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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012


5 mentiras e verdades sobre o comunismo

BIBLIOTECACAPITALISMO — POR DESACATO.INFO EM 10 JANUARY 2012 
1 – Comunistas são contra religiões e todas seriam perseguidas e proibidas num Estado comunista.  Mentira, a liberdade religiosa é parte importante da liberdade de opinião e manifestação cultural, garantias que nunca poderão ser atingidas no Estado capitalista. Só o comunismo pode levar a superação das mazelas que alimentam o capital, como a ganância, que é a grande geradora das guerras, inclusive entre religiões.
2 – Comunistas não respeitam a opinião alheia e perseguem todos aqueles que pensam o contrário, já o capitalismo dá a liberdade real. Ledo engano, não só a religião é motivo de perseguição no capitalismo. Nos Estados Unidos e nos países do Mercosul, durante décadas, pessoas foram tratadas como bandidos por serem “culpadas por comunismo”. Algumas eram presas, torturadas, ou até assassinadas por cometerem crimes hediondos como denunciar abusos e a corrupção do estado e das empresas que o patrocinam, ou até ensinar pobres analfabetos a ler.
3 – Só o capitalismo admite liberdade de imprensa. Outro equívoco, se analisarmos o nosso país, veremos como a liberdade de imprensa é censurada num país capitalista. O que existe aqui é uma “liberdade de empresa”. Os conglomerados midiáticos estão sempre querendo calar todo o foco de resistência ou de informação que não as convêm. O exemplo da vida de perseguição do blogueiro mosquito é exemplo disso. A mídia empresarial sempre esteve ao lado do estado capitalista na tentativa de tapar os olhos do povo, para que políticos e empresários corruptos utilizassem os recursos do povo para enriquecerem cada vez mais. A atuação dos veículos da Editora Abril e das Famílias Marinho, Sirotsky, Saad, entre outras, em apoiar a ditadura, as torturas e as mortes causadas por ela, são um claro exemplo de que a mídia corporativa e a censura caminham de mãos dadas. Até hoje, o direito a voz está limitado aos interesses mesquinhos destes empresários. Nos países que caminham para uma revolução socialista, a liberdade de imprensa é uma realidade. Na Venezuela a constituição garante o livre funcionamento de Rádios e Tv`s comunitárias. No Brasil elas são perseguidas pelas empresas e pelo Estado, que limita o seu funcionamento.
4 – Comunistas não amam, são muito racionais e, por isso, frios. O que é isso, companheiro? O Comunismo é a mais pura demonstração política e social do amor. Como crescemos em um país capitalistas, desde cedo somos acostumados com os seus dogmas, que nos ensinam a desconfiar de tudo e a agir pensando apenas em si. Não existe amor maior que o amor ao próximo. No mundo capitalista, em meio às guerras, à fome e ao descaso com a saúde do homem e do planeta, as pessoas se refugiam e sobrevivem se alimentando do amor de suas queridas moedas.
5 – No comunismo são todos pobres, ninguém tem permissão de ter nada, as pessoas vão invadir sua casa, suas terras e até usarem sua escova de dente. Piada de mau gosto. A concentração de renda, terra e conhecimento, só impede que a maior parte do povo tenha acesso a bens, estudo e, por tanto, à liberdade. No capitalismo poucos concentram muito, isso impede que muitos tenham o seu pouco. No comunismo, sem o culto à acumulação, todos têm oportunidade de usufruir de bens, serviços e dos recursos da terra.

acidente - poema de António Garrochinho




naquele beijo na praia
onde a espuma cambraia
nos dava satisfação
o beijo não posso mostrar
pois na hora de registar
a máquina caíu no chão
 
António Garrochinho


Os lojistas do meu bairro vão todos mudar o apelido para Quaresma. Pode ser que assim, da próxima vez que forem assaltados, a PJ apanhe alguém.


NO MAIOR OLIVAL DO MUNDO - PORTUGAL




A FILHA DE BRAGA DE MACEDO E O NOSSO DINHEIRO


A filha de Braga de Macedo e o nosso dinheiro 

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

 13 de janeiro de 2012

Sabemos que Braga de Macedo foi ministro das Finanças de Cavaco Silva e que é militante do PSD, pelo qual foi deputado. Sabemos que foi nomeado por Passos Coelho para definir a política externa económica deste governo, à qual Paulo Portas não ligou pevide. Sabemos que depois disso foi escolhido, com Eduardo Catroga, Celeste Cardona e Paulo Teixeira Pinto, todos do PSD e do CDS, para o Conselho de Supervisão da EDP. Sabemos que é Presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT). Não sabemos, nem em princípio teríamos nada que saber, que tem uma filha, Ana Macedo, que é artista plástica.

Ana Macedo fez, em Julho do ano passado (só agora tive acesso a essa informação) uma exposição em Maputo. "Caras e Citações: uma interpretação estética sobre Universidade, Cultura e Desenvolvimento". A exposição teve o apoio do Instituto Camões. E, coisa rara, não foi no seu centro cultural, mas na bonita estação de caminhos-de-ferro (que tive oportunidade de conhecer) . Teve o apoio do Instituto Camões. Continuo a não ter nada para dizer. É excelente que o Instituto Camões apoie e divulgue os artistas plásticos portugueses (deixo de fora deste texto qualquer consideração sobre a qualidade da exposição, que aqui não vem ao caso, até porque só vi as fotos da dita). E o facto da artista ser filha de quem é não a deve prejudicar. Portugal é pequeno e a probabilidade de alguém ser filho de alguém com responsabilidades em alguma área não é pequena.

O problema vem depois. Além do Instituto Camões, outra instituição do Estado apoiou o acontecimento. Sim, já adivinharam: o Instituto de Investigação Científica Tropical. O mesmíssimo que o pai da artista plástica dirige. Garante um português que vive em Maputo há quinze anos e que conhece bem a vida cultural da cidade que nunca o IICT patrocinou algum acontecimento cultural em Maputo.

Alertado por este post, fui investigar a coisa. Bastaram uns telefonemas e umas buscas na Net. É tudo é feito às claras, como se se tratasse da coisa mais natural do mundo. O apoio do IICT a esta exposição e a esta artista já vem de Lisboa, com uma parceria entre a Faculdade de Letras (no âmbito do seu centenário) e este laboratório do Estado, através do seu projeto "Saber Continuar". Na altura, a artista agradeceu "por esta oportunidade de criar um projeto que se tem revelado propício à partilha de metas comuns de desenvolvimento cultural". Mas mais ainda: outra exposição Ana Macedo, em Março de 2010, agora sobre Jorge Borges de Macedo (pai do presidente e avô da artista - fica tudo em família), contou com o apoio desta instituição pública, mais uma vez no âmbito do tal projeto "Saber Continuar". E parei aqui a investigação, com a certeza que iria encontrar muito mais nesta frutuosa relação familiar com dinheiros públicos.

É natural que Braga de Macedo goste da sua filha e a tente ajudar na sua carreira. Assim fazem todos os pais. Não é natural que use os nossos recursos para o fazer. O IICT não lhe pertence nem é uma fundação ou empresa privada. É-me desconfortável falar da vida familiar de qualquer pessoa. Até porque odeio que falem da minha. Mas é quem usa o que é de todos para ajudar os seus que expõe a sua família ao escrutínio público. Faz mal duas vezes: a nós e a quem quer ajudar.

Caberá a Braga de Macedo explicar este comportamento eticamente inaceitável. Com que critérios usou dinheiros do Estado (pouco ou quase nada, tanto faz) para apoiar a carreira da sua própria filha? Como explica o mais despudorado dos nepotismo na gestão da coisa pública? E mais não digo, que começo a ficar cansado de tanto desplante.

 

difícil - poema de António Garrochinho


TUDO SOBRE O BEIJO - A SUA HISTÓRIA - COSTUMES - ANATOMIA ETC




Ainda assim, antropólogos afirmam que 90% das pessoas no mundo beijam. A maioria das pessoas fica ansiosa pelo seu primeiro beijo romântico e lembra-se dele para o resto de sua vida. Os pais beijam seus filhos, devotos beijam artefatos religiosos e casais beijam-se. Há pessoas que beijam até o chão quando saem de um avião.
Uma famosa fotografia captura um beijo de comemoração
Foto cedida U.S. National Archives and Records Administration
Essa famosa fotografia captura um beijo comemorando
o final da Segunda Guerra Mundial, na Times Square, em Nova Iorque
Então, como pode um gesto significar afeto, celebração, luto, conforto e respeito em todo o mundo?

Ninguém sabe ao certo, mas antropólogos acreditam que o beijo pode ter se originado do fato das mães alimentarem seus bebês da mesma maneira que os pássaros: elas mastigariam o alimento e o passariam para a boca de seu bebê. Após os bebês aprenderem como ingerir alimentos sólidos, suas mães talvez os beijassem para confortá-los ou demonstrar afeto. O beijo é um comportamento que se aprende, passando de geração para geração. Nós o fazemos porque aprendemos com nossos pais e com a sociedade a nossa volta. No entanto, há curiosidades nessa teoria. As mulheres, em algumas culturas indígenas modernas, alimentam seus bebês passando o alimento mastigado de sua boca para a de seu filho. Mas em algumas dessas culturas, ninguém havia beijado até os ocidentais introduzirem a prática.


Um beijo entre uma mãe e seu bebê
Foto cedida por Jan Roger Johannesen/Stock.xchng
Pesquisas sugerem que mães beijam seus bebês devido à maneira que mães da pré-história alimentavam suas crianças
Já outros pesquisadores acreditam que o beijo é instintivo. Eles tomam como exemplo o bonobo (espécie de macaco), que é relativamente próximo aos humanos, para fundamentar essa idéia. Os bonobos se beijam freqüentemente. Independentemente do sexo ou status em seu grupo social, se beijam para reduzir a tensão após as disputas, para se acalmarem, para desenvolver vínculos sociais e, às vezes, por nenhuma razão específica. Alguns pesquisadores acreditam que os beijos dos primatas provam que o desejo de beijar é instintivo.








Tigres lambendo os focinhos uns dos outros
Cortesia de Tom Jude/Stock.xchng
Muitas espécies de animais exibem comportamentos semelhantes ao beijo
Várias outras espécies animais têm comportamentos que se assemelham ao beijo. Muitos mamíferos lambem a face um do outro, pássaros tocam o bico um do outro e as lesmas tocam as antenas umas das outras. Em alguns casos, os animais estão cuidando um do outro e não se beijando. Em outros, eles estão farejando glândulas odoríferas localizadas na face ou na boca. De qualquer forma, quando animais se tocam dessa maneira, normalmente estão mostrando sinais de confiança e afeto ou desenvolvendo vínculos sociais.
Os cientistas não concordam totalmente quanto ao fato do beijo ser aprendido ou ser instintivo. Há suporte para estes dois argumentos. Assim como há suporte para as teorias que defendem o porquê de as pessoas terem iniciado a prática do beijo.
Os efeitos do beijo 







Que cheiro incrível você descobriu!

Pessoas em algumas culturas friccionam o nariz ou as bochechas um no outro em vez de se beijarem. Antropólogos afirmam que esse "beijo de esquimó" surgiu do fato das pessoas cheirarem o rosto uma das outras da mesma forma que os animais o fazem.
Embora os pesquisadores não tenham certeza de como ou por que as pessoas começaram a se beijar, eles sabem que o beijo romântico afeta profundamente a maioria das pessoas. O Instituto Kinsey descreve a resposta de uma pessoa ao beijo como uma combinação de três fatores:

  • sua resposta psicológica depende do seu estado mental e emocional, bem como você se sente em relação à pessoa que estiver beijando. Sob o aspecto psicológico, beijar alguém que você deseja estimula sentimentos de vínculo e afeto. Mas se está beijando alguém de quem você não gosta, ou se for beijado contra sua vontade, sua resposta será completamente diferente;

  • seu corpo reage fisicamente ao fato de ser beijado. A maior parte das pessoas gosta de ser tocada e isso é parte da sua resposta corporal ao beijo. Mas o beijo também afeta todo o corpo, desde o fluxo sangüíneo até seu cérebro. Em uma seção posterior, examinaremos detalhadamente as reações biológicas do seu corpo ao beijo;

  • a cultura na qual você foi criado tem um papel muito importante sobre o que você sente em relação ao beijo. Na maior parte das sociedades ocidentais, as pessoas estão condicionadas ao beijo. O comportamento das pessoas a sua volta, as imagens da mídia e outros fatores sociais podem afetar dramaticamente a maneira como você reage quando é beijado.







Dois irmãos se beijando
Foto cedida por Esther Seijmonsbergen/Arquivo.xchng
O porquê e como as pessoas se beijam depende bastante de fatores psicológicos, biológicos e sociais
Esses fatores têm uma função em todos os tipos de beijo, não somente nos românticos por natureza. Em outras palavras, quando uma mãe beija o machucado de seu filho para que ele se sinta melhor, os fatores psicológicos, biológicos e sociais desempenham um papel nas reações de ambos. O mesmo é válido quando amigos se beijam em um cumprimento, religiosos beijam seus símbolos ou irmãos se beijam e fazem as pazes após uma discussão. Embora alguns beijos sejam platônicos e outros sejam românticos, eles geralmente têm uma coisa em comum: são inspirados por sentimentos positivos e tendem a inspirar estes mesmos sentimentos.

Independente da idéia que as pessoas fazem do beijo ou o que ele significa para elas, os antropólogos têm quase certeza de que as pessoas começaram a se beijar há milhares de anos. A seguir, veremos a história do beijo mais detalhadamente.







Devo falar sobre beijo?

Pesquisas modernas sugerem que os indivíduos pertencentes a praticamente todas as culturas do planeta se beijam. No entanto, antropólogos e etnológos citam algumas culturas na Ásia, na África e na América do Sul que não têm o hábito de beijar. Algumas delas vêem o beijo como algo desagradável ou repugnante. No entanto, outros pesquisadores apontam que essas sociedades encaram o beijo como algo muito particular para se discutir com estranhos. Em outras palavras, eles podem se beijar, mas não falam sobre isso.



Há uma dúvida se o beijo surgiu há cerca de 500 anos antes de Cristo ou se a origem dessa carícia é mais antiga, tratando-se de uma sofisticação das mordidas que os macacos trocavam em seus ritos pré-sexuais. Há também uma tese de que seria uma evolução das lambidas que o homem pré-histórico dava no rosto dos companheiros para suprir a necessidade de sal de seu organismo ou um ato de amor da mãe na época das cavernas. Sem utensílios para cortar os alimentos elas mastigavam a comida antes de depositar na boca de seus filhos pequenos.


Na Idade Média, o beijo era visto como uma forma de selar acordos. Com a boca fechada, os homens se beijavam com firmeza. O toque leve demonstrava traição. Como tempo, foi perdendo a força devido às pestes que dizimavam populações.

Aos poucos o beijo ficou restrito ao convívio amoroso e hoje o beijo é visto como um dos principais ingredientes da vida afetiva. Mesmo assim, é comum os casais deixarem de se beijar à medida que o tempo passa. A paixão e a curiosidade dos primeiros meses de namoro se transformam em um sentimento mais calmo e até mais maduro.

A história do beijo






Quadro de Hayez,
Foto cedida Amazon
Esta pintura, chamada de "O Beijo," foi pintado por Francesco Hayez no século XIX. Antes disso, os beijos não apareciam com freqüência na arte ocidental.
Os historiadores não sabem muito sobre a história inicial do beijo. Quatro textos em Sânscrito Védico, escritos na Índia por volta de 1500 a.C., parecem descrever pessoas se beijando. Isso não significa que ninguém tenha se beijado antes, nem que os indianos tenham sido os primeiros a se beijar. Os artistas e escritores podem ter considerado o beijo particular demais para ser descrito na arte ou literatura.
Após sua primeira menção por escrito, o beijo não apareceu muito na arte ou na literatura por algumas centenas de anos. O poema épico indiano "Mahabharata" descreve o beijo nos lábios como um sinal de afeto. O "Mahabharata" foi transmitido oralmente por milhares de anos antes de ser escrito e padronizado, em torno de 350 d.C. O texto religioso indiano "Vatsyayana Kamasutram", ou o "Kama Sutra", também descreve uma variedade de beijos. Ele foi escrito no século VI d.C. Os antropólogos que acreditam que o beijo é um comportamento aprendido afirmam que os gregos souberam sobre ele quando Alexandre, o Grande, invadiu a Índia em 326 a.C.





O beijo entre os índios, no Brasil
Os casais indígenas não andam de mãos dadas, nem abraçados, nem se beijam. O afeto é demonstrado de outras maneiras. Nos índios Krahó, a mulher pinta o corpo do marido de urucum e carvão, tira-lhe os piolhos do cabelo, tira-lhe os cílios e as sobrancelhas. Ao cair da tarde, o casal estende uma esteira no chão, fora de casa, e ficam sentados sobre ela, fumando ou conversando.
Não há muitos registros sobre os beijos no mundo ocidental até a época do Império Romano. Os romanos costumavam usar o beijo para cumprimentar amigos e familiares. Os cidadãos beijavam a mão do Imperador e, naturalmente, as pessoas beijavam seus parceiros. Os romanos tinham três categorias para o beijo:
  • osculum era um beijo na bochecha
  • basium era um beijo nos lábios
  • savolium era um beijo profundo





Beijando debaixo do azevinho
Hoje em dia, algumas pessoas passam no período de festas debaixo de um azevinho na esperança de beijar alguém que passe por ele. Mas até 1400, beijar sob um azevinho significava compromisso entre o casal. 
Os romanos também iniciaram várias tradições relacionadas ao beijo que perduram até hoje. Na Roma antiga, os casais ficavam noivos beijando-se apaixonadamente na frente de um grupo de pessoas. Essa é, provavelmente, uma das razões pelas quais os casais modernos se beijam ao final de cerimônias de casamento. Além disso, embora a maioria das pessoas pense que somente cartas de amor são "seladas com um beijo", os beijos foram utilizados para selar contratos jurídicos e comerciais. Os antigos romanos também costumavam beijar como parte de suas campanhas políticas. No entanto, vários escândalos de "beijos por votos" na Inglaterra do século XVIII levaram, teoricamente, os candidatos a beijar somente jovens e idosos.





Um beijo no final de um casamento
Foto cedida por Paul Anderson/MorgueFile
O beijo no final de casamentos provavelmente teve sua origem nas tradições da Roma antiga 
O beijo também teve sua função nos primórdios da Igreja Cristã. Os cristãos com freqüência se cumprimentavam com umosculum pacis, ou beijo sagrado. De acordo com essa tradição, o beijo sagrado causava uma transferência de espírito entre as duas pessoas que se beijavam. A maioria dos pesquisadores acredita que o objetivo desse beijo era estabelecer vínculos familiares entre os membros da igreja e fortalecer a comunidade.
Até 1528, o beijo sagrado era parte da missa católica. No século XIII, a Igreja Católica o substituiu por um cumprimento de paz. A Reforma Protestante no século XVI removeu totalmente o beijo da prática protestante. Na verdade, o beijo sagrado não exercia uma função na prática católica religiosa moderna, embora alguns cristãos beijem símbolos religiosos, como o anel do Papa, por exemplo.
Embora, atualmente, poucos  religiosos incorporem o beijo sagrado, o beijo ainda prevalece na cultura ocidental. Hoje em dia, as pessoas se beijam em várias situações por motivos diversos.
Mas nem todos os beijos são felizes. Obras da literatura como "Romeu e Julieta" descreveram beijos como "perigosos" ou "mortais" quando compartilhados com as pessoas erradas. Alguns estudiosos do folclore e críticos literários vêem o vampirismo como um símbolo dos perigos físicos e emocionais decorrentes de se beijar a pessoa errada.
Atualmente, a maioria das culturas em todo o mundo pratica o beijo, mas possui diferentes opiniões sobre quando e onde o beijo é apropriado. Nos anos 90, vários artigos na mídia relatavam uma tendência entre os jovens de beijar em público no Japão, um país onde o beijo tradicionalmente era visto como uma atividade privada.
Em seguida, analisaremos a anatomia e fisiologia envolvidas no beijo.





O beijo de Judas

Um dos beijos mais famosos do mundo ocidental foi o beijo de Judas Iscariotes usado para trair Jesus antes da crucificação. Esse beijo teve forte influência sobre as práticas espirituais cristãs. Grupos da igreja logo omitiram o beijo sagrado, ou se abstiveram por completo de beijar na Quinta-Feira Santa. A Quinta-Feira Santa é a quinta antes da Páscoa e o dia utilizado para comemorar a Última Ceia, após a qual Judas traiu Jesus nos Jardins do Getsêmani.


A anatomia de um beijo

A maioria das pessoas pensa sobre o que deve fazer ao beijar outra pessoa, mas poucas refletem sobre todos os detalhes técnicos por trás dele. Não importa quem você está beijando ou por quê, o beijo depende de um músculo, o orbicular, que fica ao redor da parte exterior da sua boca. Seu orbicular é que modifica o formato de sua boca enquanto você fala e contrai seus lábios no momento do beijo.



Uma ilustração dos músculos da face
Mas o orbicular, na verdade, é somente uma parte de todo um conjunto. Aproximadamente dois terços das pessoas inclinam a cabeça para a direita ao beijar. Os cientistas acreditam que essa preferência tenha se iniciado antes do nascimento, quando nossas cabeças estão do lado direito do útero. Portanto, os músculos da cabeça, pescoço e ombros inclinam a cabeça de forma que o nariz não colida com o nariz do parceiro 
Além disso, os demais músculos no rosto e na cabeça também exercem sua função em um beijo mais envolvente. Por exemplo:
  • vários músculos movimentam seus lábios. O zigomático maior, o zigomático menor e o elevador do lábio superior movem o lábio superior e os cantos da boca para cima. O depressor do lábio inferior e o depressor do ângulo da boca movem os cantos da boca e o lábio inferior para baixo
  • para abrir a boca, os pterigóideos laterais atuando ao mesmo tempo, movem o maxilar inferior (queixo ou mandíbula) para baixo abrindo a boca. O masseter, o temporal e o pterigóideo interno fecham a boca; 
  • vários músculos, o genioglosso, o estiloglosso, o palatoglosso e o hioglosso movimentam sua língua quando você a usa.



Beijando a pedra de Blarney

Os turistas que visitam a Irlanda param frequentemente no Castelo de Blarney, próximo a Cork, para beijar a pedra de Blarney. Dizem que beijar a pedra concede à pessoa que a beija o dom de agradar ou de eloqüência. Beijar a Pedra de Blarney exige muito mais do que somente mover os lábios. Para alcançá-la, as pessoas precisam deitar de costas, segurar-se em um apoio e inclinar a cabeça para trás até que estejam praticamente de cabeça para baixo.
Qualquer pessoa que tenha beijado sabe que as sensações envolvidas não se limitam à boca. O nervo facial transmite impulsos entre o cérebro e os músculos, pele do rosto e língua. Enquanto você beija, ele transmite mensagens dos lábios, língua e rosto para océrebro para informar o que está acontecendo. O cérebro, por sua vez, responde ordenando que seu corpo produza:
  • oxitocina, que ajuda as pessoas a desenvolverem sentimentos de vínculo, devoção e afeto entre si;
  • dopamina, que exerce sua função no processo cerebral das emoções, prazer e dor;
  • serotonina, que afeta o humor e os sentimentos;  
  • adrenalina, que aumenta a freqüênciacardíaca e desempenha uma função na resposta de estresse agudo do corpo;

Quando você beija, esses hormônios e neurotransmissores são distribuídos pelo corpo. Junto com a endorfinas, eles produzem a euforia que a maioria das pessoas sente durante um bom beijo. Além disso, sua freqüência cardíaca aumenta e os vasos sangüíneos se dilatam para que seu corpo receba mais oxigênio do que quando você está parado. Você também consegue sentir o cheiro da pessoa que está beijando. Os pesquisadores demonstraram que existe uma conexão entre o olfato e as emoções.
Seu corpo também pode interferir na escolha de quem você quer beijar. Pesquisadores comprovaram que mulheres preferem homens com proteínas do sistema imunológico diferentes das suas. Teoricamente, ter um bebê com alguém com proteínas imunológicas diferentes pode levar a uma prole mais saudável. Os cientistas acreditam que uma mulher pode sentir o cheiro dessas proteínas ao beijar  e que isso afeta sua opinião quanto ao parceiro ser ou não atrativo.
site Como tudo funciona
outras fontes A.G.

na escada - poema de António Garrochinho



na escada


na escada, na escadinha
andávamos a passear
tua boca encontrou a minha
e tiveram que se beijar
na escada na escadinha
antes de ao hotel chegar


na escada na escadinha
tu a mim, bem coladinha
não refreaste o desejo
agarraste no meu rosto
e consumaste o teu gosto
no doce quente do teu beijo
na escada na escadinha
de nós dois o grande ensejo


na escada na escadinha
quando há amor, a mésinha
é matar essa paixão
seja lá em que parte for
o que há a fazer de melhor
é abrir o coração
na escada na escadinha
não sei quantos beijos já são


António Garrochinho

nem sempre a vida de burro é triste - sextilha ilustrada de António Garrochinho


resistir - poema de António Garrochinho




resistir


já não sou muito novo
já há muito quebrei a casca do ovo
e nunca me rendi
por mais íngreme que seja a escada
nunca negarei qualquer escalada
trepar, faz parte de mim !


Antonio Garrochinho

QUER CONHECER O FAMOSO GIACOMO CASANOVA, O FAMOSO CONQUISTADOR DE MULHERES E A SUA VERDADEIRA HISTÓRIA !?



Giacomo Casanova

Giacomo Girolamo Casanova 
Interrompeu as duas carreiras profissionais que iniciou - a militar e 
eclesiástica - e levou uma vida acidentada.
A cidade onde Casanova nasceu em 2 de Abril de 1725, 
proporcionou aos turistas um acervo de centenas de peças vindas 
de museus dos quatro cantos da Europa, do Louvre ao Ermitage 
de São Petersburgo, de Dresden a Varsóvia, de Estugarda a 
Aix-en-Provence, de Viena a Amesterdão.
Filho de uma atriz de 17 anos de idade e provavelmente do nobre 
Michele Grimani, proprietário do Teatro de San Samuele onde a 
sua mãe passou a actuar, Casanova teve uma vida apaixonante, 
tendo sido inicialmente orientado na sua educação para a vida 
Uma aura mágica envolve toda a sua vida de debochado, libertino, 
coleccionador de mulheres, escroque e conquistador empedernido 
que percorria os bordéis de Londres todas as noites para ter relações 
com mais de 60 meretrizes, aquele homem que conseguiu fugir das 
masmorras do Palácio Ducal de Veneza, com uma fuga 
rocambolesca pelos telhados do palácio, depois de estar prisioneiro 
durante 16 meses.
Tinha sido preso na madrugada de 26 de Julho de 1755, sob a 
acusação de levar uma vida dissoluta, de possuir livros proibidos e 
de fazer propaganda anti-religiosa. Esperavam-no cinco anos de 
cativeiro. Na sua primeira cela minúscula, Casanova nem se 
conseguia erguer.
Cedo adoece, mas mesmo assim planeia uma fuga e cava um túnel, 
descobrindo desesperado que os seus planos estão condenados ao 
fracasso quando o mudam de cela em 25 de Agosto.
Mas com um companheiro da prisão, o abade Balbi, planeia 
meticulosamente nova fuga. Na madrugada do dia 1 de Novembro 
de 1756, escapa-se por um buraco que conseguiu escavar no teto da 
cela e trepa para os telhados do Palácio Ducal de onde não 
consegue descer.
Esgotado pela procura de uma escada ou de cordas que lhe 
permitirão sair do telhados que percorre durante toda a noite, 
Casanova adormece por um par de horas nas águas-furtadas, uma 
espécie de forro interior dos telhados do Palácio, mas os sinos da 
Basílica de São Marcos acordam-no providencialmente e forçam-no 
a procurar novamente uma outra saída.
Acaba por penetrar novamente na Sala Quadrada do Palácio Ducal 
servida pela Escada dos Gigantes, decorada pelo famoso arquitecto 
Sansovino no século XVI. Um guarda vê os dois fugitivos e, 
pensando que são magistrados de Veneza que ficaram até altas horas da madrugada a trabalhar nos processos judiciais, abre-lhes a porta e deixa—os sair pela Porta da Carta, a entrada habitualmente usada para o ingresso no Palácio dos Doges.
Casanova atravessa a Piazetta numa corrida desesperada ao longo das colunas do Palácio Ducal e atira-se para dentro de uma gôndola, escondendo-se da curiosidade dos transeuntes sob a antiga protecção que muitas destas embarcações possuíam outrora, uma cabina chamada "felze" que foi proibida mais tarde, devido aos encontros amorosos que o esconderijo facilitava.
O aventureiro atravessa a fronteira, parte para Munique e só regressa a Veneza vinte anos mais tarde, em 1785, vindo de Trieste e com a incumbência de escrever regularmente relatórios secretos para a Inquisição de Veneza sobre as pessoas que ele frequenta nas suas longas noites de jogo e de dissolução.
Cruel ironia do destino que ele aceita, existindo cerca de 50 relatórios onde ele acusa nobres e banqueiros de adultério e deboche, da posse de livros cabalísticos e proibidos, de conjura contra o Estado ou de vigarices, crimes que não lhe repugnava cometer!
Em 1772, é recebido novamente no palácio dos Grimani, uma família patrícia de Veneza com a qual pensa estar aparentado, mas por causa das dívidas do jogo envolve-se num confronto com um dos aristocrata de onde sai humilhado, com toda a gente a troçar da sua situação.
Vinga-se ao escrever uma brochura intitulada "Nem Amor Nem Mulheres ou o Limpador dos Estábulos", que todos reconhecem como um retrato do nobre Grimani. Os Inquisidores ameaçam-no e ele é forçado a abandonar Veneza onde nunca mais regressou. A sociedade aristocrática e absolutista do Antigo Regime não podia permitir as ousadias da vingança de um plebeu contra um nobre.
Viaja novamente até Paris e, mergulhando nos salões eruditos e nas bibliotecas, transforma-se num Enciclopedista à maneira de Voltaire, Diderot, D' Alembert e do Barão d' Holbach.
Irrequieto e agitado por uma inquietação que nunca o abandonou em 73 anos de vida, este sedutor em movimento perpétuo passa grande parte da sua vida em viagens por AvinhãoMarselhaFlorençaRomaPragaSão PetersburgoIstambul e Viena.
Viajou por toda a Europa e conheceu todos as personagens relevantes da sua época. Personagem, por sua vez, característico do Iluminismodo século XVIIIepicúrio e racionalista, é recordado sobretudo pelas suas inumeráveis histórias galantes. Já idoso, em 1788, foi nomeadobibliotecário do conde de Waldstein-Wartenberg.
Dedicou os seus últimos anos à escrita de um romanceIsocameron, e, especialmente, à redacção das suas memóriasHistória da minha vida, volumosas e escritas em francês, que constituem um fascinante testemunho da época. Desde a sua primeira publicação, em 1822-25, fizeram-se múltiplas edições novas retocadas. O original integral não foi publicado até 1960. Nos 28 volumes que compõem suas memórias, Giacomo Casanova diz ter dormido com (122) mulheres ao longo da vida.
WIKIPÉDIA
ALMANAQUE INFO APRESENTA
CASANOVA

 GIOVANNI JACOPO DE SEINGALT
Romântico e famoso veneziano, conquistador de mulheres!
Ressalva: Personalidade fascinante, muita tinta romanceada foi gasta sobre ele, inclusive em filmes, peças teatrais e recentemente na internet; evidente, e não poderia ser diferente, que muito do relato que o Almanaque Info faz neste post, poderá ter sido induzido pelo exagero ou mesmo pela omissão involuntária de seus editores. Muitos instantâneos foram pincelados do seu livro, História de Minha Vida (Histoire de Ma Vie), em 12 volumes, com mais de 3.000 páginas. Dessa forma, caso haja necessidade de informações mais precisas para trabalhos de grande envergadura, recomendamos ampliarem as pesquisas. Providencial e instrutivo também é o relato de C.E. Ibero Casanova Desconhecido no final deste post.
Casanova nasceu em Veneza em 2 de abril de 1725,numa casa nas proximidades do Teatro San Samuele. Pelos nossos apontamentos uma segunda feira do calendário Gregoriano; seus pais Gaetano Maria e Giovanna (Zanetta) Farussi, atores profissionais (errantes, como todos os atores da época). Faleceu no castelo de Dux, na Boemia, em 1798.
asanova viria mais tarde a afirmar ser filho ilegítimo do nobre veneziano Michele Grimani, proprietário do teatro onde os seus pais trabalhavam. Posteriormente foi abandonado pelos pais aos cuidados de sua avó Marzia Farussi. Ele faz estudos excelentes na Universidade de Pádua, onde ele foi capaz de revelar uma inteligência comum. Em uma breve carreira eclesiástica e início (1741-1745) no Seminário de São Cipriano, a partir do qual é expulso por má conduta (embriaguez e mulheres).
Em linhas gerais e contundentes, classificam-no como um dos homens mais levianos do passado. Medindo mais de um metro e 80 centímetros de altura, é descrito pelas crônicas de sua época como uma pessoa dotada de enorme carisma. Guardando-se as devidas proporções poderíamos considerá-lo um atleta, pois, excelente cavaleiro e exímio espadachim, fez dele um homem forte e temido quando o assunto fosse duelo.
Foi soldado, violinista, jogador, diplomata, ocultista, charlatão e escritor. Suas memórias são o retrato de um homem e de toda uma época. Pelos padrões daqueles tempos, Casanova era classificado como um homem até certo ponto feio, porem sua fealdade, por mais paradoxal que possa parecer, agradava às mulheres; sua vida e fama de aventuras fascinantes espalhou-se por toda a Europa, tornando-se uma verdadeira lenda, amealhando conquistas amorosas e acumulando duelos. Tinha um rosto marcante e de um oval perfeito, a testa larga e muito saliente, o nariz adunco sobre a boca sensual sempre semicerrada, para por à mostra os dentes, o queixo pequeno; enfim, como foi classificado, o rosto de um pirata do mar, sulcado de cicratizes, e todavia de aspecto afável.
Aos 14 anos, obtivera do Patriarca de Veneza as ordens menores; aos 15 ou 16, diplomara-se em Lei, na Universidade de Padua, e já de peruca branca e traje de abade, proferindo magníficos sermões na Igreja de São Manuel, em Veneza, dando inicio assim, a representar no púlpito o seu papel.
Ao cair da noite, trocava de roupas, e sob máscara, participava das orgias do carnaval na Laguna; misturava-se à multidão, ingressava, como hóspede desconhecido, nos palácios dos nobres, sentava-se à mesa deles, e sem nenhum constrangimento e pudor, cortejava suas mulheres.
Muito mais naqueles tempos, mesmo para um jovem ambicioso e atirado não se conseguia nada na vida sem a proteção de alguma figura proeminente e de destaque no meio dos poderosos; no caso do nosso personagem, encontrou o seu protetor na pessoa do nobre Alvise Malipiero, um dos mais crédulos e influentes senadores, a quem enfeitiçou com as suas artes mágicas e o seu poder de curandeiro.
Curiosamente, Malipiero ensinou a Casanova que a fama e tentação chega às damas pelo ouvido e que se deve prometer segurança econômica e "boca fechada".
Após a morte da avó e a "tournée" da mãe, em Dresdem, o nosso herói passou a freqüentar noite e dia a casa do seu tutor; com a audácia e a insensatez dos jovens, Casanova comete um erro fatal e imperdoável, querendo dividir com Malipiero até sua cama, naquela época ocupada por uma bailarina de nome Tereza Imer; surpreendido pelo seu protetor e amigo foi terminantemente expulso a pontapés do palácio, tornando-se Malipiero a partir daí um potencial e implacável inimigo.
Em seguida, foi aprisionado no Forte de Sant´Andrea, depois em liberdade, foi nomeado secretário de Bernardo da Bernardis, bispo de Martirano, na Cal´pabria.
Num lampejo de humanidade, visivelmente impressionado pela pobreza da região, recusou o posto. Mediante informações de alguns frades que dirigiam-se à Calábria, onde, segundo, ouvira dizer, o bispo de Martirano procurava um secretário; conseguindo o cargo, não demorou muito para obter uma apresentação para oCardeal Acquaviva, em Roma.
A abrupta e repentina expulsão da casa do senador, "Palácio Morosini". precipitou que ele se unisse a alguns pobres frades que dirigiam-se à Calábria, onde, segundo, ouvira dizer, o bispo de Martirano procurava um secretário;
Chegando na chamada Cidade Eterna, Casanova, tornou-se secretário do prelado, e foi introduzido no ambiente diplomático e aristocrático; em pouco tempo, porém, o cardeal percebeu que Casanova introduzia durante a noite, em seu palácio, mulheres de reputação duvidosa em trajes sumários; o cardeal foi implacável, deu-lhe um prazo de 24 horas para deixar o cargo e partir.
Ao retirar-se, pediu ao cardeal cartas de apresentação que logo conseguiu, provavelmente devido a impaciência do cardeal que ansiava por ver-se livre dele.

Casanova foi para o Bósforo, onde passou a levar uma vida ainda mais desregrada, e após muitas aventuras amorosas, partiu para  Nápoles, Corfu e Constantinopla, onde se alistou com a patente de oficial, recebendo a insígnia da meia-lua.
Em 1746 foi violinista no Teatro de San Samuel, em Veneza.
Apesar de toda a fama de conquistador, Casanova teve uma verdadeira paixão por Henry Fuseli (Charmillon) que conseguiu fazê-lo sofrer; pois era tão ou mais cínica do que ele e resolveu vingar todas as mulheres que o eterno conquistador traíra e abandonara.
(Fonte: clicar na imagem)
Como já exposto, a dádiva da natureza com a sua pessoa fazia dele um alvo ainda maior para uma vida desregrada de muitos amores e, o pior, desprovida de maiores cuidados, principalmente com as chamadas doenças venéreas, como as várias blenorragias contraídas ao longo da sua vida,  que ele mesmo atestou que se automedicava.
Freqüentando  regularmente as casas de tolerância de Veneza, Paris e Londres e outras cidades, verdadeiros antros promíscuos, como muitos outros aventureiros, contraiu a terrível moléstia, verdadeiro flagelo daqueles tempos, a Sífilis; o tratamento ineficaz, geralmente a base de mercúrio, ao invés de curar minava o corpo terrivelmente, fazendo cair cabelos, dentes e destruindo praticamente órgãos sensíveis do corpo humano.
Casanova, também jogador inveterado, conta que perdeu fortunas incalculáveis; na verdade não tinha limites, chegando a ariscar e perder simultaneamente em várias bancas.
A partir de 1785 no Castelo de Dux, na Boémia, exerce a função de bibliotecário sob a proteção do Conde de Waldstein, como ele maçom e interessado no esoterismo.
Por volta de 1970, Casanova da inicio a sua obra, a Histoire de Ma Vie. Como não poderia ser diferente, a velhice veio de forma implacável e até certo ponto cruel: como ele mesmo atestou, já impotente aos 40 anos, sem os dentes, muito doente veio a falecer a 4 de junho de 1798.
CASANOVA DESCONHECIDO
C. E. IBERO
Ilustrações do Almanaque Info
SUAS AUTENTICAS MEMÓRIAS AINDA INÉDITAS, ESTÃO GUARDADAS EM MUNIQUE (*)
 Muitos personagens são vitimas de sua própria lenda. Um deles é Casanova de Seingalt. Quando menos, o Veneziano é considerado um aventureiro sem escrúpulos, que roubava no jogo e só aproveitava dos sentimentos que podia inspirar a pessoas de todas as classes sociais: libertino e cínico, culpado não apenas de haver cometido todos os atos mais contrários a moral, como também, de os haver consignado em suas "Memórias".
Ninguém pretende negar que, durante trinta anos, o cavalheiro de Seingalt levou uma vida cheia de aventuras de toda classe. Porém, cada vez se estende mais a idéia de que, se Casanova continua sendo um personagem fascinante, não é tanto por suas aventuras libertinas, sobre as quais se baseia a sua reputação, como por seus dotes de observador, cronista e memorialista.

A EVASÃO DOS "PLOMOS" DE VENEZA

Giacomo Casanova

(Veneza, 1725 - Dux, Boémia, 1798)
Escritor e aventureiro italiano. Interrompe as duas carreiras profissionais que inicia, a militar e a eclesiástica, e leva uma vida acidentada. Acusado de práticas ocultistas, é colocado em reclusão perpétua na prisão veneziana de Os Plomos (1755), de onde foge espectacularmente, episódio que figura em História da Minha Fuga das Prisões de Veneza Que Se Conhecem com o Nome de Os Plomos. Viaja por toda a Europa e conhece todos os personagens relevantes da sua época. Personagem, por sua vez, característico do iluminismo do século , epicúrio e racionalista, é recordado sobretudo pelas suas inumeráveis histórias galantes, que o equiparam a um Don Juan. Já velho, em 1788 é nomeado bibliotecário do conde de Waldstein-Wartenberg. Dedica os seus últimos anos à escrita de um romance, Isocameron, e, especialmente, à redacção das suas memórias, História da Minha Vida, volumosas e escritas em francês, que constituem um fascinante testemunho da época. Desde a sua primeira publicação, em 1822-25, fazem-se múltiplas edições novas retocadas. O original integral não é publicado até 1960.
Casanova se relacionara, em Veneza, com o conde de Bernis, o embaixador francês, naquele Estado.Então foi quando a inquisição veneziana o condenou a cinco anos de cárcere nos "Plomos" do palácio ducal, prisão espantosa, onde raras criaturas podiam sobreviver mais de dois anos. Houve quem afirmasse que essa condenação deu motivo à vida depravada do famoso aventureiro. Porém, o veredito dos juízes foi, provavelmente, da índole política. De qualquer maneira, Casanova fugiu dos "Plomos" em 1 de novembro de 1756, buscou refugio em Florença, de onde foi expulso, chegando dia, de partir a Paris.
Em Pari, conheceu o conde de Waldestein - e Walenstein, como diz o escritor francês Blaise Condrez, que, apesar disso, está perfeitamente inteirado da obra de Casanova - para cujo castelo se transportou, para viver os seus últimos dias,.
Pode-se dizer que a façanha desesperada da evasão dos "Plomos" é quase a única obra de Casanova , publicada respeitando-se, o texto original.
Encontramos noticias da passagem de Casanova em Madrid; em Barcelona é preso na "ciudadela"; em Berlim (1764), Frederico lhe concede uma pensão, que o aventureiro não aceita e, em Varsóvia, é hospede do rei Estanislau II. Ali, bate-se em duelo, a pistola, com o marechal da coroa, Branicki, sendo forçado a sair, precipidatamente da Polônia. Conheceu Luis XV, de França, e Catarina, a Grande, que segundo dizem, o apreciava muito (abaixo retrato de Catarina a Grande, imperatriz da Rússia - do artista V. Ficssen)

CASANOVA, CAGLIOSTRO E O CAVALHEIRO D´EON
Também na corte da Rússia, teve Casanova alguns contratempos; depois apareceu em Montpellier, onde estabelece amizade com um homem extraordinariamente misterioso. Cagliostro, o "o grande Capta", o maior charlatão daqueles tempos, que pretendia ter três mil anos de idade.
Um amigo - e rival - de Casanova: José Balsamo, pseudo Conde de Cagliostro.
Cidadão de Veneza, Casanova não esquece sua pátria, na qual - entretanto - é um proscrito.
Em 1773, obtém sua reabilitação, escrevendo uma obra brilhante: "A Refutação da História do Governo de Veneza", de Abraham Nicolas Amelot de la Houssaye (1634–1706.
A partir de então e até 1772, converte-se como conselheiro político do governo veneziano. Além do mais, parece que, durante a sua permanência nas principais cortes da Europa, Casanova serviu de agente secreto, mais ou menos importante, de vários embaixadores.
Alguns embaixadores atestaram que, nessas missões confidenciais, Casanova tropeçou com outro agente secreto, em torno de cujo nome há, todavia, um mistério tão profundo como o que envolve os atos de Cagliostro. Trata-se de Carlos Genoveva de Beaumont d´Eon.
O cavalheiro d´Eon era homem; hoje isso é sabido com absoluta certeza, embora muito tempo depois de sua morte (ocorrida em Londres, em 1810) ainda havia dúvidas sobre isso. Dúvidas que o próprio d´Eon ajudou a entreter. Luiz XV o havia utilizado como agente secreto na Rússia e na Inglaterra.

DUELO ENTRE CASANOVA E D´EON ?
Vestido de mulher, o "cavalheiro d´Eon" se introduz na intimidade da familia imperial russa, na qualidade de leitora da tzarina, em 1755. No ano seguinte, vestido de homem, apresenta-se como agregado da embaixada, fazendo-se passar por irmão da suposta madame d´Eon. O cavalheiro era um espadachim consumado. Como comandante dos Dragões, tomou parte na Guerra dos Sete Anos, distinguindo-se em muitos campos de batalha.
Conta-se que Casanova, que também era habilíssimo esgrimista, travou um duelo com a celebre "Chévallière", tendo que declarar-se vencido.
Como Casanova, Baumont foi um memorialista notável. Escreveu uma história dos Papas, uma história política da Polônia, Memórias Diplomáticas sobre a Rússia e a Escócia, investigações sobre o reino de Nápoles e da Sicilia, além de várias outras obras.
Porém, a obra literária de Casanova é muito mais importante. Em primeiro lugar, a ele ficamos a dever uma excelente tradução, para o italiano, da Ilíada, uma História da Polônia e, principalmente, suas famosas Memórias, que nunca foram publicadas inteiramente. Foram escritas por Casanova no castelo do Dux, na famosa biblioteca do conde de Waldstein, que continha nada menos que vinte e cinco mil volumes.
A marquesa de Pompadour, na época em que a conheceram Casanova e o Cavalheiro d´Eon
Morreu aos 73 anos, em 4 de Junho de 1798, depois de muita esbornia. Amargurado com as suas limitações sexuais causadas por uma infecção urinária, escolheu bem as últimas palavras:"Vivi como um filósofo, morri como um cristão".Fonte: clicar na figura
Nesse austero retiro, rodeado de bosques frondosos, Casanova passou doze anos - os últimos de sua vida - dedicado a escrever suas recordações e em cujo trabalho, na opinião dos príncipe de Ligne, que havia lido a maior parte das mesmas, "cada palavra é uma emoção e cada pensamento um livro".
O que o público conhece, com o nome de "Memórias de J.J. Casanova de Seingalt", é uma vaga "arrumação" de suas páginas "arranjada" à moda norte-americana, e suscetíveis de agradar ao mau gosto de um público medíocre.
AS AUTENTICAS MEMÓRIAS DE CASANOVA
Em 1828, foram publicadas, em Leipzig, um extrato das Memórias de Casanova. Doze grandes volumes.. Segundo sabemos, as Memórias completas constituem pelo menos dezoito volumes, incluída a correspondência, na qual são encontradas cartas da Jean Jacques de Choiseu e até de madame Pompadour.O novelista Blaise Cendrars (faleceu em 1961- nota do Almanaque Info) escreveu em "O Fim do Mundo:
" - Depois dos bombardeios da RAF e da destruição sistemática das cidades alemães, pergunto: Que terá sido feito dos manuscritos originais, e sempre inéditos de Casanova, que o editor Brockhaus conservava dede 1802, em seus cofres em Leipzig, e não quis dali retirá-los, quando o visitei, em 1919...?"
Cendrars, que é um mutilado da guerra de 1914, foi entrevistado por um jornalista e escritor espanhol, pouco antes da última Grande Guerra (quando regressou de uma viagem ao Amazonas) confessou que um dos seus sonhos fora sempre fazer uma edição completa das extraordinárias Memórias de Casanova.
O novelista francês considera essa obra, com alguma razão, como a verdadeira enciclopédia do século XVIII, mais viva, mais completa que a de Diderot e sua equipe de ideólogos e teóricos.
Hoje, o autor de "O Ouro" e de "Moravigne" depois de haver trabalhado longos anos com eruditos e especialistas ingleses, austríacos, alemães, espanhóis e italianos, para comprovar as principais aventuras descritas nas Memórias, opina que "a versão conhecida não é nem o texto original, nem uma tradução fiel, nem sequer um "arranjo" nem uma "adaptação".
Segundo as últimas informações que conseguimos colher em fontes dignas de crédito, as Memórias originais de Casanova se salvaram quando a Raf bombardeou, pesada e sucessivamente, Leipzig. Esta notícia merece confirmação oficial.
Foram elaboradas tantas Memórias, mais ou menos apócrifas, no últimos dez anos! O editor que se decidisse a publicar, enfim, as autenticas Memórias de Casanova de Seingault, talvez ganhasse uma fortuna, mas, quando menos, teria a satisfação de imprimir a história do século XVIII, a história da Europa e até da Rússia, escrita por um homem universalmente conhecido e universalmente desconhecido.

C. E. IBERO
Le manuscrit de Casanova (Histoire de ma vie)
Le manuscrit des mémoires de Giacomo Girolamo Casanova (1725-1798), Histoire de ma vie, acquis par la Bibliothèque nationale de France après des années de chasse au trésor, grâce à un mécène anonyme qui a déboursé plus de 7 millions d'euros. Selon les experts, il n'existe qu'un seul exemplaire d'Histoire de ma vie.

BIBLIOTHEQUE MEDICIS, La CHAINE PARLEMENTAIRE (PUBLIC SENAT)
Emission présentée par Jean-Pierre Elkabbach

Avec :
Bruno RACINE, Président de la BNF
Philippe SOLLERS, Ecrivain, grand amateur et connaisseur de Casanova
Pierre LEROY, Collectionneur
Antoine GALLIMARD, Président des éditions Gallimard
Lydia FLEM, psychanalyste, elle a publié au Seuil « Casanova ou l'exercice du bonheur »