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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

DIA DOS NAMORADOS E NEM UMA PRENDINHA !!!



O que se passou de errado em Portugal?'


16 de Fevereiro, 2012Diogo Pombo
«Comparado com os outros estados doentes da Europa, Portugal fez tudo certo». A frase consta na descrição de um grupo de discussão criado pelo New York Times para debater a crise no nosso país, onde participam alguns economistas e estudiosos europeus. No meio da discussão, são vários os factores atirados para explicar como Portugal foi arrastado, ou se arrastou, para a crise financeira.Do outro lado do Atlântico, a crise financeira na Europa tem merecido especial atenção. Ontem, quarta-feira, o diário norte-americano tinha já dedicado um artigo onde abordava a situação portuguesa, comparando-a sempre coma crise grega que, face à sua gravidade, tem concentrado em si a maior parte das atenções dos líderes e instâncias europeias.
Mas a edição online do jornal nova-iorquino dedica uma especial atenção a Portugal. Nos confins do seu site está um grupo de debate que nas últimas semanas tem recorrido às opiniões de vários economistas europeus para debater os problemas da crise portuguesa. E, de novo, com olho na Grécia.
Até ao momento são cinco as opiniões que constam no fórum. Entre elas, porém, há um destaque comum para Portugal: em termos económicos, estamos e somos melhores que a Grécia. Mas tal não safa o país do risco de não conseguir sair de um caminho que poderá acabar em problemas similares aos que os helénicos estão agora a combater.
Primeiro, as 'vantagens' em relação à Grécia. Para Nicolas Verón, membro do think-tank Bruegel, centrado em melhorar a política económica mundial, Portugal tem e fez várias coisas melhores que os gregos: menor défice, as alterações às leis laborais (acordo da concertação social) e um programa de privatizações mais avançado – dando o exemplo da aquisição da EDP por parte dos chineses da Three Gorges.
O inevitável sucessor da Grécia
A opinião de Verón acaba mesmo por ser a mais favorável. Os restantes participantes preferem pintar um retrato negro ao abordarem o futuro que aguarda Portugal, e Edward Harrison, um economista e fundador do site Credit Write Downs, aponta que o nosso país será a próxima peça a tombar na batalha de xadrez que a crise está a ganhar à Europa.
Harrison sublinha que a crise portuguesa resulta principalmente do endividamento do sector privado, e critica as medidas de austeridade encomendadas da ‘troika’ – FMI, UE e BCE -, com cortes para o governo e sector público que vão ‘encolhendo’ a economia portuguesa. O problema, defende, está nos líderes europeus: «Não conseguem perceber as dinâmicas da deflação da dívida».
O problema da deflação
Em Portugal, actualmente, o défice ronda os 118%, e a deflação da dívida pode explicar-se pelo problema do défice. O défice comercial resulta sempre da relação entre o PIB (Produto Interno Bruto) e o valor da dívida - o dinheiro que o país deve. Quando o PIB desce, e mesmo que os números da dívida se mantenham, o défice irá sempre aumentar. Por sua vez, o valor relativo da dívida vai sempre aumentar, mesmo que os seus números reais se mantenham.
A isto juntam-se os juros que são exigidos no momento de pagar os empréstimos feitos pela ‘troika’ para os países combaterem a sua dívida. O cenário, portanto, não poderá ser muito animador.
Daí que Harrison titule o seu comentário de «O porquê de Portugal ser a próxima Grécia». Charles Wyplosz, professor na Universidade de Genebra, é mais drástico na sua explicação do problema. «Os empréstimos [da ‘troika] aumentam a dívida, e a austeridade impede os países de saírem da depressão em que estão atolados», retratou.
Em suma, os problemas de Portugal são utilizados para explicar o desenrolar de uma crise financeira que promete abalar cada vez mais a Europa.
diogo.pombo@sol.pt


SEXTILHAS AO ALVO (versos populares) - ANTÓNIO GARROCHINHO







se não corres com o Coelho
o Portas esse fedêlho
Cavaco e todo o corrupto
este será o teu triste fim
e não te voltes p´ra mim
dizendo que sou maluco


se votaste por engano
nestas ratazanas do cano
emenda a tua asneira
mal de quem passa fome, adoece
pois a morte não se compadece
e acabas desta maneira


sai prá rua, luta, desobedece
é dever de quem não se esquece
dos tempos da outra senhora
se te estás sempre a baixar
depois não te venhas queixar
que tua vida não melhora


o fascismo e o capitalismo
são uma forma de terrorismo
que maltrata a humanidade
ergue bem alto a tua voz
somos muitos não estamos só
viva Abril e a Liberdade


António Garrochinho


FOI ASSIM QUE COMEÇOU !!!


ALERTA ! - VOLTARAM OS FASCISTAS - POEMA DE ANTÓNIO ARROCHINHO



Um Manifesto importante, uma palavra maldita e um elefante que ninguém quer ver

O Instituto Europeu da Faculdade de Direito de Lisboa lançou um Manifesto, encabeçado por Eduardo Paz Ferreira, como o título inequívoco «Um Tratado que não serve a União Europeia».

Num país em que as elites ligadas ao arco da governação desenvolveram ao longo dos anos um europeísmo acrítico, subvalorizando os riscos da integração europeia e exaltando benefícios questionáveis, o surgimento de um Manifesto que põe em causa o projecto de “Tratado sobre a Estabilidade, a Coordenação e a Governação na União Económica e Monetária”, promovido por especialistas reputados de uma instituição reconhecida, é motivo de grande interesse.

Ainda o é mais quando lemos as razões de crítica à pseudo-solução que os líderes europeus dizem ter encontrado para a crise. Eis algumas passagens do Manifesto:

«Num momento que é de urgência, em que os problemas da zona euro se jogam no curto prazo, é paradoxal que se tenha apostado em despender energias na elaboração de um projecto de tratado, para mais numa circunstância em que se verificou não haver consenso para isso entre os 27 Estados-membros, o que só por si enfraquece a solução encontrada.

A surpresa é tanto maior quanto nada do que está consagrado no Projecto de Tratado aprovado pelos 25 Estados-membros é verdadeiramente inovador. E o que verdadeiramente justificaria um tratado de revisão está ausente no projecto agora aprovado.

Com efeito, o que se verifica é, no essencial, uma tentativa de elevar ao nível de tratado o fracassado (não por acaso) Pacto de Estabilidade e Crescimento como contrapartida da criação do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).

(...) O Projecto de Tratado reincide no erro de instituir um regime económico sem flexibilidade, em resultado do ainda maior espartilho decorrente das regras orçamentais. Os Estados-membros mais frágeis – já bastante condicionados pela dependência de financiamentos de instituições da União - ficam totalmente desprovidos de instrumentos de política económica para prosseguir os seus objectivos específicos. E não podem sequer beneficiar, como nos Estados Unidos, dos instrumentos próprios do federalismo (designadamente de um poderoso orçamento redistributivo ao nível da União), ficando assim no pior de dois mundos.

(...) A estratégia adoptada é orientada num sentido único. Desvaloriza-se a circunstância de o problema de fundo residir mais no nível dos desequilíbrios nas balanças de pagamentos do que propriamente nos desequilíbrios orçamentais (a Espanha tinha excedentes orçamentais apesar do enorme défice externo): os fundos provenientes dos países com excedentes na balança foram intermediados pelo sistema financeiro para financiar os países com défices na balança. Daí a necessidade de uma visão mais abrangente, mais de conjunto, ao nível da zona euro.

A estratégia seguida secundariza o vector do crescimento, pois pretende ajustamentos em períodos muito curtos. Ora, a intensidade do ajustamento pode comprometer o crescimento e gerar uma espiral recessiva. Então, como já alguém disse, em vez de uma união de estabilidade e crescimento teremos uma união de instabilidade e duradoura estagnação.»


Não poderia estar mais de acordo. O meu apoio ao Manifesto esbarra, no entanto, num palavra maldita: austeridade. O Manifesto defende a «austeridade» como um dos «quatro ângulos» de um «quadrilátero virtuoso». Na verdade, os autores do manifesto enfatizam que a «austeridade» deve ser entendida «como um instrumento e não como um fim», podendo ler-se que «a austeridade deve traduzir-se, designadamente, num combate sem quartel ao desperdício e à corrupção e na racionalização e reorientação da despesa pública visando maximizar a sua eficiência.».

Tivessem os autores utilizado a expressão 'disciplina orçamental e transparência' e o meu acordo seria quase total. Tenho defendido que não concebo uma integração económica sem estabilidade monetária e não imagino que esta seja possível sem compromissos e mecanismos de monitorização multilateral das políticas orçamentais. Subscrevo também que a ideia, expressa no Manifesto, de que a estratégia de saída para a crise deveria passar por esforços assimétricos dos Estados europeus, com a adopção de políticas expansionistas nos países superavitários e contenção nos restantes.

No entanto, no contexto actual, a utilização da expressão 'austeridade' não é neutra. Ela acarreta, não obstante os qualificativos, um alinhamento simbólico com uma estratégia de ajustamento assente na difusão da ideia de superioridade moral dos hábitos austeros, como meio de legitimação de medidas injustas, ilegítimas e, como o Manifesto sublinha, condenadas ao fracasso.

Por outro lado, este Manifesto - como, de resto, a generalidade das intervenções críticas sobre a integração europeia (inclusive as que temos feito neste blog) - ignora recorrentemente uma questão fundamental: a da viabilidade política de quaisquer propostas alternativas para ultrapassar a crise. De facto, grande parte das propostas avançadas no Manifesto exigiriam a substituição do Tratado de Lisboa, o que só seria possível com o acordo de cada um dos 27 Estados Membros. E nunca estivemos tão longe de conseguir um acordo sobre as questões mais simples, quanto mais sobre aquelas que implicariam, na verdade, uma refundação da UE.

Parece cada vez menos razoável esperar que a sensatez e a racionalidade colectiva dos governos da UE conduza a uma mudança de rumo. Este é o elefante que temos na sala e que temos evitado discutir. Vai chegando a hora de mudar os termos do debate.


Cavaco – A massa de que são feitos os “heróis”...



Informado de que decorria à porta da Escola Artística António Arroio, que ia visitar, uma manifestação de estudantes que protestavam contra fim dos passes escolares e contra a inexistência de uma cantina numa escola com 1200 alunos... Cavaco Silva, o tal que faz de presidente da República, cancelou a visita já depois da hora a que esta estava programada... por «um impedimento relacionado com a função presidencial».
Quem votou nele, provavelmente tem o “presidente” que merece...
Os estudantes da António Arroio têm falta de dinheiro para os transportes e, por falta de um refeitório, são obrigados a comer o que levam, por onde calha, sentados no chão e pelos cantos. É certo. Porém não lhes falta a dignidade e a coragem de cumprirem com o seu direito/dever de protestar... dignidade e coragem que, pelos vistos, falta ao lamentável “pastel de Belém”.


Adenda:  Quais serão as diferenças entre estes estudantes de uma escola pública, de quem Cavaco fugiu... e os outros, dos colégios privados, a quem há tempos incentivava a que se manifestassem, afirmando: «Considero importante que crianças, jovens, pais e professores venham para a rua para defender a sua escola. É um sinal de vitalidade da nossa sociedade civil»
               (Com um agradecimento ao Tiago Mota Saraiva e ao "5dias.net")


Tiroteio na base das Lajes

A Base das Lajes, na ilha Terceira, Açores, esteve hoje encerrada durante cerca de uma hora, devido ao accionamento, aparentemente sem motivo, de um botão de alarme num edifício do setor norte-americano, mas parece que afinal ouve tiroteio. 
Após um tiroteio na Base das Lajes, um militar norte-americano terá sequestrado um médico e ter-se-à barricado em seguida no hospital das forças armadas, avança a RTP. A Força Aérea não confirma a informação.
 Noticia em desenvolvimento.....
Blog D"Sul



Jogar Pelo Seguro



OS ALUNOS da Escola António Arroio continuam a manter a tradição. Quando José Sócrates lá foi em visita, os alunos fizeram-lhe uma espera e ele teve que sair pela porta das traseiras. Hoje, o Presidente Aníbal Cavaco Silva, com uma visita igualmente programada para o mesmo estabelecimento de ensino, e na eminência de uma nova espera dos alunos, nem apareceu, admitindo que tenha havia um "impedimento relacionado com a função presidencial". Tudo leva a crer que a porta das traseiras estava bloqueada, e já lá vai o tempo em que Cavaco Silva era atleta barreirista.


Meu comentário - Já Sun-Tzu dizia que o bom general, em toda e qualquer movimentação dos seus exércitos, não só deve saber optar pelo melhor terreno em que vai pelejar, como também ter préviamente escolhido uma via desimpedida para retirar, caso a sorte das armas lhe seja adversa.


São tão bomzinhos


Pobres passam a ter acesso a refeições take away em 950 cantinas em todo o país. A ideia é que as pessoas em situação de pobreza, que querem manter o anonimato e hesitam em frequentar a tradicional "sopa dos pobres", possam levar para casa refeições já confeccionadas, gratuitas. 

Não é fácil criticar as medidas que, de uma maneira ou outra, possam ajudar quem vive em aflição e desespero. Mas fácil é fazê-lo a quem as implementa se foram também os responsáveis pela pobreza em que essas pessoas foram atiradas. Quem se esteve absolutamente nas tintas pelo sofrimento que causaram, pelas vidas que destruíram, pelo desespero do desemprego e da fome. A caridadezinha que agora vêm mostrar não limpa a porcaria e a crueldade das medidas de austeridade que todos os dias atiram mais gente para a miséria. Estão a destruir futuro do país por muitos anos e não é assim que redimem as suas almas.


MINISTROS COM MEDO


O Gaspar, ministro das finanças, e o Álvaro, ministro da economia, não saem de casa nem dos respectivos ministérios, sem um corpo de polícia a garantir a segurança dos seus corpos.

É o que conta a imprensa de hoje e confirmou a PSP.

Sabemos, da sabedoria popular, que o medo guarda a vinha e que quem tem cu tem medo. Mas acho que não será por essas razões prosaicas que o Gaspar e o Álvaro têm medo e passaram a andar rodeados de polícias.

Eles têm medo, porque têm consciência do que andam a fazer: de que andam a empobrecer, a roubar e a desgraçar o país e o povo trabalhador português.

Não admira que tenham medo!... Cuidem-se, cobardes!

Este país é um Carnaval

Com governos sucessivos sem ideias, sem respeito pelo povo português, com autoritarismo e teimosia desmedida, agora estamos perante um Governo completamente desorientado.
Valdemar Carneiro
Passos Coelho quer cometer os mesmos erros que cometeu o seu padrinho Cavaco, o que demonstra a sua grande falta de imaginação e dos que o acompanham. Ao CDS não vale a pena pedir-lhes seja o que for, anda sempre a reboque do PSD. Querem é protagonismo e poder e atingiram os mandatos suficientes para terem direito à famosa reforma política confortável. Não são diferentes uns dos outros. Isto é que é um verdadeiro Carnaval. Meter a mão ao bolso dos contribuintes indevidamente, enterrar as pequenas e médias empresas, mais cortes salariais, sempre a inventar medidas suplementares para encobrir as mentiras.
Este Governo não vai renegociar a dívida com a TROIKA. É para cumprir custe o que custar. Isto são palavras pesadas e desafiadoras, pois seria mais fácil renegociar a divida com a TROIKA e dar um balão de oxigénio aos portugueses. Por exemplo: se uma pessoa deve 100€ e não os tem para pagar no momento da dívida, divide-se a dívida em cinco partes. 20€ por mês é muito mais fácil e mais confortável. O devedor acaba por pagar a dívida sem se prejudicar com outras dívidas. Assim deveria fazer este Governo e não “Custe o que custar”, porque eu diria então quem roubou que pague.
O BPN com o buraco que foi tapado e depois foi vendido por meio quilo de cerejas é um caso lamentável. O CDS hoje não fala disso. Claro, está no Governo. Quem cala, consente. É tudo a defender o seu próprio tacho e o resto é o que se vê. Não há dinheiro, não há dinheiro. Os chulos do futebol estão endividados, mas para comprar jogadores de milhões, o dinheiro aparece… e as fábricas que têm os ordenados em atraso não arranjam puto tostão para cumprir com as obrigações.
O que é que está mal neste país? Tudo desorganizado e só quem tem é que é respeitado, o resto não conta.
Seria bom e de bom censo que a política voltasse ao seu ponto de partida, com honra e honestidade e, sobretudo, inteligência, porque essa nasce com ela, não se cultiva. Este é o grande problema. Os políticos, na sua maioria, são como nabos, não conhecem a nobreza da política porque se assim fosse não lhes crescia tanto a carteira e dedicar-se-iam a fazer um povo feliz, com emprego, com menos impostos e também menos regras. Até entopem tudo. A burocracia neste país é anedótica – por isso voltamos sempre à estaca zero. Vou dar um exemplo: porque é que temos para um veículo um título de propriedade e um livrete? Temos um cartão único de cidadão, não temos leitor. Temos portagens nas SCUT’S electrónicas com cinco dias para pagar a passagem e os carros estrangeiros passam de borla. Isto é mesmo a cultura dos nabos.
Neste país de burocracia atrasada paga o Zé Pagode. Terça-feira Gorda, Dia de Carnaval, ninguém leva a mal, não vão trabalhar, divirtam-se e o Coelho que se deixe de treta barata e que pense duas vezes!
As ditaduras estão todas mortas – isto não mudaria nada. Sócrates e Sócrates 2.




  Algarve: Carnaval para todos os gostos 16-02-2012 

Para “troikar” a crise pelo carnaval, há desfiles em Loulé, Paderne (Albufeira) ou Moncarapacho (Olhão) mas o Entrudo sai à rua ou vai ao baile em muito outras cidades do Algarve, de barlavento a sotavento. Veja aqui o roteiro das festas.    
O corso mais mediático, "Troika, a Crise pelo Carnaval de Loulé”, é Av. José da Costa Mealha a 18 e 19 de fevereiro a partir das 15h00, com bilhetes de 2 euros.
Em Paderne (Albufeira), o carnaval é Um Negócio da China”, das 14h00 às 18h00, do dia 19, num desfile com participação gratuita.
Por sua vez, o centenário Carnaval de Moncarapacho volta a sair à rua nos dias 19 e 21 de fevereiro, a partir das 14h30, também sem bilhetes.
Roteiro do Carnaval do Algarve
Mas não se esgotam por aqui os festejos carnavalescos do Algarve, num roteiro que passa por Alte, Quarteira, Faro, Olhão e São Brás de Alportel no Algarve central, por Tavira e Vila Real de Santo António e Monte Gordo a Sotavento e ainda por Lagoa, Lagos e Portimão, a barlavento.
Loulé: Entre a tradição da serra e o enterro do Entrudo em Quarteira
Em 2012, o corso carnavalesco de Alte acontece nos dias 19 (domingo) e 21 de fevereiro (terça-feira), entre as 15h00 e as 18h00 horas. A festa prolonga-se pela noite fora, com bailes de Carnaval no salão da Casa do Povo de Alte, a partir das 21h30.
Os 10 Carros alegóricos e máscaras dos foliões é exclusivamente feita pelos 5 grupos participantes, dando a este carnaval um cunho de autenticidade.
Já em Quarteira, é na Avenida Infante Sagres que durante quatro dias se faz a festa. Logo no dia 17, entre as 10h00 e as 12h00 e as 14h00 e as 17h00 tem lugar o desfile de crianças. O corso acontece nos dias 18 e 19 de fevereiro, a partir das 15h00, com o desfile de 14 carros alegóricos, com temas serão escolhidos pelos próprios grupos e podem ir desde a sátira política, até alusões diretas às próprias agremiações envolvidas no corso.
Um dos momentos singulares é o Enterro do Entrudo, na Quarta-Feira de Cinzas, dia 22, pelas 15h00. O desfile tem início na Rua da Alegria e termina na Praça do Mar.
É Carnaval, Mó! Para Olhão
O centenário Carnaval de Moncarapacho volta a sair à rua nos dias 19 e 21 de Fevereiro, a partir das 14h30, um dos carnavais mais típicos da região.
Entre as 14h30 e as 18h00, mais de uma dezena de carros alegóricos (de tema livre, confecionados pelos habitantes e associações) e grupos a pé desfilam pelas ruas da vila. A entrada é gratuita.
Na sexta-feira, 17 de fevereiro, à noite É Carnaval Mó!,na Sociedade Recreativa Olhanense, com baile de máscaras, dança brasileira com Ginga Show e música para dançar com os Ivete Mangalho & Rolinhas a animar o carnaval de Olhão.
Ainda em Olhão, há ‘Festa de Carnaval - a favor de uma causa’, agendada para o dia 20 de Fevereiro, entre as 22H00 e as 02H00, no “AMP - Planet”. Os fundos angariados através da iniciativa promovida pela Associação Oncológica do Algarve, reverterão a favor da “Casa Flor das Dunas”.
Faro: Carnaval a pedalar, a desfilar e a dançar
Com cheiro a carnaval a festa dos 22 anos da Associação Recreativa e Cultural de Músicos de Faro (ARCM) tem lugar na sede da associação, junto à Estação da CP, a 18 de fevereiro a partir das 21h30, com a banda La Plante Mutante e o grupo de baile Ivete Mangalho & Rolinhas. Os bilhetes estão à venda na sede da ARCM e no bar Ditadura em Faro.
No próximo dia 19 de Fevereiro, pelas 16 horas, na Doca – Jardim Manuel Bívar em Faro, está marcado encontro para que adeptos do uso da bicicleta passem uma tarde de Carnaval original intitulada “Carnaval a Pedalar” em que os ciclistas vão “passear” mascarados pelas ruas da cidade.
Mas os festejos têm início com o desfile de carnaval das crianças, 17 de fevereiro às 10h00 o Jardim Manuel Bivar até à Praça da Pontinha onde haverá animação, até às 12 horas. O Montenegro também realiza desfile de crianças entre as 10h30 e as 12h30.
O desfile oficial decorre na baixa de Faro, no dia 18 pelas 11h00 no Jardim Manuel Bívar.
Os festejos continuam depois pelas 15h00 em Santa Bárbara de Nexe neste mesmo dia para no dia 19 de fevereiro (domingo) culminarem na Bordeira onde o desfile terá início também às 15 horas.
São Brás de Alportel revive tradições de Entrudo
Domingo, dia 19, o desfile popular de foliões e carros alegóricos regressa a São Brás de Alportel, numa festa de entrada livre, onde todos podem participar.
Também não faltam os tradicionais bailaricos e concursos de máscaras e ainda a marcha de carnaval na manhã de domingo.
Albufeira promete festa solidária
Com o epicentro da animação a convergir para Paderne no desfile sob o tema “Um Negócio da China”, das 14h00 às 18h00, do dia 19, com participação gratuita os tradicionais bailes de Carnaval espalham-se um pouco por todo o concelho.
O Clube de Ferreiras vai realizar um concurso de máscaras na sua sede, pelas 20h00 de dia 18 de fevereiro, com a atuação dos grupos de danças de salão e orientais
Já os Bombeiros Voluntários de Albufeira realizam festas a 18 e 20 de fevereiro a partir das 21h00.
Por fim, baile solidário com a acordeonista Anabela Silva na sede do Núcleo dos Motoristas Terras do Algarve (Nuclegarve) nasFontainhas, a partir das 20h00, com bilhetes a 3 euros, uma contribuição a construção da Aldeia da Solidariedade.
Lagoa veste as cores do arco-íris
Na Adega Cooperativa ÚNICA, em Lagoa, a festa de carnaval começa às 19h30 de sábado, 18 de fevereiro com a banda The Upper Crusties e o convidado especial Leapy Lee e a atuação de presença de um DJ. Os fatos deverão apresentar as cores do Arco-Íris e há concurso de máscaras com prémio para o disfarce mais original. A entrada custa 12,50 euros e inclui comida.
Portimão vai ver o desfile à Mexilhoeira
A rua principal da Mexilhoeira Grande, é o local certo para assistir aos desfile de carros alegóricos que a partir das 15h00 dos dias 19 e 21 de fevereiro saem do Polidesportivo, passando pela EN 125, rua principal da Figueira, até à Sede da Sociedade Recreativa Figueirense (chegada) onde se faz a festa.
Domingos Caetano & Amigos tocam em Tavira
Já no Sotavento, a Casa do Povo de Santo Estevão (Tavira) apresenta a 18 de fevereiro, a partir das 22h, o carismático vocalista dos Íris, Domingos Caetano & Amigos, para um concerto/baile.
Na Praça da República e Jardim do Coreto, decorre o desfile de Carnaval Infantil de Tavira a 17 de fevereiro, a partir das 10h00.
A animação está assegurada a 18, 20 e 25 de fevereiro, 22h00 no Parque de Feiras e Exposições da cidade, estando previstas outras festas no Clube Recreativo Tavirense (18 e 21 de fevereiro, 21h00).
Na Casa do Povo da Conceição de Tavira (dia 20, 22h00) e no Salão multiusos da Junta de Freguesia de Santa Luzia (21 de fevereiro, 20h00) há baile, concurso de máscaras e animação por artistas locais e também o enterro do Entrudo dia 22 às 18h00 na sede da associação Renascer do Campo.
Vila Real de Santo António e Monte Gordo bailam ao som de DJ’s
Vila Real de Santo António oferece aos mais pequenos um desfile seguido de baile no Centro Cultural António Aleixo, das 10h30 às 12h00, com coreografias, palhaços e música do dia 17 de fevereiro. O mesmo programa repete-se em Monte Gordo e Cacela com a festa a centrar-se, após o desfile no pavilhão da escola local.
Estão programados bailes para o recinto do Centro Cultural António Aleixo, em VRSA, nos dias 18, 19 entre as 22 e as 4h00, e no dia 20, entre as 22 e as 2h00. A festa será acompanhada, durante toda a noite, por bandas locais algarvias e por DJ’s.
Em Monte Gordo, os bailes têm lugar nos dias 18 e 20 de fevereiro (sábado e segunda-feira), entre as 22 e as 4h00, na tenda instalada na Zona Poente da marginal.
A estas festas populares acrescem as inúmeras ofertas das dicotecas, designdamente em Albufeira, Vilamoura, Praia da Rocha e, na prática, em todas as cidades algarvias.É só seguir o rasto da música!
'carnaval' 'algarve' 'festa' 'animação'
OBSERVATÓRIO DO ALGARVE



MP insiste na prisão de Isaltino Morais

Recurso contra o adiamento da prisão do presidente da Câmara de Oeiras foi entregue hoje. Procurador diz que decisão da juíza Carla Cardador é uma "gravíssima violação das regras de funcionamento do sistema judicial".

Rui Gustavo (www.expresso.pt)
15 de fevereiro de 2012
É raro ler um recurso assim: o procurador do Ministério Público (MP) de Oeiras encarregue do caso Isaltino Morais insurge-se violentamente contra a decisão da juíza em adiar a prisão do autarca, condenado a dois anos de prisão por evasão e fraude fiscal.
No recurso entregue hoje de manhã Luís Eloy diz que o não cumprimento da sentença representa "uma gravíssima violação de regras básicas do funcionamento do sistema judicial". Para o procurador, o processo de Isaltino Morais, "representa uma verdadeira reinvenção de Kafka, não dirigida ao arguido, mas ao Ministério Público". 
Isaltino Morais foi condenado em 2009 a sete anos de prisão. Em 2010, a Relação baixou a pena para dois anos. O Supremo e o Constitucional confirmaram a pena. Mas a Relação obrigou a juíza a analizar a questão da prescrição de parte dos crimes. Isto é, se parte dos crimes pelos quais Isaltino Morais foi condenado já prescreveram. Carla Cardador já disse que não, mas como ainda decorre o prazo para recorrer, Isaltino continua em liberdade. Tem mais 20 dias para recorrer contra a decisão de não considerar os crimes prescritos.


 http://aeiou.expresso.pt/






Um patriótico basta!
Vasco Cardoso *


Os senhores da Troika chegaram esta semana a Portugal para uma dita avaliação trimestral. À sua espera têm um país mergulhado na recessão económica, um povo a empobrecer, uma multidão de desempregados, e um Governo e um Presidente da República inteiramente ao seu serviço.

Sublinhe-se que a sua presença em Portugal não foi obra do acaso. Para os que entretanto se esqueceram, relembre-se o corrupio de banqueiros entre Belém e São Bento, em Abril do ano que passou – nesse seu à-vontade de quem, no fundo, manda no país – que haveria de terminar com um tal “memorando de entendimento”, assumido por PS, PSD e CDS com a União Europeia e o FMI.

Em quinze dias, esses homens de fato escuro e fina figura que agora nos visitam, desenharam o Pacto de Agressão. Primeiro recauchutaram o PEC IV que o PS pretendia aprovar, de seguida juntaram-lhe velhas aspirações do grande capital nacional, e acrescentaram por fim as leoninas exigências do grande capital europeu. O país foi entretanto para eleições que ditaram que PSD e CDS formassem governo. E não tardou muito para que grande parte do povo português se apercebesse que o pesadelo dos governos de Sócrates e companhia continuaria com a dupla Passos e Portas, os tais que haviam escondido do país muito do que pretendiam concretizar, sendo que o roubo no subsídio de Natal do final do ano, foi apenas um exemplo do conhecido truque de prometer uma coisa antes das eleições e fazer o seu contrário depois.

De então para cá, Portugal vive num clima de absoluto terrorismo económico e social. Dia sim, dia sim, novas “medidas” são anunciadas. Uma estratégia de esmagamento e atordoamento dos trabalhadores e do povo português que leva a que muitos não tenham ainda a noção do verdadeiro alcance de muitas das medidas que estão em curso. À segunda-feira decretam os aumentos nas taxas moderadoras; à terça anunciam o aumento do preço dos transportes; à quarta decidem embaratecer os despedimentos; à quinta reduzem o valor a pagar pelas horas extraordinárias e sexta-feira é dia de privatizar uma das empresas públicas estratégicas como a EDP ou a REN. Assim têm sido os nossos dias. E diga-se que, o que a Troika veio cá fazer agora foi, no fundo, aferir do grau de execução desse programa de exploração e empobrecimento que está a conduzir o país para o desastre e propor, se necessário for e sempre de braço dado com o governo, novas cavalgaduras.

A política de abdicação nacional, expressa de forma paradigmática no sussurro que o Ministro das Finanças Português fez ao seu homólogo alemão na semana passada em Bruxelas, é aviltante. “Ficamos muito agradecidos” disse. Agradecidos pela destruição do nosso aparelho produtivo, para assim comprarmos os vossos excedentes; agradecidos pelo empréstimo a Portugal do qual pagaremos 35 mil milhões de euros de juros; agradecidos pela vossa disponibilidade de tomarem conta das nossas empresas públicas. Nós, o governo, nós os banqueiros, nós os donos da grande distribuição, nós os Srs. do PSI-20, nós os que somamos fortuna à conta da desgraça do país, ficaremos, eternamente agradecidos!

Quem não pode, nem vai agradecer é o povo português. Ou não se tivesse feito ouvir no passado sábado, um patriótico e estrondoso Basta!, num Terreiro do Paço a abarrotar de determinação e confiança de que isto não pode continuar assim.

Dirigente do PCP
Vasco Cardoso *