentarão provar que o ‘outro’ é que é o principal responsável pelas PPP, cujas derrapagens já custaram ao país cerca de 1,6 mil milhões de euros desde 2008.
A constituição da comissão, que irá analisar as concessões rodoviárias e ferroviárias, deixando de fora as da saúde, terá de ser oficializada até esta sexta-feira, mas os partidos estão já a finalizar a lista de audições a requerer. Fontes parlamentares do PS dizem ao SOL que a lista irá incluir dois ex-líderes do PSD, Manuel Ferreira Leite e Marques Mendes, para clarificarem alterações efectuadas ao contrato do IC1, em 2002.
Chamados pelo socialistas para prestar esclarecimentos serão também Joaquim Ferreira do Amaral – ministro das Obras Públicas de Cavaco Silva, que assinou em 1994 o contrato de concessão com a Lusoponte e que hoje é o chairman da empresa –, o ex-ministro de António Guterres, Murteira Nabo, nomeado pelo anterior Governo para renegociar a concessão da Lusoponte.
Um dos pontos altos será a audição do actual secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas, Silva Monteiro, antes responsável pela área do financiamento das PPP na Caixa BI. «Está envolvido em várias PPP», diz uma fonte do PS. O SOL sabe que Silva Monteiro está «satisfeito» com a oportunidade para esclarecer os processos. A maioria está consciente da ameaça: «o seu envolvimento no TGV é um risco», refere um deputado.
Já o PSD prepara-se para chamar o socialista e ex-presidente da Estradas de Portugal, Almerindo Marques e os antigos membros dos Governos de José Sócrates Mário Lino, ministro das Obras Públicas, Ana Paula Vitorino, secretário de Estado dos Transportes, e Paulo Campos, secretário de Estado das Obras Públicas. O actual deputado é o principal alvo. «Estou disponível para as sessões que quiserem», diz ao SOL.
Ondas de choque no PS
Mesmo assim, o processo não começará sem ondas de choque no próprio PS. Na semana passada, quatro deputados escreveram ao líder parlamentar, Carlos Zorrinho, pedindo para integrar a comissão. Dois deles são ex-governantes da área: Paulo Campos e Ana Paula Vitorino. O problema é que a direcção do partido já terá dado indicações de que não quer ex-governantes na comissão.
O braço-de-ferro interno promete aquecer, até porque numa reunião prévia com António Braga, vice da bancada, chegou a ficar combinado que Campos e Vitorino ficariam como suplentes, tendo direito à auto-defesa.
Do lado do PSD, estarão como principais intervenientes Miguel Santos, vice-presidente da banca parlamentar, Adriano Rafael Moreira e Carina João. Já o seu parceiros de coligação no Governo, o CDS-PP, irá ser representado por Hélder Amaral e José Manuel Rodrigues. A esquerda parlamentar nomeou Agostinho Lopes e Bruno Dias (PCP) e ainda Pedro Filipe Soares (BE).
david.dinis@sol.pt
frederico.pinheiro@sol.pt

Alencanto - Açorda de Coentros e Alhos

humor - o papa em Cuba - metamorfoses



MI CASA - These Streets (Extended)


Rob Riemen. “A classe dominante nunca será capaz de resolver a crise. Ela é a crise!”

Por Joana Azevedo Viana
O filósofo holandês esteve em Lisboa à conversa com o i sobre o espírito de resistência e o “eterno retorno do fascismo”

A escola do Miguel

QUARTA-FEIRA, 25 DE ABRIL DE 2012


Estive poucas vezes com o Miguel Portas, é um facto. Mas não hesito em dizer que foi a sua escola política, que não se limita à sua pessoa, que mais me inspirou nos últimos anos. Escola essa que, longe de quaisquer idolatrias, conseguia encontrar no Miguel uma lucidez que até feria.

E que escola é essa do Miguel? Uma escola da esquerda permanentemente inconformada com os destinos do mundo. Sem dogmas e em luta permanente contra a cristalização, que consegue aliar a forte vontade de mudança com a certeza de que a própria mudança tem de ser constantemente reinventada. Porque o mundo não pára de girar e as dinâmicas sociais e políticas não cessam de evoluir. A escola do Miguel consegue fazer essa ponte entre a certeza de um mundo em permanente mutação e a vontade não relativizável de sobre ele intervir à esquerda, tornando-o mais livre, mais justo, com espaço para todos.

E julgo que a expressão "fazer a ponte" aplica-se particularmente bem ao Miguel. Porque enquanto crente acérrimo do debate, era também dos mais incansáveis defensores de convergências. Nomeadamente nesta esquerda portuguesa sempre tão empenhada em agir de costas voltadas.

O Miguel Portas é com toda a certeza uma das figuras mais marcantes da esquerda portuguesa dos últimos anos. A partida de alguém como ele deixa sempre um vazio. Felizmente as pessoas grandes têm essa capacidade de inspirar e deixar escolas.

Cavaco, depois de Salazar

Como Salazar fez, inspirado pelos ventos da ascensão europeia dos fascismos, a camuflagem da luta de classes através da criação do inimigo interno, fazem agora os teóricos, os agentes e os governantes deste capitalismo contemporâneo. As insuficiências e os limites históricos do capitalismo estão cada vez mais expostas, surgem com cada vez mais força, fruto das contradições intrínsecas do sistema, a cada novo dia, a cada novo pobre, a cada nova guerra, a cada nova morte. A incapacidade de o Capitalismo garantir a própria sustentabilidade do seu crescimento, a sua relação com a natureza e os recursos finitos é agravada pela cada vez mais acentuada incapacidade de gerir o seu próprio funcionamento assente na acumulação permanente e crescente. Os mecanismos de criação de falsa riqueza, de desvalorização constante do Trabalho e de incremento do papel da finança e da especulação apresentam limitações até para o próprio capitalismo, na medida em que se abatem sobre os povos que sustentam a própria acumulação. Para que o sistema capitalista mantenha o apoio popular, ou pelo menos a passividade permissiva das massas trabalhadoras e das camadas intermédias da população, a instrumentalização ideológica e cultural revela-se indispensável componente do arsenal de manipulação. Em Portugal, o fascismo económico já praticamente consolidado, busca agora criar as condições para a reconstituição do fascismo político e cultural. De todos os órgãos de soberania se anunciam sinais claros dos verdadeiros anseios da direita e dos grupos monopolistas. Desde PSD e CDS, depois de aberto o caminho pelo Governo de Sócrates, e com a participação activa e empenhada da Presidência da República, todos convergem na preparação do caldo de cultura de massas que seja suficientemente permissivo para o recrudescimento das tendências fascistas e particularmente permissivo para com o fim da democracia e a instauração de uma ditadura fascista. O capital não pode dar-se ao luxo de que um povo ouse construir o seu futuro por mão própria e, o sonho velho da grande burguesia tem apenas a ganhar com a fascização do estado no seu todo. O fim da participação popular, local, regional e nacional, a imposição de uma cultura de estado favorável à acção e acumulação privadas, à exploração, a elevação de uma moral como desígnio colectivo natural. A direita e a burguesia desde há muito fazem um discurso fascizante, ainda que tímido. A degradação da estabilidade do estado capitalista e o agravamento das condições de vida do povo, o aumento do potencial revolucionário das massas tem, no entanto, gerado a necessidade de afirmar o discurso anti-comunista e de acelerar a gestação do fascismo latente, mas do qual a direita portuguesa, em momento algum, se dissociou. Os problemas do país, na linguagem da direita, residem no facto de existir quem se recuse a acatar e aceitar a situação. As divisões entre a nação (baseadas no conceito burguês de estado-nação) são as que resultam da acção dos comunistas e democratas. A unidade nacional é entendida como a aceitação da ordem fascista, a aceitação da exploração e a rejeição de todas as formas de protesto, associadas directamente a actos de desagregação da unidade nacional. É a linguagem do fascismo puro. É o que marca o discurso de Cavaco Silva na sessão comemorativa do 25 de Abril, tida na Assembleia da República no próprio dia. Além da parolice e o grau incomensurável de "provincianismo bacoco", é o que fica. E é preocupante que nesta data particular, as garras deles se afiem tanto e ousem louvar provocatoriamente o fascismo no dia em que se comemora a sua derrota pelo povo português.

1929 - Faro e arredores

Marie Laforêt Viens viens - 1973

O QUE ESCREVE O PASQUIM DO EXPRESSO - Álvaro Cunhal não queria o 25 de Abril


Álvaro Cunhal não queria o 25 de Abril

Henrique Raposo (www.expresso.pt)


Henrique Raposo, A Tempo e a Desmodo - Álvaro Cunhal não queria o 25 de Abril
Durante o Estado Novo, o PCP minou sempre a oposição anti-salazarista. Cunhal e seus muchachos não toleravam uma oposição não-comunista. Porquê? Segundo Vítor Cunha Rêgo, o PCP estava interessado na manutenção do poder de Salazar. Porquê? "Da ditadura da extrema-direita à ditadura da extrema-esquerda vai o salto de uma cobra" Décadas depois, Zita Seabra confirmou o diagnóstico de Cunha Rêgo. Os comunistas portugueses, escreveu Seabra, sabiam que "era mais fácil Portugal chegar ao socialismo directamente saído da ditadura". Se o país entrasse na democracia parlamentar, o salto para o comunismo estaria comprometido. É por isso que Cunhal minou sempre as oposiçãos democráticas. É por isso que Cunhal criticou o apoio que o breve PCP não-cunhalista deu a Humberto Delgado.
Em 1957, no V Congresso do PCP, Júlio Fogaça defendeu uma unidade "anti-fascista", uma coligação que juntasse todos os "democratas" e que fizesse um "aproveitamento das possibilidades de luta legal, através dos próximos actos eleitorais". Em consequência, este PCP apoiou Humberto Delgado em 1958. Mais tarde, quando voltou à liderança do partido, Cunhal criticou este apoio. O Generalíssimo do PCP não admitia que os comunistas fossem diluídos numa unidade anti-Salazar e, acima de tudo, Cunhal só admitia a via armada. A urna era para meninos. Portanto, é de admitir a seguinte hipótese: se Cunhal controlasse o PCP em 57/58, aquele partido teria boicotado Humberto Delgado, tal como boicotou outros candidatos após o regresso de Cunhal (1960).
Mas deixemos as suposições contra-factuais e entremos nos factos: Álvaro Cunhal teve medo do 25 de Abril, aliás, Cunhal não queria o 25 de Abril. Porquê? Porque o PCP não controlava o golpe, e porque o golpe podia abrir caminho à democracia parlamentar. A partir do seu trono parisiense, Álvaro Cunhal deu ordens para o partido ter cuidado com o movimento do MFA. Sucede que a liderança interna (Carlos Brito) resistiu a esta relutância cunhalista. A resistência foi tanta que Álvaro Cunhal, em Março de 74, tentou pôr ordem na casa através da convocação de um plenário do Comité Central a ter lugar na URSS em Setembro. Ou seja, Cunhal queria travar o 25 de Abril ou, pelo menos, queria retirar o apoio do PCP ao dito golpe. Insensível à atmosfera de fim de regime que se respirava em Lisboa, Cunhal - a partir de Paris - seguiu até ao fim a velha linha do PCP, a saber: os golpes militares contra o Estado Novo eram "aventureirismos" que o PCP devia boicotar. 
Amanhã, as viúvas de Cunhal vão comemorar aquilo que Cunhal queria evitar.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/alvaro-cunhal-nao-queria-o-25-de-abril=f721121#ixzz1t9WaDckR

A submissão é o primeiro sinal de uma sociedade demente e uma politica doente.

NADA MAIS EFICAZ  PARA A DEGRADAÇÃO DE  UM PAÍS, DO QUE ALIAR AO PODER ECONOMICO O PODER POLITICO, E ABENÇOAR AMBOS, COM A CEGUEIRA E A INÉRCIA DA JUSTIÇA. 

Encontrei este artigo que achei interessante partilhar para percebermos como, lentamente, nos tornamos servos da banca e dos políticos, que na realidade representam ambos a mesma entidade: aquela que insiste em oprimir e submeter os cidadãos aos interesses da corja que detém o poder em Portugal.


"A Universidade Lusófona fez um apelo pouco ortodoxo aos seus colaboradores: que passassem a ser clientes do Banco Espírito Santo e que, além disso, aderissem a um determinado cartão daquela entidade bancária. A razão para este ‘pedido’ é simples: a Universidade em causa está a renegociar o financiamento do BES e este exige, em troca, cem novas contas. E esta chantagem foi explicada, em carta e sem rodeios e secretismos, aos que trabalham para a Lusófona. A Universidade tinha oito dias para angariar cem novos clientes para o BES.


Não discuto aqui a legalidade desta forma de ‘marketing’, que passa por fazer chantagem sobre empregadores para estes fazerem chantagem sobre empregados. Se é legal, não devia ser. Porque é imoral. 
Mas já nada me espanta. A crise económica deu todo o poder aos chantagistas. 
Na Europa e em Portugal, já quase todos aceitam a cobardia como um comportamento aceitável e até merecedor de louvor. A Europa faz chantagem sobre Portugal, o Governo faz chantagem sobre os portugueses, os bancos fazem chantagem sobre as empresas, as empresas fazem chantagem sobre os trabalhadores. 
E o medo é a máquina que faz Portugal funcionar. O que o BES exige à Lusófona e a Lusófona exige aos seus colaboradores é apenas mais um episódio na nossa degradação moral. Quem pode, aproveita-se da crise.Quem deve, aceita e cala-se. E o exemplo, no abuso e na cobardia, vem de cima." 
(Daniel Oliveira, no Expresso)


Acesse o Artigo Original: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/04/submissao-e-o-primeiro-sinal-de-uma.html#ixzz1t9N9XhGZ

blog Não votem mais neles, pensem !

A denúncia global desta política, desta democracia (1)

ABRIL OPTOU! 

Decidiu o salário mínimo. Optou pelos direitos dos trabalhadores contra os interesses do capital. Optou pelos que não tinham escola nem saúde. Optou pelos sem terra contra os que a tinham em demasia. Optou pela paz contra os interesses dos que faziam a guerra. Optou pela liberdade de todos os povos como fundamento da nossa própria liberdade.

E OPTAR É TOMAR PARTIDO


Uma crise profunda brutaliza a pátria portuguesa. Uma crise encaixada, embebida na crise do capitalismo.

Uma crise que é doença congénita de um sistema injusto, irracional, destrutivo, mas que serve para enriquecer alguns. Uma crise que é também a opção de alguns, imposta à grande maioria que trabalha e produz. Uma crise que é inerente ao sistema capitalista, que Portugal de Abril poderia ter evitado. Uma crise que em Portugal foi o resultado de uma opção política contra os valores de Abril que, aos poucos e com traições, restituiu o poder económico às "famílias" sem pátria mas "donas do mundo". O grande capital financeiro, vestido com pele de cordeiro, em nome de uma falsa democracia, está a vingar a afronta que o povo e militares lhes fizeram, quando tomaram partido a favor dos trabalhadores e do povo.

Não aconteceu por acaso. É o resultado de opções políticas. Tem responsáveis: PS, PSD e CDS/PP, os partidos, os seus dirigentes políticos, os seus governos, que assumiram ao longo dos últimos 36 anos a política de recuperação capitalista, latifundista e imperialista e golpearam o regime de Abril, com sucessivas contrarrevoluções legislativas e revisões constitucionais.


José Mário Branco - Qual é a tua, ó meu

Menina dos meus Olhos - José Mario Branco


Duarte Lima, a saga de crimes continua...

A VERSÃO DE DUARTE LIMA PARA TER COMEÇADO A ENRIQUECER: 

EM 1987 APOSTOU 100 MIL EUROS NA BOLSA. EM DOIS ANOS..., 

TERÁ TIDO 400 MIL EUROS DE LUCRO LÍQUIDO, APROVEITANDO A EUFORIA DOS MERCADOS.

VIA VENETTO
Nesse ano, o advogado compra um andar de luxo no edifício Via Venetto, 
situado na avenida João XXI, em Lisboa (antes vivia num modesto andar em Linda-a-Velha, 
que venderia por 8 mil contos em 1989).
Com uma área de 300m2, Lima disse que o comprou por 36 mil contos. 
O construtor afirmou que foi por 50 mil contos. Nunca se soube ao certo o valor real. 
O advogado não celebrou o contrato de compra e venda e, aproveitando um buraco na lei, 
também não pagou o imposto de sisa. O Via Venetto é do construtor José Cristóvão, 
que se recusou a falar ao Expresso.
DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS
Na declaração de rendimentos entregue ao Tribunal Constitucional (TC) em 1991, 
mantém como património o apartamento de Linda-a-Velha (que já tinha sido vendido) 
e uma moradia em Miranda do Douro, que tinha comprado para a mãe em 1978. 
Esqueceu-se do Via Venetto.
EDIFÍCIO VALMOR
Em 1993, mudou-se para um edifício a poucos metros, do mesmo construtor. 
Os dois apartamentos do 11a andar no Edifício Valmor foram geminados e têm 600m2, 
com um valor que na altura rondaria os 230 mil contos
Duarte Lima declarou 45 mil contos na escritura e só por um dos apartamentos. 
O outro andar ficou em nome da mãe do seu adjunto no Parlamento 
e sócio no escritório de advogados, Vítor Fonseca, apesar de o piso inteiro 
ter sido desenhado de origem para ser um único apartamento.
Em sua defesa, Lima alegou que tinha um contrato de aluguer de 200 contos por mês com Emília Fonseca.
QUINTA DE NAFARROS
Entre 1993 e 1994, Lima comprou seis terrenos em Nafarros, Sintra, j
untando-os numa única propriedade de três hectares. 
As escrituras foram feitas em nome de Alda Lima de Deus, 
uma sobrinha (que também não falou ao Expresso) sem rendimentos.
As escrituras referiam 31 mil contos, mas, segundo uma investigação 
do jornal "O Independente", na altura terão sido gastos 141.500 contos com as compras.
Quer Alda quer os vendedores tinham como procurador Vítor Fonseca, 
o homem de confiança do advogado. O arquiteto que desenhou os muros 
da quinta admitiu que foi Lima quem o contratou. O então deputado argumentou que a sobrinha 
representava um empresário do norte, que também não quis falar com o Expresso.
CRÉDITO E BMW
Na sequência do escândalo de Nafarros, deixa a liderança da bancada laranja, 
sendo substituído por Pacheco Pereira. O novo líder parlamentar mandou suspender 
um cartão de crédito do PSD que Lima usava e que não tinha limite de gastos 
e mostrou o desagrado pelo facto de ter devolvido tardiamente o BMW de serviço. 
O advogado só terá conseguido justificar um terço dos gastos feitos com o cartão.
DÍVIDA AO FISCO
Ao jornal "O Independente", Duarte Lima disse que o seu património e os seus rendimentos 
foram objeto de inspeção pelas Finanças e que nenhuma irregularidade tinha sido encontrada.
O jornal desmentiu-o, com a confirmação do diretor-geral dos Impostos, de que estava 
em andamento uma execução fiscal contra o advogado por uma dívida de 800 contos de IVA.
CEM CONTAS
No decurso da investigação aos negócios imobiliários (que viria a ser arquivada), 
a PJ descobriu, em 1997, que o advogado tinha cem contas bancárias, 
em Portugal e no estrangeiro. Lima tinha dito às autoridades que só possuía meia dúzia. 
Foi apurado que, entre 1986 e 1994, recebeu um milhão de contos em depósitos (750 mil em cash), 
valor muito superior ao declarado às finanças (entre 1987 e 1995 declarou 180 mil contos). 
Na altura, justificou ao Expresso: "Os depósitos nas contas não significam que sejam sempre 
rendimentos tributáveis".
QUINTA DO LAGO
Entre 2002 e 2003, construiu uma mansão na Quinta do Lago, que registou em nome de uma 
offshore com o valor de ¤5,8 milhões. Essa casa está agora à venda por ¤10 milhões.
DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS II
Na sua condição de deputado, não incluiu a casa da Quinta do Lago e os créditos no BPN nas declarações 
de rendimentos entregues em 2002, 2005 e 2009- Já em 2011, depois de publicamente conhecido o montante 
o empréstimo ao banco, Lima corrigiu a declaração alegando que tinha sido um lapso.
Consulte, neste link, mais crimes que recheiam a história da vida deste politico. 
Toda o seu percurso rocambolesco é típico de um criminoso descarado e destemido que ostenta 
claramente sem pudor, a ausência de respeito ou temor à justiça portuguesa. Uma justiça viciada e inerte 
que não mete medo a ricos e políticos.

NÃO SERÃO ESTES LIMAS TODOS, QUE DEVERIAM PAGAR A CRISE DO PAÍS??
PORQUÊ NÓS?????


Acesse o Artigo Original: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/04/duarte-lima-saga-de-crimes-continua.html#ixzz1t9EjGpT1

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A História de Dias Loureiro

Caso BPN: O que esconde Cavaco?

"PSD criou a geração mais precária e agora tira direitos às gerações mai...



RIA FORMOSA DE NOVO VANDALIZADA



As imagens dão-nos conta de uma intervenção para reactivação das salinas de Marim, actividade tradicional da Ria Formosa, que estavam abandonadas há muitos anos. Embora se aplauda a atitude, somos obrigados a discordar do momento e da forma como estão a ser conduzidos os trabalhos.
Na fotografia, é visível o aterro do tanque junto ao caminho, enquanto no pequeno vídeo se vê que à pala da consolidação dos taludes, estão matando toda a vegetação, em plena época de nidificação das aves.
A destruição da fauna e  ou flora constitui crime ambiental, conforme diz o Código Penal, razão mais que suficiente para contestar o que ali estão fazendo, mas não só, É que para fazer aquele trabalhinho, é necessário ter o parecer prévio do ICNB, da CCDR e da ARH, para alem da monitorização dos trabalhos. As salinas integram a Zona de Protecção Especial, é um Sitio de Interesse Comunitário, razões pela qual integram a Rede Natura 2000, e é zona húmida, onde não são permitidos aterros.
Já há cerca de dois anos atraz que foi feita uma intervenção na mesma zona, a nascente da Praia de Marim, com destruição de taludes e respectiva vegetação mas a coberto do Parque Natural da Ria Formosa. Temos assim, o próprio Parque Natural da Ria Formosa a destruir zonas de nidificação de aves e a autorizar que terceiros o façam, reduzindo os habitats.
Estranhamente, o ICNB, que permite esta intervenção, é o mesmo que elaborou o famigerado Plano de Ordenamento da Orla Costeira, que define para esta área uma Zona de Protecção Total, onde é interdita a presença humana, separada destas salinas por um regato com trinta metros. Não se percebe, e haja quem explique, como é que em duas áreas separadas por escassos trinta metros, numa se pode destruir o habitat de aves e na outra, zona de viveiros de ameijoas, seja interdita a presença humana. Que poderosos interesses ocultos estão em jogo?
A canalha que tomou conta do Poder, sem consultar o Povo decide a seu bel-prazer onde, quando e como fazer ou desfazer, sendo que são sempre os mais fracos, debilitados ou os menos poderosos a pagar as politicas criminosas de quem gere a coisa publica.
Os brandos costumes a que os portugueses se habituaram ou cultivaram, têm de dar lugar a outros tipos de comportamentos se não quiserem ser esmagados por esta cafila de manhosos, que fazem leis e regulamentos que depois não cumprem, mas dos quais se servem para a domesticação do Povo.
Está na hora de lançar o grito de indignação e revolta contra quem decide contra o Povo, afinal o verdadeiro e único soberano, mas sempre marginalizado, fruto da teia urdida para contornar o obstáculo chamado democracia e que a classe dominante não quer ouvir falar.
Se não querem perder as liberdades, os direitos alcançados com muita luta e sacrifício
REVOLTEM-SE, PORRA!


Abraço de pedra


De os portugueses não aguentarem mais austeridade há um ano, neste mesmo dia 25 de Abril, para o discurso da esperança no futuro mesmo quando mais e brutais medidas de austeridade foram  aplicadas e os números até agora conhecidos das contas do Estado, do desemprego e da recessão são muito piores que o previsto. Este é o Presidente da Republica que temos. Infelizmente.