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sábado, 24 de março de 2012



Alemanha: aumenta o trabalho precário e persistem os baixos salários


Esquerda - Estudo mostra que 23,1% da população trabalhadora do país é pobre, e que um em cada 4 trabalhadores recebe baixos salários, muito abaixo de 9,15 euros/hora. Por Marco Antonio Moreno

Um estudo realizado pela Universidade de Duisburg-Essen e citado pela Deutsche-Welle indica que os trabalhadores pobres da Alemanha aumentaram em 2,3 milhões de pessoas, chegando aos 8 milhões, em 2010, número equivalente a 23,1% da população trabalhadora do país. A informação também foi citada em Süddeutsche Zeitung e assinala que um em cada 4 trabalhadores recebe baixos salários, quer dizer, muito abaixo de 9,15 euros/hora.

Esta percentagem era ligeiramente maior antes do surto da crise (24,2%, em 2007), o que permitiu às autoridades alemãs relativizar a sua importância. Se bem que os sindicatos lutem pela introdução de um salário mínimo de 8,50 euros por hora, o estudo dá conta que 19,9% dos empregados se encontram actualmente abaixo desse limiar e 11,4% ganha menos de 6 euros/hora, quer dizer, mileurismo puro. Os menores de 25 anos de idade são os mais afetados pelos baixos salários. Estes dados estão a assombrar o mundo dado que o aumento da pobreza na primeira economia europeia não era esperado por ninguém.

O estudo da Universidad de Duisburg-Essen não diz em que sectores trabalham estes trabalhadores que recebem salários baixos, mas muitos deles concentram-se no comércio e nos serviços pessoais. O gráfico seguinte (em anexo) retirei-o da OCDE e também mostra a queda dos salários.

A informação assinala que, entre 1995 e 2010, o número de trabalhadores pobres cresceu em 2,3 milhões de pessoas. O aumento foi maior no oeste da Alemanha, onde o volume de trabalhadores de baixos salários aumentou 68%; na Alemanha do este os trabalhadores pobres aumentaram 3%, produzindo-se um nivelamento por baixo.

O estudo mostra que somente 18,4% dos trabalhadores pobres não têm qualificação. Em contraste, 71% tem uma qualificação profissional e 10% um diploma universitário. Além disso, 63,7% destes trabalhadores pobres são mulheres; 47,6% estão empregados a tempo completo, 24% trabalham a tempo parcial e 28,4% só têm um "mini-trabalho", quer dizer, um trabalho a tempo parcial que não está sujeito às cotizações sociais que complementam o bem-estar, o que indica que são trabalhadores numa situação mais precária.

Estes "mini-jobs" foram desenhados para promover um retorno ao trabalho completo, mas passaram a ser a forma com que muitos empregadores acedem a trabalhadores mais baratos e sem ligações a um contrato. Daí que Angela Merkel tenha apresentado a ideia de um salário mínimo mais elevado e mais próximo dos 9 euros/hora. Os trabalhadores do resto da Europa também esperam um salário mínimo mais elevado, na Alemanha, para assim poderem melhorar a competitividade dos seus países. Mas a ideia chega num mau momento, dado que já se iniciou a contração, que fará descer as exportações alemãs, o que levará à redução do emprego. E com a redução do emprego tornar-se-á impossível pensar em aumentar os salários.

Marco Antonio Moreno é professor de Economia.

Tradução: António José André para o Esquerda.net

Fonte: Diário Liberdade


A Servidão Moderna

Como funciona a "Ditadura do Capitalismo"


Os novos escravos, trabalham para o capitalista, e compram ao capitalista o que produziram.
Os novos escravos são duplamente explorados. Vendem ao capitalista o seu trabalho abaixo do valor do que produziram.
Depois compram o que produziram mais caro do que custou ao capitalista.

Um carpinteiro polivalente
O dono de uma fábrica de móveis mandou um carpinteiro ir à sua quinta buscar madeira. O carpinteiro cortou três bons pinheiros. Levou-os para a oficina e serrou-os em tábuas. Nos restantes dias da semana, com as tábuas trabalhadas nas máquinas fez dez belas estantes. Nessa semana de trabalho o patrão pagou-lhe 130 euros.  Com o dinheiro ainda na mão disse ao patrão:- Venda-me uma estante. - O patrão respondeu:- Esse dinheiro não chega






Consequências da Crise 
RICOS CADA VEZ MAIS RICOS, IDIOTAS CADA VEZ MAIS IDIOTAS.



Polícia portuguesa – Doentes bipolares?


Coimbra – “Crise académica de 1962”

Não quero dar para o peditório das relações (ou falta delas) da CGTP com os vários “movimentos” que têm aparecido em manifestações, de há uns tempos para cá. Entre o óbvio discurso anti-sindicalanti-CGTP e anti-partidos de alguns desses “movimentos” e, do outro lado, alguma resistência ao desconhecido e anárquico, por parte da Intersindical... muito caminho terá que ser feito. Temos tempo. A História não vai acabar para a semana que vem!
Uma vez que, sobre a Greve Geral e o seu significado, não faltarão comentários, nem “bocas”, nem análises sérias... aquilo que me interessa destacar dos “incidentes” verificados na “manif” (verdadeira música para os ouvidos da comunicação social) é a acção da polícia.
Para abrir devo dizer que preferia, sem sombra de dúvidas, a velha polícia de choque dos tempos de Salazar e Caetano. Gente bruta como cornos... mas “transparente”. Sobre o que poderia vir dali nunca havia dúvidas: repressão e porrada. Eram absolutamente “confiáveis”!
Esta polícia de hoje é mais perigosa... porque é falsa. Porque é doentiamente bipolar. Os seus elementos tão depressa estão na rua a agredir trabalhadores à porta de uma empresa, ou estudantes à porta da sua escola, que ousem reivindicar melhores condições e direitos, ou protestar contra este estado de coisas... como podem aparecer na televisão, utilizando, eles próprios, um discurso sindical, reivindicativo, e assumindo-se aí como trabalhadores explorados e injustiçados. Isto até à hora de se enfiarem numa carrinha para irem espancar mais um piquete de greve, ou, como foi o caso deste dia 22 de Março, jornalistas que tentem registar imagens da sua brutalidade. Nenhuma provocação justifica aquele tipo de agressão generalizada.
Razão pela qual, como já um dia escrevi, enquanto não vir as associações (ditas sindicais) da polícia, demarcarem-se claramente destes actos, nenhuma dessas associações, pretensões, reivindicações, ou o que quer que seja... terá da minha parte uma única palavra de apoio, um único gesto de solidariedade.
Com uma excepção: os cães-polícias. Esses não sabem o que fazem!

colectânea de poemas de António Garrochinho (Março 2012)







CONGRESSO PSD

Delegados 'corrigem' votação após advertência de Passos

por Paula Sá e Hugo Filipe CoelhoHoje
Passos Coelho teve de voltar a subir ao púlpito para 'organizar' o congresso
Passos Coelho teve de voltar a subir ao púlpito para 'organizar' o congressoFotografia © Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens
Uma proposta de alteração aos estatutos que instituía as diretas como método para a eleição dos órgãos internos do partido lançou a confusão no Congresso do PSD e obrigou uma intervenção inesperada de Passos Coelho e à repetição de uma votação.
O presidente do partido subiu à tribuna para avisar os delegados que haviam acabado de votar, na especialidade, uma proposta que retirava ao próprio Congresso o poder de eleger o Conselho Nacional. "Julgo que o Congresso decidiu conscientemente: o Congresso deixou de eleger os órgãos nacionais", afirmou Passos Coelho. "Foi inequívoco. Foi isto que resultou desta votação. Se não era isso que queriam, o problema é outro. Mas foi isso que foi votado."
O presidente do Conselho de Jurisdição interveio de seguida e chamou a atenção para o erro no guião. Em face disto, o presidente da mesa Fernando Ruas propos a repetição da votação. À segunda, o congresso mudou de opinião e chumbou a proposta.
A ideia constava no projeto de revisão estatutária da Juventude Social Democrata que foi aprovada na generalidade junto com o projeto oficial. A confusão aconteceu durante as votações na especialidade em que se tornou obrigatório conciliar os dois projetos.
A história trouxe à memória do Congresso a lei da rolha de Santana Lopes. A proposta que impedia os militantes do PSD de criticarem a direção do partido em véspera de eleições, foi aprovada, por larga maioria, sem que os delegados se desse conta do que estava a fazer. No próprio dia foram muitos os que se manifestaram contra essa regra, mas só ontem, dois anos depois, foi possível corrigir o erro.
"Se pudesse votava contra"
Na pausa para o almoço, Passos explicou que apenas quis ajudar a mesa do congresso a esclarecer os delegados e a evitar uma situação em que fossem aprovadas normas "contraditórias".
"Se eu pudesse votar, votava contra", assegurou o presidente do partido, explicando que a hipótese de colar as eleições para os órgãos nacionais às do líder tornariam o processo "menos participado".
Passos afastou ainda a hipótese de acabar com as diretas. "Fui eleito por diretas, não será pela minha mão que vão acabar".
Mas desvalorizou a derrota da sua proposta sobre as primárias na escolha dos candidatos do partido e o estatuto de simpatizante.


A Mediocridade Revelada......

O espelho do país onde se reflecte toda esta.....Mediocridade 
Um episódio caricato ao aprovar a alteração de estatutos, proposta pela JSD, que remetia as eleições directas do líder e dos órgãos do partido para um período posterior à realização de um congresso, mas a votação voltou a ser repetida. E a proposta chumbada. 
Mas o imbróglio em torno das votações não ficou por aqui: quando se tratou de votar a abertura do partido às eleições primárias para candidatos em eleições como a Assembleia da República ou Câmaras Municipais, Passos Coelho teve de esclarecer novamente o Congresso para explicar o que estava em causa: um Conselho Nacional mandatado para aprovar regulamento que abre a porta a eleições Primárias. O congresso chumbou a proposta.
blog D"SUL

Gente que mete nojo

O mínimo que se poderia exigir da classe política num momento em que devido aos seus abusos passados o povo é sacrificado com medidas brutais de austeridade era algum decoro na forma como se atiram ao pote. Não que se espere que esta burguesia política que se instalou à volta do poder deixe de ser gandula e passe a viver do trabalho como os outros portugueses, mas que pelo menos disfarçasse a gula e se atirassem mais discretamente aos fundos públicos.
Mas a fome é quase tanta como a falta de escrúpulos e aquilo a que temos assistido é pior do que já alguma vez se viu, atinge níveis verdadeiramente miseráveis e algumas de alguns protagonistas destes espectáculo triste já enojam. Quase apetece apelar ao governo que muito simplesmente lhes atribua uma verba de alguns milhões exigindo-lhes, em troca disso, que desaparecessem definitivamente.
Ver um indivíduo com setenta anos, uma grande fortuna acumulada e pensões milionárias comportar-se como o Eduardo Catroga quase nos faz sentir envergonhados enquanto portugueses. De um braço direito de um Presidente da República, um ex-primeiro-ministro, gestor durante décadas de uma grande empresa e professor universitário seria de esperar algum decoro, coerência nas posições e respeito pela inteligência alheia. É essa a imagem que fazemos dos nossos idosos ou dos nossos professores. Mas ver um Catroga atirar-se a um extra de cinquenta mil mensais, justificá-los com os impostos que vai pagar e agora dizer das relações entre a EDP e o Estado o inverso do que propôs no programa eleitoral só nos pode enojar, dar vontade de vomitar. O homem que enriqueça, que vá para a cova num caixão cheio de notas de mil euros, que tome banho na Quinta da Coelha numa piscina de Whisky, mas porra! Que nos deixe em paz, que não goze connosco!
Quando pensava já ter visto tudo assisto ao espectáculo degradante que nos está a ser proporcionado por um Teixeira dos Santos a quem já só falta ser atribuído o estatuto de arrependido para poder beneficiar de umas gorjetas e de algumas senhas de refeição na PT. Ver alguém que foi secretário de Estado de Sousa Franco e durante seis anos ministro de Sócrates, alguém que nas segundas eleições ganhas por Sócrates foi um dos governantes mais activos, vir ajeitar-se a um governo de direita já enoja, perceber que o preço é uma gorjeta dá-nos vontade de vomitar.
Não que a minha consideração por tal personagem fosse grande coisa, nunca vi nele o grande ministro das Finanças que alguns viam, sempre fui de opinião de que foi o prior ministro das Finanças desde que há papel moeda, e depois de ter sido perseguido pelo seu ministério e de ver os emails dos funcionários do fisco serem remexidos com a sua autorização não tinha grande opinião do seu carácter. MAS nunca esperei assistir ao triste espectáculo de um ministro de ultra direita propor que lhe fossem pagos trinta dinheiros porque tem apoiado a sua política e assumido tiques de arrependido.
Muito pior do que a crise financeira que o país enfrenta é a crise de valores em que se está a afundar, com os sacrificados por medidas brutais de austeridade a verem governantes, boys septuagenários e até ex-governantes a tudo fazerem para poderem ganhar, nem que sejam meras gorjectas, Com gente desta armada em elite de um país quase sentimos vergonha de sermos portugueses.


A Revolução Laranja.....

Serão estas as frases que os portugueses querem ouvir! 
A dura realidade é esta....
 A Economia "foice" a regulamentação do trabalho "foice" o emprego "foice" 
e a democracia "foice"
blog D"SUL

Embaixada portuguesa atacada pelo Anonymous

Publicado por Casa dos Bits
O grupo hacktivista Anonymous atacou a embaixada portuguesa no Brasil, substituído a informação habitual da página por fotografias dos confrontos entre polícias e manifestantes que marcaram a greve geral de ontem. 


As imagens focavam elementos da polícia a agredirem manifestantes e legendavam as imagens com a palavra "covardes". A página também ganhou um novo título: "Abaixo a repressão, viva a liberdade!", relata o Diário de Notícias
Depois de permanecer algum tempo online modificada, a página foi encerrada e o problema foi corrigido. Nesta altura os conteúdos exibidos já são oficiais e quem passa pela morada eletrónica só encontra notícias de Portugal e informação turística. 


Um dia antes surgiu no YouTube outra mensagem alegadamente criada por um membro do mesmo grupo hacktivista, que é também uma reação à ação da polícia portuguesa. Neste caso um homem de cara tapada, com a máscara que é imagem de marca do grupo, explica a missão do grupo e reage à constituição como arguido do autor do TugaLeaks, Rui Cruz.


O homem defende que as tentativas da polícia para parar o movimento nunca terão sucesso e aconselhando as autoridades a gastarem os recursos disponíveis com outras questões. Fica a mensagem.