AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012


Padre acusado de sacar fortunas a fiéis idosos

Publicado às 00.30

EMÍLIA MONTEIRO
 

A troco de um "Diploma de Benemérito", idosos de Deão e Subportela, em Viana, emprestaram, sem juros ou data, 50 mil euros ao padre Adão Lima. As famílias tentam anular os "empréstimos" em tribunal".
 

Padre acusado de sacar fortunas a fiéis idosos
Padre tem a seu cargo as paróquias de Deão e Subportela
 
No Tribunal de Viana do Castelo há, pelo menos, três pedidos de anulação de empréstimos feitos ao presidente da Direção do Centro Social e Paroquial de Deão. Os idosos, alguns sem herdeiros diretos, entregaram o dinheiro ao padre Adão da Silva Lima, depois de assinarem um "Contrato de Financiamento Particular de Mútuo sem Garantias Hipotecárias e sem Juros".



Poema satírico

Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno;

Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura;
Bebendo em níveas mãos, por taça escura,
De zelos infernais letal veneno;

Devoto incensador de mil deidades
( Digo, de moças mil) num só momento,
E sómente no altar amando os frades,

Eis Bocage em quem luz algum talento;
Saíram dele mesmo estas verdades,
Num dia em que se achou cagando ao vento.


O mistério do vírus que só ataca portugueses



O mistério do vírus que só ataca portugueses

A prolongada época de frio intenso, conjugada com a ocorrência tardia da epidemia de gripe sazonal e a circulação de outros vírus respiratórios serão as principais explicações para o excesso de mortalidade observado nas três primeiras semanas deste mês. Para já, são estas as justificações avançadas pelos responsáveis da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Podemos, portanto, ficar completamente tranquilos que este aumento de mortalidade não tem nada, mesmo nada que ver com a maior vulnerabilidade das vítimas da fome que assola o país, está menos relacionado ainda com o aumento brutal das tarifas eléctricas e ainda menos com o aumento das taxas moderadoras no sector da Saúde. Toda a gente tem dinheiro para comer, sobra muito para o aquecimento da casa e não falta para ir ao médico e para a farmácia. O vírus apanhou alguns distraídos, é tudo.


O que eu gostava mesmo de saber, escrito preto no branco pelas autoridades sanitárias, é se este vírus tem uma especial preferência por portugueses ou se, pelo contrário, este aumento de mortalidade também se verificou aqui ao lado, em Espanha, e no resto da Europa, muito mais fria. A avaliar pela imprensa estrangeira, que acompanho com alguma atenção, não houve nenhum aumento de mortalidade semelhante. E os meus amigos que vivem em França, Espanha e Alemanha ficaram supreendidos com a pergunta quando tentei saber se o anormal também andou a fazer das suas por lá. Pelo sim, pelo não, aconselha-se contenção verbal. Comprovadamente, o assassino não é surdo e ataca assim que ouve falar português. Podem tentar ludibriá-lo comunicando-se em língua estrangeira, mas é um risco. Não sabemos se também detecta sotaques. E há vírus que sabem mais do que ao diabo esqueceu.

A CHAVE - poema de António Garrochinho


MALMEQUER


A BRUXA


manobras




A importância


(“Reportagem” da visita de Obama às Lages, na Ilha Terceira, por um “fotógrafo” desconhecido)

O senhor Miguel Monjardino, professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, considera que «a redução da presença norte-americana na Base das Lajes, Açores, é um sinal de que a Europa se tornou menos importante para Washington».

Poderá até ser... mas há diferente maneira de ver a coisa.

Para mim, por exemplo... e para não ir mais longe, um grande sinal da importância da Europa, de Portugal e das Lages em particular, seria não ser aí permitida a instalação de bases militares dos EUA... e isto independentemente de simpatias, alianças, o que quer que fosse.

Ou então eu estou muito mal informado... e ao abrigo dessas “amizades”, Portugal também tem uma base militar em território norte-americano. Quem sabe?...



ALGUÉM PENSA QUE ISTO SE FARÁ DE FORMA PACÍFICA?



"Alguém pensa que assistiremos bovinamente a este assalto?"

• Nicolau Santos, Se resultar dêem o Nobel a Gaspar [hoje no Expresso]:

‘Até 2013, a generalidade dos trabalhadores portugueses por conta de outrem vai perder entre 40% a 50% do seu rendimento e todos os seus ativos (casas, poupanças, etc.) vão sofrer uma desvalorização da mesma ordem de grandeza. Pergunto: alguém pensa que isto se fará de forma pacífica? Alguém pensa que o bom povo português aceitará mansamente este roubo? Alguém pensa que assistiremos bovinamente a este assalto? Repito: entre 2011 e 2013, o Governo toma medidas que lhe permitirão confiscar metade do que ganhamos hoje.É deste brutal esbulho que falamos e que está ao nível de decisões idênticas tomadas por governos da América Latina nos anos 80. É isto que está por trás da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012 e das decisões que o Governo já tomou em 2011. É sobre os escombros resultantes desta violentíssima e muito rápida pauperização da generalidade dos trabalhadores e quadros médios e superiores, públicos e privados, bem como dos reformados e pensionistas, que o ministro das Finanças espera que Portugal triunfe “como economia aberta e competitiva na Europa e no mundo” no final do programa de ajustamento. Faz sentido?

 


Como é óbvio, só quem ensaia soluções asséticas e perfeitas em laboratório é que pode imaginar que esta história terá um final feliz. O mantra do ministro das Finanças (para conhecer o pensamento de Vítor Gaspar ler o excelente artigo que Pedro Lains publicou no “Jornal de Negócios” de 19 de outubro) é tornar-nos a pequena China da Europa, assente em salários baixíssimos, sem subsídio de férias nem de Natal, relações laborais precarizadas, horários de trabalho flexíveis e menos férias e feriados.

Mas Gaspar quer ir mais longe. E assim a draconiana consolidação orçamental só será eficaz se, como diz, for acompanhada por uma agenda de transformação estrutural da economia portuguesa, nomeadamente um amplo programa de privatizações. O que quer isto dizer?Quer dizer vender ao preço da chuva e ao estrangeiro tudo o que seja empresa pública lucrativa ou participações do Estado em empresas, mesmo que elas constituam monopólios naturais; e não deixar na posse do Estado nem um único centro de decisão. Outros dois componentes fundamentais desta agenda de transformação estrutural são a “flexibilização do mercado de trabalho” (que nos permitirá trabalhar com regras cada vez mais próximas dos chineses) e a reforma do sistema judicial (de que, até agora, ainda não tivemos nenhuma notícia).

O tatcherismo serôdio do ministro das Finanças afirma-se pelo preconceito contra tudo o que é público e pela fezada de que colocando-nos todos a pão e águaconseguiremos atingir os grandes equilíbrios macroeconómicos em 2014, partindo daí para uma fase de grande prosperidade. (…)
Dir-se-á: mas havia alternativa? Havia desde que se quisesse e lutasse por ela. O programa de ajustamento da Irlanda vai até 2015. Não se percebe porque o nosso não pode ser também estendido no tempo. O défice para 2011 já foi corrigido em alta pela troika. Porque é que não se luta para que também o de 2012 seja aumentado? Porque é que se quer impor esta insuportável dor social aos portugueses? E na questão do financiamento à economia, porque não se bate o Governo porque haja uma nova tranche (cerca de €20 mil a €30 mil milhões) para que o Governo pague às empresas públicas de transportes e estas aos bancos, que terão assim liquidez para financiar as pequenas e médias empresas?

Mas não. O que Gaspar quer é tornar a economia portuguesa competitiva através de uma violentíssima desvalorização por via salarial, pela maior recessão desde há 37 anos e por quebras do investimento e do consumo que não se verificam desde os anos 80. Se isto der resultado, deem-lhe o Nobel.’

Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) anunciam fim dos sequestros e libertação de reféns





Do Portal vermelho


AS FORÇAS ARMADAS REVOLUCIONÁRIAS DA COLÔMBIA (FARC) ANUNCIARAM NESTE DOMINGO (26) QUE LIBERTARÃO UNILATERALMENTE 10 PRISIONEIROS DE GUERRA E QUE A PARTIR DE AGORA OS SEQUESTROS ESTÃO PROSCRITOS.


Queremos comunicar nossa decisão de somar à anunciada libertação dos seis prisioneiros de guerra, a dos quatro restantes em nosso poder, assinala o grupo insurgente em comunicado divulgado neste domingo.

O comunicado destaca que muito se tem falado acerca das detenções de pessoas, homens ou mulheres da população civil, que efetuam com fins financeiros para manter a luta.

"Com a mesma vontade indicada acima, anunciamos também que a partir de agora proscrevemos a prática das detenções em nossa atuação revolucionária", sublinha a guerrilha.

Chegou a hora de começar a esclarecer quem e com que propósitos seqüestra hoje na Colômbia, agrega.

Em outra parte do comunicado, as Farc também solicitam que Marleny Orjuela, porta-voz do grupo da sociedade civil Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP), receba os detidos que serão libertados.

Com esse efeito, expressa o texto, anunciamos ao grupo de mulheres do continente que trabalham ao lado do CCP, que estamos prontos para fazer o que seja necessário para agilizar este propósito.

Igualmente, a guerrilha agradece a disposição generosa do governo brasileiro, presidido por Dilma Rousseff, e assinala que aceita sem vacilação a participação brasileira no processo para as citadas libertações. 

O grupo insurgente manifesta também sentimentos de admiração para com os familiares dos soldados e policiais em seu poder.

"Jamais perderam a fé em que os seus recobrariam a liberdade, mesmo em meio ao desprezo e indiferença dos distintos governos e comandos militares e policiais", afirmam.

Comissão internacional
As Farc celebram ainda os passos que vêm sendo dados rumo à conformação de uma comissão internacional que verificará as denúncias sobre as condições subumanas de reclusão em que vivem os prisioneiros de guerra e sociais nos cárceres do país.

Esperamos que o governo colombiano não tema e não obstrua este legítimo trabalho impulsionado pela comissão de mulheres do continente.

A dirigente política e social brasileira Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz, integra a comissão e se encontra na Colômbia onde participa do fórum Colômbia entre grades, em busca de um caminho para a liberdade e a Paz, evento organizado pelo grupo humanitário Colombianos e Colombianas pela Paz. 

Durante esta semana, a comissão inspecionará cárceres colombianos e verificará as condições carcerárias em que vivem os prisioneiros políticos e de guerra.

Socorro Gomes declarou ao Vermelho que “é importante abrir os caminhos para a paz, a liberdade e os direitos humanos na Colômbia”. A ativista brasileira assegurou que ela e demais mulheres dirigentes políticas e sociais latino-americanas “estão à inteira dispoisção para apoiar o chamamento à negociação e à paz feito pelo grupo Colombianos e Colombianas pela Paz”. 

A presidente do Conselho Mundial da Paz diz “estar convencida de que é indispensável encontrar uma saída negociada para este longo conflito armado pelo qual atravessa o país. A humanidade anseia a liberdade, a justiça e a paz”.

Socorro Gomes também chamou a atenção para a interferência do imperialismo estadunidense na América Latina: “não aceitamos que o imperialismo estadunidense e seus aliados venham militarizar nossos territórios com o argumento de combate ao narcotráfico".

"Este é o pretexto que utilizam - diz Socorro - , assim como o combate às forças insurgentes, para ampliar sua presença militar em nosso continente através da instalação de bases militares e do famigerado Plano Colômbia. Reafirmamos uma vez mais que rechaçamos com veemência as bases militares estrangeiras em nosso continente”. 

A militarização não traz segurança para nossos povos e nações, o que ela faz é desrespeitar a soberania de nossos países e os direitos humanos de nossos povos. 

Governo colombiano

Por sua vez, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que valoriza o anúncio das Farc mas o considerou insuficiente.

"Valorizamos o anúncio das Farc de renunciar ao sequestro como um passo importante e necessário mas insuficiente na direção correta", escreveu Santos em sua coenta da rede social Twitter.

Da Redação, com Prensa Latina



www.blogdocarlosmaia.blogspot.com  Carlos Maia
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=176522&id_secao=7




Isto está uma seca, mas mantenhamos a fé, um dia ainda vai chover!..

MAMAO, para quem não saiba, é o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento, cuja titular, neste momento é Assunção Cristas, sem sombra de dúvida uma pessoa de fé.
É ela própria que o afirma.
“Devo dizer que sou uma pessoa de fé, esperarei sempre que chova e esperarei sempre que a chuva nos minimize alguns destes danos. Como é evidente, quanto mais depressa vier, mais minimiza, quanto mais tarde, menos minimiza. Se não vier de todo, não perderei a minha fé mas teremos obviamente de atuar em conformidade”.
Um raciocínio com este grau de elaboração e complexidade merece uma análise profunda, embora concisa. Vejamos:

 1 - A senhora ministra é, sem dúvida, uma pessoa de fé!
 2 - A senhora ministra esperará, sempre, a chegada da chuva!
 3 - A senhora ministra, sabe que se a chuva chegar, a seca será minimizada!
 4 - A senhora ministra, sabe também, que se a chuva chegar mais depressa, a seca mais depressa será minimizada!
 5 - A senhora ministra, sabe ainda, que se a chuva chegar mais tarde,  mais tarde será minimizada a seca!
 6 - Mesmo que a chuva não chegue, a senhora ministra não perderá a sua fé!
 7 - Mas, nesse caso, a senhora ministra actuará!
8 - Como?.. Em conformidade, seja lá isso o que for!

Sublinhe-se e registe-se a fé da senhora ministra.  
Isto, realmente, está uma seca, mas mantenhamos a fé, um dia vai chover!...
Espera-se é que a senhora ministra  não reze demais para evitar a probabilidade da ocorrência de algum dilúvio extemporâneo!



Milícia alemã intervém numa fábrica em greve na Bélgica

A intervenção musculada de uma vintena de membros de uma sociedade privada de segurança alemã recrutados pela direcção de uma fábrica belga em via de deslocalização provocou uma grande indignação segunda-feira na Bélgica. Domingo à tarde, estes homens em traje de combate e colete pára balas, armados de matracas e bombas lacrimogéneas, investiu a fábrica equipamento automóvel Meister Benelux de Sprimont, no sudeste do Bélgica.
Estes homens chamados claramente “as milícias” pelos meios de comunicação social belgas, tinham por missão “de recuperar documentos importantes”. Mas os empregados, que temem o encerramento da fábrica após o anúncio da transferência ao estrangeiro de importantes encomendas, impediram-nos de sair. Desde vários dias que as negociações com a entidade patronal estavam em ponto morte e ambiente tenso. No dia 22 de março, a direcção a da empresa foi sequestrada em suas salas pelos sindicatos durante algumas horas.
“Braços fortes” vindos da Alemanha entraram na fábrica e empregaram a força quando os trabalhadores os impediram de sair, denunciou o responsável sindical, Gabriel Smal. Os membros “do comando” então ficaram fechados na fábrica por uma centena de assalariados e responsáveis sindicais chamados em reforço. Foram evacuados pela polícia na noite de Domingo à segunda-feira, sem levarem os “documentos importantes”.

O ministério denuncia o recurso às milícias privadas

Segunda-feira, os sindicatos de Meister Benelux apresentaram queixa no civil e penal, para denunciar “actuações indignas de um Estado democrático”. “Estes actos aparentam-se a verdadeiros métodos terroristas e de brutalidades totalmente desconhecidas no nosso sistema de concertação social”, declarou o delegado sindical.
Por sua vez, o ministro do Emprego, Monica de Coninck, condenou “com enorme firmeza” esta intervenção. Ela considerou que “recurso que os diferentes testemunhos qualificam de milícia privada estrangeira” e a violência com a qual esta parece ter operado, só pode ser justificada por um comportamento inqualificável digno de um outro tempo e infringe aos princípios fundamentais do nosso Estado de Direito”.

Como diz o português: “vale mais prevenir que remediar”

Parece mesmo que está impregnada na mentalidade alemã está história de “dominar” outros países. Até à presente eles são os “reis e senhores” da economia europeia. Se começam a intervir pela força nos direitos sociais dos trabalhadores de outros países, então temos que relembrar as más recordações históricas.
Por Guilherme Costa (bruxelas)
Lusófonos na Bélgica

A rapaziada do Governo


Alberto João Jardim afirmou hoje que o país pode necessitar de mais ajuda financeira e considerou que Portugal precisa de medidas que coloquem a economia a crescer e não da prática de cortes "daqueles rapazinhos que estão lá no Governo".

Quando eu concordo com alguma coisa que o João Jardim algo diz o mundo já está de pernas para o ar. 


PERANTE ESTA POLÍTICA NAUSEABUNDA TALVEZ UMA REVOLUÇÃO.


Fio de Prumo

Ambrósio

Mesmo com provas evidentes, os tribunais não conseguem, mais uma vez, apanhar os poderosos.
Por:Paulo Morais, Professor Universitário

O sistema de Justiça absolveu Valentim Loureiro no caso da quinta do Ambrósio. Mesmo com provas evidentes, os tribunais não conseguem, mais uma vez, apanhar os poderosos.

Na Câmara de Gondomar, com a participação ou patrocínio de Valentim Loureiro, um terreno agrícola é adquirido por um milhão de euros. A classificação do solo é alterada e em seis dias o terreno é vendido pelos protegidos de Valentim por cerca de quatro milhões. Esta operação de tráfico de terrenos, caucionada pela câmara, gerou uma margem de lucro de 300 por cento.

Mas as vigarices não ficam por aqui. O terreno é adquirido a um preço exorbitante por uma empresa pública, a STCP, cujo presidente de então dependia organicamente de... Valentim Loureiro. Na posse do terreno, a STCP deixou-o ao abandono. Até hoje.

Chegado o caso a tribunal e ao fim de um longo processo com mais de dez anos (!), Valentim é absolvido.

Na leitura da sentença, o juiz veio declarar que a Câmara de Gondomar funciona como uma agência de intermediação imobiliária.

Mas não tira daí qualquer consequência. As razões da absolvição não se percebem. Mas serão uma de três: ou o crime julgado não foi bem identificado ou definido, o que será inadmissível; ou a acusação foi mal conduzida e estamos perante uma enorme incompetência do Ministério Público; ou o julgamento foi condicionado pela política.

Em suma: os amigos de Valentim compraram um terreno que Valentim, na câmara, valorizou; os amigos venderam a uma empresa pública gerida por outros amigos de Valentim e a um preço influenciado por este. Os amigalhaços ficaram milionários. "Foi sorte", diz ele. Sorte deles e azar nosso, dos contribuintes que pagamos esta fraude com o dinheiro dos nossos impostos.

Este caso tornou-se emblemático. Incorpora todos os ingredientes: autarcas, familiares destes, advogados ardilosos, fuga ao Fisco, empresas públicas mal geridas, urbanismo nada sério, tribunais incompetentes.

Perante esta política nauseabunda, Ambrósio, apetecia-me algo. Tomei a liberdade de pensar nisso. Talvez uma revolução.

a crise
Pediu-se a prestigiada consultora financeira para explicar de forma simples a crise que estamos a viver, para que pessoas comuns compreendam as suas causas e consequências. Esta foi a sua história: Um homem apareceu numa aldeia do interior,... e ofereceu aos seus habitantes 100 euros por cada burro que lhe vendessem. Boa parte da população vendeu os seus animais. No dia seguinte voltou e ofereceu melhor preço: 150 euros por cada burrico. Outra boa parte da população vendeu os seus. voltou um dia e ofereceu 300 euros. O resto do pessoa vendeu os últimos burros. Ao ver que não havia mais animais disponíveis, o homem ofereceu 500 euros por cada burrico, dando a entender que os compraria na semana seguinte, e desapareceu. No dia seguinte mandou à aldeia um cúmplice com os burros que tinham comprado, oferecendo-se para os vender a 400 euros cada um. Com a ganância de os vender a 500 euros na semana seguinte, todos os aldeões compraram os burros a 400 euros. Quem não tinha dinheiro, pediu emprestado, entretanto, compraram todos os burros da região. Como era de esperar, o fulano desapareceu,e o cúmplice também, e nunca mais se soube nada deles. Resultado: a aldeia ficou cheia de burros e de pessoas endividadas. Isto contou o consultor: os que tinham pedido dinheiro emprestado, por não vender os burros, não puderam pagar os empréstimos. Os que tinham emprestado dinheiro queixaram-se à junta de freguesia dizendo que se não retomavam o dinheiro ficavam todos arruinados, e então não podiam continuar a emprestarem: para que os prestamistas não se arruinassem o presidente da junta em vez de dar dinheiro à gente da aldeia para pagar as dívidas, emprestou aos próprios prestamistas. Mas estes, que já tinham cobrado grande parte da dívida do dinheiro, não perdoaram as dívidas aos aldeões, que continuaram endividados. O presidente da junta desbaratou assim o orçamento da freguesia. Então pediu dinheiro emprestado a outras freguesias, mas estas negaram-se a ajudar porque, como estava empenhada, não poderia devolver o que lhe emprestassem. Os prestamistas, com a sua ganância satisfeita um montão de devedores a quem continuaram a cobrar o que lhes emprestaram mais os juros, e inclusive apropriando-se dos já desvalorizados burros com que nunca conseguiram cobrir toda a dívida. - Muita gente arruinada e sem burro para toda a vida. - A autarquia também arruinada.