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quinta-feira, 1 de março de 2012



Arca de Noé >O Dilúvio desmascarado



diluvio1.jpgUma das histórias mais absurdas do Velho Testamento com certeza é a que relata o dilúvio e a Arca de Noé. Um besteirol sem limites, digno das mais profundas fantasias de uma psique desvairada da natureza humana. E o mais incrível é saber que existe gente tão ignorante que afirma porA + B que aquele monte de bobagens ocorreu tal como descrito no Gênesis.
Aqui analisaremos os absurdos científicos, geográficos e históricos. Calce seu pé de pato e venha conosco, pois tudo começa em Gênesis cap. 6
1. Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas,
2. os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas, e escolheram esposas entre elas.
3. O Senhor então disse: “Meu espírito não permanecerá para sempre no homem, porque todo ele é carne, e a duração de sua vida será de cento e vinte anos.”
4. Naquele tempo viviam gigantes na terra, como também daí por diante, quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens e elas geravam filhos. Estes são os heróis, tão afamados nos tempos antigos.
5. O Senhor viu que a maldade dos homens era grande na terra, e que todos os pensamentos de seu coração estavam continuamente voltados para o mal.
6. O Senhor arrependeu-se de ter criado o homem na terra, e teve o coração ferido de íntima dor.
7. E disse: “Exterminarei da superfície da terra o homem que criei, e com ele os animais, os répteis e as aves dos céus, porque eu me arrependo de os haver criado.
Primeiramente, não eram todos filhos de Deus? Ou apareceu mais pessoas do nada? Estranho isso, posto que Deus (supostamente) criara tudo e todos. E estes “Filhos de Deus” apaixonam-se pelas filhas dos homens. Curioso. Então, deve-se admitir que são semi-deuses, certo? Isso é evidenciado no versículo 4, quando se diz que viviam gigantessobre a terra. Mas, a religião judaica não é monoteísta? :shock:
No versículo 6, acontece algo desconcertante: Deus se arrepende!! Muito curioso mesmo, já que em Números 23:19 diz: Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?.
A melhor enganação argumentação para isso, seria que Deus depois de ter se arrependido por ter criado os homens, seria imune ao arrependimento. Só que isso não se sustenta, tomando por base a atemporalidade de Deus. Isto é, Deus estaria (supostamente) fora das barreiras do tempo-espaço. E olhe que eu nem questionei o porque do arrependimento, já que Deus deveria saber de antemão o que ia acontecer por ele ser onisciente… ;-)
Observando o versículo 7, ficamos numa outra dúvida: Se foi o homem a causa do arrependimento de deus, por que aniquilar os animais também? Deus não poderia ter exterminado só o Homem? Afinal, Javé é onipotente, não?
Muito bem, agora vamos examinar como a gloriosa Arca foi feita, descrita Gênesis, cap. 6
14. Faze para ti uma arca de madeira resinosa: dividi-la-ás em compartimentos e a untarás de betume por dentro e por fora.
15. E eis como a farás: seu comprimento será de trezentos côvados, sua largura de cinqüenta côvados, e sua altura de trinta.
16. Farás no cimo da arca uma abertura com a dimensão dum côvado. Porás a porta da arca a um lado, e construirás três andares de compartimentos.
17. Eis que vou fazer cair o dilúvio sobre a terra, uma inundação que exterminará todo ser que tenha sopro de vida debaixo do céu. Tudo que está sobre a terra morrerá.
18. Mas farei aliança contigo: entrarás na arca com teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos.
19. De tudo o que vive, de cada espécie de animais, farás entrar na arca dois, macho e fêmea, para que vivam contigo.
20. De cada espécie de aves, e de cada espécie de quadrúpedes, e de cada espécie de animais que se arrastam sobre a terra, entrará um casal contigo, para que lhes possas conservar a vida.
Caso você não saiba, o côvado é uma antiga medida de distância; equivalente a mais ou menos dezoito polegadas (45,72 centímetros). Assim, temos uma arca com as seguintes medidas:
Comprimento: 300 x 45,72 = 137,16 metros
Largura: 50 x 45,72 = 22,86 metros
Altura: 30 x 45,72 = 13,76 metros
Gostaram? Mas o melhor é saber que só havia duas saídas. Uma porta lateral (citada no vers. 16) e uma janelinha (!) no topo com um côvado de dimensão, ou seja, 45,72cm. Uma arca meio abafada, não acham?
Para efeito de comparação, aqui estão as dimensões do Contratorpedeiro Pará:
Deslocamento (toneladas): 3.320-padrão / 3.585-plena carga
Dimensões (metros): 126,3 x 13,5 x 7,3 (sonar) / 4,4 (quilha)
Velocidade (nós): 27,5
Se considerarmos que a Arca tinha um formato estilo “caixa de sapato”, fácil é calcular o volume que ela ocupa para qualquer aluno do Ensino Fundamental. Basta multiplicar as dimensões. 137,16 x 22,86 x 13,76 = cerca de 43.144,17 m³. Parece muito? Mas, não é. Leve em conta que todos as espécies de animais estavam lá. Deveria haver um lugar para a comida, não só dos animais, mas para a família de Noé também, afinal se eles matassem um carneiro, estariam descumprindo as ordens de Deus. Outro detalhe importante é que haviam animais carnívoros. Como impedir que os leões atacassem as zebras? Como impedir que as raposas comessem os coelhos? E os gaviões, águias, abutres (estes últimos só se alimentam de carniça) etc? Para os herbívoros seria mais fácil? Fazem idéia do quanto os elefantes comem por dia?
Vamos examinar agora o critério para encher a Arca coma bicharada. Está muito bem descrito em Gênesis cap. 7
1. O Senhor disse a Noé: “Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque te reconheci justo diante dos meus olhos, entre os de tua geração.
2. De todos os animais puros tomarás sete casais, machos e fêmeas, e de todos animais impuros tomarás um casal, macho e fêmea;
3. das aves do céu igualmente sete casais, machos e fêmeas, para que se conserve viva a raça sobre a face de toda a terra.
4. dentro de sete dias farei chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da superfície da terra todos os seres que eu fiz.”
5. Noé fez tudo o que o Senhor lhe tinha ordenado.
6. Noé tinha seiscentos anos quando veio o dilúvio sobre a terra.
7. Para escapar à inundação, entrou na arca com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos.
8. Dos animais puros e impuros, das aves e de tudo que se arrasta sobre a terra,
9. entraram na arca de Noé, um casal macho e fêmea, como o Senhor tinha ordenado a Noé.
O versículo 9 contradiz o versículo 2. Afinal, no vers. 2, Deus estipula sete casais de animais puros. Mas, o vers. 9 diz somente um casal. Conseguem imaginar tanto bicho assim junto? E numa caixa de sapato com apenas uma janelinha de menos de 46 cm no teto. Javé não pensou muito no conforto de seus passageiros. Parece a administração dos trens urbanos.
Agora, vamos nos ater ao período e eventos durante a chuvarada, descritos ainda nocap.7.
17. O dilúvio caiu sobre a terra durante quarenta dias. As águas incharam e levantaram a arca, que foi elevada acima da terra.
18. As águas inundaram tudo com violência, e cobriram toda a terra, e a arca flutuava na superfície das águas.
19. As águas engrossaram prodigiosamente sobre a terra, e cobriram todos os altos montes que existem debaixo dos céus;
20. e elevaram-se quinze côvados acima dos montes que cobriam.
21. Todas as criaturas que se moviam na terra foram exterminadas: aves, animais domésticos, feras selvagens e tudo o que se arrasta na terra, e todos os homens.
22. Tudo o que respira e tem um sopro de vida sobre a terra pereceu.
23. Assim foram exterminados todos os seres que se encontravam sobre a face da terra, desde os homens até os quadrúpedes, tanto os répteis como as aves dos céus, tudo foi exterminado da terra. Só Noé ficou e o que se encontrava com ele na arca.
24. As águas cobriram a terra pelo espaço de cento e cinqüenta dias.
Bom, vamos analisar melhor alguns pontos do que foi dito.
Primeiramente, vamos imaginar a seguinte cena: Noé, família e bicharada numa arca feita de madeira, impermeabilizada com betume (de onde ele tirou tanto betume?). Bom, as emanações dos gases hidrocarbonetos (que são inflamáveis) deveriam ter empesteado o ambiente (lembrem-se que só havia uma janelinha). Imagino que para alimentar os animais, deveriam usar lamparinas (não tinha como entrar luz, pois o aguaceiro não parava e, como dito antes, só havia uma janelinha.
Portanto, uma dessas duas coisas deveriam ter acontecido:
1) Todo mundo teria se asfixiado.
2) A Arca explodiria por causa da inflamação dos vapores combustíveis com uma mísera vela.
Agora, vamos imaginar uma cena pós chuvarada: Tudo alagado, nada vivo sobre a superfície da Terra. Corpos de animais e pessoas boiando (inclusive mulheres, velhos e crianças). A ação das bactérias e fungos iria causar o apodrecimento e o mau cheiro tomaria conta do mundo todo. Enquanto isso, Noé e família pouco se importavam, pois eles eram os únicos justos e Javé estava feliz com eles. Imagino o quão ruins eram aquelas criancinhas de colo…
Mas, e os fatores climáticos? De onde veio aquele aguaceiro? Bom, primeiro, vamos aprender sobre nuvens.
As nuvens são classificadas com base em dois critérios: aparência e altitude.
Com base na aparência, distinguem-se três tipos: cirrus, cumulus e stratus. Cirrus são nuvens fibrosas, altas, brancas e finas. Stratus são camadas que cobrem grande parte ou todo o céu. Cumulus são massas individuais globulares de nuvens, com aparência de domos salientes. Qualquer nuvem reflete uma destas formas básicas ou é combinação delas.
Com base na altitude, as nuvens mais comum na troposfera são agrupadas em quatro famílias: Nuvens altas, médias, baixas e nuvens com desenvolvimento vertical. As nuvens das três primeiras famílias são produzidas por levantamento brando sobre áreas extensas. Estas nuvens se espalham lateralmente e são chamadas estratiformes. Nuvens com desenvolvimento vertical geralmente cobrem pequenas áreas e são associadas com levantamento bem mais vigoroso. São chamadas nuvens cumuliformes. Nuvens altas normalmente tem bases acima de 6000 m; nuvens médias geralmente tem base entre 2000 a 6000 m ; nuvens baixas tem base até 2000 m. Estes números não são fixos. Há variações sazonais e latitudinais. Em altas latitudes ou durante o inverno em latitudes médias as nuvens altas são geralmente encontradas em altitudes menores.
Devido às baixas temperaturas e pequenas quantidades de vapor d’água em altas altitudes, todas as nuvens altas são finas e formadas de cristais de gelo. Como há mais vapor d’água disponível em altitudes mais baixas, as nuvens médias e baixas são mais densas.
TIPOS BÁSICOS DE NUVENS
FAMÍLIA DE NUVENS E ALTURATIPO DE NUVEMCARACTERÍSTICAS
Nuvens altas
(acima de
6000 m)
Cirrus (Ci)Nuvens finas, delicadas, fibrosas, formadas de cristais de gelo.
Cirrocumulus (Cc)Nuvens finas, brancas, de cristais de gelo, na forma de ondas ou massas globulares em linhas. É a menos comum das nuvens altas.
Cirrostratus (Cs)Camada fina de nuvens brancas de cristais de gelo que podem dar ao céu um aspecto leitoso. As vezes produz halos em torno do sol ou da Lua.
Nuvens médias
(2000 – 6000 m)
Altocumulus
(Ac)
Nuvens brancas a cinzas constituídas de glóbulos separados ou ondas.
Altostratus (As)Camada uniforme branca ou cinza, que pode produzir precipitação muito leve.
Nuvens baixas
(abaixo de
2000 m)
Stratocumulus (Sc)Nuvens cinzas em rolos ou formas globulares, que formam uma camada.
Stratus (St)Camada baixa, uniforme, cinza, parecida com nevoeiro, mas não baseada sobre o solo. Pode produzir chuvisco.
Nimbostratus (Ns)Camada amorfa de nuvens cinza escuro. Uma das mais associadas à precipitação.
Nuvens com desenvolvimento verticalCumulus (Cu)Nuvens densas, com contornos salientes, ondulados e bases freqüentemente planas, com extensão vertical pequena ou moderada. Podem ocorrer isoladamente ou dispostas próximas umas das outras.
Cumulonimbus
(Cb)
Nuvens altas, algumas vezes espalhadas no topo de modo a formar uma “bigorna”. Associadas com chuvas fortes, raios, granizo e tornados.
Observação: Nimbostratus e Cumulonimbus são as nuvens responsáveis pela maior parte da precipitação.
Bom, segundo Gênesis 7:20, o nível das águas chegou a quase 7 metros (15 côvados x 45,72cm) dos picos mais altos. Considerando que o Everest tem cerca de 8.844 metros, as águas chegaram a 8.851 metros. É muita água! E mais um detalhe: As chuvas viriam de um lugar ACIMA das nuvens. Curioso hein? Ou seja, as nuvens estariam chovendo debaixo d’água. Claro que sempre há aqueles que defendem a idéia das fontes do paraíso. Uma idéia absurda. Mesmo porque, não há vapor d’água a determinada altura. E mesmo que houvesse, o frio transformaria a água em granizo. Então, as pessoas e animais não morreriam afogadas, mas de traumatismo craniano dado o tamanho das pedras de gelo. :-D
E ainda há alguns crédulos que alegam uma analogia estúpida de uma torneira imersa num balde. Muito conveniente… Ainda mais pelo fato desses indivíduos esquecerem que a água NÃO BROTA da torneira. Ela vem de um reservatório que fica em lugar alto. Mais alto que o referido balde. Assim, defender esta besteirona é, ou estupidez cavalar ou mau-caratismo intelectual. Você escolhe. :-P
Para cada 10 metros que um mergulhador desce no mar, a pressão (em atmosferas) sofre um acréscimo de uma unidade. Se ele descer a 20m, estará sob uma pressão de 3 atm (1 atm da pressão ao nível do mar, mais 2 atm porque ele desceu 20m). Com 8.851m, a pressão no que seria originalmente o nível do mar sofreria um acréscimo de mais de 880 atm !!! :shock:
Sob essa pressão, nada existiria sobre a Terra. Nenhuma pintura rupestre, fóssil ou mesmo as Pirâmides do Egito!! Mas, elas estão lá. E , mais engraçado, não há nenhum relatos dos povos sobre tal acontecimento.
Não tem? Tem sim! ;-)
Chama-se Epopéia do Gilgamesh. Foi dele que o Gênesis foi grandemente copiado. Afinal, o Gilgamesh é o escrito mais antigo que se tem notícia. Para baixar o texto do Gilgamesh, clique AQUI.
Bom, o resto do relato do Gênesis descreve as peripécias de Noé e Cia Ltda.
O dilúvio não passa de CBD (Conversa pra Boi Dormir). Uma cópia descarada de escritos mais antigos, travestido aos interesses dos judeus em explicar como Deus gosta de matar tudo e todos quando não seguem exatamente o que ele manda. E pior: Ainda insistem no chamado “livre-arbítrio”.
Para terminar, só nos resta algumas perguntas.
1. No meio daquelas pessoas todas, APENAS Noé e família prestavam?
2. Bebês, velhos, pessoas doentes e deficientes físicos mereciam o aniquilamento?
3. Mesma pergunta para animais e plantas.
4. De onde veio aquele aguaceiro? e Para onde ele foi? (favor responder sem violar as Leis da Termodinâmica)
5. Como o planeta resistiu a enormes pressões e forças?
6. Por que ninguém mais viu o ocorrido?
7. Se é apenas um conto alegórico, como é que há gente que atesta que é tudo verdade? Baseado em que, elas falam isso?
8. Será que Noé não demonstrou compaixão por aqueles que foram mortos? Ele era de boa índole, não era?
9. Se Deus é tão poderoso, por que não fez as pessoas más ficarem boas? Onde está o perdão e a misericórdia divina?
10. Se Deus é onisciente, por que ele permitiu que a maldade se alastrasse? Por que ele não impediu antes?
Perguntas, perguntas e mais perguntas… Todas elas sem resposta.
Afinal, não se justifica o injustificável, nem se explica o inexplicável…
Enquanto isso, Noé e família descarregam tudo. Mantimentos, roupas e animais. E eles fazem isso cercados pelos cadáveres de pessoas, animais e plantas que foram mortos pelo dilúvio enviado pelo misericordioso Deus…
www.blogdocarlosmaia.blogspot.com  


O Grande Embuste


LÊEM-SE as transcrições das escutas das conversas telefónicas trocadas entre o suposto engenheiro José Sócrates (à época primeiro-ministro) e Luís Arouca (à época reitor da Universidade Independente, fábrica de licenciaturas a martelo), publicadas pelo jornal CORREIO DA MANHÃ (CM), e chega-se a uma rápida conclusão: que grandes vigaristas!

Inexplicávelmente, para além dos materiais que o CM tem divulgado sobre a tentativa de encobrimento da batota, e do trabalho de investigação levado a cabo por António Balbino Caldeira, autor do blog DO PORTUGAL PROFUNDO, mais ninguém fala nem acrescenta nada de nada. Vai descendo uma cortina de silêncio sobre este assunto.




Espanha

Aldeia espanhola quer plantar "cannabis" para sair da crise

Rasquera, uma localidade de Tarragona, quer arrendar um terreno para plantar "cannabis" e fazer dinheiro. Proposta foi aprovada esta quarta-feira
Texto de Ana Chaves • 29/02/2012 - 20:30




A "cannabis", afinal, não serve apenas para fins lúdicos ou para tratar algumas maleitas. 
Em Tarragona, cidade da Catalunha, a localidade agrícola de Rasquera, com cerca de 900 habitantes, parece ter visto no cultivo de marijuana a forma de pagar uma dívida do município que ascende a 1,3 milhões de euros. A proposta foi aprovada pela autarquia esta quarta-feira, dia 29 de Fevereiro.

Estima-se que a iniciativa vai gerar cerca de 50 postos de trabalho naquele “pueblo”, directa ou indirectamente, sendo que a entidade que propôs a ideia, a "Asociación Barcelonesa Cannábica de Autoconsumo” (ABCDA), se compromete a pagar 36 mil euros pela assinatura de um convénio com a autarquia de Tarragona, bem como a pagar 550 mil euros anuais ao município pelo arrendamento do terreno. Parte-se ainda do princípio que a plantação da erva possa atrair mais jovens a Rasquera.

Na verdade, assegura Bernat Pellisa, o alcaide de Rasquera, se a proposta for aceite vai servir como um “medidor da hipocrisia da sociedade”. E não se coibindo de deixar clara a sua posição, acrescenta: “Ao se legalizar o consumo racional de "cannabis", as máfias deixariam de lucrar e podiam ser investigados os benefícios terapêuticos da substância, o que se poderia reverter até mesmo na Segurança Social”.

"Cannabis" versus Lei
Bernat Pellisa está há oito meses a negociar com a ABCDA, uma associação com fins lúdico-medicinais constituída por 5000 membros, mas afirma que as pessoas olham com receio, ao contrário do que acontece com as várias associações de "cannabis" que vêem isto com “bons olhos”, garante.

O que as pessoas têm que perceber é que esta será, em primeiro lugar, uma empresa pública que investigará a substância e depois, então, será determinada a quantidade de marijuana que ficará para cada um dos sócios. Mas só depois, atenção.

E, dissipando a dívida, o dinheiro que entrará nos cofres do município servirá, entre outras coisas, para voltarem a ter o serviço de reciclagem, coisa que foi banida por falta de verbas.

O departamento do Interior da Catalunha não se pronuncia até que lhes chegue o pedido formal,adianta o El País. No entanto, este plano anti-crise choca com o artigo 368 do Código Penal, que proíbe a plantação, consumo ou tráfico de drogas.



Votação é amanhã, sexta-feira

Reforma Administrativa tem o apoio da maioria, e oposição acusa Governo de a impor à força

01.03.2012 - 18:43 Por Lusa

 O Governo contou hoje com o apoio do PSD e do CDS-PP à reforma administrativa que vai reduzir o número de freguesias, num debate parlamentar em que foi acusado pelos restantes partidos de querer impor o processo à força.

A proposta de lei para a realização da reforma administrativa vai ser votada na sexta-feira, mas conta com a aprovação da maioria parlamentar que apoia o Governo.

No debate, o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, acusou o PS de ter assinado o memorando da troika que exige a redução de autarquias e de agora estar a fugir às suas responsabilidades.

Por seu lado, o PS defendeu que a reforma autárquica deveria ter começado antes pela revisão da lei eleitoral autárquica. O socialista Mota Andrade considerou que o Governo "recuou" e que "demorou seis meses a compreender que os critérios [do Documento Verde da Reforma da Administração Local] não eram exequíveis".

Já o PCP coloca PS, PSD e CDS-PP ‘no mesmo saco’, por todos terem dado o seu aval ao memorando de entendimento com a ‘troika’ e validado, desta forma, "este ataque ao poder local democrático". O deputado comunista António Filipe considerou que, "na realidade, o Governo está a propor a eliminação de quase 1500 freguesias". E acrescentou: "Quanto ao resto, é método."

Bloco de Esquerda, PCP e Os Verdes acusaram o Governo de estar a impor esta reforma "a bem ou a mal", sem ter verdadeiramente em conta as vontades das populações. "Os 15% de majoração são acenados como uma cenoura. A gratificação é para o passo voluntário. Senão, já não recebem. Querem impor a reforma", disse Luís Fazenda, do BE.

Já José Luís Ferreira, d'Os Verdes, lembrou que o ministro Miguel Relvas tem a tarefa difícil de "defender aquilo que para os portugueses não é defensável" e salientou que dizer que se ouviram as populações neste processo "não chega". "Nas decisões é preciso ter em conta o que é dito. O Governo está a portar-se como o dono da bola num jogo de miúdos. Enquanto o jogo corre bem, o Governo joga. Se não é como o Governo quer, mete a bola debaixo do braço e acaba o jogo", exemplificou.

Na defesa da lei, Miguel Relvas assegurou que "não há objectivamente extinção de freguesias" neste processo. "Há a agregação de freguesias. O nosso objectivo não é atacar o poder local, pelo contrário", salientou. O ministro realçou que os ajustamentos que o Governo fez na lei depois do Documento Verde resultaram de sugestões que recebeu depois de ouvir as populações.

Miguel Relvas negou ainda que as populações não sejam ouvidas neste processo, salientando o papel das assembleias municipais na decisão de fundir juntas de freguesia. "O deputado Mota Andrade [PS] diz que recuámos, Os Verdes que somos os donos da bola. Como sabem, a verdade está sempre no meio", realçou.




Greve estudantil massiva nos Países Cataláns


Kaos en la Red - [Tradução do Diário Liberdade] A jornada de greve nos campus universitários convocada pela Plataforma Unitària en Defensa de la Universitat Pública (PUDUP) teve um acompanhamento em massa nas aulas e um poder de convocação enorme nas ruas.

A manifestação central da jornada no centro de Barcelona reuniu mais de 50.000 pessoas e em de Valência mais de 20.000. As marchas de Tarragona, Lleida e Girona também reuniram milhares de pessoas. A noite foi longa em muitos recintos universitários, onde se fizeram encerramentos e dezenas de alunas têm passado a noite nas faculdades de Biologia, Química, Física, Económicas, Direito e Farmácia da UB, Industriais da UPC, Escola do Trabalho, campus Raval da UB, edifício histórico da UB, campus Ciutadella da UPF ou a escola Massana, entre outras. Também deve-se destacar que muitos institutos de secundária fizeram greve e se encerraram nos centros. Bem cedo já se produziram as primeiras ações que faziam prever que a jornada seria intensa. Antes das oito da manhã um numeroso grupo cortou o trânsito rodoviário na AP-7 e a B-30, mesmo no campus de Bellaterra. Também bloquearam a estação de Ferrocarrils da Generalitat (FGC) da UAB, fato que comportou que a direcção de FGC decidisse suspender a chegada de comboios a este ponto. Os veículos que entravam a Barcelona pela Grande Via àquela mesma hora encontraram-se uma barricada de pneumáticos a arder.

As colunas desde os campus

A partir das 9h da manhã começou uma intensa atividade de piquetes que foram por todos os campus universitários. A tónica geral era com maior ou menor intensidade a mesma: um acompanhamento em massa e baixíssima presença de docentes e alunado nas aulas. O Campus Diagonal da UB apresentava um aspecto infrequente na prática totalidade das faculdades, com a exceção dos laboratórios de práticas de Química e três salas da faculdade de Economia. Os cartazes e pintadas eram presentes nas paredes, fachadas e corredores da maioria de instalações universitárias. Para as 10h da manhã iniciaram-se os atos. Um milhar de pessoas convocadas no Palácio Real despregaram um enorme cartaz contra a privatização do ensino universitário, e marcharam lentamente em direcção ao centro da cidade, provocando um colapso rodoviário considerável. O ferrocarril de superfície suspendeu-se e todos os ónibus foram desviados. A sede central da Caixa, localizada na praça Maria Cristina, ficou cheia de impactos de balões de pintura ao grito de ‘banqueiros mafiosos e ladrões’. Também numerosas pintadas no centro comercial Illa Diagonal. Na medida que oato avançava ia-se convertendo numa manifestação, já que recolhia estudantado dos diferentes centros de ensino superior (UPC) e secundário no seu percurso pela rua Balmes abaixo. Esta marcha já somava 3.000 pessoas quando se incorporou à Grande Via.

Ocupação da Estação de Rádio Ser

Outro ato com origem no campus Raval da UB dirigiu-se até o hall da estação de metro da praça Universidade, onde sabotaram dezenas de máquinas vendedoras e validadores de bilhetes em protesto pela recente subida dos preços do transporte público. A seguir dirigiram-se à histórica sede da Ser-Rádio Barcelona na rua Casp, onde ocuparam as instalações e exigiram à direcção da estação que permitisse a leitura de um comunicado de quatro minutos ao vivo. Num primeiro momento os responsáveis da rádio negaram-se, mas vendo a determinação da coluna de manifestantes optaram para abrir microfones e permitir que a mensagem de denúncia chegasse a milhares de pessoas que sintonizavam a emissora cerca das 10h da manhã. Outras marchas percorreram os campus da Universidade Pompeu Fabra e da UPC. Em municípios como Sabadell, Terrassa ou Mataró também se fizeram atos, como um corte durante uns minutos da N-2 ao seu passo pelo Maresme central.

As colunas convergiram na praça Universidade

Às doze do meio dia era praticamente impossível circular com veículo pelo centro da cidade. Todos os edifícios governamentais como a sede do Instituto Catalão da Saúde ou o Departamento de Economia e Empresa estavam fechados e com agentes fardados no seu interior. A maré de manifestantes chegava por todas as ruas próximas na praça Universidade e também pelas diferentes estações de metro do centro da cidade. Não é fácil ver o perímetro da praça Universidade desbordado de manifestantes, mas hoje foi um deste dias, e isto é um bom termómetro para avaliar o sucesso da mobilização.

Foto: El País - Produziram-se fortes enfrontamentos em Barcelona entre manifestantes e polícia, que defendeu bancos, bolsa e outros organismos responsáveis pela crise com os métodos que se observam na foto, incluindo cinco detençons.

Fonte: Diário Liberdade

DEMITA-SE, SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO !! 

Nicolau Santos, na sua habitual coluna do semanário "Expresso", desnudava a alma, com estes termos: "Sr primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes?. Também eu, senhor Primeiro-Ministro. Só me apetece rugir!... 

O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no alto da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si e pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa Excelência matou o País! 

Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o déficite é do Sócrates! Só os tolos caem na esparrela desse argumento. O déficite já vem do tempo de Cavaco Silva, quando, como bom aluno que foi, nos anos 80, a mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de contos anuais, acabar com as Pescas, a Agricultura e a Industria. Farisaicamente, Bruxelas pagava então, aos pescadores para não pescarem, e aos agricultores para não cultivarem. O resultado, foi uma total dependência alimentar, uma decadência industrial e investimentos faraónicos no cimento e no alcatrão. Bens não transaccionáveis, que significaram o êxodo rural para o litoral, corrupção larvar e uma classe de novos muitíssimo-ricos. Toda esta tragédia, que mergulhou um País numa espiral deficitária, acabou, fragorosamente, com Sócrates. O déficite é de toda esta gente, que hoje vive gozando as delícias das suas malfeitorias. E você é o herdeiro e o filho predilecto de todos estes que você, agora, hipocritamente, quer pôr no banco dos réus? 

Mas o Senhor também é responsável por esta crise. Tem as suas asas crivadas pelo chumbo da sua própria espingarda. Porque deitou abaixo o PEC4, de má memória, dando asas aos abutres financeiros para inflacionarem a dívida para valores insuportáveis e porque invocou como motivo para tal chumbo, o carácter excessivo dessas medidas. Prometeu, entretanto, não subir os impostos. Depois, já no poder, anunciou como excepcional, o corte no subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em mentira, até a este colossal embuste, que é o Orçamento Geral do Estado.

Diz Vossa Eminência que não tinha outra saída. Ou seja, todas as soluções passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa do Capital Financeiro. Outro embuste. Já se sabia no que resultaram estas mesmas medidas na Grécia: no desemprego, na recessão e num déficite ainda maior. Pois o senhor, incauto e ignorante, não se importou de importar tão assassina cartilha. Sem Economia, não há Finanças, deveria saber o Senhor. Com ainda menos Economia (a recessão atingirá valores perto do 5% em 2012), com muito mais falências e com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde vai Sua Sabedoria buscar receitas para corrigir o déficite? Com a banca descapitalizada (para onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas de crédito para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do desemprego? 

O Senhor burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos indefesos dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra hipótese. E há tantas! Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto. Tem um prejuízo de 3.500 milhões de euros, é todo à superfície e tem uma oferta 400 vezes!!! superior à procura. Tudo alinhavado à medida de uns tantos autarcas, embandeirados por Valentim Loureiro. Outro exemplo: as parcerias publico-privadas, grande sugadouro das finanças públicas. Outro exemplo: Dizem os estudos que, se V.Exa cortasse na mesma percentagem, os rendimentos das 10 maiores fortunas de Portugal, ficaríamos aliviadinhos de todo, desta canga deficitária. Até porque foram elas, as grandes beneficiárias desta orgia grega que nos tramou. Estaria horas, a desfiar exemplos e Você não gastou um minuto em pensar em deslocar-se a Bruxelas, para dilatar no tempo, as gravosas medidas que anunciou, para Salvar Portugal! 

Diz Boaventura de Sousa Santos que o Senhor Primeiro-Ministro é um homem sem experiência, sem ideias e sem substrato académico para tais andanças. Concordo! Como não sabe, pretende ser um bom aluno dos mandantes da Europa, esperando deles, compreensão e consideração. Genuina ingenuidade! Com tudo isto, passou de bom aluno, para lacaio da senhora Merkel e do senhor Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de um Mestre, de um Líder, com uma Ideia e um Projecto para Portugal. O Senhor, ao desistir da Economia, desistiu de Portugal! Foi o coveiro da nossa independência. Hoje, é, apenas, o Gauleiter de Berlim. 

Demita-se, senhor primeiro-ministro, antes que seja o Povo a demiti-lo. "


O pintor Heitor Chichorro






Aguarelas







louvor do revolucionário




BAPTISTA-BASTOS

Um livro para Passos Coelho ler

por BAPTISTA-BASTOSOntem
Estamos enfraquecidos e aterrorizados. O pior ainda não chegou, avisa-nos o Governo, que já desempregou não só milhares de portugueses, como a própria generosidade. A banalidade das advertências quase deixou de nos comover. Aceitamos as coisas com a resignação de quem entende que valores mais poderosos se levantam. Como há tempos me disse o meu amigo João Lopes, deixámos de alimentar a compaixão, sem a qual nem sequer sobrevivemos: vegetamos. Mas vale a pena insistir na notícia desta desgraça? Creio que sim; de contrário estaríamos a ressuscitar a fantasia de que, se tudo não está bem, vai melhorar. Não vai. Pedro Passos Coelho pressagiou o nosso em-pobrecimento; agora, pede-nos energia. Anda, notoriamente, desorientado. E não sabe a quem se dirige, por desconhecimento de quem somos. Mas não somos matéria vaga.
Leio em Montesquieu: "Não há desgosto que uma hora de leitura não desvaneça." Faço-o, há muitos anos. Claro que o desgosto não se desvanece. Mas a leitura reconforta-nos. E permite-nos estabelecer comparações. É o que devia fazer o Governo: ler. Há, nele, uma encantadora ausência de livros, sobretudo de História. Os discursos chãos, vazios de sentido, escassos de virtude quanto cheios de ignorância, fornecem-nos a dimensão cultural e moral destes senhores. Não se pode governar estranhando a natureza de quem é governado.
Um volume recente, o terceiro da História de Portugal, de António Borges Coelho, ergue-nos o ânimo e alivia-nos dos pesares. Recomendo a Passos, que parece tão desviado de nós, a leitura de Largada das Naus, que nos sacode a sonolência de espírito e nos convoca a inteligência e a coragem. É um texto extraordinário pela beleza da prosa, pelo rigor da pesquisa, pela grandeza da proposta. Como nos dois tomos anteriores, Donde Viemos e Portugal Medievo, o grande historiador não oculta a paixão pelo povo, a contribuição inapagável e sem preço de uma gente fervorosa, amante e entusiasta, violenta e terna, que troca "gestos, cerimónias, roupas, vocábulos" e que experimenta "as armas e os corpos". Nós.
Como poucos, António Borges Coelho fornece-nos a dimensão de um tempo e a espessura de uma população que construiu o país com a rudeza de uma vontade quase inexplicável. Como é possível desconhecer esta gente?, que criou um leito de nações, enquanto consolidava a sua própria, com o génio e o montante, a poesia e o sangue.
Não se deve falar connosco na linguagem da displicência. É imoral. Afinal pertencemos a uma estirpe que, para citar o etnólogo brasileiro Luís da Câmara Cascudo, outro maior, "levou nas naus o coração batente e a pedra de Pêro Pinheiro, mas, também, a língua e a força da aprendizagem". Essa força transformadora que, na repressão, no opróbrio e na desdita não foi nunca dominada.
DN