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domingo, 12 de fevereiro de 2012


  Almargem quer abrir negócio para sustentar Via Algarviana 11-02-2012








A associação ambientalista contratou um modelo de gestão do projeto Via Algarviana e “um modelo de negócio para o seu desenvolvimento" com a empresa Other Signs - Consultoria Organizacional. Amanhã há ação de voluntariado em Silves.    
A assinatura do contrato para esta prestação de serviços cujo desiderato é a criação do modelo de gestão da “Via Algarviana II Ecoturismo no Interior do Algarve”, bem como de formas de negócio que permitam a manutenção do projeto, decorreu na última quinta-feira na sede da Almargem.

Sem adiantar o valor do contrato, nem os prazos de execução do mesmo, a Almargem salienta, em comunicado, que o mesmo tem como principal a autossustentabilidade do projeto.

Recorde-se que o projeto Via Algarviana II está dotado de 1,4 milhões de euros e beneficia do co-financiamento de 950 mil euros do PO Algarve 21, fundo europeu do QREN. A comparticipação Nacional é de 512 mil euros repartidos pela Almargem, autarquias, Associação do Turismo do Algarve (ATA) e Entidade Regional do Turismo do Algarve (ERTA).

Utilização do símbolo da Algarviana vai passar a ser pago

Paralelamente à criação do modelo de negócio a Almargem avançou já para a elaboração de um caderno de normas, para a utilização da marca’Via Algarviana’, tanto da imagem, do nominativo e de ambos.

A intenção é que “os operadores turísticos empresas de animação turística e similares se constituam como uma rede de parceiros que contribuíam para a manutenção e autossustentabilidade do projeto, sendo-lhes atribuído um selo de qualidade”,.

Ou seja, a Almargem pretende receber um ‘fee’ pela utilização, por grupos organizados de caminhantes, dos caminhos pedestres demarcados.

A ideia está neste momento a ser apresentada “em reuniões personalizadas” ao trade, cujos agentes, segundo a Almargem, desconheciam que a marca era registada, “utilizando-a sem qualquer limitação, e nalguns casos sem autorização prévia” da entidade promotora e gestora do projeto.

A Almargem espera com estas ações “distinguir a Via Algarviana como uma marca de qualidade e excelência no Ecoturismo do Algarve”.

Ação de voluntariado na Via Algarviana

Entretanto, e num apelo à “contribuição para a manutenção da Via Algarviana - GR13” a Almargem marcou uma ação de voluntariado para amanhã, 12 de Fevereiro, direcionada para o setor 9, entre São Bartolomeu de Messines e Silves.

De acordo com os ambientalistas a ação surge “da necessidade de manter a rota bem sinalizada e de envolver a comunidade nas atividades do projeto Via Algarviana, fomentando assim uma maior ligação ao mesmo”.

Recorde-se que a Via Algarviana é um percurso pedestre de longa distância (300km), classificado com Grande Rota (GR13). Inicia-se em Alcoutim, junto ao Guadiana, e termina no cabo de S. Vicente, em Vila do Bispo, passando pelas serras do Caldeirão e Monchique. Atravessa essencialmente zonas florestais e aldeias do interior algarvio que o projeto pretende dar a conhecer.
Observatório do Algarve

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Os empreendedores não criam empregos

Na tentativa de conservar os padrões de bem-estar previamente atingidos, as famílias endividaram-se. Este padrão de distribuição gerou, a prazo, uma redução de oportunidades de investimento produtivo, estimulando o desvio dos capitais disponíveis para actividades especulativas.

Para onde foram os batalhões de dactilógrafas e secretárias que, ainda nos anos 80 do passado século, enxameavam os escritórios? Que é feito dos exércitos de calculadores empregados nos bancos, nas seguradoras e nas repartições públicas? Desapareceram para sempre, substituídos por computadores pessoais equipados com programas como o Word e o Excel.

Os empreendedores que lançaram os computadores pessoais e o "software" que eles utilizam criaram inúmeros postos de trabalho, mas destruíram do mesmo passo muitos mais. Tudo considerado, em termos líquidos, o impacto direto da sua acção reduziu o emprego.

Note-se que isto não sucede apenas em sectores de alta tecnologia, pois cada hipermercado que abre encerra largas dezenas de mercearias, frutuárias, talhos e peixarias. Qualquer inovação genuína, seja porque permite fazer algo com menores custos, seja porque torna obsoletas actividades existentes, aniquila direta ou indiretamente um número considerável de postos de trabalho. Quando hoje uma borboleta empresarial bate as asas na China, milhares de empregos esfumam-se no Vale do Ave.

A revolução industrial trouxe consigo a dúvida sobre se o progresso tecnológico não condenaria à inação e à miséria uma proporção crescente de trabalhadores. Para escândalo geral, Ricardo sustentou que os receios dos luditas que apelavam à destruição das máquinas tinham a lógica económica do seu lado. Sendo certo que os lucros apropriados pelos empreendedores bem sucedidos poderiam estimular a produção de bens de luxo e, assim, ocupar mais gente, Ricardo não via que isso fosse suficiente para contrariar o aumento do desemprego. A única solução, pensava, seria a expansão da criadagem ao serviço dos ricos ou a mobilização de soldados para a guerra.

Tendo a revolução industrial começado vai para um quarto de milénio, como se explica então que ainda haja alguém a trabalhar? E que função social útil desempenham afinal os empresários?

A função distintiva do empresário é tornar o trabalho mais produtivo. Espera-se dele que promova a eficiência, seja fabricando mais pregos por hora, seja tornando os pregos supérfluos e substituindo-os por colas extra-fortes. Mas os ganhos de produtividade que ele gera só beneficiarão a maioria se parte substancial deles reverter para os salários, o que está longe de ser um processo automático.

Historicamente, o excesso de mão-de-obra deu origem a fluxos migratórios de dezenas de milhões de europeus para o Novo Mundo. Quando essa válvula de escape se esgotou, porém, não sobrou outra alternativa senão recorrer às forças compensadoras da organização sindical, da legislação laboral e do emprego público para impedir o alastramento do desemprego de longo prazo e a degradação dos salários. Espantosamente, a conjugação desses fatores acabou por gerar o período de mais rápido, estável e duradouro crescimento da história.

Eis senão quando uma seita de iluminados demonstrou irrefutavelmente com a ajuda de algumas equações matemáticas que andávamos todos enganados e que seria possível obter resultados muito superiores confiando no poder incontrolado dos mercados e, desde logo, retirando poder negocial aos assalariados. Graças a esses sábios conselhos, os salários mais baixos estagnaram duradouramente em muitos países, as desigualdades económicas voltaram a agravar-se e o desemprego passou a situar-se a níveis consistentemente mais elevados.

Na tentativa de conservar os padrões de bem-estar previamente atingidos, as famílias endividaram-se. Este padrão de distribuição gerou a prazo uma redução de oportunidades de investimento produtivo, estimulando o desvio dos capitais disponíveis para actividades especulativas. O resto da história já todos conhecemos.

É natural que o empreendedor individual acredite estar a contribuir para reduzir o desemprego quando contrata trabalhadores. Porém, é no plano macro que se decide se daí resultará um acréscimo líquido de emprego e se ele suportará um crescimento sustentável. E isso só ocorre na vigência de instituições capazes de assegurar que os benefícios da inovação serão distribuídos pela comunidade numa proporção equilibrada.

A criação de emprego resulta sempre, digamos assim, de uma espécie de parceria público-privada.

Publicado no Jornal de Negócios



Escutam-se os segredos, destapam-se as mentiras


Em declarações captadas pela TVI, no início do Eurogrupo, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble disse: "Depois de uma decisão substancial sobre a Grécia se houver necessidade de ajustamento do programa português, nós estaremos prontos para o fazer", explicou Schauble sobre Portugal.
Publicamente, o primeiro-ministro Passos Coelho tem dito que "não quer mais tempo nem mais dinheiro", mas no diálogo privado com Schauble, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, respondeu com agradecimento. "Isso é muito apreciado".

Todos sabem que as contas de Portugal vão derrapar e já em Abril isso vai ser claro nos relatórios sobre as contas do primeiro trimestre, com o aprofundamento da recessão e a redução das receitas. Todos sabem que Portugal não vai poder pagar o empréstimo e que vai ter de renegociar os prazos e até muito provavelmente pedir nova ajuda. (Por mais que nos digam que Portugal não é a Grécia, as consequências da brutal austeridade a que ambos os países têm sido sujeitos fará com que aquilo que hoje acontece na Grécia seja o prenuncio do destino que nos traçaram).
A solução só pode passar, não só por uma mudança de politicas mas sobretudo pela mudança deste sistema em que os mercados mandam mais que as soberanias dos países. Não se trata aqui de pieguices, mas do futuro de todos nós.


No tempo do "selou" (Orelhas de Burro)


Hoje, já não é assim. Há menos dinheiro, sai-se menos. E, há muito, sai-se diferente. Foi deixando de haver hábitos de conversa. A maioria foi perdendo o costume de reunião nos cafés a seguir ao jantar, às Sextas e aos Sábados à noite. Mas, naquela altura, tocava a reunir por volta das dez. No Verão, na esplanada; no Inverno, lá dentro. Para quem gostava, a cerveja ia jorrando lado a lado com as novas da semana. Ainda não havia esse sucedâneo de cerveja e substituto de conversas a que hoje se chama “shot”. Fumava-se onde calhasse. O tabaco ainda só fazia mal aos doentes. Outro tempo, outro formato.

No daquele, depois dos copos e da conversa, ia-se para a discoteca. Os que queriam ir, por volta da meia-noite. Os que acabavam por querer, por volta das duas, depois do café fechar. Os primeiros a chegar escolhiam onde sentar-se nas mesas que ainda houvesse livres num ambiente à meia-luz e ao meio-som, geralmente com uma cassette em fundo. Conversava-se. Prestava-se atenção a quem chegava. Acendia-se um e outro cigarro. Cumprimentava-se este e aquela. Pedia-se um vodka laranja, um gin com pisang ambon, uma batida de coco, uma cuba livre, uma Coca-Cola, uma cerveja. E esperava-se.

Finalmente, “abria” a pista. Mandava o figurino que fosse Quase sempre uma mistura de qualquer coisa a lembrar o espacial, uns acordes de Art of Noise, luzes ao ritmo de disparos laser de filme de ficção científica, umas guitarradas dos Led Zeppelin e uns arrojos, por exemplo, da 5ª do Beethoven ou, por influência de Stanley Kubrick, do “Assim falava Zarathustra”, do Richard Strauss.

A seguir, segundo um formato que vigorou durante algum tempo, havia um “antes” e um “depois”. No “antes”, mais comercial e mais funky, que era quando o pessoal ia “pápista”, ouviam-se nomes como& the GangRay Parker Jr.Cha Kool ka KhanBaltimoraBilly OceanKajagoogooP Lion ou Daryl Hall & John OatesO “depois” era mais Rock e mais “Som da frente”, com U2The SmithsThe Clash, Iggy Pop,The TheThe Jesus and the Mary Chain, Echo and the BunnymenThe CurePropaganda.

E, entre este “antes” e este “depois”, naturalmente que havia um “no meio”. Para muitos e muitas, era a motivação maior para sair de casa e o combustível que os fazia saltaricar “no antes”, posicionando-se estrategicamente para o soleníssimo convite cuja rapidez era imperativa para quem não quisesse ver o seu par a dançar com outro ou outra ou, pior ainda, aos beijos: os “slows” (“selous” em português), Que deixaram de ser momento obrigatório no final dos anos 80.

Lembrei-me disto a propósito da voz que hoje se calou. Whitney Houstonrainha dos prémios, Rainha do romantismo pinga-amor para parte da minha geração e um terror da pirosice dos “selous” para a restante. Que descanse em silêncio.

blog O país do burro








Domingo, 12 de Fevereiro de 2012


TVI - Constança Cunha e Sá - As 2 NOVIDADES da conversa entre ministros

Comentário Constança Cunha e Sá à noticia do dia (TVI24):
Se não houvesse nenhuma novidade (na conversa de Gaspar com ministro alemão), esta conversa não teria dado a volta ao mundo, em particular na imprensa alemã;tem 2 novidadesmostra que governo não esta convicto de voltarmos aos mercados em 2013 e a disponibilidade da Alemanha em ajudar-nos.
É boa noticia saber que Alemanha esta disposta a ajudar, mas não foi muito taxativa (deu uma festinha a Gaspar), salientando que primeiro tem que resolver problema da Grécia (que não se vê bem como) e que tem opinião publica hostil; queda dos juros mostra que ninguém acredita que Portugal vai voltar aos mercados (apenas com noticia da ajuda alemã); dados do INE (diminuição das exportacoes em Dezembro) mostram que recessão poderá ser maior e que só poderemos esperar o pior deste exagero de austeridade.

Líder da CGTP anuncia novo protesto em todo o país a 29 de fevereiro

11.02.2012 
 

Arménio Carlos discursou hoje pela primeira vez como líder da CGTP numa manifestação e anunciou para 29 de fevereiro um novo protesto em todo o país.

Sobre o conselho nacional da intersindical, que se realiza na próxima semana, o secretário geral da CGTP não quis especificar se uma greve geral vai estar em cima da mesa mas garante que nenhuma forma de luta está excluida.
"Uma demonstração, clara e inequívoca, da insatisfação e indignação neste país"
Mais de 300 mil pessoas de todo o país juntaram-se  hoje no Terreiro do Paço, em Lisboa, contra as desigualdades e o empobrecimento,  disse hoje Arménio Carlos. 
Os números foram avançados pelo secretário-geral da Confederação Geral  de Trabalhadores Portugueses (CGTP,) na abertura do discurso que marcou  o fecho da manifestação, que com 300 mil trabalhadores foi "a maior manifestação  jamais vista em Lisboa nos últimos 30 anos", de acordo com o sindicalista.
 Pouco antes da intervenção, Arménio Carlos aproveitava o espaço debaixo  do camião que servia de palco (e que no momento era ocupado por músicos  que animavam os manifestantes) para, acocorado, rever o discurso.
CGTP exige aumento do salário mínimo
A CGTP exigiu hoje a atualização do salário  mínimo de 485 euros, com o líder da central sindical, Arménio Carlos, a  afirmar que sem esse aumento 400 mil trabalhadores continuarão a viver abaixo  do limiar da pobreza. 
"Os salários têm de ser aumentados urgentemente e o salário mínimo nacional  tem de ser atualizado urgentemente", disse hoje o secretário-geral da CGTP  no discurso que fechou a manifestação nacional que juntou milhares de pessoas  de todo o país em Lisboa. 
Segundo Arménio Carlos, hoje juntaram-se em Lisboa "300 mil pessoas"  contra as desigualdades e empobrecimento. 
"Esta foi a maior manifestação jamais realizada em Lisboa em 30 anos",  afirmou o dirigente sindical. 
As autoridades não avançaram nenhum número de manifestantes. 
Quanto ao salário mínimo, Arménio Carlos disse que sem esse aumento  muitos trabalhadores continuarão a viver na pobreza. 
"Se não atualizarmos os 485 euros, se introduzirmos os 11 por cento  que cada trabalhador desconta para Segurança Social, os trabalhadores levam  para casa um salario líquido de 432 euros e o valor para o limiar da pobreza  são 434 euros", disse o sindicalista. 
"Hoje Portugal tem 400 mil trabalhadores que trabalham e estão abaixo  do limiar da pobreza", acrescentou. 
Com Lusa