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quinta-feira, 8 de março de 2012



Elas...


“Elas fizeram greves de braços caídos.
Elas brigaram em casa para ir ao sindicato e à junta.
Elas gritaram à vizinha que era fascista.
Elas souberam dizer salário igual e creches e cantinas.
Elas vieram para a rua de encarnado.
... Elas foram pedir para ali uma estrada de alcatrão e canos de água.
Elas gritaram muito.
Elas encheram as ruas de cravos.
Elas disseram à mãe e à sogra que isso era dantes.
Elas trouxeram alento e sopa aos quartéis e à rua.
Elas foram para as portas de armas com os filhos ao colo.
Elas ouviram falar de uma grande mudança que ia entrar pelas casas.
Elas choraram no cais agarradas aos filhos que vinham da guerra.
Elas choraram de verem o pai a guerrear com o filho.
Elas tiveram medo e foram e não foram.
Elas aprenderam a mexer nos livros de contas e nas alfaias das herdades abandonadas.
Elas dobraram em quatro um papel que levava dentro uma cruzinha laboriosa.
Elas sentaram-se a falar à roda de uma mesa a ver como podia ser sem os patrões.
Elas levantaram o braço nas grandes assembleias.
Elas costuraram bandeiras e bordaram a fio amarelo pequenas foices e martelos.
Elas disseram à mãe, segure-me aí os cachopos, senhora, que a gente vai de camioneta a Lisboa dizer-lhes como é.
Elas vieram dos arrebaldes com o fogão à cabeça ocupar uma parte de casa fechada.
Elas estenderam roupa a cantar, com as armas que temos na mão.
Elas diziam tu às pessoas com estudos e aos outros homens.
Elas iam e não sabiam para onde, mas que iam.
Elas acendem o lume.
Elas cortam o pão e aquecem o café esfriado.
São elas que acordam pela manhã as bestas, os homens e as crianças adormecidas. “
Maria Velho da Costa (1976)
Blog A nossa candeia


Oliveira Costa e amigos.......

BPN condenado a pagar 22 milhões a empresário 
O BPN foi condenado pelo Tribunal de Braga a pagar uma indemnização de 22 milhões de euros ao empresário José Veloso Azevedo, um promotor imobiliário e antigo cliente do banco.
Na sentença, conclui-se que ficou provado que o BPN enganou o empresário, ao convencê-lo, em 2004, a fazer aplicações financeiras idênticas a depósitos a prazo, quando na realidade estava a subscrever acções da SLN (Sociedade Lusa de Negócios, então proprietária do BPN) com uma opção de venda com remuneraçãogarantida.
Esta é uma das primeiras decisões judiciais contra a administração de José Oliveira Costa, fundador do grupo SLN/BPN, a ficar concluída em 1.ª Instância.......

O Preço da IndependênciaSer independente é uma questão que diz respeito a uma muito restrita minoria: - é um privilégio dos fortes. Quem a tanto se abalançar, mas sem ter necessidade, ainda que tenha todo o direito a isso, prova desse modo que provavelmente não só é forte, mas também audacioso até à temeridade. Mete-se num labirinto, multiplica ao infinito os perigos inerentes à própria vida; e o menor desses perigos não está em que ninguém veja como e onde se perde, despedaçado na solidão por qualquer subterrãneo Minotauro da consciência. Supondo que um tal homem pereça, o facto estará tão distante do entendimento dos homens que estes não o sentem, nem o compreendem: - e ele já não pode regressar! Não pode sequer regressar à compaixão dos homens! 

Friedrich Nietzsche, in "Para Além de Bem e Mal"


Mulheres que não baixaram os braços



Nos messes de  Março de 2010 e 2011 homenageei aqui mulheres portuguesas e de todo o mundo, que se distinguiram na luta pelos direitos das mulheres. ( Os/as interessados/as podem encontrá-las na barra lateral do CR). Hoje,  recordo aqui uma dessas mulheres, cuja história de vida deve ser sempre lembrada. 
Rugiatu Turay nasceu na Serra Leoa . É jornalista, tem 34 anos  e foi sujeita à excisão feminina. Tinha apenas 12 anos e era órfã.
Inconformada, iniciou uma luta para evitar o sofrimento das crianças africanas a esta prática ignominiosa.
Sabe que o preço a pagar pode ser a morte mas, embora conhecendo o perigo que corre, fundou em 2002  o Amazonian Initiative Movement, com um grupo de mulheres  que conheceu num campo de refugiados na Guiné, onde esteve durante a guerra civil na Serra Leoa. Desde a criação do movimento, quatro activistas  receberam ameaças de morte e abandonaram o movimento. Apesar de ameaçada- e mesmo depois de ser raptada por outras mulheres que a obrigaram a caminhar nua pelas ruas da cidade de Knema- continua a sua luta. Visita aldeias e vai às escolas, onde esclarece as excisoras  sobre os perigos  e consequências da excisão  e tenta convencê-las   a renunciar à sua prática.
Afirma que já conseguiu demover cerca de 700 mulheres em 111 aldeias da Serra Leoa. Será  uma ínfima parte, mas é pelo menos um começo.

missão - poema António Garrochinho


missão

tu mulher
a matriz
a identidade
a raíz
o amor dentro de ti
a que aconselha
a que ensina
a que diz
a que a Natureza quis
mãe, mulher, presente aqui

António garrochinho




Cantar de amiga
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O ar triste que aparenta tem que se lhe diga. A vida deu-lhe muitas voltas, tentando ela dar-lhe, à vida, as, no seu entender, melhores voltas que soube. Pequena no mensurar do tamanho físico, passará despercebida nas ruas que calcorreia, sendo o Pragal excepção. Nesse lugar será, digamos mesmo, em tom assertivo, que é, uma mulher enraizada: veste de escuro, percorre a pé os caminhos do supermercado, passeia-se por eles com o carrego das compras pesando-lhe das mãos trabalhadoras que não esconde, junta-se a conversas de bairro, descura ostentações, arreganha-se na defesa de filhos e netos, cozinha pataniscas no restaurante que compartilha com o companheiro, vai contando cêntimos no augúrio dos dias seguintes. Luta como pode e sabe. Está, teimosamente, de pé. Escorrega impropérios à moda do quotidiano circundante, rebela-se, concede, cansa-se, sobrevive, faz contas à vida dos dias seguintes que se compra com euros parcos, ama, dolorosamente, persistentemente, esperançadamente, pessoas e ideias inabaláveis. Diz o bilhete de identidade que se chama Úrsula. Porém, se assim a nomearmos, não saberemos que o nome público desta mulher proclama ser, para todos os efeitos que ultrapassam assinaturas notariais, Luísa Basto.

Nasceu em 1947 em Vale de Vargo. Aí cresceu pouco, por ter sido obrigada a, sendo miúda, crescer longe. Compartilhando a clandestinidade de vida de seus pais, cresceu mais num país nascido de ideias nobres e nele se formou, de canudo, na arte de soletrar superiormente a música que a voz lhe comandava. Desembarcou em Lisboa quando Álvaro Cunhal e José Mário Branco regressaram ao país dos seus – dos nossos – sonhos, por diferentes que fossem ou que ainda sejam divergências de projectos. Era, então, uma miúda feliz, portuguesa, regressada, deslumbrada, mesmo sem saber que o deslumbramento do nosso conhecimento dela viria a seguir, quando soltou a voz e cantou, por inerência de cargo, o Avante, Camarada que Luís Cília compôs em tempos de poder e querer fazê-lo. Depois foi um percurso árduo. Primeiro no entusiasmo inicial da transmissão da esperança de um futuro possível, debutante e promissor. Depois na incompreensão da recusa de cantigas, quando alguns puseram, à frente da voz, da sua qualidade e da mensagem que transmitia, a interrogação sobre o «valor qualitativo» delas. Dando de barato isso, poderemos, sempre e sem contestação, dizer que cantou Eugénio de Andrade, José Gomes Ferreira, Manuel da Fonseca, Joaquim Pessoa, Romeu Correia, Florbela Espanca. Podendo ser menos relevante, também interpretou letras e músicas de João Fernando e Samuel e uma ou outra que ousei escrever. Mas pela sua vida e pelo seu reportório passaram Ary dos Santos, Pedro Osório, Paco Bandeira, Fernando Tordo, António Henriques, Eduardo Olímpio.

Fez parte do grupo «Amigos» (com Fernando Tordo, Fernanda Piçarra, Ana Bola, Paulo de Carvalho e Edmundo Silva) que ganhou um Festival RTP da Canção e foi ao certame eurovisivo. Assumiram-se: levaram, contrariando reacionarices organizativas, cravos vermelhos nas lapelas. Filipe La Feria escolheu-a para fazer de conta de Amália Rodrigues no musical «Amália». Antes, tinha estado no Teatro Aberto, cantando e representando duas peças musicais que tinham Ary dos Santos e Augusto Sobral por fundo e Paulo de Carvalho, Helena Isabel, Morais e Castro, Rui Mendes, Pedro Osório, Manuel Mendonça e Adelaide Ferreira, entre outros, como companheiros de cena e de músicas.

Acontece que mantém a voz límpida e de timbre inigualável que, desde sempre, a caracterizou e, confesso, me continua a comover. Poderia ser a top one de vendas e popularidade, se tivesse cedido aos «mercados» (creio que é assim que agora é uso apelidar os sacadores de dinheiro) não fora ser quem é. Se fosse só eu a dizê-lo, seria suspeito, dada a amizade que nos une. Mas, num encontro recente onde estiveram pessoas que sabem da poda, uns com alguma sabedoria que a idade e a experiência lhes concederam, outros despudoradamente com menos anos, a unanimidade não precisou de consensos forjados e todos afinaram pelo mesmo diapasão: Duarte Mendes, Silvestre Fonseca, Manuel Loureiro, Samuel, Viriato Teles, Jaime Queimado, Nuno Nazareth Fernandes.

Ora como há quem reivindique que as cantigas são uma arma (não matam, mas disparam, têm alvos, atingem cifrões ou pessoas, fazem com que a gente se sente no sofá a ouvi-las num encolher de ombros ou nos sobressaltemos, assim como quem diz Que bom que é trautearmos coisas de valer a pena ou ouvirmos pessoas e músicas que saem das vozes que nos chegam e que fazem com que nos apeteça sorrir, ou voltar a querer ouvi-las e pensá-las), este escriba teimoso, de cumplicidade com o Nuno Nazareth Fernandes, mais a ajuda incomparável do Paulo de Carvalho, o bom gosto de encadernação musical do Samuel e o profissionalismo generoso do António Bizarro, no estúdio, e a arte do Carlos Canhão no alindar da capa, partiu – partimos estes todos, já se vê – para a feitura de um disco novo da Luísa. Há-de sair ainda este ano. A miúda de Vale de Vargo, agora mulher do dia a dia de quem partilha amores e canseiras, vai poder preencher-nos os dias porque sim. Basta ouvi-la para melhor a perceber. Para melhor nos percebermos.

Nuno Gomes dos Santos
Jornal Avante !


CANÇÕES DE BUIKA E CRISTINA BRANCO PARA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER












Porque tu és - António Garrochinho

POEMAS DE HOMENAGEM Á MULHER NO DIA 8 DE MARÇO DE 2012


8 de Março

a ti, mulher do mundo
á tua luta
ao teu amor profundo
ao teu sofrer
á tua arte, labuta
ao teu querer
a ti mulher
mãe
companheira
a ti, mãe solteira
a ti mulher exilada
mutilada, explorada
a ti que resistes
que não desistes
que não aceitas ser
discriminada
a ti mulher comunista
a ti mulher que acreditaste
que ergueste o punho e viste
na liberdade
a tua dignidade
a tua estrada

António Garrochinho






MUSICA POR FLORES E CARTA Á MULHER PORTUGUESA



Música por flores



A minha posição sobre o Dia Internacional da Mulher ficou expressa nesta carta que escrevi às mulheres portuguesas em 2009, (LER CARTA ABAIXO)
Não deixarei no entanto de assinalar devidamente o dia, com postagens  a cada 2 horas, a partir das 9h00 TMG.
Entretanto,  ofereço  a todas as leitoras do CR, que tenho o prazer de receber diariamente no CR  estas flores  e desejo-lhes  um feliz Dia da Mulher, fazendo votos para que este dia não tenha de se repetir por muitos anos, pois será sinal que os vossos direitos foram finalmente equiparados aos dos homens.
Assinalarei o dia com posts de 2 em 2 horas, espero que gostem das minhas escolhas.
Entretanto, ao longo do mês - e como aconteceu em anos anteriores-  continuarei a escrever alguns posts sobre   mulheres que se destacaram em diversos sectores e histórias de vida de  outras que fui conhecendo ao longo da vida e mereceram a minha atenção.
Em tempo: a partir de amanhã - e até final do mês-  a música habitual neste espaço será substituída por poemas de mulheres ou dedicados às mulheres 



Carta à mulher portuguesa


Mulher que estás cansada de te dirigir penosamente ao emprego teu de cada dia e regressar a casa, ao fim da tarde, transportando fardos de desespero e frustração e, no banco de trás do Fiat Uno, ou pela mão, os frutos de noites de amor.
Mulher que estás cansada dos intervalos rotineiros em que te alinhas , como falcão batendo as asas, em balcões que compartilhas com cegonhas de fato de macaco e enforcados vestidos a rigor, debicando bicas, engolindo projectos frustrados de galináceos, ou sonhando com o camarão que devia estar dentro do rissol, mas que a carestia da vida transformou numa pasta espessa e cor de rosa.
Mulher que estás cansada das noites em que o teu marido sobe os lençóis pingando noite, depois de o elevador o depositar à porta de casa, junto aos sapatos da véspera.
Mulher que estás cansada de fazer amor sem ouvir o estralejar dos foguetes , porque já não há noites de S. João no teu coração.
Mulher que uma noite acordaste e sentiste ao teu lado alguém que procurava os teus seios e as tuas coxas na tentativa de decifrar o enigma que uma noite de fuga depositara a seu lado.
Mulher que uma manhã descobriste que o teu corpo cheirava a desespero e sentiste saudade de chorar abraçada ao homem que ama(va)s.
Mulher que te cansaste de fazer amor com amigos de Alex que fazem amor por empreitada, vício ou necessidade orgânica, esse amor que se esfuma em cinco minutos de prazer e se esquece na própria véspera do orgasmo.
HOJE É O TEU DIA!
Estranha gentileza te concederam, Mulher! Marcaram-te com o estigma da subalternidade, com que é costume assinalar os desprotegidos. Compararam-te ao analfabeto, ao deficiente, ao Lince da Malcata, ou outra qualquer espécie em vias de extinção.Mas Tu estás bem viva, Mulher!

Por isso te desejo que este dia sirva para um pouco mais do que receber uma rosa , ou um jantar a dois à luz da vela. Que sirva também para pensares nas mulheres que pelo mundo inteiro continuam a ser vítimas de sevícias, por parte dos homens. Que te lembres das mulheres de Darfur, das mulheres sem quaisquer direitos, das africanas que morrem com SIDA, das asiáticas a quem a maternidade só é permitida uma vez na vida, das americanas, europeias e portuguesas que continuam a ser espancadas até à morte por homens civilizados que vivem nos países que traçam o destino do mundo.
Mulher portuguesa que sofreste no momento em que pariste e, pouco a pouco,foste perdendo o riso – e muitas vezes o ciso.
Hoje, no dia que a gentileza dos homens te consagrou, talvez recordes as noites em que suportaste entre lágrimas contidas em silêncio, as ejaculações precoces de quem te envolvia o corpo, pensando na amante por quem estava prestes a trocar-te.
Hoje, talvez critiques a moral sexual deste país onde habitas, por ser um caldo Knorr cheio de mitos.
Hoje, talvez te revoltes contra aqueles que continuam a rejeitar uma mulher que queira usufruir o prazer sexual. Mas será que hoje te interrogarás sobre a diferença entre ti e mim? Compreenderás que o que nos separa é apenas uma diferença genética cimentada por uma cultura que te deu a ti as Barbies e os trens de cozinha, e a mim o automóvel e a bola de futebol?Admitirás, mulher, que embora a igualdade seja apenas uma folha de papel, o que nos separa é o tempo que se esvaiu entre a pintura de murais e um despacho de última hora que te deixou retida no gabinete até mais tarde?
Tenho saudades de ti, mulher portuguesa!
Tenho saudades de pintar contigo murais expressivos, cheirando a Revolução, por onde espreitavam Marxes e Guevaras, que nos olhavam em cada esquina.
Tenho saudades de verter no teu ombro lágrimas de desespero e sentir o afago doce e quente dos teus lábios, consolando-me da revolta que me invade pela vitória de projectos de mentira.
Tenho saudades de te enlaçar nos meus braços e ambos ouvirmos o repicar de sinos e o estralejar de foguetes.
Tenho saudades dos sábados à tarde em que íamos ao cinema de mão dada e trocávamos promessas de amor eterno.
Tenho saudades de desfilar contigo em caravanas de vitória, empunhando bandeiras coloridas.
Tenho saudades de sermos Bonnies e Clydes fugindo, de mão dada, da polícia de choque.
Tenho saudades de te ver verter uma lágrima , ao leres o último poema que te fiz.
Tenho saudades de ver estampado no teu rosto um laivozinho de amargura, quando te dizia “vou partir” e depois regressar , trazendo-te uma caixa de bombons comprada numa qualquer freeshop ancorada no aeroporto da minha imaginação.
Sinto que te estou a perder, mulher portuguesa, como perdi a esperança que em mim nasceu numa manhã de um já longínquo Abril.
Por isso, hoje quis telefonar-te mas, quando cheguei à cabine telefónica, estava lá uma velha gorda e farfalhuda, com ar de elefante triste do jardim Zoológico e… desisti. Sabes o que eu queria?Desejar-te um feliz dia da Mulher e ouvir-te responder:
"Raios partam os homens que convenceram outros homens que era bom haver um Dia da Mulher! Serve para aliviarem as consciências, para aumentar o consumo de flores e animar alguns restaurantes, mas queria que servisse para os homens acabarem com o tratamento aviltante das mulheres sem quaisquer direitos. Não quero hipocrisias, nem homens como tu, a quem o machismo não permite ter outro tipo de saudade."
Encabulado, desligaria…



FUTEBOL - BOM BOM E LICOR - POEMAS DE ANTÓNIO GARROCHINHO



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