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segunda-feira, 16 de abril de 2012


As melhores fotos dos desfiles do carnaval carioca

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Fotos AFP, AP, EPA, Reuters, Getty Images e G1 publicadas no Portal G1 e na Time.
blog da foto

Cuba Denunciou Roubo de Fundos Congelados em os EUA


Havana, 16 abr (Prensa Latina) Ao final de 2011 totalizou 245 milhões de dólares o valor dos fundos cubanos congelados pelos EUA, alguns dos quais desapareceram nos últimos anos devido às apropriações repetidas.

As apreensões incluem dinheiro e bens pertencentes a cidadãos cubanos residentes no país e fora dele, além de para os nacionais de outros estados e empresas cubanas e estrangeiras, devido às leis do bloqueio econômico imposto pelos EUA, denunciou um artigo no journal Granma.

Entre os ativos congelados existem propriedades e contas bancárias do Estado, entidades e indivíduos em Cuba, transferências para Cuba por parte de instituições estrangeiras e propriedades, indivíduos e prêmios em dinheiro obtidos pelos cidadãos cubanos em competições ou eventos desportivos internacionais.

Segundo o texto, o início desse tipo de ação ocorreu em 8 de julho de 1963, a partir da emissão pelo Tesouro dos EUA, da chamada Regulação de Controle de Ativos Cubanos, que decretou a congelar os fundos da ilha.

Desde meados dos anos 90, Cuba sofreu uma nova forma de ataque, o roubo das propriedades do Estado e empresas cubanas por decisão unilateral da administração de Washington.

Fonte: Prensa Latina


Espanha diz que tomará medidas "claras e contundentes" contra Argentina após expropriação

Cristina Kirchner anunciou projeto para expropriar 51% das ações da companhia Repsol-YPF

O governo espanhol respondeu, nesta segunda-feira (16/04), à decisão da presidente argentina, Cristina Kirchner, de enviar ao Congresso de seu país um projeto de lei que prevê a expropriação de 51% das ações da Repsol-YPF e de intervir na direção da empresa.

Em anúncio televisivo, o ministro de Indústria da Espanha, José Manuel Soria, e o chanceler José Manuel García-Margallo afirmaram que o governo de Mariano Rajoy atuará contra a decisão com “medidas claras e contundentes, que serão divulgadas ao longo dos próximos dias”.

Soria afirmou que o governo argentino negou o diálogo e optou por uma decisão “hostil”, não somente contra a empresa Repsol, como contra a Espanha. Segundo García-Margallo, a decisão argentina “quebra o clima de cordialidade e amizade que sempre presidiu as relações” bilaterais.

Para os ministros espanhóis, o governo argentino foi "discriminador" já que anunciou uma lei que declara interesse público na atividade de produção, comercialização e distribuição de hidrocarbonetos, mas “só adotaram medidas em relação à Repsol”.

Quando questionado por jornalistas, o chanceler também confirmou a expulsão de diretores da YPF – filial da espanhola Repsol na Argentina -, classificando o gesto de "arbitrário e extravagante", e garantindo que nunca viu gesto destas proporções ao longo de sua vida.

Logo após o anúncio de Cristina sobre o envio ao Congresso da lei prevê a passagem de 51% das ações da empresa para as mãos do Estado, das quais 49% seriam distribuídas às províncias produtoras de petróleo, o governo espanhol convocou uma reunião de urgência para estudar como reagirá à decisão argentina.

Anúncio esperado

Há meses o governo argentino denuncia a queda de produção por parte da empresa, decorrente da falta de investimentos. Cristina afirmou a medida se deve à política de “esvaziamento e não de produção” da companhia espanhola no país, o que, segundo ela, fez com que o saldo da balança comercial argentina sofresse uma redução de 150% em somente cinco anos.

O anúncio argentino veio acompanhado à assinatura de uma medida provisória -chamada de Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) na Argentina -, que determina a intervenção provisória da YPF S.A. por um prazo de 30 dias. Com a medida, o ministro de Planejamento argentino, Julio De Vido, assumiu a função de interventor estatal na empresa, em substituição à diretoria recém-dissolvida.

Fonte: Òpera Mundi

Don't Cry - Guns N' Roses (letra e tradução)

trabalhos originais e montagens feitas no pc - António Garrochinho







CARICTATURAS FEITAS NO PC - ANTÓNIO GARROCHINHO


Poesia ilustrada de António Garrochinho







O SEXO E A CRISE


Ne me quitte pas - Toots Thielemans



A FALTA QUE FAZ O SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO

A falta que faz o Serviço Militar Obrigatório (SMO) 

Uma das piores e mais consensuais decisões de um pretérito Governo consistiu no fim do serviço militar obrigatório (SMO). A decisão infeliz e popular tornou-se efetiva em 2004. O Governo de turno limitou-se a concretizar promessas eleitorais que, com a digna exceção do PCP, cederam às pressões das juventudes partidárias do PS, PSD e CDS, em que se destacava a euforia da mocidade do último.

A democracia não avaliou as consequências perversas da decisão. Em vez de alargar a ambos os sexos o SMO, fazendo refletir nas Forças Armadas (FA) a diversidade ideológica da sociedade plural que o 25 de Abril criou, optou pelo voluntariado mercenário, uma opção leviana e sem meios financeiros.

Um ano de cada português no SMO, muitas vezes em tarefas cívicas, era a forma de a juventude estimular a sua natural solidariedade de que o liberalismo económico desenfreado a quer definitivamente privar. Era o alfobre onde se recrutariam os militares necessários, a escola onde se aprenderia a servir a democracia, a amar a Pátria e a defender a liberdade.

A democracia portuguesa lidou sempre mal com as FA. A esquerda nunca esqueceu que foram elas que sustentaram a mais longa ditadura do século XX e a direita digeriu mal a liberdade que nos devolveram. Ainda hoje permanecem resquícios salazarentos na ala mais à direita do espetro partidário. Terá sido por acaso que os mais destacados militares de Abril foram ostracizados e afastados dos cargos de decisão?

Sobra à democracia a legitimidade que mingua às ditaduras. Os governos democráticos não podem renunciar ao direito de escolher quem ocupa os altos postos que, no caso de oficiais generais, são já lugares político-militares. Mas não será suspeito que, depois da passagem de Paulo Portas pelo ministério da Defesa, se tenha acentuado o perfil conservador das chefias militares dos estados-maiores?

A minha posição sobre o fim do SMO é pouco consensual e a situação atual é dificilmente reversível mas a dignidade das Forças Armadas Portuguesas, até por terem protagonizado uma Revolução democrática, deve ser reforçada bem como o seu compromisso na defesa da República e da democracia.

As FA serão sempre uma questão nacional, até pelo seu valor simbólico. Não podem tornar-se num corpo de polícia, numa tropa de mercenários ou na guarda pretoriana de uma ditadura vindoura. Portugal já teve a sua conta durante quase meio século. E o SMO era a garantia de uma vacina de melhor qualidade.

Quando os demónios totalitários acordarem na Europa, se a crise atual não for resolvida, encontrarão um instrumento dócil para os seus desígnios, umas FA à medida.

Ponte Europa / Sorumbático

posted by Carlos Esperança


OS BUROCRATAS DE BRUXELAS DEVEM ESTAR LOUCOS!


O Governo português "não vai propor o abate" de galinhas para cumprir uma diretiva europeia, disse hoje o diretor-geral da Alimentação e Veterinária, Nuno Vieira e Brito.

Segundo uma notícia hoje avançado pelo jornal i, os produtores nacionais de ovos não estão a adaptar-se às imposições europeias, definidas numa diretiva comunitária que obriga a ter gaiolas melhoradas para o setor avícola.

Vieira e Brito quer "afastar de todo o espetro do abate", afirmando que o Governo pretende estimular as empresas a cumprir no mais curto espaço de tempo a diretiva europeia.

De acordo com o responsável, "o abate é uma questão possível que alguns países aconselham", como é o caso do Reino Unido, mas "Portugal não vai acompanhar esse caminho".

Segundo o diretor-geral da Alimentação e Veterinária, tendo em conta os dados dos produtores, existem seis milhões de galinhas no mercado.

Deste total, metade das galinhas já estão em gaiolas melhoradas, pelo que sobram três milhões de aves.

NOTA: COM TANTA GENTE A PASSAR FOME EM PORTUGAL E NO MUNDO, ESTES SENHORES INVENTAM SARNA PARA SE COÇAREM E ASSIM JUSTIFICAREM A SUA EXISTÊNCIA.

PRIMEIRO, MANDARAM-NOS ABATER BARCOS PARA ACABAR COM AS PESCAS; DEPOIS, OBRIGARAM-NOS A MATAR VACAS PARA REDUZIR A PRODUÇÃO DE LEITE; DE SEGUIDA, FECHARAM-NOS INDÚSTRIAS E ARRANCARAM-NOS A VINHA; ENTRETANTO, DISSERAM-NOS QUE SÓ PODÍAMOS PRODUZIR, CONSUMIR, EXPORTAR FRUTA DE TAMANHO E ASPECTO IGUAL E SEM SABOR; AGORA, QUEREM-NOS MATAR AS GALINHAS PORQUE AS GAIOLAS SÃO PEQUENAS E NÃO TÊM AR CONDICIONADO. SERÁ POR QUASE DOS OVOS DE OURO?

SERÁ QUE OS ILUMINADOS DE BRUXELAS SE PREOCUPAM COM AS CONDIÇÕES EM QUE VIVE A MAIORIA DOS CIDADÃOS DESTA EUROPA EMPOBRECIDA, CHEIA DE DESEMPREGO, DE IDOSOS SEM CUIDADOS MÉDICOS, DE DESESPERADOS?

NA REVOLUÇÃO FRANCESA, QUANDO FORAM DIZER À RAINHA QUE OS CIDADÃOS DE PARIS PASSAVAM FOME, NÃO TINHAM PÃO, ESTA RESPONDEU, "NÃO TÊM PÃO COMAM BRIOCHES!".

FOI UMA PROVOCAÇÃO QUE LHE CUSTOU A CABEÇA.

iNVESTIGADOR MIGUEL SOARES

Universidades dão formação de "baixa qualidade"

por LusaOntem
Miguel Soares, o investigador principal do Instituto Gulbenkian de Ciência em Portugal, considera que as universidades portuguesas prestam uma formação de baixo nível de qualidade aos alunos.
O investigador, doutorado na Bélgica e antigo leitor na universidade de Harvard, nos Estados Unidos, fez estas declarações, no sábado, num painel do fórum da Sociedade Luso-Americana dos Pós-graduados (PAPS, na sigla inglesa), que decorreu na Universidade de Toronto, no Canadá.
Subordinado ao tema "O renascer português: uma década de crescimento científico e cultural", o 13.º fórum da PAPS, que junta alunos de pós-graduações universitárias e profissionais lusos no continente norte-americano, contou com as presenças do Embaixador de Portugal no Canadá, Pedro Moitinho de Almeida e do cônsul português em Toronto, Júlio Vilela.
Na abertura do encontro, o diplomata exortou a comunidade portuguesa a prosseguir os estudos e a melhorar as qualificações profissionais, apontando que "a realização deste fórum é um exemplo de que os portugueses podem fazer pós-graduações nas melhores universidades e trabalhar nas melhores multinacionais".
Instado pela agência Lusa a explicitar o alerta que proferiu durante a sua intervenção, Miguel Soares vincou que, após a revolução de 1974, "Portugal conseguiu a massificação da educação, mas o nível de qualidade que existe nas escolas é baixo. As pessoas saídas das universidades não têm competitividade. Não há excelência. Não admira a elevada taxa de desemprego junto da população jovem".
O responsável acrescentou que "para existir formação de alto nível há que mudar as universidades. E isso faz-se desde logo trazendo os melhores professores do mundo para formar as melhores pessoas do mundo".
O investigador notou, por outro lado, que continua a verificar-se a fraca ligação entre os pólos científicos e a indústria, o que faz com que exista uma maior dependência do financiamento do Estado, para além de limitar a aplicação de inovações científicas junto das empresas.
Outro dos oradores presentes na sessão sobre "Inovação", Cláudio Junkel, diretor do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Portugal, frisou que "a excelência custa muito dinheiro", e revelou que, apesar da grave crise financeira vivida em Portugal, a sua instituição decidiu este ano não cortar o investimento para a investigação.
Tiago Forjaz, fundador da Fundação Talento, em Portugal, um dos convidados a falar sobre empreendorismo, referiu à Lusa o seu empenho em "promover o talento dos portugueses em todo o mundo e em todas as áreas de atividade".
Apoiada numa rede social 'The Star Tracker', com 35 mil membros em 250 cidades em todo o mundo, esta fundação - ainda em fase de formalização legal - mantém a parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian no projeto "Ideias de origem portuguesa", lançado em 2010.
"É notório que na última década a tecnologia ajudou a transformar a capacidade de partilhar os conhecimentos através das redes digitais", observou Forjaz.
Porém, indicou, "continua a ser desejável uma maior ligação entre a investigação e a indústria. Aliás, devido à crise, as universidades não terão grandes opções que não sejam abrirem-se às empresas", concluiu.
Durante este encontro foi anunciado o vencedor do prémio PAPS-LBC Leadership de 2011, o qual foi atribuído a Pedro Reis, atualmente professor assistente no MIT - Massachusetts Institute of Technology, de entre outros quatro nomeados.
Foi a primeira vez que o fórum da PAPS se organizou no Canadá, tendo nas edições anteriores decorrido em cidades dos Estados Unidos.
"A maior parte dos membros da PAPS está nos EUA porque é um reflexo dos programas de intercâmbio com as universidades americanas. No Canadá temos 14 núcleos de portugueses em várias cidades. Essa é uma razão porque escolhemos a organização no Canadá, para darmos uma maior visibilidade", disse à Lusa Ricardo Vidal, presidente executivo da associação.
Este encontro da PAPS teve os apoios da TAP Portugal, Caixa Geral de Depósitos, Banco Espírito Santo, Able Translations Able Transports, Mass Dartmouth e LBC Leadership.

Eurythmics Sweet Dreams

Bonnie Tyler I Need a Hero video



António Barreto – Pobre desgraçado! *


Pingo Doce. PingodoçePingodou-se... e de que maneira! Mais um "ilustre" que se “pingodou” ao comprido.
O dono do Pingo Doce, o demagogo, aproveitador e aldrabão hiper-merceeiro Soares dos Santos, até deve pagar-lhes bem. Dá-lhes cargos com nomes vistosos na sua Fundação. Eles incham de importância... mas depois, inexoravelmente, lá vem a factura a pagar: todos têm que dar a cara, promovendo as mercearias do patrão.
Agora tocou a vez a essa espécie de protozoário que aqui aparece com um ar bovinamente maroto e saca-rolhas na mão... António Barreto.
Eu, maldosamente, devia ficar feliz por ver o bandalho (que para uns ficará na História como sociólogo, mas para outros, como simples criminoso) fazer esta triste e infeliz figura, baloiçando ao sabor do ar condicionado, pendurado em grandes cartazes, por entre hortaliças, papel higiénico e detergentes... mas não consigo. O asco sobrepõe-se!
* Não! Desta vez também não tive que “mexer” na imagem. É mesmo assim!


 A22: Algarve fora das isenções já em Junho 
16-04-2012 10:51:00

Só as regiões que estejam bem abaixo da média da riqueza nacional vão manter isenções. Algarve está acima, dizem os dados.
 
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As isenções nas antigas SCUT acabam a 30 de junho, exceptuando as regiões com um índice de poder de compra que não atinja os 80% da média do PIB per capita nacional.
A informação, que está a ser avançada pelo Expresso online, foi confirmada hoje à Agência Lusa por fonte da Estradas de Portugal, com base na resolução do Conselho de Ministros de 22 de setembro de 2010, que instituiu a aplicação de portagens nas SCUT.
"A partir de 1 de julho de 2012, a aplicação do regime de discriminação positiva manter-se-á apenas nas ex-SCUT que sirvam regiões mais desfavorecidas, tendo em conta o índice de disparidade do Produto Interno Bruto (PIB) per capita regional, nomeadamente nas regiões que registem menos de 80% da média do PIB per capita nacional", explicou a fonte.
Em dezembro de 2011, segundo dados oficiais, estavam em vigor 336.460 isenções para circulação na A28, A29, A41 e A42 (na região Norte), A22 (Algarve) e A23, A24 e A25 (Centro).
Em março último, o ministro da Economia e do Emprego admitiu que o Governo está a estudar o impacto das portagens introduzidas nas antigas SCUT e que em junho irá reavaliar a situação."É sabido que o Governo está a estudar os impactos nas diversas regiões e, até ao final de junho, irá reavaliar, em todo o país, esta questão", afirmou Álvaro Santos Pereira.
Algarve supera média do PIB
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes a 2009, apenas Lisboa, a Região Autónoma da Madeira e o Algarve ultrapassaram a média do PIB nacional, com índices, respetivamente, de 138, 131 e 108 (índice 100 corresponde à média nacional).
Já por exemplo a região da Serra da Estrela apresentava, segundo o mesmo documento, um índice de 52,6, o Tâmega de 55,4 e a Península de Setúbal 72,4.Em todo o país existem atualmente sete concessões que antes estavam abrangidas pelo regime Sem Custos para o Utilizador (SCUT).
Segundo a Estradas de Portugal, as populações e empresas locais com residência ou sede na área de influência destas autoestradas que passaram a ser portajadas beneficiaram até agora de um sistema misto de isenções e de descontos nas taxas."Contempla a isenção do pagamento de taxas de portagem nas primeiras 10 viagens mensais efetuadas na respetiva autoestrada e no desconto de 15% no valor das taxas de portagem nas restantes viagens", explicou a fonte.
Neste processo eram consideradas como "populações e empresas locais a abranger pelo regime de discriminação positiva" aquelas com residência ou sede na área de influência da SCUT.
Nas áreas metropolitanas com maior densidade de oferta de infraestruturas, casos das SCUT Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata, a área de influência corresponde aos concelhos em que uma qualquer parte do seu território "fique a menos de 10 quilómetros da via".
Já fora das áreas metropolitanas - correspondente às SCUT Interior Norte, Beiras Litoral e Alta, Beira Interior e Algarve, portajadas apenas em dezembro de 2011 - integram este regime os concelhos inseridos numa nomenclatura de unidade territorial (NUT) III em que uma qualquer parte do território "fique a menos de 20 quilómetros da via".


Observatório do Algarve

 Conheça o cão que afinal é uma cadela 


Nasceu cão... mas aos sete meses, decidiu que era cadela. A história insólita passou-se em Olhão.
 
Tito, Tita ou nenhum dos dois? História insólita passou-se em Olhão
Ver Galeria
 
Foi registado há sete meses como cão, mas afinal o pequeno Tito tratava-se de uma cadela.
Tito foi oferecido em Setembro a Eliseu Martins, residente em Olhão e estava registado como macho, mas na semana passada, uma ida à tosquia acabou por mudar-lhe o sexo.
Eliseu, quando o recebeu, chamou-lhe “Tito, o Terrível”, dado o temperamento irrequieto do animal. Para além de reguila, Tito era também muito peludo, algo que poderá explicar em parte a confusão de sexo, mas que não explica como o veterinário, de um clínica de Olhão, ‘comprou’ a versão do dono.
“É caricato porque quando lhe colocaram o chip, ele ficou registado como cão”. Nem o próprio veterinário, que lhe actualizou todas as vacinas, reparou na ausência do pequeno pormenor, que faria toda a diferença.
Foi o cunhado quem o levou à tosquia e nem sabia o que aí vinha. “Depois de lhe raparem a barriguinha, perguntaram-lhe porque lhe chamavam Tito, se afinal era uma cadelinha”, conta Eliseu Martins.
Só na próxima semana Eliseu poderá tratar da alteração dos documentos na clínica veterinária, para que possa pedir ao registo nacional que lhe assinalem a mudança de sexo. “
O problema é que ele já interiorizou o nome de Tito. Pensámos em chamá-lo de Tita, mas o meu vizinho já tem essa alcunha”, diz, ficando a escolha do futuro nome ainda em aberto.
Com alguma ironia, o dono do cão, aliás cadela, recorda que por causa do pêlo excessivo a sua esposa já tinha um dia colocado ganchos na franja do suposto Tito, mas que ele – o dono – lhe pedira para não o fazer: “Não queria um cão amaricado”, diz.
Agora, confrontado com a dura realidade, Eliseu já se conformou: “Por um lado até é melhor que seja cadela, já sei com o que posso contar, porque tenho outra. Os cães são mais problemáticos. Mas por outro lado, o cio vai ser um problema”, antevê.
Embora admita que o veterinário poderia ter tido mais atenção, Eliseu prefere não identificar o hospital veterinário de Olhão, alegando não querer pôr em causa a clínica e qualificando a história de “engraçada e caricata”.

Observatório do Algarve



Almoço Comemorativo da Revolução do 25 de Abril


Almoço Comemorativo da

Revolução do 25 de Abril

Dia 21 de Abril de 2012
13.00h, na Casa do Alentejo
Ementa: pão, queijo, chouriço, saladas frias, vinho, águas, Bacalhau à Espiritual, Carne de Porco à Alentejana, arroz doce, pudim, mousse de chocolate, salada de fruta, café.
17 euros
Inscrições pelo email

arte de rua em Barão de S. João

a arte do Alonso a animar a aldeia
uma festa de cor e som e movimento










NAÇÃO VALENTE E IMORTAL - ANTÓNIO LOBO ANTUNES

«Nação valente e imortal»
Crónica na Visão. Boa demais para deixar passar sem partilhar aqui:
in Revista Visão 
05.04.2012
ANTÓNIO LOBO ANTUNES - ESCRITOR
Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos.
Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade. O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles. Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão. O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal. Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito. Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver
- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro
- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima
- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade.
As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.
Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!
Loureiro para o Panteão já!
Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!
Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha.
Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.
Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano. Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos. Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho. Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar. Abaixo o Bem-Estar.
Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.
Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.
Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.
Infelizmente, de saúde mto frágil, estamos em risco de perder este génio...
in Revista Visão
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