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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

UMA BOMBA !!!! COMO A MÍDIA MANIPULA A SOCIEDADE - TEXTO E CLIPS


Como a mídia manipula a sociedade

Image via WikipediaLiberte-se do Sistema : Como a Mídia Manipula a Sociedade

O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou uma lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:


1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO: O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais” (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’).

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES: Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.


 3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO: Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO: Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento. 


 5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE: A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO: Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos(ver: Subliminar ou Simbolismo?)…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE: Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE: Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE: Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM:  No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Fonte: www.libertesedosistem
a.blogspot.com

FOTOGRAFIA ESPECIAL - O GRANDE E O PEQUENO - JEAN-FRANÇOIS FOURTOU


Liliput ou Gulliver?

Como detesto coisas apertadas (sapatos apertados, roupa apertada, espaços pequenos e acanhados), escolheria sem dúvida a versão liliputiana.

Mas Jean-François Fourtou testou as duas:









Felizes aos 100

Belas fotografias do alemão Karsten Thormaehlen (projeto Jahrhundermensch) retratando homens e mulheres centenários. A felicidade é evidente nos seus rostos. Assim deve valer a pena.


 

PS: Segundo estimativas da ONU, em 2009 havia apenas cerca de 455 mil centenários no mundo.

A FICHA DE INSCRIÇÃO DE CAVACO SILVA NA PIDE





QUANDO NADA MAIS HOUVER PARA COMER,
OS POBRES COMERÃO OS RICOS

Pedro disse que o sacrifício é inevitável e que todos devem contribuir. Pedro faz hoje o que prometera há quatro meses não fazer. Pedro não se lembra do que disse há quatro meses. Pedro já não é Pedro. Manuel é despedido e regressa ao olhar triste dos pais, tem 46 anos e ajuda a cuidar dos animais. Isabel tem dois empregos para pagar a renda de casa, ainda não conseguiu ajudar o filho nos trabalhos da escola. Rogério despede o motorista e a empregada já só vai três dias a casa. Paulo despede 125 trabalhadores, um a um, cara a cara, porque merecem. Tomás chega a casa e pega no dinheiro que juntou durante dois anos para comprar a playstation ao filho de 7. Lucas vê as lágrimas que o pai esconde quando pega no mealheiro cor de laranja, diz-lhe que está tudo bem, que não importa. Luís despede 40 por telemóvel. É a secretária, Ester, que envia o sms“puta que o pariu”, pensa enquanto o faz. Rosa emigra para a Suíça, não lhe ensinaram a fazer limpezas no curso de Direito. Margarida diz que o importante é haver saúde. Nunca deixa de rir, só lhe dá para rir. O tempo voltou atrás. Afonso diz que um dia perde a cabeça e parte tudo, diz no café, no trabalho e para quem o quer ouvir. Mas não parte nada, pelo menos agora, com um filho pequeno. Diana veste a roupa que as mães das amigas lhe deram. Sente vergonha ao entrar na escola “melhor do que sentir frio”, diz-lhe a mãe. Depois de deitar o filho, Sofia senta-se na cozinha e chora sozinha, como todos os dias, baixinho. A escola do Sérgio abre ao fim-de-semana para uma refeição decente. José finge que estuda Filosofia em Paris de olhos postos num qualquer conselho de administração. Dora abandona o ballet e os seus 5 anos não dão para compreender isso do dinheiro não chegar, todas as princesas têm de saber dançar. Joaquim perde dinheiro todos os dias porque não consegue despedir os dois funcionários do restaurante, “são como filhos e têm garotos pequenos”, diz para a mulher, “cá nos havemos de arranjar”. Jaime continua a pertencer ao conselho de administração de seis empresas. Marta, sua mulher, pensou uma vez na quantidade de trabalho que ele teria, a empregada do spa, Isabel, há 12 horas em pé, entrou e ela esqueceu-se. Joana foi apanhada no hiper a roubar Cerelacpara o filho de 2 anos. Sousa diz em directo à hora do jantar que compreende a angústia da classe média, mas que não há alternativa e, sem pausas, passa para os livros que lhe ofereceram. Entre dentes, Jerónimo diz ao balcão da tasca de sempre, “sabes lá tu o que é a vida”. Adelino faz o último ano à frente da intersindical, tempo para mais uma manifestação, hoje como há 20 anos. Rafael, 17 acabados de fazer, vai à primeira com os amigos, “não vás”, diz a mãe, “que o teu pai é porteiro no ministério e se alguém sabe dás-lhe cabo da vida”. Jaime chega a casa e encontra Marta sentada no sofá entre Fernando e Dina, a cara dela não lhe é estranha. Desajeitado, Fernando segura uma faca junto ao pescoço de Marta. Dina é dona do salão de cabeleireira duas ruas abaixo, aquele sempre vazio, “antes pedir que roubar”, pensou quando, encolhida de vergonha, arrastou Fernando, companheiro de uma vida, desempregado há tempo demais, está velho, dizem, que não, diz ele, só tem 52, veio pedir ajuda para comer. Não foi a recusa, foi o olhar, de repulsa, não foi a recusa, foi o que disse, “se não tinha condições não devia ter tido filhos”. Fernando e Dina são os novos donos do frigorífico, vão ficar dois ou três dias, ver o que podem levar e partem para junto de Rosa, na Suíça, para nunca mais. Todos têm de fazer sacrifícios. A Jaime e Marta tocou-lhes a vida. Henrique fez 50 anos na semana passada e não tem nada, valiam-lhe os filhos levados pela assistência social, estão melhor. Quando deu por si estava rodeado de gente, Pedro apertava-lhe a mão e sorria para a TV, que sim, que já via uma luz ao fundo do túnel, que o esforço colossal iria valer a pena. Se ao menos Henrique não tivesse na mão o saco de plástico com as ferramentas da oficina em que já não trabalha… Não pensou. Fez. Mas se tivesse pensado o resultado seria o mesmo. A multidão calou-se ou é ele que não a ouve. Pedro já não é Pedro. Em Paris, José sente um arrepio. Teófilo, que perdeu a conta ao dinheiro que tem, telefona a Francisco, opositor de Pedro, “o meu apoio, uma oferta que não pode recusar”. O mundo gira, como ontem… E, no entanto, há algo que cresce…

HÁ SEMPRE....


Monty Python - Como identificar um Maçom (LEGENDADO)


Como identificar um maçom. O vídeo idispensável para os dias que correm!

Nos tempos que correm, muito se tem falado da maçonaria e da promiscuidade entre esta e a política. Ora, se em geral a opinião pública desconhece o que diabos é um maçom, esta tem por outro lado a certeza de que se trata de um indivíduo pernicioso, com um gosto por vestuário extremamente duvidoso, e que até pode ser portador de perigosíssimas doenças contagiosas.

Não sabendo quem são, quantos são nem onde estão, e sabendo que todos os dias nos podemos cruzar com um maçom na rua, ou até mesmo no elevador, importará pois esclarecer o cidadão comum sobre qual a melhor forma de identificar um maçom. Os sinais são inconfundíveis e foram recriados com extremo rigor pelos Monty Python neste sugestivo sketch que vale a pena visionar com atenção.

Perante isto, posso afirmar com todo o rigor de que estou certo de que aquele indivíduo, completamente desnudado e extremamente calmo, com quem nos cruzámos numa rua de uma aldeia, numa amena noite de 2005, era sem dúvida um maçom!




http://dokatano.blogspot.com/2012/01/como-identificar-um-macom-o-video.html#ixzz1kP5Vwsm3


Não podemos...


Não podemos apertar o cinto e baixar as calças ao mesmo tempo!
Não faço ideia de onde é que o Sílvio Rodriguez (sim, o das cantigas) foi desencantar esta fotografia de um cartaz que alguém empunhou algures... mas a mensagem não podia ser mais certeira e actual.
Já que surripiei a imagem ao Sílvio, um dos grandes da Nova Trova de Cuba, fica-me bem dizer que a encontrei aqui, no seu blog, “Segunda cita”.
É um blog pessoal, que retrata bem a popularidade de que goza o cantautor cubano, quanto mais não seja, pelo volume de comentários que cada um dos seus textos suscita, quase sempre na ordem das centenas.
É um blog que, tal como o seu autor, está com a Revolução, tendo deixado bem claro que ali não se dá guarida a propaganda contra essa mesma Revolução.
Isso não impede que, muitas vezes, tanto nos próprios textos escritos ou selecionados pelo dono do blog, como nos comentários que ali chegam de toda a América Latina, Espanha, etc., se encontrem opiniões que dão lugar a debates em que se questiona este ou aquele aspecto da política, sobretudo da prática política, levada a cabo em Cuba, seja no campo cultural, seja onde for.
O que quer dizer, para quem quiser ver, que para ter, em Cuba, livremente, um blog que coloque dúvidas, questione políticas concretas, apresente soluções alternativas, dê ideias... não é preciso ser-se financiado pela CIA, ou pelos narcotraficantes cubanos de Miami, como a famosa bloguer e feroz anti-revolucionária Yoani Sanchez.
Adenda: Não vale a pena vir comentar que eu estou do lado de tudo o que venha de Cuba, de Fidel e companhia. É uma perda de tempo e não é verdade. Não “simpatizo” com algumas das realidades da vida cubana... independentemente da discussão sobre a quem cabe a responsabilidade da sua existência.
Só que os reparos que eu possa ter, não me impedem (para utilizar a imagem usada pelo embaixador de Cuba em Portugal,quando lhe perguntaram se há indignados em Cuba) de também pertencer aos “indignados” cubanos, que são aos milhões. Como eles, estou indignado com décadas de criminoso bloqueio dos EUA, indignado com as tremendas dificuldades e privações de toda a ordem impostas àquele povo magnífico, indignado com a prisão injusta dos “Cinco de Cuba”, indignado com a insultuosa presença do crime continuado na base de Guantánamo...
Como não ficar indignado?


VENDA DE COMBOIO HISTÓRICO CAUSA ESCÂNDALO


Tentativa de venda de comboio histórico da CP suscita escândalo e boicote na Europa 

Por Carlos Cipriano

Comboio está operacional e estava destinado à Linha do Vouga
Federação Europeia de Caminhos-de-Ferro Turísticos apelou a museus para não comprarem comboio de via estreita estacionado na Régua, em nome da defesa do património português.A CP tentou vender junto de museus ferroviários europeus o comboio histórico de via estreita estacionado na Régua, mas a Federação Europeia das Associações de Caminhos-de-Ferro Turísticos (Fedecrail) boicotou essa tentativa, pedindo aos museus que renunciassem à compra, mesmo que estivessem interessados.

"Essa proposta pareceu-nos escandalosa, porque o material em via métrica português é raro e é uma composição que está em bom estado", disse ao PÚBLICO Jacques Daffis, vice-presidente da Fedecrail, que tomou a iniciativa de informar o Museu Nacional Ferroviário português, que desconhecia esta tentativa de venda por parte da CP. "O que é incrível é que a CP tenha proposto a sua venda sem informar previamente o museu português", disse, explicando que a posição da Fedecrail é de que o património deste tipo só deve ser vendido ao estrangeiro "se não houver nenhuma possibilidade de preservação no país de origem e/ou se estiver em perigo".

Esta posição oficial da CP surpreendeu o presidente da Fundação do Museu Nacional Ferroviário, Júlio Arroja, que tinha pedido à CP para que houvesse uma "cedência" (e não uma venda) daquele material circulante ao museu. "Foi feito um pedido à administração da CP e creio que o assunto está bem encaminhado", disse ao PÚBLICO.

É que, embora tenha sede no Entroncamento, o Museu Nacional Ferroviário tem secções museológicas em todo o país e existe precisamente um projecto para Macinhata do Vouga (Águeda). Este projecto consiste na requalificação do complexo ferroviária daquela estação, para albergar ali o comboio histórico e poder vir a dar-lhe utilização, com passeios turísticos entre Aveiro, Águeda e Sernada do Vouga. Um projecto que agora fica no limbo, com o encerramento da Linha do Vouga.

Material do início do séc. XX

O comboio histórico de via estreita em causa é composto por uma locomotiva a vapor fabricada na Alemanha em 1923 e enviada para Portugal a título de indemnização da I Grande Guerra. Esta máquina prestou serviço em praticamente todas as linhas de via estreita do país e está ainda operacional. A composição pode também ser rebocada por uma locomotiva a diesel de 1964, fabricada em Espanha, e comprada pela CP em segunda mão nos anos setenta.

Além de um furgão em madeira de 1925 e de um vagão-cisterna, a composição inclui uma carruagem de origem belga de 1908, outra fabricada na Alemanha em 1925 e ainda uma outra construída pelos então Caminhos de Ferro do Estado, nas oficinas do Porto, em 1913. O conjunto constitui um acervo único em Portugal e raro na Europa, que deve ser preservado, "de preferência no país de origem", refere Jacques Daffis.



O CLAN DUARTE LIMA e o POLVO LARANJA

MAIS UMA DAS NEGOCIATAS PSD, VINDAS DO TEMPO DOS 10 ANOS DO SNR SILVA COMO PRIMEIRO MINISTRO : É que tudo lhes serve para enriquecer rapidamente: Até a saúde e a dor dos portugueses...*O CLAN DUARTE LIMA e o POLVO LARANJA*


COMO CIDADÃO PORTUGUÊS TENS O DEVER CÍVICO DE DIVULGAR MAIS ESTA CANALHICE ou passar a ser apenas um colaborador dos piratas dos negócios sem ética...


*"O POLVO" E A OPERAÇÃO FACE OCULTA COM RABO DE FORA**


1- A partir de 2008 torna-se evidente que a operação Face Oculta foi
redireccionada pela investigação e pelos Media para passar a visar
principalmente Sócrates. Era preciso derrubar Sócrates e mudar de governo,
porque havia gigantescos interesses em jogo e, em particular, o caso BPN
prometia dar cabo do PSD.


2. Das fraudes do BPN ignora-se ainda hoje a maior parte. Trata-se de uma
torrente de lama inesgotável, que todos os nossos Media evitam tocar.


3. O agora falado caso IPO/Duarte Lima, de que Isaltino também foi uma peça
fulcral, nem foi sequer abordado durante o Inquérito Parlamentar sobre o
BPN , inquérito a que o PSD se opôs então com unhas e dentes, como é
sabido. *
*A táctica então escolhida pelo polvo laranja foi desencadear um inquérito
parlamentar paralelo, para averiguar se Sócrates estava ou não a «asfixiar»
a comunicação social ! Mais uma vez, uma produção de ruído para abafar o
caso BPN e desviar as atenções.


4. Mas é interessante examinar como é que o negócio IPO/Lima foi por água
abaixo.


5. Enquanto Lima filho, Raposo e Cia. criavam um fundo com dezenas de
milhões , amigavelmente cedidos pelo BPN de Oliveira e Costa, Isaltino
pressionava o governo para deslocar o IPO para uns terrenos de Barcarena,
concelho de Oeiras. Isaltino comprometia-se a comprar os terrenos (aos
Limas e Raposo, como sabemos hoje) com dinheiro da autarquia e a «cedê-los
generosamente» ao Estado para lá construir o IPO. *


*Fazia muito jeito que fosse o município de Oeiras a comprar os terrenos e
não o ministério da Saúde, porque assim o preço podia ser ajustado entre os
amigos vendedores e compradores, quiçá com umas comissões a transferir para
a Suíça.


6. Duarte Lima tinha sido vogal da comissão de ética (!) do IPO entre 2002
e 2005, estava bem dentro de todos os assuntos e tinha óptimas relações
para propiciar o negócio. Além disso, construiu a imagem de
homem que venceu o cancro, história lacrimosa com que apagava misérias
anteriores. O filho e o companheiro do PSD Vítor Raposo eram os escolhidos
para dar o nome, pois ao Lima pai não convinha que o seu nome figurasse
como interessado no negócio.


7. Em Junho de 2007 Isaltino dizia ainda que as negociações para a compra
dos terrenos em causa estavam "em fase de conclusão" (só não disse nunca
foi a quem os ia comprar, claro). E pressionava o ministro da Saúde: "Se se
der uma mudança de opinião do governo, o cancelamento do projecto não será
da responsabilidade do município de Oeiras."


8. Como assim, "mudança de opinião do governo"?


9. Na verdade, Correia de Campos apenas dissera à Lusa que o governo
encarava a transferência do IPO para fora da Praça de Espanha e que estava
a procurar um terreno, em Lisboa ou fora da cidade, para esse efeito.
Nenhuma decisão tinha sido tomada, nem nunca o seria antes das eleições
para a Câmara de Lisboa, que iam realizar-se pouco depois, em Julho de 2007.


10. No decorrer do ano de 2007, porém, a Câmara de Lisboa, cuja presidência
foi conquistada por António Costa, anunciou que ia disponibilizar um
terreno municipal para a construção do novo IPO no Parque da Bela Vista
Sul, em Chelas, Lisboa. Foi assim que se lixou o projecto Lima-Isaltino: o
ministro Correia de Campos não cedeu às pressões de Isaltino e a nova
Câmara de Lisboa pretendia que o IPO se mantivesse em Lisboa. Com Santana à
frente da autarquia e um ministro da Saúde do PSD teria tudo sido muito
diferente. E os Limas e Raposos não teriam hoje as chatices que se sabe. E
Duarte Lima até talvez já tivesse uma estátua no Parque dos Poetas do amigo
Isaltino.


11. Sabemos como, alguns meses depois deste desfecho, o ministro Correia de
Campos foi atacado por Cavaco no discurso presidencial de Ano Novo, em 1 de
janeiro de 2008. Desgostado com as críticas malignas do vingativo
Presidente, Correia de Campos pediu a sua demissão ainda nesse mês. *
*Não sabemos o que terá levado Cavaco a visar dessa maneira um ministro do
governo Sócrates, por sinal um dos mais competentes. Que Cavaco queria a
pele de Correia de Campos, foi bem visível. Ele foi a causa do fracasso do
projecto do IPO/Oeiras e dos prejuízos causados ao clan do seu amigo Duarte
Lima e ao polvo laranja *(ª)*.*


*
É bem possível que essa tenha sido a razão.*
*(ª) - é bom que se entenda que o polvo laranja tem o seu pai no Senhor
Silva, hoje PR, que nunca falou sobre o BPN, mas o lodo deste senhor é bem
maior !!! Oxalá Portugal fosse uma França !!!*


ESTA, ACABOU!
MAS, …
SE QUERES REVERTER ESTA SITUAÇÃO E VER A JUSTIÇA SENDO FEITA PELA FORÇA DOS CIDADÃOS,
ENTÃO REPASSA PARA TODOS OS TEUS CONTATOS SEM RECEIO DO QUE POSSAM VIR A PENSAR DE TI. Ajuda-os a serem CIDADÃOS, despertando a sua consciência.

IMAGENS ESPECIAIS DO PINGO DOCE NA HOLANDA COM O CASAL CAVACO





O contrabandista e os trasgos

foto do site Chaves, um olhar sobre a cidade


Um contrabandista de uma aldeia fronteiriça costumava queixar-se dos trasgos.
Andava constantemente atormentado por eles e, sempre que alguma coisa de mal que lhe acontecia, atribuía-lhes a culpa.
Assim, se era apanhado pela guarda quando tentava passar um saco de café ou umas caixas de cigarros para o outro lado, eram os trasgos os culpados. Quando, na sua fuga por caminhos de cabras ou por corta mato com o saco do contrabando às costas, ouvia barulhos suspeitos, eram os trasgos que o queriam assustar. E nessas alturas os cabelos arrepiavam-se-lhe todos. Alguém lhe disse um dia que os tragos não eram espíritos maus e que ele seguisse o caminho como se nada fosse. Bem piores eram os
lobos e os homens e desses é que ele deveria precaver-se.
Mas o homem não havia maneira de se convencer disso. E como o medo aos trasgos era enorme, alguém o aconselhou a ir falar a uma velha que tinha fama de feiticeira. Esta deu-lhe um amuleto que o livraria dos trasgos e em paga pediu-lhe um saco de café. Ele achou caro, pois uma meia com trovisco também ele a podia arranjar e de graça. Mesmo assim pagou o serviço, não fosse a velha deitar-lhe algum mau olhado.
Atou o amuleto ao pescoço com uma guita e a partir daí passou a fazer o serviço sem preocupações de maior. Imaginando-se livre dos trasgos, achou que estava livre também de todos os perigosos e passou a desleixar a vigilância ao longo do caminho.
Uma alcateia de lobos, que o andava a espreitar há várias noites, atacou-o e com ele fez a ceia.
Os trasgos daquela aldeia ficaram com a fama injusta de terem sido os causadores da morte do contrabandista.
retirado da net - literatura portuguesa
A.garrochinho


Carta Aberta ao Deputado Duarte Marques

No seguimento da intervenção que o senhor proferiu no dia 20 de Dezembro de 2011, nós, cidadãos e cidadãs deste país, de diversas proveniências e idades, vimos por este meio solicitar-lhe que adopte a despudorada recomendação feita por diversos membros, partidários e apoiantes do seu governo e emigre.
Já nos bastam as dificuldades que as políticas governamentais nos colocam no dia-a-dia, o desemprego que enfrentamos, a vida precária que levamos, a dificuldade que temos em suportar os custos do ensino a todos os níveis.
Já nos basta a dor que sentimos sempre que vemos um dos nossos a partir para o estrangeiro porque o país, por vossa vontade, não o acolhe, não lhe dá emprego, não lhe dá oportunidades para prosseguir os estudos, quando transforma o ensino público em escola de elites e o mercado laboral em comércio de escravos.
Já nos basta ver o esforço incomensurável que os nossos pais, os nossos avós, os nossos tios, os nossos vizinhos, os nossos amigos, fazem para pagar as prestações das casas, para pagar a luz, o gás, a água, a alimentação, para manter os postos de trabalho, para manter osseus filhos a estudar, para sobreviver com o salário ou a pensão miserável que recebem.
Já nos basta viver numa precariedade impiedosa, ver os nossos projectos traídos e ter de adiar o futuro.
Por todas as razões enunciadas, por termos um “choque de realidade” (como disse o senhor) todos os dias, quando nos levantamos para trabalhar, quando procuramos emprego, quando lutamos quotidianamente para que as nossas vidas precárias não nos desanimem, quando vemos o desânimo na cara dos nossos pais, dos nossos avós, dos nossos vizinhos, dos nossos amigos, pedimos-lhe que emigre, porque não precisamos de que ninguém na casa da nossa democracia nos humilhe, desonre o esforço de todos os nossos antepassados e parentes e nos tente virar contra as gerações às quais tanto devemos, às gerações que enfrentaram a ditadura e a pobreza e construíram a democracia e os serviços públicos. Às gerações às quais também o senhor muito deve.Reforçamos, com toda a nossa honestidade: emigre, demonstre o seu mérito no mercado laboral estrangeiro. Será poupado das atrocidades que as alterações laborais nos provocarão, que o senhor diz serem tão benéficas para nós.
Votos de uma boa viagem.
Sem mais,
Os melhores cumprimentos,
Todas as pessoas que querem ter oportunidades neste país sem terem de ouvir os seus familiares a serem humilhados.
Ana Bárbara Pedrosa, Escritora
Ana Beatriz Rodrigues, Jornalista
Catarina Rodrigues Doutoranda (emigrante)
Cláudio Gaspar, Biólogo
Fabian Figueiredo, Sociólogo
Hugo Ferreira, Jurista
Inês Santos, Estudante
João Manso, Químico
Joaquim Rodrigues Administrativo
Laura Diogo, Estudante
Luís Miguel, Estudante
Mª Hermínia Dias Professora aposentada,
Maria Helena Dias Loureiro, Professora
Miguel Pacheco, Técnico de Digitalização
Paula Santos, Estudante
Raquel Misarela Conservadora Restauradora
Rita Andrade, Estudante
Rita Morgada Lemos, Psicóloga
Sandra Camilo, Estudante


Blog Adeus Lenine

ALGARVE - VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO
PCP acusa câmara de estar entre as 20 do país com mais dívidas de água 
24-01-2012 

A visibilidade que o autarca Luís Gomes está a dar ao concelho é “ estar entre as 20 maiores dívidas do país, com agravante de ser um dos concelhos com menor número de habitantes” diz o PCP que acusa a autarquia de dever 4,8 milhões de euros à Águas do Algarve.    
Segundo o PCP, a" câmara municipal de Vila Real de Santo António deve mais de 4,8 milhões de euros às Águas do Algarve, dívida equivalente a metade do que deve Lisboa, a capital do País".

Neste contexto os comunistas consideram que “a visibilidade que Luís Gomes está a dar ao concelho é a de esta dívida figurar entre as 20 maiores de Portugal, com agravante de ser um dos concelhos com menor número de habitantes, entre os mais devedores”.

Recorrendo à ironia a concelhia do PCP afirma que “Luís Gomes é, ao mesmo tempo, presidente da câmara municipal, presidente da SGU, responsável algarvio pelo PSD e comentador de televisão”.

“Nas atuais circunstâncias de crise, a atenção não pode ser a mesma sobre os problemas locais que as de um presidente que se dedica a tempo inteiro à sua tarefa. Os negócios estrangeiros saltam de Cuba para Cabo Verde e o que mais se verá, a reboque de estratégias que nada têm a ver com os problemas locais”, salienta fonte da concelhia de Vila Real de Santo António do PCP.

Alegando que a situação é tal que a autarquia vai-se afundando na falta de cumprimento para com os seus fornecedores habituais, os comunistas adiantam que a dívida da câmara está estimada em perto de 100 milhões de euros. A confiança na autarquia está de tal forma agravada que já nem os bancos se atrevem a emprestar dinheiro, com receio de não o receberem no futuro, frisam os comunistas.

Desemprego já atinge campos de golfe

À questão do “desastre financeiro”, os comunistas somam “uma das mais elevadas taxas de desemprego do país” citando como exemplo “os campos de golfe, apregoados como o milagre para vencer a sazonalidade, mas que já despedem pessoal. Só nos últimos dias foram lançados no desemprego mais de meia centena de trabalhadores”, alertam.

No seu documento o PCP questiona a promessa de requalificação da frente ribeirinha que afinal “é um imenso parque de caravanas, demonstrando bem a falta de orientação do actual executivo PSD”.

“Este é o resultado da gestão despesista do PSD, deslumbrada pelo poder e desadequada à dimensão do município de Vila Real de Santo António, pela tentativa, sem recursos financeiros, de substituir o Estado central nas suas obrigações fundamentais para com os cidadãos, designadamente na saúde, habitação e segurança social”, criticam os comunistas.
Observatório do Algarve

Mongoloidismo...

Tudo lhes serve para atingirem os seus objectivos, não reparam em nada, pois o que é preciso é manter o sistema
Nem sequer repararam nos movimentos das mãos do homem durante as reuniões, sempre a marcar ritmos musicais com os dedos na mesa, num claro sintoma de ter a hipófise afectada, a glândula de secreção interna localizada dentro da cabeça, na base do crânio. Claramente a necessitar de tratamentos de higiene mental e de reeducação - todos o deixaram seguir até lhe apanharem a assinatura. Sem dúvida uma enorme deslealdade protagonizada pelo primeiro ministro, que não teve qualquer rebuço em sacar-lhe a assinatura do acordo, apesar da sua grave doença.


Em causa estará polémica gerada por crónica do jornalista Pedro Rosa Mendes

RDP acaba com espaço de opinião que serviu de palco a críticas duras a Angola

24.01.2012 -  Por Victor Ferreira, Romana Borja-Santos

Programa "Este Tempo" vai para o ar pela última vez esta semanaPrograma "Este Tempo" vai para o ar pela última vez esta semana (Adriano Miranda)
 Uma crónica crítica em relação a Angola, do jornalista Pedro Rosa Mendes, terá levado a RDP a acabar com o espaço de opinião "Este Tempo", da Antena 1.

O jornalista Pedro Rosa Mendes confirmou, em declarações ao PÚBLICO, ter sido informado, por telefone, que a sua próxima crónica, a emitir na quarta-feira, será a última da sua autoria. “Foi-me dito que a próxima seria a última porque a administração da casa não tinha gostado da última crónica sobre a RTP e Angola”, diz o jornalista, por telefone, a partir de Paris.

“A ser verdade, esta atitude é um acto de censura pura e dura”, sustenta o jornalista, que aborda nessa crónica a emissão especial que a RTP pôs no ar na segunda-feira, 16 de Janeiro, em directo a partir de Angola. A chamada telefónica que serviu para anunciar-lhe o fim deste espaço de opinião foi feita por “um dos responsáveis da Informação” da Antena 1, continua o jornalista, que não quis especificar quem daquele departamento lhe comunicou aquela decisão.

Rosa Mendes critica a emissão do programa televisivo Prós e Contras da RTP feita a partir de Angola, com a participação do ministro português que tutela a comunicação social, o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Porém, o jornalista entende que “com tudo o que está em causa, foi uma crónica contida”. Aliás – prossegue –, a ser verdade que tenha sido dispensado por causa do teor desta crónica, essa decisão seria “muito estranha”, porque ele não foi “a única pessoa a ficar desagradada com a natureza e o conteúdo da emissão da RTP”. “Houve outras opiniões negativas nestes últimos dias”, aponta.

Contactado pelo PÚBLICO, o gabinete do ministro Miguel Relvas declinou comentar o assunto, limitando-se a dizer que "é uma decisão exclusivamente do foro editorial da RDP".

O PÚBLICO também questionou a administração da RTP, mas ainda não obteve resposta.

crónica em causa foi emitida a 18 de Janeiro e integra um espaço de opinião que a Antena 1 tem, com o nome de “Este Tempo”. É assegurado por cinco pessoas – Rosa Mendes, António Granado, Raquel Freire, Gonçalo Cadilhe e Rita Matos e, segundo Rosa Mendes, todos eles estariam a ser informados que a crónica vai acabar. O PÚBLICO contactou João Barreiros, director de Informação da Antena 1, e António Granado, um dos cronistas, sem sucesso. Já Ricardo Alexandre, director-adjunto de Informação da Antena 1 e responsável pelo programa, disse não ter comentários a fazer.

No entanto, hoje às 9h45, hora a que de segunda a sexta-feira o programa é transmitido,Raquel Freire aproveitou a sua crónica para anunciar que também foi informada que seria a última. A cineasta dedicou-a ao tema da liberdade, fazendo referência ao filme Good Night and Good Luck, que retrata um grupo de jornalistas que lutam pelo direito à informação e por denunciar alguns dos atentados políticos aos direitos fundamentais cometidos pelo senador Joseph McCarthy. Na crónica, Raquel Freire questiona “para que serve uma rádio pública e um serviço público?” se não for para servir as pessoas que não têm voz, adiantando duas respostas, em jeito de interrogação: “Para dar voz às pessoas ou para ser a voz do dono?”.

O programa estava no ar há cerca de dois anos e os contratos terminariam agora. Durante esse tempo, diz Rosa Mendes, nunca lhe foi dado nenhum feedback dando a entender que houvesse temas que fossem tabu ou que tivessem sido fixados “limites de censura”.

Na polémica crónica, Rosa Mendes começa por recordar que a RTP “serviu aos portugueses” uma emissão especial em directo de Luanda e à qual chamou “Reencontro” e “na qual desfilaram, durante duas horas, responsáveis políticos, empresários, comentadores de Portugal e de Angola, entre alguns palhaços ricos e figuras grotescas do folclore local”. “O serviço público de televisão tem estômago para muito, alguns dirão que tem estômago para tudo, mas o reencontro a que assistimos desta vez foi um dos mais nauseantes e grosseiros exercícios de propaganda e mistificação a que alguma vez assisti”, continua. Carregando nas críticas, o jornalista afirma que reencontrou nessa emissão, não um país irmão, mas “a falta de vergonha de uma elite que sabe o poder que tem e o exibe em cada palavra que diz”.Rosa Mendes é um dos jornalistas portugueses que mais escreveu sobre a corrupção em Angola. Foi, aliás, alvo de dois processos judiciais por difamação, um dos quais por trabalhos editados pelo PÚBLICO e em que o queixoso era o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos. O tribunal não deu razão ao líder de Angola, tendo a Justiça também decidido a favor de Rosa Mendes no outro caso, em que o queixoso era Arcadi Gaydamak, um milionário russo que tem passaporte angolano e foi acusado de vender armas a Angola.

Nos cinco minutos e 34 segundos que dura a crónica, Rosa Mendes mistura dados relativos à economia e à política do país com citações de alguns outros especialistas que estudaram o que se passa naquele país, que usa uma “maquilhagem sofisticada”, da qual se destaca “o batom da ditadura, parafraseando o jornalista angolano Rafael Marques”. Este último, ou alguém como ele, teria de estar presente num programa que fosse um “reencontro digno para ambos os povos e ambas as audiências”, sustenta Rosa Mendes. Alguém “que chamasse corrupção à corrupção e não, quase a medo numa única pergunta – e passo a citar – ‘um certo tipo de corrupção’, como fez Fátima Campos Ferreira”, a jornalista que apresenta o referido programa da RTP e conduziu aquela emissão