AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


sexta-feira, 13 de abril de 2012



Ensino - Somos governados por "génios"!


O ministro da caridade do CDS, o santarrão hipócrita Pedro Mota Soares da lambreta, já tinha descoberto a pólvora. Para “aumentar” o número de vagas nos lares de idosos, deu indicações para que se transformem quartos individuais em camaratas e... Tchanam!!! Aparecem, por milagre, 10.000 “novas” vagas.
O genial Crato da “educação” segue-lhe as pisadas. Repetindo o truque do ano passado, o MEC resolveu, mais uma vez, aumentar o número de alunos por turma e... Tchanam!!! Já não são necessários tantos professores, digo eu...
Como não vislumbro em que é que transformar as turmas em turbas pode contribuir para a elevação da qualidade do ensino, na melhor das hipóteses os nossos geniais governantes querem é ver-nos bem “aconchegados” (*)...
Volto a lembrar uma “sugestão” que já antes aqui fiz. Porque diabo não vão dar as aulas para os estádios de futebol?! Um só "professor" e um bom sistema de som, dá para milhares de cobaias, perdão, de alunos. Aí sim, poupam-se milhões nos ordenados desses grandes chatarrões dos professores.
Com umas boas músicas para os intervalos... seria mais uma bela “festa” para acrescentar à lista da tresloucada Marilú.

* Montagem da minha lavra, com recurso a uma fotografia de Spencer Tunick e uma lata de conserva... de autor desconhecido.




Ditador Videla admite que matou “sete ou oito mil pessoas”



O ditador argentino Jorge Rafael Videla admitiu que matou “sete ou oito mil pessoas” durante a ditadura civil-militar. Friamente, o ditador, hoje preso, afirmou que as vítimas estavam detidas ou sequestradas e que fez desaparecer seus restos “para não provocar protestos dentro e fora do país”. “Cada desaparição pode ser entendida certamente como a maquiagem, ou dissimulação de uma morte”, diz Videla em um livro do jornalista argentino Ceferino Reato. O artigo é de Francisco Luque.


Francisco Luque - De Buenos Aires


Buenos Aires - O relato é cru, mas esclarecedor. O ditador argentino Jorge Rafael Videla admitiu que matou “sete ou oito mil pessoas” durante a ditadura. Friamente, o ditador, hoje preso, afirmou que as vítimas estavam detidas ou sequestradas e que fez desaparecer seus restos “para não provocar protestos dentro e fora do país”. “Cada desaparição pode ser entendida certamente como a maquiagem, ou dissimulação de uma morte”. Estas declarações estão incluídas no livro “Disposição Final, a confissão de Videla sobre os desaparecidos”, do jornalista argentino Ceferino Reato, publicadas hoje (13) pelo jornal La Nación, da Argentina.


Segundo o La Nación, o repressor descreve de forma detalhada o “método” utilizado durante a repressão ilegal, justifica o uso da tortura e destaca a influência da “Doutrina Francesa” usada na Argélia, na luta contra as guerrilhas.


"Não havia outra solução, (os militares) estávamos de acordo em que era o preço a pagar para ganhar a guerra contra a subversão e necessitávamos que não fosse evidente para que a sociedade não percebesse. Havia que eliminar um conjunto grande de pessoas que não podiam ser levadas à justiça nem tampouco fuziladas", afirmou o ditador.


Organismos de Direitos Humanos afirmam que o número de desaparecidos por ação da ditadura cívico-militar na Argentina corresponde a 30.000 pessoas.
No livro, de próxima distribuição, Videla afirma que fez desaparecer corpos de pessoas mortas em tiroteios, como o do chefe do Exército Revolucionário do Povo (ERP) Mario Santucho, porque "era uma pessoa que gerava expectativas; a aparição desse corpo ia dar lugar a homenagens, a celebrações. Era uma figura que devia ser apagada". Sustenta também que a reação da ditadura não estava relacionada com uma “Solução Final”, mas com “Disposição Final”. “É uma frase muito utilizada pelos militares, e significa tirar de serviço algo por ser imprestável”, diz Videla.


O repressor sustenta que as pessoas que “deviam morrer” para ganhar a guerra contra a subversão o foram por sua preparação militar e ideológica. Enfoca seu relato no Exército Revolucionário do Povo (ERP), a quem aponta como “mais inimigo que os Montoneros”. “Era algo alheio, outra coisa. Os Montoneros guardavam algo de nacionalismo, catolicismo, do peronismo com o qual havia nascido", afirma.


O livro inclui testemunhos de outros chefes militares, guerrilheiros, políticos, funcionários e sindicalistas que permitem reconstruir o contexto histórico no qual Videla e suas tropas decidiram tomar o poder, no dia 24 de março de 1976, e matar e fazer desaparecer os restos dos milhares de pessoas às quais consideravam "irrecuperáveis".


Com respeito ao destino final dos desaparecidos, Videla sustenta que “não existem listas definitivas, apenas algumas parciais e desorganizadas”. Esta é a segunda vez que o ditador Videla se refere midiaticamente aos desaparecidos. Em dezembro de 1977, frente à conferência de imprensa que procurava resposta sobre as suspeitas de detenção e desaparição de pessoas, Videla filosofou: “O desaparecido, enquanto permaneça como tal, é uma incógnita. Se o homem aparecesse teria um tratamento "x", mas enquanto seja desaparecido, não pode ter um tratamento especial. Os desaparecidos são isso: desaparecidos; não estão nem vivos nem mortos; estão desaparecidos, não têm identidade, não são”.


A cobertura que o jornal La Nación dedicou nos últimos tempos às declarações do ditador Videla e suas justificativas dos crimes de sua ditadura causaram desconforto. Em fevereiro deste ano, o tradicional veículo, pertencente à também tradicional família Mitre, publicou parte da entrevista que o repressor concedeu à revista espanhola Cambio 16. Entretanto, no dia 10 de abril passado, em seu editorial intitulado “Memória completa e reconciliação”, tentou revalorizar a “teoria dos dois demônios” propondo uma espécie de “reconhecimento” aos soldados, oficiais e policiais que morreram “cumprindo com seu dever” na década de 70, além de se pronunciar contra a anulação das leis de obediência devida e ponto final, reivindicando-as junto com os indultos aos genocidas, como “avanços à reconciliação”.


“A este jornal só podemos reconhecer o mérito da coerência histórica. São os mesmos que apoiaram todo golpe de estado presenciaram e protegeram em suas páginas a ditadura militar genocida. São os que fizeram negócios milionários com o governo de fato, cujo caso emblemático é a aquisição da empresa Papel Prensa”, afirmou o presidente da Federação de Estudantes da Universidade de Buenos Aires, Ignacio Kostzer.


Tradução: Libório Junior


Fonte: Carta Maior

COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL NA FREGUESIA DE SANTA BÁRBARA DE NEXE






Palavra da Salvação

por FERNANDA CÂNCIOHoje
Num momento particularmente difícil o Governo propõe-se mais uma vez restringir o acesso aos apoios sociais, particularmente aos desempregados." (1)
"Revela uma imensa insensibilidade social, especialmente quanto aos idosos, ultrapassa o limite dos sacrifícios que podem ser impostos aos portugueses e demonstra falta de equidade fiscal e social na distribuição das dificuldades." (2)
"Não ataca os problemas de frente e prefere atacar a despesa social, atacando sempre os mesmos, os mais desprotegidos. Mantém a receita preferida deste Governo: a solução da incompetência. Ou seja, se falta dinheiro, aumentam-se os impostos." (3)
"Apenas castiga os portugueses e não dedica uma única linha para o crescimento da economia. O que não se aceita é a falta de um rumo, da esperança que devolva o bem-estar aos portugueses e que promova a convergência real com os restantes cidadãos europeus." (4)
"Mais uma vez o Governo recorre aos aumentos de impostos e cortes cegos na despesa, sem oferecer uma componente de crescimento económico, sem uma esperança aos portugueses." (5)
"Sendo evidente que Portugal precisa de proceder a um ajustamento orçamental, reduzindo o défice nos termos dos seus compromissos internacionais, entende-se que o caminho escolhido pelo Governo é errado e não trará ao País a necessária recuperação económica." (6)
"A essa realidade junta-se ainda a incapacidade em suster o aumento galopante do desemprego e do endividamento do País." (7)
"O Governo recusa-se a dizer aos portugueses qual a verdadeira situação das finanças públicas nacionais." (8)
"Os resultados que se atingiram tiveram o condão de se fundar ou no sacrifício das pessoas e das empresas - suportado pelo aumento asfixiante da carga fiscal - ou no recurso a receitas extraordinárias." (9)
"As medidas tiveram efeitos recessivos na economia e não trouxeram qualquer confiança aos mercados." (10)
"Portugal é o único país da Europa que não vai crescer. Não pode, por isso mesmo, o Governo afirmar que a culpa é da "crise internacional", como insistentemente afirma para tentar enganar os portugueses." (11)
"É o Governo que desmente o próprio Governo." (12)
"A credibilidade, uma vez perdida, é extremamente difícil de recuperar." (13)
1, 3, 4, 5, 7, 8, 9, 11 - moção de rejeição do PSD ao PEC 2011/2014.
2, 6, 10, 12, 13 - moção de rejeição PP ao PEC 2011/2014.
O chumbo por toda a oposição do Programa de Estabilidade e Crescimento, em 23 de março de 2011, determinou a demissão do Governo e o pedido de ajuda financeira
DN.


Troika não foi informada antecipadamente da suspensão reformas antecipadas
A troika também não foi informada antecipadamente pelo Governo da decisão de suspender a possibilidade dos trabalhadores acederem à reforma antecipada, de acordo com fontes ligadas ao processo.
A decisão do Governo de suspender a possibilidade de aceder à reforma antes dos 65 anos (com excepção feita aos reformados de longa duração) foi aprovada em Conselho de Ministros a 29 de Março e foi publicada no dia 5 de Abril, sem qualquer comunicação ao público. 

O secretismo à volta da questão levou mesmo a que a troika não tivesse sido informada antecipadamente pelo Governo da decisão ou da possibilidade antes desta ser publicada, na quinta-feira da passada semana, explicaram as mesmas fontes. 

A surpresa das equipas do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu junta-se assim à dos partidos políticos da oposição que muito têm questionado a forma como este processo tem sido conduzido. 

A forma como foi tomada a decisão foi justificada pelo Governo com a necessidade de evitar uma corrida às reformas antecipadas. O próprio primeiro-ministro justificou ainda hoje a necessidade da decisão ser tomada desta forma e notou que a grande questão tem sido a forma como foi adoptada e não a medida em si. 

"Há medidas que ou se tomam desta maneira ou não se tomam", frisou Passos Coelho, repetindo a justificação que ele próprio já tinha dado. 

O primeiro-ministro insistiu que devido à sustentabilidade da própria Segurança Social foi necessário "evitar o impacto excessivo que o recurso a esta medida estava a ter"

LUSA


O Jornalista Preso em Bissau, Guiné | António Aly Silva "Apelo dramático à comunidade internacional"

Para lerem e partilharem!
Eu partilho, com grande emoção, revolta, dor...
JOÃO


O Jornalista António Costa Santos
no Facebook, hoje:

O jornalista António Aly Silva foi preso esta manhã em Bissau, pouco depois de ter deixado no seu blogue [http://ditaduradoconsenso.blogspot.pt/] este


"Apelo dramático à comunidade internacional"
[é devido também um apelo dramático para que nada aconteça ao Aly e para que ele possa imediatamente ser restituído à liberdade. É PRECISO PARTILHAR ISTO!]

... "Mais de um milhão de guineenses estão reféns de militares... guineenses. Temos sido sacudidos e violentados, usurpam e tolhem-nos os nossos direitos, até o mais básico. Até quando mais a comunidade internacional vai tolerar que gente medíocre - alguma classe política, e militar faça refém todo um povo? A história endossará uma boa parte da responsabilidade à comunidade internacional.

Ajudem o povo da Guiné-Bissau; não os abandonem, agora, mais do que nunca. Tiveram todos os sinais de que uma insurreição era possível, ainda que desnecessária. Nada justifica o levantar das armas, é intolerável o disparo de armas pesadas numa cidade com mais de quatrocentas mil pessoas. É criminoso, acima de tudo. Tiveram tudo para estancar a hemorragia e a orgia de violência. Sabem há muito que este é um país que nasceu, cresceu e vive sob laivos de militarismo.

Agora, tudo está calmo. Não há tiros, nem feridos nas urgências e menos ainda corpos na morgue resultado de mais uma brutalidade da canalha. Não se sabe quem morreu - espero e desejo que ninguém tenha sido morto. Um país é o último, e único, refúgio seguro para o seu povo. Foi traumatizante ver mulheres e crianças a chorar; é triste ver homens e jovens a fugir de homens e jovens como eles. É desolador. Estou abatido, e, sobretudo cansado. Não tenho sequer forças para gritar.

Olho e registo tudo. Depois escrevo, na certeza de que alguém me vai ler e comungar dos mesmos sentimentos. O meu blogue, hoje, foi já acessado por mais de 50 mil pessoas. Ficará para a estatística. Teria preferido uma visita por dia, a ter de suportar cem mil pares de olhos tristes e enevoados: estão a matar-nos, estão a destruir as famílias, a tornar as crianças violentas.

O pior da Guiné-Bissau, meus caros... é o guineense!

Um abraço a todos,

António Aly Silva"



















É PRECISO PARTILHAR!

CASO DOS SUBMARINOS - ALGUÉM IRÁ PRESO EM PORTUGAL?

SE HÁ CORRUPTORES HÁ CORROMPIDOS!

NA ALEMANHA E NA GRÉCIA CORRUPTORES E CORROMPIDOS JÁ FORAM PRESOS.

E EM PORTUGAL?

Sabemos hoje que um ex-ministro da Defesa grego foi preso por suspeita de corrupção na aquisição de submarinos à mesma empresa a quem Portugal adquiriu os nossos, no tempo do Paulo Portas.

Todos são inocentes até prova em contrário. Mas o que é triste é que, num mesmo caso, sobre a mesma coisa, com as mesmas suspeitas, em relação à mesma empresa, temos um país como a Grécia (famosa pela rebaldaria em geral, e na justiça em particular) que arranjou provas sificientes para prender um ex-ministro, enquanto que por aqui ainda estamos em fase de inquérito desde 2006!

Citação:
Ex-ministro grego detido por corrupção nos submarinos

O ex-ministro grego da Defesa, Akis Tsochatzpoulos, não resistiu às acusações de corrupção das autoridades alemãs e gregas na compra de submarinos e foi detido na passada quarta-feira, refere um artigo do jornal Público.

Tsochatzpoulos estava à frente do Ministério da Defesa quando a Grécia comprou, em 2000, quatro submarinos à Alemanha, por 2,85 mil milhões de euros. A entidade alemã vendedora foi a Ferrostaal, como aconteceu com Portugal.

A queixa-crime do Ministério Público de Munique, que iniciou investigações à venda de submarinos pela Ferrostaal depois dos pedidos de informação das autoridades portuguesas, inclui o antigo ministro na lista dos beneficiários de 62 milhões de euros pagos em comissões (‘luvas’). Segundo a imprensa alemã, Tsochatzpoulos não conseguiu provar a origem do dinheiro com que comprou uma casa luxuosa num bairro de elite de Atenas.

As investigações do Ministério Público alemão junto da Ferrostaal sobre o pagamento de subornos na venda de submarinos a vários países visaram diversos dirigentes do grupo. Dois dos ex-executivos aceitaram recentemente a proposta de conciliação do tribunal e admitiram ter pago subornos à Grécia e a Portugal.

O ex-administrador da Ferrostaal Johann-Friedrich Haun e o ex-procurador Hans-Peter Muehlenbeck admitiram que, no caso português, o suborno tinha sido pago ao ex-cônsul honorário em Munique, Jürgen Adolff.

A acusação das autoridades alemãs afirma que pagaram 1,6 milhões de euros ao ex-cônsul, para que este lhes arranjasse contactos dentro do Governo português.

Em Portugal, a investigação ao caso dos submarinos resultou em dois processos, um referente à compra dos submarinos e outro às respectivas contrapartidas, reporta o jornal.

O primeiro, iniciado em 2006 ao crime de corrupção, participação económica em negócio e branqueamento, ainda se encontra em fase de inquérito. Portugal continua a aguardar informação pedida à Alemanha. O segundo, iniciado em 2009, acusa 10 ex-gestores alemães e portugueses de falsificação de documentos e burla qualificada e aguarda julgamento, o qual se prevê que arranque em 19 de Setembro.

BLOGUE NEGÓCIOS ONLINE



“O Estado não tem o direito de pagar a uns e não a outros”

coelho mentiroso piegas corte ilegal
"O magistrado António Martins explica ao Expresso porque é que o corte 
dos subsídios de férias e Natal é ilegal - não devendo ser cumprido mesmo que aprovado pelo Parlamento 
- e como é inadmissível que o Estado trate os seus credores de forma diferente. 
Porque os funcionários públicos são tão credores 
como os donos da dívida pública.
- Porque é que o corte dos subsídios de férias e de Natal é ilegal? 
- O património das pessoas só pode ser objecto de incorporação 
no património do Estado por vias legais. E elas são o imposto, a nacionalização ou a expropriação
Não é possível ao Estado dizer: vou deixar de pagar a este meu servidor ou funcionário. 
O que o Estado está a fazer desta forma é a confiscar o crédito daquela pessoa. 
Por força de uma relação de emprego público, aquela pessoa tem 
um crédito em relação ao Estado, 
que é resultado do seu trabalho. Há aqui uma apropriação desse dinheiro, 
que configura um confisco: isso é ilegal e inconstitucional. 
- Mas não há excepções que tornem o corte legítimo? 
- Há o estado de emergência e o estado de sítio, em que os direitos 
das pessoas podem ser comprimidos ou suspensos durante algum tempo. 
Mas não foi decretado o estado de sítio ou o estado de emergência. 
E não o tendo sido decretado, o Estado continua sujeito ao respeito dos direitos dos cidadãos. (...)
Qualquer dia o Governo lembra-se de decidir que as famílias com dois carros 
vão ter de entregar um. A situação é a mesma. Ficar com um carro de 
um cidadão ou ficar com o seu dinheiro é igual.
- E o que vai fazer para combater essa decisão? 
- Da parte dos juízes, achamos que temos uma responsabilidade 
de cidadania e um imperativo de transmitir aos cidadãos portugueses 
que esta medida, ainda que venha a ser aprovada pelo Parlamento 
e ainda que venha a ser lei, não é uma lei conforme ao direito e à justiça.
- Será, portanto, uma lei ilegal? 
É uma lei ilegal e que não deve ser cumpridaOs cidadãos podem recorrer 
aos tribunais para salvaguardarem os seus direitos. Cabe aos tribunais dizer 
se elas são conformes ao direito, à justiça e à constituição. 
Essa é a nossa grande preocupação neste momento.
- Está a apelar para que se recorra em massa aos tribunais? 
- Não se trata de um apelo. Caberá a cada cidadão fazer a sua opção. 
Não estamos a apelar a uma intervenção maciça das pessoas juntos dos tribunais. Temos é um dever de fazer 
ouvir a voz dos juízes para que os cidadãos 
não se sintam completamente desprotegidos e abandonados perante este poder fáctico do Estado e que tem apoio 
em comentadores e opinion makers que aparentemente caucionam toda esta actuação. 
- Mas, se a decisão é aprovada pela maioria do Parlamento, ir contra ela não é, 
de certa forma, um ato de desobediência civil? 
- Não se trata de desobediência civil. É um exercício de um direito.  
Porque é que o Estado opta por dizer que não paga a estas pessoas e, 
em vez disso, não opta por dizer que não paga às entidades com as quais fez negócios ruinosos nos últimos anos, 
celebrando parcerias público-privadas com contratos leoninos?
- Há cláusulas nesses contratos que obrigam, certamente, a pagamentos de multas pesadas…
- E para os trabalhadores públicos não há cláusulas? É obrigação do Estado 
pagar-lhes os vencimentos, incluindo o 13.º e o 14.º meses. Está na lei. 
- Acharia mais legítimo não pagar parte das parcerias público-privadas? 
Um Estado de bem tem a obrigação de pagar a todos os seus credores. 
Se não tiver possibilidade de pagar a todos, também não tem o direito de dizer 
que paga a uns e não paga a outros. 
Esta é a questão. O Estado não tem direito de dizer que paga aos 
seus credores internacionais, aos seus credores das parcerias público-privadas, 
aos credores que defraudaram os depositantes no BPN e no BPP, 
mas não paga às pessoas que trabalham no sector público."
Micael Pereira | Expresso | 29-10-2011


Acesse o Artigo Original: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/04/o-estado-nao-tem-o-direito-de-pagar-uns.html#ixzz1ruxqsR00

blog Não votem mais neles, pensem !

Anteprojeto da nova ponte, acessos e estacionamento da Praia de Faro


Anteprojeto da nova ponte, acessos e estacionamento da Praia de Faro


Cidade de Faro




Será que algum dia vamos ter uma estratégia para valorizar a nossa baixa da Cidade é que não deve haver muitas cidades por esse mundo fora com este enquadramento e beleza...

“Afinidades políticas”.Comissão Nacional de Protecção de Dados abre inquérito

Por Isabel Tavares, 
A notícia publicada no i fez disparar o alarme. São várias as entidades que querem explicações do governo, que diz que o assunto já está resolvido

  • Escritório