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domingo, 25 de março de 2012



Sementes de ódio,
por Fernanda Palma

Os crimes de Toulouse, tal como os de Oslo, invocam causas políticas. Procuram uma certa vitimização dos agressores e agitam um sentimento de revolta e vingança contra as injustiças – o sofrimento das crianças palestinianas ou a ameaça à identidade norueguesa. Os autores não se apresentam como o que são: assassinos sem justificação moral.
Estes criminosos apelam a lógicas disseminadas em grupos sociais, étnicos, políticos ou religiosos, procurando a sua compreensão. A dúvida que tais casos suscitam é saber onde acaba a racionalidade política extremista e começa a loucura. Não residirá a loucura na racionalidade extremista ou não utilizará essa racionalidade para se exprimir?
O filósofo alemão Karl Jaspers dizia que cada época "elege" condições psicológicas que exacerbam patologias. A Idade Média terá evidenciado uma relação entre o misticismo e a histeria e o Século XX revelaria uma relação entre a procura de potencialidades ocultas e a esquizofrenia. A doença mental desenvolveria, assim, condições psicológicas produzidas pela História.
Os fenómenos organizados ou as manifestações individuais de terrorismo revelam uma específica predileção pela destruição do outro a partir de um discurso moral, religioso ou político. Mas, para além das causas sociais, as condições psicocausais desse fenómeno não são obra original dos criminosos – "estão-aí", lançadas no discurso quotidiano como sementes.
As sementes do ódio assomam, transfiguradas de extremismo, nestes atentados. O rapaz de Toulouse era um francês de origem argelina, filho de pais separados, com dificuldades de inserção social. Seria um delinquente de bairro se o discurso extremista não lhe tivesse dado um quadro de valores, cobrindo a sua insignificância e a sua debilidade psicológica.
Na sociedade portuguesa, esse ódio à solta, não inteiramente controlado pelo discurso político, só pode ter força para desunir em face das dificuldades e perpassar por atos criminosos passionais de extrema violência, como uma espécie de terrorismo privado. Nos atos dos fundamentalistas, são elevadas à potência coletiva essas tendências do nosso tempo.
Nos atentados existe um padrão moralista que invoca a falta de valor do outro (o que implica a falta de valor do próprio). Mas se o discurso da Jihad conquista esse vazio é porque não tem havido alternativas. Dizem os cientistas que a antimatéria não destrói a matéria devido a uma vantagem que esta possui. É essa vantagem que se exige ao discurso da Democracia.

Por:Fernanda Palma, Professora Catedrática de Direito Penal,com a devida vénia.Publicado no "Correio da Manhã"
blog A carta a Garcia

Pete Seeger - Which side are you on?


No final de uma semana marcada por uma Greve Geral, um momento que, podendo não ser definitivo, é sempre definidor de muitas coisas... e ainda em pleno atascanço informativo no Congresso dos sócios maioritários do Conselho de Administração da Troika, há uma pergunta que fica no ar: de que lado estamos?
É uma pergunta sempre interpeladora... e mesmo quando já achamos saber a resposta há muito tempo, devemos insistir em fazê-la a nós próprios, a cada momento.
O Pete Seeger, mais do que fazer a pergunta, decidiu cantá-la. Já o faz desde os anos cinquenta/sessenta do século passado, na forma desta cantiga direta e simples, escrita em 1921 pela activista e autora/intérprete de canções Florence Reece, companheira de um sindicalista ligado às lutas dos mineiros de carvão.
A cantiga já foi cantada milhares de vezes e gravada umas boas centenas, sendo que alguns dos intérpretes fizeram ligeiras alterações à letra, como se pode ler aqui, ou aqui... ou mesmo muito mais profundas, adaptando a letra à realidade de hoje, como é o caso de Ani DiFranco (com Melissa Ferrick), que se pode ver e ouvir aqui.
De que lado estás?
Bom domingo
Which side are you on?” – Pete Seeger
(Florence Reece / Tradicional)




Há-de ser um sucesso, levar este cão a passear!


imagem da respons A.Garrochinho

Passos Coelho promete «acabar com privilégios dos sectores mais protegidos»

O primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, prometeu hoje «acabar com os privilégios dos setores mais protegidos da economia» portuguesa, incluindo a energia, defendendo que todos têm de contribuir para a recuperação do país.No discurso com que encerrou do XXXIV Congresso do PSD, na Sala Tejo do Pavilhão Atlântico, em Lisboa, Passos Coelho afirmou que tem «um projeto ambicioso para Portugal» e que quer «construir uma sociedade mais aberta, mais democrática na economia, mais justa na repartição do rendimento», o que implica «acabar com os privilégios que permanecem nos setores mais protegidos da economia» em Portugal.
«E seremos determinados, através de toda a transformação legal e negocial, que nos permitirá reduzir esses privilégios, acabar com esses privilégios e democratizar ainda mais a nossa economia e o nosso país», assegurou Passos Coelho.

Diário Digital / Lusa


Momento zen


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Portugal vive um dos momentos mais sui generis, mais em forma de assim, da sua já longa história.
Os portugueses não têm que fazer; os que ainda têm, trabalham mais e ganham cada vez menos, pagam cada vez mais impostos, têm cada vez menos direitos. E todavia, gostam: a política do empobrecimento geral (mas não universal) em curso é o desígnio nacional que, segundo as abébiasque falam na televisão, foi sufragado e é apoiado por oitenta por cento dos cidadãos eleitores. Nem mais.
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A pobreza é a verdadeira prioridade. A única em que o governo legitimamente constituído realmente acredita. E acredita tanto mas tanto que faz dela o seu único verdadeiro investimento. Basta ver os rios de dinheiro que sonega à segurança social e que o ministro da solidariedade, “a cinderela da lambreta”, prodigaliza às empresas privadas de caridade -na Figueira da Foz, uma delas, esta, é mesmo uma das maiores empregadoras do concelho, vejam bem.
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A pobreza é pois, neste momento, indústria pesada, e de ponta. Em breve o país estará em condições de exportar.
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Mas a pobreza não é só flores - o ministro da saúde, por exemplo, admite que o aumento da pobreza faça crescer também a tuberculose. O que é uma maçada e, talvez por isso, os serviços que ele tutela mandaram encerrar o BCG da Figueira da Foz e a partir deste mês (Março) os doentes pulmonares figueirinhas vão passar a poder passear por Coimbra o seu esplendor. Ou seja, não há nada que este governo não faça pelos pobrezinhos.
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No entanto, os cidadãos que se opõem a isto e o manifestam publicamente em greves legalmente convocadas e pacíficas são descritos, “a vol d’oiseau” nos canais manipulados de televisão, como “grupos de perigosos radicais”.
Eu gostava de mostrar aos coninhas avençados que falam nas televisões manipuladas e escrevem em jornais de referência, o que é um verdadeiro radical. Mas não percebo nada de explosivos (os meus conhecimentos na matéria são manifestamente limitados para me fazer suficientemente eloquente). Por isso faço desenhos. Sirvo-me do humor e de todas as suas três teorias, que tento levar à prática de forma, digamos, mais ou menos empírica.
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Hoje, talvez levado por este post bem-humorado do meu amigo Agostinho, saiu-me um cão. Captei-o no momento em que o melhor amigo do homem faz - na rua, às escâncaras e sem culpa (lá se vai a teoria freudiana do alívio) - aquilo que os seus donos e muitas outras pessoas têm dentro da cabeça. Oitenta por cento delas, segundo os especialistas da televisão (e dos jornais de referência).
Dir-me-ão que isto não é humor. Pois não. É escárneo. Pura derisão.
Há momentos em que bem tento ser elegante. Mas não sou de ferro.
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Preparação da III Guerra Mundial

Preparação da III Guerra Mundial
por Jorge Messias





«Eu sei, porque ando a investigar isto há muito tempo, que está a ser construída toda uma fortaleza militar à volta da China, no mar, na península da Coreia – e o país está cercado, pelo menos na sua fronteira ao Sul. A China não é uma ameaça mas os EUA são uma ameaça à segurança da China.

E estamos também numa situação de guerra fria. Menciono isto porque é importante para a União Europeia que os EUA ameaçam no que toca à sua postura financeira, bancária, militar e petrolífera. Os EUA encontram-se por trás da desestabilização do sistema bancário europeu ...» (M. Chossudvosky, «Towards a World War III»).

«As guerras espalhadas à volta da Terra não resolvem os problemas do capitalismo.
 
Mas por isso mesmo, é possível ver-se que estão a ser preparados os cenários de uma Terceira Guerra Mundial. Alguns militares norte-americanos já começam a argumentar que é legítimo usar armamento nuclear contra qualquer país» (Istvans Meszaros, filósofo húngaro).

«Não sei que armas serão usadas na Terceira Guerra Mundial. Posso porém garantir-vos que a Quarta Guerra será travada com paus e com pedras» (Albert Einstein, judeu alemão, físico e «pai» da Teoria da Relatividade).
 

A generalidade dos observadores políticos já não põe em causa aquilo que começaram por chamar «teorias conspirativas». Com efeito, o desenvolvimento do capitalismo arrasta consigo o desencadear de guerras em cadeia. Guerras «limitadas», que culminam num conflito generalizado e se ligam, invariavelmente a crises económicas profundas. Se o sistema capitalista tiver êxito relativo, a guerra mundial em que culmina e tem origem na luta pelo poder travado entre monopólios antagónicos confirmará a vitória de um dos antagonistas. Se o sistema falhar radicalmente (entrar em crise geral prolongada, não for capaz de resolver as falhas de organização social ou de produção e desabar), o recurso à guerra de aniquilação apresentar-se-a como saída desesperada para os interesses financeiros em risco e como estratégia única para quebrarem o anel de aço que cerca a sociedade e eles próprios fabricaram.

Nada disto é novo. No terror nazi, a guerra-relâmpago (o «blitzkrieg») ou as guerras «humanitárias» de libertação das minorias foram fórmulas usadas para pôr de joelhos outras nações da Europa. Os homens tinham de decidir: rendiam-se ou restava-lhes morrer. Mas noutro sentido, a situação actual é diferente: as técnicas da guerra evoluíram a tal ponto que as armas produzidas em massa têm capacidade para exterminar todo o planeta. E as guerras já não são travadas apenas entre estados ou grupos de estados: há grupos económicos privados que dispõem de uma tal capacidade política e financeira que podem substituir-se ao poder estatal e decidir, por si mesmos, as questões centrais da Paz e da Guerra.
 
 
Os iluminatti e os meios bélicos

A III Guerra Mundial encontra-se, de há muito, em incubação. É um prolongamento da guerra fria, embora dela difira em dois aspectos essenciais: os arsenais capitalistas abarrotam de novas armas ainda não experimentadas; e a rede de iluminatti capitalistas que operam no anonimato, é cem mil vezes mais poderosa do que aquela que a Maçonaria inventou.
 
 
As armas de destruição maciça são várias e altamente sofisticadas: nucleares, químicas, biológicas, cibernéticas, etc. Só nos EUA, estatísticas recentes (Stockholm International Peace Research Institute) revelaram haver em território norte-americano 10 000 potentes ogivas prontas a disparar, 5000 na Rússia, 350 em França, etc. 478 biliões de dólares terá sido, em 2005, o custo dos gastos militares americanos.

Sabe-se, entretanto, que já em 2010, em plena crise financeira mundial, o negócio dos armamentos manteve a liderança dos mercados e produziu lucros da ordem dos 411 100 milhões de dólares. Por isso, não espanta que uma área tão lucrativa interesse ao Banco do Vaticano e aos poderosos grupos financeiros que lhe estão ligados, tais como o Pax Bank, o Santander, o Allianz, o JP Morgan, o Deutsche Bank, etc. Ainda há pouco tempo se veio a saber que o IOR, banco central do Vaticano era o segundo maior accionista do grupo Beretti, famoso em Itália e em todo o mundo. Outras fontes preferem citar a participação da Igreja nos lucros da Krupp da Colt, da Browning, da Peujot e de muitos outros fabricantes mundiais de armamentos.

O plano planetário dos iluminatti contempla também outras áreas vitais.


Texto original no Jornal Avante www.avante.pt




Eleições dos órgãos nacionais do PSD

Direcção de Passos perde maioria absoluta no Conselho Nacional

25.03.2012 - 14:05 Por Sofia Rodrigues

A direcção do PSD perdeu a maioria absoluta no Conselho Nacional ao conseguir apenas na lista 25 dos 70 lugares disponíveis neste órgãoA direcção do PSD perdeu a maioria absoluta no Conselho Nacional ao conseguir apenas na lista 25 dos 70 lugares disponíveis neste órgão (Rui Gaudêncio (arquivo))
 A direcção do PSD perdeu a maioria absoluta no Conselho Nacional ao conseguir apenas na lista, liderada por Paulo Rangel, 25 dos 70 lugares disponíveis neste órgão, o que corresponde a 36 por cento dos votos.

No último congresso, a lista apoiada pela direcção, também liderada por Paulo Rangel, tinha conseguido 29 dos 55 lugares deste órgão, o que representa 52,7 dos votos.

Já na Comissão Política do PSD, a única lista obteve 88 por cento dos votos dos 745 votantes. Foram assim eleitos os nomes propostos por Passos Coelho: José Matos Rosa como secretário-geral e Jorge Moreira da Silva como primeiro vice-presidente. Foram também reeleitos vice-presidentes Nilza de Sena, Manuel Rodrigues e Marco António Costa e eleitos pela primeira vez Teresa Leal Coelho e Pedro Pinto. Estes dois nomes vieram substituir Paula Teixeira da Cruz e Diogo Leite Campos.

Na mesa do Congresso, o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses Fernando Ruas foi reeleito com 662 votos a favor, uma esmagadora maioria de 89 por cento dos votos. 

Semanada

Esta foi uma semana muito difícil para Teixeira dos Santos, o ministro das Finanças que ficou na história por não ter acertado numa única previsão orçamental, mas no fim do mandato aproveitou a crise financeira para se demarcar do primeiro-ministro de então. O modesto professor de economia do Porto anda há meses num processo de preparação, numa verdadeira catequeses de direito, começou por ser apadrinhado pelo Diário Económico que garantiu que o ex-ministro já estava arrependido dos pecados socráticos, há poucos dias recebia a bênção de Cavaco Silva e quando o sacerdote deste governo se preparava para lhe enfiar a cabeça da pia baptismal do dinheiro da PT veio o Paulo Portas e estragou a cerimónia, impediu a continuação da eucaristia e Teixeira dos Santos foi impedido de entrar no paraíso. Pobre Teixeira, nem chegou a receber os trinta dinheiros.
Quem não terá gostado nada terá sido o Oliveira, perdão, o Vítor Gaspar, depois de ter metido Passos no Bolso, de ter transformado o promissor Álvaro num ministro sem pasta e de ter reduzido a nada o afilhado do Relvas que geria o QREN, esqueceu-se de que por enquanto este governo ainda resulta de uma coligação e que quando o Portas diz não é não, o líder do PP não aceitou que alguém com um desvio colossal em relação aos partidos do governo passasse à frente de toda a gente e fosse o primeiro a receber as gorjetas da PT.
Quem não terá direito à pia baptismal do Palácio de Belém é o ex-ministro José Sócrates, o indignado Cavaco mandou o Expresso informar que não «o iria condecorar, quebrando um a tradição do Estado Português. Enfim, as tradições já não são o que eram e no Palácio de Belém isso é evidente, depois de uma tradição de gente sem mácula financeira temos um que ganhou dinheiro fácil com acções duvidosas, depois de uma tradição de gente impoluta, temos um presidente que parece ter amigos mais duvidosos do que o Miguel que joga no Valência. O que o indignado Cavaco não disse é se alguém lhe pediu a medalha ou antecipou-se para evitar a humilhação de ser Sócrates a rejeitar a hipótese de ser condecorado por um velho accionista da SLN.
Quem regressou à pia baptismal da massa do PSD foi José Luís Arnaut,  aquele rapaz do PSD que para acompanharmos o seu rápido raciocínio somos obrigados a parar o pensamento por longos períodos. Depois de ter ficado famoso quando era secretário-geral do PSD  e este partido foi apanhado com as mãos da massa da Somague, o Arnaut foi escolhido para auditor financeiro do PSD, uma garantia de transparência do financiamento do PSD pois com tão brilhante responsável pelas contas as Somagues que se cuidem na hora de alimentar a pia baptismal do partido do governo.