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sábado, 25 de fevereiro de 2012


Importante

O colectivo deste blog, determinou intervir no processo de promoção da luta contra o actual sistema que está a dilacerar as famílias portuguesas, decisão que nos levará à divulgação de objectivos concretos e atinginveis num quadro pré-revolucionário de desobediência social.

Em breve começaremos pela divulgação de habitações vagas sob o controlo dos Bancos, em resultado da crise que os mesmos geraram.
A única forma de eliminar a usura instalada na sociedade portuguesa, é começar a desrespeitar toda a legislação que protege as instituições usurárias.

coice de O broncas
blog Arre macho




CHE GUEVARA , UM CHE MAIS ÍNTIMO
























O SEU A SEU DONO



NÃO TIO GOOGLE, NÃO SOU UM ROBÔ

O seu a seu dono

A Lúcia, zangada com os novos identificadores das caixas de comentários,escreveu esta bem humorada carta ao tio Google, que eu me apressei a subscrever. Ver carta abaixo.
Entretanto, mão amiga fez-me chegar informação importante sobre o destinatário da missiva. Afinal, não é ao tio Google que devemos apresentar as queixas, mas sim à sua mana, como se demonstra aqui:
blog Crónicas do rochedo


Ah "Tio" Google resolvi lhe escrever para reclamar.
De uns dias para cá você sismou de querer me pedir que prove que não sou um robô em alguns blogues que visito.
E para isso preciso digitar duas palavrinhas escritas de um modo que só vendo. Parece que elas beberam e vieram tortas, distorcidas. Outras mais femininas vem como uma maquiagem borrada. Um horror.
"Tio" Google, será que preciso provar que sou menina feminina, sexy e tenho um coração desse tamanhão. Não, não sou um robô. Você não sabe a diferença entre uma pessoa e um robô?
Sou educada e por isso não vou usar palavrões. Mas tenho sentimentos e alguns deles (que não gosto muito para falar a verdade) tem  aflorado cada vez que vejo aquela dupla de palavrinhas .
Como fonoaudióloga fico pensando nos disléxicos coitados. "Tio" eles também gostam de blogs.
Dá vontade de não deixar comentário. Mas como fazer isso com os amigos se eu mesma AMO os comentários e sei que são eles que alimentam um blog? Não posso.
Tio Google você é tão inteligente...deve ter uma maneira melhor de resolver os problemas dos spam.
Enquanto isso peço aos amigos que para melhorar a nossa vida desativem essa tal de verificação de palavras e desde já agradeço.


"Trabalhadores de todos os países, Uni-vos!".

Acerca das manifestações de solidariedade com o povo grego
Partido Comunista da Grécia - KKE




Ultimamente, têm sido efectuadas em muitos países do mundo manifestações com slogans abrangentes de "solidariedade com a Grécia" e de que "todos nós somos gregos”. A solidariedade popular e da classe trabalhadora são armas poderosas na luta dos povos. Mas os trabalhadores devem livrar-se de quaisquer tentativas para enganá-los.


Qual Grécia precisa de solidariedade? A Grécia dos capitalistas, os quais procuram obter novos empréstimos da UE e do FMI a fim de fortalecer a lucratividade do seu capital, para reforçar a sua posição contra o povo, ou a Grécia da classe trabalhadora e de outros estratos populares, a qual está a sofrer devido às consequências da crise capitalista, pela qual não tem responsabilidade?


Em muitos destes eventos esta questão não ficou clara. E isto é o caso porque há um esforço de certas forças (principalmente da social-democracia, os oportunistas do Partido de Esquerda Europeu e os "Verdes") para utilizar vagamente a "solidariedade com o povo grego" a fim de branquear o apoio que eles deram no passado ao Tratado de Maastricht e a outros euro-tratados, à UE do próprio capital, a qual é reaccionária e de modo algum pode ser "democratizada", como eles estão agora a afirmar.


Além disso há uma tentativa para que a questão da Grécia seja utilizada nas rivalidades inter-imperialistas, dentro e fora da UE.


Sim, os trabalhadores na Grécia querem a solidariedade dos trabalhadores na Europa e em todo o mundo! Mas solidariedade com suas lutas, suas greves, suas exigências militantes, com o KKE e o movimento sindical com orientação de classe, o PAME que está na linha de frente da luta e não a "solidariedade" que procura a continuação da exploração capitalista e o esmagamento dos trabalhadores.


A respeito desta questão o Gabinete de Imprensa do CC do KKE emitiu a seguinte declaração:


"O KKE dirige uma mensagem a todos os trabalhadores da Europa: Não é necessário para vocês "tornarem-se gregos" a fim de posicionarem-se ombro a ombro com o povo da Grécia.


Apelamos a que se juntem a nós na mesma estrada para os direitos contemporâneos da classe trabalhadora e dos estratos populares pobres, a fim de impedir e derrubar o nosso inimigo comum, a ditadura dos monopólios, a UE, os partidos que as servem.


O seu derrube em todo país ou grupo de países, a socialização dos monopólios, o desligamento da UE, da NATO, com o poder popular da classe trabalhadora, será a maior contribuição para a luta dos povos da Europa e do mundo todo.


O slogan mais moderno e contemporâneo, mais oportuno do que nunca, é: "Trabalhadores de todos os países, Uni-vos!".



Fonte: KKE

Tradução: PCB


A CORJA




Ouro da santa ajuda Junta em Gaia a pagar contas


 
MARTA NEVES
O ouro dado por fiéis à santinha de Arcozelo vai hoje a leilão. A verba angariada será para ajudar os mais carenciados da freguesia. Porém, nem todos aceitam a verba extraordinária que entra nos cofres da Junta.
 
Ouro da santa ajuda Junta em Gaia a pagar contas
Cortes forçam autarquia a leiloar doações
 
A hasta pública que decorreu em 2009 rendeu à Junta de Arcozelo, Gaia, 105 mil euros. Na altura, 20 lotes de ouro antigo, doado pelos devotos a D. Maria Adelaide, a santinha de Arcozelo, foram vendidos pela Autarquia para "reforçar o apoio social a várias instituições da freguesia". Hoje, às 15 horas, na Junta de Arcozelo, as oferendas de ouro voltam a ter o mesmo fim.





Animal mais profundo do mundo é um insecto sem asas nem olhos


Ciência Hoje - Espécie foi encontrada por bióloga portuguesa a dois mil metros de profundidade

Na gruta mais funda do mundo, Ana Sofia Reboleira descobriu cinco novas espécies de insectos, o escaravelho Catops cavicis e quatro colêmbolos: Anurida stereoodorata, Deuteraphorura kruberaensis, Schaefferia profundissima e Plutomurus ortobalaganensis. Este último é o animal terrestre mais profundo de sempre ao ser descoberto a uma profundidade de 1980 metros abaixo da entrada da cavidade.

"Num ambiente aparentemente abiótico, como são as grandes profundidades cavernícolas, onde a luz do sol jamais entra e onde os recursos alimentares são extremamente escassos e as temperaturas muito baixas, é realmente notável encontrar-se vida", revela a bióloga portuguesa ao Ciência Hoje.

A descoberta resulta da expedição ibero-russa de Verão do CAVEX Team em 2010 à cavidade Krubera-Vorónia, localizada na Abcásia, uma área remota perto do Mar Negro, nas montanhas do Cáucaso Ocidental.

Aqui, a bióloga da Universidade de Aveiro e o colega espanhol Alberto Sendra do Museu Valenciano de História Natural, levaram a cabo uma série de prospecções biológicas em diferentes partes da caverna que é a única do mundo que ultrapassa os dois quilómetros de profundidade (2191 metros abaixo do nível do solo).

“Todo o trabalho no interior da cavidade é duríssimo, as temperaturas são muito baixas e o risco de hipotermia é permanente, não se pode parar muito tempo no mesmo sítio e os animais que recolhemos são muito raros e difíceis de encontrar, implicando muitas horas de busca”, explica Ana Sofia Reboleira.

A gruta onde os cientistas realizaram a expedição é conhecida desde os anos 60 e foi protagonista de sucessivos recordes mundiais de profundidade desde 2001, mas nunca se tinham efectuado estudos bioespeleológicos no seu interior.

“Fomos surpreendidos por uma biodiversidade superior àquela que esperávamos a tão elevadas profundidades. Não se conheciam animais cavernícolas a viver abaixo dos mil metros de profundidade”, afirma a bióloga portuguesa.

As novas espécies descobertas, descritos por Rafael Jordana e Enrique Baquero na revista científica Terrestrial Arthropod Reviews, são insectos diminutos, sem asas, olhos, pigmentação, que vivem em total escuridão e que há milhões de anos desenvolvem mecanismos de adaptação que lhes permitem viver a grandes profundidades.

De equipamento às costas

Para Ana Sofia Reboleira e os outros expedicionários que fizeram parte da equipa CAVEX 2010 chegarem à cavidade Krubera-Vorónia, localizada na Abcásia, foi necessário passar pela Rússia e cruzar a fronteira a pé com todo o equipamento às costas. A subida à zona do acampamento foi feita em camiões militares que carregaram as seis toneladas de equipamento necessário, como material de espeleologia, de mergulho e comida para 30 pessoas durante 30 dias.

Os camiões cruzaram a zona de floresta e subiram às montanhas do Cáucaso, deixando os investigadores na base do vale do Ortobalagan, onde estão situadas várias grutas profundas, entre as quais a Krubera-Vorónia. Todo o material foi carregado pelos expedicionários desde a base do vale até à zona da entrada da cavidade, onde se estabelece o campo espeleológico. Este trabalho durou quatro dias.

Depois instalaram quase três quilómetros de cordas por toda a cavidade e assentaram os acampamentos subterrâneos. A comunicação com a superfície em cada um dos acampamentos subterrâneos era possível através de um fio de telefone instalado na cavidade.


Sobre a investigadora




Ana Sofia Reboleira nasceu nas Caldas da Rainha a 6 de Outubro de 1980. É licenciada, mestre e doutoranda em Biologia pela Universidade de Aveiro. Já publicou diversos artigos científicos, dando a conhecer novas espécies para a Ciência. Desde 2004, passa largas temporadas em instituições científicas no estrangeiro, como na American University, Universidade de La Laguna, Universidade de Alcalá, Universidade de Barcelona, Consiglio Nazionale delle Ricerche e Estação Biológica de Roscoff. Actualmente é presidente do Núcleo de Espeleologia da Universidade de Aveiro e membro da Sociedade Internacional de Biologia Subterrânea. Em Maio de 2008, a Federação Portuguesa de Espeleologia atribuiu-lhe a primeira edição do prémio de mérito cientifico-espeleológico pelo seu labor científico em prol do inter-associativismo.

Foto: Plutomurus ortobalaganensis (Crédito: Ana Sofia Reboleira)

Fonte: Diário Liberdade




Movimento LGBT venezuelano contra os ataques a Capriles Radonski pela sua suposta homossexualidade

Aporrea - [Tradução do Diário Liberdade] Perante os ataques que circulam pela rede, contra o candidato da oposição direitista venezuelana, baseados na suposta "homossexualidade" de Capriles Radonski, a Alianza Sexo Género Diversa Revolucionaria (ASGDRe) situa a questão no enquadramento da luta revolucionária, considerando referências históricas e apostando no verdadeiro debate político, em lugar da discriminação reacionária e despolitizadora.

Foto: Não é intenção do Diário Liberdade dar qualquer publicidade ao reacionário candidato da direita venezuelana. Por isso, preferimos ilustrar esta matéria divulgando a figura do revolucionário russo Georgi Tchitcherin, homossexual declarado e Comissário (Ministro) do Povo para os Relacionamentos Exteriores do governo bolchevique entre 1918 e 1930.

A ASGDRe propõe, assim, sem concessões de nenhum tipo, qual deve ser a posição de esquerda neste sentido, e que o centro do debate, a razão para criticar Radonski, deve ser política (sua condição de golpista, fascista e explorador) e não relacionada com sua suposta condição sexual.

A seguir o texto da ASGDRe:

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Sobre a "homossexualidade" de Radonski

Durante os primeiros anos da Revolução russa, eliminaram-se as leis zaristas que discriminavam a homossexualidade e, em 1918, designou-se um homem abertamente homossexual [Georgi Tchitcherin] como Comissário do Povo para os Relacionamentos Exteriores. A União Soviética aprovou o código legal que dizia: "A legislação soviética baseia-se no seguinte princípio: declara uma total ausência de interferência do Estado e da sociedade nos assuntos sexuais". Marx e Engels criticaram a premisa em que se baseava a família burguesa: que um indivíduo burguês masculino devia ter acesso sexual exclusivo à sua esposa (para garantir que suas propriedades fossem herdadas por descendentes de seu próprio sangue). Qiu Jin foi uma trans revolucionária chinesa de esquerda. Lily Braun (líder de uma organização alemã de esquerda de finais do século XIX) apoiou a legalização da homossexualidade.

No texto Princípios do comunismo, Engels escreveu: "Os relacionamentos entre os sexos terão um caráter puramente privado, pertencem só às pessoas que tomam parte nelas, sem o menor motivo para a ingerência da sociedade". Em 1887, o partido socialista foi o único que apoiou o Comitê Científico Humanitário, Primeira organização na história fundada para o estudo dos problemas da sexualidade e a defesa dos homossexuais.

Ante este evidente apoio histórico da esquerda sobre o sexo-gênero diversidade, perguntamos: por que deixamos que se reduza o debate político ao assinalar Radonski como homossexual, perdendo de vista que é um corrupto, fascista, abusador de autoridade, assediador trabalhista e administrativo, assaltador de embaixadas, golpista, legitimador da desigualdade social?

Este é o debate político verdadeiro, o demais é despolitização. Como diria Galeano: "Entre todos os prazeres que merecem o inferno, o amor homossexual é, ainda, o mais ferozmente reprimido".

Alianza Sexo Género Diversa Revolucionaria.

Artigo para a coluna Diversidade Popular, semanário cultural Todos Adentro.

Fonte: Diário Liberdade

á porta de casa

á porta de casa

o ministro disse na televisão
que não ia aumentar o pão
mas hoje para meu espanto
o padeiro pediu-me mais tanto...
e eu
porque razão ?
e ele
porque aumentou o trigo, a farinha
e eu
mas a culpa não é minha
e ele
pois não !
nem minha !
a culpa é do ministro
- a ver se não ouvem dizer isto !
- a culpa é daquele cabrão !

António Garrochinho


sonhos

sonhos

apareces nos meus sonhos
como uma Deusa alada
na espuma cambraia
da praia dourada
és tu " Victória "
a ilusão que me cega
és tu que voas para mim
que me ocupas os sonhos
nas noites sem fim
rival de " Afrodite "
de misteriosa beleza
... vou deixar de ler mitologia Grega
na cabeceira,
retirar o livro de cima da mesa

António Garrochinho


assim não vamos lá !!!



Será caso para.... O Guiness book....

Para gastar.
 
Irmã da ministra da Justiça deixa Ordenamento do Território após 23 dias em funções

O AUTOR DO TEXTO TEM TODO O DIREITO Á SUA OPINIÃO, MAS BRANQUEAR A OPUS DEI, TAPAR O SOL COM A PENEIRA, FOI CHÃO QUE JÁ DEU UVAS. IGNORA O AUTOR TODOS OS ESCÂNDALOS (NÃO FORAM POUCOS) DESTA ORGANIZAÇÃO.



em comum


Eu li a reportagem da Sábado sobre o Opus Dei com o espírito concentrado em dois pontos. Primeiro, para identificar as pessoas que utilizavam o Opus Dei para seu benefício pessoal. Segundo, para identificar as pessoas que davam ao Opus Dei, ou através do Opus Dei. Não encontrei ninguém na primeira categoria. Todas pertencem à segunda.

Existe uma passagem onde o advogado José Afonso Gil vende umas propriedades da fundação de que é administrador e entrega um cheque de mais de 700 mil contos a Jardim Gonçalves que, alegre, telefona à mulher para lhe anunciar: “Olha, cá está a massa para safar isto”. E o que é “isto”? É o passivo da Fomento, uma cooperativa de ensino que administra quatro colégios em Portugal. A obra do Opus Dei é sobretudo uma obra educacional em consonância com a finalidade primeira da Igreja Católica - o magistério da palavra de Cristo.

O tom da reportagem, porém, é económico, e o título é mesmo enganador: "A Fortuna Escondida do Opus Dei em Portugal”, a sugerir semelhanças com a Maçonaria. Mas nem o Opus Dei tem qualquer fortuna - os seus bens consistem em três jazigos -, nem as pessoas ou instituições que são beneméritas do Opus Dei escondem alguma coisa. Como, de resto, a reportagem mostra à evidência detalhando as propriedades e outros bens que essas pessoas e instituições possuem e até pondo preços de mercado sobre cada uma delas.

Para um economista como eu, a arquitectura económica em que assenta a actividade do Opus Dei - que é uma actividade consagrada à dádiva - é simplesmente genial. Só uma instituição como a Igreja Católica, que possui toda a memória histórica da humanidade, podia fazer assentar a dádiva numa organização económica tão original e eficaz. A explicação para esta arquitectura ecónomica é fornecida na reportagem numa afirmação que, de forma espúria ou não, é atribuida ao seu fundador, S. Josemaria Escrivá: “Os jesuítas perderam muitas coisas porque era fácil localizá-las. Não cometamos esse erro”.

A comparação com os jesuítas, que são tomados como referência, é interessante em dois sentidos. O primeiro é o que decorre da citação: se algum dia, em Portugal, o Estado perseguir o Opus Dei, como perseguiu os Jesuítas, e lhes confiscar as propriedades, só vai encaixar três jazigos. O segundo sentido tem uma natureza diferente.

O Opus Dei é hoje em Portugal e em outros países de tradicionalismo católico talvez a instituição da Igreja que mais mistério, mais desconfiança, mais ressentimento, mais impaciência e mais irritação suscita, e tudo isto exactamente na mesma medida em que os jesuítas suscitaram nos seus tempos áureos. Só a jovem revista Sábado já lhe dedicou cinco capas.

A razão é que o Opus Dei e os Jesuítas têm um importantíssimo elemento em comum. Que nunca é referido, nem sequer aflorado na reportagem, por total falta de entendimento dos jornalistas acerca daquilo de que estão a falar.



UM FILO-FASCISTA

Há dias, quem via na SIC o serviço informativo (?), ficou estarrecido, mais uma vez, com a costumada libertinagem linguística do reaccionário Sousa Tavares. Na sua babosa catilinária anti-trabalhadores da CGTP, devido ao impulso incontrolável do seu anti-comunismo primário, chamou “tropa de choque da Intersindical” ao sindicato dos Maquinistas, a propósito das greves por estes desencadeadas. Esta afirmação é falsa, pois, este sindicato não faz parte da Inter.

Este cobarde do tacho capitalista “especializou-se” unicamente no desconchavo da sua paranóia contra tudo o que lhe cheire a progresso e a luta pelos direitos, possui um percurso intelectualmente indecente construído na mentira descarada, no ataque soez, no pavoneamento inóquo e a na agressividade incontrolada da sua ânsia anti-comunista. É para isto que lhe pagam, bem entendido. Mas se descoberta a tramóia do miserável comentário que foi ouvido por milhares de portugueses, mandava a decência mais elementar, que não tiveram, ele e o Guedes de Carvalho, de terem desmentido a afirmação, que, todavia, fizeram perante o desmentido da CGTP para a SIC, foi dar a ideia de que tinha sido esta estação televisiva a esclarecer os tele-espectadores.

Quanto às falsidades e provocações que originou o desplante tresloucado do comentador de pacotilha, o tal Sousa Tavares e o penduricalho do Carvalho, nem uma palavra foi retirada, nem uma conclusão foi revista, nem um mea-culpa foi assumido. Nada, como se o que aconteceu tivesse sido algo normal, tivesse sido democrático e honrado, tivesse sido deontologicamente concebivel.

E não foi. Foi simplesmente informação salazarista proferida por um arauto filo-fascista que faz “disto” a sua vida faustosa.


SEGURO FEZ-SE OUVIR - Governo vai pedir a Bruxelas ajudas aos agricultores

ANTÓNIO. SEGURO, EXIGIU 450 M€ A BRUXELAS PARA OS AGRICUTORES
É uma antecipação de dinheiros comunitários que tem de serfeita. 
O GOVERNO, A REBOQUE, respondeu: 
O Governo...vai "falar" sobre o assunto e "pedir já a hipótese de accionar mecanismos europeus, nomeadamente para antecipar ajudas" aos agricultores, disse Assunção Cristas. ASSIM, SIM!OUVIR MAIS O PS FAZ BEM AO PAÍS!"
Económico com Lusa
O primeiro relatório sobre os prejuízos da seca será conhecido na próxima semana, disse hoje a ministra da Agricultura. Assunção Cristas revelou ainda que, no final de Março, vai pedir a Bruxelas a "hipótese" de accionar mecanismos europeus de apoio aos agricultores afectados.
O Governo está a "sinalizar" a situação da seca em Portugal "junto de Bruxelas", onde, "mais para o final de Março", se reunirá o Conselho de Agricultura, no qual o Executivo vai "falar" sobre o assunto e "pedir já a hipótese de accionar mecanismos europeus, nomeadamente para a""ntecipar ajudas" aos agricultores, disse Assunção Cristas.
Segundo a ministra, a 'task force' criada pelo Ministério da Agricultura para avaliar a situação da seca em Portugal está "a trabalhar intensamente para fazer o levantamento de tudo o que sãoos prejuízos já existentes e aqueles que previsivelmente ocorrerão".
"Para a semana", adiantou, a 'task force' vai apresentar o primeiro relatório com o "retrato" dos prejuízos da seca em Portugal e "reunir com as organizações de agricultores para também trocar impressões com todos e já com o panorama do país mais explicado".
A ministra explicou ainda que o Governo precisa de "ter dados muito concretos" sobre os prejuízos causados pela seca, porque "não podemos simplesmente dizer a Bruxelas: não chove e temos prejuízos".
"Temos que dizer onde é que eles estão, quais são em concreto e é esse trabalho de colher toda a informação objectiva e fidedigna que estamos a fazer", sublinhou.
Assunção Cristas revelou também que o Governo já pediu para "inscrever" a "explicação e a informação" sobre a situação da seca em Portugal nos "pontos de agenda" da próxima reunião do Conselho de Ambiente, que vai decorrer no dia 09 de Março em Bruxelas, ou seja, ainda antes do Conselho de Agricultura.
A ministra falava aos jornalistas no concelho de Serpa, no Baixo Alentejo, após ter efectuado a ligação de uma taberna à rede eléctrica nacional, no âmbito do projecto de electrificação rural da Serra de Serpa.
Questionada sobre se o Governo admite decretar o estado de calamidade pública, a ministra disse que o Executivo precisa de "mais tempo", porque "é possível que chova e, se entretanto chover, as coisas podem-se alterar".
"A nossa preocupação é "ter a 'task force' a acompanhar e a monitorizar constantemente [a situação] e a fazer o levantamento do que já são os prejuízos existentes e daqueles que podem ocorrer se a situação se mantiver, para podermos em Bruxelas dar a informação fidedigna", disse.
O Governo precisa de ter o primeiro relatório da 'task force' "com tudo bem explicado" e "até lá é prematuro" falar em estado de calamidade pública, frisou.
A ministra garantiu que o Governo está a "acompanhar" a situação, tem ouvido "as preocupações dos vários sectores" e "percebe a angústia de muitos agricultores", mas precisa de ter "os dados compilados" para poder "analisar a situação na sua totalidade".
O Governo vai "continuar a monitorizar" a situação e pedir a Bruxelas "a flexibilização" do que "for possível", como das regras das medidas agroambientais, para poder responder às situações, disse"


"Rola-bosta"

A propósito da notícia do CM sobre os cartões milionários na Defesa, e do subsequente Esclarecimento do ex-ministro Augusto Santos Silva, já ontem publicado neste blogue, Ferreira Fernandes, escreve hoje, no DN  mais um texto, a vários títulos, notável e que bem merece divulgação. Este:

"Um político com crédito
Há um Santos Silva banqueiro (Artur) e um Santos Silva ex-ministro (Augusto), e foi naturalmente a este que se passou cartão porque o assunto era achincalhar: "Cartões milionários na Defesa", titulou o Correio da Manhã. O Santos Silva não milionário, afinal, era-o... O ministro da Defesa do último Governo tinha dez mil euros de plafond!, gritou o jornal, tão alto quanto o teto do cartão bancário. O CM tem a mais apurada pituitária dos jornais, se fosse escaravelho haveria de se chamar rola-bosta, quem gosta fica bem servido. E assim lá houve mais um episódio de indignação esganiçada. Tudo normal, não fosse o tal Santos Silva não ser dos políticos que quando há suspeitas sobre as suas contas se negam a divulgá-las. A contracorrente do que é norma, o Silva do teto alto, em vez de deixar a suspeita assentar e esquecer, espevitou-a. É certo que começou por dizer, o que podia ser mero truque para protelar a explicação, que do cartão de serviço só gastara em serviço. Oh filho, os fãs do rola-bosta querem é saber se bebeste Petrus à custa do povo... Mas não, o Silva do cartão não estava a protelar coisa nenhuma, tirou a coisa a limpo e exigiu que o Ministério da Defesa tornasse público o que gastara. E ontem soube-se: nos 20 meses em que foi ministro, do seu cartão super-hiper de dez mil euros, Augusto Santos Silva gastou uma média de 147,72 euros mensais. Deixa-me fazer contas: dez mil, manchete; 147 euros, deve dar duas linhas."

(O CM fez hoje questão, como faz diariamente, de não deixar os seus créditos de "rola-bosta" por mãos alheias. É verdade que a "bosta" de hoje já está mais do que ressequida, tantas são as voltas que o CM já deu nela e com ela, mas não deixa de ser "bosta" e de continuar a exalar o fedor próprio da espelunca.)
.
(À cautela, não vá dar-se o caso de o fedor também se difundir por via electrónica, vou já tomar banho)
blog Terra dos espantos


MUSICA PARA O DIA DE SÁBADO


ontem ouvi na rádio que para pedir um visto de visita aos EUA qualquer cidadão portugues terá que se deslocar a Paris á respectiva embaixada americana.Obviamente com todos os custos por sua conta. Não entendo, não entendo !



Cegueira financeira


Se em terra de cegos quem tem um olho é rei, em terra de patos quem é cego é o quê? 

Canção


Dizem que esta cidade tem dez milhões de almas:
Umas vivem em mansões, outras em tugúrios;
Não há contudo lugar para nós, meu amor, não há contudo lugar para nós.

- Outrora tivemos uma pátria e pensávamos que isso era justo.
Olha o mapa, e ali a encontrarás.
Não mais podemos lá voltar, meu amor, não mais podemos lá voltar.

- O cônsul deu um murro na mesa e disse:
«Se não têm passaporte, estão oficialmente mortos.»
Mas nós ainda estamos vivos, meu amor, mas nós ainda estamos vivos.

- Aí em baixo, no adro da igreja, ergue-se um velho teixo:
Em cada primavera floresce de novo;
Velhos passaportes não podem fazê-lo, meu amor, velhos passaportes não podem fazê-lo.

- Fui a uma repartição; ofereceram-me uma cadeira;
Disseram-me polidamente para voltar no próximo ano;
Mas onde iremos hoje, meu amor, mas onde iremos hoje?

- Fomos a um comício público; o orador levantou-se e disse:
«Se os deixarmos aqui ficar, hão-de roubar-nos o pão de cada dia»:
Estava a falar de ti e de mim, meu amor, estava a falar de ti e de mim.

- Ouvimos um clamor que nem trovão retumbando no céu;
Era Hitler berrando através da Europa: «Eles têm de morrer!»
Oh, nós estávamos no seu pensamento, meu amor, nós estávamos no seu pensamento.

- Vimos um cachorro, de jaqueta apertada com um alfinete;
Vimos uma porta aberta e um gato a entrar;
Mas não eram judeus alemães, meu amor, não eram judeus alemães.

- Descemos ao porto e parámos no cais;
Vimos os peixes nadando como se fossem livres;
Apenas a dez pés de distância, meu amor, apenas a dez pés de distância.

- Passeámos por um bosque, havia pássaros nas árvores;
Não tinham políticos e cantavam despreocupados;
Não eram de raça humana, meu amor, não eram de raça humana.

- Sonhámos com um edifício de mil andares,
Com mil portas e com mil janelas;
Nenhuma delas era nossa, meu amor, nenhuma delas era nossa.

- Corremos à estação para apanhar o expresso;
Pedimos dois bilhetes para a Felicidade;
Mas todas as carruagens estavam cheias, meu amor, mas todas as carruagens estavam cheias.

- Quedámo-nos numa grande planura com a neve a cair;
Dez mil soldados marchavam para cá e para lá,
À tua e à minha procura, meu amor, à tua e à minha procura. 

- W. H. Auden, in “Ten Songs”, tradução de David Mourão-Ferreira

Miminhos com letras

A nossa comunicação social está cada vez mais concisa e objectiva. Ora vejam só estes dois primores:
Na quinta-feira,em "A Bola", podia ler-se" Ibrahimovic atropela jornalista ( com video)"  ( clik nos links amarelos)
Ora vão lá ver e fiquem a saber qual é o conceito de atropelamento para um desportivo. 

No mesmo dia, a propósito do julgamento Casa Pia, "o Público" titulava:
"Tribunal anula crimes a Marçal, Cruz e Silvino e manda repetir julgamento"
Ao ler o título, pensei que tivessem sido absolvidos mas, provavelmente, sou eu que tenho dificuldade em interpretar títulos.
A TVI, não querendo ficar atrás, abriu o 25ª Hora com uma notícia sobre "um incêndio em Massamá, próximo de casa do primeiro - ministro".Fiquei à espera para ver, com aquela esperança que vocês imaginam... Qual quê? Afinal apenas tinham ardido uns carros a mais de 500 metros de casa do casal Coelho. Com este conceito de proximidade, não admira que " A Bola" confunda atropelamento com encosto  e a  comunicação social ande sempre a errar o alvo...
Para terminar, recomendo-vos a leitura deste post do Afonso, para perceberem como se albarda uma notícia sobre sondagens, à vontade do dono...

Vilarejo espanhol volta a usar a peseta como moeda

A ideia partiu dos comerciantes para ajudar a população desempregada, mas pode se espalhar pelo resto do país em meio à crise do euro, colocando em circulação cerca de 1,7 bilhão de euros em pesetas

Época NEGÓCIOS 
  Getty Images
Peseta: a estimativa é que os espanhóis têm em suas casas o equivalente a 1,7 bilhão de euros
O vilarejo espanhol de Villamayor de Santiago, a 128 quilômetros de Madri, encontrou uma saída interessante para a crise do euro: a volta da peseta como moeda oficial. Com as complicações pelas quais passam os países da zona do euro, a cidadezinha decidiu dar um passo atrás e voltou a utilizar a peseta como moeda de troca no comércio local.
A iniciativa foi dos comerciantes, preocupados com o desemprego e o aumento no preço dos gêneros de primeira necessidade. No vilarejo, um terço dos 2.500 moradores não tem trabalho – acima da taxa nacional de desemprego, que está em 23%, somando quase 4,6 milhões de desempregados. Ao mesmo tempo, os alimentos subiram 43% desde 2002.
Os comerciantes começaram a perguntar se os moradores tinham ainda pesetas, a antiga moeda, em suas casas. A aposta deu certo e cerca de 6 mil euros em pesetas voltaram a circular desde que 30 estabelecimentos passaram a aceitá-las no final de janeiro.
Agora, Villamayor de Santiago está servindo de exemplo para que outras cidades adotem o mesmo esquema, o que poderia colocar em circulação um total de 1,7 bilhão de euros em pesetas. Em Salvaterra do Miño, na Galícia, o esquema também está valendo.
A manobra só é possível porque o Banco da Espanha nunca estipulou uma data para o fim do uso da moeda antiga, ao contrário dos outros bancos centrais dos países que integram o bloco.
Segundo Luis Miguel Campayo, diretor da associação comercial de Villamayor e o primeiro a sugerir o esquema, a ideia surgiu ao perceber que muitos residentes ainda mantinham pesetas em casa “para o caso de algo dar errado com o euro”.
“Nós percebemos que não há dinheiro na cidade. Bom, não em euros, mas que os moradores tinham uma saída”, disse ao jornal “La Mancha”.
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Cartaz que prega a volta da peseta como moeda oficial da Espanha, em lugar do euro
Por enquanto, o esquema deve durar até o final do ano, quando a associação então vai juntar as pesetas e trocá-las por euros em Madri. O dinheiro será então repassado aos comerciantes.
Para cada euro são necessárias 166.386 pesetas. Mesmo assim, os comerciantes garantem que a iniciativa é válida e, sim, poderia ser adotada em outras localidades para ajudar o país a atravessar a crise.