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sábado, 14 de abril de 2012

PARA OS HOMENS APRENDEREM A PASSAR UMA CAMISA A FERRO - 1ª LIÇÃO


Já passa por normal


Um ex-inspector da Polícia Judiciária mandou depositar dois mil euros na conta de um árbitro de futebol para o poder acusar de corrupção e uma boa parte do país diverte-se a brincar com as traquinices do mundo da bola. Mas se um ex-inspector da PJ, agora vice-presidente de um grande clube, recorre a este estratagema não foi certamente para ser apanhado e cair no ridículo.
  
È bom lembrar que o processo Casa Pia nasceu com um esquema montado por outro inspector da PJ que combinou o envio de uma carta anónima. Quando alguém experiente, que foi inspector da Polícia Judiciário tem esta escola temos sérias razões para sentirmos arrepios na espinha quando pensamos no que se passará nos bastidores da justiça portuguesa.
  
Quantos cidadãos foram acusados por encomenda, quantos foram condenados por falsas provas, quantos esquemas foram montados a troco de dinheiro? É bom recordar que só nos últimos tempos, para além deste caso e da forma como foi iniciado o processo Casa Pia, também foi notícia uma inspectora que roubava os traficantes e andava no BMW de luxo cujo roubo havia encomendado e ainda um caso de vigilâncias ilegais feitas por agentes da PJ nas suas horas vagas.
  
A tudo isto temos de somar a facilidade com que processos judiciais vão parar Às mãos dos jornalistas quando estão em causa certos interesses políticos. Compare-se a facilidade com que os documentos do processo Freeoport chegaram aos jornais com a protecção dos segredos no caso dos submarinos. Num caso já se gastaram milhões na tentativa de provar que houve subornos de algumas centenas de milhares de euros. No outro a justiça alemã provou que houve subornos de milhões e por cá por cá o processo parece merecer menos importância do que o roubo de uma melancia.
  
Compare-se o empenho de alguns magistrados sindicalistas em processos como o caso Freeport, o caso Face Oculta ou o caso Freeport com este dos submarinos em que até ficamos com a impressão de que o “Arpão” e o “Tridente” são submarinos espanhóis. Aliás, as preocupações daqueles processos chegaram mesmo a Belém, o presidente confundiu várias vezes o sindicalista do MP com o Procurador-geral e chamou-o por várias vezes a Belém.
  
Menos rascas do que o inspector da PJ foram os sindicalistas dos magistrados, não depositaram dinheiro nas contas dos ex-ministros, mas foram recolher todas as despesas para que sejam investigadas, talvez algum deles tenha comprado um perfume para a amante e depois não tenha feito a reposição do dinheiro, aliás, mesmo que o tenha feito pode ser acusado de peculato.
  
O mais grave de tudo isto é que já ninguém se indigna, levamos a coisa para a brincadeira e reduzimos a questão a um problema da bola. Só que o país está como o mundo da bola, tal como as claques os partidos estão infiltrados por marginais, os juízes da bola cada vez se distinguem menos dos que usam toga, há tanta corrupção no mundo da bola como no da justiça e algumas decisões judiciais suscitam mais dúvidas dos que as grandes penalidades.

Assunção Cristas: na agricultura "não falta emprego, falta é gente para trabalhar”



<p>Assunção Cristas</p>
Assunção Cristas

A governante sublinhou que é preciso contrariar a ideia de que trabalhar neste sector “é uma vida de dificuldades” e passar a mensagem de que as pessoas “podem ganhar dinheiro e enriquecer”, concluindo que “não há falta de emprego na agricultura, falta é gente para trabalhar”.

Uma das soluções passa por garantir mais agricultores e “novas pessoas que sintam que há oportunidades”, razão pela qual o Governo está a disponibilizar terras do próprio Estado, com prioridade para os novos agricultores.

“Arranjamos verbas [através de fundos comunitários] e terra para cultivar”, salientou a ministra, convicta de que o caminho a percorrer passa “por produzir mais, aumentar o consumo interno e as exportações”.

Uma das áreas de oportunidade que destacou é a da produção biológica, que tem sido uma das apostas dos jovens agricultores, assinalou a governante.

O cadastro territorial e a valorização da produção nacional são dois desafios referidos por Assunção Cristas, que aproveitou para destacar a necessidade de “uma utilização mais eficiente da água, num dos países que possui uma menor área de regadio”.

Por outro lado, a governante reafirmou a intenção e a importância de, “brevemente”, passar a ser publicada no site do Ministério da Agricultura a margem de lucro dos vários elos da cadeia alimentar, procurando tornar mais transparente os valores praticados entre a produção e a distribuição.

As declarações de Assunção Cristas foram proferidas durante uma conferência em Leiria, organizada pela NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria, intitulada “Novos desafios do Sector Agroalimentar – Uma Estratégia para o Crescimento da Economia Portuguesa”.
    Publico

Zeca Afonso - Grândola Vila Morena na TV da Galicia

GOLPE DE ESTADO NA GUINÉ VEIO MESMO A CALHAR PARA ESCONDER O GOLPE DE ESTADO EM PORTUGAL !



O GOLPE DE ESTADO

Na Guiné…veio mesmo a calhar para esconder o Golpe de Estado em Portugal. Os noticiários preencheram o seu tempo exaustivamente sobre a Guiné, ignoraram o significado do dito Pacto Orçamental da UE para Portugal. Se não fosse a Guiné seria o Sporting – Benfica, o caso dos árbitros, tudo serve para esconder dos portugueses do caminho de desastre para onde nos levam.
Com este Pacto põe-se fim ao que restava de soberania nacional. Agora é democracia que o PS ajuda a meter na gaveta.
Quantas pessoas sabem do que consta e quais as consequências para si e suas famílias? Um número ínfimo. O Governo e o sr Seguro, garantem que “é essencial para o nosso país” e chamam-lhe “regra de ouro”. Mas não dizem do que se trata ou dão a ideia de que por obra do Espírito Santo deixamos de ter défice orçamental.
Basicamente, trata-se de impor um défice orçamental de 0,5% do PIB, calculado de forma mais penalizadora que atualmente - “défice estrutural” – e 60% de dívida pública com penalidades se não for cumprido: multa de 1% do PIB, intervenção na definição do Orçamento de Estado e outras obrigações a decidir por Bruxelas, isto é, Berlim.
Anteriormente havia na UE um objetivo de 3% do PIB que poucos países cumpriram desde a introdução do euro, com os 0,5% - segundo o critérioanterior –terá havido em 13 anos um incumprimento de 75% na Zona Euro (1)
Como é que vai ser cumprido o Pacto? Não dizem. Se com o pacto da troika o governo já nada garante quanto a prazos ou valores do equilíbrio de contas, crescimento, emprego, prestações sociais, como pensam cumprir o Pacto? Quais as consequências e quais os meios para cumprir? Não dizem, pois os ultracompetentes do governo que viram de cheios de parangonas do estrangeiro (V. Gaspar e Santos Pereira) nada sabem quanto ao futuro do que – graças à mentira propalada - governam.
Pergunta-se: mas não será bom não ter défice orçamental? Claro que sim, porém as regras da UE impedem que os países tenham políticas nesse sentido. O BCE fomenta o endividamento aos especuladores, impede que o grande capital seja tributado como devia. A livre circulação de capitais faz fugir do país os lucros dos monopólios e o dinheiro da especulação. As empresas lucrativas são todas privatizadas. A concorrência fiscal na UE e a existência de paraísos fiscais impede que se cobrem impostos retira meios aos Estados para tributarem o grande capital.
O anterior Pacto de Estabilidade e Crescimento, nunca foi de crescimento, só serviu para engordar as oligarquias (é ver os lucros das Galp, EDP, PT, Sonae, Amorim, Pingo Doce, etc.) e endividar o país. Um pacto que só serve os interesses do grande capital alemão e dos especuladores internacionais. Um pacto que limita, tende a acabar ou acaba mesmo com as transferências de verbas comunitárias para os países. Em caso de incumprimento são aplicadas penalidades, não está prevista qualquer solidariedade europeia. Um pacto que só interessa aos banqueiros e monopolistas nacionais. A riqueza fica nas suas mãos, garantida por Bruxelas, em partilha com os predadores financeiros internacionais.
Federalismo? Nada disso, trata-se de colonialismo. O federalismo dos EUA ou do Brasil (mesmo que fosse viável na Europa) nada tem que ver com o que está a ser posto em prática na UE. A obra de Afonso Henriques, de 1385, de 1640, de Abril de 1974 está a ser posta no caixote do lixo.
Golpe de Estado, nas costas dos portugueses. Para aqueles que a juraram cumprir e defender a Constituição é como se não existisse. A democracia está em causa. De nada servem os programas e as mentiras dos partidos da troika (PS – PSD, CDS). As eleições são institucionalizadas como farsa.
Esta inqualificável gente põe às costas do povo e das gerações futuras: um pacto de recessão, de empobrecimento, de desemprego, de espoliação das riquezas nacionais. De exclusão social. De regressão de muitas décadas.
E tudo isto é feito sem os portugueses terem a mínima ideia do que os espera. Com a Comunicação Social a esconder as iniciativas e argumentos dos que apenas pretendiam que o povo fosse informado e consultado (PCP, BE, Verdes). Onde estão afinal as tiradas declamatórias de nacionalismo do sr. Portas e as tiradas democráticas do PSD e PS? Em tudo isto a Direção do PS mais uma vez faz o papel de Cavalo de Tróia dos interesses estrangeiros. Que significado tem para esta gente soberania nacional? E um povo decidir dos seus destinos?
Que vergonha! Que degradação ideológica! Que abandalhamento político! “Regra de ouro”? Mas ouro para quem?!
A luta que se perspectiva no futuro será pela soberania nacional. Uma luta de libertação.

1 – Citado por Graça Franco (Diretora de Informação da R. Renascença) na SIC notícias.

era uma vez um Coelhinho - tirem conclusões !!!

França - o bacalhau e a política




O bacalhau e a política

Entre os políticos portugueses, os períodos de campanha eleitoral são conhecidos pelos "circuitos da carne assada", esse infindável périplo por mesas de restaurantes e pavilhões gimno-desportivos, como comida portuguesa, quase sempre mais em força do que em jeito.

Aqui em França, presumo que as coisas não devam ser muito diferentes. Mas, para além da comida do seu país, o proselitismo obriga a que os políticos franceses em campanha não se eximam a provar a gastronomia típica das comunidades cujo voto pretendem conquistar. Já me contaram histórias deliciosas dos tempos de Jacques Chirac, ao tempo em que se interessava pelo voto dos portugueses.

Na campanha presidencial em curso, um restaurante português ganhou foros de alguma fama, ao estar a ser, no dia a dia, uma espécie de cantina informal da candidata Marine Le Pen e da sua equipa. Há dias, foi a vez do presidente candidato Nicolas Sarkozy ter organizado um almoço, na periferia de Paris, num restaurante com cozinha portuguesa. Na passada semana, a "Academia do Bacalhau" de Paris, uma convivial agremiação de portugueses, convidou representantes das candidaturas de François Hollande e de Nicolas Sarkozy para explicarem de que modo os interesses de afirmação cultural e linguística da comunidade de origem lusitana seria protegidos, em caso de vitória do seu candidato.

Nunca se saberá qual o sentido maioritário dos cidadãos de origem portuguesa que dispõem de direito de voto nas eleições presidenciais que se concluirão em 6 de maio. Pelo que todos ficaremos sem saber se o esforço de simpatia dos candidatos pela cozinha portuguesa teve algum efeito nessa opção. Mas, enfim, a verdade é que alguns tentaram...


Passos Coelho inovador


O sinistro Coelho (o dos Passos) acaba de contribuir com uma “inovação” que, a ter a patente devidamente registada, pode vir a fazer dele um homem muito rico: a «Restituição Intensa» dos subsídios de férias e de natal... lá para algures... num futuro que a ver vamos...
Grande ideia! Grande conceito!
Ah!... Como eu gostaria de poder “restituir”, e também de uma forma “intensa”, tudo aquilo que Passos Coelho e o seu bando de malfeitores nos têm dado!
De preferência, bem em cheio na... mas politicamente, claro!!!

De pé (saudação a Antero) - José Mário Branco ao vivo em 1997





«O primeiro-ministro anunciou que íamos empobrecer, com aquele desígnio de falar "verdade", que consiste na banalização do mal, para que nos resignemos mais suavemente. Ao lado, uma espécie de contabilista a nível nacional diz-nos, como é hábito nos contabilistas, que as contas são difíceis de perceber, mas que os números são crus. Os agiotas batem à porta e eles afinal até são amigos dos agiotas. Que não tivéssemos caído na asneira de empenhar os brincos, os anéis e as pulseiras para comprar a máquina de lavar alemã. E agora as jóias não valem nada. Mas o vendedor prometeu-nos que... Não interessa.

Vamos empobrecer. Já vivi num país assim. Um país onde os "remediados" só compravam fruta para as crianças e os pomares estavam rodeados de muros encimados por vidros de garrafa partidos, onde as crianças mais pobres se espetavam, se tentassem ir às árvores. Um país onde se ia ao talho comprar um bife que se pedia "mais tenrinho" para os mais pequenos, onde convinha que o peixe não cheirasse "a fénico". Não, não era a "alimentação mediterrânica", nos meios industriais e no interior isolado, era a sobrevivência.

Na terra onde nasci, os operários corticeiros, quando adoeciam ou deixavam de trabalhar vinham para a rua pedir esmola (como é que vão fazer agora os desempregados de "longa" duração, ou seja, ao fim de um ano e meio?). Nessa mesma terra deambulavam também pela rua os operários e operárias que o sempre branqueado Alfredo da Silva e seus descendentes punham na rua nos "balões" ("Olha, hoje houve um ' balão' na Cuf, coitados!"). Nesse país, os pobres espreitavam pelos portões da quinta dos Patiño e de outros, para ver "como é que elas iam vestidas".

Nesse país morriam muitos recém-nascidos e muitas mães durante o parto e após o parto. Mas havia a "obra das Mães" e fazia-se anualmente "o berço" nos liceus femininos onde se colocavam camisinhas, casaquinhos e demais enxoval, com laçarotes, tules e rendas e o mais premiado e os outros eram entregues a famílias pobres bem - comportadas (o que incluía, é óbvio, casamento pela Igreja).

Na terra onde nasci e vivi, o hospital estava entregue à Misericórdia. Nesse, como em todos os das Misericórdias, o provedor decidia em absoluto os desígnios do hospital. Era um senhor rural e arcaico, vestido de samarra, evidentemente não médico, que escolhia no catálogo os aparelhos de fisioterapia, contratava as religiosas e os médicos, atendia os pedidos dos administrativos ("Ó senhor provedor, preciso de comprar sapatos para o meu filho"). As pessoas iam à "Caixa", que dependia do regime de trabalho (ainda hoje quase 40 anos depois muitos pensam que é assim), iam aos hospitais e pagavam de acordo com o escalão. E tudo dependia da Assistência. O nome diz tudo. Andavam desdentadas, os abcessos dentários transformavam-se em grandes massas destinadas a operação e a serem focos de septicemia, as listas de cirurgia eram arbitrárias. As enfermarias dos hospitais estavam cheias de doentes com cirroses provocadas por muito vinho e pouca proteína. E generalizadamente o vinho era barato e uma "boa zurrapa".

E todos por todo o lado pediam "um jeitinho", "um empenhozinho", "um padrinho", "depois dou-lhe qualquer coisinha", "olhe que no Natal não me esqueço de si" e procuravam "conhecer lá alguém".

Na província, alguns, poucos, tinham acesso às primeiras letras (e últimas) através de regentes escolares, que elas próprias só tinham a quarta classe. Também na província não havia livrarias (abençoadas bibliotecas itinerantes da Gulbenkian), nem teatro, nem cinema.

Aos meninos e meninas dos poucos liceus (aquilo é que eram elites!) era recomendado não se darem com os das escolas técnicas. E a uma rapariga do liceu caía muito mal namorar alguém dessa outra casta. Para tratar uma mulher havia um léxico hierárquico: você, ó; tiazinha; senhora (Maria); dona; senhora dona e... supremo desígnio - Madame.

Os funcionários públicos eram tratados depreciativamente por "mangas-de-alpaca" porque usavam duas meias mangas com elásticos no punho e no cotovelo a proteger as mangas do casaco.

Eu vivi nesse país e não gostei. E com tudo isto, só falei de pobreza, não falei de ditadura. É que uma casa bem com a outra. A pobreza generalizada e prolongada necessita de ditadura. Seja em África, seja na América Latina dos anos 60 e 70 do século XX, seja na China, seja na Birmânia, seja em Portugal.»



Silencio e realidade


«Tenho que dizer muito claramente que lamento profundamente que tenha sido tornada pública uma carta que fornece informação a quem não devia, isso indica debilidades que podem ser aproveitadas, pondo em causa a segurança», sublinhou a ministra, garantindo que o Ministério da Justiça irá «apurar responsabilidades» nessa matéria. Paula Teixeira da Cruz falava aos jornalistas a propósito da divulgação de uma carta enviada ao director-geral dos serviços prisionais pelos chefes do corpo da guarda prisional em que se alerta para um cenário de ruptura nas cadeias, nomeadamente sobrelotação, torres de vigia desactivadas em cadeias, por falta de pessoal e carrinhas avariadas.

A Ministra parece preferir que a verdade seja calada e que ninguém saiba o estado em que se encontram os estabelecimentos prisionais utilizando o argumento da segurança. Quer-nos fazer acreditar que quem vive nas prisões, sejam eles presos ou guardas, não sabem as condições em que vivem nem aquilo que se passa por lá, quando na verdade o que pretende é esconder a realidade em que o sistema que tutela se encontra. Se existem funcionários das Finanças que já não podem sair para fazer avaliações ou penhoras por não haver dinheiro para a gasolina ou os policias que não fazem as rondas por os carros estarem avariados não podemos estranhar que neste recanto obscuro e que todos procuramos esquecer que existe que são as prisões também não haja dinheiro para nada. Quem só sabe fazer cortes e impor austeridade era bom que não se esquecesse que quem planta ventos colhe tempestades e elas, mais cedo ou mais tarde são vistas e sentidas por todos por mais que a tentes esconder ou silenciar.

Fausto Papetti - Woman in love

Fausto Papetti - Emmanuelle