AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

"1900-Novecento" Bernardo Bertolucci


Mentiras – O dia seguinte



Ontem foi o famoso "dia das mentiras". Dei uma volta virtual pelos frontispícios de variadíssimos jornais, na sua versão online... e nada. Não consegui vislumbrar sinal das costumeiras mentirinhas de todos os anos. O que me levará a uma de três conclusões prováveis:
1. Estou a ficar pitosga.
2. Já nada do que venha escrito na primeira página de um jornal me parece mentira.
3. Os jornalistas que costumavam ser encarregados de inventar essas pequenas e quase sempre risíveis "mentiras" estão conformados e desistiram. Já devem ter chegado à conclusão de que não é possível, em apenas um dia, competir com osmembros do governo, mais os grandes “gangsters” do capital que mandam nos membros do governo, mais os próprios jornais em que trabalham, na maioria já há muito propriedade dos mesmíssimos “gangsters”... todos juntos e apostados em nos soterrar de mentiras descaradas, ou mesmo criminosas... durante todos os dias do ano.

MACEDO O NAPOLEÃO DO CACETÉTE !


A Fleet Properties, que reclamava 122,2 mil euros, recebeu no fim de Fevereiro 48 mil euros de um padre de Rio de Mouro



Quase metade dos créditos foi perdoada

Porto: Terceiros pagam dívidas de vereador falido

O vereador do CDS/PP com mandato suspenso na Câmara do Porto, Manuel Gonçalves, pagou através de terceiros 102 mil euros de dívidas no processo de falência, tendo recebido o perdão de quase metade dos créditos reclamados.

As informações constam dos autos do processo do Tribunal de Comércio de Gaia, a que a Lusa teve esta segunda-feira acesso.
A Fleet Properties, que reclamava 122,2 mil euros, recebeu no fim de Fevereiro 48 mil euros de um padre de Rio de Mouro, cujo apelido é igual ao do vereador. Os dados estão num dos quatro recibos de quitação apresentados por Manuel Gonçalves para comprovar em tribunal o pagamento "dos créditos devidamente reconhecidos" no processo, com vista à "cessação dos efeitos da declaração de falência".
Manuel Gonçalves está desde 8 de Fevereiro com o mandato suspenso na Câmara do Porto, "por 30 dias, renováveis por idênticos períodos, até que a reabilitação esteja comprovada", devido à alegada inelegibilidade nas autárquicas de 2009, por se encontrar falido.
A liquidação das dívidas constante dos quatro recibos de quitação é de 101 mil euros e os autos apontam para cerca de 135 mil euros de obrigações perdoadas, já que em Janeiro o tribunal contabilizava mais de 238 mil euros de créditos reclamados.
O BES, que solicitava o pagamento de mais de 78,3 mil euros, recebeu agora 20 mil euros de um empresário da Póvoa de Varzim, localidade de residência do vereador. O montante foi suficiente para o banco considerar que, "com o presente pagamento, Manuel Gonçalves fica desonerado de todas as responsabilidades reclamadas no processo de falência", escreve-se nos autos.
Também a Unicre informou o Tribunal de que "prescinde do seu crédito", em Janeiro avaliado em 7.419 euros (dos quais mais de dois mil euros de juros, referentes à "utilização de cartão de crédito").

LENDA DO VINHO - O VELHO E A VIDEIRA





Há milhares de anos, um homem que passou a vida na Grécia, quando se sentiu velho, regressou à sua pátria, a Itália, e resolveu levar com ele uma linda videirinha, pois não se lembrava de, na sua infância, ter visto tal planta na sua terra natal.

Como não tinha vaso para transportar, utilizou o que tinha à mão, um osso de galo. Esvaziou-o e meteu dentro as raízes com um pouco de terra. Ora, como se deslocava a pé, levou muito tempo a fazer a videira e a videira cresceu. Não teve outro remédio senão mudá-la para um osso de leão que encontrou pelo caminho. Mas como a planta continuava a crescer, Dionísio, assim se chamava o viajante, que teve a sorte de deparar com um osso de burro, para lá mudou a plantinha.

Consta que daquela videira se fizeram muitas outras, e, por ter ela crescido, em tão estranhos «vasos», quem bebe pouco vinho, fica alegre como um galo, quem bebe mais, fica forte como um leão. Quem muito abusa do vinho, perde as ideias e fica mesmo estúpido como um burro.

DESENCANTO







Poesia por Abril Adentro – Irreverência


Irreverência
(Vilancete)

Mote

Apoiada no quadril,
traz a moça a cantarinha.
Vem da fonte e vem asinha.

Voltas

Diz-se de «Abril, águas mil»!
E tanta sede que eu tinha,
naquela manhã de Abril!
Mas a moça vinha asinha
e negou-me a cantarinha
que apoiava no quadril...

Fiquei-me quase febril
devido à sede que tinha!
E nem sei mais se de Abril
ou se da moça que vinha
apoiando a cantarinha
no bailado do quadril... 


Autor: José-Augusto de Carvalho – Viana, Alentejo, 30 de Março de 2012


Governo quer reduzir subsídio por doença



<p>O ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, quer rever as regras das prestações sociais</p>
O ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, quer rever as regras das prestações sociais
 (Daniel Rocha)
O Governo pretende baixar o montante pago nos subsídios por doença, às baixas de curta e média duração, noticia hoje o Jornal de Negócios.

Se a proposta avançar, os penalizados serão aqueles que ficam de baixa por menos de 90 dias, e que desde 2005 têm direito a uma prestação que equivale a 65% da remuneração de referência.

Esta nova medida estará a ser preparada no âmbito de um novo pacote de revisão das prestações sociais e de quem tem direito às mesmas, incluindo o rendimento mínimo garantido e o subsídio de maternidade.

De acordo com o jornal, no caso do subsídio por doença serão agora criados vários escalões, que começam em 55% da remuneração de referência para baixas inferiores a um mês e sobem para 60%, nos casos de baixa entre um mês e 90 dias.

Por outro lado, algumas regras deverão manter-se. É o caso do pagamento deste subsídio, que só se inicia ao quarto dia de incapacidade, e também a duração, que continuará a ser no máximo de 1095 dias para trabalhadores dependentes.

Publico

espera - António Garrochinho


futuro - poema de António Garrochinho


FADO TROPICAL - Chico Buarque e Ruy Guerra



Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril

Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

"Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo ( além da sífilis*, é claro)
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."

Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

"Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa
Mas meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa"

Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre trás-os-montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial

*trecho censurado pelos militares

asas - é tão "bom" emigrar - poemas de António Garrochinho



por terras de França - José Mário Branco


eh companheiro



Enquanto o país definha e arrasta famílias para a ruína... O dinheiro esvai-se em causas nobres, sem urgência.

Incompetência quem governa Portugal subsídios teatro
Subsídios distribuidos pela Direção Geral das Artes (Presidência do Conselho de Ministros) em plena crise!! 
Somos um país que vive em estado de emergência onde se procuram verbas para ajudar desempregados, idosos, famílias arruinadas, sem abrigo... no entanto financiam-se todos os teatrinhos da aldeia!!!  
Depois desta noticia muitos portugueses vão criar uma associação semelhante!!! ( Atenção, que não se critica a existência destas associações, apenas se critica que o governo faça cortes em serviços vitais e mantenha os subsídios de coisas menos vitais).
O contra senso de um governo que não sabe o que anda a fazer nem diz o que sabe;
Corta os subsídios das ambulâncias, e morrem pessoas com cancro e outras doenças por falta de acesso aos tratamentos.
Cortam os subsídios dos medicamentos e morrem pessoas porque não conseguem comprar medicamentos. 
Corta os salários e morrem idosos por causa do frio e má nutrição... 
Cortam as verbas do SNS e sobem o preço das taxas moderadoras e das consultas etc. 
Cortam salários a famílias que deixam lares em ruína e em falência. 
Cortam verbas aos hospitais que se debatem com falta de material.
Aumentam os impostos, a electricidade, os transportes, para tentar travar a crise que se alastra impiedosa... e ainda a alastram mais....
E depois tropeçamos nestes subsídios, que fazem todo o sentido, sim... em países que gozam de perfeita saúde financeira e económica... mas são uma ofensa para todos que sentem na pele os cortes, ou poderemos dizer as, facadas da austeridade que todos os dias roubam uma fatia de pão das nossas mesas e de dignidade das nossas almas.... 
Há urgências que tem que ser atendidas e há outras que terão que ser postergadas ... cabe ás pessoas que nos gerem (incompetentemente) saber gerir com eficácia os escassos meios de que dispomos para atender a tanta carência.

Subsídios concedidos pela Direção -Geral das Artes no 2.º semestre do ano de 2011.

A BRUXA -TEATRO ASSOCIAÇÃO  . . . . . . . . . . . .  
23.342,13
A ESCOLA DA NOITE -GRUPO TEATRO COIMBRA . . . . . . . .  126.052,49
A TARUMBA — TEATRO DE MARIONETAS  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11 40.509,79
ACERT -ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE TONDELA . . . . .167.728,12
ACTA — COMPANHIA DE TEATRO DO ALGARVE. . . . . . . . . . .  82.404,00
ACTECAS — PROMOÇÃO DE COMÉRCIO ARTÍSTICO, LDA.. . . . . . . 76.582,92
ACTO — INSTITUTO ARTE DRAMÁTICA . . . . . . .  . . . . . . .  48.336,46
ADAT -ASSOCIAÇÃO AMIGOS TOCA A RUFAR. . . . . . . . . . . . . . . .  18.528,50
AL KANTARA — ASSOCIAÇÃO CULTURAL . . . . . . . . . . . .  81.862,59
A. VITORINO DE ALMEIDA -PRO. DE FILMES E EVENTOS, UNIPESSOAL . .  31.486,00
AO CABO TEATRO -ASSOCIAÇÃO CULTURAL. .. . . . . . .  45.226,88
ARTE DAS MUSAS, LDA . . . . . . . . . .  . . . .  25.300,41
AR DE FILMES, LDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .37.032,67
ARTISTAS UNIDOS PRO. E REALIZAÇÃO CINEMA TEATRO ESPECTACULOS  LDA.  235.947,90
ASS. CÃO SOLTEIRO — PROD. REALIZAÇÃO DE ESPECTACULOS E IDEIAS   38.778,85
ASSOCIAÇÃO CULTURAL AS BOAS RAPARIGAS VÃO PARA O CÉU .. . .  39.067,99
ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE NODAR. . . . . . . . .  . .  30.491,00
ASSOCIAÇÃO CULTURAL DESPORTIVA E RECREATIVA DO FÔJO . . . . . . 136.473,78

A lista prolonga-se por cerca de 4 páginas... siga o link, se quiser ver o resto


Acesse o Artigo Original: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/04/enquanto-o-pais-definha-e-arrasta.html#ixzz1qscCaRJm

blog Não votem mais neles, pensem !

DESABAFAR, ALIVIAR, ABRIR



PS acusa Marcelo de faltar à verdade três vezes

01.04.2012 - 23:44 Por PÚBLICO

Marcelo criticou duramente SeguroMarcelo criticou duramente Seguro ()
 O PS acusou nesta noite de domingo Marcelo Rebelo de Sousa de faltar três vezes à verdade. O antigo líder do PSD e comentador da TVI disse no seu comentário semanal que a revisão de estatutos do PS violou os próprios estatutos, qualificou a medida como uma "golpaça", porque também afastaria possíveis adversários – como António Costa – com a adequação dos mandatos internos aos ciclos eleitorais das legislativas.

"O Secretariado Nacional do Partido Socialista lamenta e repudia veementemente o comentário" que Marcelo Rebelo de Sousa fez no Jornal da Noite da TVI sobre o líder do PS. "Durante largos minutos, o Dr. Marcelo Rebelo de Sousa permitiu-se interpretar e fazer juízos de valor e de intenções sobre o carácter e motivações do secretário-geral do PS, denegrindo o seu bom nome e reputação, atentando contra a sua integridade moral e imagem de cidadão e de político, com base em pressupostos e factos falsos", sustenta o mesmo comunicado.

Depois, sobre o conteúdo das críticas, o PS argumenta que "as directas para a escolha de candidatos a deputados, aprovados [no sábado] pela Comissão Nacional do PS, adoptam o princípio da proporcionalidade para a elaboração da lista final e não o princípio maioritário". Por isso, "o Dr. Marcelo Rebelo de Sousa faltou à verdade", acusam os socialistas, aludindo às criticas feitas pelo antigo líder do PSD, segundo quem Seguro promoveu uma "golpaça" com a revisão estatutária que permite as eleições directas de candidatos a deputados e presidentes de câmara. O problema, apontou Marcelo, é que escolha de deputados passe a ser feita por listas apresentadas pelas federações do PS, “que Seguro controla”, e quem não concordar com a proposta pode apresentar uma lista alternativa fechada que irá a votos. O que, segundo o comentador, favorece claramente o secretário-geral.

Sobre outra crítica de Marcelo, diz o PS que "as eleições para os órgãos nacionais do PS realizam-se no próximo ano nos mesmos prazos previstos pelos actuais estatutos". "Ao contrário do que afirmou o Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, o Congresso Nacional nunca, mas nunca, esteve previsto realizar-se no início do ano de 2013. O Dr. Marcelo Rebelo de Sousa voltou a faltar à verdade", prosseguem os socialistas, negando desta forma que a consequente mudança de calendários possa significar uma espécie de afastamento de um dos adversários e críticos de Seguro, o socialista António Costa, que preside à Câmara de Lisboa e tem eleições autárquicas em 2013.

Sobre a alegada violação dos próprios estatutos por falta de um mandato expresso do Congresso para promover a alteração estatutária – outra crítica feita por Marcelo – o comunicado responde que "a Comissão Nacional do PS aprovou os estatutos, porque tinha o dever de o fazer". "Tinha um mandato expresso do Congresso, correspondia a um compromisso político do secretário-geral." Acrescenta que "o processo de elaboração dos novos estatutos foi transparente e participado. Começou em Setembro e terminou, tal como prometido, em 31 de Março. (...) Não foi um processo feito à sucapa e à última da hora. Foi um processo debatido ao longo de seis meses. Também aqui o Dr. Marcelo Rebelo de Sousa faltou à verdade."

O comunicado remata com uma garantia: "Independentemente das suas opções partidárias, os portugueses conhecem o Dr. António José Seguro e sabem que é um cidadão exemplar e um político honesto."

A ORIGEM DO 1º DE ABRIL - PLAISANTERIES



PLAISANTERIES

Uma das explicações para o dia 1 de Abril se ter transformado no Dia das Mentiras surgiu em França. O Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da Primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de Abril. Em 1564, depois da adopção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de Janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de Abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries