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sábado, 28 de janeiro de 2012

Cada um tem o "espião" que merece


Ex-espião do SIED pediu demissão do cargo na Ongoing. Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e protagonista no processo de alegadas fugas de informação dos serviços secretos para a Ongoing, justifica a decisão com o facto de não querer «servir de arma de arremesso para ataques de grupos empresariais» e lamenta «a campanha injuriosa, manipuladora e cheia de falsidades» contra o próprio e a Ongoing.

Não ando mesmo com vontade de escrever e já nada que eu aqui possa escrever é novidade. A vergonha, o compadrio, as guerras de poder, os negócios, o dinheiro, tudo já é noticia, tudo já é dito com uma naturalidade e com um desplante de quem já nem se dá ao trabalho de esconder. Já vale tudo.


Nem de propósito!

Nem de propósito! A encaixar-se no espírito do meu post de 26 de Janeiro, com o título A NOITE PASSADA…, passo a transcrever o post de 27 de Janeiro, de José M. Castro Caldas, no blog LADRÕES DE BICICLETAS, e que diz o seguinte:

«Digam-me que não é verdade por favor

O Financial Times de hoje diz ter tido acesso a um documento do governo alemão distribuído a ministros das finanças da eurozona em que se propõe, ou exige, que a Grécia ceda a soberania sobre questões orçamentais a um “comissário orçamental” nomeado pelos ministros das finanças da UE. Sem isto não haveria novo empréstimo da troika nem renegociação da dívida.

Pior ainda: Atenas seria forçada a adoptar uma lei obrigando o estado Grego, para todo o sempre, a dar prioridade ao serviço da dívida relativamente a todas as outras obrigações e necessidades.

Citação literal do dito documento: “Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo”.

Digam-me que não é verdade. Que a Europa ainda não chegou a este ponto. Porque se chegou, é o fim da linha.»


















Quantas noites sem sentido habitaram

Os olhares curiosos que se perderam

No vazio da escuridão?

A perversão imensa dos objectos inanimados

Que se confundem com corpos sem alma

Solenemente deitados. Ali quietos. Num, existir

Sem acontecer. 

A morte das paixões é a vitória do vazio

E a glória do abandono útil.


Manuel F. C. Almeida
blog Avec le temps


«Salvem o euro – livrem-se da Alemanha», Anatole Kaletsky

Ilustração do Times para o artigo «Salvem o euro – livrem-se da Alemanha», do Anatole Kaletsky
«O mundo tem estado a assistir com horror e fascínio ao trabalho dos investigadores que buscam a causa para um naufrágio eminentemente evitável em Itália. Enquanto isso, a causa de um muito maior naufrágio salta à vista.
À medida que a Grécia avança para a bancarrota, que França, Itália e Espanha sofrem descidas de notação de crédito e que as negociações do tratado fiscal do mês passado chegam a um impasse, o euro caminha na direção das rochas e a força condutora está a ficar bem clara. A verdadeira causa do desastre do euro não é a França, a Itália ou a Grécia. É a Alemanha.
O problema fundamental não reside na eficiência da economia alemã, embora tenha contribuído para a divergência dos resultados económicos, mas no comportamento dos políticos e banqueiros centrais alemães. O Governo alemão não se limitou a vetar permanentemente as únicas políticas que podiam ter colocado a crise do euro sob controlo – garantias coletivas europeias para dívidas nacionais e intervenção em grande escala do Banco Central Europeu. Para piorar a situação, a Alemanha tem sido responsável por quase todas as políticas erradas postas em prática pela Zona Euro, que vão desde subidas loucas da taxa de juros no ano passado pelo BCE até exigências excessivas de austeridade e perdas bancárias que agora ameaçam a Grécia com uma bancarrota caótica.
É aqui que chegamos à raiz da culpa da Alemanha na crise atual.
Para o euro sobreviver, terão de ser satisfeitas três condições necessárias. A primeira, aquela em que a Alemanha insiste, é a imposição de disciplina orçamental, que só pode ser executada por controlo centralizado da UE sobre as políticas fiscais e de gastos dos governos nacionais.
A segunda é um elevado grau de responsabilização coletiva europeia pelas dívidas nacionais dos governos e por garantias bancárias. Este apoio mútuo é o reverso do federalismo fiscal, como Monti deixou bem claro; mas é um entrave que os alemães têm recusado sistematicamente nem que seja debater.
A terceira condição é o apoio do BCE à federação fiscal, comparável ao apoio monetário aos mercados de dívida pública pelos bancos centrais nos EUA, Reino Unido, Japão, Suíça e todas as outras economias avançadas. É por causa deste apoio do banco central aos seus mercados de títulos de dívida governamental que EUA, Reino Unido e Japão conseguem financiar défices muito maiores do que a França ou a Itália, sem qualquer preocupação séria sobre abaixamentos dos níveis de crédito.
A alternativa pessimista é que a Alemanha esteja genuinamente determinada a impedir a flexibilização fiscal e monetária necessária para o euro ter uma hipótese de sobrevivência. Se for esse o caso, então os restantes membros do euro vão, em breve, enfrentar uma escolha histórica. Abandonar o euro? Expulsar a Alemanha ou pedir-lhe simplesmente para sair? Ou, mais provavelmente, fazer acordos entre si para uma estratégia monetária e fiscal que provoque a saída da Alemanha?
França, Itália, Espanha e os seus parceiros da Zona Euro têm meios para salvar o euro e, de caminho, poderem escapar à hegemonia económica alemã. A única questão está em saber se têm a autoconfiança e entendimento económico necessários para se unir contra a Alemanha.
Em todo o caso, em breve os dirigentes da Europa vão ter de parar de atribuir a crise do euro à economia mundial, aos bancos ou à prodigalidade de governos anteriores. Como escreveu Shakespeare: "A culpa, caro Brutus, não está nas nossas estrelas / Mas em nós mesmos, que aceitamos ser subordinados."»


HOJE SÁBADO, CAVALHADAS E ATRELAGEM NO PICADEIRO DE BARRABÉS - SÃO BRÁS DE ALPORTEL
São Brás: Cavalhadas à moda antiga com mais de 100 cavaleiros no Picadeiro de Barrabés 27-01-2012 22:17:00 

As tradicionais cavalhadas e prova de atrelagem no Picadeiro, mais desfile/passeio de 100 cavalos e cavaleiros, do país e Espanha, marcam a festa do grupo “Cavalo traz amigos a São Brás”, este sábado.    
O passeio comemorativo do 1º aniversário do grupo terá lugar na manhã de sábado, 28 de janeiro e será aberto a toda a comunidade, com destaque para os apreciadores da arte equestre que queiram participar.
São aguardados mais de 100 cavalos e cavaleiros, do país e da vizinha Espanha, neste passeio que procura ser "um momento de encontro entre aqueles que partilham a paixão equestre", afirma os organizadores.
Cavalhadas e prova de Atrelagem
Esta iniciativa do Grupo “Cavalo Traz Amigos a São Brás” pretendendo recriar o espírito de convívio e partilha entre cavaleiros e trazer à memória tradições equestres.
O ponto de encontro do passeio é no Picadeiro Municipal, em Barrabés, pelas 10h00, seguindo o desfile de cavaleiros, vestidos a rigor rumo a São Brás de Alportel, prosseguindo pelas veredas do concelho, para regressar de novo ao picadeiro.
Após o almoço convívio está prevista a partir das 16h00 a recriação das tradicionais Cavalhadas à moda antiga, tradição que revela a mestria dos cavaleiros.
Uma Prova de Atrelagem a demonstrar a destreza da dupla cavaleiro/montada, culmina a animação da tarde, que se estenderá depois ao longo da noite.
Um espetáculo de equitação, espetáculo de Fado e Guitarradas e um divertido bailarico, ao som do artista Tó Morais, tornarão o sítio de Barrabés no fulcro da animação do fim de semana.
OBSERVATÓRIO DO ALGARVE





Cavaco Silva declarou quase um milhão de euros de rendimentos em 2010

AUTOR: MIGUEL MOREIRA | LEITORES: 1630
 JANEIRO 2012 
A declaração de rendimentos de Cavaco Silva e de Maria Cavaco Silva, em 2010, entregue no Tribunal Constitucional, denuncia ganhos superiores a 999 mil euros, entre trabalho dependente, pensões, ajudas de custo, aplicações em bolsa, depósitos à ordem e a prazo, planos poupança reforma e ações. Conheça os rendimentos de Cavaco Silva.
As declarações de Cavaco Silva geraram revolta, mas, acima de tudo, um processo de investigação dos jornais, que recolheram no Tribunal Constitucional todos os detalhes dos rendimentos do Presidente da República. Segundo o jornal Dinheiro Vivo, durante o ano de 2010, Cavaco e Maria Cavaco Silva amealharam cerca de um milhão de euros.


O número exato dos valores declarados pelo casal, nesse ano, cifra-se nos 999 894,95 euros, provenientes de ganhos em rendimentos por trabalho, pensões, ganhos em bolsa, depósitos à ordem, entre outros. Cavaco Silva e a mulher ganharam uma média 83 mil euros por mês.


Segundo a declaração entregue no Tribunal Constitucional, Cavaco ganhou quase 139 mil euros provenientes de trabalho dependente. Já no capítulo das pensões da Caixa Geral de Aposentações e do Banco de Portugal, declarou o valor já conhecido: 141,5 mil euros.


O terceiro de 10 capítulos dos ganhos de Cavaco Silva denuncia mais de 41 mil euros em depósitos à ordem, em quatro bancos distintos. Já no que diz respeito a depósitos a prazo, o valor é naturalmente mais elevado: 612 mil euros, distribuídos por cinco entidades bancárias.


O Presidente da República e a mulher são ainda titulares de um plano de poupança reforma, no valor de 53 mil euros. Os investimentos do casal também são feitos em obrigações, com uma aplicação na Caixa Geral de Depósitos de 15 mil euros. Cavaco também é detentor de ações, em 10 empresas nacionais, com 101 960 ações.


Cavaco Silva também não recebeu qualquer verba relativa ao vencimento de Presidente da República, uma vez que é, por lei, obrigado a escolher entre o vencimento e as pensões. Apesar de não ter vencimento, tem direito a despesas de representação, na ordem dos 2900 euros mensais.


O facto de ter ocupado o cargo de primeiro-ministro entre os anos de 1985 e 1995 conferia-lhe o direito de receber uma subvenção vitalícia mensal, mas Cavaco Silva abdicou desta subvenção. Caso contrário, os seus rendimentos seriam superiores.

CGTP – A “iminente tragédia” da Intersindical...


A propósito do Congresso da CGTP e da anunciada passagem de testemunho de Carvalho da Silva a Arménio Carlos... tenho ouvido de tudo. Há muitas pessoas, públicas e privadas, que fazem questão de elogiar a coerência, a personalidade e trabalho feito, tanto pelo primeiro como pelo segundo, deixando um grande abraço ao Secretário Geral de há já 25 anos... e outro grande abraço àquele que se prepara para dar a cara, de forma ainda mais pública e intensa, pelas causas dos trabalhadores portugueses.
Seja como for, nada do que estes muitos camaradas, amigos, ou simples admiradores das pessoas em causa possam dizer, consegue competir, seja em volume, seja em divulgação, ou mesmo em alarido, com verdadeira barragem de fogo, insultos e calúnias, que se abate sobre a CGTP e os seus dirigentes, vinda de quase todos os lados.
Tudo ouvido e fosse eu dado a engolir os "anzóis" dos media dominantes... seria levado a uma certeza: «Se a CGTP não mudar de rumo, drasticamente e depressa, não faltará muito para que definhe irremediavelmente e morra».
Não vou perder tempo a discutir esta “ideia”, presente nos comentários de tantos politólogos, comentadores e analistas de serviço. Primeiro, porque não me apetece. Segundo, porque estou ocupadíssimo a tentar lembrar-me de quantas vezes terei ouvido já esta “sentença” nos últimos quase quarenta anos. Centenas? Milhares?
Ironias à parte, fica aqui um abraço à nova equipa da grande central sindical e votos de que continue e amplie o seu indispensável trabalho!

Que Deus?


Não sei onde começam tantas guerras. Não sei de onde vem tanta ganância. Não sei porque gritam os soldados de arma em punho a apontar para o céu. Não sei porque sorriem esses mesmos soldados. Corpos pelo chão. Mórbidos olhares de crianças vazias. Sangue no meio da poeira e poeira no meio do sangue. Rajadas de metralhadoras jubilosas: sedentas de um pouco mais da carne dos filhos que as mães choram. Corpos pelo chão. Uma pilha putrefacta de causas perdidas. Porque lutavas tu? Glória eterna, amor à pátria e ao teu Deus. Onde estás tu? No meio dos cadáveres és só mais um, na tua pátria apenas quem te ama te recorda, será que encontraste o teu Deus? A tua mãe chora-te pelo meio da multidão de soldados, de joelhos, a pedir explicações ao céu. Estás aí? Chora-te pelo meio da alegria dos teus camaradas. No meio do desfile vitorioso da tua nobre causa, os teus filhos são estátuas. Petrificaram com o medo - enquanto os últimos disparos e as últimas explosões faziam as últimas vítimas. A criança dentro deles também morreu. Consegues vê-la? Não sei onde começam tantas guerras. Não sei que Deus é este que tantos mata. Que conceito abstracto é este que vos tentam vender com tanto sucesso. Que fórmula mágica é esta que tantos move. Não sei. Talvez os teus filhos um dia saibam. Não estarás cá para lhes contar as histórias que te contavam a ti. A tua mãe morrerá e não terá tempo para o fazer. A tua mulher chorará ao pisar a mesquita. Não verterá lágrimas, mas chorará. Os teus filhos estarão condenados a conhecer o teu Deus. O mesmo que te levou deles tão precocemente. Irão um dia lutar noutra guerra qualquer em nome dessa fórmula divina. Onde estarás tu para os proteger das balas? Que pai serás tu se não conseguires proteger os teus filhos das balas? Serás a memória do pai que os abandonou pela vida eterna. E se uma bala não os levar, serão eles no desfile pelas ruas da cidade. De metralhadora em punho a disparar para o céu. A sorrir, enquanto os corpos mutilados fazem montes nas valetas. A gritar pelo meio das lágrimas, do suor, do sangue, do pó. Sempre de arma em punho e Deus na boca. A aplaudir mais um tirano que chegará ao poder a vender o abstracto. Outro que procurará a glória terrena, enquanto vende a vida eterna. Assim começam as guerras: quando Deus é vendido para proveito dos homens. Assim choram as mães e as mulheres. Assim nascem os filhos da guerra: no meio da ganância e da fé. Uma mistura tão explosiva como um raide de uma bazuca. Onde estarás tu, quando te aperceberes que deste a vida por uma fantasia? Nesse dia serás feito do mesmo pó onde hoje jazes. Não estarás cá, mas serás a prova que há um demónio que Deus desperta nos homens.


PedRodrigues
blog Filhos do Mondego