AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

EM ROTA DE DESPEDIDA


DE QUEM É ESTE PAÍS !?




Carnaval | A Reencarnação


É o começo do Carnaval! Por isso, ninguém leva a mal!
Rssssssssssss
Bom Carnaval!




Reencarnação



Um casal fez um acordo que, se existisse reencarnação, o primeiro a morrer informaria o outro como é que era.

O marido foi primeiro, contactou a mulher e contou-lhe:

"Bem, levanto-me cedo e faço sexo.

Tomo o desjejum e vou para o campo de golfe. Faço mais sexo, apanho sol e faço sexo mais algumas vezes.

Depois almoço (você gostaria: muitas verduras!). Mais sexo, um passeio pelo campo de golfe e mais sexo o resto da tarde.

Depois do jantar, volto ao campo de golfe e faço mais sexo até anoitecer.

Depois durmo muito bem para recuperar, e no dia seguinte recomeça tudo igual outra vez."

A mulher pergunta: "Você está no Paraíso?"

– Não, já reencarnei. Agora sou um COELHO e vivo constantemente a f***r os Portugueses.








O QUE ALGUNS DE NÓS ANDAMOS A DIZER HÁ ALGUM TEMPO

MIKIS THEODORAKIS,afirma:

«O nosso combate não é apenas o da Grécia, mas aspira a uma Europa livre, independente e democrática. Não acreditem nos vossos governos quando eles alegam que o vosso dinheiro serve para ajudar a Grécia. (…) Os programas de "salvamento da Grécia" apenas ajudam os bancos estrangeiros, precisamente aqueles que, por intermédio dos políticos e dos governos a seu soldo, impuseram o modelo político que conduziu à actual crise.

Não há outra solução senão substituir o actual modelo económico europeu, concebido para gerar dívidas, e voltar a uma política de estímulo da procura e do desenvolvimento, a um proteccionismo dotado de um controlo drástico das Finanças. Se os Estados não se impuserem aos mercados, estes acabarão por engoli-los, juntamente com a democracia e todas as conquistas da civilização europeia. A democracia nasceu em Atenas, quando Sólon anulou as dívidas dos pobres para com os ricos. Não podemos autorizar hoje os bancos a destruir a democracia europeia, a extorquir as somas gigantescas que eles próprios geraram sob a forma de dívidas.

Não vos pedimos para apoiar a nossa luta por solidariedade, nem porque o nosso território foi o berço de Platão e de Aristóteles, de Péricles e de Protágoras, dos conceitos de democracia, de liberdade e da Europa. (…)

Pedimos-vos que o façam no vosso próprio interesse. Se autorizarem hoje o sacrifício das sociedades grega, irlandesa, portuguesa e espanhola no altar da dívida e dos bancos, em breve chegará a vossa vez. Não podeis prosperar no meio das ruínas das sociedades europeias. Quanto a nós, acordámos tarde mas acordámos. Construamos juntos uma Europa nova, uma Europa democrática, próspera, pacífica, digna da sua história, das suas lutas e do seu espírito. Resistamos ao totalitarismo dos mercados que ameaça desmantelar a Europa transformando-a em Terceiro Mundo, que vira os povos europeus uns contra os outros, que destrói o nosso continente, provocando o regresso do fascismo".»

Discussão gravíssima com Soares levou Sócrates a pedir ajuda externa

17.02.2012  Por Lusa

Soares diz que convenceu Sócrates a pedir ajuda externaSoares diz que convenceu Sócrates a pedir ajuda externa ()
 O antigo Presidente da República Mário Soares disse na noite de quinta-feira que José Sócrates acabou por ceder “à evidência” de ter de pedir ajuda externa, depois de com ele ter tido uma “gravíssima” discussão.

A revelação foi feita na Figueira da Foz, numa sessão de apresentação do seu livro “Um Político Assume-se”, onde Mário Soares recusou também que Sócrates tenha “fugido” do país após perder as eleições legislativas e se demitir de líder do PS.

“Tive uma discussão com ele gravíssima, porque queria que ele pedisse o apoio e ele não queria. Falei muito com ele durante muito tempo, duas horas ou três, discutimos brutalmente mas amigavelmente, eu a convencê-lo e ele a não estar convencido”, afirmou Mário Soares, na sessão promovida pelo Casino da Figueira da Foz.

Acrescentou que também o então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos contribuiu para a decisão do Governo liderado por José Sócrates de pedir a intervenção do Fundo Monetário Internacional em Portugal.

“Depois o ministro das Finanças também interveio mais tarde e ele [José Sócrates] acabou por ter de ceder, perante a evidência das coisas”, frisou.

Recusou que Sócrates tenha “fugido” do país, após perder as eleições legislativas e se demitir de líder do PS: “Não fugiu nada, coitado, não podia era continuar ali. Foi atacado por toda a gente da pior maneira”, argumentou Mário Soares na sessão moderada pela jornalista Cândida Pinto.

“É preciso ter uma coragem muito grande para aguentar o que ele aguentou”, acrescentou, argumentando que José Sócrates “fez bem” em se demitir e ter ido para França.

Já sobre a actual liderança do Partido Socialista, Mário Soares disse que António José Seguro “tem conduzido bem o partido, com muita competência e, sobretudo, com muita prudência”. 



POEMAS ILUSTRADOS DE ANTÓNIO GARROCHINHO






E AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE PORTUGUÊS TEM BAIXA PRODUTIVIDADE!

Aposentado de 90 anos tem três mulheres, 69 filhos e 100 netos no RN
Luiz Costa filho de Português de Mirandela teve 17 filhos com atual mulher e outros 13 filhos com a sogra.
Não contente, casou também com a cunhada, com quem teve 15 herdeiros.
Glauco Araújo Do G1, em São Paulo

Luiz Costa de Oliveira, 90 anos, com as três mulheres, na frente de casa, em Campo Grande. Da esquerrda para direita; Ozelita Francisca, 58 anos, Maria Francisca, 69 anos; e Francisca Maria, 89 anos (Foto: Júnior Liberato/Arquivo Pessoal)

O aposentado Luiz Costa de Oliveira, 90 anos, é viúvo do primeiro casamento, o que lhe rendeu cuidar sozinho de 17 filhos em uma casa humilde no sertão de Campo Grande (RN). Paquerador nato, ele não deixou, como gosta de dizer, a "peteca cair" e se casou novamente, por três vezes. O detalhe é que ele não ficou viúvo outra vez e nem se separou das primeiras esposas. Hoje, ele mora com três mulheres, a segunda companheira, a sogra e sua cunhada. Com elas, Oliveira teve 45 filhos.

Paquerador e insaciável, o aposentado ainda conseguiu arrumar tempo para mais três mulheres, todas relações que considera extraconjugais, que resultaram em outros sete filhos. Somando a prole de cada um dos relacionamento, ele construiu uma família (ou famílias) com 69 filhos, 100 netos e 60 bisnetos.
A primeira mulher da história de vida de Oliveira se chamava Francisca. "Deus quis levá-la e assim foi, mas me deixou 17 filhos". O tempo passou e ele conheceu outra Francisca, por quem se apaixonou, era Maria Francisca da Silva, hoje com 69 anos. "Com esta tive mais 17 filhos."

O terceiro relacionamento de Oliveira começou quando sua sogra passou a frequentar sua casa diariamente para cuidar de Maria Francisca em suas gestações. "A gente foi se conhecendo melhor e tive mais 13 filhos", disse ele.

Por causa das gestações de sua sogra, que se transformou em esposa, a nora Ozelita Francisca da Silva, 58 anos, passou a frequentar a casa de Oliveira também. Desta vez, os cuidados eram direcionados para sua sogra-esposa. "Fizemos 15 filhos".
Dos filhos de Oliveira, apenas 31 estão vivos.

Ciúmes de "mãe e filhas"
Semana passada, as filhas estavam brigadas com a mãe. As três estavam com ciúmes do marido, o mesmo das três. "A gente vive aqui na minha casa. A minha casa é pequena, com quarto, sala, cozinha e banheiro. Não tem muito conforto, mas dá pra fazer amor. Quando eu faço amor é sempre na mesma casa, no mesmo quarto.", disse Oliveira.

Além dos filhos com as três atuais mulheres e da falecida Francisca, Oliveira disse que a fama de "bom homem" atrai a atenção de outras mulheres. "A gente passa e as mulheres ficam olhando. Não sou assim bonito como dizem, mas tenho minhas qualidades."

O aposentado revelou ao G1 o segredo para tanta vitalidade. "Não bebo, não fumo, me alimento bem e durmo melhor ainda". Oliveira não quis explicar como faz para se dividir entre as três mulheres na mesma casa. "Tem espaço pra todas. Pra fazer amor não tem hora e nem lugar. basta querer."
Oliveira disse que sabe o nome de todos os 69 filhos, mas que tem horas que a memória não ajuda. "Se eu vejo pessoalmente eu sei quem é a mãe e nome vem na cabeça."

Os 100 netos já é uma operação mais complicada para Oliveira lembrar o nome de todos. "É muita gente, mas é gostoso. O nome deles quem sabe são os pais."

Os sete filhos que teve com outras três mulheres, em relacionamentos extraconjugais, Oliveira não tem tanto contato. "Eu sei onde moram, onde estão as mães, mas não temos o convívio".

E ainda tem gente que diz que português tem baixa produtividade?!

ESTAS "NEGOCIAÇÕES" TAMBÉM NÃO VÃO SER FÁCEIS

foto e montagem post António Garrochinho

Estas "negociações" também vão ser fáceis

Como se fosse do interesse de algum trabalhador ser obrigado a mudar-se para longe da sua casa e da sua família, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, pediu aos representantes dos sindicatos da Administração Pública – representam os trabalhadores, torna-se necessário relembrá-lo – para apresentarem propostas de incentivos à mobilidade geográfica. Quem se mostrou bastante interessado em entrar nesta que só pode ser uma brincadeira foi Bettencourt Picanço, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que se mostrou muito afoito em elogiar a abertura do Governo à negociação. Para quem não saiba, Bettencourt Picanço é um destacado militante do PSD que, já sob a liderança de Passos Coelho, encabeçou uma lista ao Conselho Nacional do partido. Percebe-se o empenho, não percebe? Só não se percebe muito bem é que ainda haja funcionários públicos que ainda descontem todos os meses uma percentagem do seu vencimento para sustentar uma estrutura que retribui com uma representação deste tipo.

Blog O país do burro







‎" o curriculo do 1º Ministro...

E é bom que o façam e que se espalhe bem por todos os vossos contatos, pois tanto falavam do CV do "outro" (do José Sócrates) e este nem um curso conseguiu tirar, até aos 37 anos !

E teve de o fazer numa UNIVERSIDADE PRIVADA.

Curriculum do nosso primeiro-ministro.

Meus Amigos, algum de vós dava emprego (não estou a falar de trabalho?) a alguém com esta "Carreira de Vida" (Curriculum Vitae [CV])!?!?

Nome: Pedro Passos Coelho

Morada: Rua da Milharada - Massamá

Data de nascimento: 24 de Julho de 1964

Formação Académica: Licenciatura em Economia na Universidade Lusíada (concluída em 2001, com 37 anos de idade).

Percurso profissional: Até 2004, apenas actividade partidária na JSD e PSD;

A partir de 2004 (com 40 anos de idade) passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e companheiro de Partido, Engº Ângelo Correia, de quem foi diligente e dedicado "moço-de-fretes", tais como:

(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA;
(2007-2009) Presidente da HLC Tejo,SA;
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest;
(2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente,SA;
(2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA;
(2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest,SGPS,SA;
(2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA;
(2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo,SA.

E é este o "magnífico" CV do homem que "teóricamente" governa este País!

Um homem que nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade!

Um homem que, mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu terminar a Licenciatura (numa Universidade privada?) com 37 anos de idade!

Mais: um homem que, mesmo sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo obter emprego como ADMINISTRADOR?

Em empresas do Ângelo Correia, "Barão do PSD" e seu tutor e patrão político!

E que nesse universo continua a exercer funções!

É ESTE O HOMEM QUE FALA DE "ESFORÇO" NA VIDA E DE "MÉRITO"!

É ESTE O HOMEM QUE PRETENDE DAR LIÇÕES DE VIDA A MILHARES DE TRABALHADORES DESTE PAÍS QUE NUNCA CHEGARÃO A ADMINISTRADORES DE EMPRESA ALGUMA, MAS QUE LABUTAM ARDUAMENTE HÁ MUITOS E MUITOS ANOS NAS SUAS EMPRESAS, GANHANDO ORDENADOS DE MISÉRIA!

É ESTE O HOMEM QUE, EM TOM MORALISTA, FALA DE "BOYS" E DE "COMPADRIOS", LOGO ELE QUE, COMO SE COMPROVA, NÃO PRECISOU DE "FAVORES" DE NINGUÉM PARA ARRANJAR EMPREGO, EDIFICANTE?

NÃO É?

DIGA LÁ?

VOCÊ DAVA EMPREGO (QUE NÃO FOSSE O DE "MOÇO-DE-RECADOS" A ALGUÉM COM ESTA «FOLHA DE SERVIÇOS»???

NÃO DAVA POIS NÃO?......NEM NÓS!!!"



Publicada por O Bar do Alcides





A Europa da Angela Merkel


A "bóia" do papai !

- Paiêeeeeeeeeeeeeeeeeeee !!!
- Fala muleke.
- Posso ir pra piscina?
- Pode sim.  Não esquece o protetor !
- Ta bom, ja peguei ... posso levar a sua bóia?
- Que bóia? não tenho bóia !
- Aquela que ta no seu quarto embaixo da cama?
- Não tem bóia embaixo da cama !!!!!
- Tem sim !!
- Bom, se você achar alguma bóia de piscina embaixo da minha cama pode pegar !
- Eeeeeba ... tchau



E lá se foi o querido Joãozinho com a "bóia" do pai embaixo do braço . . . . . .






o amor - António Garrochinho


UMA PÁGINA QUE ACONSELHO - HISTÓRIAS DANINHAS NO FACEBOOK


O personagem nasceu a 25 de Fevereiro, apto a despertar o queixume dos autores, que haviam filhado um ser mudo, sem choro e sem birra — um tormento, porque antes dele a motivação fugira solteira, desatada no fogo lento da casa, após o que decretaram (sem que se entregassem às mãos um do outro) a obrigatoriedade de recuperar o mistério para o amor, e não existe segredo maior do que um filho.
Cinquenta anos depois, graças à renovação absoluta das células que o compõem, este homem não se reconheceria a si mesmo se lhe mostrassem, tão eternas, as bochechas e os caracóis de boneco com o rabo na alcofa a encarar o fotógrafo. Era já um outro ser, em tudo distinto desse que primeiro se viu fazer no mundo, tornado especialista, nas rádios urbanas, em amores nevados de perdidos e achados. Indiferente, por mutação celular, ao pai que fugira da mãe que encolhera, mísera, a um canto na sala de estar.
Agora vemos o personagem vestido de camurça dos pés ao pescoço, num jeito seco de quem não tem que pensar, caminhando pela calçada de uma cidade de luz que apenas incide até meia parede, onde mulheres postas no volteio das janelas exibem gatos penteados à medida das suas maquilhagens.
Desapareceu ontem, na Rua dos Lírios, pelas dez horas, vestia camisola e calça escura de camurça, acabado de sair da mudança de pele. A família deseja o seu regresso, por todas as razões e por nenhuma. Se o encontrar, telefone. Oferecemos recompensa.
O personagem passa junto e nem os gatos o reconhecem. Passara na mesma janela dobrando a esquina todos os dias nos meses anteriores, sem hora certa, a caminho de. As outras células e a pele vazia acenariam às mulheres e ao seu colo de gatos; este de agora diz, pela primeira vez, bom dia. Quem é este homem?

1 comentário em ‘Quem é este homem?’

  1. ZPires
    Sabes, deseja ser cobra,
    ao menos por um dia.
    Deixar cair, com a pele, a velha escama
    e esperar por uma nova no que sobra.
    Depois, voltar a ser o homem-alegria
    desconhecido, até, de quem o ama.





O procurador da Beira




Um tigre não proclama a sua “tigritude”, ele salta  
Wole Soyinca

Bem sei que para abordar qualquer assunto de modo digamos, politicamente correcto, não se devefulanizar. Mas se a justiça em Portugal é, consabidamente, uma merda - um mundo de conchavos tácitos, obediências cegas, conveniências surdas, conivências mudas e iniquidades que gritam, como fazê-lo sem olhar para os seus rostos mais proeminentes? – Ainda mais quando se põem a jeito.
.
No estado em que jaz a justiça em Portugal é, no mínimo, original que um dos seus agentes principais profira abobrinhas como estas:
- O inefável procurador da república disse numa entrevista que nunca – nunca - foi pressionado por um político (que devem temer o meu mau-feitio, disse ele), ah valente. E disse mais. Disse que gostaria de ser lembrado como um beirão com coragem.
.
Mas o procurador Pinto Monteiro não é um tigre. Ou se for, é um tigre português. Beirão. Os tigres beirões não são valentes, são astutos. Nunca dão murros em facas bicudas. Não dão saltos, aninham-se.

No que me diz respeito, e como assim de repente não me consigo lembrar de algum salto que tenha dado, passarei a lembrar-me dele como alguém que gostaria de ser lembrado como um beirãozinho valente. Um tigre de papel.

.

MUSICA DE INTERVENÇÃO





imagens post António Garrochinho

Se houvesse corrupção em Portugal

O Presidente alemão, Christian Wulff, acaba de apresentar a demissão do cargo, por causa do seu envolvimento num caso de corrupção relacionado com a obttenção de juros de favor num empréstimo bancário. Ainda bem que em Portugal não temos corrupção, que senão Cavaco Silva teria apresentado a sua demissão em plena campanha eleitoral por causa da Quinta da Coelha ou antes, em pleno mandato, pelo envolvimento no banquete BPN. Mas acabou reeleito. É também por isto que nos chamam preguiçosos. Deixamo-las acontecer, por mais escandalosas que sejam. Eles contam com a abstenção e com a indiferença para se fazerem eleger. Não é por acaso que, em países a sério, onde o povo não despreza a utilização do voto, o mais ligeiro indício de corrupção tem como consequência quase automática uma demissão. É que estas coisas pagam-se caro. Nas urnas de voto. Nós temos BPn e temos PSD, temos auto-estradas em PPP a juros agiotas e sem risco para o "parceiro" privado e temos PS, temos submarinos e temos CDS, que é para não dar mais exemplos. E temos uma auditoria à dívida que revelaria quem pagou quanto e a quem por fazer.

blog O país do burro




A AGENDA DOS MOTINS MILITARES


A agenda dos 'motins militares'

por JORGE SILVA PAULO*03 Fevereiro

Têm surgido nos media declarações de militares reformados sugerindo a iminência de motins militares. Tiveram origem em posições políticas opostas, e que nada devem à moderação. É bom que o centro, pelo seu silêncio, não deixe os extremos monopolizar o espaço mediático.

Que os militares na reserva (fora da efetividade de serviço) e na reforma se exprimam nos media, é um exercício normal de direitos numa sociedade livre. Nuns casos, merece ser discutido; noutros, é de ignorar. É assim em todos os domínios; é normal em liberdade.

Já é reprovável pretender dar a ideia de que as Forças Armadas seguem as suas teses. As Forças Armadas são representadas pelas chefias institucionais e pelo Governo, que têm, e bem, desvalorizado essas declarações. Mas, sobretudo, porque sugerem antes uma confusão (interpretação benigna) ou uma manipulação (interpretação não benigna).

É sabido que se encontram mais facilmente culpas nos outros do que em nós: nunca somos bons juízes em causa própria. E é mais fácil apontar emotiva e publicamente aos outros (sobretudo, ao Governo...) o que - segundo os nossos interesses - serão as suas falhas. Proclamar uma posição moralmente superior de uma corporação é ousado; ela tem de estar numa posição invulnerável.

A prudente análise ética levará antes a assumir que "todos" podem ter "razão": cada lado pode guiar-se por códigos morais, e até moralidades, distintas - sem o saberem, quiçá, porque nem querem saber.

Sendo mais concreto, concordo com a Constituição e a lei, em que os militares no ativo numa situação de crise, como a que Portugal vive, têm dois deveres especiais: serem exemplares no respeito da ordem constitucional, não sobrevalorizarem os seus interesses pessoais e não usarem a sua posição para os prosseguirem.

Primeiro, de facto, a ordem constitucional não está em perigo.

Segundo, os militares não têm uma alternativa melhor para oferecer ao País. Nem têm de ter.
Terceiro, não se podem proclamar, coletivamente, hoje, aqui, como "reserva moral da nação"; as pretensões de fim da suspensão das promoções, dos subsídios e da fragmentação de hospitais militares e a aquisição de mais equipamentos sofisticados (cuja lógica não seja partilhada por todo o país) tornam improvável que, pelo menos hoje, quem defende aquelas medidas tenha valores morais mais elevados do que os políticos.

Quarto, como grupo social, os militares (pelo menos, os oficiais) estão longe de estar entre os portugueses mais desfavorecidos. Isso recomenda recato e apela ao espírito de sacrifício, que alguns reclamam ser apanágio dos militares, mas que parecem achar depender do "receber".

Por fim, não me parece que as Forças Armadas tenham estado muito disponíveis para atender ao que a nação tem pedido. Por exemplo, os meios que as Forças Armadas têm pretendido adquirir seguem uma lógica que poucos portugueses fora do meio militar entendem. Dou apenas um exemplo: ouvem-se populares e dirigentes do Estado a defender uma guarda costeira portuguesa, a que a Marinha se submeta, mas a Marinha tem-se oposto a tal submissão. É isso que revelam a campanha e o slogan do "duplo uso". Poderia dar exemplos nos outros ramos, que convergiriam genericamente num esforço de sobrevivência de um modelo que não querem ver mudado.

Enfim, a probabilidade de haver motins militares nunca é zero. E pode ter aumentado com esta crise. Mas as posições públicas e manifestações de alguns militares não revelam a necessária superioridade moral para eles terem eco. A impressão que fica é que há outra agenda, em ambos os extremos, que visa incitar os mais exaltados a fazer algo que só prejudica Portugal. Atiram gasolina para a fogueira, para depois virem dizer que avisaram que a madeira era explosiva.

*Capitão de Mar e Guerra (na reserva)
DN - Agenda dos motins militares - Resposta

Aconselho-vos a lerem primeiro o artigo do DN, acima, para melhor perceberem o alcance desta resposta magnífica de um tal José Botelho (Carvalho Araújo?), que deve actualmente ser um jovem CMG no activo.
-----------------------------------------------
Silva Paulo,
Camarada,

Há dois tipos de militares: os que sempre se sacrificaram na sua profissão aos interesses do país e da instituição, de forma humilde; e os outros, inconsequentes, ou ao serviço do próprio umbigo e da sua
agenda própria. Quando escreves um artigo como o que acabaste de publicar no DN assumes necessariamente, pelos recados que dás, uma posição de superioridade que não é compatível com o que fizeste ao serviço da Marinha. Isto para ser directo e sem rodeios. Quanto à essência do artigo temos a dizer-te o seguinte:
Relativamente à Defesa da Constituição e do compromisso que assumimos de defender por via dela o regime democrático, não aceitamos qualquer recado teu, QUEM TE JULGAS TU? Temos a certeza que não te encontraremos na barreira daqueles que não se importam de dar a vida, um dia, para defender a nossa democracia, a nossa pátria, se assim for necessário, sem retóricas, sem medos e sem desculpas. Mas daí a criticar, e a passar de forma pública um ralhete ao genuíno descontentamento daqueles que servem actualmente nas Forças Armadas vai um grande passo que, como afirmas, tem que ser dado por alguém com um estatuto ético-moral acima de qualquer nota. E neste caso, a nota
nunca é a opinião do próprio sobre si mesmo.

Quanto ao Duplo uso, acho que estás muito confuso e parece-me que, como nunca andaste no mar (nós pelo menos não nos lembramos de te ver lá; talvez só de vez em quando na vedeta), tens dificuldade em perceber.
A Marinha é de Guerra, é essa a natureza, é essa a forma como estão definidas as Forças Armadas na Constituição, é esse o entendimento comum do cidadão. Consequentemente a sua missão primordial é estar apta a defender o país em termos latos mas também e se necessário em termos restritos. Claro está que numa visão economicista (eu diria mais, estreitamente contabilística das Forças Armadas), elas são uma despesa que não gera por natureza benefício económico. Assim, em razão desta motivação contabilística, ficam as Forças Armadas reféns das mais variadas investidas, muitas vezes da própria classe política dirigente, por vezes mal informada por tipos como tu, com uma visão
estratégica limitada e uma incompreensão crónica pela instituição militar (no que os militares também têm a sua quota de responsabilidade).

No actual estado do País, um punhado de espertos, grupo a que pertences (pois existem em todos os tempos e em todas as épocas de dificuldades, surfando na crista da confusão para se arvorarem em
arautos da transformação, sem serem responsabilizados pelos seus actos e afirmações), vêm advogar um sentido de utilidade imediata para as Forças Armadas, não relevando a essência destas. Essa essência está no potencial de combate, e na sua importância na dissuasão e na afirmação dos interesses nacionais em tempo de paz e no contexto das alianças militares. Em último caso, são estas que nos protegem e garantem a nossa sobrevivência enquanto nação, como o instrumento crucial de defesa colectiva. Não pensamos como tu, que há que demostrar ao público a sua utilidade imediata destruindo se necessário a sua coesão organizativa, material e pessoal, ora transformando o Exército em bombeiros e guardas florestais, a Marinha em guarda costeira e em nadadores salvadores e a Força Aérea num destacamento aéreo de combate aos incêndios e transporte de VIPs. Somos visceralmente contra esta visão redutora e essa sim claramente anticonstitucional. Já que falamos do primado da lei, se a classe dirigente quer fechar as Forças Armadas, que o faça com a maioria de 2/3 que a Constituição exige e de forma transparente ao cidadão nacional, e não por via da suborçamentação crónica, de reestruturações sucessivas que nos entretêm e não nos permitem fixar um rumo e cumprir com a função para a qual existimos.
Ninguém neste Mundo poderá afirmar com elevada certeza ou probabilidade o que o futuro nos reserva. Basta olhar para a situação económica e financeira internacional para vermos que o que ontem nos parecia uma certeza absoluta e insofismável passou a ser fluído e quiçá quimérico. As únicas certezas são a imprevisibilidade e a incerteza. As Forças Armadas são por isso o seguro de vida da nação, enquanto Estado independente. Concretizam de forma clara enquanto emanação de um vontade férrea do Portugueses no contexto Internacional, o próprio exercício da soberania sobre o que com muito custo, sacrifícios que tu e gente como tu nunca entenderão de vidas humanas, se construiu nos últimos nove século e que se chama Portugal.
Quando se pedem novos sacrifícios às Forças Armadas, é preciso lembrar que a elas sempre foram pedidos de forma constante ao longo dos últimos 25 anos, e elas sempre corresponderam, mesmo em período de vacas gordas. Essa retórica é por isso claramente demagógica, porque o exemplo tem que começar por cima, por quem dirige e está investido desse poder por sufrágio democrático. E o que se vê é uma sociedade corporativa, minada, e onde medram todo o tipo de interesses. É esta política de duplo critério que mais revolta os militares, pois sentimo-nos sempre tratados como cidadãos de segunda prioridade, com uma profissão que na retórica demagógica é importante, atente-se aos
discursos oficiais, mas que é desprezada na realidade pelo poder político instituído e pela corporação dos interesses instalados e companhia Lda que como lobos esfaimados atacam o Estado. São esses
interesses a principal causa do aumento descontrolado das despesas, só assim se compreende as ruinosas PPP - Parceria Público Privadas, as finanças regionais e locais fora de qualquer controlo (pois como sustentam as bases partidárias não dá jeito mexer nelas), um sistema de justiça mastodôntico que retira ao cidadão o direito à justiça e a própria crença neste, que prejudica a economia, etc. Foi assim que nas décadas de 1990 a 2010 este país desperdiçou uma oportunidade única de se renovar e actualizar, tornando-se competitivo e produtivo, o que nos conduziu ao estado actual.
Por isso quando vens engordar a retórica popular anti militar queremos lembrar-te do seguinte:
· Que prestas um mau serviço à Nação pelo combustível que atiras sobre uma fogueira de interesses ínvios que tem por alvo as Forças Armadas;
· Que estás na tua reserva (a ganhar o ordenado em casa sem prestar serviço) confortável, aos 48 anos de idade, e a gozar das "regalias" que criticas e sem nunca te teres sacrificado (que eu saiba) a sério pelo teu país;
· Que pelos vistos nunca te perguntaste se o que ganhas é justo. A nós que aqui continuamos no activo, a remuneração de que auferimos não nos pesa na consciência; se calhar não é o teu caso;
· Que na reserva ganhas mais que nós no activo, que devemos ser burros, pois isso é coisa que te faz confusão no teu cínico e invertebrado ser, que alguém prefira continuar ao serviço do que ir para casa aos 48 anos usufruir dos tais direitos que agora vens atacar, sempre com a pena afiada do economista douto autoproclamado;
· Que o que me parece que te motiva é um protagonismo espúrio e inconsequente que diz muito de ti, mas que não surpreende quem te conheça.
Por fim queremos partilhar contigo a nossa visão da Marinha de duplo uso: é uma Marinha de Guerra que em tempo de paz também executa as funções de Guarda Costeira com as sinergias e poupanças que daí se podem retirar, mas nunca a inversão desta ordem pelas razões acima referidas. Apreciaríamos ver essas tuas afirmações sobre a Marinha e o Duplo Uso fundamentada de forma séria, e não no tom de atoarda gratuita que sempre foi teu apanágio.
Para acabar, ocorre-nos transcrever-te um pequeno trecho da "Antígona" de Sófocles, que a nosso ver te assenta como uma luva: "Porque quem julga que é o único que pensa bem, ou que tem uma língua ou um espírito como mais ninguém, esse, quando posto a nu, vê-se que é oco".
Cumprimentos,
Zé Botelho