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sexta-feira, 23 de março de 2012



É sexta feira e estou de congresso


em ti a cor - poema de António Garrochinho














EM TI, A COR



















Plano EDP/Continente: dezenas querem desistir, DECO ajuda

Campanha oferece desconto de 10 por cento na fatura em troca de compras no Continente. Mas já existem muitos descontentes


Duas dezenas de consumidores que aderiram à campanha EDP/Continente quiseram recuar na decisão e, não conseguindo, recorreram à DECO, que tem neste momento os processos de mediação a aguardar resposta da elétrica nacional.


«O que estamos a verificar, por algumas reclamações, é que alguns consumidores manifestaram vontade de recuar na adesão ao plano EDP/Continente, mas ainda assim a EDP Comercial enviou-lhes posteriormente o contrato e, noutros casos, enviou mesmo a fatura», disse à Lusa Ana Tapadinhas, jurista da associação para a defesa dos direitos dos consumidores DECO.


Ao todo, e desde o início deste mês, a associação foi contactada por 60 consumidores nesta situação, a pedirem informações sobre o seu direito de poder voltar ao setor regulado da eletricidade (EDP Universal) para desistirem da adesão que tinham feito ao mercado liberalizado (EDP Comercial) através da subscrição do plano de descontos EDP/Continente.


Desde o início do mês, a DECO abriu 20 processos de mediação, do universo de 60 que se queixou à associação.


Sem confirmar o número de casos, fonte oficial da EDP, respondeu à Lusa: «A EDP tem respondido prontamente às reclamações que nos foram endereçadas pela DECO e a situação dos clientes foi ou já está a ser regularizada sendo atualmente inexpressivo».


A empresa considera o número inexpressivo face às 40 mil adesões que registou em apenas uma semana ou ao meio milhão de clientes que estima conseguir trazer para o mercado liberalizado até ao final do ano, através da campanha a decorrer e através da qual oferece um desconto de 10 por cento na fatura em troca de compras no Continente.


O facto de a EDP ainda não ter acatado a vontade dos consumidores, tal como dispõe a lei se a adesão foi feita pela Internet ou como dispõe o próprio contrato da EDP quando é assinado ao balcão, é motivo de preocupação para a associação.


«Seguramente há uma falha de procedimentos e por isso iniciamos a mediação. Caso não haja resposta até ao final de março, quando acaba esta campanha, vamos pedir novamente uma reunião com ambas as entidades», EDP e Continente, explica Ana Tapadinhas.


Esta seria a segunda reunião da DECO sobre este plano de descontos, depois de, em meados de janeiro, ter negociado uma retificação daquela campanha para salvaguardar o direito dos consumidores a serem esclarecidos sobre o facto de aquela adesão contratual implicar preços a fixar por um novo fornecedor, a EDP Comercial.


A associação considerou na altura «insuficiente» a informação prestada pelo Continente sobre algumas das implicações de aderir àquela campanha, nomeadamente quanto ao facto de implicar uma mudança de contrato da EDP Universal para a EDP Comercial, o que obriga o aderente a passar de cliente do mercado regulado para o mercado liberalizado.


tarifa liberalizada significa que os preços da eletricidade deixam de ser fixados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e passam a ser definidos pelo mercado, o que vai começar a acontecer a partir do próximo ano e até 2015.

QUADRAS POPULARES - ANTÓNIO GARROCHINHO


GREVE GERAL - 2012


OS AGRESSORES - QUEM SE RESPONSABILIZA POR ESTA BRUTALIDADE !?




Um “futuro” com cara de passado...


Textos reveladores de um ódio vesgo e descontrolado, contra os trabalhadores que insistem em não “alinhar” pela cartilha neoliberal, ainda que disfarçados de rasgos de humor, deram o tom do dia que passou, em vários blogues de direita... os quais não farei o favor de publicitar.
“afinal havia muita gente que precisa mesmo de trabalhar para ganhar a vida”
“afinal há muitos portugueses com trabalho... em vez de emprego”
Foram algumas das tiradas que se somaram aos costumeiros insultos, mentiras, calúnias várias... em muitos casos, vindas de “jornalistas” e dos seus jornais. Noutros casos, vindas de deputados, em plena Assembleia da República.
Mesmo isto, por muito apetecível que seja para toda essa gente atacar a CGTP, teve que romper a muralha de “informações” sobre a bola, o atentado de França...
Ouvindo as baboseiras intermináveis que, nestas ocasiões, tantos portugueses vão despejar para os programas de antena aberta e para os comentários nos jornais, somadas à descoberta de uns professores que se passaram e decidiram pôr os alunos a olhar fixamente para lâmpadas, ou à "fúria" de um cidadão (seguido, em termos verdadeiramente patéticos,pelo seu clube) que achou por bem concentrar a sua capacidade de militância e indignação, protestando para o Ministério da Educação por causa da inclusão do “Benfica” na letra de uma cantigueca qualquer, cantada na escola da filha... o que o torna num belo exemplo da alienação e desvio do essencial, em que somos especialistas... não posso deixar de pensar no futuro e no trabalhão que há pela frente.
Não posso deixar de pensar que esse futuro, embora vá chegando até nós, inexoravelmente, à cadência de sessenta segundos por minuto... chega muito mais com cara de passado, do que do futuro com que tantos sonharam e sonham. Pelo qual tantos lutaram e lutam.
Quanto regresso ao passado será preciso para, pelo menos mais alguns, abrirem os olhos?



O governo a brincar com o fogo

Pessoalmente acho secundário responsabilizar, besta a besta, de vídeo em vídeo. A polícia esteve, nesta greve geral (tal como na outra), a trabalhar para que os desacatos acontecessem, para que a violência se generalizasse. Esse comportamento não resulta da acção de duas ou três bestas, que as há em todas as profissões, mas de uma determinação política. Como se pode ver neste piquete que os Precários Inflexíveis filmaram, o corpo de intervenção por mais que se declarasse solidário com os grevistas, tinha instruções para não deixar que os piquetes funcionassem. Não há nada que justifique que um piquete de 100 trabalhadores seja cercado por 100 polícias do corpo de intervenção.
Os piquetes, pelo contrário, tinham a instrução de não oferecer resistência ainda que impedidos de cumprir a sua função determinada na lei. Não tenho dúvidas que, se a determinação política fosse diferente, ontem teria havido um banho de sangue pelo país fora.
cinco dias.net


O tempo do sal




















Descarga de sal no Canal de S. Roque

Carregamento do sal em vagões, no ramal ferroviário que ligava a estação de Aveiro ao Canal de S. Roque

Todas as fotografias (com excepção da primeira, cuja origem desconheço) pertencem à "Colecção Carvalhinho", nome por que era conhecido em Aveiro o seu autor, Américo Carvalho da Silva (1908-1980)

História versejada da guitarra portuguesa

O imenso Poeta que é Torre da Guia, e que me faz a honra de ser meu amigo, escreveu há tempos esta "História Versejada da Guitarra Portuguesa", cuidadosa e apaixonadamente guardei-a numa pasta especial, uma daquelas pastas que se guardam com o coração. Mas, pensando melhor, hoje decidi publicá-la ... com um abraço de amizade ao meu querido amigo e Poeta Torre da Guia ♥

"Pela Primavera de 1966, ia eu nos 26 anos de idade, seduzido e "empolgado por inopinada ocorrência que tinha a ver com as lides "fadistas (estava curioso e queria saber de fonte experiente qual era a "técnica do versejo de fado), comecei a frequentar assiduamente a cave "típica da «Candeia» na rua do Almada, no Porto.

"Então, com o Álvaro Martins, à guitarra portuguesa, e o Mário Lopes, à "guitarra clássica, apreciava imenso ouvir o Fernando Gomes interpretar "em animado ritmo a «Bruxa de Pinho», tema da autoria de Jorge "Rosa e Francisco Carvalhinho que fazia parte do reportório de António "Mourão, que era na decorrência um muito admirado e aplaudido cantor "da rádio e da televisão.

BRUXA DE PINHO*

Guitarra, minha guitarra,
bruxa bizarra de doze cordas,
só tu animas e acordas
o fado que a mim se agarra;
se te encosto junto ao peito
no terno jeito de quem embala
o peito quase me estala
a palpitar de satisfeito.

Bruxa de pinho, mãe do castiço,
tens um feitiço que não se entende,
mas adivinho quando te abraço
que existe um laço que a ti me prende.
Guitarra tu és a amarra
que prende a minh'alma ao fado;
eu e ele sem ti ao lado
não somos nada, minha guitarra.

Há quem se rale e amofine
e não se afine p'la tua escala;
deixa ralar quem se rala,
basta que eu não desafine.
Só peço a Deus que por sorte
e até á morte, ó feiticeira,
sejas minha companheira
e minha estrela do norte.

"Quase 43 anos depois, dada a polémica incertitude e o «assim-e-assado» permanecente sobre a autêntica origem da Guitarra "Portuguesa, ocorre-me imaginar, argumentar, equacionar e expor a "situação seguinte:

"Sugerindo a ideia, não é difícil imaginar a ambiência social que "decorria em Lisboa na época das invasões francesas, entre 1807 e "1814, ora entre a soldadesca invasora, ora entre as tropas inglesas, "nossas aliadas, que ajudaram decisivamente Portugal a libertar-se da "cobiça napoleónica e a manter-se soberano.

"Em 30 de Novembro de 1807, comandando um exército extremamente "desgastado e faminto, o general Junot, um dos dilectos títeres militares "de Napoleão Bonaparte, após penosa marcha de centenas de "quilómetros, tomou e apoderou-se de grande parte da cidade de Lisboa. "No dia anterior, entre um séquito de 15 mil nobres distribuídos por 34 "navios, a Família Real portuguesa embarcara em preventiva fuga para o "Brasil.

"Só em Agosto do ano seguinte, depois de diversos confrontos entre os "sitiadores e a estóica resistência da população, o general Arthur "Wellesley, mais tarde Duque de Wellington, comandando uma força "britânica, conseguiu pôr termo ao assédio invasor, vencendo "sucessivamente as batalhas de Roliça e do Vimieiro, forçando o inimigo "à Convenção de Sintra, o que permitiu a retirada em navios ingleses do "que restava do exército francês.

"Assim, num dado momento e em gostosa diversão nocturna, numa "daquelas heterógeneas e concorridas tascas alfacinhas, encontrava-se "um grupo de foliões bebendo e fumando entre camareiras, enquanto um "soldado inglês, em exímio dedilhado, tocava um bandolim. Atento à "cena, preso de fascínio ao magnífico som que se soltava do curioso "instrumento, estava um afamado marceneiro portuguêstambém a "bebericar uns copos. Deliciado com o espectáculo que fruía, o oportuno "marceneiro, captando quanto possível de memória as formas do "mandolim, não descansou até produzir, ao cabo de aturada trabalheira, "um artifício idêntico...

"Quanto a mim, em relacionado raciocínio sobre os factos práticos da "vida, quero crer que foi um desiderato, mais ou menos como aquele que "descrevo, que deu origem à feitura da nossa muito peculiar e "apaixonante guitarra portuguesa, designada «bruxa de pinho» por "inspirado poeta, que a considerou ainda «mãe do castiço, tens um "feitiço que não se entende».

QUIÇÁ NASCESSE ASSIM*

Matutando, cá pra mim,
terá sido o bandolim
que inspirou concerteza
o artista português
que ao acaso um dia fez
a guitarra portuguesa.

Ao redor de lauta mesa
uma tertúlia burguesa
vejo em grande diversão
e lá no meio abancado
em exímio dedilhado
alguém anima a sessão.

Recostado ao balcão,
um mestre na profissão
de marceneiro afamado,
observa muito atento
as formas ao instrumento
por seu som maravilhado.

Mais tarde, assaz devotado,
sem modelo e isolado
trabalhou dias a eito:
recortou, lixou, poliu
e assim que concluiu
pasmou do que tinha feito.

Encostando a seu peito
o instrumento e com jeito
ao tocá-lo na incerteza,
pela emoção que sentiu
foi o primeiro que ouviu
a guitarra portuguesa!...

Torre da Guia

                  *Molduras já publicadas neste blog 





Arte efêmera

22 de março de 2012
Será que estou atrasado? O verão acabou e eu ainda estou falando de praia?

Na verdade, quando menos pessoas estiverem na orla das praias maior será o espaço para o trabalho do artista americano Andres Amador, de San Francisco, EUA. É como você fazer um coração, só que gigante, na areia - para sua namorada, por exemplo. Com a ajuda doGoogle Earth Andre escolhe os melhores lugares para suas obras-primas, além de aproveitar as fases de lua cheia para trabalhar durante a maré baixa, até completar as criações.

Suas ferramentas de trabalho são as mesmas usadas em jardinagem. Os desenhos, inspirados em padrões da natureza, como rachaduras na lama e ondas, têm data de validade, por isso tem que ter sorte grande para apreciá-los ao vivo e a cores. A próxima etapa do projeto do artista é expandir sua arte para o mundo. E olha que o Brasil - mais precisamente Santa Catarina - é um reduto de belas praias, hein!

Fonte: Daily Mail