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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

o homem das buzinas


Zé da Buzina


Ainda A guiar?

Pelo que me consta, o ministro da Defesa, apesar da bronca, ainda não foi despedido. O que muito me espanta, porque é hoje evidente, face ás sucessivas tomadas de posição por parte das respectivas associações, que Aguiar Branco não goza, nem do respeito, nem da confiança dos militares, sendo que um e outra são reciprocamente indispensáveis, numa cadeia de comando. E o resultado, depois do desaforo do ministro, não poderia ter sido outro, porque quem não respeita, também não se dá ao respeito. 
A situação criada por culpa exclusiva do ministro Branco não tem outra saída honrosa que não seja a da remoção do ministro. A sua manutenção no cargo só pode ter uma de duas explicações: ou primeiro-ministro é ainda mais pateta do que a nulidade do ministro e não tem olhos para ver o que se passa, ou então o primeiro-ministro Coelho pretende, com o silêncio até agora mantido por Cavaco, transformar as Forças Armadas numa Tropa Fandanga.
Se é este o objectivo, pelo que tenho visto, não está longe de o alcançar.


blog terra dos espantos


calhando

calhando o fim de semana é porrêro
até pode calhar
calhando se chegares primêro
calhando nã te vô esperar
ó calhando se fôr éu
o primêro a despacha-rme
calhando espero éu
ê quero é desenrasca-rme
calhando despôs de juntos
se calhar vamos almoçar
despôs tratamos dos assuntes
que nos andem a afastar
calhando depôs te direi
o que me anda apoquentando
esta impressão que nã sei
no meu coração encalhando

Antonio Piegas Garrochinho (Nome do meio herdado do nosso 1º piegas (ministro)





  

Portimão: Um último olhar a um navio que se vai afundar 10-02-2012 1

Chega hoje ao cais de Portimão, pelas 17h30, a corveta Oliveira e Carmo, o primeiro de quatro navios da Marinha de Guerra Portuguesa para afundar e criar o parque subaquático Ocean Revival. Parceiro privado garante que autarquia “não gastará um cêntimo”.    
A chegada do navio estava prevista para esta manhã, mas “imponderáveis de navegação”, atrasaram a rota em conformidade, só amanhã pelas 11h00, será apresentado o programa de trabalhos de limpeza e descontaminação com vista à imersão dos navios que integrarão o Parque Subaquático da Marinha de Guerra Portuguesa, a criar a cerca de 5,5 quilómetros da costa.
A Oliveira e Carmo foi lançada em 1975, justamente, na altura em que objetivo da sua construção, a presença naval nos mares das ex-colónias de Portugal tornava a sua missão sem sentido, com o fim da guerra colonial. Construída para a guerra, a sua derradeira missão cumpre o terceiro D do 25 de Abril, (Descolonizar, Democratizar, Desenvolver)
Isto porque é a peça inicial do Ocean Revival, um espaço que permitirá criar museológico subaquático, vocacionado para o turismo de mergulho, no âmbito de um protocolo assinado a 5 de Agosto de 2011 entre a Marinha e a Câmara de Portimão.
No “termo de transferência e de aceitação” ficou consignado que os cascos da fragata Hermenegildo Capelo, do navio-hidrográfico Almeida Carvalho, da corveta Oliveira e Carmo e do navio-patrulha Zambeze, já desativados e abatidos há algum tempo, serão afundados ao largo da Praia de Rocha, a cerca de três milhas da costa, em fundos de areia, com uma profundidade de cerca de 30 metros, em área já validada pelas autoridades ambientais.
Esta será devidamente assinalada e balizada para que os cascos dos navios afundados constituam roteiros subaquáticos, seguros e acessíveis a qualquer mergulhador desportivo, à semelhança dos que existem já em diversos países designadamente os EUA ou Reino Unido , adianta a Revista da Marinha.
A concretização do projeto levou à constituição da MUSUBMAR - Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Turismo Subaquático, uma associação sem fins lucrativos, pela autarquia de Portimão e pela empresa Subnauta.
De acordo com a mesma fonte “serão convidadas a participar todas as coletividades do concelho ligadas à área do mergulho”.
Recife artificial único no mundo
O passo seguinte, a preparação para afundamento da primeira unidade que inicialmente seria o ex-Zambeze em Outubro do ano passado, vai agora iniciar-se com a corveta corveta Oliveira e Carmo, estando previsto o casco sofrer desmontagens e a retirada de quaisquer produtos contaminantes num dos estaleiros do porto de Portimão.
O autarca Manuel da Luz, considera que “o Ocean Revival faz todo o sentido”, justificando o projeto com a facto de o Mar ser “um recurso central de grande importância para o município”.
Outra das vantagens , além de criar um espaço museológico origina com potencial para o turism,o náuticol, é o reforço do ecossistema, “pois os navios a afundar funcionarão como recifes artificiais num fundo de areia, o que possibilitará o aumento da biodiversidade na zona”.
Parceiro privado garante que autarquia “não gastará um cêntimo”
Na assinatura do protocolo no verão do ano passado Luis Sá Couto, proprietário e administrador da firma Subnauta, parceira do município na MUSUBMAR garantiu que “a Câmara Municipal não gastará nem um cêntimo em todo este processo”.
Uma das fontes de rendimento seria a câmara hiperbárica cuja instalação está igualmente prevista no âmbito do projeto e é um equipamento fundamental para o tratamento dos acidentes de mergulho, ou das pessoas que inalaram gases, como o monóxido de carbono, entre outras valências terapêuticas.
O desenvolvimento do nicho do turismo de mergulho é outra das perspetivas, e pelas contas da Subnauta nos primeiros dez anos sejam atraídos 620.000 mergulhadores e respetivas famílias.
Segundo a Revista de Marinha o projeto Ocean Revival, desenrola-se há alguns anos, mas tardava em concretizar-se, “consequência das conhecidas burocracias e do receio em tomar decisões de muitos responsáveis administrativos e governamentais”.
Depois da última viagem até ao cais do porto de Portimão a corveta “Oliveira e Carmo”, rumará aos estaleiros, para ser preparada para o afundamento, depois de uma longa carreira que terminou em 1999, navegando a superfície do mar, em missões pacíficas.
observatório do Algarve

PROMETESTE E NÃO CUMPRISTE


MOÇE ! PEGA NA TUA RAPARIGA.... E EMIGRA !


RECADO ANONYMOUS PORTUGAL - MANIFESTAÇÃO

O ROCOCÓ - ARQUITECTURA, PINTURA



ROCOCÓ

CLIK NAS IMAGENS PARA MELHOR AS VISUALIZAR S.F.F.
A arte desenvolvida dentro do estilo rococó pode ser caracterizada comorequintada, convencional e aristocrática. Essa arte se preocupava em expressar somente sentimentos agradáveis e que procurou dominar a técnica perfeita.




O rococó é um estilo que se desenvolveu principalmente no sul da Alemanha, Austria e França, entre 1730 e 1780, caracterizado pelo excesso de curvas caprichosas e pela profusão de elementos decorativos como conchas, laços, flôres e folhagens, que buscavam uma elegância requintada.





O nome vem do francês rocaille (concha, cascalho), um dos elementos decorativos mais característicos desse estilo.

O rococó teve origem no século XVIII, na França, logo depois se difundiu por toda a Europa. Mais leve e intimista que o barroco. Considerado um final da fase barroca.



O amor e o romance eram considerados assuntos mais importantes que assuntos históricos e religiosos. O estilo foi caracterizado por um movimento livre, gracioso e muitas linhas; cores delicadas.




No Brasil, foi introduzido pelo colonizador português e sua manifestação se deu principalmente no mobiliário, conhecido por “estilo Dom João V”.


A arte Rococó refletia valores de uma sociedade fútil que buscava nas obras de artes algo que lhes desse prazer e as levassem a esquecer seus problemas reais.


ARQUITETURA

A manifestação do estilo rococó na arquitetura se deu principalmente na decoração dos espaços interiores.


Os salões e as salas têm a forma oval e as paredes são cobertas com pinturas de cores claras e suaves, espelhos e ornamentos com motivos florais feitos com estuque.


Contrapondo com esse interior rico em elementos decorativos, a fachada dos edifícios reflete o barroco.


Uso abundante de formas curvas e pela profusão de elementos decorativos, tais como conchas, laços e flores.



PINTURA

Os temas desenvolvidos pelo Rococó na pintura eram mundanos, ambientados em jardins e parques ou em interiores luxuosos. Acabam os contrastes radicais de claro-escuro e passam a predominar as tonalidadesclaras e luminosas.



Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da vida cortesã (as fêtes galantes) e da mitologia, pastorais, alusões ao teatro italiano da época, motivos religiosos e farta estilização naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras.

PRINCIPAIS ARTISTAS:


Antoine Watteau, (1684-1721).

As figuras e cenas de Watteau se converteram em modelos de um estilo bastante copiado, que durante muito tempo obscureceu a verdadeira contribuição do artista para a pintura do século XIX.






François Boucher(1703-1770).




As expressões ingênuas e maliciosas de suas numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos e atitudes graciosas e sensuaisnão evocavam a solenidade clássica, mas a alegre descontração do estilo rococó.



Além dos quadros de caráter mitológico, pintou,
sempre com grande perfeição no desenho, alguns retratos, paisagens ("O casario de Issei") e cenas de interior ("O pintor em seu estúdio").


Jean-Honoré Fragonard , (1732-1806).


Desenhista e retratista de talento, Fragonard destacou-se principalmentecomo pintor do amor e da natureza, de cenas galantes em paisagens idílicas.




Foi um dos últimos expoentes do período rococó, caracterizado por uma arte alegre e sensual, e um dos mais antigos precursores do impressionismo.





Referências e fontes:
http://www.artlex.com/ArtLex/r/rococo.html
http://www.pitoresco.com/art_data/rococo/index.htm
http://www.pegue.com/artes/estilo_rococo.htm
http://www.historiadaarte.com.br/rococo.html
http://www.brasilescola.com/historiag/rococo.htm
Fontes: STRICKLAND, Carol. Arte comentada: da pré-história ao pós-moderno. Trad. Angela Lobo de Andrade. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

A patroa e o capataz da quinta


Não bastavam as críticas à Madeira (é certo que com alguma razão real, mas nenhuma autoridade, nem direito), numa ingerência abusiva da dona Merkel, logo o capataz Schulz (literalmente, poder-se-ia traduzir o nome por "meirinho"), presidente do Parlamento Europeu, alemão também, despropositadamente num colóquio, veio prognosticar o declínio de Portugal, justificando-o com os contactos havidos, pelo nosso PM, em Angola. Invejas, no fundo...
O que eles não referem é que na sua própria Federação, alguns estados não estão nada bem de finanças. Na länder de Bremen, por exemplo, uma família de 4 pessoas tem uma dívida (113.000 euros) pouco menor que, em média, um mesmo agregado familiar grego (116.000 euros) - são dados do Die Zeit de Dezembro de 2011, citados pelo Le Monde de 3/2/2012. E, em Berlim, uma mesma família está endividada em 73.000 euros. Por isso, talvez fosse mais apropriado a patroa e o capataz da quinta europeia fazerem os sermões dentro de casa...


[Controvérsias] - Acordo Ortográfico

Pela grafia dupla *

Miguel Esteves Cardoso

«[É difícil de ler quem escreve segundo o Acordo Ortográfico] e quem não segue? Claro que não. Habituemo-nos então às duplas grafias.Concordemos em discordar», escreve Miguel Esteves Cardoso na sua crónica publicada no diário português “Público”.

No Público de[8/02/2012], graças à Cláudia Carvalho e à Isabel Coutinho, estava a solução do desacordo ortográfico. Descobriram-nas nas palavras de dois inteligentes amigos meus: as de António Emiliano, daUniversidade Nova de Lisboa, e as de António Feijó, da Faculdade de Letras de Lisboa. Os portugueses gostam tanto de obedecer como depôr os outros a obedecer. Brigam muito, mas acham que a briga deve acabar por acabar.
Quando isso acontecer, uns ganham e os outros perdem. A partir desse momento, os que perdem devem obedecer aos que ganham.Numa coisa, secretamente sinistra, todos concordam: uma vez estabelecida a"norma" (pense na ópera de Bellini), todos devemos obedecer.
Porquê? É difícil de ler o Miguel Sousa Tavares no Expresso que segue o AO? Ou o Rui Tavares [no “Público”], que não segue? Claro que não. Habituemo-nos então às duplas grafias. Concordemos em discordar.
Nos dicionários registem-se as duas variantes, com a devida indiferença. Daqui a cinquenta anos, ver-se-á quais são as grafias mais e menos populares. É assim que a ortografia irá mudando: naturalmente, mas saudavelmente constrangida por apenas duas versões, ambas correctas ou corretas.  Eu leio a última palavra como se rimasse com"forretas" e significasse quem corre e foge mal haja um problema. Mas percebo que haja quem leia "correcto" como analmente retentivo. E exija castigo correcional nas nádegas, somando o cu e o recto.
Vivamos em Desacordo Ortográfico.

* In crónica publicado no jornal Público do dia 10 de fevereiro de 2012, na coluna diária do autor, «Ainda Ontem»





O nosso declínio veste Prada

09 Fevereiro 2012 | 23:30
Pedro Santos Guerreiro - psg@negocios.pt
 

No fundo, a Europa sente-se humilhada. Tornou-se a anedota do mundo. Está falida, falhada e fechada na cave onde já foi feliz. É a China, é claro. É a China, é o Qatar, são as prodigiosas ditaduras petrolíferas. E é, em Portugal, o Brasil e Angola. Sim, Angola, como bem disse Martin Schulz. A Europa está a ser comprada, Portugal está a ser vendido. A propriedade. E um modo de vida.


Há dois dias, o embaixador José Cutileiro aqui escrevia: desde 1890 que não se via fervor patriótico generalizado como este. Outro inimigo externo, o (também credor) britânico, unira-nos na nossa desgraça contra o vilipêndio e a subjugação. Uns vinte anos antes, Antero de Quental proclamara as "causas da decadência dos povos peninsulares". Essa geração, a de Antero e Herculano, pasmaria com o que passámos a chamar de declínio. Ou talvez não.

Já voltamos a Portugal, comecemos pela Europa. Há mais de uma década que previmos a emergência de pelo menos quatro países, os então BRIC. Nunca topámos na probabilidade simultânea do nosso próprio declínio. Nós, os do mundo ocidental, vivíamos em luxuosos castelos financiados por um sistema financeiro que capturou a política, que por vício ou cegueira se aninhou fascinada com esse novo progresso. Não o agrícola, não o industrial - o financeiro.

Esse deslumbramento alimentou essa espécie de aristocracia de "club". E assim a Europa não se abriu, cometendo o possível erro histórico de excluir a Turquia. E assim a Europa não se uniu, vetando constituições federalizantes. E assim a Europa, a maior economia do mundo, se manteve uma soma de pequenas unidades políticas.

Quando há três anos o G20 se reuniu em Londres, os europeus perceberam que a reunião era histórica e receberam eufóricos Barack Obama como uma estrela de rock, na primeira viagem do presidente ao nosso continente. Foi mesmo uma reunião histórica, mas por outra razão: O senhor Hu Jintao passou da fila de trás para o centro da fotografia. O regime comunista foi agraciado, o comércio fora aberto, os direitos humanos e a democracia tornaram-se uma circunstância. As razões? Económicas.

O FMI vai pedir dinheiro ao Brasil para a Europa, a Europa suplica apoio à China. Depois, fica incomodada com esse dinheiro se, em vez de ajuda, é investimento. A ingenuidade é enternecedora. O caminho não tem retorno. A Europa é o aristocrata falido que começa a vender os ouros com enfado e acaba a pedir um abrigo digno a quem lhe compra a casa hipotecada. Só agora é que se apercebeu da evidência? A China pode tornar-se a maior potência mundial ainda nesta década.

Agora Portugal. Sem proselitismos, entronizámos o investimento chinês. Ainda bem. E procuramos salvação nessa geografia que é a lusofonia, que tem no Brasil e em Angola (e doravante em Moçambique) o destino das nossas necessidades e ansiedades. Ontem, o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, falou de Angola, e fez bem. Fez muito bem.

Só uma ferida aberta dói quando se lhe põe dedo. Angola é uma oportunidade e é um problema. A oportunidade é o investimento, a exportação, o comércio, o dinheiro. O problema é a opacidade dos investidores, atrás de cortinas impenetráveis baseadas em paraísos fiscais financiados por bancos portugueses. O problema são os desequilíbrios políticos, as contrapartidas, a falta de vistos e de pagamentos. O problema é a forma pacata e temente como vemos Angola comprar os centros de poder da banca e da comunicação social sem um só pronúncio de exaltação. Há demasiado medo em fazer perguntas a outros que não hesitamos em fazer a nós mesmos. De onde vem o dinheiro? Ao que vêm? Deviam ser perguntas simples, não ofensivas.

O investimento estrangeiro, chinês e angolano é bem-vindo desde que cumpra as regras de dignidadade humana e social pelas quais lutámos neste continente em declínio. Não, não é um problema de aristocracia, é um problema de democracia. Quando não há democracia, só sobra a ética.


psg@negocios.pt


Nicolas Sarkozy cola-se à extrema-direita a pensar na reeleição

AUTOR: JOÃO MIGUEL RIBEIRO 
SEXTA-FEIRA, 10 FEVEREIRO 2012
Nicolas Sarkozy, Presidente francês, deve confirmar a recandidatura na próxima semana. Em queda nas sondagens, o atual inquilino do Eliseu deve apostar nos valores mais ao agrado da extrema-direita, aproveitando a ‘falta de comparência’ de Le Pen.
Contra o casamento homossexual, a eutanásia e o voto dos estrangeiros. Nicolas Sarkozy concedeu uma entrevista ao Le Fígaro, um jornal de cariz conservador, em que surpreendeu com um discurso virado à direita, muito à direita. Numa altura que Marine Le Pen pode desistir da corrida à Presidência, Sarkozy virou o leme para mostrar ao eleitorado da extrema-direita que é o melhor colocado para (re)ocupar o Eliseu.
Defendendo alguns dos valores mais fortes da direita radical, como a oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, à prática da eutanásia e à possibilidade dos estrangeiros votarem, o atual Presidente francês propôs que a França seja ouvida, em referendo, sobre dois temas de grande impacto social: os cortes nos subsídios dos desempregados que não aceitem uma oferta de emprego (depois de realizada a devida formação profissional) e quais os direitos dos emigrantes estrangeiros, tendo como intuito agilizar os eventuais processos de expulsão.
A viragem (ainda mais) à direita deve-se à possibilidade de Marine Le Pen, a mais forte posicionada nesse campo político, ter ‘falta de comparência’ às eleições presidenciais. A candidata da Frente Nacional admitiu estar com dificuldade em reunir as 500 assinaturas ‘especiais’ (de deputados ou autarcas) necessárias à validação do processo.
As mais recentes sondagens têm colocado Le Pen com 17 a 20 por cento das intenções de voto na primeira volta, ‘apertando’ Sarkozy à direita. À esquerda, o Presidente francês terá a concorrência de François Hollande, ao qual as sondagens uma vantagem de 60 por cento nas intenções de voto para a segunda volta (contra 40 por cento de Sarkozy).
O candidato socialista já analisou a entrevista ao Le Fígaro e não poupou críticas ao atualPresidente. Para Hollande, Sarkozy vulgarizou teses nacionalistas, uma atitude “perigosa” que pode estimular mais “ódio” no país. As críticas foram secundadas pelo Libération: para este jornal alinhado à esquerda, a entrevista de Sarkozy foi “reacionária”.
Para ocupar mais espaço à direita e evitar qu Hollande continue a crescer à esquerda, o atualinquilino do Eliseu deve confirmar as expectativas gerais e anunciar a recandidatura, provavelmente já na próxima semana. As eleições presidenciais terão lugar em abril, com a eventual segunda volta a decorrer em maio.



Noticias da frente 

ATENAS PARADA, E DESACORDO NO GOVERNO QUANTO ÀS NOVAS MEDIDAS DA TROIKA.

Photograph: Simela Pantzartzi/EPA 


Os trabalhadores gregos iniciaram hoje uma greve de 48 horas em protesto contra as novas medidas que a Troika quer impor à Grécia. Os sistemas de transporte, escolas e escritórios foram todos afetados. Em Atenas, manifestantes estão concentrados na Praça Syntagma e entoam slogans para os deputados renunciarem. Confrontos eclodiram, gás lacrimogêneo foi lançado contra os manifestantes, e coktails molotov lançados contra os policias.


Às 12:19, uma nova bomba, esta de natureza politica: George Karatzaferis, leader do partido de extrema direita Laos, que faz parte da coligação governamental com o Pasok e a Nova Democracia, declarou que não vai votar a favor de medidas de austeridade que os credores internacionais insistem que Grécia deve aceitar. Pouco depois vinha o anúncio de que a reunião do Governo para analisar a nova situação está adiada para amanhã.


Por volta das 2 data tarde, a Rueters anunciou que a maior União de Polícia da Grécia ameaçou emitir mandados de captura para os funcionários da União Europeia do e do Fundo Monetário Internacional, por estarem a exigir mais medidas de austeridade, profundamente impopulares. Um dos alvos dos mandados seria o nosso conhecido Poul Thomsen.


A Reuters acrescenta que a ameaça é em grande parte simbólico, pois será necessário que um juiz autorize primeiro tais mandados, mas mostra a profundidade de raiva contra os credores estrangeiros que têm exigido cortes drásticos no emprego, salários e pensões em troca de fundos para manter Grécia à tona.


Informação retirada do Guardian onde pode acompanhar em cima da hora, o que se está a passar na Grécia.

O POVO TEM SEMPRE RAZÃO - CATARINA EUFÉMIA











Catarina Eufémia

portugal vivia na escuridao

“Mas foi em Baleizão que o ódio dos fascistas aos camponeses teve a sua mais infame expressão. Quando no dia 19 de Maio um grupo de camponeses quis falar aos de Penedo Gordo, a GNR de Beja que fora chamado pelo reitor da herdade, recebeu-os com uma rajada de metralhadora. À frente iam camponesas com os filhos ao colo e uma destacou-se dizendo: “Nós temos fome e queremos falar com os de Penedo Gordo”. O Tenente Carajola que comandava a força da GNR agrediu-a com duas bofetadas e a valente camponesa, grávida, caída no chão e segurando um filho que trazia ao colo, gritou-lhe: “Nós temos fome e queremos paz”: O tenente assassino metralhou friamente a camponesa, dando-lhe morte imediata e ao filho que trazia no ventre. Depois ainda disparou nova rajada contra outra camponesa que protestou contra o assassino mas não a atingiu.

O corpo da camponesa foi levada para Beja, onde o delegado de saúde e o Dr. Andrade, médico em Baleizão, queriam na autópsia dizer que a morte tinha sido provocada… por comoção. Depois os fascistas fugiram com o corpo da desventurada camponesa, não deixando que os trabalhadores lhe fizessem o funeral”.

Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro

Porque eras a mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste…”
E a busca da justiça continua”