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sábado, 18 de fevereiro de 2012

pilem pilem = beber, beber - um clip musical da Croácia




Minha sogra é 10:
- 10 dentada;
- 10 trambelhada;
- 10 graçada;
- 10 arrumada;
- 10 bundada;
- 10 penteada;
- 10 confiada;
- 10 peitada;
- 10 miolada;
- 10 nutrida;
TOTAL: 100 vergonha!!!


Cesaria Evora - Besame Mucho

Luz Casal - Piensa en Mi 2/4 (Viña 1993)



Sábado... reflexões marginais


A arte, por vezes, nos diz o que não esperamos que seja dito de forma tão perfeita. É a arte coisa efémera? Dura mais que quiséramos ou esperávamos? Que importa? Que importa que morra, se dissolva ao sabor da impiedosa natureza ou lhe sobreviva aos ventos e se torne eterna?... é no momento que se cria que é útil. Ou porque nos dá alento. Ou porque nos denuncia que algo de medonho se aproxima e é preciso agir. Se seu desígnio é imprimir coragem, então a usemos para contrariar tudo o que requeira actos corajosos. Se for um desafio à acção, então que algo se faça. A arte também pode assumir mensagem de esperança, mas para que a quero eu se esperança passa por esperar e, como diz o poeta: "esperar não é saber/quem sabe faz a hora/ não espera acontecer". Esgotou-se o tempo onde cabia a esperança. Agora é a hora de luta, ainda que nos limitemos a resistir... 

Mas é a arte também um devaneio, um doce enleio, um olhar o umbigo da alma em êxtase ou depressão? Que pena o ser... só retarda o que teremos que fazer.
blog Conversa avinagrada


Elas dizem...

Bom Carnaval!
Abraço




Piada feminista:

Elas dizem: "De que adianta sermos gatas, se amamos os burros e eles preferem as vacas?"


Um homem sentou-se em uma estação de metro em Washington DC e começou a tocar violino



Uma leitura necessária. Percepção.
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Um homem sentou-se em uma estação de metro em Washington DC e começou a tocar violino; era uma fria manhã de Janeiro. Ele tocou 6 peças de Bach por aproximadamente 45 minutos. Durante esse tempo, considerando que era horário de pico, calcula-se que 1100 pessoas passaram pela estação, a maioria a caminho pro trabalho.

Três minutos se passaram, e um homem de meia-idade percebeu que um músico estava tocando. Ele diminuiu o passo, parou por alguns segundos, e então apressou-se a seus compromissos.

Um minuto depois, o violinista recebeu sua primeira gorjeta de 1 dólar: uma mulher arremessou o dinheiro na caixa e continou a andar.

Alguns minutos depois, alguém encostou-se na parede para ouvi-lo, mas o homem olhou para seu relógio e voltou a andar. Obviamente ele estava atrasado para o trabalho.

O qual prestou mais atenção foi um garoto de 3 anos de idade. Sua mãe que o trazia, o apressou, mas o garoto parou pra olhar o violinista. Por fim, a mãe o empurrou fortemente, e a criança continuou a andar, virando sua cabeça a toda hora. Essa ação se repetiu por muitas outras crianças. Todos os pais, sem exceções, os forçaram a seguir andando.

Nos 45 minutos que o músico tocou, apenas 6 pessoas pararam e ficaram lá por um tempo. Aproximadamente 20 o deram dinheiro, mas continuaram a andar normalmente. Ele recebeu $32. Quando ele acabou de tocar, ninguém percebeu. Ninguém aplaudiu, tampouco houve algum reconhecimento.

Ninguém sabia disso, mas o violinista era Joshua Bell, um dos mais talentosos músicos do mundo. Ele acabara de tocar umas das peças mais difíceis já compostas, em um violino que valia $3,5 milhões de dólares.

Dois dias antes dele tocar no metrô, Joshua bell esgotou os ingressos em um teatro de Boston onde cada poltrona era aproximadamente $100.

Esta é uma história real. Joshua Bell tocou incógnito na estação de metrô, que foi organizado pelo Washington Post como parte de um experimento social sobre percepção, gosto, e prioridade das pessoas. O cabeçalho era: no ambiente comum em uma hora inapropriada: NÓS PERCEBEMOS A BELEZA ? NÓS PARAMOS PARA APRECIÁ-LA ? NÓS RECONHECEMOS TALENTO EM UM CONTEXTO INESPERADO ?

Uma das possíveis conclusões desse experimento poderia ser:


SE NÓS NÃO TEMOS TEMPO PARA PARAR E OUVIR UM DOS MELHORES MÚSICOS DO MUNDO TOCANDO ALGUMAS DAS MELHORES MÚSICAS JÁ COMPOSTAS, QUANTAS OUTRAS COISAS MAIS NÃO ESTAMOS PERDENDO ???

***
Tradução: Sammy Damaxx

ORIGENS DO CARNAVAL

Carnaval na Antiguidade
Origem do Carnaval
HISTÓRIA DO CARNAVAL

Dez mil anos antes de Cristo, homens, mulheres e crianças reuniam-se no verão com os rostos mascarados e os corpos pintados para espantar os demónios da má colheita. As origens do carnaval têm sido buscadas nas mais antigas celebrações da humanidade, tais como as Festas Egípcias que homenageavam a deusa Isis e o Touro Apis. Os gregos festejavam com grandiosidade nas Festas Lupercais e Saturnais a celebração da volta da primavera, que simbolizava o Renascer da Natureza. Mas num ponto todos concordavam, as grandes festas como o carnaval estão associadas a fenómenos astronómicos e a ciclos naturais. O carnaval caracteriza-se por festas, divertimentos públicos, bailes de máscaras e manifestações folclóricas. Na Europa, os mais famosos carnavais foram ou são: os de Paris, Veneza, Munique e Roma, seguidos de Nápoles, Florença e Nice.

Conceito e Origem

A festa popular do Carnaval ocorre em regiões católicas, mas a sua origem é obscura.

O Carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma, principalmente do domingo da Quinquagésima à chamada terça-feira gorda. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas cidades em que se popularizou.

O termo Carnaval é de origem incerta, embora seja encontrado já no latim medieval, como «carnem levare» ou «carnelevarium», palavra dos séculos XI e XII, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, em tempos passados, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne.

A própria origem do Carnaval é obscura. É possível que as suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que as suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de carácter orgíaco. Contudo, o rei Momo é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar a origem do Carnaval para a Grécia arcaica, para os festejos que honravam a colheita. Sempre uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os actos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida.·

Período de Duração

Os dias exactos do início e fim da estação carnavalesca variam de acordo com as tradições nacionais e locais, e têm-se alterado no tempo. Assim, em Munique e na Baviera (Alemanha), ela começa na festa da Epifania, 6 de Janeiro (dia dos Reis Magos), enquanto em Colónia e na Renânia, também na Alemanha, o Carnaval começa às 11h11min do dia 11 de Novembro (undécimo mês do ano). Na França, a celebração  restringe-se à terça-feira gorda e à mi-carême, quinta-feira da terceira semana da Quaresma. Nos Estados Unidos, festeja-se o Carnaval principalmente de 6 de Janeiro à terça-feira gorda (mardi-gras em francês, idioma dos primeiros colonizadores de Nova Orleans, na Louisiana), enquanto na Espanha a quarta-feira de cinzas se inclui no período momesco, como lembrança de uma fase em que esse dia não fazia parte da Quaresma. No Brasil, até a década de 1940, sobretudo no Rio de Janeiro, as festas pré-carnavalescas iniciavam-se em Outubro, na comemoração de N. Sra. da Penha, crescia durante a passagem de ano e atingia o auge nos quatro dias anteriores às Cinzas — sábado, domingo, segunda e terça-feira gorda.   Hoje em dia, tanto em Recife (Pernambuco), como em Salvador (Baia), o Carnaval inclui a quarta-feira de cinzas e dias subsequentes, chegando, por vezes, a incluir o sábado de Aleluia.
Fonte: www.quadroegiz.com/out_materi/hist_carnaval



"Habemus" coca - snif - As mulheres segundo os "honrados" da Igreja!

Manuel Monteiro de Castro é um dos 22 novos cardeais aos quais Bento XVI vai entregar, hoje, os anéis e os barretes cardinalícios. O clérigo português defende que o Governo deveria apoiar mais as famílias, para que a mulher pudesse ficar em casa e “aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, a educação dos filhos”.
Diz mais: “Mas se a mãe tem de trabalhar pela manhã e pela noite e depois chega a casa e o marido quer falar com ela e não tem com quem falar… Isto é, uma família bem organizada é uma base fundamental para um país.”
«A função essencial das mulheres é cuidar dos filhos» - e, como dizia a Biblia "o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja" (Ef 5:23) e, os maridos devem amar suas esposas "como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela" (Ef 5:25) ! - pelo que se presume que a função dos maridos seja cuidar delas! - isto é muito bonito!
"aplique-se na função ....", e quando o marido chegar a casa e ela não tiver tempo para falar .... que família feliz! o problema surgirá quando "outras" também se apliquem "na função" e até - imagine-se - tiverem tempo para falar com ele! Mas, como diz o povo, nada como uma boa amante para manter um mau casamento! Doutrinem-se todos! Acontece que, nos próximos dias, os media vão tentar convencer-nos de que somos uns privilegiados, de que é uma «honra nacional» a criatura ele ser nomeada «cardeal» pelo último ditador da Europa ocidental. Será uma «honra» que eu - que até posso falar porque tenho tempo para isso - dispensava! E que até dispensaria os "trocos" que o meu País vai gastar subsidiando a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros na dita cerimónia! Enfim ... o protocolo exige - toque-se a pandeireta - mas a boa vontade só a dá quem quer! Nem a entrevista «A MULHER NA VIDA SOCIAL DO MUNDO E NA VIDA DA IGREJA» concedida por São Josemaria Escrivá (Fundador do Opus Dei), a Pilar Salcedo (Diretora da revista feminina Telva (Madri, Espanha)), a 1 de março de 1968 foi tão longe! Tinha eu 6 aninhos e eis-me impreparada para viver este "avanço" eclesiástico. A cozinha conventual já não é o que era!


A clivagem

Na década de 1870 * (quando foi publicado o Manifesto do Partido Comunista) não era muito diferente ser-se camponês pobre na China, EUA ou Grã-Bretanha. Era um mundo marxista, no sentido em que havia alguma semelhança entre o rendimento e as condições de vida dessas pessoas e, portanto, justificava-se alguma solidariedade.Daí o apelo de Marx (Proletários de todos os países uni-vos!). É muito mais difícil a solidariedade quando o rendimento de um caponês pobre em Portugal pode ser dez vezes superior ao de um de Angola.Passámos de um mundo de proletários a um mundo de migrantes. A diferença entre Europa e África é tão grande que não há projecto político que possa unir essas pessoas.
...
No mundo marxista, a grande clivagem era a nível nacional, entre capitalistas e trabalhadores. Dependia da classe. Hoje, a grande clivagem dá-se entre países. A desigualdade tem, sobretudo, a ver com o local onde se nasce. E a migração é o meio mais poderoso para reduzir a desigualdade global.


Entrevista a Branko Milanovic, autor de "The Haves and the Have-Nots", na VISÃO de 16.02.2012  
(*) a data indicada para a publicação está errada, não sabemos se por responsabilidade de Branko ou do entrevistador.  
blog DoteCome



O ARTESÃO - O DESENVOLTURAS E DESACATOS JÁ VISITOU ESTE ARTESÃO ALGUMAS VEZES E COMEU COM ESTE HOMEM ISOLADO UMAS VALENTES SARDINHADAS




O artesão




Saindo de Querença e a caminho de Tôr, vimos uma placa a indicar a existência de um artesão. Após uma íngreme subida por uma estrada de terra batida poeirenta e pedregosa, descobrimos o  senhor António Viegas, artista atento e simpático a mostrar como se trabalha a cana. Com a mesma faca com que cortava as canas, fatiava o chouriço que comia com pão. E conversava com vontade e afabilidade, mostrando um outro lado dum Algarve, que tenho aprendido a estimar. Plena região barrocal, pois claro.



Porque hoje é sábado, Brigitte Bardot

(Edição corrigida e ampliada)
Meu pai a tinha pela a mulher mais linda do mundo.
Confesso que não entendia.
Era muito pequeno, nada sabia de mulheres — hoje sei? — e ainda menos sobre…
… a explosão mundial do filme E Deus criou a mulher, realizado pelo maridão Roger Vadim.
Quando cresci, Brigitte Bardot já não era mais um sex symbol planetário…
… e só se falava dela quando ia a Búzios.
Nasceu em 1934, enfrentou a oposição dos pais ao fazer o primeiro filme em 1952, …
… virou mito em 1956 com o filme de Vadim que ainda hoje inspira o melhor blog do mundo …
… e participou de dúzias de produções ruins que apenas exploravam sua imagem.
Quando chegava perto dos 40 anos, em 1973, largou o cinema e…
… criou uma fundação para a defesa dos animais.
Acho admirável a forma como envelheceu. Nega-se a esconder as rugas, o peso e …
… a transformar-se num ET cheio de próteses, plásticas e botox.
Meu pai falava dela como se a conhecesse.
Era a Brigitte, uma amiga.
Esqueçamos suas críticas de extrema-direita aos árabes e aos homossexuais; …
… afinal, isto só demonstra que ela é uma francesa normal.
Falemos da paixão que John Lennon e Paul McCartney nutriam por ela, …
… e do planejado filme que nunca fizeram com a deusa.
Ela e Lennon encontraram-se uma vez, mas ele estava drogado e ela, apressada.
Uma das alegrias da imprensa é a de fotografá-la bem de perto, …
… mostrando uma estrela em ruínas falando sobre animais em extinção.
Não faremos isto aqui. Em nossos sábados ideais, ela estará sempre no auge.
E este aí em cima é, sim, Pablo Picasso. E a estrela-bônus é Jane Birkin, claro.
blog O pensador selvagem