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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

dentro de mim, outro mar - António Garrochinho


em mim já não moras - António Garrochinho


previsões 2012 - sátira de António Garrochinho



PREVISÕES 2012

a bruxa olhou a bola de cristal
e o seu rosto contorceu-se de mal
e medo no seu olhar esguelho
as boas previsões revelavam-se tortas
fechavam-se-lhe todas as (Portas)
dentro da bola estava o (Coelho)
bicho esquisito este que aqui tenho
vociferou em tom roufenho
a vidente desapontada
dois mil e doze vai ser uma desilusão
mais gatunos, mais corrupção
e até eu vou ser roubada !

António Garrochinho

A DEMISSÃO DA PALAVRA



Brotaram, de repente, absurdos gritos
Do eixo da palavra atormentada
Onde os sintomas – todos - são malditos
Prenúncios de revolta estrangulada

À digestão dos ecos mais aflitos
Por excessos duma ceia inesperada,
Somaram-se, por fim, dois sonhos fritos
À privação geral… mas consolada!

A vocalização desconstruiu-se
Na absurda convergência da partida,
E pouco a pouco, a chama consumiu-se

No pavio dessa rima destruída
[a palavra, essa, ergueu-se e demitiu-se
da principal função da sua vida…]





Maria João Brito de Sousa
blog poetaporkedeusker

 de 2011

Pirilampos


A noite encobre-se de cobertores,
Mantas pintadas de sonhos pardos
E lanternas que luzem tremores
Ao cantar do vento nos escuros prados.

Escuta-se dos pequenos o ciciar,
Escondidos na Natureza.
Se espreitares, vê-los a brilhar
Para o caminho da incerteza.

Que eles guardam trilhos de fada
E túneis de gnomos reis.
Para o povo da terra encantada
São chamados "soldados fiéis".

Para ti, que os vês tão belos,
São somente presentes de iluminar.
Pirilampos pequenos de singelos,
Caídos um dia do veludo estelar.

O PIOR DE 2011 - (2) e A FISIOLOGIA DO CÉREBRO EXPLICA MUITA COISA - IV



O pior de 2011 - (2)



A imagem desta Rogériografia representa um cérebro tenebroso. Foi um exame, minucioso, feito numa sexta-feira 13 (13 de Agosto de 2010), não se pense que é por azar que esta "chapa" saiu assim. Cérebros como este proliferam por aí e resultam de processos evolutivos educacionais complexos, mas já banalizados na sociedade em que determinados seres se desenvolvem... Eis um espécime. E levámos com ele em cima porque, em tempo devido, não foram ler o que deviam ter lido:








A fisiologia do cérebro explica muita coisa - IV

REQUISITOS DE LEITURA DESTE POST: Este "Relatório Cientifico" tem leitura autónoma. Isto é, para entender o que vai na mona de certa gente, influente, não precisa de queimar neurónios lendo resultados anteriores sobre Rogériografias aplicadas a outros cérebros. Faça-o, no entanto, se considera ser portador de um cérebro normal (é próprio dos cérebros normais pretenderem aumentar continuamente a sua cultura e conhecimento).
A imagem desta Rogériografia representa um cérebro tenebroso. Sendo hoje Sexta-feira 13, não se pense que é por azar que esta "chapa" saiu assim. Cérebros como este proliferam por aí e resultam de processos evolutivos educacionais complexos, mas já banalizados na sociedade em que determinados seres se desenvolvem (nem todos e não é por sorte).
VISÃO GERAL - É uma tristeza olhar para esta Rogériografia. Apresenta dois hemisférios praticamente iguais de um cinzento azulado próprio da grande maioria dos humanóides. Nada de zonas ocupadas pelos processos próprios de zonas verdes como são os lúdicos, das artes, da cultura, da observação, do amor, da amizade. Nada, zero, népia. Já por lá terão estado (todos os cérebros nascem iguais) mas foram definhando, definhando até à sua completa extinção. Por essa razão os processos de reflexão, de pensamento profundo e de acção consequente são dominantes, embora com tendência para se irem cobrindo e neutralizando abundantes processos de nível superior (como podem verificar na imagem, no hemisfério esquerdo). O ar circunspecto e o porte seguro dos portadores destes cérebros conferem-lhes uma presença credível e séria pelo que aparentam ser um cérebro normal embora não o sendo.
A inexistência de processos verdes retira a este cérebro qualquer capacidade de produzir alegria e felicidade ao seu redor. Todas as suas manifestações são de aparente bom humor dada a sua elevada capacidade de mistificar comportamentos, mesmo quando está confrontado com as situações mais adversas. Não perdendo tempo com

Na vida familiar tem um papel muito protector mas autoritário. Dá grande valor á educação mas, contraditoriamente desvaloriza leituras elevadas. Os filhos só frequentam colégios particulares e, quanto a artes, permite-as desde que não desenvolvam ideias. Assim, valoriza tudo o que é contemplativo ou sensitivo. Quanto aos pais, lembram-se deles e colocam-nos em razoáveis lares ou mesmo boas residências para seniores que visitam com equilibrada frequência…

Vida profissional? Estão na maior. Senhores de elevada capacidade verbal e até com dotes de oratória, ascendem facilmente na carreira chegando, na sua grande maioria a lugares do topo, chega qual for o ramo da actividade ou o sector. Frequentemente tratam os colegas como ferozes concorrentes e, à semelhança de outros cérebros anormais, usam as falsas verdades como patamares de trepadeira mas... arrepiam-se só de pensar que alguém possa comentar que começaram graças a uma valente e influente “cunha”. Gabam-se com frequência da sua brilhante carreira académica. Uns ostentam mestrados, outros até doutoramentos. Fazem-no mesmo quando não possuem mais do que o ensino básico (e conseguem ter crédito).
Actos cívicos? Sim, mas são imprevisíveis! Tanto acontece haver cérebros destes alinhados e militantes, como os podemos ouvir discorrer sobre o valor dos políticos, amesquinhando a sua actividade parlamentar ou autárquica. Votam sempre e o seu comportamento é, também neste domínio, muito parecido ao cérebro descrito no meu “relatório” anterior: votam sempre nos "aqueles" mas também votam noutros que se pareçam muito com "aqueles"...
ANÁLISE DETALHADA DOS HEMISFÉRIOS - O "relatório cientifico" original tem relevante descriminação. Contudo, no âmbito desta divulgação, afigura-se ser de primário cuidado a reserva da divulgação. Por outro lado, atendendo à frequência de persistentes afirmações da insondadibilidade do cérebro feminino, não resisto a introduzir neste post um documento que prova a intervenção nefasta de algumas mães, no processo educativo do cérebro hoje:
TERMINA NO PRÓXIMO POST (dedicado à com



BLOG CONVERSA AVINAGRADA

A HISTÓRIA E ASSASSINATO DE RASPUTIN (INCLUI CLIP)


vídeo



O Assassinato de Rasputin

reprodução
Rasputin, "o Amigo"
O monge Grigori Rasputin, assassinado em 1916, foi um dos personagens mais enigmáticos e espantosos do período que antecedeu a Revolução Russa de 1917. Era uma mistura de homem santo milagreiro com o charlatanismo, que, sem ter formalmente nenhum cargo no governo imperial russo, exerceu uma enorme influência na última fase de vida da dinastia Romanov.


Um casal em desespero

"Em Rasputin, a monarquia, condenada e agonizante, encontrou um Cristo feito à sua imagem e semelhança."

Leon Trotsky, 1930
Na noite de 16 de dezembro de 1916 o Príncipe Youssoupov ergueu novamente sua taça. Mais um brinde. A figura que começava a cambalear em sua frente empinou o cálice e sorveu tudo de um só vez. Seus cabelos negros desgrenhados esparramavam-se pelos ombros e entre a barba, e a testa brilhavam seus poderosos olhos cinzentos, "olhos de lobos" como diziam, que já estavam um tanto embaçados. O monge Grigori Rasputin privava com os grandes da Rússia. Desde que uma aia da corte o havia apresentado a czarina Alexandra Fedorovna, por volta de 1905, ele se tornara a eminência parda da autocracia.

reprodução
Alexei, o herdeiro doente da Rússia
A corte em São Petersburgo era pródiga com os advinhos, os ilusionistas, os hipnotizadores e os charlatães de todas as espécies que encontravam junto ao casal real uma simpática acolhida. Quando mais o regime era isolado e odiado pela multidão, mais Nicolau II e sua mulher se cercavam de gente estranha, apelando crescentemente para o sobrenatural e para as forças do além. Rasputin, porém, foi diferente dos demais, pois ele ultrapassou todos os limites. O czarevitch, o jovem príncipe, era hemofílico e seus pequenos acidentes colocavam a família em polvorosa. A czarina se contorcia em culpas. A própria doença do herdeiro de certa forma já prenunciava o fim da dinastia. Foi numa daquelas crises terríveis, com o menino quase agonizante ao leito, que brilhou a estrela de Rasputin.

As origens de Rasputin

reprodução
Rasputin no seu apogeu
Vindo da Sibéria, onde nascera em 1869, em Tobolks, com a fama de milagreiro, o staretsGrigori Rasputin havia pertencido à seita dosKhlysty ou "flagelantes", desenvolvendo um notável dom de magnetizar e impressionar as pessoas. Camponês rude e semi-analfabeto, era visto no palácio real como uma força viva da natureza e lídimo representante da Santa Rússia. Com enorme concentração e uma profusão de preces ditas num idioma incompreensível, ajoelhado ao lado do leito do garoto, Rasputin conseguia fazer sempre que o adoentado se recuperasse. Para a família real ele passou a ser um enviado de Deus.
A sua consagração frente aos soberanos - como homem santo oficial - fez com que cessassem os seus tempos de peregrinação, fome e vagabundagem. Doravante estaria à disposição dos monarcas a qualquer momento. Não demorou muito para que aquele homem esperto e vivo tirasse todo o proveito possível daquela situação. Na constante troca de bilhetes de Alexandra com o marido, zelosamente coletados pela polícia secreta do próprio czar, ele é referido como "o Amigo". Não havia nomeação, transferência ou decisão importante a ser tomada por Nicolau II sem que ela rogasse que "escutasse o Amigo". Sabe-se que geralmente com sucesso.

Um bruxo no poder

reprodução
Alexandra e Nicolau
Em pouco tempo a capital tomou ciência da importância do "profeta". Ministros, generais, os grandes do império, aventureiros, bajuladores e oportunistas de todos os calibres enfileiravam-se atrás do bruxo para conseguir algum favor real. Nunca se soube ao certo qual era o critério das escolhas de Rasputin. Os relatórios que o casal recebia narravam intermináveis aventuras amorosas e um sem fim de bebedeiras, mas isso em nada afetava o seu prestígio. Ao contrário, estar de bem com o starets era adoçar a boca dos monarcas. Nenhuma das intrigas em que envolviam Rasputin tinham o poder de abalar a confiança cega que ele despertara em Alexandre e Nicolau. O fato é que o enorme império dos Romanov, o maior em extensão em toda a Terra, passou a ser indiretamente regido por um bruxo.

Os desastres da guerra

reprodução (tela de John Nash)
A guerra foi o fim da dinastia
Com a entrada da Rússia na guerra de 1914, sua influência aumentou ainda mais. Especialmente porque ele havia manifestado sua contrariedade em fazer a guerra contra as potências centrais (a coligação do Império Austro-húngaro com o Império Alemão). Quando as derrotas começaram a avolumar-se no fronte, os maus presságios de Rasputin foram lembrados. Entrementes, conforme o país afundava no desastre e no desespero, os cortesãos mais próximos do czar passaram a não poder mais suportar as intromissões de Rasputin na condução dos negócios. Além disso a imagem de um bruxo agindo nos bastidores, aparentemente conduzindo o país numa guerra devastadora, depunha contra a seriedade da monarquia. Alguma coisa tinha que ser feita. Depois de ter assistido na Duma, o parlamento russo, um contundente discurso de um deputado da extrema-direita chamado Purishkevitch, denunciando as forças ocultas que estavam manipulando a monarquia, numa clara alusão a Rasputin, o príncipe Félix Youssoupov o procurou para participar num plano. Além deles, havia ainda um oficial de nome Sukhotin, e um médico, o doutor Lazovert, mas a figura mais impressionante era o grão-duque Dmitri, da própria família real.


A trama para assassinar Rasputin
Os conspiradores imaginaram então um ardil. O príncipe Félix Youssoupov era casado com a sensual Irene Alexandrovna, uma das maiores beldades da corte e nada menos do que sobrinha de Nicolau II. Rasputin a viu certa vez na ópera e encantou-se. Para atrai-lo ao seu palácio, situado sobre o canal do Mojka, um dos diversos condutos que levava ao Rio Neva, em São Petersburgo, Youssoupov prometeu que a apresentaria ao iluminado. Um pouco antes, no entanto, levando-o ao porão, desejava propiciar-lhe alguns regalos. Nada daquilo pareceu estranho a Rasputin. Foram incontáveis as vezes que homens poderosos ofereceram-lhe as esposas em troca de benesses e cargos. Só que desta vez os seus doces favoritos que Youssoupov lhe ofereceu numa bandeja estavam encharcados de cianureto.

Uma surpresa para os conspiradores

reprodução
O príncipe Youssoupov no exílio em Paris
Depois de uma série de brindes com vinho também envenenado o bruxo arriou. Caiu sobre um sofá, resvalando para o chão. Youssoupov acreditando-o morto, comunicou o resultado aos conjurados que o aguardavam no andar de cima do palácio. Repentinamente ecoou um grito terrível. Era o próprio Youssoupov assustado ao deparar-se com Rasputin erguendo-se do chão onde o presumira morto. Havia nos doces veneno suficiente para abater um cavalo. Calculou-se depois que as quantidades colossais de bebida que ele ingeria regularmente neutralizaram em parte a ação da mortífera poção que lhe deram. Atendendo ao chamamento do príncipe, que chegou a disparar por duas vezes em Rasputin, Vladimir Purishkevitch, desceu com o revolver em punho e , de imediato, descarregou-o sobre o corpanzil de Rasputin, que naquela altura ensaiava uma fuga. Não antes, porém, de tentar esganar com suas poderosas mãos o pescoço de Youssoupov.
Amadores, os conjurados quando se desfizeram do cadáver jogando-o num buraco feito na crosta enregelada do rio Neva, esqueceram-se de colocar-lhe uns pesos aos pés. Três dias depois, a polícia o encontrou. A czarina fez questão, na véspera do Natal, dia 24 de dezembro, de prestar-lhe uma homenagem fúnebre em completo segredo. Deram o óbito como morte acidental.

As seqüelas da morte do bruxo

reprodução
A família Romanov
Dada a alta linhagem dos envolvidos no assassinato, Nicolau II resolveu apenas puni-los com desterros benignos. O estrago à imagem da monarquia porém foi irrecuperável. No Natal seguinte, o do ano de 1917, o czar e toda a sua família estavam presos e, apenas quinze meses depois da retirada do corpo de Rasputin das margens do Neva, Nicolau II, a czarina e os filhos, foram passados pelas armas no dia 17 de julho de 1918, na cidade de Ekaterinburg por um comando de execução bolchevique, liderado pelo camarada Yurovsky. O fim brutal do bruxo, de certa forma, foi a antecipação, ainda que em dimensão bem menor, do que aguardava os últimos dos Romanovs.

Hoje, na Rússia pós-comunista, esboça-se entre os grupos de extrema-direita nacionalista um movimento de resgate da figura de Rasputin. Acreditam-no um tipo puro, o "bom selvagem" siberiano, místico e supersticioso, não contaminado pelos ideais racionalistas do Ocidente, um "russo puro", ao modo de Dostoievski, que a seu modo tosco tentou preservar a Santa Rússia das desgraças.

Um Governo preocupado com o desemprego dos outros


Um Governo preocupado com o desemprego dos outros

Do número anual de portugueses que emigram para o Luxemburgo, quase dois terços acabam por regressar a Portugal. Maioritariamente sem formação, a população portuguesa neste país representa já cerca de um terço do total dos desempregados. Um fenómeno que é extensível a outros dos principais destinos actuais da emigração portuguesa e que, diz-se aqui, está a preocupar o Governo. Não deixa de ter a sua lógica. Um Governo que o máximo que consegue fazer para diminuir o desemprego no seu país é apelar aos portugueses que emigrem em massa é natural que se preocupe com a notícia de que nos países de destino dessa emigração a vida também não está fácil. Para além do desincentivo que a notícia encerra, é fazer as contas para quanto subiria a taxa de desemprego caso os 120 mil portugueses que emigraram só no último ano regressassem à base e se juntassem aos mais de 700 mil desempregados que, sem eles, têm uma correspondência numa taxa de desemprego record a passar os 13 por cento.


BLOG o PAÍS DO BURRO

o caminho - António Garrochinho




o caminho

eu nunca deixarei de sonhar
no universo, tenho todos os caminhos para trilhar
na procura de mim, de paz e de amor
não olharei ao luxo, á riqueza
combaterei os injustos, levanterei do chão a pobreza
abraçarei quem é bom
quem tem no coração
estrelas deslumbrantes para dar
abrirei galáxias para os amantes
luas, planetas, para quem quiser amar !

António Garrochinho

luz e trevas - sextilha de António Garrochinho


veredas de dor - António Garrochinho





veredas de dor - António Garrochinho

que me deram vocês burgueses
quanto me fizeram penar, quantas vezes
caminhadas de sofrimento
mas no caminho percorrido
no muito que tenho sofrido
para a luta ganhei alento

António Garrochinho

tarefas de 2012


EMIGREM


O TEU SORRISO - poema ilustrado de António Garrochinho


O ELO - poema de António Garrochinho



26

De que me serve a poesia
se não sei dizer em verso
aquilo que agora em mim
anda confuso e disperso?

De que me serve a poesia
se a minha alma sem esperança
vai gritando dia a dia
que continuo criança?

De que me serve a poesia
se em vez de ódio e rancor
continuo a dar bom dia
à saudade e ao amor?

De que me serve a poesia
se dou comigo a chorar
quando vou de alma sombria
sozinha para o pé do mar?


"Passagem de Ano" dos portugueses

Um lavagante para assinalar o Novo Ano de 2012

Para os 2% de ricos:
  

Para os 98% restantes, oferta do nosso governo:


Ao que nos conduz a política de direita e das desigualdades



Natal de 2011, Natal de injustiças, Natal de luta

Há muito que não tínhamos um Natal assim

35 anos de políticas de direita arruinaram o país, reduziram a democracia que conquistámos em 1974, aumentaram as desigualdades, e fizeram-nos regressar a muitas das condições de vida dos tempos do fascismo.

Já lá vão 37 anos. Muitos portugueses não viveram o regime fascista, não conheceram as duras realidades da vida do povo, em especial nas aldeias, no interior atrasado do país. Não conheceram a fome a miséria das aldeias que viviam isoladas, sem estradas ou caminhos. Não conheceram os bairros de barracas nas periferias das cidades. 
A maior parte de Portugal não tinha rede elétrica, não tinha abastecimento de água. A maioria das habitações não tinha casa de banho. 
Os trabalhadores do campo trabalhavam de sol a sol. Nos campos do Alentejo, os proprietários das terras, grandes agrários, "leiloavam" os trabalhadores oferecendo salários de miséria nas "praças de jorna". Quem não aceitasse trabalhar pelo preço oferecido, era posto à margem e ficava sem trabalho.

As crianças não tinham escolas e eram obrigadas a trabalhar muito cedo para ajudar a família. A mortalidade infantil era elevada. As doenças, a tuberculose ceifava as vidas dos mais fracos e mais pobres.
Quase dois milhões de portugueses tiveram que emigrar "a salto" como diziam. 
Eram emigrantes que muito dificilmente voltavam para rever a família se mulher e filhos não fugissem também para se juntar ao marido e pai no estrangeiro. 
A população envelheceu com a saída dos mais novos. Portugal não tinha futuro. 

O Natal era vivido nas aldeias pelos "velhos", mulheres e crianças. Apesar da fome e miséria o povo não deixou de ter sempre algo para o jantar de Natal com a família restante. Era a imagem da "casa portuguesa com pão e vinho sobre a mesa" que Salazar louvava. 

A tradição dos festejos de Natal, desde a homenagem pagã ao solstício de inverno, à celebração cristã do nascimento de Jesus era, feita à volta de rituais muito simples. A tradicional canção que José Afonso tão bem interpretou, mostra isso mesmo. O Natal dos simples:



Hoje, 37 anos passados, da Revolução que nos libertou do regime fascista que conduziu Portugal à miséria, ao isolamento internacional, obrigam-nos a recordar esses tempos.

2011 vai terminar com nuvens negras ameaçando o regresso aos tempos difíceis do antigamente para quem trabalha. 

O processo revolucionário do 25 de Abril de 1974, que tanta esperança trouxe aos portugueses, foi interrompido pela traição de alguns que se aliaram à direita e aos ricos "donos de Portugal" que tinham perdido o seu poder.

Provando que o dinheiro não desapareceu, apenas mudou de bolsos, os ricos estão mais ricos e os pobres mais pobres. 
  
Aproxima-mo-nos perigosamente dos tempos em que Almeida Garret, escreveu: “E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?”.



ALGARVE - ACRAL – um tentáculo do polvo?


ALGARVE - ACRAL – um tentáculo do polvo?


A ACRAL – Associação de Comerciantes da Região do Algarve continua a ser notícia, não porque tenha aberto mais uma grande superfície e se escondeu mas, porque escondeu e enfrenta graves problemas de gestão interna.A nova ribalta, que ultrapassa velhas acusações de proveitos com o avanço da grande distribuição, passa pela ruptura definitiva do presidente do Conselho Fiscal que, ao bater com a porta, arrastou para a rua as coordenadas cruzadas da gestão exercida pela direcção e acabaram publicamente sufragadas por outros órgãos.Em concreto, o presidente do Conselho Fiscal afirmou irregularidades na forma de não apresentação de documentos, salários em atraso para com funcionários e a incongruente existência de um depósito de mais 530 mil euros na conta particular… do tesoureiro.Questionado o presidente da direcção, João Rosado, este não desmentiu. Nem qualquer outro órgão. O Conselho Geral reuniu e na sua existência quase sobrenatural, reduziu tudo a um copo de água, sem tempestade. Sem ver máculas, quedou-se por conselhos gerais de um programa de reestruturação organizativa para redução de custos.Pelo menos com a atenção da imprensa regional que deu natural notoriedade ao assunto, uma entrevista ao presidente da assembleia geral, o ex-presidente da direção, o primeiro remunerado no cargo e apontado candidato nas próximas eleições, Álvaro Viegas, também lavou a gravidade do assunto, resumindo-o à insignificância de “actos normais de gestão”.
Perante tão elevado e compreensível grau de solidariedade entre órgãos que afinal se concertaram para as anteriores eleições, o que ressalta para a opinião pública em geral é a forma como justificaram um acto de gestão, onde o dinheiro que falta na tesouraria oficial e tem compromissos pendentes, precisou de uma “passagem” por uma conta particular.
E não estamos a falar de tostões. O presidente do Conselho Fiscal falou de 530 mil euros e se ninguém desmente é porque existem, levantam a pergunta da sua natureza e origem, porque razão não cobrem as despesas em atraso e abrem novas soluções de contabilidade, que por lei são condenáveis?
Na actuação dos órgãos sociais da ACRAL que já sobreviveram a tanta falta de consistência no cumprimento do palavreado dos estatutos e dos seus dirigentes, o que é de estranhar é a abstracção e a inoperância dos seus associados que nada questionam. Mesmo que as situações em causa devessem estar no foro da Justiça, a qual, se prepara para passar ao lado.
O que esta realidade faz ressaltar é que a ACRAL não cumpre os objectivos de luta dos pequenos e médios empresários, é absolutamente indispensável esmagar o seu papel de conivência com o poder instituído, em desfavor dos representados, mobilizando as forças da sociedade para uma nova estrutura que reponha um caderno reivindicativo daquele que continua a ser o tecido estrutural e representativo da região.
Não perceber a realidade só nos vai aumentar as dificuldades, quando temos pela frente um Governo que decretou a morte dos pequenos e médios empresários para defender uma dívida contraída pelo grande capital e afins.

Vemos aqui justiça?

Luis Alexandre
 
blog A defesa de Faro 



Algarve produz 1200 toneladas de frutos vermelhos para o norte da Europa
28-12-2011 

A produção de frutos vermelhos no Algarve está em expansão, com a grande maioria das 1200 toneladas comercializadas em 2011 pela organização de Produtores Madrefruta a terem como destino o Norte da Europa.    

“Este ano de 2011 temos cerca de 600 toneladas de framboesa e 600 de morango e daqui por cinco anos teremos 2500 toneladas de cada fruto”, estimou o diretor geral do grupo Hubel, Humberto Teixeira.
O Grupo Hubel, com sede em Pechão (Olhão), arrancou com a produção agrícola em 1996 para testar os conhecimentos das outras empresas do grupo nas áreas da irrigação e da nutrição vegetal e é hoje a que mais contribui para o total de frutos vermelhos - morango, framboesa e amora - que o Algarve exporta anualmente.
Segundo o diretor geral, as empresas agrícolas, cuja produção é toda comercializada através da Organização de Produtores Madrefruta vai ter em 2011 um volume de negócios de cerca de seis milhões de euros.
As empresas de produção agrícola da Hubel, que vendem para a Madrefruta, têm um volume de vendas para a organização de cerca de 1,8 milhões.
Humberto Teixeira explicou que “os frutos vermelhos tiveram evolução significativa neste ano de 2011” devido à opção tomada, em conjunto com a Driscoll’s (parceiro que desenvolve variedades destes frutos e comercializa para a Europa), de produzir no período de inverno, de janeiro a abril.
“E foi conseguir fazê-lo nesta fase do ano que fez dar o salto e passar de quatro milhões para seis”, destacou.
O responsável explicou que os fatores que levaram ao sucesso destas produções foram a aposta no conhecimento, na inovação técnica e em trabalhadores qualificados.
O primeiro teste foi com o morango e, em simultâneo, nasceu a parceria com a Driscoll’s, que Humberto Teixeira disse ser “o maior operador a nível mundial e um operador muito importante que se instalou na Europa, particularmente em Portugal e no sul de Espanha”.
Foi fruto dessa parceria e da integração dos conhecimentos mútuos que se introduziu a cultura da framboesa, que no Algarve só existia como fruto silvestre.
O plano de comercialização da empresa prevê quintuplicar a produção até 2016.
Observatório do Algarve

Pretextos para fugir do real



A uma luz perigosa como água
De sonho e assalto
Subindo ao teu corpo real
Recordo-te
E és a mesma
Ternura quase impossível
De suportar

Por isso fecho os olhos

(O amor faz-me recuperar incessantemente o poder da
provocação. É assim que te faço arder triunfalmente
onde e quando quero. Basta-me fechar os olhos)

Por isso fecho os olhos
E convido a noite para a minha cama
Convido-a a tornar-se tocante
Familiar concreta
Como um corpo decifrado de mulher

E sob a forma desejada
A noite deita-se comigo
E é a tua ausência
Nua nos meus braços

Experimento um grito
Contra o teu silêncio

Experimento um silêncio

Entro e saio
De mãos pálidas nos bolsos

Assobio às pequenas esperanças
Que vêm lamber-me os dedos

Perco-me no teu retrato
Horas seguidas

E ao trote do ciúme deito contas
Deito contas à vida.

Alexandre O’Neill, in “Tomai lá do O'Neill” , Mem Martins , Rio de Mouro, Círculo de Leitores, 1986

Beijings e abraços


Estava eu completamente absorvido a tentar decifrar se este letreiro numa loja chinesa quererá dizer que mais algumas necessidades fisiológicas foram, entretanto, classificadas como pecados a carecer de absolvição... quando fui assaltado por algumas dúvidas:
1. Será que de futuro as contas da EDP poderão ser pagas nas lojas dos chineses?
2. A ser esse o caso, será que ficarão por menos de metade do preço?
3. Será que a "nova" administração da EDP passará a ser designada como a Maralha da China”?
Fico na espectativa.

A MENTIRA E O DESPREZO - BAPTISTA BASTOS


BAPTISTA-BASTOS

A mentira e o desprezo

por BAPTISTA-BASTOS

Parece que há excesso de portugueses em Portugal. Para remediar tão desgraçada contrariedade, o Governo decidiu minguar-nos tomando decisões definitivas. Há semanas, um secretário de Estado estimulou a emigração de estudantes. Há dias, o primeiro-ministro alvitrou que os professores desempregados ou com dificuldade em empregar-se deviam encaminhar-se para os países lusófonos, nos quais encontrariam a felicidade que lhes era negada na pátria. O dr. Telmo Correia, sempre inteligente e talentoso, elogiou, na SIC-Notícias, a sabedoria cristã de tão arguta ideia.
Acontece um porém: e os velhos? Que fazer dos velhos que enchem os jardins e a paciência de quem governa? Os velhos não servem para nada, nem sequer para mandar embora, não produzem a não ser chatices, e apenas valem para compor o poema do O'Neill, e só no poema do O'Neill eles saltam para o colo das pessoas. Os velhos arrastam-se pelas ruas, melancólicos, incómodos e inúteis, sentam--se a apanhar o sol; que fazer deles?
Talvez não fosse má ideia o Governo, este Governo embaraçado com a existência de tantos portugueses, e estorvado com a persistência dos velhos em continuar vivos, resolver oferecer-lhes uns comprimidos infalíveis, exactos e letais. Nada que a História não tivesse já feito. Os celtas atiravam os velhos dos penhascos e seguiam em frente, sem remorsos nem pesares.
Mas há outro problema. A fome. A fome que alastra como endemia, toca a quase todos, abate-se nos velhos e, agora, nos miúdos. Os miúdos das escolas chegam às aulas com as barrigas vazias: pais desempregados, famílias desgarradas, "a infância, ah!, a infância é um lugar de sofrimento, o mais secreto sítio para a solidão", disse-o Ruy Belo; e as escolas já não têm o que lhes dar. As cantinas reabrem, mesmo durante as férias, e sempre se arranja uma carcaça, um leite morno, nada mais, oferecidos por quem dá o pouco que não tem.
Vêm aí mais fome, mais miséria, mais desespero, mais assaltos, mais violência, mais velhos desamparados, mais miúdos espantados com tudo o que lhes acontece e não devia acontecer. Mais desemprego, num movimento cumulativo, mecânico a automático, como nos querem fazer crer. Diz o Governo. Como se esta realidade fosse natural; como se a semântica moderna da sociedade explicasse a amoralidade da eliminação da justiça e a inevitabilidade do que sucede.
Para que serve este Governo?, a quem favorece, a quem brinda, a quem satisfaz? Podem, em consciência, os seus panegiristas passar ao lado das infâmias a que assistimos, e continuar omissos ou desbragadamente cortesãos? Podem. É ao que temos vindo a assistir. O Governo administra o ódio e o desprezo com a indiferença gélida de quem não é por nós. Diz-se que o anterior Executivo vivia da e na mentira. Este subsiste de quê?

Médica assalta ourivesaria em Lisboa

Usou gás-pimenta para roubar mais de mil euros em jóias.
28-12-2011 

Uma mulher de 48 anos, médica de profissão, assaltou uma ourivesaria o Centro Comercial Roma, em Lisboa, na segunda-feira à tarde.

Ao ser detida pela PSP, os agentes constataram que tinha ainda em sua posse uma pistola de pressão de ar, revela o “Jornal de Notícias”.

Em sua posse foram encontradas jóias avaliadas em 7.200 euros.

A mulher, bem vestida, entrou na ourivesaria e pediu para ver alguns objectos. Na altura de pagar, puxou do gás-pimenta para borrifar a cara da funcionária.

A assaltante foi interceptada por um segurança do centro comercial. Minutos depois chegou ao local a polícia, que a deteve.

A médica agressora já detida recusou o jantar fornecido pela PSP e a irmã levou-lhe outra refeição. Segundo familiares sofre de perturbações .

PORTUGAL Á NOITE!!!


Uma foto tirada por um astronauta, da Terra e publicada pelo Observatório da NASAem 26 de dezembro de 2011 e adquirida em 04 de dezembro de 2011 a partir da Estação Espacial Internacional (ISS) mostra as luzes da cidade de Espanha e Portugaldefinem a Península Ibérica.

Vários grandes áreas metropolitanas são visíveis, marcadas por suas relativamente grandes áreas brilhantes, incluindo as capitais de Madrid, Espanha. A antiga cidade deSevilha, visíveis ao norte do estreito de Gibraltar, é uma das maiores cidades daEspanha, e de realçar Lisboa e o Algarve.


blog do larguesa

Puta Que Os Pariu...

...É o que me apetece desejar para o ano de 2012 que se avizinha, ao (des)Governo PPD/PSD + CDS-PP da República Portuguesa.