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terça-feira, 27 de março de 2012







Quase 300 mil desempregados sem subsídio em fevereiro

Quase 300 mil desempregados não tinham acesso a nenhuma espécie de subsídio de desemprego em fevereiro, segundo dados divulgados pela Segurança Social.

Pelos números do Instituto da Segurança Social, havia 351.959 beneficiários a receber prestações de desemprego no mês passado.
Destes, 289 mil recebiam subsídio de desemprego; 31,5 mil recebiam subsídio social de desemprego inicial e 31,1 mil recebiam subsídio social de desemprego subsequente.
Diário Digital / Lusa

PSD/CDS - Uma caricatura é sempre uma imagem deformada da realidade...

.Imagem da net
Uma caricatura é sempre uma imagem deformada da realidade. O caminho que está a ser seguido nem nos conduz a um buraco tão pequeno, nem a pressa de lá chegar será essa. Nem parece que a boa aceitação ao discurso de Pedro Passos Coelho, no encerramento do congresso, tenha da parte dos portugueses a percepção desse apressado caminhar para o abismo. Tenho, de tudo isto que digo, razoável certeza. A minha dúvida é se, à força de tanto se mentir, essa gente passou a acreditar nas próprias mentiras ditas.

(Este post foi-me sugerido ao ler isto, que me foi enviado pela Brancamar, via e-mail)
blog Conversa avinagrada

Cartoon do Bartoon do Dia | Estamos Numa Onda de Revivalismo! | Congresso do PSD



XXXIV Congresso do PSD
Tão unidos que eles estão!

Estamos, de facto, numa onda de revivalismo!
Vamos ter a marca "Salazar", a começar por um vinho da região de Santa Comba Dão... Coisa impensável num país que atingiu a democracia através de uma REVOLUÇÃO, depois de ter vivido uma longa ditadura de cerca de meio século, protagonizada pelo ditador Salazar, criador da famosa polícia política conhecida em todo o mundo e denominada como PIDE.
Temos o revivalismo das cargas policiais, da ordem para bater, prender e reprimir para dissuadir a manifestação legítima, as greves legais, enfim, as lutas dos trabalhadores e a indignação dos desempregados, dos sem tecto, dos com fome...
Em contrapartida, e para iludirem os que ainda "caiem" neste governo de direita, não vendo que é um governo de hienas com pele de coelho, os PSDs fizeram o seu XXXIV Congresso sob a máscara carnavalesca de um congresso democrático, usando poemas de José Afonso. A viúva do célebre Zeca Afonso ficou indignada com o uso e abuso dos poemas do marido. Pois eu também fiquei muito indignada! O PSD não tem um pingo de vergonha! José Afonso combateu tudo o que o PSD cada vez mais representa. Eu conheci pessoalmente o grande José Afonso, amigo do meu pai. Convivi com os dois e sei que o Zeca Afonso não iria gostar que o PSD o citasse num congresso que defende tudo aquilo em que próprio José Afonso não acreditava e lutava contra.
Deixo 3 imagens do referenciado congresso, onde podemos verificar como a união faz a força... e esta força é medonha e reforça o temor do revivalismo...
Fica o "Cartoon do Bartoon" com a sua sátira fabulosa. Valha-nos a arte de fazer pensar e rir de coisas sérias, pois rir é preciso, porque o "riso é o melhor remédio" e precisamos de estar saudáveis para combatermos estes revivalismos exacerbados, que nos fazem dar um passo em frente para termos que dar, logo a seguir, dois e três atrás...
JOÃO


PUBLICO.PT - Bartoon - 27-03-2012


Clica sobre as imagens para as ampliares!

José Manuel Coelho novamente expulso da Assembleia Legislativa

Na Madeira, pela segunda vez, o deputado do PTP José Manuel Coelho foi expulso do plenário da Assembleia Legislativa. Entre o PSD e o Partido Trabalhista, no Funchal, tem havido uma troca de acusações por causa de episódios que envolvem carros incendiados de deputados do anterior partido de José Manuel Coelho, o PND. Hoje, os ânimos voltaram a aquecer em demasia.

outro rumo



fotofoto de Frederico Mendes

outro rumo

vou lutar contra aquilo que não gosto
pois se pensam que eu estou feliz
e que gosto
ainda apanho algum desgosto !

António Garrochinho




Vitalino Canas reconhece chantagem a que trabalhadores temporários estão submetidos


Precári@s Inflexíveis - Ontem, Vitalino Canas, provedor do trabalho temporário, prestou declarações sobre o 4º relatório anual, referente a 2011, sobre trabalho temporário em Portugal:

"O trabalho temporário tem algumas vantagens reconhecidas, mas em situações de crise os trabalhadores temporários ficam particularmente vulneráveis, não só porque são os primeiros a ser despedidos, como também aceitam mais facilmente a perda dos seus direitos"

"(...) é [um relatório] de alerta para a situação dos direitos dos trabalhadores temporários, que correm o risco de se agravar"

“(...) estes trabalhadores estão mais expostos às necessidades do empregador que pode avançar para o despedimento se assim o entender”

Vitalino Canas, apesar de representar a unificação dos interesses dos principais patrões das Empresas de Trabalho Temporário (ver aqui e aqui) é obrigado a reconhecer a chantagem a que todos os trabalhadores temporários são submetidos. Esta figura de provedor, que supostamente deveria zelar pelos direitos dos trabalhadores temporários, admite que a precariedade reina neste sector e em nada tem contribuído para resolver esta situação, compactuando ainda com a brutal ilegalidade em que decorre uma grande fatia das práticas das ETT's - o recurso ao falso trabalho temporário.



Não podendo negar a precariedade perante a realidade dos números, Vitalino defende as ETT's pelo discurso da eficiência na criação de emprego: "o trabalho temporário pode ser uma forma de criar emprego e, numa situação de crise, pode até gerar emprego que, de outra forma, não existia". Este é o novo cavalo de batalha de quem lucra com a captura de metade dos salários dos trabalhadores temporários: afirmar que as ETT's são importantes na criação de emprego e que até são mais eficientes e vantajosas que os centros de emprego na colocação dos trabalhadores. E porque isto está tudo ligado, em Fevereiro passado o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas aprovou um conjunto de medidas que prevêem a transferência de verbas do IEFP para as Empresas Empresas de Trabalho Temporário (vê aqui).



De acordo com o Diário de Notícias, o referido relatório informa que em 2011 existiam"87 mil trabalhadores temporários a 'full time', com horário completo, num universo de 289 mil trabalhadores colocados", dos quais a grande maioria são "jovens de 30 anos". Estes números não correspondem à realidade descrita por Marcelino Pena Costa, representante da APESPE, uma associação de ETT's, que anunciava em Fevereiro de 2011 a existência de 400 mil trabalhadores temporários, mais 100 mil do que refere agora Vitalino Canas.



Os Precários Inflexíveis não têm dúvidas, as Empresas de Trabalho Temporário são uma ferramenta de chantagem e retirada de direitos aos trabalhadores, ao mesmo tempo que promovem a precariedade. Se a Lei Contra a Precariedade já estivesse em vigor, centenas de milhar de trabalhadores temporários poderiam exigir mais facilmente contratos de trabalho com os seus verdadeiros empregadores, as empresas utilizadoras.






Nos próximos dias divulgaremos mais informação sobre a realidade concreta do negócio do trabalho temporário.

Foto: PI

Fonte: Diário Liberdade


LOUCURA? É AMAR-TE... Poema de: VÓNY FERREIRA



EnemyGraph permite que o utilizador assinale as pessoas pelas quais não tem grande simpatia

No Facebook já é possível apontar os nossos inimigos

Facebook com nova aplicação que permite identificar inimigos
Nova aplicação para Facebook
D.R.
27/03/2012 | 11:09 | Dinheiro Vivo
Uma nova aplicação para o Facebook acaba de ser lançada permitindo aos seus utilizadores partilhar pessoas, locais e objetos como inimigos, para que todos vejam.
A aplicação denominada EnemyGraph permite que o utilizador assinale desde pessoas pelas quais não nutre grande simpatia, passando por comida, produtos, filmes ou livros e assinalá-los como inimigos.
O criador da aplicação, Dean Terry, da Universidade do Texas, disse ao Mail Online que o objetivo da aplicação "não é criar desunião, mas sim ligar e motivar pessoas em torno de coisas que elas não gostem".
Desde o seu lançamento, em 15 de março, por este professor e dois estudantes da Universidade do Texas, a aplicação EnemyGraph já teve a adesão de 400 utilizadores.
Buzz


Sócrates gasta 15 mil euros por mês em Paris

A vida milionária do ex-primeiro-ministro José Sócrates em Paris.

José Sócrates gasta em média 15 mil euros por mês em Paris, cidade para onde foi estudar Ciência Política. Sem emprego nem poupanças conhecidas, o ex-primeiro-ministro mantém uma vida de luxo numa das cidades mais caras da Europa, com despesas mensais que rondam sete mil euros na renda de casa, num dos bairros mais caros da cidade, mil euros nas propinas da faculdade, dois mil euros no colégio particular do filho e cem euros por refeição em restaurantes.
Um estilo de vida caro, quando José Sócrates nunca referiu ter poupanças nas declarações de rendimentos que entregou no Tribunal Constitucional desde 1995, ano a partir do qual esses documentos podem ser consultados. Segundo essas declarações, Sócrates obteve, entre 1995 e 2010, rendimentos acumulados de 1,19 milhões de euros, a que se somam quase 50 mil euros por seis meses de salário, despesas de representação e subsídio de férias em 2011. O CM contactou José Sócrates para obter uma reacção, mas o ex-primeiro ministro desligou o telefone e não respondeu à mensagem enviada.
Como foi possível constatar em Paris, Sócrates arrendou um apartamento no 16º Bairro parisiense, uma das zonas nobres da cidade. A dez minutos a pé da Torre Eiffel, as casas mais baratas têm uma renda de quatro mil euros. Só que, como explicaram ao CM diferentes imobiliárias parisienses, na rua onde reside Sócrates "os preços sobem para os sete mil euros mensais", dada a exclusividade conferida a essa rua pela vizinhança de embaixadores e milionários.
Quando o ex-primeiro-ministro sai de casa pela manhã, dirige-se à Sciences Po, onde está a estudar Ciência Política. De propinas, paga 1083 euros por mês. Mas, antes, Sócrates faz uma paragem obrigatória no Le Diplomate: é nesse café, à porta de casa, que emigrantes portugueses lhe servem uma bica ao balcão e onde aproveita para comprar tabaco.
O ex-líder do PS frequenta com regularidade alguns dos melhores restaurantes de Paris, onde a factura ultrapassa facilmente os 100 euros/dia ou 3000 por mês. A famosa Brasserie Lipp, favorita de antigos presidentes franceses, tem pratos a 60 euros e garrafas de vinho entre os 70 e os 220 euros. No La Divina Commedia, outro dos locais de eleição, os pratos com entrada e sobremesa rondam os 50 euros. Os vinhos, de que Sócrates é grande apreciador, não são mais baratos.
A viver com Sócrates está o filho mais velho, que frequenta uma escola privada cujo custo atinge os 2186 euros por mês.

USA MINI COOPER PARA IR ÀS AULAS NO SCIENCES PO
Sócrates tem seminários de 90 minutos três vezes por semana na Sciences Po, no bairro Saint-Germain, onde está no primeiro ano do mestrado de Ciência Política. Sem faltar às aulas, o nome do ex-primeiro-ministro consta da lista de alunos que podem votar na associação de estudantes. Para ir para a faculdade, usa um Mini Cooper S, um carro ‘chique' para os parisienses, de 25 mil euros. 

RESTAURANTES DE LUXO ATRAEM SÓCRATES EM PARIS
O antigo primeiro-ministro está em Paris desde o Verão e já criou hábitos quanto aos locais onde come. O italiano La Divina Commedia é um dos seus favoritos. Sócrates é visita regular do icónico Les Deux Magots, onde o canapé de caviar é servido por 110 euros, e da Brasserie Lipp.

in Correio da Manhã
FM magazine

Menino de 10 anos pede ajuda para a mãe

Um pedido de ajuda surge, por vezes, de onde menos se espera. R. G., de 10 anos, escreveu um e-mail ao CM e a um banco a pedir apoio para a família, em risco de ser despejada da casa onde vive em Massamá (Sintra). 

Em poucas palavras, R.G. confessa ter entrado no correio electrónico da mãe, I.S., de 42 anos, acabando por ler a troca de mensagens entre ela e o banco. "Tenho a palavra-passe dela e ela a minha. Fui ver os mails e descobri que nos vão pôr na rua, porque não pagou a renda para não me faltar nada nem ao meu irmão de 20 meses", escreveu no pedido de ajuda. Contactada pelo CM, I.S. confirma que a situação financeira está longe de ser equilibrada: "Tenho uma dívida de 50 mil euros, entre o empréstimo da casa e outro pessoal". Com parte do ordenado de 700 euros congelado, I.S. já recebeu uma notificação de penhora de bens. "Deve estar para breve", diz.

in Correio da Manhã
fm magazine


Dispersão ou convergência para vencer a crise ???

Segundo a notícia José Lello apela à direcção de Seguro para rever relações políticas com o PSD, parece que este político anda entregue à «canção nacional» e perdeu a sintonia com as realidades nacionais que afligem grande quantidade de pobres, antigos e recentes, e os inúmeros desempregados e doentes sem posses para se tratarem.

Esta atitude, num momento em que se apela à conjugação e convergência de esforços de todos os portugueses de todos os sectores, com o objectivo patriótico de ultrapassar a crise em prazo curto, parece pouco sensata e desprovida de sentido de Estado, com ideias de conflito permanente inter-partidário, próprio de tempos de vacas gordas, mas inteiramente desajustado da crise em que deve ter prioridade a convergência de esforços.

Parece-se com aqueles que desprezam a crise e a justiça social e se entretêm em amontoar cada vez mais mordomias e na aquisição de mais enriquecimento. Infelizmente, tais vírus, tais parasitas, são reais e estão a alastrar, porque quem os pode eliminar legalmente não o quer fazer por parecer não estar interessado em matar a galinha dos ovos de ouro, de que beneficia ou espera vir a beneficiar.

Será que o remédio contra este cancro tem de vir de fora da máfia que eles representam, eventualmente com violência, como sugere Otelo e como vemos exemplos vindos do Norte de África e do Médio Oriente. Isso não será necessário, se os partidos mudarem de táctica e aprenderem a valorizar-se aos olhos dos eleitores pelo significado nacional das propostas que apresentam, das sugestões práticas realistas e benéficas que publicitam ao eleitorado e aos deputados na AR.

Os partidos devem ser escolas de formação de políticos competentes e com sentidos de responsabilidade e de Estado e deixar de ser alfobre de onde têm surgido bactérias infecciosas para quem a acção mais válida é guerrear os outros partidos, denegrindo-lhes a imagem E, infelizmente não é apenas Lello que enferma dessa mentalidade.

Mas a população que, em geral, é o terreno que alimenta esses alfobres, essas bactérias, esses parasitas, não tardará a acordar e olhar atentamente à volta e, então recuperando a sabedoria de tempos idos fortificada pela sensatez amadurecida pelo sofrimento recente, poderá agir de forma selectiva como nos casos do Kennedy, da Indira Gandhi, do Anwar Sadat, do Ollof Palm, etc, Mas, pelo contrário, o que será demasiado traumático, poderá descair para soluções mais dramáticas como aconteceu no Norte de África e está a ocorrer na Síria.

Para evitar esses indesejados traumas, será necessário que os políticos, façam uma trégua nas guerras intestinas e, sem deixarem de aperfeiçoar as máquinas partidárias, iniciem uma acção conjunta apoiando-se naquilo que se apresenta como boa solução e corrigindo o que puder ser feito de outra forma mais eficiente. Das propostas, projectos e sugestões de medidas mais eficazes para o futuro de Portugal e para a vida dos nossos descendentes, colherão o fruto por se saber quem as originou, quem as formulou. Esse esforço patriótico seria, certamente, a melhor campanha eleitoral, permanente e sistemática, evidenciando valor e dedicação aos melhores destinos dos portugueses, que retribuiriam, depois, com o seu voto, para os que considerasse melhores, mais competentes e mais honestos com previsíveis resultados práticos, em benefício de Portugal.

Imagem de arquivo

ANGOLA, O PODER DO KWANZA NA ECONOMIA PORTUGUESA


O poder do kwanza, manchete na revista portuguesa “Visão”
www.circuloangolanointelectual.com/ 

«O poder de Angola em Portugal é mais o poder dos angolanos do que o poder de Angola. Estamos a falar de estratégias pessoais de membros da nomenclatura e não, propriamente, de uma estratégia de Estado». Investimentos do Estado e de empresários angolanos em Portugal hoje como capa da revista portuguesa “Visaõ”,não é nada que já não soubéssemos, mas vale a pena ler em pormenor as negociatas que os angolanos mais abastados fazem em Portugal.

Ordem para comprar em Portugal, a força do Kwanza

A estratégia angolana para ganhar influência na banca ,energia,telecomunicações e comunicação social,tendo como alvos preferenciais,a GALP,ZON,BCP e muitas mais,a falta de dinheiro em Portugale a abundância de liquidez em Angola,explicam uma tendência de investimentos nos próximos meses,Banca, energia, telecomunicações e comunicação social têm sido as principais apostas dos investidores angolanos em Portugal. Agora, começam a entrar também na construção e no setor alimentar,a apetência angolana para as empresas portuguesas vai aumentando ao sabor da crise

Um pequeno extracto do grande e longo artigo da revista portuguesa” Visão”

“Entram devagar, através da compra de pequenas participações no capital de uma empresa. Depois, esperam que a empresa ou algum outro accionista tenha necessidade de dinheiro, algo que não falta aos grandes investidores angolanos. Aos poucos, vão reforçando as suas participações até conseguirem ascender a uma posição dominante, nomear administradores e assumir o poder.

A banca, símbolo inequívoco de poder em Angola tem posições significativas em vários instituições financeiras portuguesas , não é o único alvo do interesse africano. Outros sectores são objecto da atenção de cada vez mais investidores, próximos do poder político angolano, concentrado no Presidente José Eduardo dos Santos, mas com estratégias próprias, menos concertadas do que possa parecer à primeira vista. Há tomadas de posição na comunicação social, na energia e até no sector agro-industrial a mais recente aquisição angolana é a Central de Frutas do Painho. O negócio tem por trás Tchizé dos Santos, uma das filhas do Presidente de Angola. Não é, contudo, o primeiro caso no sector. Nos últimos anos, têm passado para mãos angolanas várias quintas, em quase todo o território nacional, desde o Douro até ao Algarve. «O vinho e o azeite são produtos com uma grande procura e que atingem preços exorbitantes em Luanda. Por essa razão, alguns angolanos decidiram comprar quintas produtoras, em Portugal, e, deste modo, controlar todo o processo de um negócio garantido», diz um empresário de import-expor.”

«Se olharmos para os accionistas de referência do BCP, a Sonangol é o único, ou dos poucos, que tem a sua participação alicerçada em capitais próprios. Os restantes estão assentes em capitais financiados pelos bancos, como é o caso de Teixeira Duarte, Manuel Fino ou Joe Berardo», re- fleteum antigo quadro do banco. «Com a escassez de crédito, e com a banca a enfrentar sérias dificuldades de financiamento, o poder destes accionistas é quase nulo. As decisões são, por vezes, tomadas entre o banco credor de cada accionista e a Sonangol»

“Os interesses angolanos não se esgotam no BCP. Isabel dos Santos, filha do Presidente angolano, controla, através da Santoro Finance, 9,99% do BPI, sendo, actualmente, a terceira maior accionista, logo a seguir aos espanhóis do La Caixa e aos brasileiros do grupo Itaú.

A empresária detém, ainda, 25% do Banco BlC Angola, que venceu o processo de reprivatização do Banco Português de Negócios.

Existe outro banco, mais discreto, onde a influência angolana também já se sente, desde 2007. O general Hélder Vieira Dias, conhecido como Kopelipa, já é o quarto maior accionista do BIG. Começou com uma posição de 4,4%, aumentou para 7,9%, em 2009, e já controla 8,37 por cento. E há mais Angola no BIG: a Edimo dispõe de uma participação de 4,9 por cento.”

“Noutra área de atividade, a Newshold, empresa controlada a 91,25% pela Pine- view Overseas, SA, sediada na cidade do Panamá, tem participações em vários grupos de comunicação social portu-gueses. Controla, oficialmente, mais de 15% da Cofina – dona de títulos como Record, Correio da Manhã e Jornal de Negócios, entre outros mas, segundo fontes do mercado, a participação real, poderá «ultrapassar os 22 por cento». Como? «Através de veículos financeiros sediados noutros países» O mesmo acontece com a Impresa, que detém a VISÃO, o Expresso e a SIC. Um operador garantiu à VISÃO que a Newshold já detém 1,7% da empresa liderada por Francisco Pinto Balsemão e que está em negociações com o Grupo Ongoing paracomprar os 23% da família Vasconcellos. «O preço tem sido a única condicionante deste negócio. Poderá seruma questão de tempo, até que acertem posições», garante a mesma fonte.O semanário Sol também já faz parte do portefólio da companhiaangolana, que detém 89,12% das acções daquele jornal.”

“No fundo, os políticos são os «facilitadores» dos negócios .E quanto mais ligações bilaterais tiverem, melhor. É por isso que uma das fontes que a VISÃO ouviu em Angola recorda o facto de Passos Coelho ter dito, em campanha, que era «o mais africano de todos os candidatos». E os angolanos que contam também já repararam que este novo Governo de coligação tem o chamado «lóbi de Angola», uma espécie de lóbi afectivoque inclui Miguel Relvas e Pedro Passos Coelho, que viveram ern Angola, e Paula Teixeira da Cruz e Assunção Cristas, nascidas em Luanda. Mas se, do lado de cá, vários políticos podem ter tido papéis ativos no fortalecimento das relações bilaterais,do lado de lá não há muita margem de manobra. «Em Angola, nada se passa sem oconhecimento do Presidente. Ele é o centro do poder, também nos negócios», assume um social-democrata José Eduardo dos Santos centraliza tudoque é importante em si ou nas pessoas da sua absoluta confiança.

Mas, como refere outro analista, «O poder de Angola emPortugal é mais o poder dos angolanos do que o poder de Angola. Estamos a falar de estratégias pessoais de membros da nomenclatura e não, propriamente, de uma estratégia de Estado». O tempo o dirá.”

Extractos do artigo “O poder do Kwanza”

Fonte:Revista “Visão”

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