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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


A Mecânica da Laranja..

Miguel Macedo demitiu director nacional da PSP 
Ministro da Administração Interna exonerou hoje a Direção Nacional da PSP. Osuperintendente-chefe Guilherme Guedes da Silva foi substituído pelo superintendente Paulo Gomes. 
O cargo vai agora ser ocupado por um polícia académico. Paulo Jorge Valente Gomes saiu da escola superior onde se formam os oficiais de polícia. No comunicado emitido pelo Ministério da Administração Interna não foram adiantado mais dados biográficos do novo director nacional.
blog do Súl
Eu sou um escorpião, é minha natureza…













“Um dia, o escorpião olhou pela montanha onde vivia e decidiu mudar. Então ele começou uma jornada pelas florestas e colinas. Ele escalou sobre as rochas e sob as vinhas e continuou andando até encontrar um rio. O rio era amplo e forte, então o escorpião parou para pensar na situação. Ele não conseguia encontra nenhum caminho para cruzar o rio. Então ele correu e checou rio abaixo, sempre pensando que ele deveria voltar.
De repente, ele viu um sapo sentado às margens do córrego, do outro lado do rio. Ele decidiu pedir ao sapo ajuda para atravessar a correnteza.
“Olá senhor Sapo!” chamou o escorpião através da água, “Você poderia ser amável e me dar uma carona em suas costas para eu cruzar o rio?”
“Bem, senhor Escorpião! Como eu sei que se eu tentar ajudá-lo, você não vai tentar me matar?” perguntou o sapo hesitante.
“Porque” respondeu o escorpião. “Se eu tentar te matar, então eu morreria também, como você pode ver eu não posso nadar!”
Agora parecia fazer sentido para o sapo. Mas ele perguntou. “E quando eu ficar perto do banco de areia? Você poderia ainda tentar me matar e voltar para a terra!”
“Isso é verdade”, concordou o escorpião. “Mas então, eu não seria capaz de chegar ao outro lado do rio!”
“Muito bem, então, como é que eu sei que você não vai esperar até chegarmos ao outro lado e, em seguida, me matar?” disse o sapo.
“Ahh…” murmurou o escorpião.”Como você vê, uma vez que você tenha me levado para o outro lado do rio, eu vou ser muito grato pela sua ajuda, que não seria justo te recompensar com a morte, não é?!”
Então, o sapo concordou em pegar o escorpião do outro lado do rio. Ele nadou para o outro lado e senteu sobre a lama pra pegar seu passageiro. O escorpião subiu pelas costas do sapo, suas garras se prenderam ao couro macio do sapo, então o sapo mergulhou no rio. A água enlameada cercava eles, mas o sapo ficado tão perto da superfície que o escorpião não se afogaria. Ele se impulsionou com força ao longo da primeira metade da correnteza, suas patas deslizavam selvagemente pela correnteza.
Na metade do caminho pelo rio, o sapo repentinamente sentiu uma ferroada em suas costas e, pelo canto dos olhos, viu o escorpião remover o ferrão de suas costas. Um entorpecimento mortal começou a fluir por seus membros.
“Seu tolo!” murmurou o sapo, “Agora vamos morrer os dois! Porque você fez isso?”
O escorpião lamentou e disse: “Eu sou um escorpião. É a minha natureza.”
Então, ambos afundaram na água enlamecida do rio.”
scorpion_and_frog1
Essa é uma das muitas fábulas de Esopo (um escravo e contador de histórias que viveu na Grécia antiga). Das que eu conheço é a minha favorita.
Como toda boa fábula, ela pode ter vários significados e lições que você pode tirar. Bem, para mim ela trata basicamente do ser humano e sua natureza. Das coisas que prometemos para nós mesmos que nunca mais vamos fazer e por um motivo ou outro acabamos fazendo, ou de quando machucamos as pessoas que tentam nos ajudar.
Isso também pode ser levado em conta. As vezes machucamos as pessoas sem ao menos perceber, sem ter a maldade, somente pelo fato de sermos assim.
Isso torna o perdão mais fácil? Talvez.
Eu poderia gastar linhas e linhas, escrevendo e escrevendo sobre isso, mas vou deixar a fábula falar por si só.

sextilhas do Ti Tóino


só o pardal é que paga - poema ilustrado de António Garrochinho


cartoons - alguns olhares




Via Facebook, dei conta da excitação e consequente celeuma que esta foto provocou. 
Mas, será que alguém reparou no pormenor dos sapatinhos?..  clik na imagem para visualizar melhor !
 

blog Outra margem


Janeiro e o meu avô


Sempre te deste mal
com o mês de Janeiro.
Ou ele contigo
guerras antigas
vocês é que sabiam...
Era ruim, chuva e frio
que até geavam os ossos.
Isso tu aguentavas bem
mas estragar-te a sementeira
e trazer-te algumas fomes à boca
deve ter sido a mágoa maior
que nunca lhe perdoaste.
Depois de mais de noventa
Janeiros no Alentejo
sabias que ele te espreitava.
Mas não tinhas medo.
Acendias um lume
cada dia maior e esperavas.
Quando ele partia
vinhas na pressa serena
do teu cajado à minha procura
com uma alegria mais nova do que eu.
Já não morro este ano
dizias com uma certeza
maior do que o sol.
Eu ficava contente
mas não acreditava.
No fim de um Dezembro escuro
mandaste chamar-me
para a despedida.
Abalaste com esse Janeiro.
Vocês tinham muitas contas para acertar.



«lamechices» - bagaço amarelo

Ela pergunta-me porque é que os homens nunca falam de Amor, mas não é sobre os homens que ela quer saber seja o que for. É sobre mim. Quer saber porque é que eu nunca lhe digo que gosto dela, que a Amo ou pelo menos que eu defina verbalmente a importância dela para mim. Não sou capaz de o fazer e, pior do que isso, nem sequer sou capaz de lhe dizer que sou incapaz de o fazer. Sou homem, é isso, e portanto espero que ela adivinhe tudo o que eu sinto por ela. Não sei como, mas tenho esperança que o consiga fazer. Afinal de contas é mulher.

Ser homem é difícil porque um homem tem que parecer o mais forte a vida toda, e todos sabem que parecer uma coisa é bem mais difícil do que sê-lo. Ainda noutro dia fomos passear na praia que o Inverno limpou de gente. Ela descalçou-se e abraçou-me. Eu descalcei-me e deixei-me abraçar. Caminhámos durante largos minutos com os pés enterrados no seu silêncio, e eu sabia que ela estava à espera que eu lhe dissesse qualquer coisa. Um "Amo-te tanto!", por exemplo. Mas eu não consegui. Nunca consigo. Cheguei a elaborar uma frase qualquer com as palavras "gosto" e "sorte", mas os meus dentes bloquearam-na quando ela estava prestes a sair da boca. Demos meia volta e regressámos mais distantes, com as mãos enfiadas nos bolsos, eu com a sensação que estava a esconder o que sentia num deles.
Foi a semana passada que me contou a história dum filme qualquer que viu na televisão, numa noite dessas em que eu fico horas seguidas sentado em frente ao computador sem concluir nada do que começo a fazer. Era sobre um homem incapaz de falar de Amor e que acabava um alcoólico solitário por causa disso. Eu percebi onde ela queria chegar mas respondi-lhe que o argumento me parecia "mais uma lamechice qualquer". Vi-a sorrir com a minha resposta mas com um sorriso triste, como se engolisse duma só vez a réstia duma esperança qualquer. E eu, que pareci mais uma vez o mais forte, na realidade senti-me mais fraco.

Agora estamos aqui num café dos subúrbios da cidade, onde algumas dezenas de pessoas preenchem boletins do totoloto como se isso lhes pudesse salvar a vida, e ela pergunta-me porque é que os homens nunca falam de Amor. Eu sei que responder pode salvar a minha vida, mas as ideias enrolam-se no meu cérebro como um áspero novelo de lã. Os olhos dela pousaram no meus como o pé dum vencedor que pisa o corpo imóvel do morto, e o meus parecem insectos à procura dum local para descansar. "Eu Amo-te", digo-lhe baixinho. Depois concluo que não faço a mínima ideia porque é que os homens não falam de Amor. Ela levanta-se e dá-me um beijo na testa antes de sair a correr para o trabalho. Pareço mais fraco mas sinto-me mais forte.

bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

viajar em ti


Paga Povo Burro- As Mordomias dos Presidentes da República






De regresso, após um interregno forçado de cinco dias, já pouco se fala da notícia que levei comigo no bolso das inquietações. Refiro-me, obviamente, à traição protagonizada por um sindicalista ao serviço das confederações patronais, imediatamente baptizada de “acordo de concertação social”, que, porque significa a condenação dos portugueses que vivem do seu trabalho a relações laborais semi-feudais e uma ainda maior desigualdade entre os rendimentos de ricos e pobres, seria, pelo menos, a mais importante desta sucessão interminável de inconstitucionalidades que corporizam a regressão social que vivemos.
Porém, dois dias bastaram para que fosse tragada pela espuma dos dias: Cavaco Silva, a quem Passos Coelho agradeceu o precioso contributo dado ao mais rude golpe em quase 40 anos desferido contra as conquistas da democracia, decidiu-se contribuir ainda mais queixando-se de que os seus rendimentos não darão para pagar as despesas lá de casa e vangloriando-se de uma conduta exemplar que lhe permitiu acumular “as poupanças de uma vida”, úteis agora para fazer face às dificuldades. Gerou-se a onda mais conveniente e oportuna. O traidor João Proença saiu de cena. E Passos Coelho aproveitou o número para constatar que os sacrifícios, que objectivamente não são para todos, valerão a pena porque são mesmo para todos ao ponto de nem o próprio Presidente da República lhes escapar.
Escapou a quase todos que nas “poupanças de uma vida” da conduta exemplar do Presidente estão a centena e meia de milhar de euros que correspondem à parcela conhecida do seu quinhão dos 5 mil milhões do banquete BPN que o enriqueceu a si e aos amigos mais chegados e que agora nos empobrece a todos. A maioria preferiu concentrar-se no queixume mentiroso da parca reforma e desdobrar-se em correntes de e-mails com dezenas de pontos de exclamação, em iniciativas muito meritórias de cariz caritativo-caricatural com vista a auxiliar o senhor Presidente ou na estridente exigência da demissão de um Cavaco que, depois de 10 anos a destinar aos amigos fundos comunitários destinados ao desenvolvimento do país, depois do BPN, depois da Quinta da Coelha e depois de tantos outros serviços prestados à Pátria, seria o candidato presidencial mais improvável, mas acabou por ser o preferido dos portugueses para ser a mais alta figura da Nação. Ossos do ofício de um povo de memória curta que não sabe usar a democracia em proveito próprio, que apupa Cavaco Silva para, imediatamente a seguir,aplaudir um dos elementos da equipa de carrascos que lhe esburaca o futuro.
Eles sabem como estes repentes de histeria passam rapidamente. Os amansadores das televisões, rádios e jornais já trabalham arduamente na transição para o capítulo seguinte deste período negro da nossa História. Marcelo Rebelo de Sousa, ex-presidente do PSD tornado comentador político pela TVI (Ongoing), fala de uma mensagem infeliz pelo pormenor de não conter a admissão da pertença a uma classe de privilegiados; Luís Filipe Meneses, ex-presidente do PSD tornado comentador político pela direcção de informação da rádio pública, fala numa gafe desculpável porque as gafes fazem parte da vida de qualquer personalidade pública; e Raul Vaz, Director-executivo do Diário Económico (Ongoing) tornado comentador político da rádio pública, lamenta o momento em que ocorre, “logo agora que os portugueses devem estar unidos”. Mais outro par de dias e tudo estará serenado. Pobre povo, Nação dormente e imoral.
O país do burro

Vamos imaginar

Desamores

Vamos imaginar Passos Coelho a contar tostões para ir à farmácia. Paulo Portas a perguntar o preço da carne e a ficar-se pelas asas de frango, já com cinco prestações da casa em atraso...

Nos subterrâneos deste Inverno empobrecido, vamos trocar os lugares.

Vamos imaginar Passos Coelho a contar tostões para ir à farmácia. Paulo Portas a perguntar o preço da carne e a ficar-se pelas asas de frango, já com cinco prestações da casa em atraso. Relvas na fila do rendimento social de inserção. Gaspar desempregado a almoçar em espaços de voluntariado de apoio aos sem abrigo. Penhoraram-lhe a casinha.
A cada medida que esta cambada toma mais vontade se tem de a imaginar a viver como aqueles a quem pagam. Imaginar o tipo do Pingo Doce sentadinho a uma caixa, muitas horas seguidas, aflitinho para ir à casa de banho e sem poder, porque a fila é infinita, a registar e ensacar mercadorias e no fim do mês a receber meia dúzia de euros e alguns produtos dados por ostensiva caridade.

Imaginar todos os membros do governo a viverem com o salário mínimo, a regressarem a casa, abatidos, num demorado e incompetente transporte público, cansados, montados na desesperança.
Vamos trocar de lugares. Vamos imaginar Américo Amorim a trabalhar nas minas, com o capacete adornado de lanterna, descendo de picareta em punho às profundezas da terra. Não, não era uma visita de circunstância, rápida e formal para a câmara televisiva. Era mesmo a bulir muitas horas sem ver a luz do sol. Todos os dias. Afinal o homem é um trabalhador.
Podemos também pôr Belmiro na construção civil a dar serventia a um pedreiro e a aquecer o almoço numa fogueira.
Imaginar esta gente a engolir os impropérios e as obscenidades cuspidas por entidades patronais menores e maiores e sentir a pele a arrepiar-se com medo do despedimento é um exercício absolutamente lúdico, saudável, e descompressor.
Nas horas de muito calor, alguma desta gente podia trabalhar a remendar estradas. As estradas camarárias do nosso país precisam muito de arranjo e manutenção. Mira Amaral podia colocar o alcatrão, enquanto Dias Loureiro carregava brita. Era uma parceria.

Nesta troca de lugares podemos pôr Catroga, já velhote, no papel de um reformado que faz biscates. A reforma. Não chega. Dois pares de ceroulas a protegerem-no do frio. Sem dinheiro para ligar o aquecedor. A eletricidade está muito cara.
Assunção Cristas a trabalhar num shopping, cumpriria horários escandalosos, para receber no fim do mês menos que o salário insignificante que a lei prescreve.
E a justíssima ministra da justiça seria uma trabalhadora da empresa a quem teria sido adjudicada a limpeza dos tribunais. Entraria às seis da manhã, limpava os corredores onde gente ansiosa passeará a partir das nove, aspiraria os gabinetes dos magistrados, as salas de audiências, os compartimentos destinados aos advogados, eclipsando-se depois de mansinho, quando os primeiros funcionários começassem a aparecer, assumindo a invisibilidade asséptica que estas funções sempre requerem. A bata com o logótipo da empresa assentar-lhe-ia a preceito.

O tipo da economia, o Álvaro, seria meio contínuo, meio segurança, de uma qualquer empresa privada. Auferiria à volta de quatrocentos e oitenta e cinco euritos. É bom. Apesar das varizes estaria sempre de pé, ligeiramente encurvado quando passassem os patrões. Trazia e levava recados, assegurando-se que tudo estava sob controlo. Faria cumprir, escrupulosamente, as indicações patronais. No fundo, não desempenharia funções muito diferentes daquelas que agora desempenha. A diferença era só na remuneração.
Vamos trocar de lugares a ver se gostam.
Portugal é um desamor europeu. Nesse desamor cabe tudo. O sobrolho carregado cheio de suspeições da UE ou do que dela sobra; o lixo condenatório das agências ou mercados ou lá o que é; o desplante das troikas em aparições televisivas.

Querem que este pedaço de terra onde vivem pessoas perca a configuração política e económica de país e se transforme numa coisa em forma de coisa nenhuma. Num espaço tristonho, deprimido e depressivo a tresandar a desgraça. Só a corja anda tão imperturbável como eufórica.
Por isso toma medidas supostamente irreversíveis num frenesim de urgências inadiáveis.
À medida que os dias nos vão pesando mais, o sorriso deles expande-se num turbilhão veemente. 

Os cortes fervilham. Cortes nos dias, nos anos, nos salários, nas almas, nos direitos. Viva a desbunda e o vale tudo.

Este é um governo genuína e assumidamente de direita.

A direita portuguesa tem muito ano de experiência no pêlo. Muito ano de prática sucessiva de pouca-vergonha. Muito ano de negócios protegidos pelo estado e pagos por todos nós. Muito ano de pilhagem, de bom viver, de ganância apadrinhada pelo poder. Muito ano de sentimentos de aço, de desprezo altivo, às vezes pio e caritativo, outras vezes boçal, a estoirar da alarvidade que a descompaixão explícita contém.

Mas sempre a mesma soberba e o mesmo desplante que lhe vem da convicção de que o mundo gira apenas para que tudo o que lhe diz respeito fique na mesma. A direita portuguesa é um monumento à agressão, à grosseria e à malandrice.

A sórdida direita portuguesa. Dói o desalmado desamor e a pantominice retórica.

Vamos trocar de lugares? Só a ver se gostam.

Por Alice Brito, Dirigente do Bloco de Esquerda
Blog Ferroadas

LET THE CHILDREN HAVE A WORLD - DANA WINNER

Let the Children Have a World where there is no pain, no sorrow, where everybody can be free .… SOUND
Deeixem que as crianças possam viver num mundo sem dor nem tristeza, em que todas possam ser livres!
Todos devíamos aprender e cantar esta canção, tão linda que é, em conteúdo e som!!! E, sobretudo, porque é dedicada às crianças!


Só falta chamarem-nos de parvos



Passos Coelho afirmou que “todas as pessoas, independentemente da posição que ocupam, fazem sacrifícios importantes. Os sacrifícios têm que ser repartidos por todos. Não há ninguém que fique de fora”. 

Aí está uma descoberta do Passos Coelho que até lhe pode dar o Nobel da Matemática; descobriu a maneira de alguns não fazerem parte do todo. Basta chamarem abono suplementar ao que dantes se chamava Subsidio de Férias ou de Natal e os "boys" não necessitam de perder as mordomias como acontece com os cidadãos a quem trata como idiotas. E, enquanto não mostrarem a sua indignação e correrem com esta escumalha que mente e engana, carregando de sacrifícios os que menos têm enquanto "apaparica" os seus amigos, acabam por ser realmente idiotas aos olhos dos bandalhos que nos governam. De que estão à espera ainda não entendi.

Os velhos endoideceram?

Esta direita começa a ser divertida, entregaram o poder aos gaiatos e os velhos parece terem apanhado um ataque de loucura súbita. Numa sociedade de boas famílias onde os mais idosos costumam ser o símbolo do bom senso, aqueles a quem se pede o conselho e cujos valores se procura seguir, parece que tudo ficou de pernas para o ar, a direita começa a desagregar-se e já nem os velhos se aproveitam.

Quando seria de esperar um conselho sábio só dizem asneiras, quando seria normal descansarem andam numa lufa, lufa para ganhar dinheiro, quando se esperariam serem exemplos dos bons valores dão sinais de depravação, onde seria de esperar desapego aos bens materiais agarram-se sofregamente ao que amealharam. Os velhos são um símbolo da degradação de uma direita que não consegue esconder a fome de riqueza.

Já abastado e com uma pensão choruda Eduardo Catroga ascendeu ao título ridículo de professor catedrático a tempo parcial 0%, mas como isso não bastava e depois de ter andando a explicar aos netinhos o que são pentelhos decidiu abocanhar uma fatia do bolo que os chineses distribuíram pelos que os ajudaram a comprar a EDP ao preço da uva mijona. É evidente que Catroga foi escolhido pela sua competência, jovialidade e linguagem clara e transparente, só não conseguiu explicar porque os mesmos critérios que conduziram à sua escolha foram os mesmos que levaram a que tivesse Celeste Cardona por companhia.

O homem mais rico de Portugal e senhor de uma idade avantajada ainda dá bónus fiscais às suas amigas descontando-lhes a factura da intimidade nas contas do IRS. Talvez inspirado no seu desempenho íntimo assume o estatuto de candidato a trabalhador nacional, não estando carente de um cargo na EDP, talvez os chineses tapem uma lacuna nacional e lhe ofereçam a condecoração de herói nacional do trabalho, talvez aproveitem a mesma cerimónia.

Manuela Ferreira Leite descobre que os velhos com mais de 70 que tiverem dinheiro já não devem beneficiar de borlas na saúde, porque a partir de agora os cidadãos deverão ter prazo de validade a partir do qual deverão ser abandonados, de preferência no meio do Pinhal de Leiria. Um velho cheio de sorte, que não foi abandonado no Pinhal de Leiria foi o Vasco Graça Moura. Teve sorte, depois de dizer cobras e lagartos de Passos Coelho foi a tempo de escrever uns artigos no DN bajulando o novo chefe, o suficiente para agora poder aquecer os pés no CCB.

Outro velho que parece ter perdido o tino foi o merceeiro que deu emprego na secção das mercearias intelectuais a um tal António Barreto, que agora faz discursos com cheiro a batatas e tomates. O desgraçado do velho já está quase a chegar ao fim do prazo para apresentar a sua declaração de rendimentos ao criador mas fugiu com a massa para a Holanda.

Quando se esperava que da Presidência viesse um bom exemplo de velhice eis que Cavaco Silva decidiu ser solidário com os pobres, mas forreta como de costume em vez de exigir a suspensão de subsídios no Banco de Portugal decidiu entrar numa de franciscano e dizer que era um desgraçado, que as reformas não lhe dão para as pensões. É uma pena que um outro velho seu amigo, o Oliveira e Costa, já não seja presidente do BPN, talvez ainda tivesse umas acções para Cavaco fazer mais um negócio e poupar o país a mais um peditório.

desabafos da ti Carminda




uma fava seca, um figo mole 
que a ti, burrico, console
em paga da tua ajuda
pra ir ao poço ou a lenha
por esses caminhos da azenha
não tenho quem me acuda


vão os jovens prá cidade
fica a gente de velha idade
nestes ermos desamparada
muito triste é a velhice
tudo procura a modernice
os velhos não valem nada !


António Garrochinho

mãos que luz e que valor já tiveram
que pão e amparo ofereceram
refugiam-se na lareira
mendigam assim o calor
do trabalho e do amor
que semearam a vida inteira
 
 
António Garrochinho

a esquerda mata e a esquerda esfola

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012



É que o que o PS e o BE é questionam não é a inconstitucionalidade de cortar subsídios, violando o princípio do direito à remuneração e os direitos adquiridos, o que os motiva é a questão da desigualdade, pelo facto de o corte ser aplicado apenas aos funcionários públicos. Portanto, se fosse aplicado a todos os trabalhadores, não teriam qualquer problema com o OE. Assumem assim ambos que estão de acordo com os cortes salariais em nome da contenção orçamental e que subscrevem a política de empobrecimento dos trabalhadores portugueses e não conseguem entender que a batalha não é jurídica, é política.

O Tribunal Constitucional é um órgão político, com juízes nomeados pelos partidos, já antes decidiu a favor de outros cortes, e não vai agora com certeza contradizer-se. Este pedido, como foi feito, não é só inútil, como é como nocivo, pois vai, em última instância, legitimar o Orçamento. Com uma oposição assim pode Passos Coelho dormir descansado!

O PS, esse, já sabíamos que as suas concepções liberais assentam na desvalorização do trabalho, agora a atitude do BE é novidade e tenho dúvidas que os seus próprios militantes possam concordar com isto. Até onde irá a desorientação do directório de Louçã?


Fissuras do tempo




As paredes estão vazias
repletas de fissuras
de imagens, sussurros
de pregos trôpegos
curvados pelas sombras.

Já não escuto a voz
nem sinto o bocejar da noite
apenas as linhas,
que escrevo sobre
o papel da minha alma.

As letras miudinhas
confundem-se no branco
dos lençóis remendados
onde o silêncio se aconchega,
do ruído que não chega
do ranger das portas
que já não se abrem

adormeço sem saber se volto…
   …no rodopio das cortinas
   da minha liberdade.
   
 
 Conceição Bernardino
blog Amanhecer & palavras ousadas

Cada ex-presidente da República custa 300 mil ano

Quando deixar Belém, Cavaco terá direito a gabinete com secretária, a viatura com motorista e combustível.


Quando daqui a quatro anos deixar a Presidência da República, Cavaco Silva não deverá poder juntar uma subvenção política às pensões de dez mil euros brutos que agora recebe, mas vai ter direito a um gabinete com secretária e assessor da sua confiança, a um carro com motorista e combustível para serviço pessoal e ajudas de custo para as deslocações oficiais fora da área de residência.
Estes são direitos que a lei dá aos antigos chefes do Estado e que pesam um milhão de euros no orçamento do Palácio de Belém. Feitas as contas, Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio custam, cada um, cerca de 300 mil euros aos cofres públicos.

FONTE: Diário de Notícias

FM Magazine

Guimarães 2012


Se a cultura se fechar a si própria dentro de um gueto, acaba fatalmente (e com apenas raras e felizes excepções) por deixar de ser cultura, para se tornar apenas numa idiossincrasia. Uma mania. Um tique nacionalista, patrioteiro, ou apenas bairrista. A cultura precisa da seiva do contacto e da abertura aos outros, para melhor manter vivas e saudáveis as suas raízes e identidade.
Dada esta singela opinião, acho não só muito bem, como fundamental, que a programação cultural de Guimarães Capital Europeia da Cultura (ou qualquer outra programação cultural), seja fortemente povoada por aquilo que de melhor a Europa e o mundo tiverem para dar, caminhando ombro a ombro com as nossas próprias propostas culturais. Seja em agigantados (talvez demais) projetos como este “Guimarães 2012”, ou na vereação da cultura de uma pequena autarquia local.
Dada esta segunda singela opinião, tenho, ainda assim, as maiores dúvidas de que uma programação de Paris, Londres, ou Madrid, ou Frankfurt, ou Veneza capitais da cultura... abrisse com um espetáculo estrangeiro.
Seja como for, não era da programação de espetáculos que ia falar, mas sim da cerimónia de abertura.
Na verdade, estava combinado que fosse eu a fazer o discurso de encerramento, dissertando sobre mecânica quântica, o que me foi impossível por incontornáveis motivos de agenda pessoal. Como, ao que parece, o distinto público presente estava firmemente decidido a divertir-se por um bom pedaço, ouvindo alguém falar longamente sobre um assunto de que não entendesse nem a ponta de um chavelho... substituíram-me por Cavaco Silva a falar de cultura. Foi exaltante!
(Ao que me dizem, houve na rua quem não gostasse...)

Carta Aberta a Sua Excelência

OH SENHOR professor doutor Aníbal Cavaco Silva:

Na minha opinião, a missão de um Chefe de Estado não é compatível com a demagógica exibição das suas finanças pessoais e exercícios de poupança, ao querer emparceirar, abusivamente, com a miséria que grassa pelo país, e que também tem a sua assinatura. A sua missão é fazer tudo para mudar a sorte dos portugueses, e não andar a queixar-se de que também é uma vítima da crise. Se não tem dinheiro para fazer face às despesas lá de casa, encha-se de brio, resigne da sua função, inscreva-se no Centro de Emprego mais próximo, candidate-se ao fundo de desemprego, responda a anúncios, envie curriculuns, pegue na marmita e vá trabalhar, para dar o exemplo. Há muita gente por aí que passa a vida a dizer que os portugueses o que não querem é trabalhar, omitindo que todos os dias fecham empresas por muitas e variadas razões, que todos os dias há mais despedimentos porque as empresas não têm encomendas, porque o patrão acha que cinco podem fazer o trabalho de dez, e agora até por menos salário, ou porque o patrão nunca soube (nem quer saber) o que é boa gestão, estímulos, inovação ou competitividade, coisas que têm mais a ver com a forma e competência como gere a empresa e o seu negócio, do que com a capacidade laboral dos seus trabalhadores.

OH SENHOR professor doutor Aníbal Cavaco Silva: 

É imperdoável que um emérito professor de economia como Vossa Insuficiência, venha agora dizer-nos que está "nas lonas", isto é, falido, sem capacidade financeira para enfrentar as despesas domèsticas do dia-a-dia, quando o problema foi não ter sabido fazer contas (hábito português que começa na primária e acaba a atingir gestores, economistas, fiscalistas, contabilistas e por aí fora), e achar que ao prescindir do vencimento de Presidente da República e optando pelas reformas (situação que poderá sempre ser invertida, caso Vexa. sinta que escolheu mal) ia dar um espectacular exemplo ao país, e usar isso como incentivo para que aceitássemos o empobrecimento generalizado e todas as malfeitorias afins, sem tugir nem mugir. 

OH SENHOR professor doutor Aníbal Cavaco Silva:

Já devia saber que ficámos fartos das mentirolas e do marketing político de José Sócrates. Não venha agora Vexa. querer substitui-lo com o choradinho demagógico da sua queda na penúria, porque embora não sendo muito exigentes, já sabemos o que a casa gasta e contra isso estamos vacinados. Porém, tenha cuidado, porque a paciência também se esgota, e como diz o ditado, tantas vezes vai o cântaro à fonte, até que um dia deixa lá a asa. Tenha vergonha com aquilo que diz (podemos ter brandos costumes, mas não somos parvos nem estúpidos), faça as malas, deixe Belém, vá procurar emprego, e que a sorte e os amigos lhe sorriam.

OLHÃO: TRAFULHICE DE VEREADOR

O vereador da Câmara Municipal de Olhão, João Pereira, sem pelouro ou partido mas solidario com os seus comparsas de vereação no combate à população de Olhão, foi apanhado de calças na mão, fazendo uma ligação directa à rede publica de aguas, no intuito de fugir ao pagamento da mesma.
Vem de longa data as trafulhices deste vereador, mas agora que se apresentava ao Povo como seu grande defensor, a pontos de criar um pasquim que na unica edição dava honras de primeira pagina, à falta de transparencia na Ambiolhão, não passaria pela cabeça de alguem que o anedota se fosse pôr a jeito e apanhado com a mão na ratoeira.
À semelhança de um qualquer Almeida ou de outros do mesmo quilate, roubando do dominio publico, aquilo que todos nós pagamos com custos agravados por estas "perdas de agua na rede". Com que moral vai este trafulha discutir a tabela de taxas de agua, saneamento basico e residuos solidos?
Gente desta só serve para descredibilizar aqueles que se levantam contra uma Cãmara transparente.
Importa agora saber se a Ambiolhão apenas interrompeu a ligação ou se, e dando cumprimento ao Regulamento das taxas, aplicou as coimas previstas. Numa outra situação, a vereação da Câmara e simultaneamente conselho de administração da Ambiolhão não perdoaria, mas tratando-se de um vereador é bem possivel que não seja aplicado o regime sancionatorio.
Ao caga-milhões em vereador, sempre candidato à troca de ladrões em qualquer instituição, publica ou privada, recomendaria a suspensão do mandato, no que muito xinceramente não acredito. Afinal, o que o distingue dos outros? A mesma porcaria!
Aos olhanenses, fartos de ser roubados pela escumalha politica, resta-lhes mostrar a sua indignação e revolta subscrevendo a petição em curso para a realização de uma Assembleia Municipal Extraordinaria onde seja discutida a tabela de taxas de aguas, saneamento basico e residuo solidos.
Assina a PETIÇÃO! Todas as manhãs desta semana junto à Ambiolhão e sábado no meio dos mercados, estaremos presentes para a recolha de assinaturas. Junta-te a nós!
UNIDOS VENCEREMOS!

Poemário prostibular [36]
Naquele tempo

tínhamos fome de liberdade
ânsias de poesia
um desassossego cerebral
e, ávidos de intelectualidade
satisfazíamo-nos um ao outro
em cima dos livros
deitados sobre as folhas
despidos de preconceitos
em busca do êxtase,
da verdade das palavras
.
MG 2012