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sexta-feira, 30 de março de 2012

LA NUBE ROSADA -Rafael Escalona y Jose del Gordo.



Oração... (da Guidinha, evidentemente!)


(Por absoluta falta de tempo para mais e porque já recebi a piada por mail umas quinze vezes, aqui fica uma "adaptação"... à minha moda)
Senhor... há poucos anos levaste para junto de ti o meu querido Michael Jackson, o Heath Ledger, que era um dos meus actores preferidos, depois o Angélico, a Amy Winehouse, agora foi a Whitney Houston... mas acredito que tiveste uma razão que eu, apenas uma mortal, não consigo entender, senhor.
Ah... queria ainda aproveitar para lembrar que os meus políticos preferidos são a senhora Merkel, o Sarkozy, o Berlusconi, o Relvas, o Passos Coelho, o Paulo Portas, o Gaspar, o Álvaro, o Alberto João Jardim... ... ...

Amém! 




Conferência 'Sair da Armadilha', sábado, dia 31 de Março, Lisboa


2012-03-22 21:58


Painel 1: 10h30-12h30 CONSEQUÊNCIAS DE UM ANO DE INTERVENÇÃO DA TROIKA
- Carvalho da Silva (coordenador Centro de Estudos Sociais, em Lisboa)
- Eduardo Paz Ferreira (professor de Direito)
- Ricardo Paes Mamede (economista - ISCTE-IUL)
- Sara Rocha (economista - ATTAC Portugal)

Painel 2: 14h30-16h30 ALTERNATIVAS ECONÓMICAS
- Álvaro Rodríguez (ATTAC Espanha)
- José Castro Caldas (economista - Universidade de Coimbra)
- Jorge Bateira (economista - Blogue Ladrões de Bicicletas)
- Guilherme Statter (sociólogo)

Painel 3: 17h00-19h00 CONSTRUÇÃO DE ALTERNATIVAS POLÍTICAS
- José Gusmão (dirigente do Bloco de Esquerda)
- Pedro Nuno Santos (deputado do Partido Socialista)
- Paula Gil (fundadora do Movimento 12 de Março)
- Vítor Dias (blogue O Tempo das Cerejas)

23h00 FESTA N'A BARRACA
Morada: Largo de Santos, 2, 1200-808 Lisboa
Metro: Cais do Sodré
Comboio: Estação de Santos
Autocarro: 6, 727, 60, 104, E15, E28, E25
BIOGRAFIAS

Painel 1
Manuel Carvalho da Silva é coordenador do Pólo-Lisboa do CES - Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Professor Catedrático convidado da Universidade Lusófona. Abandonou este ano a liderança da CGTP-IN.
Eduardo Paz Ferreira é Professor Catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa. Presidente do Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Vice-Presidente do Instituto Europeu da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Director da Revista de Finanças Públicas e Direito Fiscal. Cátedra Jean Monnet em Estudos Comunitários.
Ricardo Paes Mamede é Professor Auxiliar do Departamento de Economia Política do ISCTE, Investigador do DINÂMIA-CET e co-autor do blogue Ladrões de Bicicletas.
Sara Rocha é economista e integra a direcção da ATTAC Portugal.
Painel 2
Álvaro Rodríguez é activista da ATTAC Espanha.
José Castro Caldas é economista investigador do Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra. Foi professor do Departamento de Economia do ISCTE e investigador do DINÂMIA-CET. Os seus principais interesses de investigação incluem a deliberação individual e colectiva, a economia institucionalista e a história da economia. Participa na Auditoria Cidadã à Dívida Pública.
Jorge Bateira é economista, Doutorado na Universidade de Manchester, co-autor do blogue Ladrões de Bicicletas.
Guilherme Statter é sociólogo do trabalho, doutorado em Estudos Africanos e reformado da actividade empresarial Informática. Tem leccionado no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa matérias relacionadas com a Economia Política do Subdesenvolvimento, tendo publicado vários livros. Participa na Auditoria Cidadã à Dívida Pública.
Painel 3
José Gusmão é dirigente do Bloco de Esquerda, tendo sido deputado de 2009 a 2011.
Pedro Nuno Santos é deputado do Partido Socialista
Paula Gil é uma das fundadoras do Movimento 12 de Março. Activista em diversos grupos e organizações possui um mestrado em Política Internacional e Estudos de Segurança com Especialização em Género, pela Universidade de Bradford, Reino Unido.
Vítor Dias é publicista e autor do blogue «O Tempo das Cerejas».


Ler mais: http://attacportugal.webnode.com/news/confer%c3%aancia%20%27sair%20da%20armadilha%27%2c%20sabado%2c%20dia%2031%20de%20mar%c3%a7o%2c%20lisboa/

OS AUTOCOLANTES


QUE RAZÃO MAIS ESPATAFÚRDIA

Que razão mais espatafúrdia o governo arranjou para nos dizer que os funcionários do Banco de Portugal NÃO VÃO ter cortes nos subsídios de férias e natal porque o orçamento de 2011 lhes confere um estatuto especial.
Que ignorância! Eu posso ensinar! Que tal revogar o estatuto especial? Que tal em vez de se escrever 2011 escrever 2012?
Só o governador do banco recebe 18.000€ mensais, já viram senhores políticos quanto vão per
der? 36.000€. Ou estão a pensar que são três euros e sessenta cêntimos? Incompetentes!!!!!

PRIVATIZE-SE A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Se Portugal é mais pobre comparativamente com os outros países da zona euro, porque razão se pagam, com os nossos impostos, os mais altos vencimentos do mundo a gestores e temos um Presidente da República entre os chefes de Estado mais gastadores da Europa? Para fazer o quê!!!
A quem trabalha e produz riqueza pagam-se salários mínimos de 485€ e quem nada faz ganha fortunas.



Estado Novo em estado puro

Neste artigo, Nuno Ramos de Almeida denuncia uma espécie de histeria securitária que, no seu entender, se está subtilmente a intensificar. "Com pezinhos de lã, governos e polícias de turno estão a impor a ideia de que é normal a infiltração em organizações políticas, a vigilância de militantes de esquerda, o recurso a provocadores em manifestações e a agressão a jornalistas para garantir o afastamento de testemunhas incómodas nas próximas cargas policiais," diz o autor. "Um dia destes acordamos sem democracia e nem demos por isso," conclui.
Não há pezinhos de lã nenhuns. A tradição do Estado Novo ainda é o que era. A mentalidade pidesca nunca morreu.
Muitos poderão achar isto exagero, coisa do passado, mas factos são factos: aos primeiros sinais de borrasca saltam os velhos métodos, mostrando que estavam apenas escondidos atrás da porta, para o caso...
A verdade é que pouco fizemos, nós todos como sociedade democrática, no sentido de operar a mudança profunda e necessária para acabar de vez com a tradição.
É, pois, assim, sem surpresa, que vamos tomando nota destes e de outros factos. Como o caso que, na mesma edição do jornal i e certamente por coincidência, se denuncia de um organismo de Estado que pede aos seus colaboradores com recibos verdes que "assinem um documento em como não têm 'afinidades partidárias' com outros colaboradores e ex-funcionários desses serviços."
A tradição securitária é filha da corrupção e esta mantém-se entranhada no mais fundo do que é ser português. Para ajudar, temos hoje até um casamento perfeito que dá um jeitão aos nubentes: "crise" e corrupção uniram-se em regime de conveniência.
O Estado Novo continua aí, em estado puro.
É preciso fazer muito mais do que foi feito até agora para mudar. É desta mudança que, hoje como ontem, o securitarismo tem medo...
blog A face ocult da terra

Pico de mortes, jornal "The Guardian", denuncia misérias de Portugal.




































PICO DE MORTES







Pico de mortes, jornal "The Guardian", denuncia misérias de Portugal.

medidas de austeridade cortes subsídios
Uma história muitas misérias... 
(The Guardian)
"O pico de mortes em Portugal está relacionado com o programa de austeridade. O SNS foi forçado a cortes radicais desde que começaram a executar o plano de resgate do FMI em Maio, os efeitos começaram a sentir-se.

Maria Isabel Martins levantou-se às 5 da manhã para ir de autocarro de Portalegre para uma consulta em Lisboa de diabetes. É uma viagem de 130 Km (3 horas). Antes era grátis o transporte mas já não é.
"Isto é vergonhoso. Agora, cada consulta custa-me € 44 e eu tenho que voltar dentro de 2 semanas"
Há um aviso na parede ao lado de uma máquina que diz que se aceita cartões de crédito. Ela mostra os preços das consultas médicas, num dos países mais pobres da Europa Ocidental, onde os políticos da oposição culpam os cortes no orçamento para milhares de mortes adicionais em fevereiro, 20% a mais do que o habitual.
"Eles subiram as taxas em Janeiro", disse a recepcionista, apontando para as novas taxas para tudo. "Agora, uma emergência custa € 20 em vez de 9 €. Uma  consulta normal  € 7,50. As pessoas estão revoltadas."
O serviço de saúde é apenas uma vítima de cortes radicais e encargos acrescidos para os serviços públicos em todo Portugal.
As previsões oficiais são de que a economia contraia 3,3% este ano e ao aumento do desemprego para 14,5%.
"Eles estão a levar o país para o desastre", disse Arménio Carlos (líder sindical), que acrescenta que como aumentaram o preço da eletricidade, saúde e transporte públicos, os € 432 mensais do salário-mínimo tornaram-se insuficientes, e centenas de milhares de pessoas caem na pobreza.
A companhia aérea TAP e a ANA, operadora do aeroporto, estão à venda, assim como o serviço de correios CTT, concessionárias de água, os bancos do estado, o serviço ferroviário e a empresa petrolífera Galp.
Enquanto isso, o governo culpa a gripe e o frio pela subida acentuada da taxa de mortalidade em Fevereiro, no entanto os jornais publicam histórias assustadoras de que o pico de mortes se deve ás subidas excessivas dos preços do SNS. "
A propósito das privatizações, acima referidas, aproveito para partilhar este video para perceberem o perigo que se esconde por trás das privatizações... o antes e o depois.

No jornal o Público outra história a mesma miséria... 
"No litoral alentejano e no interior, há idosos sem dinheiro sequer para chegar às urgências e que já trocam produtos básicos por medicamentos. Nos centros de saúde, falta tudo. É preciso levantar cedo e apanhar a camioneta. É preciso viajar uma hora e meia até Odemira. E depois é preciso subir o morro devagarinho, já que o centro de saúde se encontra bem lá no alto e é onde funciona o serviço de urgência. De outra maneira, Maria Helena Gonçalves, de 62 anos, residente em S. Martinho das Amoreiras, pequena localidade nos arredores de Odemira, não será observada pelo médico. É que lá não há centro de saúde, só há médico de oito em oito dias, às quintas-feiras, quando vai dar consulta num lar de idosos, em São Teotónio. Quem quiser aproveitar, tem é de pagar. Mas hoje não é quinta-feira. E Helena sente-se doente.
Na sala de espera do serviço de urgência do Centro de Saúde de Odemira, aguarda pela sua vez de ser atendida. Mas à sua frente tem dois doentes mais urgentes, um com suspeita de enfarte, outro com suspeita de AVC. Os dois médicos de serviço estão ocupados em estabilizá-los. Se perder a camioneta das 13h30 para regressar a casa, só voltará a ter transporte à noite, às 19h30. Maria Helena vive de uma reforma muito pequena, não tem dinheiro para pagar táxi e o seu caso não é suficientemente grave para chamar o INEM.
Longe do atendimento médico, sem dinheiro e sem transportes, assim vivem milhares de pessoas no interior do país.
O médico Denis Pizhin, natural da Crimeia, Ucrânia, está sozinho na urgência do Centro de Saúde de Odemira. O outro médico teve de acompanhar um doente em estado crítico até ao hospital de referência da zona, o de Santiago do Cacém, a cerca de 80 quilómetros de distância.
Denis Pizhin, de 31 anos, veio da Crimeia em 2008, logo depois de se licenciar em Medicina. O estágio, já o fez cá. Hoje, é um médico "prestador de serviços", contratado através de empresas que angariam clínicos para os hospitais e, em troca, recebem percentagens.
Por hora, ganha 24 euros brutos, cerca de 15 euros líquidos, diz, com um sorriso crítico. "Quase o mesmo que uma empregada doméstica". Por dia, vê cerca de 60, 70 pessoas, a maioria com situações ligeiras, conta. Os casos mais graves, cerca de 30 por cento, calcula, vão de crises asmáticas a enfartes, que têm de seguir para o hospital de Santiago do Cacém ou para o de Beja.
Faltam medicamentos. Na urgência de Odemira, "há duas semanas que não há soro" habitualmente usado nos hospitais. "Temos de nos desenrascar com outros tipos de soros", diz. "Há sempre falta de medicamentos essenciais", entre os quais medicamentos para evitar os vómitos ou reagentes laboratoriais, como, por exemplo, tropomina, fundamental no diagnóstico de enfarte.
"As populações destas localidades estão evidentemente em risco", afirma o médico. "Passar férias no litoral alentejano, pode ser perigoso". No Verão, "os lisboetas que precisam de ir à urgência, dizem muitas vezes que isto parece África". Fonte

Outras misérias relacionadas... 


Acesse o Artigo Original: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/03/pico-de-mortes-jornal-guardian-denuncia.html#ixzz1qbyNcMUM

blog Não votem mais neles, pensem !

A BOLA -. MOÇAMBIQUE

MOJU - Promo Abril Bandas Mil 2012


O Abril Bandas Mil está de volta! Depois de o período de inscrições ter chegado ao fim no passado dia 15 de Março, e com uma enorme quantidade de bandas participantes, a organização decidiu alargar a participação das eliminatórias a cinco bandas.

José Mário Branco - "Queixa das almas jovens censuradas"



Estado obriga avençados a declarar afinidades políticas

Por Isabel Tavares, publicado em 30 Mar 2012 - 
Comissão de Protecção de Dados assegura que é ilegal qualquer tipo de declaração sobre ideias políticas

O Pau e a Cenoura que não Existe 



SEXTA-FEIRA, 30 DE MARÇO DE 2012  


Sacrificar-nos hoje para que os amanhãs que aí vêm sejam melhores é a cenoura que há muito é apresentada aos portugueses. A austeridade é a penitência que curará o país dos seus grandes males. E é este objetivo que se pretende que mobilize toda a sociedade nos dias que correm: sacrifícios hoje para amanhã podermos voltar a desfrutar. Uma boa narrativa, portanto. O problema é que as narrativas são naturalmente ficcionadas e, neste caso em concreto, a terminologia “ficção” é particularmente bem empregue. Pensar que problemas estruturais podem ser resolvidos a juzante, com cortes nos rendimentos, nas prestações sociais, endurecendo a legislação laboral e fazendo recuar as funções sociais do Estado, é uma forma particularmente “pouco focada” de atuar. Sobretudo quando a solução aplicada não só não está a resolver o problema, como está sobretudo a aprofundá-lo. E mantendo-se a desregulação do sistema financeiro internacional, nada garante que os seus instáveis e desastrosos efeitos não voltam atacar. Ou seja, a luz ao fundo do túnel que há tanto tempo vem sendo proclamada na verdade não existe. Utilizando outros termos, a cenoura não existe. Curiosamente, para contrabalançar esta evidência, é cada vez mais claro que o pau não só existe, mas também que a sua utilização exige agora cada vez menos parcimónias. As cargas policiais no Chiado vieram reforçar o que já se vinha notando em manifestações anteriores. O uso da força pelas autoridades policiais pode e vai ser usado para manter as coisas na linha. O posicionamento do presente governo é simples: quem não é mobilizável pelo conto da luz ao fundo do túnel, está profundamente equivocado. Ou seja, quem não é mobilizável pela cenoura, o pau está sempre lá para dissipar ceticismos. 


Artigo publicado hoje no Esquerda.net (Imagem: Coturno Nocturno) Publicada por João Ricardo Vasconcelos  
blog Activismo de sofá

Governar sem oposição

A direita portuguesa é preguiçosa, ao longo de mais de quatro décadas governou arbitrariamente sem perguntar aos portugueses qual era a sua vontade, acabou por se viciar em governar sem oposição. Para a direita há dois argumentos que justificam a sua vocação para governar, porque o seu poder é natural e porque a esquerda é incompetente.
Não admira que estando há quase um ano no poder tudo se justifique com desvios, memorandos inultrapassáveis e que o debate político em vez de ser feito no parlamento esteja a arrastar-se em processos judiciais lançados pelo “braço armado” do PSD, que não servirão para outra coisa senão para lançar suspeitas sobre um diabo chamado Sócrates.
O governo não quer discutir as suas ideias, governa segundo determinação divina, as medidas económicas são decididas pelo Gaspar e isso é motivo suficiente para que os portugueses não as possam questionar, aliás, se um qualquer ministro não pode pôr em causa a vontade de Vítor Gaspar muito menos o poderá fazer um qualquer labrego.
Se o povo quiser andar entretido com política, esse exercício superior reservado a políticos que consigam demonstrar que não o são, então que leiam o DN, o SOL ou o Correio da Manhã, ficam a saber o que pode interessar a gente pouco qualificada e que seria perigoso decidir ou opinar sobre o governo, para além da condenação do Rei Gohb terá a oportunidade de acompanhar o grande folhetim nacional que é o caso Freeport, se não gostar tem a possibilidade de acompanhar a telenovela apresentada pelos magistrados de outra comarca, o caso Face Oculta.
É mais fácil acompanhar estes casos, devidamente explicados por magistrados, advogados e jornalistas do que meter bedelho em coisas que o p+ovo nunca compreendeu, a política é para os políticos, deve ficar reservada a seres superiores como o Marques Mendes, o Gaspar, o Teixeira dos Santos, o Carlos Costa, o Passos Coelho ou o Ângelo Correia, gente a quem a natureza teve o cuidado de colocar um pirilampo no rabo para que não sejam confundidos com a imensidão de idiotas a que se costuma designar por povo.
Começa a ser um hábito da direita este de governar sem oposição, dá-se sempre a coincidência de aparecerem processos judiciais para entreterem o maior partido da oposição enquanto o governo actua segundo determinação divina. Dantes haviam os tribunais plenários que calavam a oposição, agora são processos duvidosos que envolvem destacados dirigentes do maior partido da oposição. Dantes havia uma PIDE e magistrados que a troco de mordomias vendiam a alma ao diabo, agora não há PIDE mas aparecem por aí umas organizações que não se sabe muito bem o que são mas que têm tido um papel mais importante na política dos que os eleitores.
Durante quarenta e oito anos o país ficou prisioneiro da mentalidade ruralista, durante dez anos foi governado por um senhor de Boliqueime e foi o que se viu, de Durão Barroso não reza a história, agora é o que se está a ver. Aproveitou-se Sá Carneiro, o único líder da direita portuguesa com formação democrática, sem patrocínios duvidosos, sem a tacanhês do ruralismo beirão ou do barrocal algarvio e que governou sem a muleta da burguesia das magistraturas.

Sá Carneiro foi o único líder de direita que soube governar com ou sem maioria absoluta e que não se serviu de processos judiciais para eliminar a oposição, optou pelo debate de ideias. Agora parece que voltamos ao costume e não admira que quanto mais desagradáveis sejam os indicadores do insucesso governamentais mais animados andam os tribunais. Os idiotas dos eleitores não se devem preocupar com o desemprego, o défice ou a bancarrota, isso são coisas para os Gaspares, a populaça ignorante deve ir ao circo, onde, sem pagar bilhete, pode andar entretida com o inglês técnico do Sócrates e com as declarações de gente que nunca viu ou com as perguntas da juíza sobre os pormenores relacionados com o eng. Pinto de Sousa.

êm tudo e afinal não sabem nada


O relatório do Serviço de Informações de Segurança (SIS) a antecipar os riscos e ameaças dos “grupos antiglobalização” para a greve geral de dia 22 previa violência, caos, ruas bloqueadas e explosões. Para os espiões, as forças de segurança deveriam preparar-se para ruas bloqueadas em Lisboa e para o rebentamento de cocktails Molotov. O documento, classificado como “confidencial”, foi distribuído a PJ, GNR, PSP, SE e ministros da Administração Interna e da Justiça e deveria servir de base de planeamento para a PSP – que há um ano se prepara para uma onda de contestação social que previu ser a maior dos últimos 30 anos.

Poderá isto justificar a desproporcionada carga policial que aconteceu no Chiado (vídeo)? Será que os policias estavam assim tão alarmados e assustados que confundiram ovos com cocktails Molotov? 
Espiões, câmaras, escutas, vigilância, infiltrados por tudo o que é movimento social e no fim o grande temporal anunciado não passou de uma bufa. É verdade que já todos sabem que telefones, mails, e redes sociais são vigiados, bem como conhecem os infiltrados que por aí andam, e que a unica comunicação segura é aquela feita presencialmente, mas os movimentos sociais que existem já provaram, apesar da prática de alguma desobediência civil light para conseguirem alguma visibilidade nos órgãos de informação, ser pacíficos. Fazem, também eles, parte dos movimentos internacionais que acreditam que é pela ocupação do espaço público, pela presença e pelo protesto pacifico que poderão exigir uma democracia mais participativa e uma mudança neste sistema injusto e canibalizado pelas grandes corporações. Pacifico porque acreditam que só assim todos os que se sintam indignados com o sistema podem sentir-se seguros para ocuparem as ruas e praças conquistando a mudança, não pela força da violência, mas pela força das palavras, das ideias e dos direitos. 
O SIS pode fazer os seus relatórios alarmistas, a policia pode tentar provocar o confronto por se sentirem mais à vontade a bater que a pensar e o Ministro pode tentar esconder as suas responsabilidades, que o que realmente ressalta de tudo isto é a sua incapacidade de compreender o que se passa e de encontrar soluções não violentas para calar a indignação. O que ressalta disto é que o poder começa a temer a rua.

FOTOGALERIA DE FOTOS ANTIGAS BERLENGAS E PENICHE,OS PESCADORES, O POVO, O FORTE QUE TANTA HISTÓRIA TEM NA VIDA E LUTA DOS COMUNISTAS PORTUGUESES

































Peniche.online

FONTES: http://cabo-carvoeiro.blogspot.pt/