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domingo, 4 de março de 2012



FLOR DE MADEIRA - Larissa Lamas Pucci


É como se houvesse apenas um segundo
E nesse instante eu me faço voar
Imagem que surge à beira do rio
Orla de praia banhada de mar

Cada momento a teu lado é assim
Flor de madeira, cadeira de ar
Teu cheiro, teu jeito, suspiro sem fim
Profundo silêncio que me faz sonhar

Figura singela, alado, marfim
Anjo de Deus que me ensina a voar
Peito de ouro, doce querubim
Me leva, me nina, me faz delirar



Eleições na Rússia : O Partido Comunista ganha força na Rússia


O PC ganha força na Rússia

Diante de um quadro de incertezase insatisfações na Rússia de hoje, longe de estar morto e sepultado, o velho PartidoComunista dá sinais de vida, surpreende ao conquistar uma expressiva quantidadede votos nas últimas eleições parlamentares e se afirma como principal frentede oposição à, até então soberana, Rússia Unida, do todo poderoso primeiro-ministro Vladimir Putin.
Leia a seguir o texto de VivianOswald, que ilustra bem a situação atual da Rússia.
O PC ganha força na Rússia
Velhos comunistas ressurgem na Rússia
Fortalecimento do PCmostra insatisfação e sentimentos contraditórios em relação à situaçãoatual do país
Um mês antes da eleição que fez oPartido Comunista da Federação Russa (KPRF, em russo) praticamenteressurgir das cinzas, a tradicional Praça Pushkin, na capital, amanheceucercada de policiais. Eles vigiavam a manifestação marcada para aquelesábado frio, em que os comunistas iam se aglomerando. A julgar pelas 300pessoas ali reunidas, ninguém imaginaria que 20 anos após a desintegração daUnião Soviética, os velhos comunistas voltariam a se destacar nas urnas,com 20%dos votos para a Câmara baixa, e nas ruas, como uma das principaispartes envolvidas nos protestos contra o governo. Eles seconverteram, na prática, naprincipal força opositora ao poderosoprimeiro-ministro Vladimir Putin. Os comunistas, a nostalgia e a insatisfaçãoque cercam a Rússia atual são o tema da primeira reportagem de umasérie que O GLOBO publica nesta semana mostrandoos desafios enfrentadospelo país duas décadas depois do anúncio, em 25 de dezembro de 1991,de que a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a URSS, não existia mais.
Os comunistas surpreenderam os institutos de pesquisa de opinião e o próprioKremlin, que sempre tratou o partido como uma espécie deoposição domesticada e inofensiva. Mas com um discurso que prega a voltada URSS, eles começam a incomodar. Mais do que num projeto de retornoao passado os russos votaram nos comunistas em um sinal de protesto.
- Eu e todos os meus amigos votamos neles. São os únicos que ainda conseguemjuntar um número significativo de votos. É a nossa forma de dizer não ao queestá aí — disse ao GLOBO o professor universitário Boris Andreevitch.
O público jovem na praça ainda era minguado. Russos de mais idade,soviéticos pela maneira de pensar e de vestir, carregavam medalhas econdecorações da época do regime. A grande bandeira vermelha com afoice e o martelo só não convencia o transeunte de uma volta aopassado por destoar dos anúncios capitalistas.
Até as eleições de 4 de dezembro, os comunistas eram praticamente o único grupoa ter permissão para realizar os seus encontros nas praças da cidade.Resta saber se terão agora o mesmo tratamento. Após os resultados, o pleitopara presidente, em março próximo, promete um pouco mais de emoção, emboratodos considerem que já esteja ganho por Putin.
Mais uma vez, o eterno líder do PC, Gennady Andreevitch Ziuganov,disputará as eleições presidenciais. Será sua quarta tentativa. Mas aos 67anos, Ziuganov não soube se reinventar. Com um discurso antiquado, oex-professor de matemática é considerado pouco carismático e poucoespontâneo ao falar em público. O candidato, no entanto, desta vez pode sebeneficiar do descontentamento das ruas.
- Eu e meus amigos vamos votar nele para protestar, mas ele não é a caradaRússia - disse a escritora Maria Polytaeva.
Os comunistas tomam o microfone e interrompem as velhas marchas para se queixarda atual situação econômica. O fato é que o fim da União Soviética despertasentimentos contraditórios. Enquanto uns acreditam que há motivos paracomemorar sua desintegração, outros não escondem o desânimo e admitem sentirfalta da velha URSS, ou, pelo menos, das garantias que o Estado socialistaoferecia, ainda que o preço a se pagar pelo benefício tenha sido alto. Cercade 28% da população gostariam de voltar atrás e reconstruir a União Soviética,segundo a pesquisa do instituto VTsIOM.
- Há muita nostalgia, mas todos sabem que não é possível voltar atrás. Os maisnovos nem sabem o que era. A juventude é alienada e apolítica. Só quer saber deganhar dinheiro. Antes, os jovens queriam ser astronautas, sociólogos, físicos.Hoje, só querem ser businessmen, banqueiros e financistas — disse IgorFescinenko, 79 anos, repórter de TV na União Soviética, hoje consultore professor.
A insatisfação está relacionada ao fato de que a economia e a vida políticapassaram a andar em círculos. Nem mesmo após uma década crescendo a umamédia de 7% ao ano, o país conseguiu reduzir a suadependência do petróleo. Para o último exvice- premier da URSS,Vladimir Scherbakov, hoje presidente da União dos Industriaisda Rússia, o país mudou para melhor:
- A Rússia entrou para a economia global. Podemos encontrar detudo aqui. Se compararmos a evolução do saláriomédio na Rússia e nas outras ex-repúblicas, vemos que houveum incremento importante, praticamente dobrou.
Outros afirmam que os ganhos limitam-se ao consumo.
- O que adianta ter tudo, se não tenho dinheiro para comprar nada? —reclama a funcionária pública Natalia Borisovna.
Parte dos russos vê naquele 25 de dezembro de 1991 o mesmo que Putinchamou de “uma grande catástrofe geopolítica”. Da União Soviética àatual Rússia, há uma diferença de cinco milhões de quilômetros quadrados —território dos outros 14 países que nasceram pós-desintegração - oequivalente a duas Argentinas. A sensação geral é de perda de território, amaior da História contemporânea.
Desigualdade em alta e lugar na lanterna entre os Brics
Poucos comemoram a data. A agência Itar-Tass faz uma silenciosa homenagem comfotos na entrada do prédio, atraindo um ou outropedestre. Na Biblioteca Lênin, escondida em umcorredor do terceiro andar, há uma exibição com fotos-legendas quecontam a história da instituição no período de 1917 a 1991.
Em geral, só os oposicionistas falam abertamente no assunto. Nosite do PC, há um manifesto e um cartaz sobre os “20 anos sem aURSS”. Em um dos textos, o grupo diz que estas duas décadas foram, paraa Rússia, “um caminho de dificuldades sem fim”. “Agora, às nossasdificuldades se soma a crise econômica mundial. Quanto tempoa Rússia ainda vai precisar para resolver os seus profundosproblemas?”, pergunta o texto.
A estabilidade econômica pós-década de 90 é o que vem sustentando asituação. Mas os salários dos aposentados não acompanharam a bonança.Tampouco o fizeram a saúde e a educação, que perderam em qualidade e têmobrigado os russos a desembolsar cada vez mais por algo que supostamentedeveria ser gratuito. Em 2008, logo após a crise financeira global, o país aindaconseguiu crescer 5,2%, mas despencou 7,9% em 2009,ficando na lanterna dos Brics (os emergentesBrasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Voltou acrescer 4% em 2010, mas continuou sem se modernizar.
As desigualdades nesse país que tanto pregou o socialismo também vêm crescendo.Os 120 mil milionários estão cada vez mais distantes da camada mais pobre dapopulação. Tudo isso justifica o clima de insatisfação,manifestado nas urnas no último domingo, com aredução do apoio ao partido Rússia Unida, de Putin, e oindício de que a campanha para sua volta à Presidência não será tranquila.
http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midias-nacionais/brasil/o-globo/2011/12/11/velhos-comunistas-ressurgem-na-russia
http://oglobo.globo.com/mundo/fortalecimento-do-pc-mostra-insatisfacao-na-atual-russia-3426258
http://pt-br.paperblog.com/o-pc-ganha-forca-na-russia-359558/
carlos maia   wwwblogdocarlosmaia.blogspot.com



CINEMA NOS GORJÕES

Novo filme sobre temas e gente dos Gorjões vai ser estreado no próximo domingo dia 4 de Março pelas 17,30 horas no Salão da Antiga SR Gorjonense ( Gorjões, no Alto).
O tema é o "Ciclismo nos Gorjões", contado pelo seu único ciclista gorjonense ainda vivo, José Venerandas, ídolo entre o ciclismo popular e protagonista de muitas corridas oficiais com resultados altamente prometedores.
Ciclismo nascido de corridas entre trabalhadores que se juntavam à saída de Faro, após o dia de trabalho, e disputavam nas suas pasteleiras corridas até aos Gorjões. Destas corridas nasceram outras corridas de apostas entre eles aos fins-de-semana e nas festas das Aldeias e Lugares à volta. Nasceu assim o culto do gosto pelas corridas e fama local através dos heróis da bicicleta.
Esse movimento ciclista chamou-se FABIANISMO.
Mestre Joaquim Guerreiro Luz, gorjonense ex-ciclista e grande amante do ciclismo e mecânico de bicicletas fazedor e afinador ímpar de uma bicicleta de corrida, acompanhava e entusiasmava os melhores "fabianos" e por fim levava-os à pista de Loulé correr nas provas populares para iniciados.
Foi este o princípio e iniciação ao ciclismo que durante os anos quarenta e cinquenta do Séc. XX tanto entusiasmo espalhou entre velhos, grandes e a miudagem gorjonenses que acompanhavam as corridas em ambiente festivo de enorme alegria todos os domingos: na reunião e abalada dos ciclistas para Loulé e na chegada para saber as notícias dos resultados, classificações e casos de fugas e heroismos dos ciclistas da casa.


Erikah Azzevedo

 
Fazer do próprio caminho o corpo do outro a ser percorrido
e apreciado na minunciosidade das paisagens,
sem atalhos a serem percorridos,
um andar de mãos, em passos lentos...de dedos,
coisa de pele e pêlos,
por entre sabores , texturas e cheiros
....o outro é sempre um mundo de descobertas,
e nós somos pro outro um mundo a descobrir.


Pais não deixaram filha sair de casa e foram detidos após queixa da jovem

Publicado ontem

 
 
foto ARQUIVO JN
Pais não deixaram filha sair de casa e foram detidos após queixa da jovem
 

Um casal foi detido em Baeza, região espanhola localizada na Andaluzia, porque a filha o acusa de detenção ilegal. A jovem, de 16 anos, apresentou queixa na polícia contra os pais, porque estes não a deixaram sair de casa, por castigo.
O caso parece um vulgar acontecimento doméstico. Um pai não gostou do comportamento da filha e decidiu castigar a jovem, de 16 anos, proibindo-a de sair de casa.
A história vem contada no "Diario Jaen", que não revela qual o comportamento da rapariga, que a levou ao castigo. A jovem não gostou de ser punida e apresentou queixa na polícia, conta a agência Europa Press.
Os agentes, surpreendidos com tal queixa, socorreram-se do Código Penal espanhol para considerar a possibilidade de comportamento criminoso por parte do casal. O pai foi acusado de atentar contra o dever familiar de proteger a menor, e a mãe, que não se opôs ao castigo, foi considerada cúmplice.
Os pais foram detidos para averiguações e entretanto libertados. A menor está à guarda de um centro de acolhimento da Junta de Andaluzia, enquanto decorre "o protocolo habitual nestes casos", explicou a conselheira para a Igualdade e Bem-Estar Social de Jaén, Micaela Navarro.
Com base no protocolo, que determinou a audiência em tribunal e o acolhimento da menor numa instituição, as autoridades "estão também a falar com os pais, para saber o que se passou e tentar determinar se a rapariga está desamparada, tendo em conta que tem apenas 16 anos", acrescentou Micaela Navarro.




 Insanidade é fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes  
Durante os últimos meses, temos sido assombrados pelas mais belas notícias de que há memória, no que diz respeito à nossa Ria Formosa. Os mariscos e a água da Ria Formosa irão ser alvo de um estudo no âmbito de um projeto dinamizado pela proprietária de paletes de estudos: a Sociedade Polis Ria Formosa. Garantem que estes estudos permitirão interpretar a verdadeira capacidade de carga da Ria Formosa, tanto na produção bivalves como na aquicultura e têm em vista a sua certificação.
Porque não há nada como a fartura, com uma diferença temporal pouco significativa, é divulgada a abertura de um concurso público para a conceção do projeto para uma nova ponte de acesso à Ilha de Faro, que irá substituir a atual e será composta por uma só faixa de sentido alternado para circulação automóvel, com uma faixa exclusiva para bicicletas e uma outra para circulação pedonal. De facto, os projetos são importantes, mas foi ignorada a principal prioridade: as dragagens.
Por outro lado, também não me parece que os dirigentes regionais e os técnicos tenham autonomia para decidir acerca da calendarização das intervenções, ou seja, esta sequência de comunicações, só pode ter acontecido em função de instruções políticas, nomeadamente, da tutela em concubinato com o Eng. Macário Correia.
Objetivo: as eleições autárquicas do próximo ano. Vejamos porquê. Quando a Barrinha (Barra de São Luís) e canal adjacente, foram abertos, nos anos 90 do passado século, assistimos a um espetáculo ímpar no que concerne ao desenvolvimento dos bivalves da Ria, não só em termos dos tamanhos das espécies, mas também da sua reconhecida qualidade.
Como uma dádiva da natureza, a corrente de águas oceânicas da Barrinha, “despejava vida” na Ria, revitalizada e alimentada por novos nutrientes. Hoje, a Barrinha está assoreada, a água não corre ou corre pouco e vai matando, lentamente, a Ria Formosa.
O ganha-pão de quem vive da maré está, mais do que nunca, profundamente ameaçado. Há muitas famílias a passar por graves dificuldades, até mesmo para satisfazer necessidades básicas como a alimentação diária, o pagamento da água, gás e eletricidade.
Conhecedor dos canais e barras da Ria, na zona de Faro, lamento se esta posição me excomunga da modernidade ambiental, mas para que servem todas estas propostas se, diariamente, a Ria definha?
Dragar a Barrinha e o canal da Ilha de Faro, não está previsto nos desadequados planos do Polis da Ria Formosa, mas deveria ser a prioridade das prioridades e não ficava mal a ninguém aprender com a trapalhada da Barra da Fuzeta, modificando o programa de dragagens, pois citando Einstein “insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar obter resultados diferentes”.
Assim sendo, deixem-se de propaganda rançosa e salvem a Ria Formosa, pois a sombra da sua morte já esteve mais distante. Ordenem a rápida dragagem da Barra de São Luís, porque ainda vamos a tempo de salvar uma das joias da coroa do Sotavento do Algarve.
Em Faro, parte dos dinheiros do Programa Polis, foram gastos em estudos e na aquisição de um terreno no Montenegro, para realojar os profissionais do mar, que resistem a abandonar a sua atual habitação na Ilha de Faro. Por esta altura, quem se interessar percebe que dragar é revigorar e irão ficar todos muito “mal na fotografia” se faltarem meios para as dragagens consideradas imprescindíveis.
observatório do Algarve





Ó Álvaro ... e as contas, pá?! (Lusoponte e erros de contas)

E eu convencida de que os académicoides sabiam fazer contas! Afinal existem académicoides estarolas que se vêem às aranhas com as contas públicas! Dedicou o Álvaro tantos anos da sua extraordinária vida a estudar (PhD, Economics, Simon Fraser University (Canada), 2003, MSc Economics, University of Exeter (UK), 1996, University of Coimbra (Portugal)) e agora consta que cometeu um daqueles erros de palmatória dignos de qualquer um de nós (pobres ignorantes que nem ler nem escrever sabemos, e que só aspiramos a saber soletrar!). Parece que o Estado - que o Álvaro representa a coberto de um mandato passado em momento de insanidade temporária pelos tais pobres ignorantes que somos nós - a propósito da tal benesse que atribuía à Lusoponte uma compensação quando não se pagava portagem na ponte 25 de Abril durante o mês de Agosto e que nós, os pobres ignorantes a quem nos falta , julgávamos terminada - acabou com essa benesse aos banhistas da Costa da Caparica, mas manteve a compensação dada à Lusoponte. Ora, o Álvaro - sempre tão zeloso pelos dinheiros públicos e tão obcecado em arranjar dinheiro como pode - e como não pode - suprimindo os direitos adquiridos dos tais pobres ignorantes que até nem percebem nada de contas públicas e que as confiaram ao seu douto saber académicoide - , concedeu "direitos adquiridos" em dobro à prestimosa empresa! O Miguel Abrantes, do Câmara Corporativa, contraargumenta «Já que o Álvaro é inexistente (logo, inimputável), o secretário de Estado não é responsabilizado por esta situação? E quanto a Joaquim Ferreira do Amaral, presidente do conselho de administração da Lusoponte e ministro durante 20 anos (sobretudo de Cavaco Silva), ninguém lhe pergunta, ao menos, por que recebeu 4,4 milhões de euros e ficou caladinho?» Provavelmente tudo reverteu para acções de responsabilidade social da dita empresa. Nós, os pobres ignorantes, é que somos mesmo má-lingua! E, segundo apontam os indícios existentes e os factos consabidos, continuamos homens de boa-vontade! Quanto mais não seja, a vontade (boa) de mandar o Álvaro de volta "para o seu aconchego"!

Sol baixinho... (só pra seguir uma teima)


(Ilha de Santa Maria - Açores - fotografada por Ana Loura)

Tive a sorte de ter contacto com a grande música tradicional portuguesa, ainda muito jovem. Um “serviço” que nunca poderá ser verdadeiramente “pago” ao Adriano, ao Zeca e a todos aqueles que se deram à tarefa revolucionária de não nos deixar perder o fio à meada da História, do contacto entre a sua música e aquela que fazia o povo.
Muitas vezes há quem pergunte de onde poderá ter saído o carácter por vezes tão profundo de alguma da nossa música tradicional. Como em tudo o que tem que ver com as gentes, devemos procurar as respostas na terra. Procurar entre essas mesmas gentes, nas suas fadigas, alegrias, crenças, medos, amores. Devemos procurar ao nível da terra... e mais abaixo: entre as raízes.
Se há lugar no país em que essas raízes são uma mistura de persistência de séculos com encantamento diário... é nos Açores.
Tudo isto... por não saber muito bem o que dizer deste (viciante) “Sol baixinho”, recolhido por Artur Santos em 1858, em Santa Maria. O tema foi, então, acompanhado a preceito pelas “violas de arame” de Augusto Cabral e João Soares... e cantado de forma totalmente inexplicável por Virgínia de Andrade Cabral.
Bom domingo!
“Sol baixinho” – Virgínia de Andrade Cabral
(Popular - Ilha de Santa Maria - Açores)



SCUT e Álvaro Santos Pereira... o descarado


Uma queixa apresentada por Aveiro a Bruxelas, contra a cobrança de portagens nas antigas SCUT, originou uma tomada de posição por parte das instâncias europeias. Rapidamente foram divulgadas duas interpretações da tomada de posição de Bruxelas:
1ª (A dos queixosos) – Bruxelas considera as portagens ilegais e pode até processar o Estado português.
2ª (A do ministro) – O inenarrável Álvaro Santos Pereira diz, insolente, que a proibição é apenas para os descontos que o governo concede a alguns residentes...
Primeira reflexão: Isto lembra por demais as técnicas de contagens de participantes em manifestações ou greves.
Segunda reflexão: Alguém, um dia destes, vai mesmo ter que perder a paciência a sério com este ministro e este governo... a ver se isto toma tino!



Proposta De Petição Pela Suspensão Imediata Da Exploração Petrolífera Na Costa Algarvia

Pode ler em baixo a proposta de redacção da petição e contribuir com sugestões (   http://macloule.blogspot.com/:)Petição pela suspensão imediata da exploração de Petróleo e Gás Natural na costa AlgarviaPara: Assembleia da República

Os subscritores abaixo-assinados vêm por este meio exigir a suspensão imediata da exploração de Petróleo e de Gás Natural na costa marítima do Algarve considerando que os riscos ambientais, económicos e sociais para a região não permitem a admissibilidade de um negócio privado potencialmente danoso do interesse público e que pode destruir por completo a vida de toda a população residente.

Consideram também que a actividade de exploração do petróleo e do gás natural põe em risco a principal actividade económica da região, o turismo, actividade esta que funciona, ainda, como principal alavanca do resto dos sectores da vida económica do Algarve. Petróleo e turismo não combinam. A não ser que se queira promover como actividade económica central da região, o Turismo Petrolífero.

Os subscritores da petição consideram ainda que mais uma vez uma questão estrutural que pode comprometer a sustentabilidade económica, ambiental e social de toda a região foi decidida à revelia e nas costas das populações, sem o imprescindível debate público alargado que permitisse uma tomada de decisão apoiada em informação e conhecimento solidificado e apoiada numa racionalidade não só científica mas socialmente participada e democrática.

Os susbscritores da petição entendem assim que o governo deve suspender imediatamente o negócio da exploração do Petróleo e do Gás Natural no Algarve uma vez que a experiência histórica mundial dos acidentes em plataformas de exploração deste tipo de recursos não permite a confiança total de que graves acidentes ambientais não possam ocorrer na região.

De igual modo, no exercício de direitos legalmente consagrados, solicitam à Assembleia da República que decida discutir esta matéria, propondo ao Governo que corrija a orientação que assumiu neste domínio.

Os signatários João Martins

http://macloule.blogspot.com/

domingo, março 04, 2012

Semanada

Este governo pode vir a ficar conhecido pelo governo das dez pastas e de um saco, dez ministros com pastas e um ministro que é um saco. O Álvaro é um ministro sem pastas, deixou de as ter e para além de ser o saco de boxe da comunicação social, da oposição e dos próprios colegas vai ter de responder a quem lhe perguntar quais são as suas pastas que não as tem, a única coisa que tem são sacos do Pingo Doce, do Continente, do Lidl, etc. Passos Coelho criou dois super-ministérios e à falta de super-ministros entregou-os a super-idiotas, o resultado está à vistas, com a Cristas ninguém se mete, é protegida pelo Portas e pela Nossa Senhora de Fátima, mas com o Álvaro a coisa começa a ter ares de buyling governamental, ministro que não tem nada para fazer dá uma galheta ao Álvaro ou rouba-lhe uma competia.

Mas parece que o nosso Batanete da Rua da Horta Seca parece estar a dar luta e se lhe tiram as suas pastas ele também pode disputar as pastas dos seus colegas. É o que fez com a pasta da caridade nacional atribuída ao Lambretas. Se o Lambretas anda por aí a dar gorjas aos pobres o Álvaro não ficou atrás e foi dar uma gorja à Lusoponte do Ferreira do Amaral, qualquer coisinha como 4,4 milhões de euros.

A única pasta que ninguém parece querer tirar ao Álvaro é a do emprego, que nos tempos que correm é mais propriamente do desemprego. O Álvaro, o tal economista competentíssimo previu um desemprego de três, vírgula e tal, esta semana anunciou que até ao final do ano chegaria aos 4,5%, dois dias depois o Eurostat informou que em Janeiro essa taxa já tinha atingido os 4,8%. Como era de esperar o Gaspar desapareceu e coube ao Álvaro dizer as suas banalidades sobre tal taxa de desemprego. Pobre Álvaro, não tem pastas nem sacos, é ele próprio um saco, não há saco para o aguentar e ainda por cima é mesmo um saco de boxe.

Eleições na Rússia:Candidato comunista, Ziuganov exalta Stalin e ideais soviéticos


France Press


O candidato comunista à eleição presidencial deste domingo, Guennadi Ziuganov --um ex-apparatchik [membro do aparato comunista] soviético que exalta Stalin, mas que reza diante de um líder ortodoxo-- é o chefe de um partido de oposição que nunca incomodou verdadeiramente o poder de Vladimir Putin.
Aos 67 anos, alto e de voz grave, com um discurso repleto de 'lugares comuns' soviéticos, ele realizou a sua quarta campanha presidencial.
Em 1996, perdeu pela primeira vez para Boris Ieltsin, já debilitado, e desde então arrasta uma imagem de "eterno segundo", o que não o impede de voltar a se candidatar à Presidência e dirigir o Partido Comunista da Rússia, que preside desde sua fundação, em 1990.
Ele afirma, no entanto, que desta vez tem boas chances de ganhar de Putin, que foi alvo, nos três últimos meses, de contestação sem precedentes desde que chegou ao poder, em 2000.
O PC melhorou seus resultados nas legislativas de dezembro graças aos votos de protesto contra o partido de Putin, Rússia Unida.
Como a oposição liberal, Ziuganov denunciou as fraudes eleitorais nas legislativas de dezembro.
Mas, assim como os partidários de Putin, o líder comunista ataca nas manifestações da oposição o risco da "peste laranja", em referência à "revolução laranja", um levante pacífico contra as fraudes eleitorais que em 2004 levou ao poder os pró-ocidentais na Ucrânia.
O chefe do PC critica os ministros "incompetentes", mas nunca diretamente Vladimir Putin.
"Ziuganov é um opositor em um sistema em que toda a oposição deve ser autorizada pelo poder. Ao mesmo tempo, para manter seus apoios, não deve se comportar como se fizesse parte do regime", explicou o cientista político Yuri Korguniuk, da fundação Indem.
Seu apego aos ideais da URSS --um Estado decididamente antirreligioso-- não impediu este ex-professor de matemática e responsável pela ideologia do partido no período soviético de se inclinar diante de uma relíquia ortodoxa para "levar bem, com fé, a campanha eleitoral".
Em um folheto distribuído no âmbito de sua campanha, Ziuganov dedica vários capítulos a Lênin, "um gênio patriota cujas ideias são atuais na Rússia de hoje diante da ameaça da globalização à americana".
"Mais da metade dos russos considera Stalin uma grande personalidade. É vantajoso para Ziuganov (glorificá-lo), para não perder seu eleitorado", ressaltou o cientista político Vladimir Pribylovski, do centro de estudos políticos Panorama.
Mas para Yuri Korguniuk, da fundação Indem, "ao explorar a imagem de Stalin, o PC se meteu em uma armadilha", o que o impede de se converter em um partido social-democrata moderno.
"Esta questão será, sem dúvida, solucionada depois que Ziuganov sair", destacou Nikolai Petrov, do centro Carnegie de Moscou.
Segundo o analista, Ziuganov, dirigente inconteste do PC russo, é "um problema para o partido" que "tem uma rede muito desenvolvida, com fortes células regionais e que conta em suas filas com muitas figuras proeminentes, jovens, cientistas...".
"O partido é apoiado pelos que estão descontentes com a queda da ciência, da indústria ou do sistema de saúde pública, ou pelos jovens, que reagem diante da injustiça social, da corrupção e do cinismo do poder", concluiu o analista.
Em seu programa eleitoral, Ziuganov promete restabelecer a educação e a saúde gratuitas, fazer a indústria renascer e nacionalizar os recursos e os setores econômicos chaves

http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=405483
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