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quarta-feira, 4 de abril de 2012



Mário Soares – O inimputável




O insuportável (e provavelmente inimputável) Mário Soares foi apanhado a rolar a 200 à hora na autoestrada... a caminho não sei de onde, para fazer não importa o quê.
Os relatos dos jornais, nomeadamente a pretensão de Soares de que «o Estado é que vai a pagar a multa», sugerem-me algumas perguntas:
1. Porque raio se desloca o milionário e parasitário aproveitador em carro do Estado?
2. Se for verdade que, a fazer fé no relato dos elementos da GNR, Soares foi mais uma vez bastante «mal educado»... porque é que não levou uma cacetada nos dentes, cacetada que seria bem mais «adequada e proporcional» do que a agressão selvagem e gratuita da polícia à jornalista no Chiado, no dia da Greve Geral?
3. Existirá um limite para a falta de vergonha deste figurão?



Marcelo e Seguro – “Ataque vil e miserável” em forma de “hat-trick”


António José seguro diz-se vítima de um «ataque vil e miserável», por parte do hiperativo Marcelo Rebelo de Sousa. Provavelmente tem razão.
Segundo Seguro (e o PS), Marcelo, ao acusar o secretário geral do Partido Socialista de ter perpetrado uma golpaçadestinada a terraplanar a oposição interna à sua excelsa pessoa dentro do partido... mentiu três vezes. Provavelmente, tem novamente razão.
Já sabia que o “professor” gosta muito de pregar a sua “peta”, pôr a render as suas mentirolas... só nunca tinha reparado se elas vinham ou não em grupos de três... um pouco na linha de outras figuras históricas, tais como o apóstolo Pedro que também por três vezes negou o Mestre (por culpa de um galo, ou lá o que foi)... ou “O (famosíssimo) comboio (que) apitou três vezes”.
O carteiro também tentou entrar para o grupo... mas, como se sabe, “O carteiro toca sempre (apenas) duas vezes”.
O comentador Marcelo reserva uma resposta para o seu próximo programa de televisão. Ao que parece, deduzo eu, a guerra de audiências entre canais de televisão é muito mais importante que este episódio politiqueiro.
Estou convencido que no próximo domingo a resposta de Marcelo será, como escreveu o Alexandre O’Neill,  “Uma coisa em forma de assim”.


Ser social-democrata no PS

Não deve ser fácil.

Compreendo, e às vezes até admiro, os sociais-democratas que se mantêm no PS. [Falo de sociais-democratas, não de PSDs]. Acho que estão enganados, mas compreendo.

Acho que estão enganados porque a coisa já não é reformável. Mas compreendo, porque não sendo a coisa reformável também se não vê outra, social-democrata ou socialista, que possa ocupar o seu lugar.

Os sociais-democratas do PS, sobretudo os que são deputados, têm estado e estarão no futuro próximo sujeitos a duríssimos dilemas morais. A legislação do trabalho, o tratado europeu, o programa da tróica que se prefigura depois deste…

É certo que a disciplina de voto pode ser evocada como lenitivo da consciência. “Voto, mas voto contrariado (e até posso fazer uma declaração)”. No entanto, nós sabemos, e sabemos que eles sabem, que o lenitivo da disciplina é fraca mezinha. No fundo, a existência de disciplina de voto apenas desloca o dilema. Dada a existência de disciplina o que passa a ser objecto de escolha é “respeitar ou não respeitar a disciplina”.

Deve haver circunstâncias em que é justificável respeitar a disciplina em nome de coisas mais importantes do que a dor de estômago que se sente quando se vota contra a consciência. Mas haverá outras em que não há justificação possível. Nalgum sítio tem de estar o limite. E se o limite não fosse a alteração da legislação do trabalho ou o tratado europeu, quer-me bem parecer que não haveria limites.


Inter-nacional


Front de Gauche Bastille 18 mars 2012 por lepartidegauche

Se há figura que está indelevelmente associada ao processo de europeização do país é Mário Soares. Daí que a sua posição de ruptura com o aberrante tratado cozinhado por Merkozy e aceite com segura resignação pela direcção do PS assuma grande significado político. Precisamos de um europeísmo crítico que recupere o tal s.

Para isso rumemos a França e concentremo-nos na frente de esquerda e em Jean-Luc Mélenchon, o terceiro candidato nas eleições francesas, que já vai com 15% nas sondagens. O comício da Bastilha foi um poderoso sinal e A InternacionalA Marselhesa entoadas pela multidão simbolizaram a combinação de internacionalismo e de patriotismo que, com todas as tensões potencialmente criativas, é indispensável. Esta combinação tem tradução numa formulaçãoprogramática que me parece feliz na actual conjuntura europeia: recusar a aplicação de quaisquer directivas europeias que sejam contrárias aos compromissos eleitorais assumidos, única forma de fazer valer a soberania democrática, e confiar no efeito exemplar desta desobediência, contribuindo para a criação de uma aliança de países, com especial destaque para as periferias, capaz de quebrar a hegemonia do bloco liberal na Europa.

A tensão entre a esfera nacional e a europeia é fundamental e para isso é preciso ter recursos intelectuais para pensar em todos os cenários, não queimando nenhum, aliás como defendem Sapir e Husson, dois economistas que, apesar das divergências e das discussões, ou talvez por causa delas, apoiam Mélenchon. Só ele é capaz de colocar a Presidente doMEDEF, associação patronal, a invocar o “terror”, indicando que, lá como cá, a elite económica já há muito que perdeu a razão porque não tem sido desafiada. De resto, só com pressão à sua esquerda é que François Hollande pode ser tentado a tirar algumas ilações do seu programa.


Mário Soares: «o Estado é que vai pagar a multa».

Carro onde seguia Mário Soares um Mercedes-Benz S350 4 Matic pago pelos contribuintes apanhado a 199 km/hora 
Os radares da GNR de Leiria apanharam o carro onde seguia Mário Soares, conduzido pelo seu motorista, a 199 km/hora na A8, avança o .tvi24.
O ex-presidente da República viu o seu motorista ficar com a carta de condução apreendida e sujeito a uma multa de 300 euros, como explica o JN. Mas, segundo fonte da GNR ao jornal, Mário Soares reagiu mal e chegou a afirmar que «o Estado é que vai pagar a multa».
O carro, um Mercedes-Benz S350 4 Matic, é propriedade da Direcção-Geral do Tesouro e das Finanças e seguia no sentido sul-norte quando foi mandado parar numa estação de serviço. Os guardas garantiram ao SOL que o histórico socialista foi «bastante mal-educado».
Nota: Mas o que é isto....Esta gente que tem direito a cu tremido à conta dos contribuintes deve acabar.....Não se pode exigir sacrifícios aos trabalhadores, que tem de se deslocar para o trabalho em viatura própria, pagando do seu magro salário o combustível, e depois vem estes Portugueses letra "A" gente que anda à conta do contribuinte, prevaricam e ainda são mal-educados.....  
BLOG D"SUL


GRANDE, O


"Grande é o Céu elevando as Estrelas até ao exaltado intímo, onde o pranto maduro flutua. Grande é o Olhar cativo do Homem em filões, no meu sangue feroz, irrequieto, olhando-o...

Grande é o Teu ar que se fecha em mim, inteiro, imaginário, absoluto na fala entre o sal e a boca viva, furiosa. Florescente quando murmuras, em cima. É aqui que Te penso, como Grande é a desordem da língua que em mim para Ti fala, Grande...!

Grande é a música fervente expelida pelos nossos rastos vestidos e despidos num quarto crescente. Entre a camisa redonda e o passar nu de um só grito, dentro, sempre. Entre a àgua firme, nos teus braços em mim dispersos.

Grande é o fogo, no transbordar das coxas, onde te afogas, dentro dela, a tua nua casa, separando o encrespe e a mão fechada, sentindo-me, Grande;
pelos incêndios das inumeras páginas escritas para ti,
onde Grande é o Amor, o Desejo que se estendem nos meus dias amplos, Grandes...

Grande o és, no meu (a)Mar Grande!



Luisa Demétrio Raposo
Blog vermelho canalha


Os iluminatti e os banqueiros monges

Os iluminatti e os banqueiros monges
por Jorge Messias
 
Jornal Avante
 
 
  «Na escrita da História trepam erros, verdades que envelhecem, ordena-se ou amontoa-se desirmanados os documentos, os valores, os símbolos, as ferramentas, o conhecimento alargado, as explicações técnicas, as utopias, os mitos. Uns, de corpo inteiro; outros, esfacelados ou sem membros. Uns, horrendos e outros de olhos angélicos» (A. Borges Coelho, Historiador).

«A primeira geração não nos pertencerá. A segunda, quase nos pertencerá. A terceira, sem qualquer dúvida, pertencer-nos-á. Sabemos que o nosso desejo é estabelecer um Império Mundial. Criaremos uma Nova Ordem Mundial através da dissolução de todos os governos democráticos e liberais, a fim de estabelecermos um governo absoluto único sob a égide do papa de Roma, tal como na Era das Trevas»

(de textos traduzidos para o Inglês e expostos no British Museum, de Londres).


«Em todo o mundo, 80% dos capitais financeiros das 43 300 maiores empresas são controlados por um grupo de 737 multinacionais. Mais: dessas 737 entidades, um reduzido grupo de 50 possui 40% da massa financeira detida por todas as multinacionais que existem no sistema capitalista mundial»

(Instituto Federal de Tecnologia, Zurique, «The network of global corporate control»).

Nos tempos que decorrem, as guerra de agressão podem desenvolver-se nos moldes militares tradicionais, podem ter um figurino económico, ou podem consistir numa combinação entre o militar, o subversivo, o económico-financeiro e o político-religioso. É por isso muito interessante a referência que o relatório dos investigadores suíços faz à cadeia de comando das transnacionais que dominam os mercados e são conduzidas por uma elite financeira (ou iluminatti) assente em cinco gigantescos grupos bancários (Barklays, J.P.Morgan, Citibank, Bank of America e Goldman Sachs) e em poderosos truts seguradores transnacionais, tais como a Merril Linch, a Morgan Stanley, a Société Generale, a Banque Populaire, etc.

Curiosamente, todas estas formações têm vindo a ser referidas como presenças familiares nas manobras e escândalos financeiros ligados ao Vaticano e ao IOR, o banco pontifício. A sua actividade decorre invariavelmente em áreas interdisciplinares. Nomeadamente, nas redes sociais do Opus Dei, das ONG e IPSS e dos campos de acção dos Jesuítas. Estamos na presença de um plano megaĺómano que se desenvolve nos quadros do Grupo de Bilderberg e recolhe os aplausos e o apoio activo da Igreja, da Maçonaria, do Opus Dei e, sobretudo da alta finança mundial. Trata-se, em primeiro lugar, dizem os analistas, de ser-se realista por muito que doa a quem doer: o sistema capitalista, tal como ainda hoje é entendido, é assunto arrumado. Durará poucas décadas mais, no melhor dos casos. Depois, esgotado, desaparecerá.

Entretanto, fica evidente que a divisão da sociedade em «classes» não pode acabar. Pelo contrário, tem de acentuar-se o fosso entre ricos e pobres.

Assim terá de ser. Por um lado, porque os recursos da Natureza não são inesgotáveis e tendem a desaparecer. Por outro lado, o recuo do bem-estar das populações e a eliminação dos «direitos alcançados» é um excelente método pedagógico da manutenção da disciplina da direita entre as massas e da justificação do exercício inflexível da autoridade.

Os iluminatti sabem que o tempo é curto para pôr de pé uma sociedade capitalista que possa inovar-se e renascer: uns 50 anos, dizem alguns!... Neste meio século que se irá seguir, os tecnocratas terão de encontrar maneira de cortar na dívida pública, reforçar a moeda, reformar os mercados, camuflar o desemprego, acumular receitas e lançar os alicerces de uma Nova Ordem Mundial, fazer as guerras locais e preparar a Guerra mundial.

Quanto à III Guerra mundial, há consenso entre os senhores da Terra: cedo ou tarde ela explodirá. A curiosa questão central que se coloca a banqueiros e generais é a da definição prévia dos futuros inimigos monopolistas. Se um dos lados é fácil de reconhecer (os EUA acolitados pela União Europeia), já o potencial adversário permanece na bruma das hipóteses: China, Índia, Brasil ou Rússia pós-soviética? São os chamados estados emergentes, que crescem com um pé no capitalismo e o outro nas novas tecnologias.

A manterem-se os actuais ritmos de crescimento em breve os EUA serão destronados. Entrou-se, portanto, na fase preliminar da III Guerra Mundial.

A Nova Ordem Mundial tem de ser implantada rapidamente no terreno. Tenha o preço que tiver.
 
 
 
Texto original em Jornal Avante
 
 

tu - poema A.Garrochinho


hesitação - poema de António Garrochinho




Marinaleda merece reflexão

  
Sim, se quisermos, é possível!


Esta experiência merece ser estudada. Não é a Comuna de Paris, mas tem características que mostram os resultados da coragem e tenacidade de uma população para alcançar a "utopia". O objetivo de uma sociedade de igualdade, fraternidade, solidariedade onde prevalecem os valores humanos. Sim, é possível!
Apesar de ser uma experiência muito limitada, a um município, é de destacar consciência das pessoas que venceram os preconceitos egoístas e retrógrados fomentados ao longo de séculos, e hoje encaram a vida comunitária, colectiva, a solidariedade, como um avanço para uma vida melhor.

Dizem eles (aqui):
- Esta terra é de todos os que a trabalham.
- Há 30 anos era só de um, que dava trabalho apenas a 4 pessoas e só produziam trigo e girassol.
- Apesar de terem muitas oliveiras, o latifundiário nem as tratava nem deixava colher as azeitonas que se estragavam.
- O povo morria à fome e não podia produzir porque [os meios de produção] tudo era propriedade de um.
- Hoje trabalham quatrocentos e produzem riqueza que é distribuida por todos.
Diz um cartaz pintado à mão:

- O Sindicato és tu. Defendendo-o, defendes-te!
Fizeram greve da fome, lutaram várias vezes durante mais de dois meses seguidos, eram repelidos pela Guarda Civil, mas voltavam. Voltavam sempre. Passaram muita fome pois não tinham trabalho.
Conseguiram fazer a Reforma Agrária e defendê-la até hoje. A Terra é de quem a trabalha.
Diz o presidente da Câmara, o Alcaide:
- Hoje a terra e os meios de produção pertencem a todos os trabalhadores.
- Foram 12 anos de lutas, enfrentando as prisões, a Guardia Civil, os tribunais mas, acabamos por vencer.
Em 1991 conseguiram as terras para trabalhar, terras que passaram a produzir e a distribuir mais riqueza dividida igualmente por todos. 

Aqui mesmo ao lado...
no nosso Portugal, a Reforma Agrária permitiu, de igual, forma criar riqueza nas terrras abandonadas do Alentejo. 
É preciso refletir sobre a política que destruiu a nossa Reforma Agrária, não para nos envolvermos em análises intermináveis que nos esgotem as energias, mas para encontrar a forma de erguer, de novo, os valores do 25 de Abril.
Organização, consciência, convicção e firmeza, são indispensáveis. 
Em Marinaleda, os trabalhadores e população, precisaram disso para aguentar uma luta de 12 anos. Conseguiram.

Como testemunham:
- Temos trabalho, para nós e para muitos que vêm de fora. Cada um ganha 47 euros por dia.
- Aqui senti-mo-nos seguros, pois tudo o que criamos é dividido por todos. 
- Quando há menos trabalho cada casal trabalha à vez para que, em cada lar, nunca falte ordenado. Ganham sempre entre 800 a 1000 euros por mês.

Todos a produzir.
- Não precisamos de Polícia, é dinheiro que se poupa. 
Esta ideia de que todos estão ocupados a produzir e a criar riqueza, está bem solidificada nas mentalidades e convicções.
As pessoas para além do que cultivam nas suas terras cultivam também valores humanos, de igualdade, de fraternidade, de solidariedade, de paz, valores do Socialismo, pela educação e cultura.

Democracia, Participação permanentes.
- Tudo é decidido por todos em assembleias da população.
- Assim todos aprendem, assumem a responsabilidade com os erros e todos estão solidários com as decisões.
Como afirmam:
"En una sociedad dividida en clases sociales, en ricos y en pobres, en explotadores y explotados creer que el poder es neutro es una tremenda ingenuidad."
Marinaleda é um oásis num país de desigualdades que sofre com mais de 20% de desemprego e, tal como em Portugal, aumenta a exploração.

Em Portugal...
a nossa Reforma Agrária foi destruída como foram destruidas a agricultura, as pescas e as nossas indústrias. Hoje compramos as coisas no estrangeiro e não produzimos, não criamos riqueza e temos mais de 1 milhão e 200 mil desempregados.
Estudemos esta experiência, com os seus erros e virtudes, com a convição de que é possível viver melhor, se lutarmos por uma sociedade mais justa e, através de um verdadeiro socialismo, alcançarmos a "utopia" da sociedade comunista. 

Para ver o vídeo clique (aqui)

 Algarve: roubos chegam à agricultura 
04-04-2012 

Agricultores do Algarve queixam-se de furto de metais, o que inclui alfaias agrícolas. Há quem tenha ficado sem portas nem janelas.
 
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Ver Galeria
 
O aumento deste tipo de criminalidade, associado à posterior venda a sucateiros da região, foi confirmado à agência Lusa por fonte da GNR, força policial que tem recebido várias queixas e assegura estar "muito atenta" ao fenómeno.
Ana Lopes, da Associação dos Agricultores de Faro e Concelhos Limítrofes (Loulé, S. Brás de Alportel e Olhão), disse que os últimos assaltos envolvem materiais pesados, como alfaias agrícolas e noras. “Há agricultores que são assaltados duas vezes na mesma semana e roubam-lhes peças que são as suas ferramentas de trabalho”, diz.
A responsável garante que os últimos crimes são mais sofisticados, pois o tipo de roubos de materiais metálicos mais pesados “envolve meios mais elaborados, porque ninguém levanta uma alfaia à mão”. Ressalvando que os furtos não são de agora, pois habitualmente havia “três ou quatro ondas de assaltos por ano”, Ana Lopes asseverou que “nunca houve uma onda tão grave como a atual” e apontou vários sucateiros algarvios como cúmplices dos roubos.
“Um dia cheguei à horta e não tinha portas nem janelas”, lembrou Ana Lopes, garantindo que há situações em que os criminosos “matam os cães para poder trabalhar à vontade”.
Por seu lado, a fonte da GNR evocou o Relatório de Segurança Interna, recentemente divulgado, e sublinhou que, no Algarve, “ultimamente tem havido mais roubos de metais”, alguns dos quais em áreas agrícolas. “Temos diariamente muita atenção a estes casos e há sítios em que há mais tendência para este tipo de crimes”, observou a mesma fonte, que reconheceu a dificuldade em estabelecer a ligação entre o roubo e o sucateiro envolvido.
Segundo a mesma fonte, trata-se de um tipo de crime que normalmente implica uma pena inferior a três anos de prisão, “a não ser que se prove que a pessoa faz da atividade um modo de vida, ou que se trate de roubos de montante superior a 5.000 euros, caso em que se trata de furto qualificado”. Ainda assim, a fonte da GNR exortou os lesados a apresentarem sempre queixa.
Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna de 2011, o elevado preço dos metais não preciosos está a contribuir para "a forte intensificação" de furtos de cobre, criando um mercado criminal que evidencia "um elevado nível de profissionalismo".
Observatório do Algarve