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terça-feira, 17 de abril de 2012


NUVENS EM OITAVOS.

imaginar formatos para nuvens
é o mesmo que poetar sonhos
aquela nuvem que parece um barco
navegando pelas águas do oceano
a outra que parece um coração ferido
com um enorme espaço vazio
há uma que parece algodão doce
pronta a fazer sorrir uma criança
e ainda muitas outras que brincam
ao esconde...esconde com o sol.

Ester Cid
                                      Fotografia de:Nuno Miranda                                 

NUVENS EM OITAVOS.

imaginar formatos para nuvens
é o mesmo que poetar sonhos
aquela nuvem que parece um barco
navegando pelas águas do oceano
a outra que parece um coração ferido
com um enorme espaço vazio
há uma que parece algodão doce
pronta a fazer sorrir uma criança
e ainda muitas outras que brincam
ao esconde...esconde com o sol.

Ester Cid
                                      Fotografia de:Nuno Miranda                                 

cortar caminho - como se... - poesia de António Garrochinho




UGT:"Depois de casa roubada trancas à porta"!

A UGT ameaça denunciar o acordo de concertação social. 
João Proença acusa o Governo de não cumprir o compromisso, adiando as medidas para o crescimento e o emprego, e vai pedir uma reunião de urgência com o primeiro-ministro. A central lamenta que o “Compromisso para a Competitividade, Crescimento e Emprego” não tenha ainda saído do papel e o Governo se mantenha preocupado com "a desregulação laboral e a redução das prestações sociais".
blog D"SUL



Museu do Bordado e do Barro, de Nisa

um lindo Museu, onde eu queria muito ir. não me decepcionou: a casa está bem restaurada, a exposição interessante e completa, tanto para mim como para os mais novos. interactiva e completa. um senão a meu ver: não podemos ali comprar nada do que vemos, o que seria até um modo de rentabilizar e patrocinar este local. muito bom, não só o Museu, como o trabalho colectivo de muitas gerações de homens e de mulheres que ele representa e honra.

o que aprendi mais surpreendente: a expressão 'atirar o barro à parede'.

o site.


























e neste rendilhado mais que perfeito, termino a breve viagem.



O Lado Negro do Chocolate


O chocolate que consumimos é produzido com o uso de trabalho infantil e tráfico de crianças? O premiado jornalista dinamarquês, Miki Mistrati, decide investigar os boatos.

Sua busca atrás de respostas o leva até Mali, na África Ocidental, onde câmeras ocultas revelam o tráfico de crianças para as plantações de cacau da vizinha Costa do Marfim. A Costa do Marfim é o maior produtor de cacau, respondendo por cerca de 40% da produção mundial. Empresas como a Nestlé, Barry Callebaut e Mars assinaram em 2001 o Protocolo do Cacau, comprometendo-se a erradicar totalmente o trabalho infantil no setor até 2008. Será que o seu chocolate tem um gosto amargo? Acompanhe Miki até a África para expor "O Lado Negro do Chocolate".

Este é o capitalismo que divide as pessoas em classes - de um lado a burguesia, proprietária do meios de produção. Do outro lado, os proletários, camponeses pobres e crianças escravizadas.

No meio de tudo isso, uma denominada classe média, hipócrita!



Imagem: Google

Vídeo com legenda em português: Youtube

Edição: Blog Nova Centelha

Fonte: Diário Liberdade

PARA QUANDO - QUANDO SORRIS, EM TI A CIDADE SUFOCO - POEMAS ILUSTRADOS DE ANTÓNIO GARROCHINHO

para quando

para quando 
a incandescência
as palavras simples
da inocência
do que é mais belo
mais puro
o amor
esse amor
que nos ilumina
que nos guia
docemente
no escuro

António Garrochinho





A Vida é Uma Fiesta

A Fiesta Espanhola

Juan Carlos de Borbón, Rei de Espanha, não quer saber de desgraças. Embora o seu país também esteja à beira de entrar no clube dos resgatados, com cinco milhões e meio de desempregados, uma complexa crise económica e financeira, e o governo Rajoy a usar as mesmas receitas que Passos Coelho aqui pelo protectorado da Lusitânia, Sua Magestade Sereníssima, sendo Chefe de Estado, decidiu dar o seu contributo para enfrentar a crise, embora à sua maneira. Assim, fez questão de manter os seus reais hábitos e ausentou-se para o Botswana, longe das dificuldades e dos protestos, com o objectivo de participar num safari, para desenferrujar a carabina e adicionar mais uns exemplares à sua colecção de troféus, pois um rei que não faça as suas caçadas, quer chova ou faça sol, não é rei, não é nada, sendo necessário manter a tradição, isto é, as casas reais, são isso mesmo, um viveiro de foliões.

Desta vez teve azar! Sofreu um acidente no acampamento, caiu mal, fez fracturas e teve que ser recambiado para lhe fazerem umas intervenções cirúrgicas. Apesar do contratempo, e ainda sem se saber quem é que pagou esta fiesta - coisa que andará entre 40.000 e 50.000 euros -, parece que daqui a 45 dias Sua Alteza já estará apto para mandar aparelhar o iate real e participar nas regatas oceânicas, às quais raramente falta, continuando assim a envolver-se de corpo e alma, lado a lado com o seu povo, no combate à crise, muito embora as cabeças coroadas tenham prioridades que não são compreendidas nem se enquadram na escala de valores dos outros mortais. Reflectindo sobre isto, só o facto de serem de alta estirpe consegue explicar a sua altivez e indiferença perante as agruras e sofrimento dos povos, mas não evita que se esboçe uma conclusão: para os membros da realeza, todas as crises não passam de "faits divers", e a vida, ou melhor, a boa vida, continua a ser uma festa permanente. 

A Fiesta Lusitana

E já que falamos de reais folias, e como introdução, convém lembrar o nosso rei D.Carlos. À volta de 1900, num dos seus regressos a Portugal, depois de participar em largas festanças e coboiadas em Paris, a gastar os adiantamentos do erário público, apesar do país ter noventa por cento de analfabetos, e serem poucos os que usavam calçado, Sua Magestade, dizia eu, entre agastado e desdenhoso, queixava-se para a sua comitiva, nestes termos: “lá voltamos para junto dos nossos piolhosos…”.

Caiu a monarquia, mas as festas não ficaram por ali. Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação de José Sócrates, embora não tenha (que se saiba) sangue azul, nem ande a calcorrear as savanas, em perseguição de caça grossa, ficou-se agora a saber que é uma personagem que gosta de organizar festas, e isto porque a sua passagem pelo Ministério da Educação, foi marcada pela criação da empresa pública Parque Escolar, especialmente destinada a coordenar a requalificação das escolas necessitadas de obras, iniciativa que ela própria classificou como uma grande festa.

Antes disso, os alunos, na grande maioria dos casos, ou eram acondicionados em pavilhões pré-fabricados que eram autênticos contentores, idênticos aos que servem para alojar os trabalhadores da construção civil, ou então andavam a aprender em instalações degradadas, com janelas sem vidraças, salas onde chovia, onde não havia ginásios nem refeitórios, e as retretes estavam sempre entupidas. Agora, muitas centenas de milhões de euros depois, e fruto da tal requalificação das instalações degradadas da rede escolar pública, surgiram autênticos monumentos, alguns deles onde imperam os mármores, candeeiros bem bonitos, modernos e originais, a par de algum luxo de pasmar. Não houve meio termo; do oito passou-se para o oitenta, muito embora eu seja de opinião que gastar dinheiro com a educação é o melhor investimento que os países podem fazer. Mas cuidado, a educação não são só bons edifícios! É também serem utilizados por professores motivados, alunos entusiastas e a aprender, e muitas outras coisas mais. Como é compreensível, todas estas obras custaram muitos milhões de euros, obras essas que ultrapassaram largamente o inicialmente contratado e autorizado, fora as outras que nunca foram autorizadas, enfim, coisas que se tornou habitual definir como “derrapagens”, expressão "técnica" que serve para esconder do cidadão comum, tudo aquilo que acaba em festas de arromba, onde também se incluem aeroportos que só funcionam duas vezes por semana, autoestradas quase sem movimento, a par de hospitais recentes, totalmente equipados, mas que têm dois terços das instalações fechadas. Em última análise, o mundo em que vive a Milú, não é o mundo dos comuns mortais, sei lá, talvez o País das Maravilhas, e já que estivemos a falar de realeza, talvez ela incarne uma espécie de Rainha de Paus, a mandar cortar a cabeças a torto e a direito.

A verdade é que eu não estou a inventar nada, foi a própria Maria de Lurdes Rodrigues que o disse, perante a Comissão Parlamentar de Inquérito, com aquela articulação de voz que nos deixa na dúvida, se de facto sabe o que diz, ou se está a gozar com o parceiro. Meus senhores - disse ela - a Parque Escolar foi uma grande festa para o país... foi um programa de êxito e de festa para as escolas, para os alunos, para os arquitectos e para a economia portuguesa. E já agora podia ter continuado por aí fora, citando mais alguns participantes nessa e noutras festas, como as Parcerias Público Privadas, os “brindes” aos bancos, a colecção Joe Berardo, as licenças de software da Microsoft, as consultoras económicas e os escritórios de advogados, o “magalhães” da J.P.Sá Couto, ou aqueles que receberam lautos honorários sem terem mexido uma palha. A ser assim como ela diz, e como festa sem dança, não é festa, não é nada, já agora, gostava de os ver dançar a todos.

Bolívar vs Hitler, na era das novas tecnologias



Tem sido notório o abrandamento de economias em expansão, desde que a crise monetária estalou com estrondo no seio dos países mentores da mentira mais bem urdida do pós guerra: a globalização.
O crescimento desacelerou nos países emergentes, especialmente Brasil e China, bem como noutros, como a Argentina -  em menos de uma década  libertou-se  das garras do FMI e de uma recessão interminável- que correm por fora e pertencem a outro campeonato.
Depois de um crescimento médio de 9% ao ano, desde 2005, a Argentina travou ligeiramente em 2011 e ameaça uma travagem ainda  mais forte  em 2012.
Não falta por aí quem impute as causas desta desaceleração às políticas erradas do casal Kirchner. Esses críticos – servos do FMI e agiotas em comandita – não toleram a ideia de um país querer fazer o seu caminho, libertando-se das garras dos agiotas que os exploram até ao tutano. Fingem não saber que as causas do abrandamento destes países se deve, em grande parte, ao falhanço desse projecto de globalização, que prometeu o céu aos mais desfavorecidos, mas  os está a querer enviar para o inferno, sem dó nem piedade.
Hugo Chavez terá sido o primeiro a perceber isso. Mas não foi o único. Ainda recentemente Dilma Roussef, em visita aos Estados Unidos, disse alto e bom som a Obama que o crescimento dos países emergentes não poderia ficar condicionado pelas regras draconianas que os países desenvolvidos lhes querem impor.
Cristina Kirchner, por seu turno, percebeu que seriam os países  em desenvolvimento numa América Latina  finalmente democratizada, os primeiros a ser afectados pela crise que atingiu a Europa. Não espanta , pois, que nos últimos meses tenha tomado algumas medidas protecionistas que salvaguardem o país das garras dos mercados.
A mais polémica foi tomada ontem com a privatização da YPF, empresa controlada pela espanhola  REPSOL.Medida muito aplaudida internamente mas a Europa, como habitualmente, indignou-se com a afronta e alguns escribas de serviço saíram a terreiro acusando Cristina de Chavismo.
Omitem esses escribas e comentadores arregimentados que a Repsol – a exemplo de muitas outras multinacionais europeias- deixou  de investir na Argentina, obrigando-a  a importar produtos de que não necessita, pois os seus recursos naturais permitem-lhe ser auto suficiente. Alguém me explica a lógica de um país produtor de petróleo ter de importar combustíveis para satisfazer as suas necessidades internas? 
O que Cristina percebeu – e os países ocidentais não engolem- é que a Argentina, em vez de colher benefícios dos seus recursos naturais,  estava a ser gravemente penalizada com esta “opção estratégica “ da Repsol, que afectava a  sua indústria e a economia do país em geral.
A nacionalização da YPF/Repsol é- não vale a pena escamoteá-lo- uma medida arriscada, mas é um acto de coragem de uma presidente que defende, acima de tudo, os interesses do seu país e não se ajoelha perante aqueles que pretendem extorquir  o seu povo, para salvar a pele.
Desiludam-se se pensam que vou estabelecer algum paralelismo entre Cristina Kirchner e Pedro Passos Coelho. Não comparo um político que defende o seu povo, com um cobardolas aldrabão, vendido aos interesses alemães.
Comparo, outros sim, Cristina com Ângela (Merkel). A chanceler alemã, que andava há uns dias tão desaparecida quanto Portas e Cavaco, abriu a boca. Para quê… Para dizer que tudo faria para ajudar a salvar a Europa e o Euro? Nada disso. O que a hamburguesa com pelos disse em campanha pré-eleitoral na Renânia, foi que a austeridade nos países endividados é para manter e que esses países já não estão em condições de tomar decisões independentes.
Pouco importa à chancelarina da Floresta Negra que o FMI diga exactamente o contrário e alerte que a austeridade irá conduzir a mais recessão se não houver crescimento económico. Pelo contrário, deve salivar cada vez que pensa como será fácil à Alemanha abocanhar os países que caírem na bancarrota. 
Merkel assume-se como uma neo-hitleriana, defensora da supremacia alemã, sem necessitar de enviar Panzers para atacar os países vizinhos, ou  andar aos tiros como Brejvik. Ela é pacifista! 
Nesta terceira guerra mundial, desencadeada mais uma vez pela Alemanha, não será preciso disparar tiros. Não haverá cerco a Leninegrado, nem fornos crematórios em Auschwitz, porque a bastarda alemã tem do seu lado os mercados. Os mortos, desta vez, não serão incinerados, porque basta a Merkel dar ordem aos mercados para cortar  o acesso à saúde, à reforma e aos alimentos.
Do lado de lá do Atlântico, Cristina Kirchner, Dilma e Chavez preferem oferecer o peito às balas, em defesa dos seus países e dos seus povos. É a luta entre Bolívar e Hitler, no tempo das novas tecnologias. 


Maio


Um dia mereceremos Maio.
Traremos flores dentro da pele
E o olhar luminoso de quem ama.

Um dia acordarei e será Maio,
Sem palavras, sem gritos, sem fronteiras,
Sem medo de ser Maio, sem medo
De ser.

Um dia mereceremos os maios,
As giestas, o verde das águas
As gotas de orvalho e o cristal dos nervos.

Um dia acordarei e será Maio,
Cheiro de terra, pétala de carne,
Rumor de um horizonte a descobrir
Em mim.

Um dia acordaremos e seremos Maio.

DESCULPEM

desculpem
desculpem se sou mordaz
gostava 
que junto aos cravos vermelhos
o branco
me trouxesse a paz
mas infelizmente
o tempo presente
demonstrou
o quanto o inimigo é sagaz
e tal qual ratazana ruminante
o nosso dia a dia
infecta
desfaz
vou deixar ainda o cravo branco
para que se junte á minha revolta
sei que ele
é capaz !

António Garrochinho

A CIDADE - QUANDO SORRIS - POEMAS ILUSTRADOS DE ANTÓNIO GARROCHINHO




Mais de 18 anos a roubar até o conseguirem apanhar.

TUDO COMEÇOU COM AS ALHEIRAS, QUE MAIS CARO SAÍRAM, A PORTUGAL.

O jovem Duarte Lima comprou o seu futuro na politica e consequentemente, 
na corrupção, com as alheiras que oferecia a Margarida Marante. 
"Quando entrou para a Universidade Católica 
era olhado de lado e com estranheza pelos colegas. 
Pobre e provinciano, não se vestia como os outros. 
A mais tarde famosa jornalista Margarida Marante tornou-se sua amiga. 
Duarte Lima oferecia-lhe alheiras feitas pela mãe. 
Margarida apresentava-lhe amigos, sobretudo na área do PSD." CM
Foram precisos 18 anos a roubar os portugueses e a lesar um país, 
para que finalmente a justiça 
o colocasse onde devia estar desde a juventude.
Cavaco Silva seu grande amigo pessoal, profissional e partidário, 
deveria sentir vergonha de pretender ser credível como representante de um povo, 
quando é amigo dos maiores larápios d
o povo que representa, e dos maiores criminosos de Portugal. 
Até que ponto desconhecia o percurso e as vidas de luxo deste criminoso?
Em baixo relata-se o percurso tenebroso, 
de Duarte Lima, ilustre politico português e que convivia com os todos os ilustres políticos de Portugal. 
Em comum partilhavam a vontade férrea que os move e une sempre - saquear Portugal incessantemente. 


1- Desde os anos 90 que iniciou o saque, disfarçado com a lavagem de dinheiro. 
2- Já nessa altura,1994, houve uma investigação que como sempre não deu em nada.
3- O caso denunciava compras de terrenos e apartamentos em Lisboa e Sintra.
4- Foi também detectado enriquecimento ilícito 
através de tráfico de influências e branqueamento de dinheiro.
5- Entre 1992 e 1994 
foram creditados mais de 750 mil contos em seu nome. (3,75 milhões de euros).
6- Fazia entrar o dinheiro nas contas em numerário, 
para ocultar de onde vinha e os motivos dos pagamentos.
7- As contas controladas por Duarte Lima nunca tinham saldos elevados. 
A técnica era fazer circular o dinheiro de conta para conta e depois fazia aquisições de arte.
8- Os investigadores dão um exemplo: uma conta do Banco Fonsecas & Burnay 
de Fernando Nunes (ex-sogro de Lima) foi usada como passagem 
de dinheiro que acabava em contas de Duarte Lima. 
9- Só nas contas em nome do ex-sogro e da ex-mulher, 
Alexina Bastos Nunes, foram transferidos para contas de Lima 474 mil contos.
10- A partir de 1993, fazia o mesmo mas alternou com contas 
de duas sobrinhas, Alda e Sandra Lima de Deus e alguns dos irmãos.
11- Duarte Lima, apesar de ter que estar em regime de exclusividade de funções, 
no Parlamento e de ter a inscrição 
suspensa na Ordem dos Advogados, mantinha uma intensa relação "profissional" 
com muitas empresas, situação detectada pelos dinheiros que entravam nas suas contas.
12- Na investigação são detectados, sendo assim ilegalmente, 
dezenas de depósitos feitos pela então Mota e Companhia a um ritmo mensal.
13- Manuel António da Mota, fundador da empresa já falecido, e o seu filho, 
António Mota, actual patrão da Mota-Engil, pagaram perto de 150 mil contos 
a Duarte Lima entre 1991 e 1993.
14- Lima, em 1993 começou a usar recibos verdes para 
explicar de onde vinha o dinheiro, 
mas apenas justificaram dois pagamentos a título de prestações de serviços. 
15- Começou, nessa altura, a receber dinheiro por antecipação 
a serviços a prestar no futuro.
16- Nas declarações efectuadas aos investigadores,

 tanto António Mota como Manuela Mota, 
também administradora da empresa, justificaram os pagamentos de 1991, 1992 e1993 
disseram que foi para comprar obras de arte a Lima e ao ex-sogro. 
17- Disseram também que Lima era seu consultor internacional, 
(Angola) pois ajudava a construtora. 
18- Inconsistente pois o ex-deputado, tinha a inscrição suspensa na 
Ordem dos Advogados e nunca declarou ao Fisco estes rendimentos.
19- A Associação Nacional de Farmácias (ANF) também pagou milhares de contos a Lima.
20- Tanto em relação à Mota e Companhia, como à (ANF) 
e ainda as obras feitas num dos seus apartamentos de Lisboa 
ima funcionou como um avençado no Parlamento.
21- Da Altair Lda. e da Portline S.A., Duarte Lima recebeu dinheiro a título de
 "despesas confidenciais" e "saídas de caixa".
22- A ocultação de dinheiro tinha como método favorito de Lima 
a compra de antiguidades e obras de arte. 
Só a três comerciantes de arte ele comprou 250 mil contos num curto espaço de tempo.
23- Para quem conhece a lei como ele, este era um  método seguro de ocultar a riqueza 
(branqueamento de capitais), 
pois são difíceis de controlar as transações  como consta no decreto-lei 325-95 
(sem regras específicas e sem uma autoridade de supervisão)
24- Até 1995 o branqueamento e o tráfico de influências não eram crime, 
foi o Governo de António Guterres 
que mudou a lei. A bancada do PSD chefiada por Duarte Lima 
várias vezes recusou criminalizar este tipo de crimes.
25- Devido ao segredo bancário inviolável, a Suíça era um paraíso para ocultar capitais. 
Duarte Lima tinha contas no Swiss Bank 
e daí transferiu dinheiro para a Cosmatic Properties, Ltd., 
uma empresa offshore que utilizou para várias aquisições. 
Usou 233.883 contos para comprar uma quinta na região 
de Sintra que supostamente pertence a uma empresa, 

a Cosmatic, que por sua vez só terá enviado para Portugal 120 mil contos
26- As autoridades suíças, nunca forneceram 
os elementos pedidos pela investigação portuguesa 
porque Duarte Lima e a ex-mulher se opuseram, impedindo judicialmente 
que a carta expedida 
pelas autoridades portuguesas fosse cumprida.
27- Os ganhos na bolsa foram a grande 
desculpa de Duarte Lima para o seu enriquecimento. 
Declarou ter ganho 60 mil contos, mas apesar 
de ter o seu nome os investimentos eram de outras pessoas. 
Em dois dos casos tratava-se de empresas de construção: a Severo de Carvalho, 
a que Lima tinha grande ligação, e a Sociedade de Construções Translande.
28-  Mas os investimentos 

mais significativos na bolsa foram por contas do ex-deputado.
29- Os rendimentos declarados em sede de IRS, que não 

incluíram os da bolsa por não se encontrarem sujeitos a tributação, 
totalizaram 182 mil contos, entre 1987 e 1995. Mas o dinheiro movimentado  entre 1986 e 1994 
é superior a um milhão de contos. 
Só entre 1992 e 1994 foram 640 mil contos.
30- Foi em 1981 que inicia actividade na capital como assessor político e de imprensa 
do ministro da Administração Interna, Ângelo Correia.
31- Nunca mais haveria de parar no seu caminho para o poder e para a fortuna.
32- A carreira meteórica de deputado coincidiu com uma ascensão política fulminante. 
Foi o todo-poderoso vice-presidente da 
Comissão Política Nacional do PSD entre 1989 e 1991, 
presidindo ao respectivo grupo parlamentar, 
de 1991 a 1994, durante o governo  de Cavaco Silva. 
33- Tinha acesso a todos os gabinetes de ministros e secretários de Estado, 
era um nome mágico para empresários 
e particulares sequiosos de influência e proveitos. 
34- Vêm então os escândalos e cai em desgraça. 
Primeiro um construtor civil de Mogadouro envia-lhe um fax para 
o Parlamento a pedir um "jeito" num concurso de obras. 
Depois a história da casa de Nafarros.
35- Lima terá gasto milhares de contos 

em regularização de quotas e inscrição de novos militantes, 
grande parte deles recrutados em bairros sociais.
36- Com 56 anos, Duarte Lima é um homem rico e poderoso. Na luxuosa casa da av. Visconde Valmor, 
no centro de Lisboa, 
ofereceu jantares luxuosos os convidados ainda recordam as antiguidades nos salões. 
José Sócrates foi um dos convidados mais famosos.
37- Pedro Lima, o filho, é TESTA-DE-FERRO, suspeito de branqueamento de capitais, 
burla qualificada e fraude fiscal agravada, foi libertado e diz 
que não tem dinheiro para pagar a caução de 500 mil euros, 
ainda que seja sócio e administrador de cinco empresas.
38- Duarte Lima (DL) está preso. Mas mais do que o homem, o que está sob suspeição 
é o que ele simboliza e a classe política a que pertence. 
Em primeiro lugar, 
porque DL foi o primeiro grande representante da promiscuidade excessiva entre a política e os negócios. 
39- Como tantos outros que se lhe seguiram, acumulava o seu papel de representante 
do Povo e do Estado Português com as funções 
de consultor de grupos que faziam negócios com esse mesmo Estado, como o grupo Mota. 
40- Assessorava até entidades cuja actividade depende de despachos administrativos do Governo, 
como a Associação Nacional de Farmácias e outros.
41- DL esteve ligado a negócios com o BPN. Onde contraiu empréstimos 

de cerca de 50 milhões, sem oferecer qualquer  garantia ao banco. 
Privilégios só concedidos quando não se espera que o dinheiro seja devolvido. ~
Pretendia comprar terrenos em Oeiras onde pensava que se iria construir o IPO.
42- Também contraiu outro emprestimo ao BPN de perto de 7 milhões para comprar arte. 
43- Como todos os grandes vigaristas do regime, também andou pelo negócio sujo do imobiliário 
(comprar terrenos baratos, valorizando-os depois através da influência política nas câmaras e no Governo)
Realizava assim fortunas com as vendas imobiliárias, mas também com 
os esquemas de financiamentos que hipervalorizavam as garantias.
44- Em 1998, antes das eleições o director do Público, José Manuel Fernandes refere a escolha do PSD, 
sobre alguém com a "imagem pública tão negativamente marcada como Duarte Lima", 
Esta foi a resposta de Duarte Lima,
no Público.
(Clique para ampliar)
recordando os "20 volumes e 11 apensos" 
do processo crime. Mas ele sente-se tranquilo para responder...
Foi finalmente parado... apenas porque a sua ganancia foi além fronteiras, 
onde decidiu assassinar uma milionária no Brasil, 
para satisfazer a sua insaciável fome por dinheiro alheio. 
Em Portugal, arrastou por quase 2 décadas 
um rasto descarado de crimes contra o estado, 
dos quais se conseguiu sempre safar impune. 
Fazendo jus ao ditado 
"diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és." Na politica, 
em Portugal, para além de se promover 
o crime ainda se protegem os amigos criminosos.

Fontes consultadas:



Acesse o Artigo Original: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/04/mais-de-18-anos-roubar-ate-o.html#ixzz1sIxHl88a

blog Não votem mais neles, pensem !

Um pecado pouco original

O Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior, organismo da Igreja Católica, está preocupado com os efeitos da crise económica sobre os alunos universitários e enviou, por isso, uma carta ao secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró, na qual apela a “critérios de atribuição de bolsas mais justos”, por temer que o ensino superior fique “restrito às elites económicas”. E é um temor perfeitamente legítimo, do qual também partilho. Estranho é que o alerta venha de quem vem. A Universidade Católica Portuguesa, pertencente ao mesmo grupo económico, recebe anualmente do Estado português subsídios em montante suficiente para financiar a acção social escolar, não apenas do ensino superior, de todos os graus de ensino. E se o património imobiliário do mesmo grupo, o maior proprietário do país, não estivesse isento de impostos e contribuísse tal como o fazem todos os demais, a receita obtida do levantamento deste privilégio injustificável não apenas seria suficiente para financiar a Educação em todos os graus de ensino, como ainda sobraria para aliviar dois ou três por cento à taxa máxima de IVA, que todos pagamos porque eles não pagam nada, e para que todos os bens e serviços, que deixaram de ser essenciais por decreto, voltassem a ser tributados à taxa reduzida. Obviamente que não é a sua obrigação de contribuir que a Igreja reclama. Isso parece estar fora de qualquer cogitação. O custo da sua intervenção social resume-se ao das folhas de papel que enviaram ao Governo. Os proveitos da expressão pública da sua preocupação capitalizam-nos no reconhecimento geral que gera os apoios que perpetuam o seu privilégio anacrónico. Isto tem um nome. E atenção: o tema deste texto não é religião. 

Blog O país do burro

Dia Mundial da Voz: Os pregões das ruas da Invicta

Dia Mundial da Voz: Os pregões das ruas da Invicta




Dia Mundial da Voz: Os pregões das ruas da Invicta

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No Dia Mundial da Voz, o JPN foi descobrir os pregões que ainda se ouvem pelas ruas do Porto. Numa época em que o pregão está a ser esquecido, ainda se encontram vendedores de lotaria, meias, fruta e legumes e as conhecidas peixeiras do Bolhão.

valquíria


«PETÚNIAS as escarpas geométricas das insígnias nos orvalhos. Cortando ao meio a noite hiemal. Extasiantes centelhas, sopram, imaturas, a alusão num tempo interpretado… Desaparecendo. Aparecendo. Nos silêncios inexplicáveis das nuvens quando sobem ilícitas nas madrugadas impressas nu elegíaco, correndo contra a noite desembarcadora de fábulas e narcóticas ranhuras, gatilhos e outros furos semiabertos…
E quanto mais Odin me empurra mais me entranho no despedaçar que sou. Nos dedos abertos que circulam como ilhas despenhadas em destroços compêndios, na implosão limite, no corpo sonâmbulo que compõe as sombras e o teu rosto que me gerou lá onde não existem dilúvios mas tão somente alfabetos…»