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segunda-feira, 9 de abril de 2012



TAXAS ECLESIÁSTICAS

por Pinto da Silva
  
O caso que comigo se passou, era meu intento calá-lo e, tarefa ingente, esquecê-lo. Mas a sua clonagem, tendo como protagonistas os mesmos (atrevidos) agentes, avivou-o e tornou improvável a reserva e contenção.
Vamos a factos. No ano passado, mês de Maio, meu filho, adulto e que comigo vive em comunhão de habitação precisou de um ATESTADO DE IDONEIDADE para paraninfar uma criança recém nascida e baptizanda em freguesia vizinha. (Ao que parece esse documento é de imposição canónica.) Para tanto encaminhou-se para a secretaria paroquial e, tendo feito percurso catequético, a emissão seria oficiosa. 

Havia, entrementes, uma areia no sapato processual. Ou imaginaram-na. O meu filho, sem família constituída, mas autónomo, estará isento do pagamento ao pároco daquela aberração da modernidade a que chamam OBLATA (=oferta, donativo), mas, consultados os catarpácios paroquiais descobriu a secretária que EU, que não sou tido nem achado no imbróglio, tinha oblatas em dívida. Devo tê-las todas porque nunca paguei e direi mais adiante porque é que a paróquia devia ter vergonha de me incluir na lista dos devedores desse esbulho. 

O meu filho perguntou quanto custaria, assim, o documento e logo lhe foi dito que estavam € 150,00 em atraso. Não conheço o critério de tributação. Ele lá teve conversa na secretaria e o documento foi-lhe passado e entregue em altura em que ele não poderia pagar, porque sem dinheiro. Em casa lá me foi dizendo que teria que pagar € 150,00 das minhas OBLATAS. Eu ripostei logo, com alguma agressividade que NÃO autorizava que alguém, a qualquer pretexto, pagasse dívidas minhas, e muito menos a fornecedor de nenhum serviço. Aconselhei-o a negociar um preço para o documento, preço que deve estar regulamentado e logo escrevi ao Pároco a dar nota do meu desapontamento e a dizer que não aceitava que meu filho me substituísse. O Pároco respondeu-me que ele só se preocupava com os serviços litúrgicos e que dinheiros eram tratados pelo Comissão Executiva da Paróquia. E enfatizou que meu filho era maior e que não precisava de tutores. Excepto para se responsabilizar por dívidas não suas. Acrescento. É do conhecimento geral que o Pároco é o Presidente de tudo o que mexa na paróquia: Comissão Fabriqueira, Benefício Paroquial, Conselho Económico. De resto, sabe-se, que as oblatas, se pagas, são receita pessoal do pároco e não da Comissão de Fábrica, a menos que ele as doe. Como não respondeu nada em concreto, dei o caso por fechado e, por certo, lá terei uma folha no livro dos calotes. 

Porque é que o caso foi agora avivado? No dia 12 de Fevereiro deste ano ocorreu outra situação com os mesmíssimos contornos nela intervindo os mesmos protagonistas paroquiais e uma família residente em Caldas de S. Jorge. Há uma recém nascida cujos pais queriam baptizada segundo as determinações católicas, sendo eles crentes católicos. Na secretaria da paróquia marcaram data e, antes de tudo, o tributo, a que chamam OBLATA, em atraso. Três anos, a € 15,00/ano (qual o critério? Pediram declaração de IRS?), mais € 25,00 da tarifa do serviço a prestar (celebração do baptizado), igual a factura de € 70,00 ali logo pagos. Aproveitou para dar a identificação dos padrinhos. Ela de freguesia vizinha e ele de Caldas de S. Jorge, bem conhecido, porque ainda jovem, de 20 anos, e fez todo o percurso de catequese até ao Crisma. Logo sem impedimentos. 

No dia da cerimónia, toda a gente alinhada para o acto e a secretária da paróquia, qual eclesiastra, numa atitude que tem que ser considerada de chantagem, (indigna atitude já tomada noutros casos, ao que me dizem) dirigiu-se ao pai da baptizanda e disse que teria que pagar as OBLATAS em atraso dos pais do padrinho. O homem varou-se (eu diria algo mais a cair para o obsceno) e disse que não pagava coisa nenhuma porque até poderiam os amigos ficar zangados. Que não, que não pagaria. 

A cerimónia realizou-se, o padrinho interveio nos rituais tradicionais de fio a pavio. No final, dirigem-se à sacristia onde normalmente, no final, se reúnem os intervenientes para a assinatura do respectivo assento de baptismo e o próprio celebrante disse alto e bom som que o padrinho não assinaria a Acta. Documento que ficou a ter uma falsidade por não registar a assinatura de um interveniente. Foi o padre abordado por pessoa familiar da acabada de baptizar a apelar à compreensão para a situação, mas, de novo e com boa dose de hipocrisia, há que dizer, o pároco disse que era assunto da secretaria que ao padre só competia celebrar missas, ministrar sacramentos, etc. Mentira, mentira e mentira. Todos fazem o que só ele determina. Fica nele mais esta mancha de desrespeito e desconsideração para pessoa que sempre com ele colaborou e que sempre colaborará com a Igreja no que ela sabe e a quem já teceu todos os encómios do mundo. Não é, Senhor padre? 

Então porque é que eu não posso ser devedor. Todos sabem e o pároco melhor que todos, que sendo eu um divorciado voltado a casar, tendo antes sido casado segundo rituais católicos, ambos os cônjuges foram podados cerces da comunidade católica, segundo uma legislação canónica absolutamente retrógrada e desactualizada. Se ambos os cônjuges não podem nem sequer aceder a sacramentos, por que raio têm um tributo a pagar ao pároco? E tem o pároco alguma noção do que pensam os desligados a respeito da prática católica? Terá algum medidor da fé das pessoas? E mais se não diz. 

José Pinto da Silva
Blog Kousas & Lousas

CORREIO - POESIA ANTÓNIO GARROCHINHO

foto de António José Cravo a preto e branco, trabalhada por António Garrochinho

anda o correio ausente
o carteiro já aqui não passa
vazia casa, sem gente
casa vazia sem graça

António Garrochinho

DIA DE CHUVA - SÓTÃO - POEMAS ILUSTRADOS DE ANTÓNIO GARROCHINHO



em cada bago - poema de António garrochinho

trigo,milho, arroz, migalhas
arrufam os pombos contentes
que á vida dos " canalhas"
levam o dia indiferentes

em cada bago de trigo
que o homem tem para dar
põe nas asas do pombo amigo
o seu próprio sonho de voar

António Garrochinho



Portugal amigo


calçada Romana, tempo antigo
arco sombrio de Verão
deste Portugal tão amigo
sempre no meu coração

António Garrochinho

SÓ SE VENCE, RESISTINDO

Poema dedicado aos capitães de Abril e entregue por mim a Duran Clemente quando da sua visita á minha aldeia nas comemorações do 25 de Abril de 2004. Conservo uma cópia autografada onde o Capitão Duran Clemente escreve: O herói do 25 de Abril é o Povo Português.

Foram semeados os Cravos, lindos
e o nosso Portugal, sorriu
felizmente ainda presentes, não findos
para quem Abril viveu
para quem Abril não viu

Faltam ajustes nalguns caminhos desavindos
correções nos afluentes do rio
dissipar receios
alguns melindres
algo que nos roubaram
que nos fugiu

Assim, os Cravos sempre irão florescer
Abril será a nossa razão de viver
neste Povo que tanto sofreu
e tanto consente

Obrigado MFA
Obrigado, companheiros das difíceis jornadas
Obrigado Duran Clemente

24 de Abril de 2004

Clã - Sopro do coração



À ESPERA DO MILAGRE


À espera do milagre 

As contas foram mal feitas, os dossiês mal estudados, a estratégia mal escolhida. Mas o Governo vai prosseguir no mesmo caminho, porque o que eles nunca reconhecerão é que as suas ideias estão erradas: só funcionam em laboratórios onde se cozinham os MBA

Parece ser chegado o momento de o Governo começar a dar alguns sinais de humildade e reconhecer que a sua receita para sair da crise não está a correr conforme previsto. Dialogar sem preconceitos com a oposição (e dialogar não é apenas ouvir e fazer orelhas moucas), explicar o que ninguém entende e corrigir o que está mal, tudo isso é bem mais importante do que a teimosia de tentar demonstrar a justeza de uma agenda ideológica com que alguns teóricos da economia e da política sonharam anos a fio.

O Governo louva-se de três boas notícias: a descida dos juros nos mercados da dívida, a descida acentuada do défice da balança de transacções e os sucessivos aplausos da troika à execução do programa. Tudo argumentos reversíveis. A descida dos juros é impossível não a ligar directamente à maciça disponibilidade de dinheiro fornecido aos bancos a 1% de juros, promovida pelo BCE. O saldo positivo da balança de transacções (que em si é uma boa notícia) dá-se, todavia, pelas piores razões: uma baixa indiscriminada das importações, quer as desnecessárias ou sumptuárias quer as necessárias para estimular o consumo interno, essencial à recuperação ou para manter a importação de bens e equipamento para as empresas funcionarem. E as boas avaliações da troika sobre o cumprimento do programa de ajustamento não escondem duas ordens de preocupações: o atraso de algumas medidas estruturais (as mais difíceis), como o peso excessivo dos lucros do sector eléctrico sobre a economia ou a renegociação das PPP, e os números assustadores do desemprego e da recessão, muito para lá daquilo que o Governo e a troika tinham estimado.

Mas, no outro prato da balança, há sinais cada vez mais evidentes de que a cura ameaça matar o doente. Isso torna-se evidente quando se constata (e é confirmado pelo novo orçamento rectificativo), que em 2012, tal como em 2011, o grosso do combate ao défice é feito por via do aumento de receitas e não pela diminuição da despesa. Encerrado o combate eleitoral, passado o tempo da retórica fácil e das soluções milagrosas, a nova maioria, uma vez chegada ao poder e na hora de fazer aquilo que tanto apregoou, dá-se conta de uma incómoda realidade: a estrutura da despesa pública portuguesa é dificilmente movível. A verdade é que, tirando excessos evidentes (como o despesismo das autarquias, que o Governo não se atreverá a enfrentar, como já se percebeu), não há muito mais por onde cortar — a menos que o objectivo final seja a liquidação, pura e simples, do Estado, liquidando as suas principais funções. Chega a ser arrepiante recuperar o discurso do PSD e CDS há apenas um ano, na oposição, e confrontá-lo com o que tem sido agora o seu desempenho governativo. Medidas extraordinárias para maquilhar o défice, por exemplo, nunca mais; orçamentos rectificativos eram sinal de absoluta incompetência no controlo das contas públicas; confusão entre dinheiros públicos e negócios privados jamais. Agora, compare-se isto com a nacionalização do fundo de pensões da banca que serviu para ‘cumprir’ o défice de 2011, acrescentando €6000 milhões ao activo; com o novo orçamento rectificativo, que, entre outras coisas, serve para acrescentar os €500 milhões que custa anualmente (e durante uma boa dúzia de anos), pagar as pensões dos novos reformados da banca e de que, pelos vistos, se tinham esquecido; e compare-se com o negócio de reprivatização do BPN ou com a recente notícia do financiamento da OPA do grupo Mello sobre a Brisa, assumido pela CGD (que também assume o empréstimo de €600 milhões ao BPN ‘privatizado’ e depois vai pedir ao ‘accionista’ — isto é, aos contribuintes — que lhe ‘empreste’ por sua vez €1500 milhões para aumentar o capital, desfalcado por tanta generosidade com estas pequenas e médias empresas).
Manifestamente, as convicções ideológicas do Governo não coincidem com a realidade encontrada. E o Governo reage como os coronéis das ditaduras sul-americanas: “mude-se a realidade!” Se o défice não se consegue baixar ao ritmo que se acreditava possível por via dos cortes na despesa pública, vai-se sangrando a economia. Com certeza, repito, que há muitos excessos por onde cortar, muito despesismo público injustificável, muitos e muitos abusos a que tem de se pôr termo. Infelizmente, porém, tudo somado não chega para compensar sequer aquilo que verdadeiramente é ruinoso para o Estado: a expropriação do 13º e 14º mês dos funcionários públicos, por exemplo, traduz-se numa receita equivalente ao custo de ‘privatizar’ o BPN a favor de Américo Amorim e Isabel dos Santos — e ninguém consegue explicar porque não encerraram o banco, simplesmente (sim, eu li a entrevista da secretária de Estado do Tesouro, aqui no Expresso: fiquei exactamente na mesma). Depois, há cortes na despesa pública que são intoleráveis do ponto de vista social, como pagar subsídio de desemprego apenas a metade dos desempregados e tratá-los como se fossem todos culpados ou suspeitos de viverem, por vontade própria, na tal “zona de conforto” de que falava aquele infeliz membro do Governo.

A tentativa de fazer coincidir a realidade com a utopia, através de uma cega aritmética, está a ser feita à custa da destruição do tecido económico decisivo do país, que são as pequenas e médias empresas, os trabalhadores por conta própria, a economia de proximidade. As grandes empresas e os grandes grupos económicos, quando já não tiveram mais contratos públicos para disputar nem mais favores a esperar, vão-se embora e, de qualquer maneira, pagam impostos onde mais lhes convém. Mas o resto, não. A diminuição da receita fiscal, que já se verifica, não é, ao contrário do que pretende acreditar o Governo, apenas um fenómeno conjuntural: a receita vai continuar a cair, na justa medida em que a economia vai continuar a retrair-se e a fuga fiscal se irá acentuar, quando, depois de tão esticada a corda, só restar a escolha entre pagar ou sobreviver.

Porém, sentindo o bafo gelado do fiasco, o Governo vai fugir em frente, num caminho já sem qualquer racionalidade nem sentido útil. Resulta do orçamento rectificativo, que restam ao Governo €18 milhões (!) de folga orçamental para este ano. Mesmo que o petróleo não suba mais, que a recessão na Europa e em Espanha não se acentue, que as exportações não continuem em queda, não há milagre que nos salve. As contas foram mal feitas, os dossiês mal estudados, a estratégia mal escolhida. Mas o Governo vai prosseguir no mesmo caminho, porque, antes de mais, o que eles nunca reconhecerão é que as suas ideias estão erradas: só funcionam em laboratórios onde se cozinham os MBA. Presumivelmente, o Governo irá assim tornar definitivo o que era excepcional (como os cortes no 13º e 14º mês); irá aumentar a receita fiscal, subindo ainda mais os impostos; irá continuar todos os dias, ministro a ministro, nessa penosa e deprimente tarefa de anunciar novos cortes, com o entusiasmo de quem anuncia missão cumprida. Vai consumar o crime antipatriótico de privatizar a TAP (e, para mais, a preço de saldo), vai vender a água, os aeroportos, tudo o que mexer. E vai privatizar um canal da RTP, apenas porque o ministro Relvas quer e não tem de dar satisfações a ninguém, embora já toda a gente lhe tenha explicado que vai ser um desastre para todos.


Volto ao princípio: começa a faltar um exercício de humildade, de que não se vêem sinais alguns no horizonte. No limite, até poderíamos acreditar que o Governo tivesse razão, ou parte da razão, em teoria. Mas nós não vivemos de teorias. Todos os dias há empresas que fecham, famílias que são mandadas para o desemprego, novos pobres encostados à parede. Os portugueses têm sido absolutamente estóicos a aguentar tudo. Mas só uma cegueira irresponsável permite imaginar que se pode levar as coisas até ao fundo do fundo e depois renascer, em paz e alegria.

MIGUEL SOUSA TAVARES-JORNAL EXPRESSO DE 6-04-2012

ADULTOS - ADULTOS - ADULTOS

todos os que me desculpem esta brincadeira e que já completaram 18 anos !



O Adriano faz hoje anos



O Adriano faz hoje anos. Grande Adriano! Adriano Correia de Oliveira. Uma das memórias mais queridas da nossa música inteligente. Uma voz irrepetível. O Adriano faz hoje 70 anos de uma vida interrompida mas inapagável.
Tinha apenas mais dez anos de idade do que eu... no entanto, faz já trinta anos que morreu. O que prova que houve qualquer coisa de muito errado nesta história.
Há uns anos “cometi” um disco (fora do circuito comercial) que serviu de material de apoio para uma série de espectáculos de homenagem a este companheiro de cantigas, risos e tristezas.
Esta “Canção tão simples”, com versos de Manuel Alegre e música de José Niza é uma das faixas. Hoje, então, canto eu para o Adriano... uma cantiga das dele. Com um abraço. Como um abraço.


 Algarve: raide às caixas registadoras já começou 


As zonas 'finas' do Algarve foram as escolhidas por 15 inspectores tributários. Não para passar férias, mas sim para trabalhar na 'caça às caixas registadoras'.
 
caixa_registadora.jpg
 
Quinze inspetores tributários analisaram esta semana a pente fino as caixas registadoras de uma centena de restaurantes, lojas e outros estabelecimentos comerciais na Quinta do Lago e Vale do Lobo.
A operação nas zonas mais luxuosas do Algarve marcou o início da ação de fiscalização aos sistemas de faturação que vai estar no terreno nos próximos três meses.
No terreno a conformidade dos sistemas de faturação utilizados, perceber se o IVA está a ser apurado e liquidado de forma correta e ainda apurar a existência de eventuais rendimentos não declarados.
De acordo com o jornal "Dinheiro Vivo" no decorrer da acção de fiscalização foram detetadas 18 infrações graves, com multas que ascendem aos 280 mil euros.
Na mira dos inspetores tributários e aduaneiros, estiveram muitos dos estabelecimentos comerciais de artigos de luxo que caracterizam a zona, algumas das quais localizadas no Quinta Shopping Centre.
Ao que foi possível apurar, foram fiscalizados os sistemas de faturação de cerca de uma centena de estabelecimentos comerciais, tendo sido detetados 15 em infração grave.
Ao valor das multas poderá ainda ser acrescido com os montantes que venham a resultar de correções no IVA e IRC, na sequência da não emissão das faturas obrigatórias ou por subfaturação.
Recorde-se que o controlo dos sistemas de faturação obriga, desde o dia 1 de abril, as empresas que faturam mais de 125 mil euros a apenas poderem usar programas de software certificados.
A norma está prevista no Plano de Combate à Fraude e Evasão Tributária e Aduaneira, apresentado pelo secretário de Estado e dos Assuntos Fiscais no final de 2011.
O mesmo plano de ação estende a utilização obrigatória de programas certificados às empresas com faturação superior a 100 mil euros, a partir de 1 de janeiro de 2013.
A medida implicará mudanças em cerca de 200 mil empresas e 150 inspetores vão estar no terrenos a verificar a sua concretização (ver texto em baixo).
O objetivo é detetar e pôr fim aos sistemas que conseguem realizar uma faturação real (para consumo interno do estabelecimento) e uma outra, "para fora", com valores de vendas inferiores.

Observatório do Algarve

Zoo de Lagos

Quem não gostaria de passar um dia rodeado de chimpanzés, linces pardos, suricatas, ibis escarlate, cisnes de pescoço preto, figueiras da Índia e aloés? Estas são apenas algumas das espécies que podem ser visitadas entre as 140 que se encontram no Parque Zoológico de Lagos, inaugurado a 16 de Novembro de 2000, cerca de três anos após o início da sua construção.



Foto: Ilha dos macacos-esquilo.


Segundo o Zoo, “o design dos espaços, o movimento de terras, a plantação de árvores, o transporte de troncos e pedras e um cuidado extremo nos pormenores de acordo com as espécies fizeram com que o Parque Zoológico de Lagos tivesse o reconhecimento de que hoje usufrui, pela sensação de bem-estar dos animais residentes, simplicidade arquitetónica e chamamento à reflexão”.

Foto: Veado Muntjac.



Foto: Ibis sagrado(Threskiornis aethiopica).



Foto: Suricata.

Os amantes da Natureza podem então desfrutar deste espaço simultaneamente educativo e conservacionista.

Para melhor se aproveitarem os momentos de lazer junto dos animais e plantas, o parque disponibiliza ainda diversas estruturas, como a Sala Multiusos, os Parques Infantis, o Jardim de Eventos ou o Snack Bar. E no que à educação diz respeito, o parque apresenta ainda um conjunto de actividades pedagógicas.

Qualquer Zoo moderno, como este, tem um papel ativo na conservação da Natureza, quer através de programas ex situ (participação em programas de reprodução em cativeiro para espécies em vias de extinção, acções de sensibilização dos visitantes, campanhas ambientais, exposições, entre outros) ou programas in situ (colaboração com diversas ONG – Organizações Não Governamentais).


Curiosidade:
O Zoo de Lagos tem todo o prazer em aceitar apadrinhamentos individuais de pessoas que nutrem especial afeição por determinados animais e que manifestam o desejo de os apoiar directamente. Ao adotarem o vosso animal preferido, o vosso nome constará na placa do animal apadrinhado, usufruirão de entrada anual gratuita no Zoo através de um cartão próprio e receberão ainda um diploma de padrinho, com a imagem do afilhado.

Mais informações em http://www.zoodelagos.com/.





Jade Encarnada



(...) Deito fogo à minha escrita, à palavra. Retalho nela a carne em brasa, transmuta onde, o sangue arrasta o tesão febril, queimando todas as minhas ruas e avenidas.
Fendas luminosas o são; queimaduras na, carne, profunda, consanguínea, pura treva, onde os dedos abertos na caneta, se masturbam num mudo mundo, num rítmico dilema que, embriaga e seduz...
O Astro treme, alto, na magnificência, num continuo sexo, onde as carnes se unem e se transformam num pilar único. Demoníaco. Onde se quebram regras e a razão se alastra na força absoluta das chamas que comem a fornalha. Curva. Acre. Num bárbaro coito. Cem palavras...!
Pénis em fogo, Vaginas na minha floresta de letras, onde os haustos nexos me comem e expiam, fechando-me nos seus lábios secretos, anónimos, mas que eu amo nas imagens que me ascendem à cabeça e enriquecem o meu vicío, num incêndio.
A Poesia me engole num fogo sulfuroso. Profundo. Numa trilha sísmica que, rasga os pensares e os desabotoa, que fogem de pesados freios e os devastam num elementar trabalhar de imagens, que têm uma força imponente. Maior, que os faz sonhar e a mim escrever, penetrando em sítios amplos, potentes, fechados aos olhos catrasdos de muitos.
Deito fogo á mente que me lê (...)

10 mil milhões de euros, duvidosos. Estradas de Portugal no banco dos réus? Será?

Os juízes do TC queixam-se de omissão de dados num negócio de 10 mil milhões, que contribuiu para induzir 
o estado em erro e elevado prejuízo. 
É cada vez mais óbvio que os gestores públicos têm por função roubar o patrão (estado) para favorecer amigos. Deve ser uma das exigências que, 
invariavelmente, faz parte do currículo dos eleitos - bom ladrão e com experiência. 

Competência para por a empresa a dar lucro isso não é exigido. 
#-O TC aprovou 5 auto-estradas com base em dados incompletos e/ou enganosos? E o argumento do responsável é que -  
se o Tribunal de Contas queria os papeis que os pedisse...
Suponhamos... eu vou pedir um orçamento a um construtor e ele fornece-me o orçamento com 
os dados que me levam a concluir que a obra ficará em 200 mil euros. 
Este ganha a obra por ser o mais barato. Após a obra feita descubro que afinal ficará em 800 mil euros 
porque tenho que pagar comissões a bancos e a outros construtores, que o contrato ocultava. 
Vou pedir uma explicação ao orçamentista, e ele brilhantemente responde que - 
só me deu os papeis dos 200 mil euros porque eu não pedi os papeis onde estava o resto... 
se eu os quisesse, tinha que os ter pedido!!! Adivinhado!?
Ou seja, o TC tinha que adivinhar que lhe estavam a ocultar alguma coisa... 
E se não adivinhou, os criminosos não tem culpa ... 
Ora!! Não me digam que não sabiam que era assim??? Usam argumentos muito fracos, 
tão fracos quanto a sua falta de vergonha.
E agora o povo paga, porque a "Estradas de Portugal" é do estado e roubou o estado 
para dar aos amigos, se houver responsabilização, quem paga as multas é o estado(EP) 
quem fica com o dinheiro foram os amigos que eles favoreceram!! 
Dá gosto ser criminoso em Portugal.

Para pagar estas incompetências e ladroagens tem que se recorrer ao sacrifício do povo 
que mais uma vez vai sofrer um corte no orçamento - o preço das tarifas da água vai subir 
para ajudar a tapar buracos de saques descarados. Tal como noticiam os jornais de hoje... 

*"Governo admite que subida do preço da água é inevitável"


De realçar a coincidência de que mais uma vez Paulo Campos está metido na negociata
as que lesam o erário público e favorecem os senhores do alcatrão, atraem-no.
E agora alguém vai pagar as multas avultadas? E mesmo que se paguem as multas, 
o que todos duvidamos, o saldo deve ficar bem positivo para os prevaricadores 
e bem negativo para o erário público. 
Mais uma história com um final infeliz para o Zé Povinho. 

Aparentemente estes monstros insaciáveis que são as empresas públicas, nem roubando o estado, 
nem vivendo do estado, conseguem dar lucro. 
"A Inspecção-Geral de Finanças disse, que a situação financeira das Estradas de Portugal é insustentável 
e citou a própria empresa para prever que a partir de 2015 a dívida da Estradas de Portugal 
ultrapasse os 700 milhões de euros e a dívida à banca atinga os 4000 milhões." 20 SET 11


Acesse o Artigo Original: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/04/10-mil-milhoes-de-euros-
duvidosos.html#ixzz1rXovmXeO
blog Não votem mais neles, pensem !


O Financial Times dos analfabrutos

Uma boa parte da nossa direita sabe que é de direita, não tem dúvidas de que é de direita, apoia todas as ideias de direita, mas tem um problema muito grave, não sabe o que pensar sendo de direita É por termos esta imensa direita de analfabrutos que também temos essa personagem absurda que é o mprofessor Marelo. O professor está para a nossa direita analfabruta como o Financial Times está para a direita inglesa, eles sabem inglês e lêem o Financial Times, os nossos são uns analfabrutos e todos os domingos ouvem o Marcelo. Digamos que o Marcelo é a metadona dos nossos idiotas, todos os domingos à noite os palermas fazem fila para receberem a sua dose de metadona intelectual.

O professor é uma originalidade nacional, como o é o escarrar para o chão, a miséria ou a iliteracia, faz parte da nossa realidade. Em Espanha nenhum par do Reino a comentar na televisão, em Paris nenhum dos conselheiros do Sarkozi tenta eliminar politricamente o líder da oposição, em Londres nenhum conselheiro da rainha foi visto a nadar no meio dos cagalhões do Tamisa. Mas nós temos o professor Marcelo, toma banho no Tejo, morde que nem um pitbull nas canelas dos líderes da oposição, até dá conselhos ao Presidente via televisão mais parecendo a astróloga Maia dando consulta de Tarot na SIC.

O absurdo desta personagem chegou a tal ponto que em tempos o professor notabilizou-se por dar notas a todos os políticos. O país parava para saber das positivas e das negas atribuídas ao professor Marcelo e o mais curioso é que toda a classe política ansiava ser avaliada pelo professor Marcelo, principalmente se a nota atribuída pelo mestre-escola fosse positiva. A moda acabou, talvez devido às sucessivas negativas que Marcelo apanhou na política, a começar pelo famoso mergulho nos cagalhões em que perdeu a câmara municipal da capital para Jorge Sampaio.

Aliás nesta coisa dos mergulhos parece que o professor até acertou e como adiantado mental que é imitou s mergulhos no c, o tal rio da barragem das três gargantas. Não que se pretenda dizer que o professor tem três gargantas ainda que seja evidente que o que mais tem é garganta, mas porque parecia estar a adivinhar que a empresa da barragem das três gargantas viria a ser a dona da EDP e patroa de uma boa parte dos alunos da sua turma.

O último político a tropeçar no professor Marcelo foi António José Seguro, lamentavelmente não percebeu que o professor é um falhado que está em decadência e que descobriu que a melhor forma de ter uma velhice tranquila é indo para o Palácio de Belém. Como Passos Coelho nunca foi propriamente um dos seus bons alunos resta ao professor decadente tentar destruir o líder da oposição na esperança de lhe pagarem o frete com uma candidatura ao centro de dia da terceira idade do Palácio de Belém

O Senhor Morgado - Adriano Correia de Oliveira


70º ANIVERSÁRIO DE ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA

O Senhor Morgado (letra de Conde de Monsaraz, música de José Niza)

O Senhor Morgado, vai no seu murzelo 
Todo empertigado, é um gosto vê-lo. 
Próspero anafado, véstia alentejana, 
Calça de riscado, homem duma cana. 

Vai, todo se ufana, de ir tão bem montado. 
E ela da janela, seja Deus louvado, 
Seja Deus louvado, 
Seja Deus louvado. 

O Sr. Morgado, vai nas próprias pernas 
Todo bambeado, tem palavras ternas. 
Para cada lado, quando passa sente, 
Que é temido e amado, fala a toda a gente. 

Topa um influente, sou um seu criado. 
Eleições á porta, seja Deus louvado, 
Seja Deus louvado, 
Seja Deus louvado. 

O Sr. Morgado vai na sege rica 
Todo repimpado, ai que bem lhe fica. 
O Chapéu armado e a comenda ao peito, 
E o espadim ao lado, que homem tão perfeito. 

Deputado eleito, muito bem votado. 
Vai para o Te-Deum, seja Deus louvado, 
Seja Deus louvado, 
Seja Deus louvado. 

INSTRUMENTAL 

O senhor Morgado vai na sege rica 
Todo repimpado, ai que bem lhe fica. 
O Chapéu armado e a comenda ao peito, 
E o espadim ao lado, que homem tão perfeito. 

Deputado eleito, muito bem votado, 
E ela da janela, eleições à porta 
Vai para o Te-Deum, 
Seja Deus louvado.

A força do amor - avião de papel - um dia - Poemas de António Garrochinho




sótão - António Garrochinho


Manuel Freire - Pedra filosofal






"Ao contrário do que o Sr. Sabóia diz ao Correio da Manhã, o acordeão não foi roubado. O acordeão foi emprestado, cedido temporariamente e não definitivamente à Casa Museu do Acordeão de Paderne."
Sérgio Martins
27 Março 2012
Cultura: Pertencia ao espólio do Governo Civil de Faro

Acordeão histórico divide Faro e Albufeira

Um acordeão de valor histórico, usado em vida pelo acordeonista algarvio José ‘Ferreiro’ (pai), que era parte do espólio do Governo Civil de Faro, está a dividir as autarquias de Faro e Albufeira. O instrumento estava em Paderne (Albufeira) mas foi pedido emprestado por Faro, que não o devolve. "O Governo Civil, em Agosto de 2011, cedeu o acordeão à Câmara de Albufeira, para o espólio da Casa-Museu do Acordeão de Paderne", explica Francisco Sabóia, director desta instituição.


"No final de 2011, a Câmara de Faro pediu, através da autarquia de Albufeira, o empréstimo do acordeão, por dois meses, para uma festa em Bordeira. Agora, recusam-se a devolvê--lo. Podemos dizer que foi roubado", diz Francisco Sabóia. Desidério Silva, presidente da Câmara de Albufeira, assume o "incómodo" com o assunto mas recusa polémicas, quando há problemas mais graves. "As acções ficam com quem as pratica", comenta apenas. Macário Correia, presidente da Câmara de Faro, remete a sua posição para um parecer da Direcção Regional de Cultura do Algarve que define o Museu de Faro como "destino definitivo" do acordeão, por ser uma instituição que "integra a Rede Portuguesa de Museus", ao contrário da instituição de Paderne, e "tem as condições técnicas necessárias para a salvaguarda e conservação" do instrumento.
PSP E GNR HERDAM ESPÓLIO MENOS VALIOSO
Uma dúzia de obras de arte que estavam no Governo Civil de Faro, na sua maioria quadros, vai ser entregue à PSP e à GNR. "São obras de pouco valor, do espólio do Governo Civil, que, por decisão da secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, foram doados às forças de segurança", explicou ao CM, Ângela Gomes, secretária-geral do Governo Civil de Faro. "As outras obras de arte, de valor significativo, vão ser alvo de inventariação pela Direcção Regional de Cultura do Algarve, que depois dará destino a esses bens", explicou Ângela Gomes.
    CM